Fisioterapia Aplicada À Saúde da Mulher, 6ª edição

Autor(es): BARACHO, Elza
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O melhor conteúdo sobre fisioterapia aplicada à saúde da mulher. Em sua sexta edição, a obra Fisioterapia Aplicada à Saúde da Mulher, reúne a experiência clínica dos autores de cada capítulo e da Profa. Dra. Elza Baracho às evidências científicas mais atualizadas e à participação da mulher na tomada de decisão clínica. O destaque da nova edição são as discussões de casos clínicos ao final dos capítulos, o que elucida o conteúdo teórico apresentado e propicia o entendimento de como o fisioterapeuta deve desenvolver o raciocínio clínico, mostrando com clareza que a avaliação e a elaboração do tratamento fisioterapêutico devem sempre ser adequadas à realidade de cada mulher e à luz das evidências científicas. A obra cumpre com maestria o papel de discutir profundamente a avaliação e o tratamento fisioterapêutico, sempre de acordo com a Fisioterapia Baseada em Evidência.

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53 capítulos

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1 - Anatomia da Pelve Feminina

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1

Anatomia da Pelve

Feminina

Elza Baracho

Livia Rossi

Gabriela Carvalho Lopes

INTRODUÇÃO

Pelve

Conhecer a si mesmo profundamente sempre foi uma questão de grande curiosidade para a nossa espécie. A ciência Anatomia Hu‑ mana avançou nesse sentido profundamente ao longo de centenas de anos; hoje, podemos saber com detalhes a constituição de cada parte do corpo e a influência da anatomia na sua funcionalidade, e vice‑versa. Ao longo de milhares de anos, a mudança do com‑ portamento humano possibilitou o bipedalismo, que influenciou a anatomia pélvica atualmente estudada em nossa espécie, a qual teve influência sobre alguns dos nossos hábitos. Pesquisadores dedicados aos estudos de antropologia, medicina evolucionária e evolução do comportamento materno revelam informações pre‑ ciosas sobre a evolução da anatomia da pelve do ser humano e o nosso comportamento especificamente durante o parto.

As pesquisadoras Karen R. Rosenberg e Wenda R. Trevathan contam que “índícios de fósseis sugerem que foi a anatomia tam‑ bém, e não apenas a nossa natureza social, que levou as mães humanas – em contraste com nossos parentes primatas mais pró‑ ximos e com quase todos os outros mamíferos – a pedir ajuda no parto. Na verdade, o hábito de procurar assistência talvez já exis‑ tisse quando o mais antigo membro do gênero Homo apareceu, e possivelmente data de 5 milhões de anos atrás, quando nossos ancestrais começaram a andar eretos regularmente”.

 

2 - Adaptações Fisiológicas da Gestação

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2

Adaptações Fisiológicas da Gestação

Julio Dias Valadares

Rita de Cassia Meira Dias

Áurea Soares Zica

Bruna Roque Ribeiro

Carolina Nogueira de São José

Introdução

O pré‑natal, o parto e o pós‑parto humanizado, com base na assistência integral e preventiva, associados ao conhecimento e aos indicadores monitorados pela equipe multiprofissional, são fundamentais para o impacto na sobrevida da mãe e do recém‑nascido; afinal, as mortalidades materna, infantil e neo­ natal são alguns dos desafios do milênio.

O processo educativo permanente, humanizado e parti‑ cipativo com base em evidência é uma abordagem eficiente e transformadora que contribui para um trabalho em equipe com desafios e perspectivas únicas, pois aborda conflitos e de‑ senvolvimentos nos planos consciente e inconsciente na vida da mulher, além das modificações e adaptações que vivenciamos e ainda precisamos muito aprender.

Conhecer os mecanismos de adaptações fisiológicas do or‑ ganismo materno durante a gestação é uma estratégia muito importante para o cuidado longitudinal obstétrico e neonatal.

