Cirurgia Bucomaxilofacial, 2ª edição

Autor(es): PRADO, Roberto
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Cirurgia Bucomaxilofacial | Diagnóstico e Tratamento, obra conhecida e respeitada em Odontologia, foi totalmente reformulada para incorporar as atualizações na área, além de novos temas consagrados cientificamente. _x000D_
Este clássico, que já vem sendo adotado como base bibliográfica nos cursos de graduação e pós-graduação, além de exames e concursos, oferece agora um conteúdo ampliado e integralmente revisado e atualizado para estudantes, cirurgiões-dentistas e outros profissionais que atuam em cirurgia bucomaxilofacial. _x000D_
Capitaneada pelo Dr. Roberto Prado e pela Dra. Martha Salim, esta segunda edição conta com 22 colaboradores com experiência reconhecida na comunidade acadêmico-científica, que se dedicaram para escrever um relevante conteúdo, que engloba 24 capítulos com textos baseados em evidências e imagens de alta qualidade. Outro diferencial desta edição são os vídeos online, que demonstram, na prática, os procedimentos cirúrgicos descritos na obra._x000D_
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1 - Conceitos de Biossegurança em Cirurgia Bucomaxilofacial

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Conceitos de

Biossegurança em

Cirurgia Bucomaxilofacial

Roberto Prado • Martha Salim • Bianca Bravim

INTRODUÇÃO

Os cirurgiões-dentistas e seus pacientes são expostos diariamente a uma variedade de microrganismos da flora bucal que apresentam potencial para transmissão de doenças infectocontagiosas, tais como viroses, hepatite B, hepatite C, AIDS, herpes, entre outros. Esse contágio na maioria das vezes é provocado por aerossóis vindo principalmente da seringa tríplice e da caneta de alta rotação, que contêm um número exagerado de microrganismos do biofilme da cavidade oral.

O emprego de medidas de controle da infecção – como equipamentos de proteção individual (EPI), esterilização do instrumental, desinfecção do equipamento e do ambiente, antissepsia da cavidade oral do paciente e outras medidas – pode prevenir e impedir a transmissão desses microrganismos patógenos durante nossos procedimentos.

Foram feitas uma revisão da literatura e uma análise crítica dos diversos manuais e trabalhos existentes, inclusive das sugestões propostas pela Secretaria de Estado de Saúde e da Fiscalização Sanitária do Rio de Janeiro.

 

2 - Avaliação Pré e Pós-Operatória

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Avaliação Pré e

Pós-Operatória

Cecília Pereira-Stabile

INTRODUÇÃO

A Odontologia tem apresentado significativos avanços técnicos e científicos, proporcionando ao profissional atuação com excelência em diferentes especialidades.

Na cirurgia bucomaxilofacial, materiais e técnicas inovadores são divulgados constantemente nos periódicos científicos e logo chegam também ao mercado. Porém, qualquer técnica cirúrgica, mesmo a mais precisa e moderna, pode resultar em complicações se executada sem o completo conhecimento do paciente a ser tratado, do ponto de vista local e, como veremos neste capítulo, do ponto de vista sistêmico. As complicações advindas de falhas nas fases pré-operatória e pós-operatória precoce podem resultar em graves consequências para pacientes e profissionais.

Gregori e Campos (2004) afirmam que a avaliação pré-operatória tem como objetivo determinar a necessidade e a oportunidade do tratamento cirúrgico. A necessidade é a indicação precisa da cirurgia e a confirmação de que outras modalidades de tratamento menos invasivas não são as mais indicadas ou já foram tentadas sem sucesso; a oportunidade é, uma vez determinada a necessidade cirúrgica, saber se é oportuno que seja realizada no momento, ou seja, se o paciente está apto do ponto de vista sistêmico a receber o procedimento indicado ou se necessita de tratamento médico para controle de condições sistêmicas previamente à cirurgia. Conhecer a situação sistêmica do paciente é de grande importância para o tratamento cirúrgico bucal, uma vez que diversas doenças podem indicar alteração do plano de tratamento. Sabe-se que, com o aumento da expectativa de vida, mais idosos vêm sendo atendidos, resultando na mudança de perfil dos pacientes e no crescimento significativo na prevalência de doenças crônicas.

