Hemograma: Manual de Interpretação - 6.ed.

Autor(es): Renato Failace
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Com a 6ª edição, este clássico da Artmed e seu autor batem recordes de longevidade: a obra, um quarto de século; o autor, 60 anos de atividade como médico, laboratorista e professor. Hemograma persiste inigualável como fonte diária de consulta em clínica e semiologia laboratorial para médicos e estudantes de Medicina e em tecnologia e interpretação para bioquímicos, biomédicos e técnicos de laboratório.

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Capítulo 1. Hemograma

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HEMOGRAMA

INTRODUÇÃO E FILOSOFIA DE TRABALHO

O Hemograma é a semiologia das células do sangue. A avaliação quantitativa é totalmente automatizada, feita em contadores eletrônicos. Os glóbulos são contados e medidos um a um, a hemoglobina dosada por colorimetria, tudo com inacreditável exatidão; o software, em contínua atualização, deriva de um número cada vez mais amplo de dados que, de inicialmente experimentais, rapidamente se transformam em informações de utilidade clínica. A avaliação qualitativa – identificação dos subtipos celulares e das anormalidades morfológicas relevantes, especialmente da série vermelha – ainda não chega à perfeição da tecnologia numérica. Embora o advento do Sysmex CellaVision permita identificação computadorizada da morfologia microscópica dos leucócitos por comparação com um banco de dados, o olho humano ao microscópio, que criou a Hematologia e a acompanha desde o fim do século XIX, persiste necessário.

O hemograma é o exame complementar mais requerido nas consultas, fazendo parte de todas as revisões de saúde. Levantamentos feitos pelo autor em seu laboratório em 2004 evidenciaram o hemograma na lista de exames de mais de 45% dos pacientes ambulatoriais que coletaram sangue. Levantamento de 2014 no Laboratório Weinmann (Porto Alegre) mostrou-o ainda muito mais expressivo: 62,3% das requisições de exames dentre mais de 200 mil pacientes ambulatoriais continham hemograma! Essa preferência universal denota que o hemograma, além de parte integrante da triagem de saúde, é coadjuvante indispensável no diagnóstico e no controle evolutivo das doenças infecciosas, das doenças crônicas em geral, das emergências médicas, cirúrgicas e traumatológicas, e no acompanhamento de quimioterapia e radioterapia, relacionando-se com toda a Patologia.

 

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HEMOGRAMA

INTRODUÇÃO E FILOSOFIA DE TRABALHO

O Hemograma é a semiologia das células do sangue. A avaliação quantitativa é totalmente automatizada, feita em contadores eletrônicos. Os glóbulos são contados e medidos um a um, a hemoglobina dosada por colorimetria, tudo com inacreditável exatidão; o software, em contínua atualização, deriva de um número cada vez mais amplo de dados que, de inicialmente experimentais, rapidamente se transformam em informações de utilidade clínica. A avaliação qualitativa – identificação dos subtipos celulares e das anormalidades morfológicas relevantes, especialmente da série vermelha – ainda não chega à perfeição da tecnologia numérica. Embora o advento do Sysmex CellaVision permita identificação computadorizada da morfologia microscópica dos leucócitos por comparação com um banco de dados, o olho humano ao microscópio, que criou a Hematologia e a acompanha desde o fim do século XIX, persiste necessário.

O hemograma é o exame complementar mais requerido nas consultas, fazendo parte de todas as revisões de saúde. Levantamentos feitos pelo autor em seu laboratório em 2004 evidenciaram o hemograma na lista de exames de mais de 45% dos pacientes ambulatoriais que coletaram sangue. Levantamento de 2014 no Laboratório Weinmann (Porto Alegre) mostrou-o ainda muito mais expressivo: 62,3% das requisições de exames dentre mais de 200 mil pacientes ambulatoriais continham hemograma! Essa preferência universal denota que o hemograma, além de parte integrante da triagem de saúde, é coadjuvante indispensável no diagnóstico e no controle evolutivo das doenças infecciosas, das doenças crônicas em geral, das emergências médicas, cirúrgicas e traumatológicas, e no acompanhamento de quimioterapia e radioterapia, relacionando-se com toda a Patologia.

