Obstetrícia de Williams - 24.ed.

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A principal referência em obstetrícia há mais de um século, cada vez mais relevante para a prática atual. Escrito pela renomada equipe de ginecologistas e obstetras do Parkland Hospital, em Dallas, Obstetrícia de Williams é o livro mais abrangente da especialidade. As marcas registradas deste clássico são o detalhamento, a ampla base científica e a aplicabilidade dos conceitos na prática clínica. Esta edição continua enfatizando a medicina baseada em evidências ao incorporar mais de 3 mil novas citações bibliográficas e diretrizes das principais organizações profissionais e acadêmicas.

65 capítulos

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Capítulo 1. Visão Geral da Obstetrícia

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CAPÍTULO 1

Visão Geral da Obstetrícia

ESTATÍSTICAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2

GESTAÇÃO NOS EUA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4

MEDIDAS PARA AVALIAR OS CUIDADOS OBSTÉTRICOS . . . . . 4

TÓPICOS OPORTUNOS EM OBSTETRÍCIA. . . . . . . . . . . . . . . . . . 7

A obstetrícia está relacionada com a reprodução humana e, dessa forma, será sempre uma matéria de considerável relevância contemporânea. A especialidade é responsável por promover a saúde e o bem-estar da gestante e do feto por meio de atenção perinatal de qualidade. Tal atenção implica reconhecimento e tratamento apropriados das possíveis complicações, supervisão do trabalho de parto e do parto, garantia de assistência ao recém-nato e acompanhamento do puerpério. A assistência puerperal implica promoção da saúde e acesso às opções para planejamento familiar.

A importância da obstetrícia é confirmada pelo uso de parâmetros relacionados com a evolução materna e neonatal como indicadores da qualidade de vida e saúde na sociedade. É intuitivo que a presença de indicadores de resultados obstétricos e perinatais insatisfatórios leve à suposição de que a atenção à saúde seja deficiente para toda a população. Com isso em mente, seguimos apresentando um resumo do estado atual da saúde materna e do recém-nascido nos EUA, no que se refere à obstetrícia.

 

Capítulo 2. Anatomia da Mãe

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CAPÍTULO 2

Anatomia da Mãe

PAREDE ANTERIOR DO ABDOME . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16

ÓRGÃOS REPRODUTORES EXTERNOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18

ÓRGÃOS REPRODUTORES INTERNOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25

ANATOMIA MUSCULOESQUELÉTICA DA PELVE . . . . . . . . . . . 31

O conhecimento sobre a anatomia feminina da pelve e da parede inferior do abdome é essencial à prática obstétrica. Embora a norma seja a manutenção de relações anatômicas consistentes entre essas estruturas, é possível haver variações acentuadas entre as mulheres. Isso é especialmente verdadeiro para os grandes vasos e nervos.

PAREDE ANTERIOR DO ABDOME j Pele, camada subcutânea e fáscia

A parede anterior do abdome contém as vísceras abdominais, sofre estiramento para acomodar o útero em expansão na gravidez e provê acesso cirúrgico aos órgãos reprodutores internos.

Assim, há necessidade de um conhecimento abrangente sobre sua estrutura disposta em camadas para que seja possível penetrar cirurgicamente a cavidade abdominal.

 

Capítulo 3. Malformações Geniturinárias Congênitas

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CAPÍTULO 3

Malformações Geniturinárias Congênitas

DESENVOLVIMENTO DO TRATO GENITURINÁRIO . . . . . . . . . . 36

REMANESCENTES MESONÉFRICOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37

levar a anomalias esporádicas. A Figura 3-1 sintetiza o desenvolvimento geniturinário normal, que também será discutido no Capítulo 7.

