Psicologia

Autor(es): David Myers
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O estudo da Psicologia permite ao leitor expandir a mente e desenvolver a percepção do outro, a consciência sobre si mesmo e aguçar a sensibilidade, de modo a melhorar a compreensão da mentalidade humana. Partindo dessa concepção, o objetivo maior deste livro é proporcionar uma introdução ao estado da arte da ciência psicológica, favorecendo os estudantes em sua formação na área.

O conhecimento acadêmico é comunicado em narrativas ágeis e descrições vívidas, baseadas em casos e situações reais. Os autores pretendem contar a história da Psicologia de uma maneira calorosa e pessoal, sem perder o rigor científico. Pretendem também permitir a reflexão sobre as relações entre a Psicologia e outras áreas, tais como a literatura, a filosofia, os esportes, a religião, a política e a cultura popular.Esta décima primeira edição de Psicologia consolida o propósito dos autores de fazer convergir uma perspectiva humana mais ampla. A chegada do coautor Nathan DeWallcolabora com esse propósito de renovação do conteúdo, trazendo uma nova abordagem, atualizada e mais próxima do leitor, com a apresentação de mais de 1200 citações de pesquisas recentes realizadas em diferentes países e culturas. Em cada capítulo, há exercícios para ajudar a melhorar a relação entre teoria e prática. Outra tônica está na preocupação em auxiliar os estudantes a adquirir e reter o conhecimento, mediante a apresentação de um texto, após o Prefácio, que os orienta na árdua tarefa de otimizar o tempo de estudo.

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18 capítulos

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Capítulo 1 Pensando Criticamente com a Ciência Psicológica

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CAPÍTULO

1

Pe n s a n d o C r i t i c a m e n t e com a Ciência Psicológica

N

a esperança de satisfazer a curiosidade sobre o ser humano em geral e de

remediar os próprios infortúnios, milhões de pessoas recorrem à “psicologia”. Essa multidão ouve programas de aconselhamento no rádio, lê artigos sobre poderes me­ diúnicos, participa de seminários que ensinam a parar de fumar por meio da hipnose e mergulha em sites e livros de autoajuda em busca do significado dos sonhos, do caminho para o

êxtase amoroso e de como alcançar a felicidade pessoal.

Outros, intrigados com afirmações sobre verdades psicológicas, questionam: Como será – e o quanto será – que o cuidado dos pais molda a personalidade e competências dos filhos? Será que os primogênitos são mais decididos? Será que os sonhos têm algum significado? Será que a psicoterapia cura?

Diante desses questionamentos, como podemos separar opiniões sem fundamento de conclu­ sões criteriosas? Como usar a psicologia da melhor forma para entender por que as pessoas pensam, sentem e agem do modo como o fazem?

 

Capítulo 2 A Biologia da Mente

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CAPÍTULO

2

A Biologia

da

Mente

N

o ano 2000, um professor do estado norte-americano da Virgínia começou a

colecionar revistas eróticas, a visitar sites de pornografia infantil na internet e começou sutilmente a abusar sexualmente de sua jovem enteada. Sua esposa chamou a polícia e ele foi preso e, mais tarde, condenado por abuso infantil. Mesmo tendo passado por um programa de reabilitação para dependentes, ele continuava se sentindo dominado por seus impulsos sexuais. Na véspera de sua condenação à prisão, ele deu entrada em um serviço de emergência médica queixando-se de dores de cabeça e ideações suicidas. Os impulsos incontroláveis tampouco o deixavam em paz, levando-o a fazer propostas de cunho sexual para as enfermeiras.

Uma tomografia localizou o problema – na sua biologia cerebral. Atrás de sua têmpora direita havia um tumor do tamanho de um ovo. Depois que esse tumor foi cirurgicamente removido, seus impulsos lascivos desapareceram, e ele voltou a viver com sua esposa e a enteada. Infelizmente, um ano mais tarde, o tumor retornou parcialmente, acompanhado dos ímpetos sexuais. A segunda remoção cirúrgica mais uma vez diminuiu os impulsos sexuais (Burns & Swerdlow, 2003).