 

3 - Adaptações Respiratórias na Gravidez

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3

Adaptações

Respiratórias na Gravidez

Maria da Glória Rodrigues Machado

Armèle Dornelas de Andrade

Antônio Vieira Machado

Introdução

Progesterona

200

150

ng/m

A gravidez é caracterizada por importantes trocas no sistema respiratório e de vários outros sistemas de controle fisiológi‑ co, no repouso e exercício. A maioria dessas trocas é iniciada e mantida por hormônios gestacionais desde o primeiro trimes‑ tre da gestação e é necessária para acomodar as demandas e exigências do feto e, em menor extensão, dos tecidos e órgãos maternos.

100

50

Efeitos hormonais na respiração

Vários hormônios afetam o metabolismo e os diversos sistemas orgânicos maternos durante a gravidez. O sistema respiratório da gestante sofre alterações anatômicas e funcionais devido à influência de diversos hormônios, como a progesterona, o es‑ trogênio, a gonadotrofina coriônica humana, o cortisol, entre outros.

5

10

 

4 - Avaliação e Intervenção da Fisioterapia na Gravidez

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4

Avaliação e Intervenção da Fisioterapia na

Gravidez

Elza Baracho

Sabrina Baracho

Georgia Nunes Braga

Fernanda Saltiel Barbosa Velloso

Introdução

O pré‑natal compreende a concepção até o momento do parto, período de intensas mudanças físicas e psicológicas na mulher.

Nesse contexto, a gestante é encaminhada para acompanha‑ mento fisioterapêutico a fim de preparar‑se para o parto, aliviar dores e desconfortos, prevenir disfunções, como as musculo‑ esqueléticas e as do assoalho pélvico, ou com o objetivo de ser orientada em relação aos parâmetros adequados de atividade física.

Por ser uma fase de grandes modificações, a mulher, de ma‑ neira geral, encontra‑se receptiva às informações, ao aprendi‑ zado e à adoção de novos hábitos que beneficiem a sua saúde e a do bebê, tornando a gravidez um período propício para a atuação fisioterapêutica.

Devido à possibilidade de ter maior contato com a gestante pelos atendimentos frequentes, o fisioterapeuta tem condições propícias para investigar e identificar suas queixas, dúvidas e seus anseios, além de orientá‑la em relação a todas as atividades que realiza. Devem, pois, ser discutidos assuntos como ativida‑ des ocupacionais, atividades sociais, viagens, vestuário e ativi‑ dade física, mesmo que tais tópicos já tenham sido abordados pelo médico pré‑natalista. Ao longo da leitura deste livro, serão fornecidos subsídios para a discussão desses temas que, sem dúvida, favorecerão a definição segura da conduta de atendi‑ mento adequada a cada caso.

 

5 - Ergonomia no Período Gestacional

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5

Ergonomia no

Período Gestacional

Fernanda Saltiel Barbosa Velloso

Elza Baracho

Sabrina Mattos Baracho

Introdução

A Ergonomia é a ciência que estuda o homem e suas necessida‑ des físicas e psíquicas para desenvolver equipamentos, uten­sílios e dispositivos, e organizar o trabalho de modo que as tarefas sejam executadas com conforto, eficiência e segurança. Sua fi‑ nalidade é adaptar o ambiente às características do ser humano para otimizar o bem‑estar e a habilidade de o indivíduo realizar uma atividade. Trata‑se de uma disciplina que visa à abordagem sistêmica de todos os aspectos da atividade humana, sejam eles físicos, cognitivos, sociais, organizacionais ou ambientais (IEA,

2017). Os conceitos da ergonomia são largamente adotados no ajuste do ambiente de trabalho, mas se aplicam a qualquer situa­ção em que haja interação do indivíduo com o ambiente, como realizar tarefas cotidianas e de cuidados com a casa e com os filhos, lidar com tecnologia/produtos etc.

