Teoria e Formulação de Casos em Análise Comportamental Clínica

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Neste livro, a teoria sobre a Análise Comportamental Clínica é ilustrada a partir da apresentação de modelos de formulação comportamental e da análise de casos clínicos reais, contextualizados na realidade brasileira, com clientes de diversas idades e padrões de comportamento. São abordados, também, o atendimento on-line e os cuidados éticos e técnicos necessários nessa modalidade.

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Capítulo 1. Análises funcionais moleculares e molares: um passo a passo

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Análises funcionais moleculares e molares: um passo a passo

Lorena Bezerra Nery | Flávia Nunes Fonseca

Existem diferentes modelos de causalidade na

Psicologia. De maneira geral, tanto na linguagem cotidiana quanto em grande parte das abordagens psicológicas, o comportamento é visto como um indício de processos que ocorrem dentro da pessoa (processos neurológicos, fisiológicos ou mentais), como manifestações de acontecimentos internos (desejos, expectativas, sentimentos, etc.) ou também como a expressão de um agente interno ou de uma entidade com vontades próprias. Skinner, em seu famoso livro

Ciência e Comportamento Humano (1953/2003), discorre sobre diversas causas popularmente utilizadas para explicar comportamentos, desde a posição dos planetas quando a pessoa nasce ou a estrutura física do indivíduo (p. ex., as proporções do corpo, o formato da cabeça, a cor da pele e dos olhos, os sulcos nas palmas das mãos) até causas interiores conceituais, quando se usam descrições redundantes como forma de atribuir explicações (p. ex., “Joaquim fuma porque

 

Capítulo 1. Análises funcionais moleculares e molares: um passo a passo

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Análises funcionais moleculares e molares: um passo a passo

Lorena Bezerra Nery | Flávia Nunes Fonseca

Existem diferentes modelos de causalidade na

Psicologia. De maneira geral, tanto na linguagem cotidiana quanto em grande parte das abordagens psicológicas, o comportamento é visto como um indício de processos que ocorrem dentro da pessoa (processos neurológicos, fisiológicos ou mentais), como manifestações de acontecimentos internos (desejos, expectativas, sentimentos, etc.) ou também como a expressão de um agente interno ou de uma entidade com vontades próprias. Skinner, em seu famoso livro

Ciência e Comportamento Humano (1953/2003), discorre sobre diversas causas popularmente utilizadas para explicar comportamentos, desde a posição dos planetas quando a pessoa nasce ou a estrutura física do indivíduo (p. ex., as proporções do corpo, o formato da cabeça, a cor da pele e dos olhos, os sulcos nas palmas das mãos) até causas interiores conceituais, quando se usam descrições redundantes como forma de atribuir explicações (p. ex., “Joaquim fuma porque

 

Capítulo 1. Análises funcionais moleculares e molares: um passo a passo

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Análises funcionais moleculares e molares: um passo a passo

Lorena Bezerra Nery | Flávia Nunes Fonseca

Existem diferentes modelos de causalidade na

Psicologia. De maneira geral, tanto na linguagem cotidiana quanto em grande parte das abordagens psicológicas, o comportamento é visto como um indício de processos que ocorrem dentro da pessoa (processos neurológicos, fisiológicos ou mentais), como manifestações de acontecimentos internos (desejos, expectativas, sentimentos, etc.) ou também como a expressão de um agente interno ou de uma entidade com vontades próprias. Skinner, em seu famoso livro

Ciência e Comportamento Humano (1953/2003), discorre sobre diversas causas popularmente utilizadas para explicar comportamentos, desde a posição dos planetas quando a pessoa nasce ou a estrutura física do indivíduo (p. ex., as proporções do corpo, o formato da cabeça, a cor da pele e dos olhos, os sulcos nas palmas das mãos) até causas interiores conceituais, quando se usam descrições redundantes como forma de atribuir explicações (p. ex., “Joaquim fuma porque

 

Capítulo 1. Análises funcionais moleculares e molares: um passo a passo

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Análises funcionais moleculares e molares: um passo a passo

