Análise Didática das Demonstrações Contábeis, 2ª edição

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Este livro chega à 2ª edição mantendo como destaque sua abordagem didática, com o objetivo de mostrar ao leitor a potencialidade de cada indicador financeiro. A forma como os autores abordam o conteúdo parte sempre da perspectiva do usuário externo, para que a análise seja feita sob a ótica de quem está fora da empresa, como costuma acontecer na prática._x000D_
A novidade desta edição fica por conta da aplicação de conceitos, técnicas e metodologias desenvolvidos ao longo do livro para a elaboração do relatório de análise, explorando toda a sua forma estrutural e exemplificando cada um dos itens que compõem o relatório. _x000D_
A obra contempla sugestões de atividades totalmente fundamentadas nas Metodologias Ativas, para que o professor possa aplicar os conceitos em sala de aula. Além disso, o livro é enriquecido com testes de concursos, exames e processos seletivos._x000D_
Livro-texto para a disciplina Análise de Demonstrações Contábeis dos cursos de graduação em Administração, Finanças, Economia e Contabilidade. Indicado também para profissionais especialistas da área de análise de balanços._x000D_
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12 capítulos

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1 - Introdução

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Introdução

Neste capítulo serão discutidos conceitos importantes que possibilitarão ao leitor compreender o que é a Contabilidade, entender o que faz o profissional analista das demonstrações contábeis, reconhecer os principais usuários da informação contábil e suas necessidades informacionais e saber quais os atributos necessários a quem pretende realizar análise de demonstrações contábeis.

1.1

O QUE É A CONTABILIDADE?

Para compreender os objetivos da análise de demonstrações contábeis e suas limitações, é necessário ter em mente o que é a Contabilidade e, principalmente, suas limitações. Para tanto, dois aspectos devem ser considerados: primeiro, a Contabilidade deve ser compreendida como modelo de representação da situação econômico-financeira de uma entidade; segundo, a existência de grande diversidade de usuários da informação contábil.

Martins, Diniz e Miranda (2018, p. 56) entendem que “a Contabilidade é um Modelo que procura representar o que vem ocorrendo com a empresa, mas modelo, por definição,

 

2 - Estrutura das Demonstrações Contábeis

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Estrutura das Demonstrações Contábeis

Neste capítulo são apresentados conceitos fundamentais da Estrutura Conceitual Básica da Contabilidade voltados à análise das demonstrações contábeis, seguidos das estruturas das demonstrações contábeis que têm publicação exigida pela Lei das Sociedades por Ações às

Companhias Abertas, com comentários sobre as demais:

Balanço Patrimonial

Demonstração dos Resultados

Demonstração dos Resultados Abrangentes

Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido

Demonstração dos Fluxos de Caixa

Demonstração do Valor Adicionado

A Demonstração do Valor Adicionado não é obrigatória para as companhias fechadas, as sociedades limitadas e outras. Já a companhia fechada com patrimônio líquido, na data do balanço, inferior a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) não será obrigada à elaboração e publicação da Demonstração dos Fluxos de Caixa.

É importante mencionar que as demonstrações contábeis acima são relatórios padronizados que têm o objetivo de “[...] fornecer informações que sejam úteis na tomada de decisões e avaliações por parte dos usuários em geral, não tendo o propósito de atender a finalidade ou necessidade específica de determinados grupos de usuários” (CPC, 2012).

 

3 - Método de análise das demontrações contábeis

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Método de Análise das Demonstrações

Contábeis

As demonstrações financeiras tradicionais (Balanço Patrimonial e DRE) preparadas e divulgadas por uma empresa não têm, isoladamente, uma grande potencialidade para identificar suas forças e fraquezas. Essas demonstrações transmitem informações financeiras em termos absolutos que não são capazes de transmitir tudo o que é necessário ao analista. Além disso, nem todas as pessoas possuem o mesmo nível de conhecimento e experiência. Para obter informações relevantes sobre os pontos fracos e fortes de uma organização, a análise das demonstrações contábeis é indubitavelmente necessária, mas não é suficiente, e sem um conhecimento mínimo por parte do analista, pode até levar a equívocos. Nesse sentido, pode-se dizer que a análise das demonstrações contábeis é um conjunto de esforços sistemáticos para determinar, por parte de uma pessoa preparada, o significado e o sentido das demonstrações financeiras, com vistas a permitir a realização de previsão da liquidez, da solvência e da rentabilidade de uma entidade.

 

4 - Análise Horizontal e Análise Vertical

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Análise Horizontal e Análise Vertical

Por meio das análises horizontal e vertical, é possível avaliar cada uma das contas ou grupo de contas das demonstrações contábeis de maneira rápida e simples, comparando as contas entre si e entre diferentes períodos. Isso é feito utilizando simplesmente o conceito matemático da regra de três simples. Essa técnica permite que se possa chegar a um nível de detalhes que outros instrumentos não permitem, pois é possível avaliar cada conta isoladamente.

