Como Administrar o Fluxo de Caixa das Empresas, 10ª edição

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Para a sobrevivência e o sucesso de qualquer empresa, é fundamental que o fluxo de caixa apresente liquidez, com ou sem inflação ou recessão, de forma a cumprir com seus compromissos financeiros, e que suas operações tenham continuidade, pois, se a empresa tem liquidez, ela pode gerar lucro. Por isso, a gestão dos fluxos financeiros é tão relevante quanto a capacidade de produção e de vendas da empresa.
Este livro aborda os principais aspectos para elaboração e gerenciamento do fluxo de caixa, ressaltando a importância da qualidade da informação obtida com o fluxo de caixa. Dessa maneira, procura atender às necessidades dos responsáveis pela área financeira da empresa. Entre outras características do texto, objetiva apresentar a empresários, executivos e profissionais, principalmente de micro, pequenas e médias empresas, as bases conceituais da moderna gestão de fluxo de caixa, de modo a auxiliar no entendimento e implementação em suas empresas, para que seja um instrumento de apoio às decisões de caixa.
O autor teve o cuidado de fornecer e facilitar, para um perfeito entendimento, os conceitos, princípios, o inter-relacionamento do fluxo de caixa com as outras áreas econômico-financeiras da empresa, com exemplos práticos, planilhas auxiliares e planilhas de fluxo de caixa, que estão disponíveis no site do Grupo GEN: Obra de consulta para empresários, executivos e profissionais, principalmente de micro, pequenas e médias empresas, por apresentar as bases conceituais da moderna gestão do fluxo de caixa. Leitura complementar para as disciplinas Administração Financeira e Gestão de Negócios dos cursos de especialização, pós-graduação, mestrado e MBA.

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1 - Introdução

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Introdução

Para a sobrevivência e o sucesso de qualquer empresa, é fundamental que o fluxo de caixa apresente liquidez, com ou sem inflação ou recessão, de forma a cumprir com seus compromissos financeiros, e que suas operações tenham continuidade, pois, se a empresa tem liquidez, ela pode gerar lucro. A gestão dos fluxos financeiros é tão relevante quanto a capacidade de produção e de vendas da empresa.

A presente obra aborda os principais aspectos para a elaboração e gerenciamento do fluxo de caixa de maneira simples e objetiva, ressaltando a importância da qualidade da informação para projeção do fluxo de caixa. Dessa maneira, procura atender às necessidades que demandam os responsáveis pela área financeira da empresa. Também é dado destaque à diferença do conceito de lucro e geração de caixa, bem como aos cuidados na elaboração do cálculo para formação do preço de venda.

Considera-se também que os contextos econômicos modernos de concorrência de mercado exigem das empresas maior eficiência na gestão financeira, não cabendo indecisões e improvisações sobre as aplicações ou captações de recursos, quando necessário.

 

2 - Administração financeira – considerações gerais

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Administração financeira – considerações gerais

2.1 CONCEITO

A administração financeira compreende gerenciar os recursos financeiros para obter lucros, e dessa forma maximiza a riqueza dos acionistas. Ela pode ser exercida nas mais variadas organizações, tais como: indústrias, comércio ou serviços e empresas estatais ou privadas, voltadas ou não para fins lucrativos.

Existem vários enfoques da administração financeira, com destaque os de risco-retorno, liquidez, solvência, endividamento, fusões e aquisições, mercados financeiro e de capitais, mercados futuros e de opções, eficiência-eficácia operacional, alavancagem, estrutura de capital, valor justo, testes de impairment, marcação a mercado, entre outros.

Administração financeira é a ciência de administrar recursos financeiros aplicados em um negócio, observando seus riscos potenciais e buscando o melhor retorno possível para um capital investido. Tem a responsabilidade de obter e utilizar eficientemente os recursos necessários para o bom funcionamento do negócio.

 

3 - Demonstrações contábeis

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Demonstrações contábeis

A contabilidade deve estar pronta para suprir com informações precisas as pessoas físicas e jurídicas, cujos interesses são diferentes.

As informações oriundas da contabilidade não são limitadas apenas ao balanço e ao demonstrativo de resultados, ela fornece um fluxo de informações contínuo sobre os mais diversos fatores da gestão econômico-financeira da empresa, e é isso que queremos apresentar.

3.1 CONCEITOS, OBJETIVOS E PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DE

CONTABILIDADE

A contabilidade pode ser conceituada como um grande depósito de informações da empresa. Se organizada e controlada adequadamente, ela pode dar subsídios aos usuários sobre qualquer tipo de informação, seja de natureza econômica, financeira, societária, de produção, física e/ou social.

