Tratado de Periodontia Clínica e Implantologia Oral, 6ª edição

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Principal obra de referência sobre periodontia._x000D_
Integrando perfeitamente embasamento científico, protocolos clínicos práticos e avanços recentes no campo, a sexta edição de Tratado de Periodontia Clínica e Implantologia Oral é uma fonte necessária para profissionais de saúde especializados em cuidados periodontais e Implantologia. _x000D_
Os organizadores, mais uma vez, reuniram os especialistas internacionalmente mais importantes, para que compartilhem seus conhecimentos em todos os aspectos da periodontia, da saúde periodontal e do uso de implantes na reabilitação de pacientes comprometidos periodontalmente.

 

60 capítulos

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1 - Anatomia dos Tecidos Periodontais

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Capítulo 1

Anatomia dos Tecidos

Periodontais

Jan Lindhe,1 Thorkild Karring2 e Maurício Araújo3

Department of Periodontology, Institute of Odontology, The Sahlgrenska Academy at University of Gothenburg, Gotemburgo, Suécia

2

Department of Periodontology and Oral Gerontology, Royal Dental College, University of Aarhus, Aarhus, Dinamarca

3

Departamento de Odontologia, Universidade Estadual de Maringá, Paraná, Brasil

1

Introdução

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Este capítulo apresenta uma breve descrição das características do periodonto normal. Presume-se que o leitor tenha conhecimentos prévios da embriologia e da histologia orais.

O periodonto (peri = em torno de; odonto = dente) compreende os seguintes tecidos: (1) a gengiva (G), (2) o liga­ mento periodontal (PL; do inglês, periodontal ligament), (3) o cemento radicular (RC; do inglês, root cementum) e (4) o osso alveolar propriamente dito (ABP; do inglês, alveolar bone proper) (Figura 1.1). O ABP recobre o alvéolo dentário e é contínuo com o osso alveolar (AB; do inglês, alveolar bone); nas radiografias, é visua­lizado como uma lâmina dura. O processo alveolar, que se estende do osso basal da maxila e da mandíbula, consiste no osso alveolar e no osso alveolar propriamente dito.

 

2 - O Osso como Órgão Vivo

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Capítulo 2

O Osso como

Órgão Vivo

Hector F. Rios,1 Jill D. Bashutski2 e William V. Giannobile1, 2

Department of Periodontology and Oral Medicine, University of Michigan,

School of Dentistry, Ann Arbor, Michigan, EUA

2

Department of Biomedical Engineering, College of Engineering, Ann Arbor, Michigan, EUA

1

Introdução

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O osso é um órgão complexo composto por múltiplos tecidos especializados (ósseo, periósteo/endósteo e medula óssea) que agem sinergisticamente e desempenham múltiplas funções (Figura 2.1). Sua composição permite ao tecido ósseo: (1) resistir à carga, (2) proteger órgãos extremamente sensíveis contra forças externas e (3) participar como reservatório de células e minerais que contribuem para a homeostase do organismo. Portanto, o conceito de “osso como órgão vivo” integra a natureza do osso estruturalmente dinâmica com sua capacidade para orquestrar múltiplas funções mecânicas e metabólicas com importantes implicações locais e sistêmicas. Múltiplos fatores influenciam esse sistema (p. ex., bioquímico, hormonal, celular, biomecânico) e coletivamente determinarão sua qualidade (Ammann e Rizzoli, 2003;

 

3 - Rebordo Alveolar Edêntulo

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Capítulo 3

Rebordo

Alveolar Edêntulo

Maurício Araújo1 e Jan Lindhe2

Departamento de Odontologia, Universidade Estadual de Maringá, Paraná, Brasil

Department of Periodontology, Institute of Odontology, The Sahlgrenska Academy at University of Gothenburg, Gotemburgo, Suécia