 

6 - Gravidez na Adolescência

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6

Gravidez na

Adolescência

Elza Baracho

Maria Júlia Vieira de Oliveira

Solange de Melo Miranda

Brunna Venâncio dos Santos

Roberto Magno Vieira de Oliveira

Introdução

A adolescência pode ser compreendida na atualidade a partir de diversos ângulos, cada um deles correspondendo a uma área do conhecimento. Se, por um lado, ainda existem concepções que a relacionam a uma transição, a seres projetados para o futuro ou a uma idade problemática, por outro, há uma visão dos adolescentes como sujeitos de direitos, com potencialidades e capacidade de intervenção na sociedade. Contribuindo para a discussão, há também a leitura da adolescência como categoria socialmente construída e dependente de fatores históricos, sociais, culturais, socioeconômicos e territoriais, apontando para a noção de “adolescências”. No entanto, é importante considerar as contribuições de outras áreas do conhecimento para uma compreensão mais ampla. Para tal, há um trabalho psíquico responsável pela travessia da infância para a vida adulta, na qual o jovem enfrenta vários desafios, dentre os quais, o desligamento da família, as exigências sociais e o apelo da sexualidade. Além disso, segundo alguns autores, a adolescência pode ainda ser compreendida como o impacto causado pela irrupção da puberdade ou, ainda, como “sintoma” da puberdade.

 

7 - Nutrição na Gestação

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7

Nutrição na Gestação

Mara Cláudia Azevedo Pinto Dias

Aspectos nutricionais da gestante

As provas efetivas quanto às demandas nutricionais positivas da gravidez são cada vez mais evidentes. A boa nutrição du‑ rante esse período não só é fundamental para fornecer os nu‑ trientes necessários ao crescimento dos tecidos fetais e mater‑ nos, como também para as adaptações fisiológicas que ocorrem nessa fase. Esses ajustes são necessários para o apoio de uma gravidez saudável e a utilização adequada de nutrientes. A boa nutrição é necessária para a expansão normal do volume plas‑ mático durante a gestação, o aumento exigido para a perfusão adequada da placenta e a transferência de nutrientes para o feto. Mulheres com nutrição adequada dão à luz bebês maiores e mais saudáveis.

O suprimento de nutrientes para o bom desenvolvimento fe‑ tal envolve basicamente três fenômenos fisiológicos:

Manutenção da sobrevivência: necessita de poucos nutrientes

Diferenciação das estruturas celulares: sensível aos nutrientes

 

8 - Síndromes Hipertensivas na Gravidez

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8

Síndromes

Hipertensivas na Gravidez

Sinval Ferreira de Oliveira

Maria Júlia Vieira de Oliveira

Roberto Magno Vieira de Oliveira

Introdução

A hipertensão arterial (HA) é a doença cardiovascular mais co‑ mum durante a gestação e até mesmo durante os anos férteis da mulher. As complicações decorrentes da doença hipertensiva são, ao lado da infecção e da hemorragia, a principal causa de morte materna na maioria dos serviços especializados, incluindo a Maternidade Hilda Brandão, da Santa Casa de Belo Horizon‑ te, que é o hospital‑escola onde se realizam os estudos referidos neste capítulo, cujos resultados coincidem com os registros da literatura internacional. O diagnóstico preciso e seu correto tra‑ tamento podem evitar ou diminuir a gravidade das complicações relacionadas com a hipertensão arterial sistêmica (HAS).

Técnica para aferir a pressão arerial durante a gravidez

A PA deve ser verificada no braço direito relaxado e apoiado, com a mão aproximadamente no nível do coração. A aferição nos casos em que houver dúvidas quanto à HA deve ser reali‑ zada após 1 h de repouso (com a paciente sentada na sala de espera), permanecendo, durante o repouso, sem se alimentar, fumar ou tomar medicamentos. Coloca‑se, então, a borda in‑ ferior do manguito a dois dedos transversos (4 cm) acima da prega cubital, identificando o pulso radial e inflando o aparelho até o marcador chegar a 20 mmHg acima do valor em que desa‑ parece o pulso radial. Depois, desinfla‑se lentamente e, em se‑ guida, utiliza‑se o método auscultatório, determinando a PAS, que corresponde ao primeiro som de Korotkoff, e a PAD, que corresponde ao quinto som que precede o desaparecimento to‑ tal dos sons.

