Medium 9788582714621

Anestesiologia - 4.ed.

Autor(es): James Manica
Visualizações: 473
Classificação: (0)

Chancelado pela SBA, esta obra é referência no aprendizado de anestesiologia no Brasil, mantendo a essência de livro-texto didático e amplamente ilustrado que a consagrou, contando com a autoria de mais de 150 autores – destaques nacionais em suas áreas de atuação. Além de totalmente atualizada, reúne 13 novos capítulos, oferecendo os conhecimentos da anestesiologia com o detalhamento e o cuidado científico necessários que garantem a excelência das informações.Esta nova edição reúne questões recentes das provas para o TSA!

 

98 capítulos

Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta

Capítulo 1. A história da anestesia

PDF Criptografado

2

Anestesiologia

1.

A história da anestesia

James Manica

Paulo Ernani Evangelista

Desde a Antiguidade há registros de que a humanidade busca na natureza o alívio para suas dores. Na primeira lista de medicamentos conhecida – uma placa de argila em escrita cuneiforme suméria datada de 2100 a.C. (Fig. 1.1), encontrada em

Nippur (atual Iraque), em 1954 –, é mencionada a “planta da felicidade”, que se supõe ser a papoula (Papaver somniferum)

(Fig. 1.2). Existem indícios de que a papoula fosse cultivada pelos sumérios e, mais tarde, por outros povos, como assírios, babilônios e egípcios. Os egípcios iniciaram um importante comércio de ópio a partir de plantações de papoula ao redor da capital

Tebas por volta de 1300 a.C. Essa rota de comércio atravessava o Mediterrâneo e parece ter envolvido fenícios, minoicos, gregos, entre outros. O nome ópio tebaico chegou aos nossos dias.

Uma escultura minoica encontrada em um santuário em

 

Capítulo 2. A história da anestesiologia no Brasil

PDF Criptografado

16

Anestesiologia

••

2.

A história da anestesiologia no Brasil

2.1 Rio de Janeiro

Sérgio Luiz do Logar Mattos

Walter Silva Machado (in memoriam)

Corria o ano de 1847, D. Pedro II era o imperador do Brasil, e o presidente da província do Rio de Janeiro e Capital do Império era o Senador Aureliano de Souza e Oliveira Coutinho. No país, pela primeira vez, era adotado o sistema parlamentarista de governo e, aparentemente, nada mais de muito relevante teria acontecido naquele ano. Ida Pfeifer, uma austría­ca em visita

à cidade, escreveu em seu relato de viagem: “O Rio de Janeiro não oferece ao estrangeiro nada de atraente em termos de praças, ruas e monumentos; a única construção verdadeiramente bela e grandiosa é o aqueduto (Arcos da Lapa)”.

Entretanto, não longe dali, teria lugar um acontecimento

ímpar e pioneiro no Brasil. No dia 25 de maio, pouco mais de sete meses depois do histórico 16 de outubro de 1846, quando ocorreu no Massachusetts General Hospital em Boston a demonstração da primeira cirurgia sob anestesia, acontecia, no

 

Capítulo 3. Sociedade Brasileira de Anestesiologia

PDF Criptografado

58

Anestesiologia

3.

SOCIEDADE BRASILEIRA

DE ANESTESIOLOGIA

FIGURA 3.1  Logotipo atual da Sociedade Brasileira de Anestesiologia.

sistema de tecnologia da informação. Os vários ambientes têm em comum as características indispensáveis para o bom desenvolvimento de suas atividades: decoração sóbria, valorização da história da sociedade e da arte, harmonia e notória limpeza estrutural.

Em respeito à legislação vigente e ao seu modelo de constituição, pode-se afirmar que a SBA foi constituída, construída e evolui com base em um trabalho extremamente representativo, democrático e comprometido – de maneira única e exclusiva – com o desenvolvimento da especialidade, a melhoria da qualidade de vida dos especialistas e fundamentalmente com a segurança ao paciente anestesiado, já que não há qualquer forma de remuneração da sua diretoria, conselhos fiscais, deliberativos ou consultivos, não havendo distribuição de lucros, bonificações ou vantagens a dirigentes, mantenedores ou associados. Os recursos da SBA provêm das anuidades pagas pelos seus sócios, sendo que elas são fixadas anualmente para cada categoria associada.

 

Capítulo 4. O ensino da anestesiologia na graduação

PDF Criptografado

O ensino da anestesiologia na graduação

4.

O ensino da anestesiologia na graduação

Ismar Lima Cavalcanti

Nubia Verçosa Figueiredo

Paulo Alipio Germano Filho

O papel que a disciplina de anestesiologia deve ocupar na educação médica ainda é uma questão discutida em todo o mundo.

