Células Sanguíneas

Autor(es): Barbara J. Bain
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Células sanguíneas, 5ª edição, é um guia para uso no laboratório de hematologia diagnóstica, abrangendo desde métodos de coleta, preparação de distensões de sangue, tecnologia de contagens de glóbulos manual e automatizada, até a avaliação dos aspectos morfológicos das células sanguíneas. O médico hematologista poderá utilizá-lo como livro de referência; o estudante de hematologia e o cientista biomédico, como um manual prático para uso diário. Esta edição foi ampliada para manter-se tão completa e atual quanto possível, trazendo como novidade a orientação para a escolha dos exames adicionais que devem ser feitos para confirmação da generalidade dos diagnósticos presuntivos.

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Capítulo 1 - Coleta e distensão de sangue para exame

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Capítulo 1

Coleta e distensão de sangue para exame

Coleta de sangue

Para uma exata contagem de glóbulos e uma correta interpretação da microscopia, é necessário que o sangue seja coletado com a quantidade correta de anticoagulante adequado e entregue sem demora ao laboratório, a fim de que não ocorram alterações artefatuais.

A identidade do paciente deve ser cuidadosamente conferida antes da coleta. Isso é feito pedindo-lhe que repita nome, sobrenome e data de nascimento; em pacientes de hospital, deve ser conferida a pulseira de identificação, que, além desses dados, possui um número de registro. Para diminuir a chance de erro humano, os tubos recipientes devem ser rotulados no ato da coleta, não previamente. O técnico que fará a flebotomia deve conhecer e seguir as recomendações para essa tarefa, incluindo as de identificação. Embora a identificação de pacientes costume ser mais rigorosa no setor de transfusões de sangue, note-se que já foram feitos tratamentos equivocados devido a trocas de resultados de hemogramas, por isso a necessidade de igual rigor na identificação em todos os setores. Identificação mais segura dos pacientes internados pode ser obtida por meio de dispositivos eletrônicos, em que um código de barras na pulseira de identificação é lido com um scan­ ner manual.

 

Capítulo 2 - Técnicas de contagem de glóbulos

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Capítulo 2

Técnicas de contagem de glóbulos

No passado, as contagens de glóbulos e as demais determinações do hemograma eram feitas por técnicas manuais, lentas e trabalhosas, empregando câmaras de contagens, pipetas diluidoras, microscópios, tubos graduados ou capilares, centrifugadores, colorímetros e um pequeno número de reagentes simples, sendo a dosagem de hemoglobina (Hb), o hematócrito (Hct) e a contagem de leucócitos (L) as determinações mais usadas. A Hb era medida por método baseado em densidade óptica, com o resultado inicialmente expresso em porcentagem relativa a um “100% normal” arbitrário, modificado depois para a expressão atual massa/volume. O Hct, medida da fração ocupada pelos eritrócitos em uma coluna de sangue centrifugado, pode ser expresso como uma porcentagem ou como uma fração decimal (volume/volume) do total centrifugado.* Os leucócitos eram contados ao microscópio, com o sangue apropriadamente diluído em uma câmara de volume conhecido, o hemocitômetro. Todas as contagens de células eram, e persistem sendo, expressas em número de células por uma unidade de volume.** A contagem de eritrócitos era feita só ocasionalmente, e em geral para permitir uma estimativa do tamanho dos eritrócitos, correlacionando-a ao Hct. As plaquetas eram contadas por microscopia óptica ou de contraste de fases, mas apenas quando havia óbvia necessidade clínica. Das determinações primárias relativas à série vermelha, eram derivados outros valores: volume corpuscular médio (VCM), hemoglobina corpuscular média

 

Capítulo 3 - Morfologia das células sanguíneas

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Capítulo 3

Morfologia das células sanguíneas

Exame de distensões sanguíneas

Distensões de sangue devem ser examinadas de forma sistemática, conforme é descrito a seguir:

1 Inicialmente, deve-se conferir a identificação do paciente e confirmar a correspondência da lâmina com o resultado do hemograma que a acompanha. A identificação deve incluir o sexo e a idade do paciente, uma vez que a interpretação exige essas informações. Em uma comunidade multiétnica, também é útil conhecer a origem étnica* do paciente.

2 Deve-se examinar macroscopicamente a lâmina, para confirmar se a distensão está adequada e verificar se há características anormais de distensão ou de coloração. A mais comum dessas alterações é o exagero da coloração azul provocado por hipergamaglobulinemia (Figura 3.1), decorrente de paraproteína, como no mieloma múltiplo e condições correlatas, ou de aumento reacional das imunoglobulinas, como na cirrose e na artrite reumatoide. As características tintoriais também são alteradas pela presença de substâncias estranhas, como a heparina, que confere um matiz róseo, ou pelo veículo de certas drogas endovenosas. Ocasionalmente, as alterações macroscópicas são causadas por precipitação de crioglobulina, aglutinação intensa dos eritrócitos, agregação plaquetária ou presença de conglomerados de células tumorais (Figuras 3.2 a 3.4).