 

Capítulo 3 A Consciência e a Mente de Duas Vias (Two-Track Mind)

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CAPÍTULO

3

A C o n s c i ê n c i a e a M e n t e d e D u a s Vi a s

(Two -Tra c k M i n d )

A

consciência pode ser uma coisa engraçada. Ela nos proporciona expe-

riências estranhas, como quando adormecemos ou despertamos de um sonho, e às vezes nos faz perguntar quem de fato está no controle. Depois de me [DM] pôr sob influência do óxido nitroso, meu dentista me manda virar a cabeça para a esquerda.

Minha mente consciente resiste: “De jeito nenhum”, penso comigo mesmo. “Você não manda em mim!” Em seguida, como um robô, a cabeça ignora minha consciência e se dobra docilmente ao controle do dentista.

Nos meus jogos de basquete vespertinos com os amigos, às vezes sinto uma ligeira irritação quando meu corpo passa a bola ao mesmo tempo em que minha consciência diz: “Não, seu burro!

Sarah vai interceptar!” Infelizmente, o corpo completa o passe sozinho. Em outras ocasiões, como observou o psicólogo Daniel Wegner (2002) em The Illusion of Conscious Will (“A Ilusão da Vontade Consciente”), as pessoas acham que a consciência controla seus atos, quando não é assim.

 

Capítulo 4 Natureza, Cultura e Diversidade Humana

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CAPÍTULO

N a t u re za , C u l t u ra

4 e

D i ve r s i d a d e H u m a n a

O

que faz você ser quem você é? Sob vários aspectos importantes, cada um de nós é único. Temos aparências diferentes. Falamos de maneira diferente. Nossas personalidades são variáveis, assim como nossos interesses e histórias familiares e culturais.

Também somos as folhas de uma mesma árvore. Nossa família humana não compartilha apenas um legado biológico – todos sangramos devido a um corte – mas também compartilhamos tendências comuns de comportamento. A arquitetura compartilhada de nossos cérebros nos predispõe a sentir o mundo, desenvolver a linguagem e sentir fome através de mecanismos idênticos. Quer moremos no Ártico ou nos trópicos, preferimos os sabores doces aos amargos. Dividimos o espectro das cores em tons semelhantes. E nos sentimos atraídos por comportamentos que produzem e protegem nossos descendentes.

Nosso parentesco aparece igualmente nos nossos comportamentos sociais. Quer nossos sobrenomes sejam Wong, Nkomo, Smith ou Gonzales, começamos a temer estranhos em torno dos oito anos, e, quando adultos, preferimos a companhia daqueles cujos atributos e atitudes sejam similares aos nossos. Mesmo vindos de diferentes partes do globo, sabemos como ler os sorrisos e o franzir de sobrancelhas uns dos outros. Como membros da mesma espécie, nós nos agregamos, nos adaptamos, retribuímos favores, punimos delitos, organizamos hierarquias sociais e lamentamos a morte de uma criança. Um visitante extraterrestre pode pousar em qualquer lugar do planeta, e encontrará humanos dançando e festejando, cantando e venerando, praticando esportes e jogos, rindo e chorando, vivendo em família e formando grupos. Juntos, tais comportamentos universais revelam nossa natureza humana.

 

Capítulo 5 O Desenvolvimento ao Longo do Ciclo da Vida

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CAPÍTULO

5

O D e s e n vo l v i m e n t o a o

L o n g o do C i c l o d a V i d a

A

vida é uma jornada, do útero ao túmulo. É assim comigo e também será com você. Minha história, e a sua, começaram quando um homem e uma mulher contribuíram, juntos, com mais de 20.000 genes em um óvulo, que se transformou em uma pessoa única. Esses genes codificaram as proteínas primordiais que, com uma precisão impressionante, formaram nossos corpos e predispuseram nossos traços. Minha avó deixou de herança para minha mãe um raro padrão de perda auditiva que ela, por sua vez, me transmitiu

(o menor de seus presentes). Meu pai era uma pessoa extrovertida e amável, por isso às vezes me esqueço de parar de falar. Quando criança, minha fala era prejudicada por uma gagueira dolorosa, para a qual a Seattle Public Schools fornecia fonoaudiologia.

Junto com a natureza de meus pais, também recebi a sua educação. Como você, nasci em uma família e cultura particulares, com sua maneira própria de ver o mundo. Meus valores foram moldados por uma cultura familiar cheia de conversa e risos, por uma cultura religiosa que fala de amor e justiça, e por uma cultura acadêmica que incentiva o pensamento crítico (perguntando, O que você quer dizer? Como você sabe?).

