Aula Nota 10 2.0: 62 técnicas para melhorar a gestão da sala de aula

Autor(es): Doug Lemov
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Ensinar é um dos trabalhos mais importantes do mundo e, geralmente, um dos mais difíceis. Professores excelentes estão sempre se empenhando em aprender e melhorar suas aulas, e não importa o quão bons eles sejam, sempre há algo a ser aprimorado.

Aula nota 10 2.0 reúne a experiência de professores em salas de aula ao redor do mundo e oferece um conjunto atualizado de técnicas efetivas e envolventes para aprimorar a gestão da sala de aula. Esta obra mostra como ajustar técnicas de ensino clássicas para serem ainda mais eficazes, executar técnicas totalmente novas que mantêm os alunos engajados e focados na aprendizagem e transformar a teoria em ação com demonstrações em vídeos.

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Capítulo 1 - Coletando dados sobre o domínio do conteúdo pelos alunos

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Coletando dados sobre o domínio do conteúdo pelos alunos

Técnica 1: Rejeite o autorrelato.

Substitua perguntas funcionalmente retóricas por formas mais objetivas de avaliação improvisada.

Técnica 2: Questionamento dirigido.

Faça uma série rápida de perguntas com final aberto, cuidadosamente escolhidas e direcionadas para uma amostra estratégica da turma, executadas em um curto período de tempo.

Técnica 3: Padronize o formato.

Otimize as observações projetando materiais e espaço de forma que todas as vezes você possa procurar, sempre no mesmo espaço, consistentemente, as informações que está buscando.

Técnica 4: Rastrear, não observar.

Seja intencional em relação ao que você examina em sua sala de aula. Decida especificamente o que você está procurando e mantenha-se disciplinado diante de distrações.

Técnica 5: Mostre-me.

Mude a dinâmica típica da sala de aula em que o professor coleta dados de um grupo de alunos passivos. Faça os alunos mostrarem ativamente evidências do seu entendimento.

 

Capítulo 1 - Coletando dados sobre o domínio do conteúdo pelos alunos

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Substitua perguntas funcionalmente retóricas por formas mais objetivas de avaliação improvisada.

Faça uma série rápida de perguntas com final aberto, cuidadosamente escolhidas e direcionadas para uma amostra estratégica da turma, executadas em um curto período de tempo.

Otimize as observações projetando materiais e espaço de forma que todas as vezes você possa procurar, sempre no mesmo espaço, consistentemente, as informações que está buscando.

Seja intencional em relação ao que você examina em sua sala de aula. Decida especificamente o que você está procurando e mantenha-se disciplinado diante de distrações.

Mude a dinâmica típica da sala de aula em que o professor coleta dados de um grupo de alunos passivos. Faça os alunos mostrarem ativamente evidências do seu entendimento.

Insira pontos específicos em sua aula para que os alunos possam receber confirmação de que seu trabalho, está correto, é produtivo ou suficientemente rigoroso antes de avançar até o estágio seguinte.

 

Capítulo 2 - Agindo com base em dados e a cultura do erro

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Aumente a sua probabilidade de reconhecer e responder aos erros, planejando-se antecipadamente para os erros mais frequentes.

Crie um ambiente onde seus alunos se sintam seguros para cometer e discutir os erros, para que você possa passar menos tempo garimpando os erros e mais tempo intervindo para corrigi-los.

Procure os erros, estudando-os com eficiência e eficácia, para compreender melhor onde os alunos estão encontrando dificuldades e qual é a melhor maneira de abordar esses pontos.

Faça os alunos corrigirem ou revisarem o próprio trabalho, estimulando um ambiente de responsabilidade pela resposta certa.

Durante uma aula recente, a professora de inglês do 5º ano, Meaghan Reuger, foi capaz de rapidamente identificar evidências de domínio incompleto do conteúdo e de tomar providências imediatas. Repetidamente, ela interferia com rapidez e de maneira contínua em resposta a dados que observava em silêncio. Durante a aula, que descrevi no Capítulo 1, Meaghan usou Padronize o formato e Rastrear, não observar para que pudesse rapidamente identificar os mal-entendidos sobre a palavra-chave do dia: disposição. Cada aluno avaliou a “carga” (ao longo de uma escala que se estendia de fortemente negativa a fortemente positiva) em um quadro projetado de forma engenhosa na margem do seu plano de aula. Ao examinar as respostas nos quadros, Meaghan pôde reconhecer a tendência de muitos dos seus alunos de fazer generalizações exageras, em poucos segundos, e interferiu imediatamente para corrigir isso: “Estou vendo que muitas [das respostas] que estão falando [de disposição] têm características boas”, disse para a turma. “Na verdade, essa é uma palavra neutra. Ela é [seu significado é] positiva aqui, mas nem sempre é positiva.” Em menos de dois minutos dessa parte da aula, ela estava adaptando sua didática para tratar de uma concepção errada.