MALFORMAÇÕES DA BEXIGA E DO PERÍNEO . . . . . . . . . . . . . 38

MALFORMAÇÕES HIMENAIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38

MALFORMAÇÕES MÜLLERIANAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38

AGENESIA MÜLLERIANA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39

MALFORMAÇÕES VAGINAIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39

MALFORMAÇÕES DO COLO UTERINO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40

MALFORMAÇÕES UTERINAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40

ANOMALIAS DO TRATO REPRODUTIVO CAUSADAS

POR DIETILESTILBESTROL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42

 

Capítulo 4. Fisiologia da Mãe

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CAPÍTULO 4

Fisiologia da Mãe

TRATO REPRODUTIVO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46

MAMAS. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50

PELE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 51

ALTERAÇÕES METABÓLICAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 51

ALTERAÇÕES HEMATOLÓGICAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 55

SISTEMA CARDIOVASCULAR . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 58

TRATO RESPIRATÓRIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 62

SISTEMA URINÁRIO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 63

TRATO GASTRINTESTINAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 66

SISTEMA ENDÓCRINO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 67

SISTEMA MUSCULOESQUELÉTICO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 71

 

Capítulo 5. Nidação e Desenvolvimento Placentário

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CAPÍTULO 5

Nidação e Desenvolvimento Placentário

O CICLO OVARIANO-ENDOMETRIAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 80

A DECÍDUA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 86

NIDAÇÃO E FORMAÇÃO INICIAL DO TROFOBLASTO . . . . . . . 88

DESENVOLVIMENTO DE CÓRIO E PLACENTA . . . . . . . . . . . . . 92

ambiente hormonal que inicialmente ajuda a manter a gravidez e, finalmente, inicia os eventos que levarão ao parto. Nas seções seguintes, serão abordados a fisiologia do ciclo ovariano endometrial, o implante do óvulo, a formação da placenta e das membranas fetais, bem como as relações hormonais específicas materno-fetais.

O ÂMNIO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 98

O CORDÃO UMBILICAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100

HORMÔNIOS PLACENTÁRIOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 101

INTERAÇÕES ENTRE SUPRARRENAIS FETAIS E PLACENTA . . . 108

 

Capítulo 6. Anormalidades Placentárias

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CAPÍTULO 6

Anormalidades Placentárias

EXAME HISTOPATOLÓGICO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 116

PLACENTA NORMAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 116

ANORMALIDADES DA PLACENTA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 117

TAMANHO E FORMA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 117

PLACENTAÇÃO EXTRACORIAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 118

DISTÚRBIOS CIRCULATÓRIOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 118

TUMORES PLACENTÁRIOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 120

ANORMALIDADES DAS MEMBRANAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . 121

ANORMALIDADES DO CORDÃO UMBILICAL . . . . . . . . . . . . . 121

Na prática obstétrica sempre se enfatizou a importância do exame macroscópico da placenta após o nascimento. Em alguns casos, os achados determinam ações complementares tomadas pelo obstetra ou pelo pediatra. Além disso, houve grande evolução no exame histopatológico do tecido placentário no que se refere à produção de informações clinicamente úteis. Entre os esforços pioneiros neste campo estão os de Benirschke, Driscoll, Fox, Naeye, Salafia e Faye-Petersen.

 

Capítulo 7. Embriogênese e Desenvolvimento Morfológico Fetal

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CAPÍTULO 7

Embriogênese e Desenvolvimento

Morfológico Fetal

IDADE GESTACIONAL E SUAS DIVERSAS DEFINIÇÕES . . . . . 127

CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO EMBRIONÁRIO

E FETAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 127

FISIOLOGIA DA PLACENTA E CRESCIMENTO DO FETO. . . . . 131

NUTRIÇÃO FETAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 133

DESENVOLVIMENTO DOS SISTEMAS ORGÂNICOS FETAIS . . . 135

DESENVOLVIMENTO DA GENITÁLIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 144

A pesquisa obstétrica contemporânea concentra-se na fisiologia e na fisiopatologia do feto, em seu desenvolvimento e no ambiente que o circunda. Um resultado relevante é a elevação do feto à condição de paciente a quem se pode proporcionar, em grande medida, o mesmo cuidado meticuloso que os obstetras garantem às gestantes. Neste capítulo, discutimos o desenvolvimento fetal normal. As anomalias, as lesões e as doenças que afetam o feto e o recém-nato serão abordadas no Capítulo 33, entre outros.