1

2

Considerações clínicas

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O processo alveolar estende-se do osso basal da maxila ou da mandíbula, separando a parte externa da maxila da porção interna da mandíbula (Pietrokovski et al., 2007). A formação do processo alveolar é concomitante ao desenvolvimento e à erupção dos dentes. O processo alveolar regride gradativamente quando os dentes são perdidos. Em outras palavras, a formação e a preservação do processo alveolar dependem da persistência dos dentes. Além disso, as características morfológicas do processo alveolar estão relacionadas ao tamanho e ao formato dos dentes, aos eventos que ocorrem durante a sua erupção, assim como à inclinação dos dentes erupcionados. Assim, indivíduos com dentes longos e estreitos, quando comparados a indivíduos com dentes pequenos e largos, parecem possuir um processo alveolar mais delicado, fino e, em especial nas regiões dentárias frontais, com uma lâmina

 

4 - A Mucosa em Torno de Dentes e de Implantes

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Capítulo 4

A Mucosa em Torno de

Dentes e de Implantes

Jan Lindhe, Jan L. Wennström e Tord Berglundh

Department of Periodontology, Institute of Odontology, The Sahlgrenska Academy at University of Gothenburg, Gotemburgo, Suécia

Gengiva

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Largura biológica

��

Um termo frequentemente utilizado para descrever as dimen­ sões dos tecidos moles em contato com os dentes é a largura biológica dos tecidos moles de inserção. O desenvolvimento do conceito de largura biológica foi baseado em estudos e análises de vários autores, entre os quais Gottlieb (1921), Or­ ban e Köhler (1924) e Sicher (1959), os quais documentaram que os tecidos moles inseridos aos dentes são compostos por duas partes: tecido fibroso e epitélio. Em uma publicação de

Gargiulo et al. (1961), chamada “Dimensions and relations of the dentogingival junction in humans”, secções de bloco de necropsia que exibiam diferentes graus de “erupção passi­ va do dente” (i. e., degradação de tecido periodontal) foram examinadas. Avaliações histométricas foram feitas para des­ crever o comprimento do sulco (não faz parte da inserção), a inserção epitelial (atualmente chamada epitélio juncional) e a inserção de tecido conjuntivo (Figura 4.1). Foi observa­ do que o comprimento da inserção de tecido conjuntivo va­ riou dentro de limites estreitos (1,06 a 1,08 mm), enquanto o comprimento do epitélio inserido foi em torno de 1,4 mm em locais com periodonto normal, 0,8 mm em locais com moderada destruição e 0,7 mm em locais com degradação avançada do tecido periodontal. Em outras palavras: (1) a largura biológica da inserção variou entre aproximadamente

 

5 - Osteointegração

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Capítulo 5

Osteointegração

Jan Lindhe,1 Tord Berglundh1 e Niklaus P. Lang2,3

Department of Periodontology, Institute of Odontology, The Sahlgrenska Academy at

University of Gothenburg, Gotemburgo, Suécia

2

Department of Periodontology and Fixed Prosthodontics, School of Dental Medicine,

University of Berne, Berna, Suíça

3

Center of Dental Medicine, University of Zurich, Zurique, Suíça

1

Introdução

��

O local completamente cicatrizado da crista edêntula (ver

Capítulo 3) é, na maioria das vezes, recoberto por mucosa mastigatória com aproximadamente 2 a 3 mm de espessu­ ra. A mucosa mastigatória é coberta por epitélio queratini­ zado e contém tecido conjuntivo rico em fibras colágenas e fibroblastos, firmemente aderidos ao osso pelo periósteo. As paredes externas da crista edêntula, as lâminas corticais, são constituídas por osso lamelar e circundam o osso trabecular

(esponjoso), o qual contém trabéculas de osso lamelar inte­ gradas à medula óssea. A medula óssea contém numerosas estruturas vasculares, assim como adipócitos e células me­ senquimais indiferenciadas.

 

6 - Da Função Tátil Periodontal à Osteopercepção Peri-implante

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Capítulo 6

Da Função Tátil Periodontal

à Osteopercepção

Peri-implante

Reinhilde Jacobs

Laboratory of Oral Physiology, Department of Periodontology, and Oral Imaging Center,

Faculty of Medicine, Catholic University of Leuven, Lovaina, Bélgica

Introdução

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Percepção é a capacidade de detectar estímulos externos por meio da visão, da audição, do equilíbrio, da função somática, da gustação ou do olfato (Martin, 1991). Neste capítulo, somente a percepção por meio do sistema sensorial somático será explorada. A preponderância desse sistema é ilustrada pela sua importante representação, juntamente com a da mão, no homúnculo sensorial proposto por Penfield (Penfield e Rasmussen, 1950). De modo geral, a função somatossensorial é essencial para o ajuste fino dos movimentos dos membros.