 

9 - Atuação do Fisioterapeuta nas Síndromes Hipertensivas na Gravidez

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9

Atuação do

Fisioterapeuta nas

Síndromes Hipertensivas na Gravidez

Lilian Valim Resende

Introdução

As síndromes hipertensivas da gravidez (SHG) representam uma das mais complexas e controversas patologias do período gravídico‑puerperal, estando associadas ao aumento signifi‑ cativo da morbidade e mortalidade materna e fetal. Na Amé‑ rica Latina e no Caribe, as SHG são responsáveis por quase

26% das mortes maternas, enquanto na África e na Ásia con‑ tribuem para 9% das mortes. De acordo com Barakat et al.

(2016), a prevalência de gestações com distúrbios hiperten‑ sivos pode ser de até 10%, variando de acordo com o país, a população estudada e os critérios utilizados para estabelecer o diagnóstico.

O Ministério da Saúde classifica as SHG em hipertensão ar‑ terial crônica, pré‑eclâmpsia e eclâmpsia, pré‑eclâmpsia sobre‑ posta à hipertensão arterial crônica e hipertensão gestacional.

Gestantes que apresentam SHG são consideradas de alto risco, uma vez que a vida da mãe e/ou do feto tem mais chances de sofrer agravos.

 

10 - Atuação do Fisioterapeuta no Controle do Diabetes Melito Gestacional

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10

Atuação do

Fisioterapeuta no

Controle do Diabetes

Melito Gestacional

Cristine Homsi Jorge Ferreira

Thaiana Bezerra Duarte

Flaviane de Oliveira Souza

Letícia Alves Rios Dias

Gisela Rosa Franco Salerno

Geraldo Duarte

O diabetes melito (DM) é uma doença de alta relevância que desperta continuamente a preocupação das autoridades da saú‑ de pública em decorrência de sua morbidade e mortalidade, além dos consequentes impactos sociais e econômicos. O im‑ pacto do DM não decorre apenas do quadro clínico, mas tam‑ bém de alterações funcionais em diferentes órgãos e sistemas, as quais resultam em descontrole metabólico crônico.

Conceitua‑se diabetes melito gestacional (DMG) o quadro de intolerância glicêmica diagnosticado pela primeira vez du‑ rante a gestação. Apesar de a nomenclatura induzir à conclusão de que o DMG seja causado pela gravidez, isso não é totalmente correto, pois o conceito liga‑se apenas à temporalidade do diag‑ nóstico, incluindo tanto os casos de distúrbio do metabolismo glicídico não diagnosticados previamente à gestação como também aqueles deflagrados pela gravidez (Quadro 10.1). Por essa razão, só no período puerperal será possível reconhecer se o DMG foi realmente ocasionado pela gravidez. A reclassifica‑

 

11 - Exercícios na Gravidez

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Elza Baracho

Fernanda Moreira Gonçalves

Renata de Oliveira Cangussu

Maria Cristina da Cruz

Introdução

O entendimento de como deve ser realizado um programa de exercícios físicos específico para gestantes exige primeiramente a compreensão das diferenças entre os termos atividade física, exercício, esporte e fisioterapia. O American College of Sports

Medicine (ACSM, 2014) define atividade física como qualquer movimento corporal, produzido pelos músculos esqueléticos, que resulte em gasto energético maior que os níveis de repouso, como, por exemplo, limpar a casa, andar ou pentear os cabelos.

Já o exercício físico, um subtipo de atividade física, é a repe‑ tição de determinada atividade física de maneira sistemática, ou seja, com número certo de repetições, certa frequência e in‑ tensidade, pelo qual a aptidão física é mantida ou aumentada.

O esporte, por sua vez, é a realização de uma atividade física com o intuito de competição. A fisioterapia, finalmente, pode ser definida como a arte e ciência dos cuidados físicos e da re‑ abilitação, a qual lança mão de várias ferramentas terapêuticas como cinesioterapia, terapias manuais, eletrotermoterapia, en‑ tre outras. Neste capítulo abordaremos o tema “exercícios na gravidez”; porém, como ocorre em outros artigos sobre o as‑ sunto, o termo atividade física indicando regularidade poderá ser usado em substituição.

