Série + em Foco - Estrutura e análises de balanços, 12ª edição

Autor(es): RIBEIRO, Osni Moura
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Estrutura e análise de balanços da Série em Foco, antiga Série Fácil, foi concebido de modo a tratar do tema de forma didática e gradual, característica comum a todos os livros da Série em Foco. Esta 12ª edição foi revisada e reformulada apresentando em sua nova estrutura 18 capítulos. Esta reformulação contemplou as revisões processadas pelo CFC em várias normas brasileiras de contabilidade do tipo NBC TG, bem como a revogação da Resolução CFC n. 750/1993 efetuada por meio da NBC TSP Estrutura Conceitual — estrutura conceitual para elaboração e divulgação de informação contábil de Propósito Geral pelas Entidades do Setor Público. Inclui também as mudanças introduzidas na legislação brasileira em geral, desde o ano de 1993 (data da 1ª edição), até o ano de 2017, tornando-a ainda mais completa, clara, objetiva e útil.
Com atividades teóricas e práticas para fixar os assuntos estudados, trata-se de uma obra essencial para os alunos do curso superior em Ciências Contábeis e para outros cursos de nível médio ou superior, também serve de fonte de pesquisa para os profissionais que atuam na área e para os que se preparam para concursos.

 

18 capítulos

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CAPÍTULO 1 - A ANÁLISE DE BALANÇOS É FÁCIL

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CAPÍTULO 1 • A ANÁLISE DE BALANÇOS É FÁCIL

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CAPÍTULO 1

A ANÁLISE DE

BALANÇOS É FÁCIL

1.1 Introdução

Para que o analista de Balanços1 possa realizar adequadamente suas tarefas, é necessário que ele tenha conhecimento das normas de contabilidade, saiba escriturar com desembaraço os Fatos Administrativos responsáveis pela movimentação do patrimônio da entidade, conheça os mecanismos de apuração do Resultado do Exercício,2 saiba elaborar as demonstrações contábeis e conheça a estrutura de cada uma delas.

Esses conhecimentos você encontra nos livros Contabilidade Básica (Série em Foco) e Contabilidade Comercial (Série em Foco), ambos de nossa autoria.

NOTA:

• É importante destacar nesse momento, que as demonstrações contábeis são também denominadas de demonstrações financeiras ou ainda de relatórios contábil-financeiros. Portanto, no presente livro, poderemos utilizar qualquer uma dessas três denominações, pois elas significam a mesma coisa.

 

CAPÍTULO 2 - RESULTADO DO EXERCÍCIO

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CAPÍTULO 2

RESULTADO

DO EXERCÍCIO

2.1 Introdução

A análise de Balanços, conforme já dissemos, começa quando termina o processo contábil, o que equivale a dizer que o processo de análise começa a partir das demonstrações contábeis elaboradas pela Contabilidade.

Dissemos, também, que, para o analista obter êxito em seu trabalho, é preciso que conheça as noções básicas da Contabilidade, saiba apurar o Resultado do Exercício efetuando as respectivas Deduções, Participações e Destinações desse resultado, e tenha noção da estrutura de cada uma das demonstrações contábeis que irá analisar.

Com finalidade didática, apresentamos neste capítulo, a título de revisão e reforço da matéria já estudada nos períodos anteriores, os procedimentos necessários para a apuração do Resultado do Exercício e de sua Destinação.

O capítulo é composto por quatro Atividades Práticas, sendo que as duas primeiras, para exemplificar, estão devidamente solucionadas. Você poderá resolvê-las em sala de aula, consultando as soluções apenas para dirimir possíveis dúvidas.

 

CAPÍTULO 3 - DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS/CONTÁBEIS

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CAPÍTULO 3

DEMONSTRAÇÕES

FINANCEIRAS/

CONTÁBEIS

3.1 Conceito e finalidade

Demonstrações financeiras, também denominadas Demonstrações contábeis ou, ainda, relatórios contábil-financeiros; são os produtos finais da contabilidade.