4.1

ANÁLISE HORIZONTAL

A análise horizontal é um processo de análise temporal que permite verificar a evolução das contas individuais e também dos grupos de contas por meio de números-índices.

Inicialmente é necessário estabelecer uma data-base, normalmente a demonstração mais antiga, que terá o valor índice 100. Para encontrar os valores dos próximos anos, efetuamos a regra de três para cada ano, relacionado com a data-base, conforme apresentado no Quadro 10.

 

5 - Índices de liquidez

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Índices de Liquidez

Índices são relações entre contas das demonstrações contábeis utilizados pelo analista para investigar a situação econômico-financeira de uma entidade. De acordo com Matarazzo (2010, p. 82), “assim como um médico usa certos indicadores, como pressão arterial e temperatura, para elaborar o quadro clínico de um paciente, os índices financeiros permitem construir um quadro de avaliação da empresa”. Ou seja, os índices permitem que se tenha uma visão macro da situação econômico-financeira da entidade. “Quando os indicadores genéricos não são suficientes, o médico solicita exames e testes” (MATARAZZO, 2010, p. 82). Em outras palavras, os

índices são indicadores semelhantes àqueles gerados pelos exames laboratoriais que permitirão ao profissional traçar, com maior segurança, um diagnóstico da saúde ou doença do paciente.

Fonte: MatoonMil/iStockphoto

FiGurA 8 – diagnóstico

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09/01/2018 14:06:57

 

6 - Índices de Estrutura Patrimonial

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Índices de Estrutura Patrimonial

Os índices utilizados para análise da estrutura patrimonial estabelecem relações entre as fontes de financiamento próprio e de terceiros. Visam evidenciar a dependência da entidade em relação aos recursos de terceiros.

Para a referida análise, os seguintes índices são apresentados: i) endividamento; ii) composição do endividamento; iii) imobilização do PL; iv) imobilização dos recursos não correntes.

De acordo com Martins, Diniz e Miranda (2018), a principal limitação dos índices de estrutura patrimonial se refere à falta de correção monetária dos elementos utilizados no cálculo dos quocientes, notadamente o Ativo Imobilizado.

6.1

ENDIVIDAMENTO

O índice de endividamento mostra quanto a empresa tem de dívidas com terceiros (passivo circulante + passivo não circulante) para cada real de recursos próprios (patrimônio líquido). Indica a dependência que a entidade apresenta com relação a terceiros e, nesse sentido, o risco a que está sujeita.

 

7 - Administração do Capital de Giro

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Administração do Capital de Giro

Um dos grandes desafios de toda entidade é manter a situação financeira equilibrada, de tal forma que os compromissos assumidos sejam cumpridos com o menor impacto possível na rentabilidade da organização. Para tanto, três instrumentos fundamentais são apresentados: Capital Circulante Líquido (CCL), Necessidade de Capital de Giro (NCG) e Saldo em

Tesouraria (ST).

7.1

CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO

Para Assaf Neto (2015, p. 159), “[...] o conceito básico de equilíbrio financeiro fica evidenciado ao ser demonstrado que toda aplicação de recursos no ativo deve ser financiada com fundos levantados a um prazo de recuperação proporcional à aplicação efetuada”. Ou seja, as fontes de curto prazo (Passivo Circulante) devem ser utilizadas para financiar as aplicações de curto prazo (Ativo Circulante).

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AnáLiSE didátiCA dAS dEMonStrAçõES ContábEiS • Martins - Miranda - Diniz

 

8 - Índices de Atividade

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Índices de Atividade

Os índices de atividade, também chamados de índices do ciclo operacional, permitem que seja analisado o desempenho operacional da empresa e suas necessidades de investimento em giro (ASSAF NETO, 2015). Por meio dos prazos médios pode-se analisar o ciclo operacional e de caixa da entidade, “elementos fundamentais para a determinação de estratégias empresariais, tanto comerciais quanto financeiras, geralmente vitais para a determinação do fracasso ou do sucesso de uma empresa” (MATARAZZO, 2010, p. 260). Assim, antes de analisar os índices de prazos médios propriamente ditos, serão tecidas algumas considerações sobre ciclo operacional.

8.1

CICLO OPERACIONAL

O Ciclo Operacional é composto pelas etapas operacionais utilizadas pela empresa no processo produtivo. Ou seja, é o período de tempo compreendido entre a compra da mercadoria ou matéria-prima até o recebimento do caixa resultante da venda do produto. Esse conceito tem o objetivo de proporcionar uma visão do tempo gasto pela entidade em cada fase do processo produtivo, bem como o volume de capital necessário para suportar financeiramente o prazo envolvido entre a aquisição da mercadoria e o recebimento da venda.

 

9 - Índices de Rentabilidade

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Índices de RENTABILIDADE

Nos capítulos anteriores, a ênfase estava na análise financeira das demonstrações contábeis (liquidez, estrutura patrimonial e prazos médios). A partir deste momento o enfoque passará ao aspecto econômico da análise das demonstrações contábeis. Aliás, a rentabilidade é a alma do negócio. Sem rentabilidade a continuidade da empresa estará comprometida. Nesse sentido, são inevitáveis as perguntas: qual investimento proporciona o maior retorno? Como medir esse retorno? Qual o risco do investimento? O primeiro grupo de indicadores a serem estudados é composto exatamente pelos índices que mostram a rentabilidade dos capitais investidos no empreendimento.