Pode também ser conceituada como uma metodologia voltada para captar, registrar, acumular, resumir, interpretar os aspectos que refletem nos âmbitos econômico, financeiro e patrimonial, tanto das pessoas físicas quanto das jurídicas de qualquer segmento empresarial.

 

4 - Administração do fluxo de caixa

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Administração do fluxo de caixa

Este capítulo apresenta o dinamismo da administração do fluxo de caixa, abordando conceitos, aspectos, objetivos, princípios, entre outros pontos que são fundamentais conhecer para melhor entendimento e elaboração do fluxo de caixa.

4.1 CONCEITOS

Fluxo de caixa é uma ferramenta que controla a movimentação financeira (as entradas e saídas de recursos financeiros) de uma empresa, em um período determinado.

Fluxo de caixa é um instrumento de gestão financeira que projeta para períodos futuros todas as entradas e as saídas de recursos financeiros da empresa, indicando como será o saldo de caixa para o período projetado.

O fluxo de caixa facilita a gestão de uma empresa no sentido de saber exatamente qual o valor a pagar com as obrigações assumidas, quais os valores a receber e qual será o saldo disponível naquele momento. Denomina-se saldo a diferença entre os recebimentos e os pagamentos.

Ao analisar o fluxo de caixa, se o saldo for negativo significa que a empresa tem gastos a mais. Nesse caso, o gestor terá que rever os gastos para conseguir aumentar a entrada de dinheiro. Por outro lado, se um saldo for positivo, ele indica que a empresa está conseguindo pagar as suas obrigações e ter disponibilidade financeira.

 

5 - Planejamento e elaboração do fluxo de caixa

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Planejamento e elaboração do fluxo de caixa

Este capítulo comenta sugestões de como deve ser projetado o fluxo de caixa, levando em conta algumas considerações, para depois partir para a efetiva elaboração.

5.1 PLANEJAMENTO

O orçamento de caixa faz parte do orçamento geral de uma empresa, que planeja as operações por períodos curtos de seis meses a um ano, podendo ser de períodos menores.

Nesse caso, ele é conhecido como previsão de caixa ou projeção de fluxo de caixa.

Normalmente, o fluxo de caixa não é uniforme durante o mês, pois apresenta períodos sazonais. Então, a projeção deve ser demonstrada diariamente para períodos próximos.

Quanto mais distante estiver o período de projeção, maior será o período de incerteza a ele ligado, portanto, não tem sentido apresentar o fluxo de caixa dia a dia para períodos mais distantes.

A título de sugestão, o fluxo de caixa deve ser projetado dia a dia para os primeiros

30 dias; para o segundo e o terceiro mês, pode ser apresentado por semana ou quinzena; e do quarto ao sexto mês pode ser apresentado por mês.

 

6 - Análise do fluxo de caixa

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Análise do fluxo de caixa

Para o fluxo de caixa atender a suas devidas finalidades, é preciso que sempre haja por parte das pessoas envolvidas nesse processo análise, interpretação, acompanhamento, avaliação, revisão e controle; e é isso que este capítulo apresenta, apontando os principais aspectos a fim de buscar a melhoria constante dos resultados. A Figura 6.1 demonstra de forma simples as etapas de análise do fluxo de caixa e seus mapas e planilhas de auxiliares de controle.

Essa análise do fluxo de caixa pode também ser vista de outra forma: planejamento, execução, controle, avaliação e ajustes.

Análise dos resultados

Revisão e controle

(mapas e planilhas de controle)

Análise do fluxo de caixa

(etapas)

Interpretação

Acompanhamento e avaliação

Figura 6.1 As quatro etapas de análise do fluxo de caixa .

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COMO ADMINISTRAR O FLUXO DE CAIXA DAS EMPRESAS • Silva

6.1 ANÁLISE DOS RESULTADOS

Para a análise dos resultados ser eficaz, é necessário que o administrador financeiro fique atento para aspectos importantes, de modo que sua análise tenha consistência, sempre tendo em mente melhorar os resultados. Para isso, ele precisa:

 

7 - Indicadores econômicos e financeiros relevantes para análise da qualidade da informação na administração do fluxo de caixa

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Indicadores econômicos e financeiros relevantes para análise da qualidade da informação na administração do fluxo de caixa

Ultimamente, vêm acontecendo muitas fusões, cisões, parcerias, compras, joint ventures etc., em todas as atividades de negócios, com grandes, médias e pequenas empresas.