 

3 - Diagnóstico por Imagem

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Diagnóstico por Imagem

Murillo Torres • Rafael Pereira de Mendonça

INTRODUÇÃO

Em qualquer procedimento cirúrgico, seja uma simples exodontia, executada pelo clínico geral, ou cirurgias maiores que exijam a participação de especialistas na

área de cirurgia bucomaxilofacial, a prescrição de imagens para o planejamento do ato cirúrgico é indispensável. Nesta nova edição, podemos destacar a tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC), que tem sido considerada o maior avanço na radiologia odontológica desde a radiografia panorâmica. Destaca-se também a tecnologia de imagem digital, que foi definitivamente incorporada aos aparelhos radiográficos. Surgiram novas ferramentas atreladas ao desenvolvimento de softwares, e estas ferramentas têm auxiliado diretamente nas análises, nos planejamentos virtuais e, até mesmo, na confecção de guias cirúrgicos, como será tratado em outro capítulo. Outras técnicas como a tomografia computadorizada convencional (TC), a ultrassonografia (US), a medicina nuclear (MN) e, especialmente, a ressonância magnética (RM) também têm sido utilizadas na prática odontológica e, há algum tempo, devido à natureza diversa destes exames, a palavra imaginologia tem sido proposta em substituição ao termo radiologia, para nomear a especialidade. Nesse complexo leque de opções, procuramos manter o objetivo de esclarecer de maneira prática o que o cirurgião de cabeça e pescoço necessita conhecer, para que se evitem prescrições incorretas que possam prejudicar ou atrasar a solução dos casos.

 

4 - Princípios de Anestesia Local na Prática Cirúrgica

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Princípios de Anestesia

Local na Prática Cirúrgica

Roberto Prado • Martha Salim

INTRODUÇÃO

A anestesia local obtida mediante agentes químicos é atualmente o método mais seguro e eficaz utilizado para controle da dor em Odontologia.

Os primeiros registros de controle da dor foram descritos por Hipócrates (450 a.C.) que empregava vapores de ervas (banguê) e obtinha a narcose de seus pacientes.

Esculápio (1200 a.C.) usava uma mistura de substâncias

(nepenthe) que, dentre outras, continha ópio.

Em 1840, Horace Wells descobriu e aplicou vapores de gases, meio pelo qual as cirurgias poderiam ser realizadas sem dor.

Nos últimos 200 anos, um grande número de substâncias foi utilizado em anestesiologia, como éter, clorofórmio, ciclopropano etc., e estas gradualmente foram substituídas por outras, de melhor desempenho.

Em 1884, Carl Koller usou cocaína como anestésico local. A palavra anestesia significa an = sem e aisthetos = sensação, e foi criada por Oliver W. Holmes (1846) com o sentido de perda da sensibilidade.

 

5 - Anatomia Aplicada a Cirurgia

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Anatomia Aplicada a Cirurgia

Roberto Prado • Bianca Bravim • Martha Salim

INTRODUÇÃO

O conhecimento da anatomia da cabeça e do pescoço tem importância fundamental no estudo da Odontologia uma vez que, durante nossa atuação, utilizamos a anatomia o tempo todo, seja durante uma análise dentária, uma técnica anestésica e, principalmente, durante nossos procedimentos cirúrgicos. Ao longo dos capítulos da obra sempre será mostrada e mencionada a anatomia da cabeça e do pescoço, mas nosso objetivo não é a abordagem completa desse assunto, pois, para isso, o tema merece um livro próprio. Neste capítulo discutiremos a anatomia arterial e venosa, bem como a inervação da maxila e da mandíbula.