Em geral, os conteúdos de anestesiologia são pouco expostos aos estudantes de medicina e, também, o que deve ser transmitido parece não estar claramente definido.1

O objetivo do ensino da anestesiologia na graduação em medicina não é desenvolver competências suficientes para propósitos clínicos da especialidade, mas – sobretudo durante o treinamento – possibilitar que os estudantes de medicina tenham conhecimento das diferentes áreas de interesse e atuação da especialidade, assim como adquiram uma noção razoável das funções do anestesiologista. Essa exposição pode agir como motivação para a escolha da especialidade na pós-graduação. O objetivo, então, seria formar médicos bem treinados e informados, mais atentos ao papel essencial do anestesiologista no tratamento integral do doente cirúrgico no período perioperatório.1

 

Capítulo 5. O ensino da anestesiologia na pós-graduação lato sensu - Especialização

PDF Criptografado

O ensino da anestesiologia na pós-graduação lato sensu – especialização

5.

O ensino da anestesiologia na pós-graduação lato sensu – especialização

Ismar Lima Cavalcanti

Paulo Alipio Germano Filho

Carlos Alberto Pereira de Moura

Nubia Verçosa Figueiredo

A pós-graduação lato sensu no Brasil destina-se à formação de especialistas. O Ministério da Educação determina requisitos mínimos para a caracterização de um curso de especialização.1,2

As instituições de ensino superior podem oferecer cursos de pós-graduação lato sensu presenciais. Esses cursos independem de autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento e são regidos pela Resolução CNE/CES no 1, de 8 de junho de 2007.2 Cursos de pós-graduação lato sensu a distância também podem ser ofertados por instituições de educação superior, desde que possuam credenciamento para educação a distância.1,2

Apenas as instituições de ensino superior já credenciadas podem oferecer cursos de especialização na área em que possuem competência, experiência e capacidade instalada. O projeto pedagógico do curso, o corpo docente, a metodologia de ensino, entre outros, são de responsabilidade direta da instituição credenciada.1,2

 

Capítulo 6. O ensino da anestesiologia na pós-graduação stricto sensu

PDF Criptografado

76

Anestesiologia

6.

O ensino da anestesiologia na pós-graduação stricto sensu

Maria José Carvalho Carmona

Marcos F. Vidal Melo

José Otávio Costa Auler Junior

A pós-graduação stricto sensu envolve indivíduos com vocação acadêmica e tem por objetivo a formação de pesquisadores e docentes capazes de desenvolver uma linha de pesquisa definida e alavancar o conhecimento científico. No Brasil, os programas de mestrado e doutorado estão sujeitos às exigências de reconhecimento e recredenciamento previstas na legislação.

O mestrado acadêmico objetiva a qualificação de professores universitários e o estímulo à pesquisa acadêmica. O programa tem duração média de dois anos, e, para obtenção do título de mestre, os alunos devem desenvolver projeto específico e apresentar dissertação sobre o tema.

O doutorado acadêmico visa ao aprofundamento da pesquisa científica sobre tema específico e inédito, com vistas à produção de novos conhecimentos. Ao final do programa, que dura de três a quatro anos, o aluno deve apresentar tese sobre o trabalho realizado e publicar os resultados em periódico especializado ou como registro de patente. Alguns países tendem a diferenciar o doutorado em doutorado acadêmico e doutorado profissional.

 

Capítulo 7. Pesquisa em anestesiologia

PDF Criptografado

Pesquisa em anestesiologia

••

7.

Pesquisa em anestesiologia

José Otávio Costa Auler Junior

Maria José Carvalho Carmona

Na contextualização da pesquisa em anestesiologia, é importante discutir o papel dessa especialidade e da medicina perioperatória no sistema de saúde brasileiro e mundial, assim como o uso da pesquisa científica nessas áreas como ferramenta de geração de conhecimento que pode interferir positivamente na qualidade dos desfechos clínicos, além da formação de recursos humanos qualificados.1-4 O desenvolvimento e as inovações em cirurgia e anestesia permitiram que os procedimentos dessas áreas sejam hoje realizados com maior segurança para o paciente.

Todo avanço técnico, tecnológico e farmacológico relacionado à cirurgia e à anestesia permite, na atualidade, que pacientes em estados cada vez mais graves e/ou em extremos etários sejam submetidos a cirurgias extensas e complexas com ótimos resultados. Entretanto, a complexidade de muitos procedimentos constitui-se em desafio tanto para a equipe diretamente envolvida no cuidado ao paciente quanto para todo o sistema de saúde.