 

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INTRODUÇÃO E FILOSOFIA DE TRABALHO

O Hemograma é a semiologia das células do sangue. A avaliação quantitativa é totalmente automatizada, feita em contadores eletrônicos. Os glóbulos são contados e medidos um a um, a hemoglobina dosada por colorimetria, tudo com inacreditável exatidão; o software, em contínua atualização, deriva de um número cada vez mais amplo de dados que, de inicialmente experimentais, rapidamente se transformam em informações de utilidade clínica. A avaliação qualitativa – identificação dos subtipos celulares e das anormalidades morfológicas relevantes, especialmente da série vermelha – ainda não chega à perfeição da tecnologia numérica. Embora o advento do Sysmex CellaVision permita identificação computadorizada da morfologia microscópica dos leucócitos por comparação com um banco de dados, o olho humano ao microscópio, que criou a Hematologia e a acompanha desde o fim do século XIX, persiste necessário.

O hemograma é o exame complementar mais requerido nas consultas, fazendo parte de todas as revisões de saúde. Levantamentos feitos pelo autor em seu laboratório em 2004 evidenciaram o hemograma na lista de exames de mais de 45% dos pacientes ambulatoriais que coletaram sangue. Levantamento de 2014 no Laboratório Weinmann (Porto Alegre) mostrou-o ainda muito mais expressivo: 62,3% das requisições de exames dentre mais de 200 mil pacientes ambulatoriais continham hemograma! Essa preferência universal denota que o hemograma, além de parte integrante da triagem de saúde, é coadjuvante indispensável no diagnóstico e no controle evolutivo das doenças infecciosas, das doenças crônicas em geral, das emergências médicas, cirúrgicas e traumatológicas, e no acompanhamento de quimioterapia e radioterapia, relacionando-se com toda a Patologia.

 

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O Hemograma é a semiologia das células do sangue. A avaliação quantitativa é totalmente automatizada, feita em contadores eletrônicos. Os glóbulos são contados e medidos um a um, a hemoglobina dosada por colorimetria, tudo com inacreditável exatidão; o software, em contínua atualização, deriva de um número cada vez mais amplo de dados que, de inicialmente experimentais, rapidamente se transformam em informações de utilidade clínica. A avaliação qualitativa – identificação dos subtipos celulares e das anormalidades morfológicas relevantes, especialmente da série vermelha – ainda não chega à perfeição da tecnologia numérica. Embora o advento do Sysmex CellaVision permita identificação computadorizada da morfologia microscópica dos leucócitos por comparação com um banco de dados, o olho humano ao microscópio, que criou a Hematologia e a acompanha desde o fim do século XIX, persiste necessário.

O hemograma é o exame complementar mais requerido nas consultas, fazendo parte de todas as revisões de saúde. Levantamentos feitos pelo autor em seu laboratório em 2004 evidenciaram o hemograma na lista de exames de mais de 45% dos pacientes ambulatoriais que coletaram sangue. Levantamento de 2014 no Laboratório Weinmann (Porto Alegre) mostrou-o ainda muito mais expressivo: 62,3% das requisições de exames dentre mais de 200 mil pacientes ambulatoriais continham hemograma! Essa preferência universal denota que o hemograma, além de parte integrante da triagem de saúde, é coadjuvante indispensável no diagnóstico e no controle evolutivo das doenças infecciosas, das doenças crônicas em geral, das emergências médicas, cirúrgicas e traumatológicas, e no acompanhamento de quimioterapia e radioterapia, relacionando-se com toda a Patologia.

 

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HEMOGRAMA

INTRODUÇÃO E FILOSOFIA DE TRABALHO

O Hemograma é a semiologia das células do sangue. A avaliação quantitativa é totalmente automatizada, feita em contadores eletrônicos. Os glóbulos são contados e medidos um a um, a hemoglobina dosada por colorimetria, tudo com inacreditável exatidão; o software, em contínua atualização, deriva de um número cada vez mais amplo de dados que, de inicialmente experimentais, rapidamente se transformam em informações de utilidade clínica. A avaliação qualitativa – identificação dos subtipos celulares e das anormalidades morfológicas relevantes, especialmente da série vermelha – ainda não chega à perfeição da tecnologia numérica. Embora o advento do Sysmex CellaVision permita identificação computadorizada da morfologia microscópica dos leucócitos por comparação com um banco de dados, o olho humano ao microscópio, que criou a Hematologia e a acompanha desde o fim do século XIX, persiste necessário.

