Fundamentos de Agronegócios, 5ª edição

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Primeiro livro dedicado totalmente à disciplina que leva o mesmo nome, Fundamentos de Agronegócios chega à 5ª edição reformulado e atualizado, expondo conceitos básicos e os princípios gerais e fundamentais para o entendimento do agronegócio._x000D_
Com foco em temas atuais e de interesse para o setor, o livro aborda os sistemas agroindustriais como um todo, desde as características de sua produção até o suporte específico a áreas como marketing, logística e custo, entre outras._x000D_
Fundamentos de Agronegócios é uma leitura indicada não só para estudantes universitários, mas também recomendada a empresários, técnicos e outros profissionais que atuam ou desejam atuar em segmentos de agronegócios._x000D_
Livro-texto para as disciplinas Fundamentos de Agronegócios, Gestão em Agronegócios, Administração Rural, Gestão Agroindustrial, Economia Agroindustrial, Fundamentos de Administração e Agronegócio Brasileiro dos cursos de Agronegócios, Agronomia, Zootecnia, Fitotecnia, Medicina Veterinária, Administração Rural e outros das Ciências Agrárias._x000D_

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1 - Agronegócios: Conceitos e Dimensões

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Agronegócios:

Conceitos e

Dimensões

1.1 Agricultura e agronegócios

No início das civilizações, os homens viviam em bandos, nômades de acordo com a disponibilidade de alimentos que a natureza espontaneamente lhes oferecia.

Dependiam da coleta de alimentos silvestres, da caça e da pesca. Não havia cultivos, criações domésticas, armazenagem e tampouco trocas de mercadorias entre bandos. Assim, passavam por períodos de fartura ou de carestia. Em cada local em que um bando se instalava, a coleta, a caça e a pesca, fáceis no início, ficavam cada vez mais difíceis e distantes, até um momento em que as dificuldades para a obtenção de alimentos se tornavam tão grandes que os obrigavam a mudar sempre de lugar, sem fixação de longo prazo.

A população humana era mínima, por exemplo, em torno de 4 milhões de pessoas há 12.000 anos, comparada à população atual de aproximadamente 7,532 bilhões.1 Aquelas pessoas tinham espaço à vontade e aspirações rudimentares.

 

2 - Segmentos dos sistemas agroindustriais

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Segmentos dos sistemas agroindustriais

A concepção de sistemas agroindustriais ou de cadeias produtivas, ou de cadeias de valor, visualiza o agronegócio de forma integrada e inter-relacionada entre os diversos agentes que o compõem, bem como as atividades efetuadas entre si.

Mesmo sabendo-os inteiramente interligados, os segmentos “antes da porteira”, “dentro da porteira” e “após a porteira” serão apresentados, a seguir, separadamente, com o objetivo didático de melhor compreendê-los.

2.1 Segmentos antes da porteira

2.1.1 Insumos agropecuários

Aqui serão apresentados os insumos principais, necessários à produção agropecuária em geral, tais como: máquinas, implementos, equipamentos e complementos, água, energia, corretivos de solos, fertilizantes, agroquímicos, compostos orgânicos, materiais genéticos, hormônios, inoculantes, rações, sais minerais e produtos veterinários.

Também será feita uma abordagem das inter-relações principais dos fabricantes e distribuidores de insumos com os produtores agropecuários.

 

3 - Verticalizações e Integrações Agroindustriais

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Verticalizações e Integrações

Agroindustriais

As verticalizações em agronegócios, de forma mais ampla, significam o conjunto de atividades de produção e agroindustrialização de produtos agropecuários, e podem estender-se às primeiras etapas da comercialização dos produtos já industrializados. Mais estritamente, quando esse sistema de produção agroindustrial é efetuado em um único estabelecimento, ou por uma só empresa, que efetua as etapas de produção, agroindustrialização e venda de determinado produto agrícola e/ou pecuário ou de um conjunto de produtos, dá-se-lhe a denominação de integração vertical. Por exemplo, uma granja de rebanho leiteiro pratica uma integração vertical de sua atividade produzindo leite e transformando-o, no estabelecimento próprio, em produtos lácteos, como queijos, iogurtes, doces e outros derivados.

A integração vertical, portanto, difere da integração horizontal. Naquela, além da produção agrícola ou pecuária, há a etapa de agroindustrialização. Na integração horizontal não há necessariamente a agroindustrialização, referindo-se somente a arranjos produtivos entre atividades agropecuárias, de modo que cada uma delas auxilie e possa, ou não, ser auxiliada por outra. Por exemplo, em um só estabelecimento rural são conduzidas as atividades de produção de milho, suínos, bovinos e cana-de-açúcar. Essas atividades podem integrar-se de diferentes maneiras, de modo que uma colabore com a outra. O milho é componente de ração para suínos e bovinos, enquanto a cana-de-açúcar pode ser usada integralmente como parte da alimentação dos bovinos ou industrializada com aproveitamento dos resíduos também para alimentação dos bovinos ou para adubação do próprio canavial ou da lavoura de milho. Já os resíduos dos galpões de suínos também podem ser usados como parte da alimentação dos bovinos e, mais, esses resíduos e os dos estábulos bovinos podem ser usados nas lavouras de milho, de cana-de-açúcar ou de outra cultura agrícola e até mesmo de piscicultura.

