Enfermagem na UTI Neonatal - Assistência ao Recém-nascido de Alto Risco, 6ª edição

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Enfermagem na UTI Neonatal apresenta tecnologias simples e eficazes para que os profissionais alcancem o máximo de eficiência ao prestarem os cuidados e proporcionarem o bem-estar ao neonato. O conteúdo a abrangem desde a organização da unidade neonatal, a admissão do recém-nascido até a sua alta hospitalar._x000D_
Os conhecimentos científicos cuidadosamente organizados, a descrição minuciosa do conteúdo e a clareza dos protocolos assistenciais transmitem aos leitores a certeza de que o aprendizado é contínuo. A abordagem dos capítulos possibilita que todos, desde o profissional recém-formado ao mais experiente, façam uma imersão no universo dos cuidados neonatais.

 

26 capítulos

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1 - Estrutura e Organização da UTI Neonatal

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1

Estrutura e Organização da UTI Neonatal

Introdução, 2

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Planejamento da área física, 2

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Recursos humanos, 9

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Modelo de enfermagem principal (primary nursing), 12

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Bibliografia, 14

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Enfermagem na UTI Neonatal

Introdução

Ao serem planejadas a estrutura e a organização da UTI neonatal, devem ser levados em conta os avanços tecnológicos disponíveis para o cuidado do recém-nascido prematuro e a termo enfermo, isto é, de alto risco. O enfoque do cuidado do neonato na UTI neonatal há muitos anos tem sido voltado para intervenções que promovam a estabilização fisiológica do recém-nascido, sem considerar o desenvolvimento cerebral que ainda está em processo, principalmente nos prematuros extremos. O ruído constante e súbito, bem como a iluminação intensa do ambiente, os procedimentos dolorosos e o estresse, entre outros fatores, não favorecem o desenvolvimento cerebral, ocular e auditivo desses neonatos.

 

2 - Gravidez e Parto de Alto Risco

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Gravidez e Parto de Alto Risco

Introdução, 16

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Fatores contribuintes, 16

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Bibliografia, 18

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Enfermagem na UTI Neonatal

hematomas, cordão justo circulando o pescoço, nó no cordão e prolapso do cordão quando este sai pela abertura da cérvice ou pelve, podendo ocorrer sua compressão).

Introdução

O período gestacional é dividido em três trimestres, totalizando 42 semanas de gestação; considera-se normal quando evolui sem intercorrências para a mãe e o feto.

O feto se desenvolve em um meio complexo e dependente das variáveis que possam afetá-lo, bem como a gestante.

Com o objetivo de prestar assistência adequada ao recém-nascido de alto risco, é fundamental conhecer as condições maternas durante a gravidez, pois elas acome­ tem diretamente o feto. Desse modo, poderão ser tomadas medidas profiláticas, evitando complicações e antecipando tratamentos que diminuirão os riscos envolvidos antes, durante e após o parto.

 

3 - Reanimação Neonatal Atualizada

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3

Reanimação Neonatal

Atualizada

Atendimento na sala de parto | Recém-nascido a termo e prematuro, 20

��

Critérios de reanimação, 21

��

Fisiologia fetal, 23

��

Transporte da sala de parto para a UTI neonatal | Recém-nascido a termo e prematuro, 31

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Atendimento de parada cardiorrespiratória no período neonatal, 32

��

Bibliografia, 33

��

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20

Enfermagem na UTI Neonatal

Atendimento na sala de parto |

Recém-nascido a termo e prematuro

Para atender aos partos de alto risco, os hospitais precisam de uma equipe treinada em reanimação neonatal.

Esse treinamento deve oferecer informação padronizada e incluir as partes prática e teórica dos princípios básicos de uma reanimação neonatal eficaz, incluindo técnicas, procedimentos e familiaridade com o equipamento e o material a serem utilizados. As normas de reanimação neonatal estabelecidas pela Sociedade Brasileira de Pediatria são frequentemente revisadas e atualizadas, e as instituições e os profissionais da equipe de reanimação neonatal devem manter-se atualizados quanto a essas práticas.