Você já sabe que a contabilidade é uma ciência presente em todos os setores das atividades humanas, seja pela sua função histórica, registrando a vida das entidades, seja como importante instrumento de controle do patrimônio e de suas variações, fornecendo informações de várias naturezas, acerca da movimentação desse patrimônio, informações essas úteis para as tomadas de decisão por parte dos seus usuários.

A maior parte dessas informações é apresentada por meio das demonstrações contábeis, elaboradas com fundamento nos registros contábeis da entidade.

Conforme estabelece a NBC TG 26, no item 9, as demonstrações contábeis são uma representação estruturada da posição patrimonial e financeira e do desempenho da entidade.

 

CAPÍTULO 4 - BALANÇO PATRIMONIAL

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CAPÍTULO 4

BALANÇO

PATRIMONIAL

4.1 Entendendo o Balanço Patrimonial

O que é o Balanço Patrimonial, para que serve e quais informações posso extrair dele?

Respostas: a. O Balanço Patrimonial (BP), é uma demonstração contábil (ou relatório contá-

bil), elaborada com dados extraídos da escrituração contábil da entidade, com a finalidade de evidenciar, quantitativa e qualitativamente, o patrimônio e o patrimônio líquido da entidade. b. Tem por finalidade evidenciar, qualitativa e quantitativamente, em uma determi-

nada data, o Patrimônio e o Patrimônio Líquido da Entidade. c. Olhando para o Balanço Patrimonial, você pode extrair muitas informações so-

bre o patrimônio da entidade.

De imediato e sem embaraço algum, pode-se extrair três informações muito importantes:

1a) O tamanho da entidade, isto é, se a entidade é de pequeno, médio ou de grande porte.

Para obter essa informação, basta olhar o total do Ativo.

2 ) A parte do patrimônio que pertence ao proprietário.1 a

 

CAPÍTULO 5 - DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO PERÍODO

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CAPÍTULO 5

DEMONSTRAÇÃO

DO RESULTADO

DO PERÍODO

NOTAS:

• Antes de iniciar os estudos da Demonstração do Resultado do Período, é importante esclarecer: a. a Lei n. 6.404/1976, lei das sociedades por acões, determina que, no final de cada exercício social, as empresas elaborem a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), para evidenciar o fluxo de despesas incorridas e receitas realizadas no respectivo exercício; b. As normas brasileiras de contabilidade do tipo NBC TG, convergentes com as normas internacionais de contabilidade IFRS, com o mesmo propósito da Lei n. 6.404/1976, determinam a evidenciação do resultado do exercício por meio da Demonstração do

Resultado do Período (DRP); c. A estrutura da Demonstração do Resultado do Exercício apresentada no art. 187o da

Lei n. 6.404/1976, difere um pouco da estrutura apresentada no item 82 da NBC TG

26, entretanto, ambas têm a mesma finalidade e o resultado apresentado por ambas

é o mesmo; d. Tendo em vista que o Conselho Federal de Contabilidade aprovou as estruturas de todas as demonstrações contábeis contidas na NBC TG 26, entendemos que o padrão apresentado na Lei n. 6.404/1976, embora em vigor, caia em desuso.

 

CAPÍTULO 6 - DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE DO PERÍODO

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CAPÍTULO 6

DEMONSTRAÇÃO

DO RESULTADO

ABRANGENTE DO

PERÍODO

6.1 Entendendo a Demonstração do Resultado Abrangente

O que é a Demonstração do Resultado Abrangente, para que serve e quais informações posso extrair dela?

Respostas: a. A Demonstração do Resultado Abrangente (DRA) é uma demonstração contábil

(ou relatório contábil), elaborada com dados extraídos da escrituração contábil da entidade, com a finalidade de evidenciar, além do lucro líquido, as demais mutações ocorridas no Patrimônio Líquido, que não transitaram pela Demonstração do

Resultado do Período. b. Ela mostra as mutações que ocorreram no patrimônio líquido durante um deter-

minado período, evidenciando o lucro ou prejuízo líquido do período, e as demais receitas e despesas que provocaram mutações no Patrimônio Líquido e que, por sua natureza, não transitaram pela Demonstração do Resultado do Período.