O hemograma é o exame complementar mais requerido nas consultas, fazendo parte de todas as revisões de saúde. Levantamentos feitos pelo autor em seu laboratório em 2004 evidenciaram o hemograma na lista de exames de mais de 45% dos pacientes ambulatoriais que coletaram sangue. Levantamento de 2014 no Laboratório Weinmann (Porto Alegre) mostrou-o ainda muito mais expressivo: 62,3% das requisições de exames dentre mais de 200 mil pacientes ambulatoriais continham hemograma! Essa preferência universal denota que o hemograma, além de parte integrante da triagem de saúde, é coadjuvante indispensável no diagnóstico e no controle evolutivo das doenças infecciosas, das doenças crônicas em geral, das emergências médicas, cirúrgicas e traumatológicas, e no acompanhamento de quimioterapia e radioterapia, relacionando-se com toda a Patologia.

 

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O Hemograma é a semiologia das células do sangue. A avaliação quantitativa é totalmente automatizada, feita em contadores eletrônicos. Os glóbulos são contados e medidos um a um, a hemoglobina dosada por colorimetria, tudo com inacreditável exatidão; o software, em contínua atualização, deriva de um número cada vez mais amplo de dados que, de inicialmente experimentais, rapidamente se transformam em informações de utilidade clínica. A avaliação qualitativa – identificação dos subtipos celulares e das anormalidades morfológicas relevantes, especialmente da série vermelha – ainda não chega à perfeição da tecnologia numérica. Embora o advento do Sysmex CellaVision permita identificação computadorizada da morfologia microscópica dos leucócitos por comparação com um banco de dados, o olho humano ao microscópio, que criou a Hematologia e a acompanha desde o fim do século XIX, persiste necessário.

O hemograma é o exame complementar mais requerido nas consultas, fazendo parte de todas as revisões de saúde. Levantamentos feitos pelo autor em seu laboratório em 2004 evidenciaram o hemograma na lista de exames de mais de 45% dos pacientes ambulatoriais que coletaram sangue. Levantamento de 2014 no Laboratório Weinmann (Porto Alegre) mostrou-o ainda muito mais expressivo: 62,3% das requisições de exames dentre mais de 200 mil pacientes ambulatoriais continham hemograma! Essa preferência universal denota que o hemograma, além de parte integrante da triagem de saúde, é coadjuvante indispensável no diagnóstico e no controle evolutivo das doenças infecciosas, das doenças crônicas em geral, das emergências médicas, cirúrgicas e traumatológicas, e no acompanhamento de quimioterapia e radioterapia, relacionando-se com toda a Patologia.

 

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HEMOGRAMA

INTRODUÇÃO E FILOSOFIA DE TRABALHO

O Hemograma é a semiologia das células do sangue. A avaliação quantitativa é totalmente automatizada, feita em contadores eletrônicos. Os glóbulos são contados e medidos um a um, a hemoglobina dosada por colorimetria, tudo com inacreditável exatidão; o software, em contínua atualização, deriva de um número cada vez mais amplo de dados que, de inicialmente experimentais, rapidamente se transformam em informações de utilidade clínica. A avaliação qualitativa – identificação dos subtipos celulares e das anormalidades morfológicas relevantes, especialmente da série vermelha – ainda não chega à perfeição da tecnologia numérica. Embora o advento do Sysmex CellaVision permita identificação computadorizada da morfologia microscópica dos leucócitos por comparação com um banco de dados, o olho humano ao microscópio, que criou a Hematologia e a acompanha desde o fim do século XIX, persiste necessário.

O hemograma é o exame complementar mais requerido nas consultas, fazendo parte de todas as revisões de saúde. Levantamentos feitos pelo autor em seu laboratório em 2004 evidenciaram o hemograma na lista de exames de mais de 45% dos pacientes ambulatoriais que coletaram sangue. Levantamento de 2014 no Laboratório Weinmann (Porto Alegre) mostrou-o ainda muito mais expressivo: 62,3% das requisições de exames dentre mais de 200 mil pacientes ambulatoriais continham hemograma! Essa preferência universal denota que o hemograma, além de parte integrante da triagem de saúde, é coadjuvante indispensável no diagnóstico e no controle evolutivo das doenças infecciosas, das doenças crônicas em geral, das emergências médicas, cirúrgicas e traumatológicas, e no acompanhamento de quimioterapia e radioterapia, relacionando-se com toda a Patologia.

 

Capítulo 2. Eritrograma

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ERITROGRAMA

INTRODUÇÃO

Eritrograma é a seção do hemograma que avalia o eritrônio, termo eufônico para designar um “órgão difuso” que engloba os 25 a 30 trilhões de eritrócitos circulantes e o tecido eritroblástico da medula óssea que lhes dá origem.