Lorena Bezerra Nery | Flávia Nunes Fonseca

Existem diferentes modelos de causalidade na

Psicologia. De maneira geral, tanto na linguagem cotidiana quanto em grande parte das abordagens psicológicas, o comportamento é visto como um indício de processos que ocorrem dentro da pessoa (processos neurológicos, fisiológicos ou mentais), como manifestações de acontecimentos internos (desejos, expectativas, sentimentos, etc.) ou também como a expressão de um agente interno ou de uma entidade com vontades próprias. Skinner, em seu famoso livro

Ciência e Comportamento Humano (1953/2003), discorre sobre diversas causas popularmente utilizadas para explicar comportamentos, desde a posição dos planetas quando a pessoa nasce ou a estrutura física do indivíduo (p. ex., as proporções do corpo, o formato da cabeça, a cor da pele e dos olhos, os sulcos nas palmas das mãos) até causas interiores conceituais, quando se usam descrições redundantes como forma de atribuir explicações (p. ex., “Joaquim fuma porque

 

Capítulo 1. Análises funcionais moleculares e molares: um passo a passo

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Análises funcionais moleculares e molares: um passo a passo

Lorena Bezerra Nery | Flávia Nunes Fonseca

Existem diferentes modelos de causalidade na

Psicologia. De maneira geral, tanto na linguagem cotidiana quanto em grande parte das abordagens psicológicas, o comportamento é visto como um indício de processos que ocorrem dentro da pessoa (processos neurológicos, fisiológicos ou mentais), como manifestações de acontecimentos internos (desejos, expectativas, sentimentos, etc.) ou também como a expressão de um agente interno ou de uma entidade com vontades próprias. Skinner, em seu famoso livro

Ciência e Comportamento Humano (1953/2003), discorre sobre diversas causas popularmente utilizadas para explicar comportamentos, desde a posição dos planetas quando a pessoa nasce ou a estrutura física do indivíduo (p. ex., as proporções do corpo, o formato da cabeça, a cor da pele e dos olhos, os sulcos nas palmas das mãos) até causas interiores conceituais, quando se usam descrições redundantes como forma de atribuir explicações (p. ex., “Joaquim fuma porque

 

Capítulo 2. Formulação comportamental ou diagnóstico comportamental: um passo a passo

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Formulação comportamental ou diagnóstico comportamental: um passo a passo

Flávia Nunes Fonseca | Lorena Bezerra Nery

A busca pela compreensão do comportamento humano e de suas causas remonta ao período da Antiguidade (ver capítulo de Silva & Bravin, neste livro). Nesse contexto, verifica-se que o investimento no desenvolvimento de classificações para os transtornos mentais também é antigo, tendo como um antecedente histórico significativo a doutrina de Hipócrates (460-377 a.C.), que sugere desequilíbrios corporais como origem para a doença mental. Outro importante marco histórico foi o Tratado Médico-Filosófico sobre a Alienação Mental, de Pinel, o qual defende que são desarranjos na mente que produzem a loucura (Cavalcante & Tourinho, 1998).

Segundo Dalgalarrondo (2000), na Medicina e na Psicopatologia, há diferentes critérios de normalidade e anormalidade. Como exemplos, podem-se citar:

1. Normalidade como ausência de doença: ausência de sintomas, de sinais ou de doenças.

 

Capítulo 2. Formulação comportamental ou diagnóstico comportamental: um passo a passo

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Formulação comportamental ou diagnóstico comportamental: um passo a passo

Flávia Nunes Fonseca | Lorena Bezerra Nery

A busca pela compreensão do comportamento humano e de suas causas remonta ao período da Antiguidade (ver capítulo de Silva & Bravin, neste livro). Nesse contexto, verifica-se que o investimento no desenvolvimento de classificações para os transtornos mentais também é antigo, tendo como um antecedente histórico significativo a doutrina de Hipócrates (460-377 a.C.), que sugere desequilíbrios corporais como origem para a doença mental. Outro importante marco histórico foi o Tratado Médico-Filosófico sobre a Alienação Mental, de Pinel, o qual defende que são desarranjos na mente que produzem a loucura (Cavalcante & Tourinho, 1998).