 

Capítulo 2 - Agindo com base em dados e a cultura do erro

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Agindo com base em dados e a cultura do erro

Técnica 7: Planeje para o erro.

Aumente a sua probabilidade de reconhecer e responder aos erros, planejando-se antecipadamente para os erros mais frequentes.

Técnica 8: Cultura do erro.

Crie um ambiente onde seus alunos se sintam seguros para cometer e discutir os erros, para que você possa passar menos tempo garimpando os erros e mais tempo intervindo para corrigi-los.

Técnica 9: Investigue o erro.

Procure os erros, estudando-os com eficiência e eficácia, para compreender melhor onde os alunos estão encontrando dificuldades e qual é a melhor maneira de abordar esses pontos.

Técnica 10: Identifique e localize.

Faça os alunos corrigirem ou revisarem o próprio trabalho, estimulando um ambiente de responsabilidade pela resposta certa.

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Durante uma aula recente, a professora de inglês do 5º ano, Meaghan Reuger, foi capaz de rapidamente identificar evidências de domínio incompleto do conteúdo e de tomar providências imediatas. Repetidamente, ela interferia com rapidez e de maneira contínua em resposta a dados que observava em silêncio. Durante a aula, que descrevi no Capítulo 1,

 

Capítulo 3 - Criando altas expectativas acadêmicas

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Criando altas expectativas acadêmicas

Técnica 11: Sem escapatória.

Transforme “Eu não sei” em sucesso, garantindo que os alunos que não querem tentar ou não sabem a resposta possam acertar.

Técnica 12: Certo é certo.

Quando você reage a respostas durante a aula, insista nas respostas que são “totalmente certas” ou que estão totalmente de acordo com seus padrões de rigor.

Técnica 13: Puxe mais.

Recompense as respostas “certas” com perguntas mais difíceis.

Técnica 14: O formato importa.

Ajude os alunos a praticar as respostas em um formato que comunique o mérito das suas ideias.

Técnica 15: Sem desculpas.

Adote – em vez de se desculpar – conteúdo rigoroso, desafio acadêmico e trabalho árduo necessário para dominar o conteúdo.

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Criando altas expectativas acadêmicas   75

TÉCNICA

Um dos achados mais consistentes na pesquisa acadêmica é o de que as altas expectativas dos professores podem servir como motor para o alto desempenho entre os alunos, mesmo entre aqueles que não têm um histórico de bom desempenho acadêmico. Muitas pesquisas foram feitas para testar o famoso estudo do “Pigmaleão”, no qual foi dito aos professores que grupos de alunos escolhidos aleatoriamente demonstraram por meio de testes ser excelentes alunos. Esses grupos tiveram melhor desempenho do que outros grupos escolhidos aleatoriamente cujos professores não tinham sido levados a ter grandes expectativas pelo seu desempenho. Ao que tudo indica a diferença nas expectativas levou os alunos que estavam na média a aprenderem no mesmo nível que os alunos excepcionais.

 

Capítulo 3 - Criando altas expectativas acadêmicas

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Transforme “Eu não sei” em sucesso, garantindo que os alunos que não querem tentar ou não sabem a resposta possam acertar.

Quando você reage a respostas durante a aula, insista nas respostas que são “totalmente certas” ou que estão totalmente de acordo com seus padrões de rigor.

Recompense as respostas “certas” com perguntas mais difíceis.

Ajude os alunos a praticar as respostas em um formato que comunique o mérito das suas ideias.

Adote – em vez de se desculpar – conteúdo rigoroso, desafio acadêmico e trabalho árduo necessário para dominar o conteúdo.

Um dos achados mais consistentes na pesquisa acadêmica é o de que as altas expectativas dos professores podem servir como motor para o alto desempenho entre os alunos, mesmo entre aqueles que não têm um histórico de bom desempenho acadêmico. Muitas pesquisas foram feitas para testar o famoso estudo do “Pigmaleão”, no qual foi dito aos professores que grupos de alunos escolhidos aleatoriamente demonstraram por meio de testes ser excelentes alunos. Esses grupos tiveram melhor desempenho do que outros grupos escolhidos aleatoriamente cujos professores não tinham sido levados a ter grandes expectativas pelo seu desempenho. Ao que tudo indica a diferença nas expectativas levou os alunos que estavam na média a aprenderem no mesmo nível que os alunos excepcionais.