 

Capítulo 8. Anestesia em animais de pesquisa

PDF Criptografado

Anestesiologia

8.

Anestesia em animais de pesquisa

Denise Fantoni

Denise Aya Otsuki

Diversas pesquisas são realizadas com animais de experimentação. As normas atuais para manipulação desses animais são muito rigorosas no que alude ao seu bem-estar. Assim, é fundamental o emprego de técnicas anestésicas que confiram – além de contenção química adequada – hipnose e analgesia para que o animal não sinta dor, permitindo, ainda, caso a pesquisa exija avaliação pós-anestésica, uma rápida e suave recuperação da anestesia. Ademais, uma técnica anestésica inapropriada pode confundir os resultados obtidos, prolongar a recuperação da anestesia ou até mesmo impossibilitar a realização da pesquisa.

Todo protocolo experimental deve ser avaliado e aprovado antes do início da pesquisa pelo Comitê de Ética de Uso de Animais (CEUA) de cada instituição. Por meio da Lei Arouca (Lei no 11.794, de 08 de outubro de 2008),1 foi criado o Conselho

Nacional de Controle de Experimentação Animal (CONCEA),

 

Capítulo 9. Informática e anestesiologia

PDF Criptografado

Informática e anestesiologia

9.

Medicina

Informática e anestesiologia

Informática médica

Ciência da informação

Figura 9.1  Representação esquemática da informática médica como resultante da interação entre ciência médica e ciência da informação.

Antonio Roberto Carraretto

Giorgio Pretto

O anestesiologista trabalha usando quatro dos cinco sentidos

(visão, tato, audição e olfato), dos quais obtém dados que analisa e acumula para tomar decisões. Ou seja, em cada caso, faz uma interação dos seus conhecimentos médicos com a situação do paciente e as ocorrências e intercorrências possíveis. É um trabalho com um grande volume de informações, que, por vezes, exige tomada de decisão imediata e precisa.

A informática é a ciência que visa ao tratamento da informação por meio do uso de equipamentos e procedimentos da

área de processamento de dados.1

A informática médica, por sua vez, é a ciência que usa ferramentas analíticas com o objetivo de desenvolver procedimentos (algoritmos) para o gerenciamento do controle de processos, tomadas de decisões e análises científicas do conhecimento médico.2 Ela compreende os processos teóricos e práticos do processamento da informação e da comunicação baseados no conhecimento e na experiência derivados dos processos na medicina e assistência à saúde.3 Ela é a interação entre a ciência médica e a ciência da informação (Fig. 9.1).

 

Capítulo 10. Simuladores em anestesiologia

PDF Criptografado

128

Anestesiologia

10.

Simuladores em anestesiologia

Antonio Roberto Carraretto

A simulação é a replicação artificial do mundo real com seus elementos para atingir objetivos diversos, como, por exemplo, entender melhor o meio, treinar ou testar pessoas. Ela permite a recriação de condições semelhantes às da realidade, agrupadas em diversos graus de complexidade e em diferentes níveis, por vezes ocasionais, na vida real, em que o aluno tem a oportunidade de tomar decisões e elaborar planos para a ação sem oferecer riscos a terceiros e a si próprio. Eventos de ocorrência esporádica e imprevisível também podem ser facilmente repetidos pela simulação.

Um simulador é um dispositivo destinado a demonstrar um ou mais procedimentos a serem realizados e possibilitar que o aluno tenha um convívio com uma situação semelhante

(simulada) à real. Diversos equipamentos usados para a prática da simulação são abordados neste capítulo.

A simulação tem suas raízes nos tempos medievais, quando os cavaleiros usavam uma figura montada para a prática do arremesso de lanças. Na indústria aeronáutica, ela é parte do treinamento desde a década de 1940. Em 1950, a Força Aérea dos

 

Capítulo 11. Aspectos médico-legais em anestesiologia

PDF Criptografado

144

Anestesiologia

11.

ASPECTOS MÉDICO-LEGAIS

EM ANESTESIOLOGIA

José Roberto de Rezende Costa

Genival Veloso de França

A medicina legal permeia a vida profissional do médico assistencialista. Com os avanços tecnológicos da medicina e da informática, vieram também os avanços na disseminação do conhecimento e da informação, tanto para os profissionais médicos de uma dada especialidade, como para outros profissionais, ou mesmo para as pessoas em geral. Daí advêm expressivas e relevantes cobranças acerca de resultados, o que tem sido cada vez mais presente em nosso cotidiano.