É importante destacar que o Patrimônio Líquido pode, também, sofrer mutações em decorrência do ingresso de novos recursos na empresa por meio dos seus sócios. Essas mutações não são informadas na DRA porque não derivam de resultado, ou seja, não são despesas nem receitas. c. Olhando para a Demonstração do Resultado Abrangente, você visualiza as transações que ocorreram na empresa e que provocaram alterações no Patrimônio

 

CAPÍTULO 7 - DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS

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CAPÍTULO 7

DEMONSTRAÇÃO

DE LUCROS

OU PREJUÍZOS

ACUMULADOS

7.1 Entendendo a Demonstração de Lucros ou Prejuízos

Acumulados

O que é a Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados, para que serve e quais informações posso extrair dela?

Respostas: a. A Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA) é uma demons-

tração contábil (ou relatório contábil), elaborada com dados extraídos da escrituração contábil da entidade, que tem por finalidade evidenciar: o lucro líquido do exercício e sua destinação, os ajustes contábeis relativos a resultados de exercícios anteriores, as reversões de reservas, bem como os saldos da conta Lucros ou Prejuízos Acumulados, no início e no final do exercício (período). b. Ela mostra a movimentação ocorrida na conta Lucros ou Prejuízos Acumulados,

ressaltando o destino que a entidade deu ao lucro líquido, apurado no respectivo exercício.

É importante relembrar que o lucro líquido apurado pelas entidades no final de cada exercício está sujeito a tributação, a participação de empregados, administradores e outros, além de outras destinações, como, por exemplo, uma parcela é destinada aos sócios, como remuneração do capital, por eles investido na entidade (dividendos), uma parcela pode ser utilizada para compensar prejuízos acumulados e apurados em exercícios anteriores, uma parcela pode ser utilizada para aumento de capital, para constituição de reservas e, ainda, a entidade poderá decidir manter no patrimônio líquido uma parcela do lucro, para futuras destinações, isto quando não contrariar disciplinas das normas contábeis.

 

CAPÍTULO 8 - DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO

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CAPÍTULO 8

DEMONSTRAÇÃO

DAS MUTAÇÕES DO

PATRIMÔNIO LÍQUIDO

8.1 Entendendo a Demonstração das Mutações do Patrimônio

Líquido

O que é a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido, para que serve e quais informações posso extrair dela?

Respostas: a. A Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL) é uma demons-

tração contábil (ou relatório contábil), elaborada com dados extraídos da escrituração contábil da entidade, que tem por finalidade evidenciar as variações ocorridas em todas as contas que compõem o Patrimônio Líquido em um determinado período. b. Ela mostra as variações que ocorreram em todas as contas integrantes do Patri-

mônio Líquido, durante um determinado período. c. Olhando para a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido, você fica

conhecendo os principais fatos que ocorreram durante o exercício social (período de abrangência da DMPL) e que foram responsáveis pelas alterações em contas e saldos de contas integrantes do Patrimônio Líquido.

 

CAPÍTULO 9 - DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA

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CAPÍTULO 9

DEMONSTRAÇÃO

DOS FLUXOS

DE CAIXA

9.1 Entendendo a Demonstração dos Fluxos de Caixa

O que é a Demonstração dos Fluxos de Caixa, para que serve e quais informações posso extrair dela?

Respostas: a. A Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) é uma demonstração contábil (ou

relatório contábil), elaborada com dados extraídos da escrituração contábil da entidade, com a finalidade de evidenciar as transações ocorridas em um determinado período (exercício), e que provocaram modificações no saldo de Caixa. b. Ela tem por fim evidenciar as transações ocorridas em um determinado período,

e que provocaram modificações no saldo de Caixa da entidade.