 

Capítulo 4 - Planejar para garantir um bom desempenho acadêmico

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Avance do planejamento da unidade para o planejamento da aula. Defina o objetivo, decida como irá avaliá-lo e depois escolha atividades apropriadas para a aula.

Use quatro critérios para criar um objetivo eficaz para o plano de ação, tornando-o viável, mensurável, um bom guia para atividades e prioritário.

Exponha o objetivo da aula em local onde todos possam vê-lo e identificar seu propósito.

Ao fazer o planejamento de aula, planeje o que os alunos farão em cada etapa.

As técnicas neste capítulo são diferentes das outras técnicas do livro, uma vez que são projetadas para serem colocadas em prática antes de você entrar na sala de aula em vez de durante a aula. Assim sendo, pouca gente vai ver você utilizando-as. Para dizer o óbvio, o planejamento é essencial para o ensino eficaz – tão essencial quanto sua execução em muitos casos – portanto, essas técnicas criam as condições para o seu sucesso dentro da sala de aula. Na verdade, ao longo deste livro são constantes as referências ao planejamento e seu papel na execução das técnicas de Aula Nota 10 – por exemplo, como o planejamento de uma resposta correta lhe ajuda a insistir na resposta totalmente correta ou como o planejamento para respostas emocionais dos alunos lhe ajuda a ter calma para processá-las. Em muitos casos, a conexão entre uma técnica específica e determinadas tarefas de planejamento é tão simples e direta que deixei para os respectivos capítulos a discussão de como se preparar. No entanto, procurei aqui resumir muitos desses exemplos para que você também possa refletir sobre eles de uma forma global. A mensagem é de que o planejamento está em todo lugar. Em última análise, é quase impossível ter um desempenho muito bom se o seu planejamento não for ponderado, consistente e focado nas tarefas mais importantes.

 

Capítulo 4 - Planejar para garantir um bom desempenho acadêmico

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Planejar para garantir um bom desempenho acadêmico

Técnica 16: Comece pelo fim.

Avance do planejamento da unidade para o planejamento da aula. Defina o objetivo, decida como irá avaliá-lo e depois escolha atividades apropriadas para a aula.

Técnica 17: Quatro critérios.

Use quatro critérios para criar um objetivo eficaz para o plano de ação, tornando-o viável, mensurável, um bom guia para atividades e prioritário.

Técnica 18: Deixe claro.

Exponha o objetivo da aula em local onde todos possam vê-lo e identificar seu propósito.

Técnica 19: Planeje em dobro.

Ao fazer o planejamento de aula, planeje o que os alunos farão em cada etapa.

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TÉCNICA

As técnicas neste capítulo são diferentes das outras técnicas do livro, uma vez que são projetadas para serem colocadas em prática antes de você entrar na sala de aula em vez de durante a aula. Assim sendo, pouca gente vai ver você utilizando-as. Para dizer o óbvio, o planejamento

 

Capítulo 5 - Estrutura da aula

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Estrutura da aula

Técnica 20: Faça agora.

Use uma pequena atividade de aquecimento que os alunos possam completar sem instruções ou orientações para começar a aula todos os dias. Isso permite que a aprendizagem comece antes mesmo de você começar a ensinar.

Técnica 21: Dê nome às etapas.

Divida tarefas complexas em etapas que formem um caminho até o domínio por parte dos alunos.

Técnica 22: Quadro = Papel.

Dê exemplos e mostre aos alunos como fazer anotações para registrar as informações que você apresenta.

Técnica 23: Controle o jogo.

Peça para os alunos lerem em voz alta com frequência, mas administre o processo para garantir expressividade, responsabilidade e envolvimento.

Técnica 24: Circule.

Movimente-se estrategicamente pela sala durante toda a aula.

Técnica 25: Mais uma vez.

Como ser bem-sucedido uma ou duas vezes não garante o domínio sobre uma habilidade, dê aos alunos muitas oportunidades de praticar para garantir a aprendizagem de conhecimentos e habilidades.

 

Capítulo 5 - Estrutura da aula

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Use uma pequena atividade de aquecimento que os alunos possam completar sem instruções ou orientações para começar a aula todos os dias. Isso permite que a aprendizagem comece antes mesmo de você começar a ensinar.