Qual a aplicabilidade da anatomia na Odontologia?

• No diagnóstico de patologias

• Na anestesiologia

• No tratamento de patologias articulares

• Durante tratamentos cirúrgicos

• Durante tratamento clínico-odontológico.

ANATOMIA ARTERIAL

 

6 - Técnica Cirúrgica e Instrumentais em Cirurgia Oral

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Técnica Cirúrgica e Instrumentais em Cirurgia Oral

Martha Salim • Roberto Prado

INTRODUÇÃO

Todo procedimento cirúrgico constitui-se em uma combinação de procedimentos técnicos executados de forma precisa e com instrumentais apropriados. Estes procedimentos são denominados como manobras cirúrgicas fundamentais, sendo classificados em diérese, exérese, hemostasia e síntese. Torna-se importante o conhecimento desses princípios para realização de adequada técnica cirúrgica.

O propósito deste capítulo é apresentar as técnicas e os instrumentos que são normalmente necessários para estes procedimentos básicos em cirurgia oral.

DIÉRESE

As manobras de diérese visam romper ou interromper a integridade tecidual, penetrando no interior dos tecidos e alcançando áreas anatômicas de interesse do cirurgião.

As manobras de diérese podem ser classificadas em incisão e divulsão.

Incisão

Muitos procedimentos cirúrgicos necessitam de incisões que podem ser realizadas sobre a mucosa ou a pele. A técnica de incisão deve obedecer a requisitos e exige do cirurgião conhecimento e manipulação correta dos instrumentos. As incisões são mais comumente realizadas com bisturis, podendo também ser realizadas com tesouras cirúrgicas.

 

7 - Extração de Dentes Irrompidos

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Extração de

Dentes Irrompidos

Martha Salim • Roberto Prado

INTRODUÇÃO

A exodontia é a intervenção cirúrgica mais antiga da

Odontologia e ainda hoje é o procedimento cirúrgico mais corriqueiro dentre os diversos tipos de modalidade cirúrgica existentes. Sua prática requer exato conhecimento de anatomia topográfica e descritiva, conhecimento das técnicas anestésicas, realização de anamnese, preparo e planejamento pré-operatório adequados, conhecimento e controle do período pós-operatório, além dos princípios cirúrgicos fundamentais. A exodontia torna-se um procedimento que incorpora, além da técnica cirúrgica, princípios de física e mecânica para sua realização, sendo necessário planejamento que abranja conhecimento científico e detalhado estudo e planejamento dos casos para escolha da técnica adequada, minimizando traumatismos durante a cirurgia e evitando possíveis complicações.

Algumas exodontias apresentam, sob o ponto de vista técnico, maior dificuldade que a de outros elementos dentais. Alguns fatores podem ser considerados predisponentes a procedimentos cirúrgicos mais difíceis: posição e acessibilidade; dentes multirradiculares; grau de divergência das raízes; curvatura das raízes; dimensão do alvéolo; condensações patológicas das paredes alveolares; alterações patológicas da raiz; dentes submetidos a terapêuticas endodônticas apresentando paredes friáveis; dentes muito destruídos.

 

8 - Cirurgia para Extração e Aproveitamento de Dentes Inclusos

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Cirurgia para Extração e Aproveitamento de

Dentes Inclusos

Roberto Prado • Martha Salim • Liliane Scheidegger Zanetti •

Eduardo Luiz Ferreira Pinto

INTRODUÇÃO

Dentes inclusos podem ser definidos como dentes que não erupcionaram, não atingindo assim sua posição na arcada no tempo esperado.

São encontrados outros termos na literatura odontológica mundial como sinônimos da palavra incluso, como impactado (de impacted), retido (de retenido e retierte zähne), além do termo encravado. Geralmente se utiliza a palavra inclusão para significar a retenção parcial ou total de um dente.