Segundo Dalgalarrondo (2000), na Medicina e na Psicopatologia, há diferentes critérios de normalidade e anormalidade. Como exemplos, podem-se citar:

1. Normalidade como ausência de doença: ausência de sintomas, de sinais ou de doenças.

 

Capítulo 2. Formulação comportamental ou diagnóstico comportamental: um passo a passo

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A busca pela compreensão do comportamento humano e de suas causas remonta ao período da Antiguidade (ver capítulo de Silva & Bravin, neste livro). Nesse contexto, verifica-se que o investimento no desenvolvimento de classificações para os transtornos mentais também é antigo, tendo como um antecedente histórico significativo a doutrina de Hipócrates (460-377 a.C.), que sugere desequilíbrios corporais como origem para a doença mental. Outro importante marco histórico foi o Tratado Médico-Filosófico sobre a Alienação Mental, de Pinel, o qual defende que são desarranjos na mente que produzem a loucura (Cavalcante & Tourinho, 1998).

Segundo Dalgalarrondo (2000), na Medicina e na Psicopatologia, há diferentes critérios de normalidade e anormalidade. Como exemplos, podem-se citar:

1. Normalidade como ausência de doença: ausência de sintomas, de sinais ou de doenças.

 

Capítulo 2. Formulação comportamental ou diagnóstico comportamental: um passo a passo

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Formulação comportamental ou diagnóstico comportamental: um passo a passo

Flávia Nunes Fonseca | Lorena Bezerra Nery

A busca pela compreensão do comportamento humano e de suas causas remonta ao período da Antiguidade (ver capítulo de Silva & Bravin, neste livro). Nesse contexto, verifica-se que o investimento no desenvolvimento de classificações para os transtornos mentais também é antigo, tendo como um antecedente histórico significativo a doutrina de Hipócrates (460-377 a.C.), que sugere desequilíbrios corporais como origem para a doença mental. Outro importante marco histórico foi o Tratado Médico-Filosófico sobre a Alienação Mental, de Pinel, o qual defende que são desarranjos na mente que produzem a loucura (Cavalcante & Tourinho, 1998).

Segundo Dalgalarrondo (2000), na Medicina e na Psicopatologia, há diferentes critérios de normalidade e anormalidade. Como exemplos, podem-se citar:

1. Normalidade como ausência de doença: ausência de sintomas, de sinais ou de doenças.

 

Capítulo 2. Formulação comportamental ou diagnóstico comportamental: um passo a passo

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Formulação comportamental ou diagnóstico comportamental: um passo a passo

Flávia Nunes Fonseca | Lorena Bezerra Nery

A busca pela compreensão do comportamento humano e de suas causas remonta ao período da Antiguidade (ver capítulo de Silva & Bravin, neste livro). Nesse contexto, verifica-se que o investimento no desenvolvimento de classificações para os transtornos mentais também é antigo, tendo como um antecedente histórico significativo a doutrina de Hipócrates (460-377 a.C.), que sugere desequilíbrios corporais como origem para a doença mental. Outro importante marco histórico foi o Tratado Médico-Filosófico sobre a Alienação Mental, de Pinel, o qual defende que são desarranjos na mente que produzem a loucura (Cavalcante & Tourinho, 1998).

Segundo Dalgalarrondo (2000), na Medicina e na Psicopatologia, há diferentes critérios de normalidade e anormalidade. Como exemplos, podem-se citar:

1. Normalidade como ausência de doença: ausência de sintomas, de sinais ou de doenças.

 

Capítulo 3. Reflexões sobre o estabelecimento de objetivos terapêuticos na clínica analítico-comportamental

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3

Reflexões sobre o estabelecimento de objetivos terapêuticos na clínica analítico-comportamental

Nicolau Chaud de Castro Quinta

Ao contrário do que aconteceu com muitas abordagens e modelos terapêuticos da Psicologia, a Análise do Comportamento foi concebida e desenvolvida sem nenhuma preocupação inicial direta com práticas clínicas. Enquanto ciência psicológica, propõe-se a descrever e explicar fenômenos comportamentais sob uma ótica behaviorista radical. Ainda que Skinner em sua obra tenha deixado explícitos seus vieses políticos e seu interesse em promover modificações culturais por meio de uma ciência do comportamento (Skinner, 1948/1977, 1953/1998, 1971/2000), a

Análise do Comportamento enquanto corpo de conhecimento não tem caráter prescritivo. Assim, embora exista um alto grau de coerência e uniformidade teórica na descrição dos fenômenos comportamentais tratados em qualquer terapia de base analítico-comportamental, não existem parâmetros universais ou unânimes que ditam como um processo psicoterapêutico deve ser conduzido a partir dessa ciência.