Divida tarefas complexas em etapas que formem um caminho até o domínio por parte dos alunos.

Dê exemplos e mostre aos alunos como fazer anotações para registrar as informações que você apresenta.

Peça para os alunos lerem em voz alta com frequência, mas administre o processo para garantir expressividade, responsabilidade e envolvimento.

Movimente-se estrategicamente pela sala durante toda a aula.

Como ser bem-sucedido uma ou duas vezes não garante o domínio sobre uma habilidade, dê aos alunos muitas oportunidades de praticar para garantir a aprendizagem de conhecimentos e habilidades.

Termine cada aula com uma avaliação explícita do seu objetivo que você poderá usar para avaliar o seu sucesso (e o dos seus alunos).

Uma progressão consistente das atividades pode ser observada nas aulas dos professores que foram usadas na criação deste livro. É mais bem descrita como “Eu/Nós/Você”. (Doug McCurry, fundador do Achievement First, foi a primeira pessoa que ouvi usando essa expressão. Outros usam os termos “instrução direta”, “prática orientada” e “prática independente” para descrever uma ideia semelhante.) Esse nome refere-se a uma aula em que a responsabilidade por saber e fazer é transferida aos poucos do professor para o aluno. “Eu” refere-se à transmissão inicial de informações ou exemplos, em que você explica aos alunos o processo que quer que eles aprendam. Durante o “Nós”, você gradualmente permite que os alunos completem exemplos com cada vez menos ajuda e mais exercícios — de “Eu faço; você ajuda”, passa-se a “Você faz; eu ajudo”. Por fim, no passo “Você”, você dá aos alunos a oportunidade de praticar sozinhos, oferecendo múltiplas oportunidades e situações de dificuldade gradativa. Em outras palavras, Eu/Nós/Você se aproxima mais de um processo de cinco etapas:

 

Capítulo 6 - Ritmo

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Estabeleça um ritmo produtivo na sala de aula. Crie momentos “rápidos” ou “lentos” na aula alternando os tipos e os formatos das atividades.

Garanta que as mudanças nas atividades e em outros marcos sejam percebidas claramente tornando o início e o fim das atividades visíveis e bem definidos.

Utilize-se das mãos levantadas pelos alunos para impactar o ritmo. Administre e varie as formas pelas quais os alunos levantam a mão, além dos métodos usados para chamá-los.

Meça o tempo (seu maior recurso como educador) intencional, estratégica e visivelmente para moldar a sua experiência e a dos alunos em sala de aula.

Respeite o tempo dos alunos gastando cada minuto produtivamente.

Quando o meu filho tinha 5 anos, fizemos uma viagem em família para visitar os meus pais no Dia de Ação de Graças. Quando o avião ia aterrissar na pista, ele se virou para mim e perguntou: “Papai, o avião vai mais rápido na hora de pousar?”. Sua pergunta foi um equívoco bem observado; ele estava “certo” ao estar “errado”. Parecia mesmo que o avião estava ganhando velocidade no momento exato em que estava desacelerando, então perguntei por que ele achava isso.

 

Capítulo 6 - Ritmo

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Ritmo

Técnica 27: Mude o ritmo.

Estabeleça um ritmo produtivo na sala de aula. Crie momentos “rápidos” ou “lentos” na aula alternando os tipos e os formatos das atividades.

Técnica 28: Marque as etapas.

Garanta que as mudanças nas atividades e em outros marcos sejam percebidas claramente tornando o início e o fim das atividades visíveis e bem definidos.

Técnica 29: Todas as mãos.

Utilize-se das mãos levantadas pelos alunos para impactar o ritmo. Administre e varie as formas pelas quais os alunos levantam a mão, além dos métodos usados para chamá-los.

Técnica 30: Trabalhe com o relógio.

Meça o tempo (seu maior recurso como educador) intencional, estratégica e visivelmente para moldar a sua experiência e a dos alunos em sala de aula.

Técnica 31: Cada minuto conta.

Respeite o tempo dos alunos gastando cada minuto produtivamente.

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Quando o meu filho tinha 5 anos, fizemos uma viagem em família para visitar os meus pais no Dia de Ação de Graças. Quando o avião ia aterrissar na pista, ele se virou para mim e perguntou: “Papai, o avião vai mais rápido na hora de pousar?”. Sua pergunta foi um equívoco bem observado; ele estava “certo” ao estar “errado”. Parecia mesmo que o avião estava ganhando velocidade no momento exato em que estava desacelerando, então perguntei por que ele achava isso.