Com efeito, surge a responsabilização profissional nas atuações laborais e médicas, bem como, e não diferentemente, na anestesiologia. Desse modo, a responsabilidade dos atos médicos pode ser arguida fundamentalmente sob três ângulos, quais sejam: ético, penal e cível. Outras questões podem estar envolvidas na atuação médica, como aspectos trabalhistas, administrativos, etc., mas fogem ao escopo do presente texto.

 

Capítulo 12. Bioética e a prática da anestesia

PDF Criptografado

Bioética e a prática da anestesia

12.

Bioética e a prática da anestesia

José Abelardo Garcia de Meneses

O objetivo deste capítulo é envolver os anestesiologistas nas discussões sobre os princípios da bioética e a prática da anestesia, não se afastando dos princípios hipocráticos, mas entendendo que aqueles vieram se somar a estes no que tange aos avanços nas relações humanas entre médicos e pacientes, e nas discussões em defesa da vida, do bem-estar do paciente, do respeito aos seus interesses, do sigilo profissional e da justiça social no que concerne ao atendimento à saúde.

É sobejamente conhecido que a medicina, tradicional e milenar, tornou-se ciência, embora continue atual a correlação entre a compreensão da natureza humana, o humanismo e a missão de curar. Como ciência, a medicina registra excepcionais e fascinantes conquistas técnico-científicas contemporâneas, com um frenético volume de informações e velocidade de expansão, amparados pela utilização corriqueira da informática e da rede mundial de comunicação. Apesar disso, a prática médica absorve penosas mudanças diante da ausência de políticas públicas eficazes na área de atendimento à saúde e da intromissão dos compradores dos serviços de saúde do setor privado, criando conflitos e afronta aos dogmas éticos, não raro colocando ironicamente os médicos no banco dos réus.

 

Capítulo 13. Funções e responsabilidades do anestesiologista

PDF Criptografado

160

Anestesiologia

13.

Funções e responsabilidades do anestesiologista

Luiz Alfredo Jung

A anestesiologia é, dentro da prática da medicina, a especialidade que envolve a proteção e o manejo médico de pacientes mantidos inconscientes e/ou insensíveis à dor física e ao estresse emocional durante procedimentos cirúrgicos, obstétricos ou diagnósticos.1 Essa afirmação, feita originariamente em um contexto de defesa profissional em território americano pela

American Society of Anesthesiologists (ASA), resume as funções e as consequentes responsabilidades do anestesiologista, como técnico, como profissional médico e como cuidador.

É razoável pensar que o objetivo das primeiras gerações de anestesiologistas tenha sido, apenas, minimizar o sofrimento produzido pelo trauma da cirurgia. É pouco provável que imaginassem que a atividade que exerciam teria, no futuro, uma abrangência tão ampla, tão diversa e de tanta importância clínica. Cerca de um século e meio após, seus limites de atuação ainda não foram atingidos. Com isso, as funções e responsabilidades daqueles que a exercem vêm crescendo em número e importância, sendo fundamental a sua boa compreensão.

 

Capítulo 14. Gestão de qualidade e segurança do paciente em anestesiologia

PDF Criptografado

168

Anestesiologia

14.

Gestão de qualidade e segurança do paciente em anestesiologia

Haino Burmester

José Luiz Gomes do Amaral

Este capítulo descreve a forma como se aplicam conceitos do chamado movimento da qualidade a um serviço de anestesiologia. “Qualidade” é atitude a ser compartilhada por todos os membros da organização (instituição de saúde, no caso), baseada em ações positivas direcionadas a mudanças e mais focalizada nos processos, e não em exortações ou ameaças às pessoas.

É difícil entender qualidade como algo isolado em um serviço de anestesiologia, independente dos outros setores da instituição. É preciso que o serviço seja considerado como parte de um todo maior – a instituição de saúde em que está inserido

(em geral um hospital). A natural interação entre os diversos serviços faz da qualidade consequência da integração da ação gerencial, sistêmica e coerente, criando condições para que a assistência atinja níveis de excelência em todo o hospital, e não apenas em alguns setores.

 

Capítulo 15. Riscos ocupacionais em anestesiologia

PDF Criptografado

Riscos ocupacionais em anestesiologia

15.