 

4 - Admissão do Recém-Nascido de Alto Risco

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4

Admissão do

Recém-Nascido de

Alto Risco

Critérios para admissão, 36

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Material necessário, 36

��

Classificação do recém-nascido e avaliação da idade gestacional, 37

��

Exame físico, 39

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Protocolo de toque mínimo | Primeiras 96 horas, 42

��

Bibliografia, 47

��

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36

Enfermagem na UTI Neonatal

Critérios para admissão

Material necessário

Os critérios recomendados para admissão do recém-nascido (Figura 4.1) na UTI neonatal poderão variar de um hospital para outro. Mas sempre se deve levar em conta condições que possam levar a uma transição não ótima da vida intrauterina, que requiram observação e cuidado mais especializado. Fatores tanto pré-natais quanto pós-parto que levem ao risco de uma transição problemática da vida intrauterina para a extrauterina indicam a necessidade de admissão desse neonato na UTI neonatal. Tais fatores são:

 

5 - Transporte Neonatal

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5

Transporte Neonatal

Introdução, 50

��

Equipe de transporte, 51

��

Comunicação e modelo operacional, 51

��

Rotina pré-transporte, 52

��

Serviço de transporte, 53

��

Equipamento e material, 53

��

Transporte de retorno, 53

��

Transporte em condições especiais, 59

��

Bibliografia, 59

��

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50

Enfermagem na UTI Neonatal

Introdução

O transporte entre hospitais é realizado quando o local do nascimento não dispõe de infraestrutura para atendimento das necessidades do recém-nascido. Devido ao alto custo dos equipamentos e da qualificação de pessoal, muitos hospitais dependem de outros centros especializados para tratamento de neonatos enfermos. Existe uma significativa correlação entre um eficiente transporte de neonatos e redução das taxas de morbidade e mortalidade neonatais de recém-nascidos de alto risco.

 

6 - Considerações Especiais no Cuidado da Pele - do Neonato

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6

Considerações

Especiais no Cuidado da Pele do Neonato

Introdução, 62

��

Composição da pele, 62

��

Funções da pele, 62

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Recém-nascidos prematuros, 63

��

Higiene corporal, 64

��

Bibliografia, 69

��

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62

Enfermagem na UTI Neonatal

Introdução

O exame da pele pode indicar a idade gestacional do neonato e seu estado nutricional e hídrico, bem como detectar lesões cutâneas e sistêmicas.

Por sua constituição, a pele do recém-nascido, principalmente dos prematuros, pode facilmente sofrer lesões. A pele lesionada contribui para aumentar a perda de água e calor, sendo mais um fator de desequilíbrio hidreletrolítico e térmico, bem como aumenta o risco de infecções pelo fato de a barreira protetora não estar intacta, transformando-se em porta de entrada para bactérias e fungos. Finalmente, a pele lesionada tem consumo calórico elevado devido ao esforço do organismo para reparar o tecido lesionado.

 

7 - Controle da Estabilidade Térmica

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7

Controle da

Estabilidade Térmica

Introdução, 72

��

Ambiente térmico neutro, 72

��

Aferição da temperatura, 73

��

Mecanismos e prevenção de perda de calor, 74

��

Alterações da estabilidade térmica, 75

��

Bibliografia, 80

��

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72

Enfermagem na UTI Neonatal

Introdução

A regulação térmica é um dos fatores cruciais para a sobrevivência e estabilidade do recém-nascido. Em 1907,

Budin observou uma diminuição de 98 para 23% na taxa de mortalidade neonatal quando os recém-nascidos prematuros ou de baixo peso eram colocados em incubadora, mantendo-se a temperatura corporal estável. Em outro estudo, Silverman (1958) observou, em condições semelhantes, que, nos recém-nascidos que pesavam menos de 1 kg, a taxa de mortalidade neonatal caiu de 80 para 50%.

O avanço tecnológico e um melhor conhecimento do mecanismo termorregulador do recém-nascido têm contribuído para um controle térmico mais eficiente nessa população tão vulnerável. A dificuldade de manutenção térmica do neonato deve-se a fatores como: superfície corporal relativamente grande em comparação ao peso; capacidade metabólica limitada para produzir calor; e isolamento térmico inadequado. Termorregulação é a capacidade do corpo de promover equilíbrio entre a produção e a perda de calor, mantendo assim a temperatura corporal em conformidade com os valores normais.