Como a função do eritrônio – transporte de oxigênio pulmão ⇒ tecidos – é exercida pelo conteúdo hemoglobínico da massa eritroide, sua patologia é essencialmente quantitativa. Assim, a insuficiência funcional do eritrônio – anemia – é definida como diminuição da hemoglobina sanguínea. Essa diminuição costuma acompanhar-se, mas não necessariamente, nem de modo paralelo, de eritrocitopenia, ou seja, baixa da contagem de eritrócitos.

Excepcionalmente pode haver insuficiência funcional do eritrônio sem haver baixa da hemoglobina: a intoxicação pelo monóxido de carbono torna a hemoglobina incapaz de carrear oxigênio; a transfusão após uma hemorragia repõe a hemoglobina, mas esta tem a afinidade ao oxigênio transitoriamente afetada pela falta de 2-3-difosfoglicerato no sangue estocado e, somente horas depois, corrige a hipoxemia. O termo anemia não se aplica a esses casos.

 

Capítulo 2. Eritrograma

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ERITROGRAMA

INTRODUÇÃO

Eritrograma é a seção do hemograma que avalia o eritrônio, termo eufônico para designar um “órgão difuso” que engloba os 25 a 30 trilhões de eritrócitos circulantes e o tecido eritroblástico da medula óssea que lhes dá origem.

Como a função do eritrônio – transporte de oxigênio pulmão ⇒ tecidos – é exercida pelo conteúdo hemoglobínico da massa eritroide, sua patologia é essencialmente quantitativa. Assim, a insuficiência funcional do eritrônio – anemia – é definida como diminuição da hemoglobina sanguínea. Essa diminuição costuma acompanhar-se, mas não necessariamente, nem de modo paralelo, de eritrocitopenia, ou seja, baixa da contagem de eritrócitos.

Excepcionalmente pode haver insuficiência funcional do eritrônio sem haver baixa da hemoglobina: a intoxicação pelo monóxido de carbono torna a hemoglobina incapaz de carrear oxigênio; a transfusão após uma hemorragia repõe a hemoglobina, mas esta tem a afinidade ao oxigênio transitoriamente afetada pela falta de 2-3-difosfoglicerato no sangue estocado e, somente horas depois, corrige a hipoxemia. O termo anemia não se aplica a esses casos.

 

Capítulo 2. Eritrograma

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ERITROGRAMA

INTRODUÇÃO

Eritrograma é a seção do hemograma que avalia o eritrônio, termo eufônico para designar um “órgão difuso” que engloba os 25 a 30 trilhões de eritrócitos circulantes e o tecido eritroblástico da medula óssea que lhes dá origem.

Como a função do eritrônio – transporte de oxigênio pulmão ⇒ tecidos – é exercida pelo conteúdo hemoglobínico da massa eritroide, sua patologia é essencialmente quantitativa. Assim, a insuficiência funcional do eritrônio – anemia – é definida como diminuição da hemoglobina sanguínea. Essa diminuição costuma acompanhar-se, mas não necessariamente, nem de modo paralelo, de eritrocitopenia, ou seja, baixa da contagem de eritrócitos.

Excepcionalmente pode haver insuficiência funcional do eritrônio sem haver baixa da hemoglobina: a intoxicação pelo monóxido de carbono torna a hemoglobina incapaz de carrear oxigênio; a transfusão após uma hemorragia repõe a hemoglobina, mas esta tem a afinidade ao oxigênio transitoriamente afetada pela falta de 2-3-difosfoglicerato no sangue estocado e, somente horas depois, corrige a hipoxemia. O termo anemia não se aplica a esses casos.

 

Capítulo 2. Eritrograma

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ERITROGRAMA

INTRODUÇÃO

Eritrograma é a seção do hemograma que avalia o eritrônio, termo eufônico para designar um “órgão difuso” que engloba os 25 a 30 trilhões de eritrócitos circulantes e o tecido eritroblástico da medula óssea que lhes dá origem.

Como a função do eritrônio – transporte de oxigênio pulmão ⇒ tecidos – é exercida pelo conteúdo hemoglobínico da massa eritroide, sua patologia é essencialmente quantitativa. Assim, a insuficiência funcional do eritrônio – anemia – é definida como diminuição da hemoglobina sanguínea. Essa diminuição costuma acompanhar-se, mas não necessariamente, nem de modo paralelo, de eritrocitopenia, ou seja, baixa da contagem de eritrócitos.