Possibilita, também, o conhecimento do montante de dinheiro que ingressou, do montante de dinheiro que saiu, bem como do montante de dinheiro que permaneceu na entidade, no final do período de sua abrangência. c. Olhando a DFC, você encontra várias informações envolvendo o fluxo de entra-

 

CAPÍTULO 10 - DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO

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CAPÍTULO 10

DEMONSTRAÇÃO

DO VALOR

ADICIONADO

10.1 Entendendo a Demonstração do Valor Adicionado

O que é a Demonstração do Valor Adicionado, para que serve e quais informações posso extrair dela?

Respostas: a. A Demonstração do Valor Adicionado (DVA) é uma demonstração contábil (ou

relatório contábil) elaborada com dados extraídos da escrituração contábil da entidade, com a finalidade de evidenciar o quanto de riqueza a empresa gerou e distribuiu em um determinado exercício social (período). b. Ela mostra o quanto de riqueza uma empresa produziu, isto é, o quanto a em-

presa adicionou de valor aos seus fatores de produção e o quanto e de que forma essa riqueza foi distribuída (entre empregados, governo, acionistas, financiadores de capital), bem como a parcela da riqueza não distribuída. c. Olhando para a Demonstração do Valor Adicionado, você pode extrair várias

informações, que revelarão o montante da riqueza gerada pela empresa, tanto a parte referente a recuperação de riquezas, já geradas em outras etapas por outras entidades que fazem parte da mesma cadeia produtiva, como também a parte da riqueza que a entidade agregou, e também o destino que a entidade deu à parte da riqueza que gerou.

 

CAPíTULO 11 - NOTAS EXPLICATIVAS, RELATÓRIO DA DIRETORIA E OPINIÃO DO AUDITOR INDEPENDENTE

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CAPÍTULO 11

NOTAS EXPLICATIVAS,

RELATÓRIO DA

DIRETORIA E

OPINIÃO DO AUDITOR

INDEPENDENTE

11.1 Notas Explicativas

11.1.1 Entendendo as Notas Explicativas

O que são Notas Explicativas, para que servem e quais informações posso extrair delas?

Respostas: a. As Notas Explicativas (NE), como o próprio nome diz, são esclarecimentos que

complementam as informações contidas nas demonstrações contábeis. b. Elas têm por finalidade auxiliar o usuário a entender melhor as informações

apresentadas nas demonstrações contábeis. c. Lendo as Notas Explicativas, você fica conhecendo detalhes que não estão explí-

citos nos dados informados nas demonstrações contábeis.

Segundo as normas contábeis, cada item das demonstrações contábeis deve ter referência cruzada com a respectiva informação apresentada nas notas explicativas.

Em outras palavras, cada item apresentado nas Notas Explicativas deve ser numerado ou codificado, e o seu número ou código deve aparecer na demonstração contábil, para que o leitor faça a remissão e encontre facilmente o esclarecimento que se pretende apresentar.

 

CAPÍTULO 12 - ATIVIDADES PRÁTICAS

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CAPÍTULO 12

ATIVIDADES

PRÁTICAS

NOTAS:

• Neste capítulo, apresentamos duas práticas envolvendo apuração do resultado do exercício e elaboração das demonstrações contábeis, que poderão ser desenvolvidas em sala de aula ou como tarefa extraclasse.

• Nos cursos em que não haja tempo suficiente para desenvolver estas práticas em sala de aula, o professor selecionará, dentre estas e as constantes no Capítulo 2, aquelas que melhor atendam às necessidades da turma.

• É sempre importante destacar que, as expressões ”resultado do exercício” e “resultado do período” são utilizadas neste livro com o mesmo significado.