A explicação mais lógica para a inclusão dos dentes, na maioria dos casos, é a falta de espaço nos maxilares, e está diretamente ligada ao desenvolvimento dos dentes e dos arcos dentários. A falta de espaço para a erupção de um dente pode ser explicada pela redução gradual evolutiva do tamanho dos maxilares, e pela substituição da alimentação rudimentar por uma dieta mais macia. Além da evolução da inteligência humana em proporção direta, que promoveu o aumento da caixa craniana, a diminuição do volume e da extensão dos músculos da mastigação, com diminuição da projeção facial pela redução dos ossos maxilares, não foi acompanhada pela diminuição do tamanho dos dentes.

 

9 - Complicações em Exodontias

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Complicações em Exodontias

Ramon Gavassoni • Roberto Prado • Martha Salim

INTRODUÇÃO

Este capítulo tem por objetivo descrever as complicações ou alguns acidentes mais frequentes que podem ocorrer durante e após a realização das exodontias.

Costumamos dizer que todo profissional erra, porém melhor será o profissional quanto menos erros tiver e souber corrigi-los.

O melhor caminho é a prevenção das complicações, o que requer do cirurgião cuidadoso plano de tratamento e minuciosa avaliação pré-operatória.

PRINCIPAIS CUIDADOS

PREVENTIVOS

• Só realizar cirurgias para as quais o profissional este•

ja devidamente habilitado e familiarizado

Fazer uma avaliação pré-operatória rigorosa

Ter um plano de tratamento detalhado e seguir à risca o planejamento

Sempre que necessário, trabalhar com equipe multiprofissional

Ter no campo operatório instrumentos/equipamentos que o planejamento requeira

 

10 - Traumatismo Alveolodentário

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Traumatismo

Alveolodentário

Antônio Renato Lenzi

INTRODUÇÃO

Não é recente a preocupação com os processos histopatológicos que se seguem ao traumatismo dentário (TD).

É permanente a busca por manobras clinicocirúrgicas que minimizem os danos e previnam as sequelas sofridas pelos pacientes portadores de TD.

O prognóstico dos dentes que sofrem TD é dependente de múltiplos fatores. Atualmente sabemos da enorme importância do primeiro atendimento na terapêutica dos dentes traumatizados. Quando realizado no tempo apropriado e de maneira correta, a abordagem inicial torna possível limitar os danos sofridos, bem como diminuir o surgimento de sequelas.

Vários são os pontos a serem observados na abordagem inicial: o diagnóstico preciso, o tempo decorrido do trauma até o atendimento, as condições em que se encontram os tecidos de suporte, os elementos adjacentes, a medicação sistêmica, a fase de maturidade radicular do elemento traumatizado, as manobras de redução e a aplicação da imobilização quando necessárias e as orientações com relação à higienização e à alimentação.

 

11 - Cirurgia Pré-Protética

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Cirurgia Pré-Protética

Daniela Nascimento Silva • Rossiene Motta Bertollo

INTRODUÇÃO

A cirurgia pré-protética vem passando por várias mudanças ao longo dos anos, principalmente devido às novas tecnologias associadas ao processo de recuperação do sistema estomatognático. Apesar dos avanços obtidos na área de prevenção e de cuidado dental no último século, o Brasil ainda apresenta elevado número de indivíduos com edentulismo parcial ou total e necessidade de confecção de próteses dentárias em larga escala.

Uma parcela significativa dos pacientes submetidos

à cirurgia pré-protética é idosa, sendo mais prevalente em pacientes acima de 40 anos de idade, predominantemente nas 5a e 6a décadas de vida, pois as perdas dentárias acometem particularmente a população idosa, em decorrência de fatores como má higiene oral, agravados por patologias como diabetes, doença periodontal e cárie. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2010 no Brasil, 63,1% dos indivíduos com idade entre 65 e

 

12 - Conceitos Básicos de Implantodontia e Princípios de Reconstruções Ósseas

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Conceitos Básicos de Implantodontia e Princípios de