Excepcionalmente pode haver insuficiência funcional do eritrônio sem haver baixa da hemoglobina: a intoxicação pelo monóxido de carbono torna a hemoglobina incapaz de carrear oxigênio; a transfusão após uma hemorragia repõe a hemoglobina, mas esta tem a afinidade ao oxigênio transitoriamente afetada pela falta de 2-3-difosfoglicerato no sangue estocado e, somente horas depois, corrige a hipoxemia. O termo anemia não se aplica a esses casos.

 

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Eritrograma é a seção do hemograma que avalia o eritrônio, termo eufônico para designar um “órgão difuso” que engloba os 25 a 30 trilhões de eritrócitos circulantes e o tecido eritroblástico da medula óssea que lhes dá origem.

Como a função do eritrônio – transporte de oxigênio pulmão ⇒ tecidos – é exercida pelo conteúdo hemoglobínico da massa eritroide, sua patologia é essencialmente quantitativa. Assim, a insuficiência funcional do eritrônio – anemia – é definida como diminuição da hemoglobina sanguínea. Essa diminuição costuma acompanhar-se, mas não necessariamente, nem de modo paralelo, de eritrocitopenia, ou seja, baixa da contagem de eritrócitos.

Excepcionalmente pode haver insuficiência funcional do eritrônio sem haver baixa da hemoglobina: a intoxicação pelo monóxido de carbono torna a hemoglobina incapaz de carrear oxigênio; a transfusão após uma hemorragia repõe a hemoglobina, mas esta tem a afinidade ao oxigênio transitoriamente afetada pela falta de 2-3-difosfoglicerato no sangue estocado e, somente horas depois, corrige a hipoxemia. O termo anemia não se aplica a esses casos.

 

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ERITROGRAMA

INTRODUÇÃO

Eritrograma é a seção do hemograma que avalia o eritrônio, termo eufônico para designar um “órgão difuso” que engloba os 25 a 30 trilhões de eritrócitos circulantes e o tecido eritroblástico da medula óssea que lhes dá origem.

Como a função do eritrônio – transporte de oxigênio pulmão ⇒ tecidos – é exercida pelo conteúdo hemoglobínico da massa eritroide, sua patologia é essencialmente quantitativa. Assim, a insuficiência funcional do eritrônio – anemia – é definida como diminuição da hemoglobina sanguínea. Essa diminuição costuma acompanhar-se, mas não necessariamente, nem de modo paralelo, de eritrocitopenia, ou seja, baixa da contagem de eritrócitos.

Excepcionalmente pode haver insuficiência funcional do eritrônio sem haver baixa da hemoglobina: a intoxicação pelo monóxido de carbono torna a hemoglobina incapaz de carrear oxigênio; a transfusão após uma hemorragia repõe a hemoglobina, mas esta tem a afinidade ao oxigênio transitoriamente afetada pela falta de 2-3-difosfoglicerato no sangue estocado e, somente horas depois, corrige a hipoxemia. O termo anemia não se aplica a esses casos.

 

Capítulo 2. Eritrograma

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ERITROGRAMA

INTRODUÇÃO

Eritrograma é a seção do hemograma que avalia o eritrônio, termo eufônico para designar um “órgão difuso” que engloba os 25 a 30 trilhões de eritrócitos circulantes e o tecido eritroblástico da medula óssea que lhes dá origem.

Como a função do eritrônio – transporte de oxigênio pulmão ⇒ tecidos – é exercida pelo conteúdo hemoglobínico da massa eritroide, sua patologia é essencialmente quantitativa. Assim, a insuficiência funcional do eritrônio – anemia – é definida como diminuição da hemoglobina sanguínea. Essa diminuição costuma acompanhar-se, mas não necessariamente, nem de modo paralelo, de eritrocitopenia, ou seja, baixa da contagem de eritrócitos.

Excepcionalmente pode haver insuficiência funcional do eritrônio sem haver baixa da hemoglobina: a intoxicação pelo monóxido de carbono torna a hemoglobina incapaz de carrear oxigênio; a transfusão após uma hemorragia repõe a hemoglobina, mas esta tem a afinidade ao oxigênio transitoriamente afetada pela falta de 2-3-difosfoglicerato no sangue estocado e, somente horas depois, corrige a hipoxemia. O termo anemia não se aplica a esses casos.