A função tátil dos dentes é igualmente crucial no refinamento do controle motor da mandíbula. Mecanorreceptores periodontais, especialmente aqueles localizados no ligamento periodontal, são extremamente sensíveis aos estímulos mecânicos externos (Jacobs e Van Steenberghe, 1994). O ligamento periodontal pode então ser considerado uma peçachave para o comportamento da mastigação e de outros comportamentos motores orais. Qualquer condição que possa influenciar os mecanorreceptores periodontais poderia modificar a via de resposta sensorial e, então, afetar a função tátil e o ajuste fino do controle motor mandibular (p. ex., colapso periodontal, bruxismo, reimplantação, anestesia).

 

7 - Epidemiologia das Doenças Periodontais

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Capítulo 7

Epidemiologia das

Doenças Periodontais

Panos N. Papapanou1 e Jan Lindhe2

Division of Periodontics, Section of Oral and Diagnostic Sciences,

Columbia University College of Dental Medicine, Nova York, EUA

2

Department of Periodontology, Institute of Odontology,

The Sahlgrenska Academy at University of Gothenburg, Gotemburgo, Suécia

1

Introdução

��

A palavra epidemiologia, de origem grega, é formada pela preposição “epi”, que significa “entre” ou “contra”, e pelo substantivo “demos”, que significa “povo”. Como denota a sua etimologia, epidemiologia é definida como “o estudo da distribuição de doença ou de uma condição fisiológica nas populações humanas e dos fatores que influenciam essa distribuição” (Lilienfeld, 1978). Uma descrição mais abrangente, por Frost (1941), enfatiza que “a epidemiologia é essencialmente uma ciência indutiva, preocupada não apenas em descrever a distribuição da doença, mas igualmente, ou até mais, em encaixá-la em uma filosofia consistente”. Dessa forma, as informações obtidas por uma investigação epidemiológica devem ir além da mera descrição da distribuição da doença em diferentes populações (epidemiologia descritiva).

 

8 - Biofilme Dentário

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Capítulo 8

Biofilme Dentário

Philip David Marsh

Department of Oral Biology, School of Dentistry,

University of Leeds, Leeds, Inglaterra

Introdução

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O ser humano desenvolveu uma relação íntima e dinâmica com os microrganismos; isso inclui também aqueles que constituem a microbiota residente de todas as superfícies do corpo expostas ao ambiente e os que causam doenças. Estudos contemporâneos estão demonstrando que a relação com a microbiota residente é altamente interativa e contribui imensamente para a saúde do hospedeiro. Essa relação é dinâmica e frágil, e inúmeros fatores, intrínsecos e extrínsecos, podem comprometer esse equilíbrio delicado. O entendimento da relação entre o hospedeiro e a microbiota oral é fundamental para o manejo clínico efetivo dos pacientes odontológicos, durante a saúde e durante o tratamento de doenças.

Uma estatística notável estima que o corpo humano seja composto por > 1014 células, das quais apenas 10% são de mamíferos (Sanders e Sanders, 1984; Wilson, 2005). As demais são microrganismos que constituem as microbiotas residentes em todas as superfícies acessíveis do corpo e que, como será discutido posteriormente, conferem benefícios significativos ao hospedeiro. Essas microbiotas têm composição diversa, e funcionam como comunidades microbianas interativas, nas quais suas propriedades combinadas são maiores do que a soma das atividades das espécies constituintes (ver adiante). As microbiotas da pele, da boca e dos sistemas digestório e genital são diferentes entre si, apesar da transferência frequente de microrganismos entre esses locais; sua composição característica é uma consequência de diferenças significativas das propriedades biológicas e físicas de cada hábitat (Wilson, 2005). Essas propriedades determinam que microrganismos são capazes de colonizar com sucesso, e quais predominarão ou serão somente um componente inferior da comunidade microbiana estabelecida.