Reconstruções Ósseas

Maurício Albuquerque • Alexander Höhn

CONCEITOS BÁSICOS DE IMPLANTODONTIA

Implantes osseointegráveis

Há mais de 40 anos a implantodontia é considerada um método previsível de reabilitação oral. Em 1982, na Conferência de Toronto, foram apresentados os resultados das pesquisas suecas sobre a interface osso-implante, denominada osseointegração. A equipe, liderada por PerIngvar Brånemark, comunicou o sucesso de 91% dos implantes realizados em mandíbula durante um período de 15 anos, observando que foram instalados de forma atraumática e com carga ativada somente após o período de osseointegração – média de 3 meses em região de mandíbula, e de 6 meses na maxila.

Por intermédio dos implantes dentários podemos reabilitar desde casos unitários a edentulismo total, devolvendo ao paciente não só a função, mas também a estética. Particularmente, em casos de edentulismo total, é importante ressaltar a segurança e a satisfação que o paciente passa a ter com a prótese retida sobre implantes, recuperando a sua capacidade mastigatória e, em alguns casos, a sua vida social.

 

13 - Infecções Odontogênicas

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Infecções

Odontogênicas

Martha Salim • Roberto Prado

INTRODUÇÃO

As infecções odontogênicas são a fonte mais comum de infecções na cabeça e no pescoço entre adultos e podem variar de infecções bem localizadas e de baixa intensidade a infecções graves que se disseminam pelos espaços fasciais, atingindo áreas distantes do foco original. Elas podem se apresentar clinicamente como uma doença localizada e de baixa intensidade e de simples tratamento, até infecções graves, generalizadas e que causem risco à vida do paciente. Cáries, doenças periodontais e pulpites são infecções iniciais que podem se disseminar além do local de origem em direção aos tecidos alveolares e para tecidos profundos da face, da cavidade oral, da cabeça e do pescoço.

Sendo assim, torna-se importante o conhecimento das características clínicas das infecções odontogênicas e dos fatores sistêmicos do paciente para que, então, se possa evitar que quadros simples se tornem mais graves.

 

14 - Complicações Bucossinusais

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14

Complicações

Bucossinusais

Martha Salim • Roberto Prado

Os seios maxilares são espaços aéreos que ocupam o osso maxilar bilateralmente. O seio maxilar desenvolvese embriologicamente da invaginação da mucosa que cresce lateralmente a partir do meato médio da cavidade nasal em direção ao futuro osso maxilar.

Durante o nascimento, o seio maxilar apresenta-se com aproximadamente 1 cm em seu maior diâmetro e, com o desenvolvimento, expande-se em direção anterior e inferior, acompanhando o ritmo de crescimento da maxila. Com a expansão, o soalho do seio maxilar torna-se no mesmo nível do soalho da cavidade nasal. Em geral o crescimento do seio maxilar cessa com a erupção dos dentes permanentes, podendo ocorrer pneumatização (expansão do seio maxilar) em direção ao rebordo alveolar após extrações de dentes posteriores. Acreditase que a força de circulação contínua de ar seja o principal responsável pela expansão do seio maxilar em direção às áreas maxilares desdentadas (Figura 14.1).

 

15 - Princípios de Diagnóstico Diferencial e Biopsia

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Princípios de Diagnóstico

Diferencial e Biopsia

Martha Salim • Roberto Prado • Danielle Camisasca

INTRODUÇÃO

Alterações da normalidade e lesões patológicas podem ocorrer nos tecidos da cavidade bucal, sendo necessário que todo cirurgião-dentista seja capaz de conduzi-las a um diagnóstico clínico e, se necessário, encaminhar para tratamento. O conhecimento de patologia oral e os princípios de diagnóstico diferencial são requisitos essenciais para qualquer profissional de Odontologia.

O exame clínico do paciente tem como finalidade não apenas a constatação de sinais e sintomas, mas principalmente sua interpretação, conhecida como propedêutica. Tais procedimentos exigem uma soma de conhecimentos que devem conduzir ao diagnóstico definitivo e ao planejamento terapêutico.