Riscos ocupacionais em anestesiologia

Gastão F. Duval Neto

A anestesiologia é uma atividade médica que expõe a saúde ocupacional dos seus praticantes a uma série de perigos. Em

1995, a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu saúde ocupacional como a matéria que tem como principal objetivo promover e manter um elevado nível de bem-estar físico, mental e social, colocando os trabalhadores da área da saúde em ambientes de atividade profissional adaptados às suas capacidades físicas e psicológicas e protegendo-os dos riscos resultantes dos fatores adversos à sua saúde.1

Os anestesiologistas estão incluídos entre os profissionais que exercem atividades que os expõem a doenças ocupacionais, estando constantemente sujeitos a um considerável número de fatores perigosos para a sua saúde. Na atualidade, o objetivo das agências envolvidas com a saúde ocupacional dos anestesiologistas é promover um ambiente de trabalho agradável e seguro que inclua não somente as salas de cirurgia e terapia intensiva, mas também as localizações remotas, como salas de terapia intervencionista e de tratamento da dor, centros de radiologia, entre outros, sem esquecer que tais profissionais também são membros essenciais das equipes de atendimento ao trauma, em que fatores físicos e psicológicos agressivos à sua saúde têm alta prevalência.2 Os perigos para a saúde ocupacional dos anestesiologistas podem ser classificados nas seguintes categorias: biológicos, químicos, físicos e pessoais

 

Capítulo 16. Organização do atendimento pré-hospitalar de urgência

PDF Criptografado

198

Anestesiologia

16.

Organização do atendimento pré-hospitalar de urgência

Paulo Alipio Germano Filho

Nubia Verçosa Figueiredo

Ismar Lima Cavalcanti

A assistência médica de urgência e emergência representa um elemento crítico da gestão de saúde pública. Para tanto, é fundamental a organização do atendimento pré-hospitalar (APH), pois constitui pilar de equilíbrio de todo o sistema.

A expansão desordenada dos centros urbanos ocasionou drásticas mudanças epidemiológicas nos agravos à saúde. Em particular, houve a elevação da prevalência das enfermidades relacionadas às urgências, com destaque para o trauma e as doenças cardiovasculares. Outra preocupação contemporânea inclui incidentes com produtos perigosos, atentados terroristas e grandes epidemias. O enfrentamento desse desafio exige planejamento e organização.1-5

Organização é uma palavra originada do grego, organon, que significa instrumento, utensílio, órgão ou aquilo com que se trabalha. Constitui o modo como se dispõe uma estrutura para atingir os objetivos programados.6 Trata-se do conjunto de diretrizes, normas e funções que contribuem para o bom funcionamento de um projeto ou empreendimento.

 

Capítulo 17. Princípios de física

PDF Criptografado

Anestesiologia

17.

Princípios de física

Rogean Rodrigues Nunes

Germano P. Medeiros

A prática anestesiológica segura e otimizada envolve a utilização de uma enorme gama de dispositivos, além do manejo de muitas variáveis fisiológicas. O conhecimento dos aspectos físicos a eles relacionados, além da otimização das condutas, leva ao entendimento de limitações, resultando em uma prática segura.1

O objetivo deste capítulo é discutir princípios físicos básicos que podem ajudar no manejo e no entendimento de situações clínicas comuns.

Anestesia inalatória e sistema respiratório

Estados da matéria

O entendimento da anestesia inalatória passa pela compreensão dos processos físicos que regem o comportamento dos anestésicos. A matéria, constituída por diminutas partes

(átomos, moléculas, íons), pode encontrar-se em três estados físicos – sólido, líquido e gasoso –, dependendo das forças de repulsão ou de atração atuantes entre essas pequenas partes.

 

Capítulo 18. Princípios de farmacologia

PDF Criptografado

Princípios de farmacologia

18.

Princípios de farmacologia

Oscar César Pires

Fabiana Mara Scarpelli de Lima Alvarenga Caldeira

José Maria Leal Gomes

Benedito Barbosa João

A interação fármaco-organismo, desde o momento de sua administração, depende das propriedades farmacocinéticas e farmacodinâmicas do fármaco e das características de cada indivíduo. Muitas vezes, a administração simultânea de dois ou mais fármacos pode alterar, de inúmeras formas, essas propriedades.1-3

As características farmacocinéticas de um fármaco determinam a maneira como ele irá agir sobre o organismo, envolvendo os processos de absorção, distribuição, depuração e excreção.1-3

Já as características farmacodinâmicas determinam a maneira como o organismo vai responder ao fármaco e dependem, fundamentalmente, de sua concentração nos receptores celulares.1-3

A resposta individual a um fármaco, por sua vez, é explicada pela diversidade genética (farmacogenética). Por meio do estudo do genoma humano pela farmacogenômica, espera-se, futuramente, estabelecer tratamentos farmacológicos individualizados.4

 

Carregar mais


Detalhes do Produto

Livro Impresso
eBook
Capítulos

Formato
PDF
Criptografado
Não
SKU
MFPP000001801
ISBN
9788582714638
Tamanho do arquivo
160 MB
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
Formato
PDF
Criptografado
Não
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
SKU
Em metadados
ISBN
Em metadados
Tamanho do arquivo
Em metadados