 

Capítulo 6 Sensação e Percepção

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CAPÍTULO

Sensação

6 e

Pe rc e p ç ã o

T

enho visão perfeita”, explica a aclamada escritora e professora Heather Sel-

lers. Sua visão pode ser boa, mas a percepção tem um problema. Ela não consegue reconhecer rostos. Em seu livro de memórias, You Don’t Look Like Anyone I Know (Você

Não se Parece com Ninguém que Eu Conheça, em tradução livre), Sellers (2010) fala de momentos constrangedores decorrentes de sua permanente prosopagnosia – cegueira facial.

Quando eu estava na faculdade, em um encontro no Spaghetti Station, voltei do banheiro e me meti na cabine errada, encarando o homem errado. Continuei sem saber que não era o rapaz com quem eu havia saído, mesmo quando o próprio (um estranho para mim) foi tirar satisfação com o Cara da Cabine Errada e depois se mandou do restaurante. Não reconheço a mim em fotos ou em vídeo nem a meus enteados na linha para serem escolhidos para o time de futebol; não pude determinar qual marido era o meu em uma festa, no shopping, no mercado.

 

Capítulo 7 Aprendizagem

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CAPÍTULO

7

A p re n d i za g e m

N

o início dos anos 1940, os alunos de pós-graduação da Universidade de

Minnesota, Marian Breland e Keller Breland, testemunharam o poder de uma nova tecnologia de aprendizagem. Seu mentor, B. F. Skinner, ficaria famoso por modelar os comportamentos de ratos e pombos por meio de recompensas bem cronometradas,

à medida que os animais se aproximavam cada vez mais de um comportamento desejado. Impressionados com os resultados de Skinner, os Brelands começaram a moldar o comportamento de gatos, galinhas, periquitos, perus, porcos, patos e hamsters (Bailey & Gillaspy, 2005). O resto é história. Eles acabaram formando a Animal Behavior Enterprises e passaram a próxima metade de século treinando mais de 15.000 animais de 140 espécies para filmes, espetáculos itinerantes, parques de diversão, corporações e o governo. Os Brelands também treinaram os treinadores, incluindo o primeiro diretor de treinamento do Sea World.

Enquanto escrevia um livro sobre treinadores de animais, a jornalista Amy Sutherland se perguntou se a modelagem do comportamento tinha aplicações mais próximas do ambiente doméstico (2006a,b). Se os babuínos podiam ser treinados para andar de skate e os elefantes para pintar, as “mesmas técnicas poderiam ... funcionar naquelas espécies teimosas, mas adoráveis, ou seja, os maridos americanos”? Passo a passo, ela “começou agradecendo a Scott se ele colocasse a camiseta suja na cesta de roupas. Se ele colocasse duas, eu o beijaria [e] enquanto ele se deliciava com minha aprovação, as pilhas ficavam cada vez menores”. Após dois anos “tratando meu marido como uma espécie de animal exótica”, diz ela, “meu casamento ficou muito mais leve, meu marido muito mais fácil de amar”.

 

Capítulo 8 Memória

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CAPÍTULO

8

Memória1

S

ejamos gratos à memória. Costumamos considerá-la algo garantido, exceto nos momentos em que ela nos falha. Mas é nossa memória que é responsável pelo tempo e define nossa vida. É nossa memória que nos permite reconhecer os familiares, falar nossa língua, encontrar o caminho de casa, além de saber onde achar água e comida. É nossa memória que nos permite desfrutar de uma experiência e reproduzi-la mentalmente para renovar o prazer. Nossas memórias compartilhadas nos unem como irlandeses ou australianos, como sérvios ou albaneses. E, por vezes, é nossa memória que nos coloca contra aqueles cujas ofensas não podemos esquecer.

Em boa parte, você é aquilo de que se lembra. Sem a memória – nosso armazém de aprendizagem – não seria possível desfrutar dos momentos felizes do passado, nem seria possível sentir culpa nem raiva pelas lembranças dolorosas. Você acabaria por viver em um eterno presente. Cada momento seria novo. Cada pessoa seria um desconhecido, cada língua seria estrangeira, cada tarefa – vestir-se, cozinhar, andar de bicicleta – representaria um novo desafio. Você seria até mesmo um estranho para si mesmo, pela ausência daquele sentimento contínuo de autoconhecimento que se estende do passado distante até o momento presente.

