Custos - Uma Abordagem Prática, 8ª edição

Autor(es): DUTRA, René Gomes
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Além de apresentar detalhadamente a sequência das atividades de formação, classificação, apropriação e apuração dos custos, esta obra permite a análise de cada uma delas, capacitando o estudante ou o profissional na determinação das alternativas mais vantajosas para a execução de suas tarefas, sejam elas a prática profissional ou o desenvolvimento acadêmico.
Os assuntos são abordados com clareza, sob os aspectos conceituais, legais e contábeis, e a solução dos exemplos práticos expõe todo o encaminhamento, com a finalidade de oferecer suporte à resolução dos exercícios propostos, apresentados ao final de cada capítulo e acompanhados do gabarito. O livro contém também formulários, tabelas, gráficos e fluxogramas para facilitar a compreensão dos temas expostos.
Livro-texto para as disciplinas Custos, Contabilidade de Custos, Análise de Custos, Custos e Formação de Preço de Venda e Orçamentos dos cursos de graduação em Ciências Contábeis, Administração e Economia. Recomendado para cursos intensivos preparatórios para concursos públicos e de formação profissional que enfatizem os aspectos práticos de custos. Leitura indicada para profissionais das áreas contábil, econômica e financeira das empresas.

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7 capítulos

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1 - Origem dos Custos

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ORIGEM DOS CUSTOS

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Capítulo 1

1.1 Evolução das empresas

O consumo de bens e a utilização de serviços são necessidades inerentes à própria condição humana, o que remonta aos primórdios da civilização. No início, com ferramentas muito rudimentares, o homem só utilizava os bens naturais no mesmo estado em que eram encontrados na natureza ou com pequeno beneficiamento executado pelo próprio consumidor ou por membros de sua família.

Houve o desenvolvimento da civilização, em que o homem ou seu clã extraía os bens da natureza, beneficiava-os rudimentarmente e oferecia-os a outros homens ou a outros clãs, fazendo surgir o sistema de trocas. Como consequência, foram criadas as empresas para comercializar os bens produzidos rudimentar e artesanalmente apenas por uma família ou por pequenos grupos familiares, o que conduziu ao aparecimento dos grandes empórios e das empresas de navegação. As descobertas ultramarinas ampliaram os mercados, estimulando o aparecimento de novos bens de consumo e o aumento da oferta de metais preciosos, possibilitando a revolução comercial. A organização rudimentar da produção foi modificada com o mercantilismo, por meio do surgimento das primeiras indústrias, apesar de estas continuarem baseadas no sistema doméstico, também denominado puting-out-system, ou sistema Verlag, citado por Dobb,1 que significava produção industrial fora de uma instalação centralizada, mas nas próprias casas dos artífices.

 

2 - Classificação dos Custos

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CLASSIFICAÇÃO DOS

CUSTOS

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Capítulo 2

2.1 Conceituação

O custo está inserido na vida de todo indivíduo desde seu nascimento, ou mesmo desde sua vida intrauterina, até sua morte, uma vez que todos os bens necessários a seu consumo ou a sua utilização têm um custo. Se por um aspecto isso traz algumas facilidades para seu entendimento, por se tratar de um assunto conhecido, por outro pode ocasionar algumas dificuldades em sua iniciação aos estudos de custo, tendo em vista os conceitos distorcidos que as pessoas possam ter adquirido no contato empírico com os custos no dia a dia, podendo ainda ocasionar conflitos conceituais sobre preço, receita, gasto, desembolso, custo, despesa, perda, doação e investimento. Assim, serão estabelecidos alguns conceitos diferenciadores para cada um dos termos utilizados nos estudos e trabalhos de custos.

Preço é o valor estabelecido e aceito pelo vendedor para efetuar a transferência da propriedade de um bem. No preço pode estar ou não incluído, além do custo, o eventual lucro ou prejuízo, concluindo-se que o preço pode ser simplesmente igual ao custo, ou igual ao custo mais o lucro, ou ao custo menos o prejuízo. Se o preço for igual ao custo, não terá o vendedor lucro nem prejuízo na produção e comercialização do bem ou na prestação de um serviço. Este conceito foi popularizado no jargão publicitário “todos os produtos da loja estão ao preço de custo”. Evidentemente, se o preço for maior que o custo, haverá lucro; se menor que o custo, haverá prejuízo. Tal definição está calcada no direito de propriedade mantido na Constituição brasileira. Na verdade, o preço praticado é um equilíbrio entre o desejo do vendedor e a aceitação do comprador. Ele deve representar o valor intrínseco de uma utilidade em determinado momento, considerando-se como tal um bem tangível ou não, seja um produto, um serviço ou qualquer outro tipo de utilidade. Com base nesse conceito, surgiram as diversas modalidades de preço, tais como preço justo, preço de mercado, preço de transferência. O valor estabelecido na transação de uma unidade de um bem é chamado preço unitário de venda, ou simplesmente preço de venda para o vendedor e custo unitário para o comprador.