 

8 - Fundamentos da Administração de Medicamentos

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8

Fundamentos da

Administração de

Medicamentos

Introdução, 82

��

Absorção, distribuição, metabolismo e eliminação, 82

��

Interações medicamentosas, 83

��

Métodos de administração de medicamentos, 84

��

Cateteres centrais, 88

��

Cateteres umbilicais, 88

��

Dosagem de medicamentos | Cálculos e fórmulas, 92

��

Cartão com os medicamentos de emergência, 95

��

Bibliografia, 96

��

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82

Enfermagem na UTI Neonatal

Introdução

O principal objetivo da administração de um medicamento é produzir a concentração efetiva da substância, que terá ação terapêutica para um local específico, alcançando os efeitos desejados e evitando toxicidade.

No paciente neonatal, existem fatores que podem interferir nesses objetivos. O crescimento ponderal é variável, o que afeta a dosagem do medicamento; 10 a 20% de mudança no peso corporal podem indicar necessidade de ajuste da dose. Na 1a semana de vida, o peso utilizado para se calcular a dosagem dos medicamentos e líquidos deve ser o peso ao nascimento, tendo em vista que flutuações no peso corporal do recém-nascido nesse período estão mais relacionadas com as mudanças dos líquidos corporais do que com o ganho, ou não, de peso.

 

9 - Controle da Dor e Sedação no Neonato

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9

Controle da Dor e

Sedação no Neonato

Introdução, 100

��

Fisiologia da dor, 100

��

Respostas comportamentais e fisiológicas à dor, 102

��

Procedimentos dolorosos no neonato, 103

��

Avaliação da dor no recém-nascido, 104

��

Avaliação da sedação no recém-nascido, 106

��

Prevenção e controle da dor, 106

��

Intervenções não farmacológicas, 107

��

Intervenções farmacológicas, 109

��

Bibliografia, 111

��

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100 Enfermagem na UTI Neonatal

Introdução

O uso de analgésicos e sedativos no paciente neonato ainda é eventual, mesmo com os avanços no conhecimento da fisiologia da dor nessa etapa da vida. A dor é real e se inicia no tempo de viabilidade, ainda no ambiente intrauterino.

Na UTI neonatal, o recém-nascido passa por diversos procedimentos e algumas intervenções que causam dor.

Guinsburg (1999) ressalta que, durante o período de hospitalização na UTI neonatal, o recém-nascido é diariamente submetido, em média, a 50 a 150 procedimentos potencialmente dolorosos. Já os pacientes prematuros

 

10 - Pais | Membros da Equipe Cuidadora

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10

Pais | Membros da

Equipe Cuidadora

Introdução, 114

��

Aconselhamento dos pais no pré-natal, 114

��

Afeiçoamento e apego maternos, 115

��

Estratégias para promover o apego e o envolvimento dos pais, 116

��

Contato pele a pele | Método canguru, 118

��

Bibliografia, 127

��

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114 Enfermagem na UTI Neonatal

Introdução

Com o surgimento das UTIs neonatais, aprimorou-se o cuidado especializado do recém-nascido enfermo por meio de técnicas, procedimentos e equipamentos sofisticados, sem, no entanto, incluir a família como parte atuante no processo de recuperação do neonato. Surgiram então os problemas relativos aos aspectos psicossociais que acompanham os pais do paciente prematuro e portador de anomalias congênitas.

Já no pré-natal devem ser tomadas algumas medidas que facilitem o processo de apego e a interação dos pais na UTI neonatal. Somente nos últimos anos é que se reconheceu a importância de serem atendidos não só as necessidades do neonato, mas também os aspectos psicossociais dos pais. Em 1907, Budin observou que mães separadas dos filhos recém-nascidos logo após o parto perdiam interesse por cuidar de seus filhos e nutri-los.

 

11 - Perda Perinatal

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11

Perda Perinatal

Introdução, 130

��

Reações diante da perda, 130

��

Papel da equipe da UTI neonatal, 131

��

Bibliografia, 132

��

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130 Enfermagem na UTI Neonatal

Introdução

Apesar do avanço tecnológico e da especialização dos profissionais que prestam cuidados ao recém-nascido de alto risco, em certas situações a morte do paciente pode ser inevitável, bem como a tristeza dos pais. Os profissionais da UTI neonatal podem oferecer suporte e apoio aos pais, dando-lhes força nessa etapa difícil. Não existe apenas uma maneira de passar pelo período de luto e perda, e cada família reage de maneira diferente, sendo importante que a equipe reconheça e respeite esse processo. Seja qual for o tempo de gestação, uma vez que o casal tome conhecimento da gravidez, já se inicia, na maioria dos casos, o processo de apego e começam os sonhos com o futuro do bebê.