 

Capítulo 9 Pensamento e Linguagem

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CAPÍTULO

9

Pensamento e Linguagem

A

o longo da história, nós, humanos, temos lamentado nossa insensatez e

ce­lebrado nossa sabedoria. O poeta T. S. Eliot ficou impressionado com “os homens vazios... Elmos cheios de palha”. Mas o Hamlet, de Shakespeare, exaltou a espécie humana como “nobre em raciocínio! ...infinita em faculdades! ...dotada de entendimento semelhante a um deus”! Nos capítulos anteriores, nós nos maravilhamos diante tanto de nossas habilidades quanto dos nossos erros.

Estudamos o cérebro humano – um quilo e meio de tecido úmido do tamanho de um repolho, mas contendo circuitos mais complexos do que as redes telefônicas de nosso planeta. Ficamos impressionados com a competência dos recém-nascidos. Estudamos o sistema sensorial humano, que decompõe os estímulos visuais em milhões de impulsos neurais, distribuindo-os em um processamento paralelo e reagrupando-os em percepções coloridas. Reconhecemos, também, a capacidade aparentemente ilimitada da memória humana e a facilidade com que nossa mente de duas vias (two-track mind) processa informações, conscientemente e inconscientemente. Não é de admirar, então, que nossa espécie tenha o gênio coletivo para inventar a câmera fotográfica, o automóvel e o computador; para desvendar o átomo, decifrar o código genético, fazer viagens ao espaço e sondar as profundezas do nosso cérebro.

 

Capítulo 10 Inteligência

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CAPÍTULO

10

Inteligência

R

ecentemente, três enormes controvérsias despertaram debates dentro e fora da psicologia. A primeira é a “guerra da memória”, que discute se experiências traumáticas são reprimidas e podem mais tarde ser recuperadas com ajuda terapêutica.

A segunda grande controvérsia é a “guerra dos sexos”; sobre até que ponto a natureza e a cultura moldam nossos comportamentos como homens e mulheres. Neste capítulo, enfrentamos a “guerra da inteligência”: será que cada um de nós tem uma capacidade mental geral inata

(inteligência)? Podemos realmente quantificá-la?

Conselhos escolares, tribunais e cientistas debatem o uso e a precisão de testes que almejam examinar as habilidades mentais das pessoas, atribuindo-lhes uma pontuação. Seriam os testes de inteligência um meio construtivo de guiar pessoas em direção a oportunidades adequadas? Ou uma potente arma discriminatória camuflada como ciência? Primeiramente, algumas perguntas básicas:

 

Capítulo 11 O que nos Move: Fome, Sexo, Amizade e Realização

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CAPÍTULO

O

que nos

11

M ove : Fom e , S e xo , A m i za d e

R e a l i za ç ã o

e

C

omo lembro bem da resposta à minha primeira pergunta em uma nova turma

de psicologia. Várias mãos se levantaram, junto com um pé esquerdo. O pé pertencia a Chris Klein que era a pessoa mais improvável a frequentar aquela turma. Ao nascer,

Chris sofreu privação de oxigênio que exigiu 40 minutos de CPR: “Um médico queria deixá-lo morrer”, lembra sua mãe.

O resultado foi paralisia cerebral grave. Com danos à área cerebral que controla o movimento muscular, Chris não consegue controlar suas mãos que se mexem sem parar (nas quais usa luvas acolchoadas para proteção). Ele não consegue se alimentar, vestir ou cuidar. Não consegue falar, mas o que Chris tem é uma mente aguçada e um pé esquerdo móvel. Com aquele pé abençoado ele controla o joystick em sua cadeira de rodas motorizadas. Usando seu dedão do pé, ele digita frases, que o seu sistema de comunicação consegue armazenar, enviar por e-mail ou falar. E Chris tem motivação; muita motivação.

 

Capítulo 12 Emoção, Estresse e Saúde

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CAPÍTULO

12

E m o ç ã o , E s t re s s e

e

Saúde

N

inguém precisa dizer que os sentimentos dão cor à vida, ou que em momentos

de estresse eles podem perturbá-lo, ou mesmo salvá-lo. Dentre todas as espécies, nós parecemos ser a mais emocional (Hebb, 1980). Mais do que qualquer outra criatura, expressamos medo, raiva, tristeza, alegria e amor, e esses estados psicológicos em geral geram reações físicas. Nervosos diante de um encontro importante, sentimos o estômago embrulhar. Ansiosos quando falamos em público, vamos constantemente ao banheiro. Brigando com um membro da família, sofremos dores de cabeça avassaladoras.