12.1 Prática 1 – Solucionada

COMPANHIA: Comercial Ana Rosa S/A

BALANÇO PATRIMONIAL

EXERCÍCIO FINDO EM:31/12/X1

CONTAS

$

ATIVO

ATIVO CIRCULANTE

DISPONIBILIDADES

• Caixa

50.000

CLIENTES

• Duplicatas a receber

100.000

TRIBUTOS A RECUPERAR

• ICMS a Recuperar

 

CAPÍTULO 13 - INTRODUÇÃO À ANÁLISE DE BALANÇOS

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CAPÍTULO 13

INTRODUÇÃO

À ANÁLISE DE

BALANÇOS

13.1 Início do processo

O processo de análise de balanços começa quando termina o processo contábil.

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

SETOR DE

CONTABILIDADE

BP

DRP

DLPA

DRA

DMPL

DFC

DVA

EXAME E PADRONIZAÇÃO

COLETA DE DADOS

CÁLCULOS DOS INDICADORES

SETOR DE ANÁLISE DE

BALANÇOS

INTERPRETAÇÃO DOS QUOCIENTES

ANÁLISE VERTICAL E ANÁLISE HORIZONTAL

COMPARAÇÃO COM PADRÕES

RELATÓRIOS

Conforme já dissemos, o trabalho do analista começa quando termina o trabalho do contador.

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PARTE III • INTERPRETAÇÃO E ANÁLISE DE BALANÇOS

De posse das demonstrações contábeis, o analista irá decompô-las, por meio do exame minucioso de cada uma das contas que compõem essas demonstrações, transcrevendo-as em mapas padronizados, a fim de facilitar o processo de análise. Além disso, o analista coletará dados, escolherá os indicadores apropriados para a obtenção dos resultados pretendidos, efetuará os cálculos de quocientes, coeficientes e números-índices, interpretará isolada e conjuntamente esses dados, comparando-os com padrões, para finalmente apresentar suas conclusões por meio de relatórios.

 

CAPÍTULO 14 - EXAME E PADRONIZAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

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CAPÍTULO 14

EXAME E

PADRONIZAÇÃO DAS

DEMONSTRAÇÕES

CONTÁBEIS

14.1 Introdução

O primeiro passo a ser dado pelo analista para realizar as tarefas de análise, após estar ciente das necessidades dos usuários aos quais serão dirigidos os relatórios de análise, será examinar minuciosamente, cada uma das contas que compõem as demonstrações contábeis (financeiras) da empresa, objeto de análise.

Dependendo do nível de detalhamento das informações que se pretende apresentar, o exame terá maior ou menor profundidade.

Alguns autores consideram este processo de análise como a análise propriamente dita, pois ele compreende a decomposição de cada um dos elementos do conjunto em seus aspectos mais simples, visando à familiarização de pormenores, que envolvem o conteúdo das demonstrações.

O exame minucioso dos elementos que compõem as demonstrações contábeis objeto de análise é imprescindível, uma vez que os saldos das contas apresentadas nas demonstrações poderão englobar, por razões de economia – no caso das demonstrações publicadas –, vários valores de elementos de uma mesma natureza.Veja alguns exemplos:

 

CAPÍTULO 15 - ANÁLISE POR QUOCIENTES

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CAPÍTULO 15

ANÁLISE POR

QUOCIENTES

15.1 Introdução

Este é o processo de análise mais utilizado pelos analistas de balanços, porque oferece visão global da situação econômica e financeira da empresa.

Quocientes são índices extraídos das demonstrações contábeis, por meio de confrontos entre contas ou grupos de contas.

De acordo com o interesse do usuário ao qual será dirigido o relatório de análise, os analistas poderão extrair das demonstrações contábeis um número maior ou menor de quocientes para analisar.

Em geral, a análise por meio de quocientes é desenvolvida por meio dos quocientes que evidenciam o grau de endividamento, a liquidez e a rentabilidade. Entretanto, sempre que as conclusões dos analistas indicarem a necessidade de se conhecer outros detalhes, um número maior de quocientes poderá ser extraído das demonstrações contábeis para ser utilizado.