 

9 - Cálculo Dental

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Capítulo 9

Cálculo Dental

Dieter D. Bosshardt1 e Niklaus P. Lang1,2

Department of Periodontology, School of Dental Medicine, University of Berne, Berna, Suíça

2

Center of Dental Medicine, University of Zurich, Zurique, Suíça

1

O cálculo dental, ou tártaro, representa a placa bacteriana mineralizada, embora a formação do cálculo possa ser induzida em animais livres de germes como resultado da precipitação de sais minerais originados da saliva (Theilade, 1964).

O cálculo supragengival localiza-se de modo coronal à margem gengival (Figura 9.1 A), enquanto o cálculo subgengival é encontrado apical à margem gengival (Figura 9.1 B).

Os cálculos supra- e subgengival têm traços característicos.

Deve ser mencionado que o cálculo abriga continuamente placa bacteriana viável (Zander et al., 1960; Theilade, 1964;

Schroeder, 1969).

A

Aspecto clínico e distribuição

��

O cálculo supragengival pode ser reconhecido como uma massa de consistência moderada, cuja coloração varia de branco-amarelado a amarelo-escuro ou até mesmo marrom

 

10 - Infecções Periodontais

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Capítulo 10

Infecções Periodontais

Mike Curtis

Institute of Dentistry, Barts and The London School of Medicine and Dentistry,

Queen Mary University of London, Londres, Inglaterra

Introdução

��

Nossas superfícies mucosas são colonizadas por comunidades complexas de microrganismos ou microbiotas que são adaptadas especificamente para os diferentes nichos ambientais no corpo humano. Essas microbiotas são compostas por microrganismos diversos e especializados que são característicos do respectivo nicho, por exemplo, a boca e os sistemas digestório, genital e urinário (Figura 10.1). Juntas, as microbiotas em nossas superfícies mucosas e outras localizações anatômicas no corpo compõem o microbioma humano, o qual tem se tornado uma área de intensa investigação nos

últimos anos por causa do reconhecimento de que o equilíbrio entre esses microrganismos e o hospedeiro tem uma participação fundamental em nossa biologia, na manutenção de nossa saúde e no desenvolvimento de doenças.

 

11 - Infecções Peri-implante

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Capítulo 11

Infecções Peri-implante

Lisa Heitz-Mayfield,1 Ricardo P. Teles2 e Niklaus P. Lang3,4

1

Pesquisa Colaborativa Internacional – Oral Health and Equity, School of Anatomy, Physiology and

Human Biology, The University of Western Australia, Crawley, WA, Austrália

2

Department of Periodontology, The Forsyth Institute, Boston, MA, EUA

3

Department of Periodontology, School of Dental Medicine, University of Berne, Berna, Suíça

4

Center of Dental Medicine, University of Zurich, Zurique, Suíça

Introdução

��

Com o aumento da colocação de implantes no mundo todo,

é esperado que o número de pacientes diagnosticados com infecções peri-implante aumente. As infecções peri-implante, ou doenças peri-implante, são definidas tanto como (1) mucosite peri-implante, na qual existem sinais clínicos de inflamação (sangramento à sondagem delicada, 0,25 N) da mucosa peri-implante sem perda de suporte ósseo, quanto como (2) peri-implantite, em que existe também perda de suporte ósseo. No caso de peri-implantite, a profundidade da sondagem é ≥ 5 mm e frequentemente existe supuração

 

12 - Patogênese da Gengivite

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Capítulo 12

Patogênese da Gengivite

Gregory J. Seymour,1 Leonardo Trombelli2 e Tord Berglundh3

1

Faculty of Dentistry, University of Otago, Dunedin, Nova Zelândia

Research Centre for Study of Periodontal and Peri-implant Diseases, University Hospital,

University of Ferrara, Ferrara, Itália

3

Department of Periodontology, Institute of Odontology, The Sahlgrenska Academy at