Todos podemos lembrar de momentos nos quais fomos dominados pelas emoções. Eu guardo a lembrança de um dia em que fui a uma gigantesca loja de departamentos para revelar um filme com Peter, meu filho mais velho, quando ele tinha 2 anos. Eu estava com ele ao meu lado enquanto entregava o filme e preenchia o papel para a revelação, quando um passante falou: “É melhor ter cuidado com esse menino ou irá perdê-lo.” Alguns segundos depois, após deixar o filme, eu me virei e Peter não estava mais ao meu lado.

 

Capítulo 13 Psicologia Social

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CAPÍTULO

13

Psicologia Social

D

irk Willems encarou um momento de decisão em 1569. Ameaçado de tortura

e morte como um membro de uma minoria religiosa perseguida, ele escapou da prisão em Asperen, Holanda, e atravessou um lago coberto de gelo. Seu carcereiro, mais forte e pesado, perseguiu-o, mas quebrou o gelo e caiu; sem conseguir subir novamente, pediu ajuda.

Com a liberdade à sua frente, Willems agiu com absoluto desprendimento, voltando e resgatando seu perseguidor que, obedecendo a ordens, levou-o de volta ao cativeiro. Poucas semanas mais tarde Willems foi condenado a ser “queimado até a morte”. Por seu martírio, a Asperen dos dias de hoje batizou uma rua em homenagem ao seu herói popular (Toews, 2004).

O que leva as pessoas a sentirem desprezo pelas minorias religiosas, como aconteceu com Dirk

Willems, e a agirem tão rancorosamente? O que inspira as pessoas, como o seu carcereiro, a executar ordens injustas? E o que motivou o desprendimento da resposta de Willems e de tantos outros que morreram tentando salvar outras pessoas? Na realidade, o que motiva qualquer um de nós quando nos oferecemos bondosa e generosamente para ajudar as outras pessoas?

 

Capítulo 14 Personalidade

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CAPÍTULO

14

Pe r s o n a l i d a d e

L

ady Gaga deslumbra milhões de pessoas com seus arranjos musicais exclusivos, roupas tentadoras e coreografias provocativas. Em shows no mundo todo, o atributo mais previsível de Lady Gaga é a sua imprevisibilidade. Ela usou um vestido metálico em uma premiação, apresentou-se em um vestido que era uma bolha plástica e fez com que o presidente Barack Obama a considerasse, em seu salto de 40 cm, “um pouco intimidadora”.

Os fãs e críticos de Lady Gaga podem igualmente depender de sua abertura para novas experiências e da energia que ela tira dos holofotes. Mas também podem contar com sua dedicação cuidadosa, diligente, à sua música e às suas apresentações. Ela se descreve na escola secundária como “muito dedicada, muito estudiosa e muito disciplinada”. Hoje, na vida adulta, ela exibe uma autodisciplina semelhante: “Sou muito detalhista – cada minuto do show tem que ser perfeito.”.

Lady Gaga exibe maneiras distintas e permanentes de pensar, sentir e se comportar. Os capítulos anteriores se concentraram nas maneiras que nos desenvolvemos, percebemos, aprendemos, lembramos, pensamos e sentimos. Este capítulo enfatiza o que nos torna únicos – a nossa personalidade.

 

Capítulo 15 Transtornos Psicológicos

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CAPÍTULO

15

Tra n s t o r n o s P s i c o l ó g i c o s

Sentia necessidade de limpar meu quarto em casa, em Indianápolis, todo domingo e passava de quatro a cinco horas fazendo isso. Tirava todos os livros da estante, limpava o pó e colocava de volta. Na época eu adorava fazer isso. Depois, não queria fazer mais, mas não conseguia parar. As roupas no meu closet ficavam penduradas exatamente a dois dedos de distância umas das outras... Criei um ritual de tocar a parede do meu quarto antes de sair porque alguma coisa ruim poderia acontecer se eu não fizesse do jeito certo.