 

12 - Hidroterapia para Gestantes

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12

Hidroterapia para

Gestantes

Giovana Macêdo Linhares

Thaís Andrade Guimarães

Elza Baracho

Panorama histórico da hidroterapia

Indícios do uso terapêutico da água datam de 2.400 a.C., mas apenas no final dos anos 1890 a reabilitação aquática passou a envolver a participação ativa do paciente. Ao longo de toda a

História, o nome empregado para denotar o conceito do uso da água para finalidades de tratamento de saúde e reabilitação mudou muitas vezes. Hidrologia, hidrática, hidroginástica, te‑ rapia pela água, exercícios aquáticos, hidroterapia ou fisiotera‑ pia aquática são alguns dos termos utilizados.

No ano de 1697, houve a primeira publicação científica so‑ bre hidroterapia na Grã‑Bretanha, considerada o berço dessa ciência. Em 1892, houve a primeira aula de hidroterapia em uma universidade americana. Indiscutivelmente, a promoção mundial do uso da reabilitação aquática deu‑se após as duas grandes guerras mundiais, quando um número expressivo de pessoas com sequelas físicas precisava de um tratamento mais específico e apropriado para a sua condição.

 

13 - Técnicas Complementares e Alternativas Aplicadas à Saúde da Mulher

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13

Técnicas

Complementares e

Alternativas Aplicadas

à Saúde da Mulher

Seção A | Pilates Clínico para Mulheres com Disfunções dos Músculos do Assoalho Pélvico e para Gestantes | O Olhar do Fisioterapeuta

Especialista em Saúde da Mulher

Elisa Barbosa Monteiro de Castro

Introdução

O método Pilates, ou apenas Pilates, é um sistema de exercícios fundamentado na filosofia corpo/mente/espírito e em princí‑ pios que serão mencionados posteriormente. Tem sido uma es‑ colha frequente entre mulheres e gestantes, pois sua prática tem mostrado significativa melhora da consciência corporal, das funções musculares, da postura e do equilíbrio, além de estar associada ao bem‑estar psicológico e à melhora estética.

A atividade é compartilhada por mais de uma profissão, sen‑ do que, na área da fisioterapia, é empregada como recurso tera‑ pêutico, com base nas premissas da Lei no 938, de 13 de outubro de 1969. Nesse contexto, deve ser chamada de Pilates clínico e aplicada para restaurar, desenvolver e conservar a capacidade física do paciente, com ênfase em prevenção, promoção, prote‑

 

14 - Saúde Bucal e Gestação

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14

Saúde Bucal e

Gestação

Marília Buscacio Paolucci

Introdução

Mudança de paradigma

O acompanhamento odontológico durante a gravidez não deve ser praticado de maneira isolada. Por isso, um novo modelo com base em ações mais integradas, com equipes de trabalho sempre atentas ao momento em que uma especiali‑ dade deve complementar a outra, traz grande contribuição ao atendimento à gestante. Assim, deixa‑se de adotar uma práti‑ ca individualista, abrindo espaço para uma atuação mais am‑ pla, com o envolvimento do indivíduo para que ele também assuma o seu papel de colaborador na luta pela promoção da própria saúde.

Novos horizontes se abrem para a atuação neste cenário de tão grande dimensão: o desabrochar de uma nova vida. A odontologia que busca promover a saúde do bebê inicia‑se no pré‑natal odontológico dirigido às gestantes e aos familiares, e deve ser fundamentada nos conceitos de educação em saúde.

Profissionais que têm o privilégio de interagir com a mulher nesse processo devem atuar em um contexto de companheiris‑ mo e cumplicidade.

 

15 - Anestesia em Obstetrícia

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15

Anestesia em

Obstetrícia

Tolomeu Artur Assunção Casali

Introdução

Durante a gestação, o trabalho de parto e o puerpério, ocorrem grandes alterações na fisiologia materna e na resposta ao ato anestésico, as quais fazem com que a gestante faça parte de uma população que exige mais cuidados para a anestesia. Ela requer uma administração cuidadosa por profissionais habilitados e devidamente treinados, observando‑se a relação inversa entre o treinamento e a experiência desses profissionais e os índices de mortalidade materna. São importantes a disponibilidade de recursos humanos e a sua organização, além da infraestrutura disponível e a inter‑relação de tais fatores para garantir que a qualidade da anestesia obstétrica seja adequada.