 

Capítulo 4 - Detecção de erros nas contagens de glóbulos

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Capítulo 4

Detecção de erros nas contagens de glóbulos

Causas de erros nas contagens de glóbulos

Erros nas contagens de glóbulos podem ser pré-analíticos, analíticos ou pós-analíticos. Dizem-se pré-analíticos os que precedem a etapa de análise da amostra e incluem erros no preenchimento da requisição do exame, erros à punção venosa e erros no transporte e conservação do espécime (Tabela

4.1). Erros pré-analíticos incluem os que resultam da conservação das amostras de sangue à temperatura ambiente. Por exemplo, com o Sysmex 2100, há aumento do volume corpuscular médio (VCM) e do hematócrito (Hct), e uma baixa da concentração hemoglobínica corpuscular média (CHCM) a partir de 6 horas e, a partir de 48 horas, há aumento da contagem de neutrófilos e diminuição da contagem de monócitos [4]. Os instrumentos Siemens mostram alterações similares nos parâmetros eritroides. É essencial que todos os laboratórios que recebem amostras de sangue de clínicas externas estejam cientes dos efeitos adversos de transporte ou armazenamento prolongados à temperatura ambiente. Erros analíticos são os que ocorrem durante a análise da amostra (Tabela 4.2). Erros pós-analíticos são os que ocorrem após completar-se a análise e incluem o manuseio incorreto dos dados (Tabela

 

Capítulo 5 - Valores de referência

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Capítulo 5

Valores de referência

A interpretação do resultado de qualquer exame laboratorial requer que se avalie se é ou não é normal.

“Normal” significa que o resultado é o esperado naquele indivíduo quando está em perfeito estado de saúde (supondo-se que não tenha qualquer defeito genético que afete o sangue). Como raramente se dispõe de dados para essa afirmativa, costuma-se, em vez disso, considerar se o resultado é o que seria esperado em um indivíduo sadio, biologicamente tão parecido quanto possível com o indivíduo em questão. Resultados de exames eram convencionalmente comparados com “valores normais”, em geral obtidos de livros especializados, mas, às vezes, de origens obscuras. Mais recentemente, resultados de exames têm sido comparados com “valores de referência”; os conceitos que fundamentam a derivação de valores de referência são discutidos a seguir.

Um indivíduo selecionado segundo critérios definidos, dentro de uma população que inclui todos os indivíduos que satisfazem esses critérios, é dito indivíduo de referência. Uma amostra de referência é um número de indivíduos de referência, escolhidos para representar a população de referência.

 

Capítulo 6 - Alterações quantitativas das células sanguíneas

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Capítulo 6

Alterações quantitativas das células sanguíneas

Este capítulo aborda as alterações quantitativas das células sanguíneas; primeiramente, as causas de elevação das contagens de cada linhagem celular e, em seguida, as causas de diminuição. O aumento numérico de um tipo celular, medido laboratorialmente em amostra de sangue periférico, resulta de redistribuição ou de aumento da liberação medular da célula respectiva; às vezes, o aumento da contagem, o que se nota sobretudo na série eritroide, pode resultar da diminuição do volume plasmático. A diminuição da contagem de um tipo celular pode decorrer de diminuição da liberação medular, redistribuição ou sobrevida encurtada na circulação; na série eritroide, também pode decorrer de aumento do volume plasmático.

Poliglobulia

O termo poliglobulia*, de modo estrito, indica o aumento do número de eritrócitos (E) na circulação, mas costuma ser usado somente quando há aumento simultâneo da hemoblobina (Hb) e do hematócrito (Hct) acima dos valores de referência para a idade e o sexo do indivíduo. De um modo geral, o aumento de E, Hb e Hct é paralelo. Convencionalmente, o termo poliglobulia não se refere à contagem eritrocitária aumentada se a Hb for normal ou diminuída, o que pode acontecer, por exemplo, na talassemia menor; o termo eritrocitose é aplicável em tais casos.

 

Capítulo 7 - Exames complementares importantes

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Capítulo 7

Exames complementares importantes

As células do sangue periférico podem ser examinadas por uma série de técnicas que complementam os dados obtidos pelo hemograma convencional: citoquímica, imunofenotipagem, citogenética, análise molecular genética e exame ultraestrutural por microscopia eletrônica. Somente serão discutidas neste capítulo as técnicas que se correlacionam

às do hemograma, isto é, que envolvem contagens ou exames citológicos.

Técnicas citoquímicas

Algumas técnicas recomendadas para colorações citoquímicas estão listadas na Tabela 7.1. A coloração e a contagem de reticulócitos já foram discutidas no

Tabela 7.1  Alguns métodos recomendados de colorações citoquímicas

Procedimento

Método recomendado

Pesquisa de corpos de Heinz

Azul-de-rodanil com 2 minutos de incubação [1] ou metil-violeta

Pesquisa de hemoglobina H

Azul-brilhante-de-cresil, com

2 horas de incubação [1]

Células contendo hemoglobina F

 

Capítulo 8 - Distúrbios dos eritrócitos e das plaquetas

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Capítulo 8

Distúrbios dos eritrócitos e das plaquetas

Distúrbios dos eritrócitos

Distúrbios eritrocíticos são em geral divididos em três amplas categorias, conforme apresentarem eritrócitos (i) microcíticos e hipocrômicos, (ii) normocíticos e normocrômicos, ou (iii) macrocíticos.

Os distúrbios dos eritrócitos também podem ser classificados em congênitos e adquiridos. As anemias podem ainda ser classificadas, de acordo com o mecanismo causal, em anemias devidas predominantemente à insuficiente produção de eritrócitos e anemias decorrentes do encurtamento da sobrevida dos eritrócitos; no segundo caso, se causado por defeito intrínseco aos eritrócitos ou por fatores extrínsecos. Também pode haver anemia pela retenção de eritrócitos no baço, quando aumentado, e em situação aguda, pela perda de sangue. Neste capítulo, os distúrbios da série vermelha serão discutidos em grupos relacionados principalmente às características morfológicas dos eritrócitos, incluindo o tamanho e o grau de hemoglobinização.

 

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