Existe grande tendência por parte do empresariado de querer saber o valor de seu negócio, mesmo que não tenha a intenção de vendê-lo.

Trataremos neste capítulo de alguns importantes indicadores econômicos e financeiros, que não são tidos como convencionais, mas de relevante valia para analisar a qualidade da informação na administração do fluxo de caixa e que está despertando o interesse, por parte de profissionais, executivos e empresários, em conhecer melhor o significado desses indicadores.

7.1 EBITDA

É a abreviação de uma expressão de origem inglesa (Earnings Before Interest, Taxes,

Depreciation and Amortization), que significa lucro antes dos juros, impostos, depreciações e amortizações; em português, a sigla é LAJIDA. Em outras palavras, EBITDA é o caixa gerado pelos ativos tipicamente operacionais.

 

8 - Gestão de preços e otimização de custos

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Gestão de preços e otimização de custos

Este capítulo aborda, dentre outros assuntos, a formação do preço de venda para a empresa, que é uma questão importantíssima. Se porventura ela praticar um preço muito alto, com certeza as vendas cairão, e se praticar um preço muito baixo, correrá o risco de não cobrir as despesas e comprometer a saúde financeira da empresa. Estamos apontando os métodos mais utilizados, fornecendo exemplos que atingem a maioria das empresas e fazendo menção aos menos utilizados.

Outro assunto é a análise dos custos fixos e variáveis que a empresa deve revisar com frequência, para saber onde ela pode fazer redução de custos e despesas, pois cada vez mais a vantagem competitiva, em um mercado abarrotado, virá do atendimento adicionado, através de preços e da qualidade dos produtos e serviços, e isso é possível através do combate ao desperdício, que é o terceiro assunto abordado.

A consciência de qualidade não se restringe apenas a produtos e serviços, inclui também o aspecto humano – a qualidade e o desempenho das pessoas que criam os produtos e serviços. A qualidade pessoal é a base de todos os outros tipos de qualidade.

 

9 - Dicas e sugestões para um eficiente gerenciamento do caixa

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Dicas e sugestões para um eficiente gerenciamento do caixa

Para que haja equilíbrio no caixa da empresa, é necessária ampla conscientização da responsabilidade partilhada entre todas as áreas, pois as decisões tomadas não analisadas devidamente atingem as entradas e saídas do caixa e podem gerar sérios problemas.

9.1 DICAS DE GERENCIAMENTO DE CAIXA (BOA GOVERNANÇA

FINANCEIRA)

Quando houver excesso de disponibilidade de recursos, isso na verdade representa que existe uma má administração do caixa, com custos de oportunidade sobre o disponível; perdas de rentabilidade; acomodação; e grande risco de a empresa entrar em crise por ocasião da falta ou mesmo redução de recursos.

Uma empresa que possui equilíbrio financeiro apresenta as seguintes características:

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��

��

��

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Constante equilíbrio entre os ingressos e desembolsos de caixa.

Adequada rentabilidade do capital utilizado.

 

10 - Estudos de casos

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Estudos de casos

Chamamos este capítulo de estudos de casos, mas, na verdade, são exemplos práticos simulados de empresas fictícias. A ideia é mostrar ao leitor como se elabora um fluxo de caixa, partindo de premissas e com o auxílio de planilhas auxiliares. Estamos usando o regime de caixa, que é o mais comum, para ambos os estudos de casos.

10.1 ESTUDO DE CASO 1

O administrador financeiro da Empresa Cordeiro & Silva Ltda. recebeu as informações dos departamentos para a montagem do demonstrativo do fluxo de caixa diário.

A elaboração do fluxo de caixa diário foi feita com a ajuda de planilhas auxiliares montadas com base nas informações passadas pelos departamentos, além de algumas informações adicionais, conforme descrito a seguir. a) Receitas

�� Recebimentos de venda: política de vendas: 20% à vista; e o saldo devedor é:

40% em 30 dias (após a data da venda), 40% em 60 dias, e 20% em 90 dias.

No Quadro 10.1, aparece a 1a quinzena de outubro/200X, e não estão sendo considerados os sábados e domingos.

 

11 - Situações e dificuldades financeiras das empresas

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Situações e dificuldades financeiras das empresas

11.1 CONCEITO

Dificuldades financeiras são situações pelas quais passa uma empresa cujos fluxos de caixa operacionais são insuficientes para atender aos compromissos financeiros nas datas de vencimentos e/ou o valor de seus ativos é insuficiente para cobrir seus débitos junto a credores.