 

Capítulo 8. Aconselhamento Pré-concepcional

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CAPÍTULO 8

Aconselhamento Pré-concepcional

SESSÃO DE ACONSELHAMENTO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 156

HISTÓRIA CLÍNICA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 157

DOENÇAS GENÉTICAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 159

HISTÓRIA REPRODUTIVA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 161

IDADE MATERNA/PATERNA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 161

HISTÓRIA SOCIAL. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 162

TESTES DE TRIAGEM . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 163

Os Centers for Disease Control and Prevention (CDC) definem cuidado pré-concepcional como “um conjunto de intervenções que visam identificar e modificar riscos biomédicos, comportamentais e sociais para a saúde ou o resultado da gestação por meio de intervenções profiláticas e terapêuticas ” (Johnson,

2006). As seguintes metas foram estabelecidas para melhorar os cuidados pré-concepcionais:

 

Capítulo 9. Cuidado Pré-natal

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CAPÍTULO 9

Cuidado Pré-natal

CUIDADO PRÉ-NATAL NOS ESTADOS UNIDOS . . . . . . . . . . . 167

DIAGNÓSTICO DE GRAVIDEZ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 168

AVALIAÇÃO PRÉ-NATAL INICIAL. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 170

CONSULTAS SUBSEQUENTES DO PRÉ-NATAL . . . . . . . . . . . . 175

ORIENTAÇÃO NUTRICIONAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 177

PREOCUPAÇÕES COMUNS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 182

Conforme descrito pela American Academy of Pediatrics e pelo

American College of Obstetricians and Gynecologists (2012),

“Um programa anteparto abrangente envolve a abordagem coordenada de cuidados médicos, avaliação permanente de risco e apoio psicológico com início idealmente antes da concepção, estendendo-se até o período de pós-parto e interconcepção”. A melhora da saúde e do bem-estar da mulher antes da gestação deve ser parte integrante do cuidado pré-natal.

 

Capítulo 10. Exames de Imagem do Feto

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CAPÍTULO 10

Exames de Imagem do Feto

ULTRASSONOGRAFIA OBSTÉTRICA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 194

TECNOLOGIA E SEGURANÇA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 194

simpósio organizado pelo National Institute of Child Health and Human Development (NICHD) concluiu que “todos os fetos devem ser submetidos a um exame físico” (Reddy, 2008).

ULTRASSONOGRAFIA DO PRIMEIRO TRIMESTRE . . . . . . . . . 195

ULTRASSONOGRAFIA DO SEGUNDO

E DO TERCEIRO TRIMESTRE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 197

ANATOMIA FETAL NORMAL E ANORMAL . . . . . . . . . . . . . . . 200

ULTRASSONOGRAFIAS TRIDIMENSIONAL (3D) E

QUADRIMENSIONAL (4D) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 218

DOPPLERVELOCIMETRIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 219

RESSONÂNCIA MAGNÉTICA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 222

ULTRASSONOGRAFIA OBSTÉTRICA

Um dos marcos mais importantes da história obstétrica começou na segunda metade do século XX, quando se tornou possível ver imagens do útero gravídico e de seu conteúdo.

 

Capítulo 11. Líquido Amniótico

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CAPÍTULO 11

Líquido Amniótico

VOLUME NORMAL DE LÍQUIDO AMNIÓTICO . . . . . . . . . . . . 231

j Fisiologia

FISIOLOGIA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 231

No início da gestação, a cavidade amniótica é preenchida com um líquido muito similar em composição ao líquido extracelular. Durante a primeira metade da gestação, ocorre transferência de água e de outras pequenas moléculas pelo âmnio (fluxo transmembranoso), pelos vasos fetais na superfície placentária

(fluxo intramembranoso) e pela pele fetal. A produção fetal de urina inicia-se entre 8 e 11 semanas, mas a urina só passa a ser um componente importante do líquido amniótico a partir do segundo trimestre. Esta última observação explica por que fetos com anormalidades renais letais não manifestam oligoidrâmnio grave antes de 18 semanas. O transporte de água pela pele fetal continua até que haja queratinização, com 22 a

25 semanas. Isso explica por que neonatos muito prematuros podem apresentar perda significativa de líquidos pela pele.