Toda gestante espera dar à luz um bebê normal e saudável; portanto, o parto prematuro é inesperado psicológica e fisiologicamente. Quando o neonato morre, os pais perdem não só o filho, mas os sonhos de um futuro feliz com ele. É importante respeitar o direito dos pais de expressarem o que pensam e sentem e falarem sobre a dor que estão sentindo, e proporcionar espaço e tempo para que eles vivenciem esse pesar.

 

12 - Impacto do Ambiente e Cuidado na UTI Neonatal - no Neurodesenvolvimento

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12

Impacto do Ambiente e

Cuidado na UTI Neonatal no Neurodesenvolvimento

Introdução, 134

��

Desenvolvimento fetal, 135

��

Cuidado neuroprotetor, 138

��

Compreensão da linguagem do neonato de alto risco, 140

��

Modelo do cuidado neuroprotetor, 142

��

Bibliografia, 150

��

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134 Enfermagem na UTI Neonatal

Introdução

Os avanços tecnológicos em neonatologia têm contribuí­ do para diminuição da mortalidade infantil, especial­ mente entre recém-nascidos extremamente prematuros.

Há algumas décadas, acreditava-se que o neonato não ti­ nha ciência do seu ambiente e seria incapaz de participar em uma interação significativa, incapaz de ouvir, ver, dis­ tinguir odores ou sentir sabor. Nos últimos 10 a 20 anos, as pesquisas mostraram que os recém-nascidos a termo são capazes, sim, de perceber seu ambiente e interagir com ele por meio de comportamentos específicos, como corrobora Brazelton (1979). O ambiente da unidade de terapia intensiva (UTI) neonatal, no entanto, proporcio­ na aos neonatos, nascidos a termo ou prematuros, um espaço bem diferente daquele do mundo intrauterino.

 

13 - Postura e Toque Terapêutico

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13

Postura e Toque

Terapêutico

Introdução, 154

��

Achatamento da calota craniana, 156

��

Técnicas de postura terapêutica, 156

��

Posição supina (ou dorsal), 157

��

Posição lateral, 159

��

Posição em decúbito ventral (ou prona), 160

��

Enrolamento e contenção facilitada, 161

��

Posição semirreclinada ou sentada, 162

��

Bibliografia, 163

��

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154 Enfermagem na UTI Neonatal

Introdução

No útero, o feto fica confinado a um espaço fechado, delimitado por barreiras definidas. Com o decorrer da gestação e o crescimento do feto, o espaço livre tornase menor, forçando o feto a flexionar mais o corpo. No

último trimestre de gestação, o sistema nervoso central

(SNC) está em rápido desenvolvimento das camadas dos neurônios corticais, organizando-se e especializando-se em conexões vitais e caminhos para formação das conexões das sinapses dos nervos. Nessa etapa, há grande vulnerabilidade às condições ambientais.

 

14 - Distúrbios Respiratórios

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14

Distúrbios

Respiratórios

Introdução, 166

��

Mecânica da ventilação, 167

��

Oxigenoterapia, 171

��

Taquipneia transitória do recém-nascido, 182

��

Síndrome de desconforto respiratório

(doença da membrana hialina), 183

��

Pneumonia, 184

��

Hipertensão pulmonar persistente, 184

��

Pneumotórax, 186

��

Síndrome de aspiração de mecônio, 189

��

Apneia da prematuridade, 190

��

Displasia broncopulmonar, 191

��

Bibliografia, 201

��

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166 Enfermagem na UTI Neonatal

Introdução

No ambiente intrauterino, o pulmão do feto está cheio de líquido, recebendo 10 a 15% do débito cardíaco total.