 

Capítulo 3. Reflexões sobre o estabelecimento de objetivos terapêuticos na clínica analítico-comportamental

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Reflexões sobre o estabelecimento de objetivos terapêuticos na clínica analítico-comportamental

Nicolau Chaud de Castro Quinta

Ao contrário do que aconteceu com muitas abordagens e modelos terapêuticos da Psicologia, a Análise do Comportamento foi concebida e desenvolvida sem nenhuma preocupação inicial direta com práticas clínicas. Enquanto ciência psicológica, propõe-se a descrever e explicar fenômenos comportamentais sob uma ótica behaviorista radical. Ainda que Skinner em sua obra tenha deixado explícitos seus vieses políticos e seu interesse em promover modificações culturais por meio de uma ciência do comportamento (Skinner, 1948/1977, 1953/1998, 1971/2000), a

Análise do Comportamento enquanto corpo de conhecimento não tem caráter prescritivo. Assim, embora exista um alto grau de coerência e uniformidade teórica na descrição dos fenômenos comportamentais tratados em qualquer terapia de base analítico-comportamental, não existem parâmetros universais ou unânimes que ditam como um processo psicoterapêutico deve ser conduzido a partir dessa ciência.

 

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Reflexões sobre o estabelecimento de objetivos terapêuticos na clínica analítico-comportamental

Nicolau Chaud de Castro Quinta

Ao contrário do que aconteceu com muitas abordagens e modelos terapêuticos da Psicologia, a Análise do Comportamento foi concebida e desenvolvida sem nenhuma preocupação inicial direta com práticas clínicas. Enquanto ciência psicológica, propõe-se a descrever e explicar fenômenos comportamentais sob uma ótica behaviorista radical. Ainda que Skinner em sua obra tenha deixado explícitos seus vieses políticos e seu interesse em promover modificações culturais por meio de uma ciência do comportamento (Skinner, 1948/1977, 1953/1998, 1971/2000), a

Análise do Comportamento enquanto corpo de conhecimento não tem caráter prescritivo. Assim, embora exista um alto grau de coerência e uniformidade teórica na descrição dos fenômenos comportamentais tratados em qualquer terapia de base analítico-comportamental, não existem parâmetros universais ou unânimes que ditam como um processo psicoterapêutico deve ser conduzido a partir dessa ciência.

 

Capítulo 3. Reflexões sobre o estabelecimento de objetivos terapêuticos na clínica analítico-comportamental

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Reflexões sobre o estabelecimento de objetivos terapêuticos na clínica analítico-comportamental

Nicolau Chaud de Castro Quinta

Ao contrário do que aconteceu com muitas abordagens e modelos terapêuticos da Psicologia, a Análise do Comportamento foi concebida e desenvolvida sem nenhuma preocupação inicial direta com práticas clínicas. Enquanto ciência psicológica, propõe-se a descrever e explicar fenômenos comportamentais sob uma ótica behaviorista radical. Ainda que Skinner em sua obra tenha deixado explícitos seus vieses políticos e seu interesse em promover modificações culturais por meio de uma ciência do comportamento (Skinner, 1948/1977, 1953/1998, 1971/2000), a

Análise do Comportamento enquanto corpo de conhecimento não tem caráter prescritivo. Assim, embora exista um alto grau de coerência e uniformidade teórica na descrição dos fenômenos comportamentais tratados em qualquer terapia de base analítico-comportamental, não existem parâmetros universais ou unânimes que ditam como um processo psicoterapêutico deve ser conduzido a partir dessa ciência.