Os índices de rentabilidade, via de regra, relacionam os resultados obtidos pela empresa com algum valor que expresse a dimensão relativa do mesmo, ou seja, valor de vendas, ativo total, patrimônio líquido ou ativo operacional (IUDÍCIBUS, 2009). Dessa forma, torna-se mais visível o desempenho econômico da entidade, independentemente do seu tamanho. Mesmo assim, recomenda-se avaliar o desempenho da entidade dentro do respectivo setor econômico. Pois a rentabilidade média de empresas que trabalham com altos giros, como empresas atacadistas, por exemplo, será muito diferente da rentabilidade de setores de serviços ou dos bancos... Assim, deve-se comparar a rentabilidade de um atacadista com a média do setor atacadista. Enquanto a rentabilidade de um banco deve ser comparada com a média do setor bancário. Para se analisar setores diferentes só se for levada em conta também a diferença de riscos entres esses setores.

 

10 - Geração de Valor ao Acionista (GVA)

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Geração de Valor ao Acionista (GVA)1

Martins, Diniz e Miranda (2018) entendem que a geração de valor ao acionista (GVA) seja, do ponto de vista do investidor, um indicador quase perfeito, pois ele considera as distribuições de lucro ocorridas durante um determinado período e também a valorização do investimento durante esse mesmo período.1

GVA = Dividendos + (Valor de mercado do PLFinal – PLInicial)

Ou seja, o GVA significa o que um sócio teve de aumento de riqueza pelo que aumentou o valor da sua empresa mais o dividendo recebido.

Dividindo-se o valor do índice GVA pelo valor de mercado do Patrimônio Líquido, tem-se uma taxa de rentabilidade muito mais próxima da realidade econômica da entidade.

Embora pareça simples o cálculo do GVA, pois apenas soma dividendos com variação no valor da empresa, existe uma ampla literatura que trata das abordagens de cálculo do valor da empresa, notadamente da abordagem do valor como instrumento de gestão. Por se tratar de um indicador quase perfeito, vale a pena adentrar mais profundamente no que seja a gestão baseada em valor, bem como o cálculo do valor. Por isso, dedicaremos este capítulo à análise desse indicador.

 

11 - Relatório de análise

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Relatório de anÁlise

Este capítulo se propõe a fazer uma aplicação dos conceitos, técnica e metodologia desenvolvidos no processo de análise das demonstrações contábeis. A título de revisão, lembre-se do acróstico O.E.I. (Observação, Exame e Interpretação). Na observação, você explora visualmente as demonstrações, destacando os aspectos que chamam mais a atenção. Não se esqueça de ler e entender o Relatório dos auditores, caso contrário, você pode fazer suas análises com fundamento numa realidade não existente ou não confiável. Na fase de exame, você vai buscar sentido lógico nas observações realizadas na fase anterior, e isso pode ser feito mediante as análises horizontal e vertical e cálculos dos índices. Por fim, vem o processo de interpretação, o qual visa a abstrair as conclusões a partir das análises desenvolvidas nas outras fases.

Cumpridas essas fases, você tem condições de entender as demonstrações contábeis e tirar suas conclusões acerca da posição financeira, operacional e econômica da empresa. A posição financeira da empresa é feita a partir da análise de liquidez, da administração de capital de giro e da estrutura patrimonial. A posição operacional é visualizada nos índices de atividade da empresa (prazos médios). Já a análise econômica é feita com base na avaliação do retorno de investimento de uma empresa, concentrando-se nas fontes e nos níveis de lucros desta, e envolve a identificação e mensuração dos vários indicadores de rentabilidade.

 

Gabarito dos testes de concursos, exames e processos seletivos

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Gabarito dos testes de concursos, exames e processos seletivos

Capítulo 2.2

5) C

Capítulo 2.5

1) A

6) E

1) D

2) E

7) A

2) D

3) E

8) A

4) D

9) A

5) B

10) A

1) C

6) A

11) D

2) E

7) B

12) B

3) C

8) A

9) D

Capítulo 2.4

Capítulo 2.6

4) A

5) C

1) B

Capítulo 2.7

Capítulo 2.3

2) A

1) E

3) C

1) C

2) D

4) B

2) E

3) C

5) D

3) D

4) E

6) B

4) A

Análise didática das demonstrações contabeis.indb 241

09/01/2018 14:07:52

242

ANÁLISE DIDÁTICA DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS  •  Martins - Miranda - Diniz

5) B

3) A

6) C

4) C

7) C

8) D

Capítulo 2.8

Capítulo 5

1) E

Capítulo 8

1) B

2) B

3) B

4) A

2) A

Capítulo 9

1) A

 

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