Durante os primeiros minutos de vida, o líquido é absorvido ou expelido e os pulmões inflam-se com ar; nessa ocasião, o fluxo sanguíneo que perpassa os pulmões aumenta 8 a 10 vezes. A resistência pulmonar elevada diminui e deve-se, em parte, a decréscimo da tensão de

 

15 - Distúrbios Cardíacos

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Distúrbios

Cardíacos

Introdução, 204

��

Funções cardiovasculares, 204

��

Insuficiência cardíaca congestiva, 206

��

Cardiopatias congênitas, 207

��

Transplante cardíaco neonatal, 209

��

Arritmias no período neonatal, 214

��

Bibliografia, 216

��

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204 Enfermagem na UTI Neonatal

Introdução

Neste capítulo, a proposta é discorrer sobre as cardiopatias congênitas; antes, porém, é preciso revisar a função cardiovascular normal.

O desenvolvimento embrionário do coração ocorre por volta do 18o dia após a concepção e completa-se em torno do 40o dia, quando o embrião tem aproximadamente 1,5 cm de comprimento. Nesse estágio de desenvolvimento, o coração do embrião é suscetível a desenvolver cardiopatias congênitas.

O coração é um órgão muscular, composto de três tipos de músculos (músculo atrial, músculo ventricular e fibras musculares especializadas, condutoras e excitatórias). Na Figura 15.1 são apresentados a estrutura do coração normal e o percurso do fluxo sanguíneo através das repartições do coração.

 

16 - Distúrbios Neurológicos

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16

Distúrbios

Neurológicos

Introdução, 220

��

Sistema nervoso, 220

��

Distúrbios neurológicos neonatais, 222

��

Bibliografia, 238

��

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220 Enfermagem na UTI Neonatal

Introdução

O cérebro humano, durante a vida intrauterina, passa por diversas fases de desenvolvimento. Alterações no desenvolvimento do sistema nervoso podem ter origem congênita, decorrente de fatores genéticos e ambientais, e afetam as etapas do desenvolvimento, causando anomalias e lesões permanentes nas estruturas anatômica e fisiológica, bem como modificações no comportamento.

As principais causas de disfunção do sistema nervoso central (SNC) (Figura 16.1), de acordo com as diferentes fases, são:

Pré-natal

••Sofrimento fetal crônico

••Diabetes materno

••Infecções (rubéola, toxoplasmose, herpes simples, citomegalovírus)

••Disfunções vasculares (isquemia cerebral, hemorragia, trombose e embolia)

 

17 - Distúrbios Hidreletrolíticos e Metabólicos

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Distúrbios Hidreletrolíticos e Metabólicos

Equilíbrio hidreletrolítico, 242

��

Distúrbios do equilíbrio eletrolítico e metabólico, 243

��

Insuficiência renal aguda, 248

��

Diálise peritoneal, 249

��

Bibliografia, 253

��

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242 Enfermagem na UTI Neonatal

Equilíbrio hidreletrolítico

A água é o elemento mais importante e presente em maior percentual no corpo humano. Todo o percentual de água está distribuído nos compartimentos intra- e extracelular, e essa distribuição depende do conteúdo dos solutos (eletrólitos e proteínas) na água circulante, ou seja, da osmolaridade.

A membrana da célula é completamente permeável

à água, mas não à maioria dos solutos. O volume do compartimento intracelular é mantido pelo potássio e regulado pela bomba de sódio (Na) e potássio (K). O volume do compartimento extracelular é mantido pelo sódio e regulado pelos rins. Já o volume intravascular

 

18 - Nutrição Parenteral e Enteral

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18

Nutrição Parenteral e Enteral

Introdução, 256

��

Monitoramento nutricional, 257

��

Nutrição parenteral, 258

��

Nutrição enteral, 260

��

Aleitamento materno, 270

��

Amamentação após a alta hospitalar, 275

��

Amamentação em circunstâncias especiais, 277

��

Bibliografia, 283

��

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256 Enfermagem na UTI Neonatal

Introdução

Para um crescimento normal e o desenvolvimento integral do recém-nascido, é fundamental uma boa nutrição, que compreenda os elementos necessários para que as demandas metabólicas e energéticas sejam supridas.

Esta nutrição poderá ser iniciada intravenosamente, já por ocasião do nascimento; dependendo da estabilidade clínica, deverá ser iniciada a alimentação enteral trófica, desde que exista estabilidade fisiológica e anatômica para tolerar essa alimentação mínima.

Na avaliação do crescimento do recém-nascido, devem-se considerar o peso, o comprimento e o crescimento do perímetro cefálico, observando se estão adequados.

 

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