A fim de se obter um bom diagnóstico quanto à situação econômica e financeira de uma empresa, é aconselhável que o analista utilize um número pequeno de quocientes, evitando o acúmulo de informações. Além de sobrecarregar seu trabalho, esse acúmulo poderá levá-lo a distorções, causando-lhe sérios transtornos na formação de sua opinião.

 

CAPÍTULO 16 - ANÁLISE VERTICAL E ANÁLISE HORIZONTAL

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CAPÍTULO 16

ANÁLISE VERTICAL E

ANÁLISE HORIZONTAL

16.1 Introdução

A Análise vertical e a Análise horizontal devem ser utilizadas conjuntamente.

Servem para complementar as observações, efetuadas por meio da Análise por

Quocientes.

A Análise por Quocientes apresenta dados resultantes da comparação entre itens ou grupos da Demonstração do Resultado do Período e do Balanço Patrimonial.

As Análises Vertical e Horizontal são mais detalhadas, envolvendo todos os itens das demonstrações, e revelam as falhas responsáveis pelas situações de anomalia da Entidade.

16.2 Análise vertical

A Análise vertical, também denominada por alguns analistas Análise por Coeficientes, é aquela por meio da qual se compara cada um dos elementos do conjunto, em relação ao total do conjunto. Ela evidencia a porcentagem de Participação de cada elemento no conjunto.

O cálculo do percentual, que cada elemento ocupa em relação ao conjunto, é feito por meio de regra de três, em que o valor-base é igualado a 100, sendo os demais calculados em relação a ele.

 

CAPÍTULO 17 - QUOCIENTES PADRÃO

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CAPÍTULO 17

QUOCIENTES

PADRÃO

17.1 Conceito

Quocientes padrão são os quocientes alcançados com maior frequência, por empresas que exercem o mesmo ramo de atividade e atuam em uma mesma região.

Conforme vimos, a interpretação isolada e conjunta dos quocientes, referentes a um ou a vários períodos poderá revelar, com precisão, os graus de endividamento, solvência e rentabilidade alcançados por uma empresa.

A empresa que alcançar um Quociente de Liquidez Corrente igual a 1,20, poderá ser considerada bem estruturada, sob o ponto de vista de solvência, pois o quociente de 1,20 indica que no Ativo Circulante há recursos financeiros suficientes para cobrir todas as Obrigações de curto prazo e, ainda, sobrar uma margem de $ 0,20 para cada

$ 1 de dívida. Mesmo com esta situação satisfatória, a empresa poderá, porém, não estar alcançando grau de solvência ideal para o seu ramo de atividade, em comparação com seus concorrentes.

Para saber se esta situação é ótima, boa ou regular, precisamos comparar o quociente encontrado com o Quociente padrão.

 

CAPÍTULO 18 - RELATÓRIO DE ANÁLISE

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CAPÍTULO 18

RELATÓRIO

DE ANÁLISE

18.1 Conceito

Relatório de Análise é um documento, elaborado pelo analista de balanços, que contém as conclusões resultantes do desenvolvimento do Processo de Análise.

Nos capítulos anteriores, você aprendeu que o Processo de análise de balanços pode ser desenvolvido em sete etapas:

1a etapa: Exame e padronização das demonstrações contábeis.

2a etapa: Coleta de dados.

3a etapa: Cálculos dos indicadores.

4a etapa: Interpretação de quocientes.

5a etapa: Análise vertical/horizontal.

6a etapa: Comparação com padrões.

7a etapa: Elaboração de relatórios.

Neste capítulo, você estudará a última etapa do processo de análise de balanços.

18.2 Como elaborar um Relatório de Análise

Sendo vários os usuários da análise de demonstrações contábeis, cada um deles poderá exigir informações diferentes, acerca da situação patrimonial da entidade. Por isso, o analista de balanços, deverá direcionar seus trabalhos visando atender às necessidades de cada usuário.

 

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