 

Capítulo 7 - Aumentando a proporção de participação e de pensamento por meio do questionamento

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Deixe os alunos pensarem antes de responder. Se eles não forem produtivos durante esse tempo, ajude-os a serem mais produtivos.

Chame os alunos mesmo que não tenham levantado a mão.

Peça para os alunos responderem a perguntas, de tempos em tempos, em uníssono, para gerar um envolvimento enérgico e positivo.

Quando um aluno cometer um erro, ajude-o apenas o bastante para que ele “resolva” sozinho o máximo que conseguir do problema original.

Use Bate-rebate como uma revisão verbal rápida para gerar energia e envolver ativamente a turma.

Todos já presenciamos aquela aula em que o professor faz todo o esforço sozinho na frente da sala. Ele explica por que o capítulo é tão importante para o romance e algumas formas de interpretá-lo. Ele destaca algumas passagens e as explica. Enquanto isso, a atividade principal dos alunos é “ouvir”; uma atividade pouco ativa e pela qual eles não têm grande responsabilidade. Por outro lado, em uma aula com proporção, o exercício pertence aos alunos: eles ficam de sobreaviso constante, respondendo a perguntas, utilizando-se do seu conhecimento, refletindo e refinando suas ideias.

 

Capítulo 7 - Aumentando a proporção de participação e de pensamento por meio do questionamento

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Aumentando a proporção de participação e de pensamento por meio do questionamento

Técnica 32: Tempo de espera.

Deixe os alunos pensarem antes de responder. Se eles não forem produtivos durante esse tempo, ajude-os a serem mais produtivos.

Técnica 33: De surpresa.

Chame os alunos mesmo que não tenham levantado a mão.

Técnica 34: Todos juntos.

Peça para os alunos responderem a perguntas, de tempos em tempos, em uníssono, para gerar um envolvimento enérgico e positivo.

Técnica 35: Divida em partes.

Quando um aluno cometer um erro, ajude-o apenas o bastante para que ele “resolva” sozinho o máximo que conseguir do problema original.

Técnica 36: Bate-rebate.

Use Bate-rebate como uma revisão verbal rápida para gerar energia e envolver ativamente a turma.

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Aumentando a proporção de participação e de pensamento por meio do questionamento   197

Todos já presenciamos aquela aula em que o professor faz todo o esforço sozinho na frente da sala. Ele explica por que o capítulo é tão importante para o romance e algumas formas de interpretá-lo. Ele destaca algumas passagens e as explica. Enquanto isso, a atividade principal dos alunos é “ouvir”; uma atividade pouco ativa e pela qual eles não têm grande responsabilidade. Por outro lado, em uma aula com proporção, o exercício pertence aos alunos: eles ficam de sobreaviso constante, respondendo a perguntas, utilizando-se do seu conhecimento, refletindo e refinando suas ideias.

 

Capítulo 8 - Aumentando a proporção de participação e de pensamento por meio da escrita

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Prepare os alunos para se engajarem rigorosamente, dando-lhes a chance de refletir por escrito antes de uma discussão.

Peça para os alunos sintetizarem uma ideia complexa com uma única frase bem construí­da. A disciplina necessária para construir uma única frase que contenha todo o pensamento incentiva os alunos a usarem novas formas sintáticas.

Crie um forte incentivo para completar trabalhos escritos com qualidade e reflexão exibindo e revisando em público a escrita dos alunos (independentemente de quem se oferecer).

Aumente gradualmente o tempo que os alunos têm para redigir textos, a fim de desenvolver o hábito de escrever produtivamente e a habilidade de fazê-lo por períodos cada vez maiores de tempo.

Planeje as aulas para que a escrita venha antes, a fim de garantir que os alunos pensem rigorosamente enquanto a desenvolvem.

A quantidade e a qualidade da escrita que os alunos desenvolvem em sua sala de aula são dois dos mais importantes determinantes do seu sucesso acadêmico. É possível que juntas sejam a coisa mais importante, então uma das mudanças mais simples e poderosas que você pode fazer é aumentar a quantidade de escrita (especialmente escrita de alta qualidade) dos alunos. Por que perguntar: “Quem pode me dizer o que Jonas acabou de perceber sobre o significado de ser libertado?”, fazendo 1 ou 2 alunos responderem, quando pode dizer: “Por favor, me digam o que Jonas acabou de perceber sobre o significado de ser libertado. Vocês têm um minuto para escrever suas ideias no caderno de notas. Vai!” e fazer todos os alunos responderem e ainda se esforçarem para colocar seus pensamentos com a sintaxe adequada? De fato, a definição informal de frase que os professores costumam usar é “pensamento completo”. Fazendo os alunos escreverem mais, nós os forçamos a levar suas ideias de uma noção vaga (ideia em desenvolvimento) a um pensamento completo - e praticar o desenvolvimento de pensamentos completos talvez seja praticar a principal tarefa do pensamento.