Gothemburg University, Gotemburgo, Suécia

2

Introdução

��

Os estudos experimentais da década de 1960 sobre a gengivite (Löe et al., 1965) demonstraram que existe uma relação de um para um entre o desenvolvimento da placa dentária e o desenvolvimento da gengivite (Figuras 12.1 e 12.2). Esses estudos, juntamente com outros mais recentes (Trombelli et al., 2004a, 2008), também mostram que existe variação nessa reação, com alguns indivíduos manifestando a doença em maior ou menor grau e em diferentes períodos em comparação com outros indivíduos. Se, por um lado, sabe-se, há muitos anos, que a placa é o agente etiológico, os fatores que contribuem para a suscetibilidade do paciente ainda não foram totalmente compreendidos. Apesar de todos os indivíduos com periodontite já terem apresentado gengivite em algum momento, nem todos os pacientes com gengivite necessariamente evoluem para periodontite. A dificuldade surge na identificação das gengivites que evoluirão.

 

13 - Patogênese da Periodontite

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Capítulo 13

Patogênese da

Periodontite

Gregory J. Seymour,1 Tord Berglundh2 e Leonardo Trombelli3

1

Faculty of Dentistry, University of Otago, Dunedin, Nova Zelândia

Department of Periodontology, The Sahlgrenska Academy at University of Gothemburg, Gotemburgo, Suécia

3

Research Centre for the Study of Periodontal and Peri-implant Diseases, University Hospital,

University of Ferrara, Ferrara, Itália

2

Introdução

��

Um entendimento da etiologia e da patogênese da periodontite é essencial para o planejamento do tratamento. Nesse contexto, é evidente que as bactérias da placa dentária são a causa tanto da gengivite quanto da periodontite. Entretanto, nem todos os indivíduos com gengivite terão periodontite e  nem todos os indivíduos com periodontite perderão os dentes. O desenvolvimento da gengivite pode ser considerado uma resposta imunológica bem-controlada, como descrito no Capítulo 12. Entretanto, em algumas pessoas, em virtude de fatores ambientais, suscetibilidade inata ou ambas, há perda de tecido conjuntivo e ósseo, migração apical do epitélio juncional e desenvolvimento da periodontite.

 

14 - Fatores Modificadores

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Capítulo 14

Fatores

Modificadores

Evanthia Lalla e Panos N. Papapanou

Division of Periodontics, Section of Oral and Diagnostic Sciences,

Columbia University College of Dental Medicine, Nova York, EUA

Introdução

��

Este capítulo discute os fatores que podem modificar a suscetibilidade do hospedeiro para a doença periodontal e o fenótipo clínico da doença, incluindo sua extensão, gravidade, progressão e resposta à terapia. A ênfase será dada sobre os dois principais fatores modificadores, o diabetes melito

(DM) e o tabagismo. Os aspectos relacionados às evidências epidemiológicas para o efeito desses fatores na doença periodontal são revisados no Capítulo 7. Assim, neste capítulo, focaremos nos mecanismos subjacentes, na apresentação clínica dos indivíduos afetados e nas considerações sobre o tratamento. Na Tabela 14.1 é mostrada uma lista dos potenciais modificadores da saúde periodontal. Entre eles, fatores como puberdade, menstruação, gravidez e medicamentos que afetam somente o estado gengival serão discutidos no

 

15 - Suscetibilidade Genética à Doença Periodontal | Novas Percepções e Desafios

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Capítulo 15

Suscetibilidade Genética

à Doença Periodontal |

Novas Percepções e Desafios

Arne S. Schäfer,1 Ubele van der Velden,2 Marja L. Laine2 e Bruno G. Loos2

Department of Periodontology and Synoptic Dentistry, Center of Dento-Maxillo-Facial Medicine,

Charité – Universitätsmedizin, Berlim, Alemanha

2

Department of Periodontology, Academic Center for Dentistry Amsterdam (ACTA),

University of Amsterdam e VU University, Amsterdã, Holanda

1

Introdução

��

A periodontite é uma doença inflamatória crônica dos tecidos de suporte dos dentes. Em indivíduos suscetíveis à doença periodontal destrutiva, há um desequilíbrio entre o sistema imune do hospedeiro e as bactérias orais. Nesses indivíduos, determinados patógenos microbianos conseguem proliferar, levando à indução de reações inflamatórias dos tecidos periodontais. Essas reações inflamatórias destroem lentamente o periodonto. Se não houver tratamento, os dentes perdem seus ligamentos de suporte ao osso alveolar, o qual é reabsorvido, fazendo com que os dentes afetados se soltem de suas fixações e possam ser perdidos.