11.2 DIFICULDADES FINANCEIRAS COM BASE EM BALANÇOS E EM

FLUXOS DE CAIXA

11.2.1 Insolvência econômico-financeira

Ocorre quando as receitas da empresa não cobrem seus custos, e a geração de caixa

é insuficiente para honrar seus compromissos.

11.2.2 Insolvência técnica

Ocorre quando a empresa não é capaz de saldar suas dívidas nas datas combinadas, embora tenha ativos permanentes superiores às suas dívidas.

Fatores que podem levar a dificuldades financeiras:

��

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��

��

Ausência de planejamento estratégico.

Brigas familiares.

Cancelamento de um grande pedido.

Controles financeiros deficientes.

 

12 - Valor justo das empresas – Avaliação – Escorregadas técnicas

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Valor justo das empresas – Avaliação –

Escorregadas técnicas

Pesquisa da USP revela as falhas cometidas por analistas brasileiros no cálculo do preço justo das companhias.

De acordo com o Prof. Rodrigo Pasin, um dos autores da pesquisa, a maioria dos entrevistados utiliza dois métodos para chegar ao valor de uma empresa. O preferido

é o fluxo de caixa descontado (FDC) e, em segundo lugar, os múltiplos de mercado. Os profissionais, segundo a pesquisa, dizem preferir utilizar os múltiplos quando existe uma boa amostra de empresas comparáveis, dados setoriais confiáveis e quando não há tempo disponível para uma análise mais profunda. Já o FCD, de acordo com o estudo, é preferido nas situações em que um maior grau de análise e detalhamento das informações da empresa é exigido.

O Prof. Pasin diagnosticou erros graves nas avaliações estudadas. O mais comum, segundo ele, foi a utilização do fluxo de caixa da empresa descontado pelo custo de capital próprio. Esse último deve ser utilizado apenas quando projetado o fluxo de caixa dos sócios.

 

13 - Orçamento empresarial – dicas, alertas e propostas

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Orçamento empresarial –

Dicas, alertas e propostas

13.1 INTRODUÇÃO

O orçamento é um instrumento fundamental para a empresa, independentemente de seu porte e ramo de atividade, pois é o plano estratégico que estabelece metas para determinado período, conduzindo-a aos seus objetivos. Quando uma empresa opta por elaborar um orçamento, além do levantamento e agrupamento dos dados, é necessário um acompanhamento mensal das variações dos orçamentos.

É também conjunto de planos operacionais que permite à empresa conhecer e avaliar de forma antecipada seus resultados operacionais dentro de um cenário traçado, orientando as decisões e facilitando a gestão dos recursos.

“Um orçamento é um plano financeiro que estabelece, da forma mais precisa possível, como se espera que transcorram os negócios de um departamento ou de uma empresa, geralmente num prazo mínimo de um ano” (PARSLOE; WRIGHT, 2001, p. 11).

Frezatti (2009, p. 46) explica que “o orçamento é o plano financeiro para implementar a estratégia para um determinado exercício”. É mais do que uma estimativa, pois deve estar baseado no compromisso dos gestores com as metas a serem alcançadas.

 

Anexo 1 – Relatório da administração – Quadro auxiliar

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Anexo 1 – Relatório da administração – Quadro auxiliar

DESEMPENHO ECONÔMICO E FINANCEIRO em Reais

1 – Quadro de vendas (ano corrente em relação ao ano anterior)

1.1 Volume físico de vendas

1.1.1 Mercado interno

1.1.2 Mercado externo

1.2 Market-share %

2 – DADOS ECONÔMICOS E FINANCEIROS – R$

2.1 Receita operacional bruta

2.2 Receita operacional líquida – ROL

2.3 Lucro bruto

2.4 Lucro (prejuízo) operacional

2.3 EBITDA

2.4 EBITDA ajustado

2.5 Resultado financeiro

2.6 Lucro (prejuízo) líquido

2.7 Lucro (prejuízo) líquido por ação

2.8 Capital circulante líquido

2.9 Ativo total

2.10 Investimentos

2.10.1 Imobilizado

2.10.2 Intangível

2.10.3 Em controladas e coligadas

2.10.4 Valor do impairment no ano-R$

20X1

20X2

VAR. %

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COMO ADMINISTRAR O FLUXO DE CAIXA DAS EMPRESAS • Silva

2.11 Estrutura de capital

2.11.1 Dívida bruta

 

Anexo 2 – Visão contábil

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Anexo 2 – Visão contábil

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA (DFC)

A demonstração do fluxo de caixa (DFC) passou a ser um relatório obrigatório pela contabilidade para todas as sociedades de capital aberto ou com patrimônio líquido superior a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais).