 

Capítulo 12. Teratologia, Teratógenos e Agentes Fetotóxicos

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CAPÍTULO 12

Teratologia, Teratógenos e

Agentes Fetotóxicos

TERATOLOGIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 240

CRITÉRIOS PARA DETERMINAR A TERATOGENICIDADE. . . . 242

ACONSELHAMENTO DEPOIS DA EXPOSIÇÃO A

UM TERATÓGENO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 243

SUSCETIBILIDADE GENÉTICA E FISIOLÓGICA

AOS TERATÓGENOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 244

TERATÓGENOS CONHECIDOS E SUSPEITOS . . . . . . . . . . . . . 245

As anomalias congênitas são comuns – 2 a 3% de todos os recém-nascidos têm alguma malformação congênita significativa detectável ao nascer (Cragan, 2009; Dolk, 2010). Em torno da idade de cinco anos, outros 3% são diagnosticados com malformação, e mais 8 a 10% têm uma ou mais anormalidades funcionais ou de desenvolvimento em torno dos 18 anos. É importante ressaltar que cerca de 70% das anomalias congênitas não têm causa evidente e, entre as que têm causa identificada, a malformação tem probabilidade muito maior de ter etiologia genética do que teratogênica (Schardein, 2000; Wlodarczyk, 2011).

 

Capítulo 13. Genética

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CAPÍTULO 13

Genética

GENÔMICA EM OBSTETRÍCIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 259

ANORMALIDADES CROMOSSÔMICAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . 260

ANORMALIDADES NO NÚMERO DE CROMOSSOMOS . . . . . 260

ANORMALIDADES NA ESTRUTURA DOS

CROMOSSOMOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 265

MODOS DE HERANÇA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 269

TESTES GENÉTICOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 275

ANÁLISE CROMOSSÔMICA POR MICROARRAY . . . . . . . . . . 277

DNA FETAL NA CIRCULAÇÃO MATERNA . . . . . . . . . . . . . . . . 279

A genética estuda os genes, a hereditariedade e a variação nas características herdadas. A genética médica lida com a etiologia e a patogênese das doenças humanas que tenham origem pelo menos parcial na genética, mais sua predição e prevenção.

Assim, está intimamente relacionada com a genômica, que é o estudo sobre como os genes funcionam e interagem. Além das condições cromossômicas genéticas mendelianas e não mendelianas revisadas neste capítulo, a genética médica inclui os diagnósticos pré-implantação e pré-natais, a terapia genética e o rastreamento de neonatos, que serão discutidos, respectivamente, nos Capítulos 14, 16 e 32.

 

Capítulo 14. Diagnóstico Pré-natal

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CAPÍTULO 14

Diagnóstico Pré-natal

DEFEITOS DO TUBO NEURAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 283

SÍNDROME DE DOWN E OUTRAS ANEUPLOIDIAS . . . . . . . . 288

TRIAGEM DO PRIMEIRO TRIMESTRE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 289

TRIAGEM DO SEGUNDO TRIMESTRE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 290

TRIAGEM ULTRASSONOGRÁFICA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 292

GESTAÇÕES COM RISCO AUMENTADO DE

DISTÚRBIOS GENÉTICOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 294

EXAMES DIAGNÓSTICOS PRÉ-IMPLANTAÇÃO E

PRÉ-NATAIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 297

Anomalias congênitas significativas são detectadas durante a gravidez ou logo depois do nascimento em 2 a 3% das gestações. Essas anomalias são responsáveis por 20% dos óbitos neonatais ocorridos nos Estados Unidos, suplantando a prematuridade como causa mais comum (Kochanek, 2011). Diagnóstico pré-natal é a ciência especializada em detectar malformações, disrupções, anomalias cromossômicas e outras síndromes genéticas do feto. Esse procedimento inclui testes rotineiros de triagem para aneuploidia e defeitos do tubo neural; exames diagnósticos invasivos, inclusive obtenção de amostras do vilo corial e amniocentese; outros exames de triagem e diagnóstico oferecidos às gestantes em risco de doenças genéticas específicas; diagnóstico de malformações estruturais por ultrassonografia especializada e outras técnicas de imageamento fetal descritas no Capítulo 10. O objetivo do diagnóstico pré-natal é fornecer informações precisas quanto ao prognóstico de curto e longo prazo, ao risco de recidiva e ao potencial terapêutico e, desse modo, facilitar o aconselhamento e melhorar os desfechos gestacionais.