Vivemos uma realidade diferenciada na anestesiologia mo‑ derna em função de novas descobertas e ensinamentos atuali‑ zados, o que tem contribuído para melhor assistência em todas as fases do parto. Sem dúvida, um dos grandes fatores que tem colaborado para a evolução e a melhoria no atendimento do binômio feto/mãe foi a introdução da moderna prática anes‑ tésica. A realização da anestesia, seja regional ou geral, para a obstetrícia, deve ser vista como um valioso instrumento. Exis‑ tem hoje, no Brasil e no mundo, anestesiologistas que dedi‑ cam a maior parte de sua atividade à realização desse ramo da anestesiologia. Esses colegas, profissionais de vanguarda, efe‑ tivamente colaboram para o aprimoramento, a atualização e a divulgação dessa importante á­ rea de atuação na prática médica.

 

16 - Feto | Bacia Óssea Materna | Mecanismo de Parto

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16

Feto | Bacia Óssea

Materna | Mecanismo de Parto

Mário Dias Corrêa

Mário Dias Corrêa Júnior

Introdução

Apresentação fetal

O conhecimento de determinadas estruturas fetais e da bacia

óssea materna é imprescindível para a escolha correta da via de parto: transpélvica ou transabdominal. Além disso, ele per‑ mite avaliar se existe ou não proporção entre o feto e a bacia materna.

O estudo do feto tem por objetivo determinar a estática, o volume e algumas das estruturas ósseas dele que interferem no trajeto do nascituro no interior da bacia óssea materna.

Varia conforme o polo fetal que se encontra junto ao estreito superior da bacia óssea materna. Quando o polo for o cefáli‑ co, a apresentação será cefálica; se pélvico, a apresentação será pélvica.

Nos fetos em situação transversal, a apresentação será cór‑ mica, porque a estrutura fetal que se posiciona junto ao estreito superior da bacia é a região acromial (espádua).

 

17 - Fisiologia do Parto

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17

Fisiologia do Parto

Liv Braga de Paula

Frederico José Amédeé Péret

Luisa Nunes Barcellos

Introdução

O parto é caracterizado por contrações da musculatura lisa miometrial, cujo objetivo é promover a dilatação do colo uteri‑ no e a expulsão do feto por meio dos mecanismos de adaptação ao canal de parto.

A parturição humana fisiológica pode ser dividida em quatro etapas miometriais:

◗◗

◗◗

◗◗

◗◗

Quiescência

Ativação

Estimulação

Involução.

Fase 1 | Quiescência

A quiescência (fase 1) é caracterizada por relativa ausência de resposta a agentes que determinam a contratilidade uterina.

Cerca de 95% do tempo de gestação transcorrem nesta fase. Os agentes moduladores desse período são:

◗◗

◗◗

◗◗

◗◗

◗◗

◗◗

◗◗

Progesterona

Prostaciclina (PGI‑2)

Relaxina

Peptídio intestinal vasoativo

Peptídios relacionados ao hormônio da paratireoide

 

18 - Considerações Evolutivas, Microbiológicas e Assistenciais

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18

Considerações

Evolutivas,

Microbiológicas e

Assistenciais

Lucas Barbosa da Silva

Ciência da vinculação mãe‑filho

A partir da década de 1930, com os trabalhos experimentais de

Konrad Lorenz, fundador da etologia moderna, o processo de vinculação mãe‑filho começou a ser estudado sob um enfoque científico. Imitando o grasnar da mãe pato logo após o parto, próximo à ninhada de patinhos recém‑nascidos, o pesquisador conseguiu criar um vínculo com os filhotes até a vida adulta, que o seguiam enquanto ele imitava o som da mãe pato.

Bridges (1977), estudando o parto em ratos, observou que, se os filhotes forem deixados com a mãe rata nas primeiras 4 a

6 h após o nascimento, ela apresenta um comportamento ma‑ ternal até mesmo depois de uma separação de 25 dias. Entre‑ tanto, caso haja uma separação precoce, ou não seja permitido que a mãe rata lamba as suas crias após o parto, ela rejeita os filhotes e não cuida deles após uma tentativa de reintegração.

 

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