ANAMNESE

A realização da anamnese é de fundamental importância para o estabelecimento do diagnóstico diferencial.

Estima-se que 50% das doenças em medicina possam ser diagnosticadas corretamente pela realização detalhada desta etapa da história clínica. Entretanto, a anamnese não é apenas um processo de coleta de dados, mas a primeira etapa da comunicação entre o paciente e o examinador, importante para estabelecer um vínculo entre eles.

 

16 - Hiperplasias Reacionais Inflamatórias

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Hiperplasias Reacionais

Inflamatórias

Renato Kobler Sampaio • Renata Lopes Sampaio • Roberto Prado

INTRODUÇÃO

No princípio do século 19 foram iniciadas várias investigações científicas que culminaram na descoberta da

“Teoria Celular”, segundo a qual todos os seres vivos são compostos por células. Ao longo do século  20, foram realizados muitos progressos na compreensão das transformações físico-químicas em nível celular.

Descobriu-se que o ambiente em que vivem os organismos vivos varia a cada instante e algumas dessas variações representam estímulos que irão desencadear respostas adaptativas nas células. É de fundamental importância a compreensão dos mecanismos básicos utilizados pelas células e pelos tecidos para se adaptarem

às variações ambientais, sujeitas a constantes alterações, tanto de processos fisiológicos normais como de alterações ambientais diversas, inclusive os efeitos decorrentes de tratamento medicamentoso.

Se as células fossem sistemas estáticos, tais alterações afetariam profundamente o funcionamento celular, podendo resultar em dano e morte celular.

 

17 - Cirurgia dos Tumores Odontogênicos

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Cirurgia dos Tumores

Odontogênicos

Renato Kobler Sampaio • Roberto Prado • Martha Salim • Mário José Romañach

INTRODUÇÃO

Os tumores odontogênicos são lesões que ocorrem exclusivamente na maxila e na mandíbula, em geral como neoplasias benignas assintomáticas e de crescimento lento, que podem ser localmente expansivas, necessitando diferentes tipos de tratamento cirúrgico.

A primeira tentativa de classificação dos tumores odontogênicos foi atribuída a Broca, em 1866, que denominou de “odontoma” todos os tumores odontogênicos conhecidos naquela época. Somente após 80 anos, Thoma e Goldman formularam uma classificação que é considerada a base de todas as demais classificações que a sucederam, e que foi fundamentada na origem embrionária da lesão. Os tumores odontogênicos foram classificados em epiteliais, mesenquimais e mistos, ficando o termo

“odontoma” restrito apenas às lesões que mostravam formação de esmalte, dentina e cemento. Em 1970, Pindborg subdividiu os tumores de origem epitelial de acordo com sua capacidade indutiva ou não no tecido mesenquimal.

 

18 - Cirurgia dos Cistos Odontogênicos e Não Odontogênicos

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Cirurgia dos Cistos

Odontogênicos e Não

Odontogênicos

Renato Kobler Sampaio • Roberto Prado • Martha Salim •

Danielle Castex Conde

INTRODUÇÃO

A palavra cisto se origina do grego kystis que significa

“bexiga”. A denominação “quisto” também é utilizada, porém não está de acordo com a origem grega da palavra.

A definição de cisto varia. Os dicionários comuns costumam definir cisto como um saco cujo conteúdo é gasoso, líquido ou semissólido. Já nos livros de texto de patologia, cisto é definido como uma cavidade patológica revestida por epitélio, cujo conteúdo é líquido ou semissólido (Figuras 18.1 a 18.3).

Considerando este conceito, o cisto é uma lesão que difere das neoplasias, merecendo uma classificação separada.

Quando é formulada a classificação de um grupo de lesões, podem-se adotar vários critérios que possibilitem agrupá-las.

As classificações podem ser feitas considerando-se a etiopatogenia, o aspecto clínico, o aspecto radiológico

 

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