Tinha uma ansiedade permanente quando era menino e isso me fez pensar pela primeira vez que poderia ser louco.

Marc, diagnosticado com transtorno obsessivo-compulsivo (de Summers, 1996)

Sempre que fico deprimida é porque perdi o senso do Eu. Não consigo ver motivo para gostar de mim. Acho que sou feia. Acho que ninguém gosta de mim... Fico irritada e de péssimo humor. Ninguém quer ficar perto de mim. Deixam-me sozinha. Ficar sozinha confirma que sou feia e que não vale a pena ficar comigo.

 

Capítulo 16 Terapia

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CAPÍTULO

16

Te ra p i a

K

ay Redfield Jamison, uma premiada psicóloga clínica e especialista mundial nos extremos emocionais do transtorno bipolar, conhece o assunto em primeira mão. “Por tanto tempo quanto consigo me recordar”, ela traz em Uma Mente Inquieta,

“Eu fiquei assustadoramente, embora muitas vezes maravilhosamente, presa aos humores. Intensamente emocional quando criança, mercurial quando menina, primeiro gravemente deprimida quando adolescente e depois incansavelmente capturada nos ciclos da doença maníaco-depressiva [hoje conhecida como transtorno bipolar. Na época em que comecei a minha vida profissional, me tornei, tanto pela necessidade quanto pela inclinação intelectual, uma estudiosa dos humores” (1995, p. 4-5). Sua vida foi abençoada com momentos de sensibilidade intensa e energia apaixonada. Mas, como o seu pai, às vezes também foi acometida por gastos imprudentes, conversa atropelada e insônia, alternando com oscilações nas “cavernas mais escuras da mente”.

 

Apêndices

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CAPÍTULO

16

Te ra p i a

K

ay Redfield Jamison, uma premiada psicóloga clínica e especialista mundial nos extremos emocionais do transtorno bipolar, conhece o assunto em primeira mão. “Por tanto tempo quanto consigo me recordar”, ela traz em Uma Mente Inquieta,

“Eu fiquei assustadoramente, embora muitas vezes maravilhosamente, presa aos humores. Intensamente emocional quando criança, mercurial quando menina, primeiro gravemente deprimida quando adolescente e depois incansavelmente capturada nos ciclos da doença maníaco-depressiva [hoje conhecida como transtorno bipolar. Na época em que comecei a minha vida profissional, me tornei, tanto pela necessidade quanto pela inclinação intelectual, uma estudiosa dos humores” (1995, p. 4-5). Sua vida foi abençoada com momentos de sensibilidade intensa e energia apaixonada. Mas, como o seu pai, às vezes também foi acometida por gastos imprudentes, conversa atropelada e insônia, alternando com oscilações nas “cavernas mais escuras da mente”.

 

Glossário

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GLOSSÁR IO   G -1

Glossário abordagem biopsicossocial abordagem integrada que incorpora níveis de análise biológicos, psicológicos e socioculturais. abordagem eclética abordagem à psicoterapia que usa técnicas e várias formas de terapia. abstinência o desconforto e a angústia que se seguem à interrupção de uma droga ou comportamento. acomodação (1) em psicologia do desenvolvimento é a adaptação

à nossa compreensão atual (esquemas) para incorporar novas informações. (2) em sensação e percepção, o processo pelo qual a lente do olho (cristalino) muda de forma para focalizar na retina os objetos próximos ou distantes. adaptação perceptiva na visão, a capacidade para se ajustar a um campo visual artificialmente deslocado ou até mesmo invertido. adaptação sensorial menor sensibilidade decorrente da estimulação constante. adolescência período de transição da infância para a idade adulta, que vai da puberdade até a independência. afasia comprometimento da linguagem, normalmente causado por danos ao hemisfério esquerdo na área de Broca (comprometimento da fala) ou da área de Wernicke (comprometimento da compreensão). agonista molécula que aumenta a ação de um neurotransmissor. agressão qualquer comportamento físico ou verbal destinado a prejudicar alguém física ou emocionalmente. agressão relacional ato de agressão (física ou verbal) destinado a prejudicar a relação ou posição social de uma pessoa. agrupamento tendência perceptiva para organizar estímulos em grupos coerentes. agrupamento (chunking) organizar os itens em unidades familiares, administráveis; normalmente ocorre de maneira automática.

 

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