 

4 - Agregação de Valores e Margem de Comercialização no Agronegócio

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Agregação de

Valores e Margem de

Comercialização no

Agronegócio

A agregação de valor significa a elevação de preços de um produto em decorrência de alguma alteração em sua forma ou sua apresentação, tanto do produto in natura como agroindustrializado, dentro de cada nível da produção, da agroindustrialização e da comercialização.

Para melhor entendimento, toma-se uma fruta qualquer, por exemplo, mamão.

De que formas se pode agregar-lhe valor sem nenhum tipo de transformação?

Pode-se, entre outras alternativas: (a) efetuar a classificação por tamanho, por estágio de maturação ou por variedade; (b) efetuar tratamento térmico e/ou químico para eliminar pragas e doenças e permitir maior prazo para comercialização e busca de mercados mais exigentes; (c) usar embalagem individual para cada fruto, tornando-o visualmente mais atrativo e diminuindo as perdas por choques físicos e por atritos etc.

Outra forma de agregação de valores é a agroindustrialização, como, por exemplo, ainda com o mamão: polpa, doces diversos, cubos, papaína, desidratados etc. Ou, então, tomando-se qualquer um desses produtos e dando-lhe uma apresentação especial, com embalagens atrativas ao consumidor e em quantidades mais adequadas ao consumo familiar ou individual.

 

5 - Coordenação das Cadeias Produtivas

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Coordenação das Cadeias

Produtivas

A coordenação de uma cadeia produtiva, também denominada de estrutura de governança, refere-se à estrutura dominante dentro dessa cadeia, que orienta e interfere em todo o processo produtivo e comercial, de forma mais ou menos frágil ou, intensamente, determinando até o modo de produção e de comercialização dos produtos.

Na abordagem conceitual de “sistemas agroindustriais” (Capítulo 1, Figura 1.1), foram mostradas as principais estruturas de coordenação de uma cadeia produtiva, como: mercados, mercados futuros, agências e programas governamentais, agências de estatística, cooperativas, integrações, tecnologia, joint ventures, firmas individuais, tradings.

5.1 Mercados

O conceito de mercado aqui é visto em sua forma ampla, como: “toda a instituição social na qual bens e serviços, assim como os fatores produtivos, são trocados livremente”

(TROSTER e MOCHÓN, 1994).

Não se trata, portanto, somente de um espaço físico, mas ocorre sempre que compradores e vendedores de um bem ou serviço entram em contato para comercializá-lo.

 

6 - Marketing em Agronegócios

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Marketing em

Agronegócios

Entendidos os campos de ação em agronegócios, é interessante compreender também o sentido de “marketing” e verificar de que formas aplicá-lo nesses campos.

O conceito mais tradicional, de acordo com a American Marketing Association (AMA) em 1960, entende marketing como: “o desempenho das atividades empresariais que dirigem o fluxo de mercadorias e serviços do produtor para o consumidor final” (COBRA, 1997).

Essa concepção é incompleta sobretudo porque parte da ideia de fluxo no sentido da produção de bens ou serviços para o consumidor.

Existem várias outras definições (MEGIDO e XAVIER, 1998 e COBRA,

1997), as quais acabam querendo dizer mais ou menos as mesmas coisas, mas de certa forma ainda incompletas, tais como:

é o conjunto de todas as ações da empresa voltadas para atender aos anseios dos consumidores, de modo lucrativo;

�� é a forma como a organização encara o mundo externo;

�� é atender às necessidades do cliente, com lucro.

 

7 - A Competência do Agronegócio Brasileiro

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A Competência do Agronegócio

Brasileiro

A distribuição relativa de valores dos três segmentos do agronegócio no Brasil acompanha, a certa distância, a distribuição deles em âmbito mundial (Tabela 7.1).

Tabela 7.1  Participação relativa dos segmentos do agronegócio mundial e no Brasil, 1950 a 2015.

Segmentos do

Agronegócio

Mundial (%)

Brasil (%)

1950 2000* 1959

1975

1985

1995

2000

2005

2010

2015

Antes da porteira

18

13

4,7

8,7

9

9, 9

9,9

11

11,1

11,9

Dentro da porteira

32

15

42,1

33,6

27,4

30,8

23,8

24

27,2

29,9

Depois da porteira

50

72

52,8

57,8

63,6

59,3

66,3

65

61,8

58,2

Fontes: Mundial – Ray Goldberg, apud MACHADO FILHO, C. A. P. et al.

(*) Estimativa para 2000.

Brasil – 1959 a 1995: MONTOYA e FINAMORE.

 

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