Esta obrigatoriedade vigora desde 1o-1-2008, por força da Lei no 11.638/07, e dessa forma torna-se mais um importante relatório para a tomada de decisões gerenciais.

A Deliberação CVM no 547/08 aprovou o Pronunciamento Técnico CPC 03, que trata da demonstração do fluxo de caixa.

De forma condensada, esta demonstração indica a origem de todo o dinheiro que entrou no caixa em determinado período e, ainda, o resultado do fluxo financeiro. Assim como a demonstração de resultados de exercícios, a DFC é uma demonstração dinâmica e também está contida no balanço patrimonial.

A demonstração do fluxo de caixa irá indicar quais foram as saídas e entradas de dinheiro no caixa durante o período e o resultado desse fluxo.

 

Anexo 3 – Extrato – Fontes de financiamento de empresa e uso de capital de terceiros

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Anexo 3 – Extrato – Fontes de financiamento de empresa e uso de capital de terceiros

1 FONTES DE FINANCIAMENTO A CURTO PRAZO GARANTIDO

1.1 Empréstimos com garantia a curto prazo

Empréstimo a curto prazo com garantia é aquele pelo qual o credor exige ativos como colaterais (qualquer ativo sobre o qual o credor passa a ter direito legal caso o tomador não cumpra o contrato), geralmente em forma de duplicatas a receber ou estoques. O credor adquire o direito de uso do colateral mediante a execução de um contrato (contrato de garantia) firmado entre ele e a empresa tomadora.

As duas técnicas mais utilizadas pelas empresas para obter financiamento a curto prazo com garantias são: caução de duplicatas e factoring de duplicatas: a) Caução de duplicatas a receber: caução de duplicatas é, por vezes, usada para garantir empréstimo a curto prazo, uma vez que as duplicatas apresentam significativa liquidez.

Tipos de caução

As duplicatas são caucionadas numa base seletiva. O credor potencial analisa os registros de pagamento passados das duplicatas com o objetivo de determinar quais duplicatas representam colateral aceitável para empréstimos.

 

Anexo 4 – Para reflexão: avaliação de empresas – Perguntas-chave

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Anexo 4 – Para reflexão: avaliação de empresas – Perguntas-chave

Somente a título de orientação, ao se avaliar uma empresa de forma global, algumas perguntas-chave devem ser entendidas e respondidas, conforme as questões a seguir:

1 – A empresa possui um plano estratégico? Qual é o seu prazo de previsão? Como ele

é avaliado para efeito de ajustes de cenários, revisão de premissas básicas, tendências e alinhamento dos negócios?

2 – Existe um plano de negócios? Ele está alinhado ao plano estratégico da empresa? Qual

é sua periodicidade? Como seu desempenho é mensurado? Quais são os indicadores-chave de performance da empresa utilizados realmente no processo de tomada de decisões gerenciais pela diretoria executiva?

3 – De maneira geral, o valor do negócio é o assunto preferido dos negociadores; quanto vale a empresa? Existe algum laudo ou estudo técnico de avaliação do negócio (valuation)? O preço fixado está dentro da realidade de mercado? Existe algum diferencial em relação à concorrência?

 

Anexo 5 – Sugestões para enfrentar a crise

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Anexo 5 – Sugestões para enfrentar a crise

Considerando as experiências da crise na década de 1980, assim como das mais recentes, pós-Real, algumas práticas permitiram que as empresas atravessassem as crises e saíssem ainda mais fortes após o fim delas.

Segue um conjunto de sugestões, adequadas à situação da economia no momento atual, que podem ser a diferença para que os seus investimentos rendam o máximo – dentro dos limites da prudência – e a empresa saia mais forte da recessão.

1. O caixa é o rei: nenhum retorno – por mais alto que seja – paga o risco de ficar sem caixa ou de ter que ir ao mercado financeiro durante um período de recessão e inflação em alta.

2. Nunca faça o trade-off: nunca faça a troca de margens de lucros por market share. Reajuste os seus preços de acordo com a inflação projetada e o prazo do seu capital de giro. Na situação atual, se for preciso, reduza a escala de produção, mas mantenha os reajustes de preços e as margens de lucros. Quase todas as empresas que trocam “margem” por maior participação de mercado tendem a sair da crise “compradas”, “quebradas” ou “menores”.

 

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