 

Capítulo 15. Distúrbios Fetais

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CAPÍTULO 15

Distúrbios Fetais

ANEMIA FETAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 306

ALOIMUNIZAÇÃO DE GLÓBULOS VERMELHOS . . . . . . . . . . . 306

HEMORRAGIA FETO-MATERNA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 312

TROMBOCITOPENIA FETAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 313

HIDROPSIA FETAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 315

Os distúrbios fetais podem ser adquiridos (como na aloimunização), genéticos (hiperplasia suprarrenal congênita ou a4-talassemia), ou podem ser anormalidades esporádicas durante o desenvolvimento, como muitas malformações estruturais.

Neste capítulo, serão revisadas a anemia e a trombocitopenia fetais, além da hidropsia fetal imune e não imune. A hidropsia talvez seja a quintessência dos distúrbios fetais, já que pode ser uma manifestação de doença grave de diversas etiologias. As malformações estruturais fetais foram revisadas no

 

Capítulo 16. Tratamento Fetal

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CAPÍTULO 16

Tratamento Fetal

TRATAMENTO CLÍNICO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 321

PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS FETAIS ABERTOS . . . . . . . . . 325

trações atriais prematuras. A ultrassonografia fetal em modo M deve ser realizada para determinar as frequências atrial e ventricular e definir a relação entre os batimentos atriais e ventriculares e, desse modo, diagnosticar o tipo de arritmia.

PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS POR FETOSCOPIA . . . . . . . . 327

Contrações atriais prematuras

PROCEDIMENTOS PERCUTÂNEOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 329

Sem dúvida alguma, essa é a arritmia mais comum. As contrações atriais prematuras são detectadas em 1 a 2% das gestações e, em geral, são um achado benigno (Hahurij, 2011; Strasburger, 2010). Essas contrações são atribuídas à imaturidade do sistema de condução cardíaca e, nos casos típicos, regridem com a progressão da gestação ou no período neonatal. Embora possam ser conduzidas, as contrações atriais prematuras são bloqueadas na maioria dos casos e, com o Doppler portátil ou o estetoscópio, são evidenciadas por batimentos “saltados”. Elas não estão associadas a anomalias cardíacas estruturais significativas, mas em alguns casos ocorrem nos pacientes com aneurismas do septo atrial. Como se pode observar na Figura 10-24, o exame em modo M demonstra que o batimento “saltado” é uma pausa compensatória depois da contração atrial prematura. Essas contrações podem ocorrer frequentemente a cada dois batimentos, condição conhecida como bigeminismo atrial bloqueado. Isso resulta na frequência ventricular fetal de apenas

 

Capítulo 17. Avaliação Fetal

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CAPÍTULO 17

Avaliação Fetal

MOVIMENTOS FETAIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 335

RESPIRAÇÃO FETAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 337

TESTE DE ESTRESSE CONTRÁTIL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 338

TESTES SEM ESTRESSE (CARDIOTOCOGRAFIA BASAL) . . . . 338

TESTES DE ESTIMULAÇÃO ACÚSTICA . . . . . . . . . . . . . . . . . . 341

PERFIL BIOFÍSICO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 341

VOLUME DE LÍQUIDO AMNIÓTICO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 343

DOPPLERVELOCIMETRIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 344

RECOMENDAÇÕES ATUAIS DOS TESTES PRÉ-NATAIS. . . . . . 345

As técnicas disponíveis utilizadas para predizer o bem-estar fetal enfatizam as características biofísicas do feto, inclusive frequência cardíaca, movimento, respiração e produção de líquido amniótico. Esses parâmetros são usados para realizar a vigilância fetal pré-natal de acordo com as metas estabelecidas pelo American

 

Capítulo 18. Abortamento

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CAPÍTULO 18

Abortamento

NOMENCLATURA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 350

ABORTAMENTO ESPONTÂNEO DO PRIMEIRO

TRIMESTRE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 351

CLASSIFICAÇÃO CLÍNICA DO ABORTAMENTO

ESPONTÂNEO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 354

TRATAMENTO DO ABORTAMENTO ESPONTÂNEO. . . . . . . . . 357

ABORTAMENTO DE REPETIÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 357

ABORTAMENTO DO SEGUNDO TRIMESTRE . . . . . . . . . . . . . . 360

INSUFICIÊNCIA CERVICAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 361

ABORTAMENTO INDUZIDO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 363

TÉCNICAS DE ABORTAMENTO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 364

ABORTAMENTO CIRÚRGICO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 366

ABORTAMENTO CLÍNICO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 368

 

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