 

Capítulo 8 - Aumentando a proporção de participação e de pensamento por meio da escrita

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Aumentando a proporção de participação e de pensamento por meio da escrita

Técnica 37: Todo mundo escreve.

Prepare os alunos para se engajarem rigorosamente, dando-lhes a chance de refletir por escrito antes de uma discussão.

Técnica 38: A arte da frase.

Peça para os alunos sintetizarem uma ideia complexa com uma única frase bem construí­da. A disciplina necessária para construir uma única frase que contenha todo o pensamento incentiva os alunos a usarem novas formas sintáticas.

Técnica 39: Mostre o texto.

Crie um forte incentivo para completar trabalhos escritos com qualidade e reflexão exibindo e revisando em público a escrita dos alunos (independentemente de quem se oferecer).

Técnica 40: Desenvolva vigor.

Aumente gradualmente o tempo que os alunos têm para redigir textos, a fim de desenvolver o hábito de escrever produtivamente e a habilidade de fazê-lo por períodos cada vez maiores de tempo.

Técnica 41: Antecipe a escrita.

 

Capítulo 9 - Aumentando a proporção de participação e de pensamento por meio da discussão

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Torne as discussões mais produtivas e agradáveis normalizando um conjunto de regras básicas ou “hábitos” que as façam ficar mais eficientes, coesas e conectadas.

Estimule os alunos a formularem melhor seus pensamentos ao incluir nas aulas discussões curtas e contidas em duplas; mas se certifique de que tenham máxima eficiência e responsabilização.

Dê maior responsabilidade e autonomia aos alunos (particularmente quando o seu objetivo é uma discussão), permitindo que eles discutam sem mediação do professor por curtos períodos ou por sequências mais longas e formais.

Proporção, como você deve se lembrar, é o processo de garantir que os alunos realizem maior trabalho cognitivo em sala de aula. O objetivo é deixá-los constantemente de sobreaviso, respondendo a perguntas, utilizando ou desenvolvendo sua base de conhecimento e refinando suas ideias. O conceito é composto por duas partes distintas: a proporção de participação e a proporção de pensamento. A primeira é a medida de quantos alunos participam e com que frequência. A segunda refere-se ao rigor e à profundidade do pensamento implícito dessa participação. Em uma sala de aula excelente, você precisa de ambas: participação total e enérgica de todos, e trabalho rigoroso e exigente. Nos Capítulos 7 e 8, considerei os dois primeiros caminhos que os professores podem tomar para aumentar essa proporção: questionar e escrever. Neste capítulo, examinarei técnicas para aumentar a proporção por meio da discussão.

 

Capítulo 9 - Aumentando a proporção de participação e de pensamento por meio da discussão

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Aumentando a proporção de participação e de pensamento por meio da discussão

Técnica 42: Hábitos de discussão.

Torne as discussões mais produtivas e agradáveis normalizando um conjunto de regras básicas ou “hábitos” que as façam ficar mais eficientes, coesas e conectadas.

Técnica 43: Virem e conversem.

Estimule os alunos a formularem melhor seus pensamentos ao incluir nas aulas discussões curtas e contidas em duplas; mas se certifique de que tenham máxima eficiência e responsabilização.

Técnica 44: Processo em lotes.

Dê maior responsabilidade e autonomia aos alunos (particularmente quando o seu objetivo é uma discussão), permitindo que eles discutam sem mediação do professor por curtos períodos ou por sequências mais longas e formais.

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Proporção, como você deve se lembrar, é o processo de garantir que os alunos realizem maior trabalho cognitivo em sala de aula. O objetivo é deixá-los constantemente de sobreaviso, respondendo a perguntas, utilizando ou desenvolvendo sua base de conhecimento e refinando suas ideias. O conceito é composto por duas partes distintas: a proporção de participação e a proporção de pensamento. A primeira é a medida de quantos alunos participam e com que frequência. A segunda refere-se ao rigor e à profundidade do pensamento implícito dessa participação. Em uma sala de aula excelente, você precisa de ambas: participação total e enérgica de todos, e trabalho rigoroso e exigente. Nos

 

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