 

Capítulo 3. Anemia: generalidades

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3

ANEMIA: GENERALIDADES

CONCEITO E PREVALÊNCIA

“Palidez e fraqueza devem-se à corrupção do sangue”. A frase de Hipócrates

(≅ 400 a. C.) mostra que, além de pai, foi profeta da Medicina, pois estabeleceu a correlação causa ⇒ efeito do que hoje denominamos anemia com seus principais sintomas e sinais, antecipando-se dois milênios à descoberta dos eritrócitos (“o sangue é composto de pequenos glóbulos redondos, suspensos numa umidade cristalina”, Leeuwenhoek, ≅ 1675 d. C.). A história

é rica em anacronismos: o primeiro tratamento eficaz da anemia, o elixir ferroso de Sydenham, de 1700, superado pelas pílulas de Blaud, de 1832, precedeu em 200 anos a contagem dos eritrócitos, só conseguida de modo reprodutível no século XX.

Há quase meio século, a Organização Mundial de Saúde (OMS)* tentou defini-la em números: “considera-se haver anemia quando a dosagem de hemoglobina estiver abaixo das cifras que seguem:

Crianças de 6 meses a 6 anos

Crianças de 6 a 12 anos

 

Capítulo 3. Anemia: generalidades

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3

ANEMIA: GENERALIDADES

CONCEITO E PREVALÊNCIA

“Palidez e fraqueza devem-se à corrupção do sangue”. A frase de Hipócrates

(≅ 400 a. C.) mostra que, além de pai, foi profeta da Medicina, pois estabeleceu a correlação causa ⇒ efeito do que hoje denominamos anemia com seus principais sintomas e sinais, antecipando-se dois milênios à descoberta dos eritrócitos (“o sangue é composto de pequenos glóbulos redondos, suspensos numa umidade cristalina”, Leeuwenhoek, ≅ 1675 d. C.). A história

é rica em anacronismos: o primeiro tratamento eficaz da anemia, o elixir ferroso de Sydenham, de 1700, superado pelas pílulas de Blaud, de 1832, precedeu em 200 anos a contagem dos eritrócitos, só conseguida de modo reprodutível no século XX.

Há quase meio século, a Organização Mundial de Saúde (OMS)* tentou defini-la em números: “considera-se haver anemia quando a dosagem de hemoglobina estiver abaixo das cifras que seguem:

Crianças de 6 meses a 6 anos

Crianças de 6 a 12 anos

 

Capítulo 3. Anemia: generalidades

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ANEMIA: GENERALIDADES

CONCEITO E PREVALÊNCIA

“Palidez e fraqueza devem-se à corrupção do sangue”. A frase de Hipócrates

(≅ 400 a. C.) mostra que, além de pai, foi profeta da Medicina, pois estabeleceu a correlação causa ⇒ efeito do que hoje denominamos anemia com seus principais sintomas e sinais, antecipando-se dois milênios à descoberta dos eritrócitos (“o sangue é composto de pequenos glóbulos redondos, suspensos numa umidade cristalina”, Leeuwenhoek, ≅ 1675 d. C.). A história

é rica em anacronismos: o primeiro tratamento eficaz da anemia, o elixir ferroso de Sydenham, de 1700, superado pelas pílulas de Blaud, de 1832, precedeu em 200 anos a contagem dos eritrócitos, só conseguida de modo reprodutível no século XX.

Há quase meio século, a Organização Mundial de Saúde (OMS)* tentou defini-la em números: “considera-se haver anemia quando a dosagem de hemoglobina estiver abaixo das cifras que seguem:

Crianças de 6 meses a 6 anos

Crianças de 6 a 12 anos

 

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ANEMIA: GENERALIDADES

CONCEITO E PREVALÊNCIA

“Palidez e fraqueza devem-se à corrupção do sangue”. A frase de Hipócrates

(≅ 400 a. C.) mostra que, além de pai, foi profeta da Medicina, pois estabeleceu a correlação causa ⇒ efeito do que hoje denominamos anemia com seus principais sintomas e sinais, antecipando-se dois milênios à descoberta dos eritrócitos (“o sangue é composto de pequenos glóbulos redondos, suspensos numa umidade cristalina”, Leeuwenhoek, ≅ 1675 d. C.). A história

é rica em anacronismos: o primeiro tratamento eficaz da anemia, o elixir ferroso de Sydenham, de 1700, superado pelas pílulas de Blaud, de 1832, precedeu em 200 anos a contagem dos eritrócitos, só conseguida de modo reprodutível no século XX.

Há quase meio século, a Organização Mundial de Saúde (OMS)* tentou defini-la em números: “considera-se haver anemia quando a dosagem de hemoglobina estiver abaixo das cifras que seguem:

Crianças de 6 meses a 6 anos

Crianças de 6 a 12 anos

 

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