 

Capítulo 3. Reflexões sobre o estabelecimento de objetivos terapêuticos na clínica analítico-comportamental

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Reflexões sobre o estabelecimento de objetivos terapêuticos na clínica analítico-comportamental

Nicolau Chaud de Castro Quinta

Ao contrário do que aconteceu com muitas abordagens e modelos terapêuticos da Psicologia, a Análise do Comportamento foi concebida e desenvolvida sem nenhuma preocupação inicial direta com práticas clínicas. Enquanto ciência psicológica, propõe-se a descrever e explicar fenômenos comportamentais sob uma ótica behaviorista radical. Ainda que Skinner em sua obra tenha deixado explícitos seus vieses políticos e seu interesse em promover modificações culturais por meio de uma ciência do comportamento (Skinner, 1948/1977, 1953/1998, 1971/2000), a

Análise do Comportamento enquanto corpo de conhecimento não tem caráter prescritivo. Assim, embora exista um alto grau de coerência e uniformidade teórica na descrição dos fenômenos comportamentais tratados em qualquer terapia de base analítico-comportamental, não existem parâmetros universais ou unânimes que ditam como um processo psicoterapêutico deve ser conduzido a partir dessa ciência.

 

Capítulo 4. O mundo encoberto de cada um: técnicas que auxiliam o autoconhecimento

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4

O mundo encoberto de cada um: técnicas que auxiliam o autoconhecimento

Katrine Souza Silva | André Amaral Bravin

Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses.

Sócrates

Desde a Grécia Clássica, por volta do século VI a.C., iniciou­se uma acentuada preocupação com o conhecimento, tanto de questões subjetivas do ser humano quanto das relações estabelecidas entre o ser humano e o mundo e entre os pró­ prios seres humanos. Sócrates foi um dos primei­ ros filósofos a destacar que o conhecimento de­ veria ter primeiramente um ponto de vista indi­ vidual para, só então, falar do universal (Chauí,

2000). Nesse sentido, Sócrates instaurou seu pen­ samento com base no preceito “conhece a ti mes­ mo” para explicitar a desvinculação do homem em relação à physis universal. O homem deveria se voltar para o conhecimento de si mesmo, com autoconsciência despertada e mantida em vigília.

Esses fundamentos sugerem que Sócrates com­ partilhava do preceito de que o homem era a me­ dida de todas as coisas. Como sugerido por Wolff

 

Capítulo 4. O mundo encoberto de cada um: técnicas que auxiliam o autoconhecimento

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O mundo encoberto de cada um: técnicas que auxiliam o autoconhecimento

Katrine Souza Silva | André Amaral Bravin

Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses.

Sócrates

Desde a Grécia Clássica, por volta do século VI a.C., iniciou­se uma acentuada preocupação com o conhecimento, tanto de questões subjetivas do ser humano quanto das relações estabelecidas entre o ser humano e o mundo e entre os pró­ prios seres humanos. Sócrates foi um dos primei­ ros filósofos a destacar que o conhecimento de­ veria ter primeiramente um ponto de vista indi­ vidual para, só então, falar do universal (Chauí,

2000). Nesse sentido, Sócrates instaurou seu pen­ samento com base no preceito “conhece a ti mes­ mo” para explicitar a desvinculação do homem em relação à physis universal. O homem deveria se voltar para o conhecimento de si mesmo, com autoconsciência despertada e mantida em vigília.

Esses fundamentos sugerem que Sócrates com­ partilhava do preceito de que o homem era a me­ dida de todas as coisas. Como sugerido por Wolff

 

Capítulo 4. O mundo encoberto de cada um: técnicas que auxiliam o autoconhecimento

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O mundo encoberto de cada um: técnicas que auxiliam o autoconhecimento

Katrine Souza Silva | André Amaral Bravin

Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses.

Sócrates

Desde a Grécia Clássica, por volta do século VI a.C., iniciou­se uma acentuada preocupação com o conhecimento, tanto de questões subjetivas do ser humano quanto das relações estabelecidas entre o ser humano e o mundo e entre os pró­ prios seres humanos. Sócrates foi um dos primei­ ros filósofos a destacar que o conhecimento de­ veria ter primeiramente um ponto de vista indi­ vidual para, só então, falar do universal (Chauí,

2000). Nesse sentido, Sócrates instaurou seu pen­ samento com base no preceito “conhece a ti mes­ mo” para explicitar a desvinculação do homem em relação à physis universal. O homem deveria se voltar para o conhecimento de si mesmo, com autoconsciência despertada e mantida em vigília.

Esses fundamentos sugerem que Sócrates com­ partilhava do preceito de que o homem era a me­ dida de todas as coisas. Como sugerido por Wolff

 

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