 

16 - Trauma de Oclusão | Tecidos Periodontais

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Capítulo 16

Trauma de Oclusão |

Tecidos Periodontais

Jan Lindhe1 e Ingvar Ericsson2

Department of Periodontology, Institute of Odontology, The Sahlgrenska Academy at

University of Gothenburg, Gotemburgo, Suécia

2

Department of Prosthodontic Dentistry, Faculty of Odontology, Malmo University, Malmo, Suécia

1

Definição e terminologia

��

Trauma de oclusão é o termo usado para descrever as alterações patológicas ou adaptativas que ocorrem no periodonto em consequência de forças indevidas produzidas pelos músculos da mastigação. É apenas um dos muitos termos empregados para descrever essas alterações no periodonto. Outros termos frequentemente usados são: oclusão traumática, trauma oclusal, oclusão traumatogênica, traumatismo periodontal e sobrecarga. A força oclusal excessiva, além de causar danos aos tecidos periodontais, também pode lesionar, por exemplo, a articulação temporomandibular (ATM), os músculos mastigatórios e a polpa dental. Este capítulo trata exclusivamente dos efeitos do trauma de oclusão nos tecidos periodontais.

 

17 - Trauma de Oclusão | Tecidos Peri-implante

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Capítulo 17

Trauma de Oclusão |

Tecidos Peri-implante

Niklaus P. Lang1,2 e Tord Berglundh3

Department of Periodontology, School of Dental Medicine, University of Berne, Berna, Suíça

2

Center of Dental Medicine, University of Zurich, Zurique, Suíça

3

Department of Periodontology, Institute of Odontology, The Sahlgrenska Academy at University of Gothemburg,

Gotemburgo, Suécia

1

Introdução

��

Os implantes orais endo-ósseos osteointegrados têm sido indicados para servir como ancoragem de aparelhos ortodônticos onde a dentição existente não é suficiente para fornecer a ancoragem (ver Capítulo 59). Vários estudos clínicos

(Turley et al., 1988; Ödman et al., 1988; Haanaes et al., 1991;

Ödman et al., 1994) e experimentais (Wehrbein e Diedrich,

1993; Wehrbein et al., 1996) demonstraram que os implantes osteointegrados conseguem proporcionar ancoragem suficiente e estável para a movimentação dentária durante o tratamento ortodôntico. Com isso, elimina-se a necessidade de observar a terceira lei de Newton, segundo a qual uma força aplicada pode ser dividida em um componente de ação e um de reação, oposto e de igual intensidade.

 

18 - Lesões Inflamatórias Gengivais Não Induzidas por Placa Bacteriana

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Capítulo 18

Lesões Inflamatórias Gengivais

Não Induzidas por Placa

Bacteriana

Palle Holmstrup1 e Mats Jontell2

Department of Periodontology, School of Dentistry, University of Copenhagen, Copenhague, Dinamarca

2

Oral Medicine and Pathology, Institute of Odontology, The Sahlgrenska Academy at

University of Gothenburg, Gotemburgo, Suécia

1

A inflamação gengival, manifestada clinicamente como gengivite, não ocorre sempre pelo acúmulo de placa na superfície dentária, e as reações inflamatórias gengivais não induzidas por placa frequentemente apresentam aspectos clínicos característicos (Holmstrup, 1999). Essas alterações podem ter diversas causas, tais como infecções bacterianas, virais e fúngicas específicas. Lesões gengivais de origem genética são observadas na fibromatose gengival hereditária, e, muitas vezes, os distúrbios mucocutâneos manifestam-se como inflamação gengival. São exemplos típicos de tais alterações o líquen plano, o penfigoide, o pênfigo vulgar e o eritema multiforme. Lesões traumáticas e alérgicas são exemplos de lesões gengivais não induzidas por placa. Dentistas e, especialmente, os periodontistas são os principais profissionais de saúde responsáveis pelo diagnóstico e tratamento dos pacientes acometidos por tais lesões.

 

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