 

3 - Custo de Material

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CUSTO DE MATERIAL

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Capítulo 3

3.1 Conceituação

Material é o componente originário da natureza, que pode apresentar-se com algum beneficiamento, e que se transformará, pela ação da mão de obra e a utilização de diversos insumos, em outro bem diferente, após a elaboração no processo produtivo.

Os materiais serão normalmente classificados como custo variável e direto de acordo com as classificações quanto à formação e quanto à apuração, respectivamente. Nesta, eles passam a ser indiretos quando sua participação é insignificante, e naquela, eles podem também ser classificados como mistos, de acordo com as características de alguns processos produtivos, conforme citado no Capítulo 2. Já na classificação quanto à função, os materiais, geralmente, embora não em qualquer circunstância, serão classificados como de produção, pois eles podem ser consumidos nas outras funções. Quanto à ocorrência, eles se classificam como básico ou direto. Nos outros dois tipos de classificação, também constantes do Capítulo 2, o material pode assumir várias classes, dependendo do estágio da produção e da variedade de tipos de materiais necessários ao sistema produtivo.

 

4 - Custo de Pessoal

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CUSTO DE PESSOAL

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Capítulo 4

4.1 Conceituação

Conforme citado no Capítulo 1, a existência dos bens na natureza é condição indispensável à existência da vida na terra. Qualquer ser vivo, sejam os animais ou os vegetais e o homem, tem a sua existência e sobrevivência totalmente dependentes dos bens que a natureza lhes disponibiliza. Estes bens naturais, sem valor monetário, precisam sofrer transformações, maiores ou menores, para alcançar o estado de consumo ou de utilização.

É a atuação das pessoas sobre as fases de transformação que permite a obtenção de bens nos diversos locais e no estado de consumo ou de utilização pelo homem. Sob esta conceituação, pode-se afirmar que os gastos despendidos com pessoal são os mais importantes deles.

Os gastos com pessoal abrangem todos aqueles despendidos para remunerar as pessoas envolvidas nas diversas atividades desenvolvidas nas empresas. Contabilmente, eles são classificados como custo ou despesa. O primeiro deles refere-se à remuneração do pessoal envolvido na elaboração de bens e serviços; o segundo, àquela do pessoal envolvido nas demais atividades, ou seja, nas atividades de administração e comercialização de bens e serviços.

 

5 - Custos Gerais

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CUSTOS GERAIS

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Capítulo 5

5.1 Conceituação

Os Gastos Gerais são definidos no Capítulo 1 como os que não se classificam como de material ou de pessoal, embora alguns destes, cujo valor seja pouco expressivo, possam classificar-se, na prática, como gerais. Os que estão ligados às áreas de elaboração de bens e serviços podem ser subdivididos em custos gerais fabris – os ocorridos nas áreas de fabricação da empresa – e em custos gerais não fabris – aqueles que, embora não ocorridos nas áreas de fabricação propriamente ditas, ocorrem nos departamentos de administração, de apoio e auxiliares da produção e são indispensáveis ao funcionamento harmonioso da atividade-fim da empresa.

Além dos custos gerais, fabris ou não fabris, os gastos gerais englobam também um grupo expressivo denominado contabilmente como despesa, e que está dissociado das atividades de elaboração de bens e serviços. Tal dissociação pode, por vezes, rotular a despesa como improdutiva, mas não deve, no entanto, torná-la menos importante: este rótulo indica tão somente que as despesas são gastos não ligados às atividades de produção. Como cita Mott,1  de que valeria toda a produção do mundo se não houvesse as atividades de vendas e de administração das demais atividades indispensáveis a uma organização e que consomem recursos?

 

6 - Apuração de Custos

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APURAÇÃO DE CUSTOS

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Capítulo 6

6.1 Conceituação

A Apuração de Custos consiste em sua acumulação em cada tipo de unidade ou função diferente de acumulação de custo cujo valor se deseja conhecer.

Antes do estabelecimento de qualquer sistema de controle, deve-se definir de quais unidades se deseja apurar custos. Se a apuração é de toda a empresa, o controle é bastante simples, e é suficiente a demonstração normal de resultados, não necessitando preocupar-se com a classificação dos custos quanto à apuração (direto ou indireto). Bastam as classificações quanto à natureza (plano de contas) – para classificar os custos correta e consistentemente sob o aspecto contábil – e quanto à formação (fixo ou variável) – desejando-se fazer algumas análises gerenciais simples. Apurando-se os custos dos diversos órgãos da empresa, aumenta-se o nível dos controles. Nesse caso, há que se preocupar também com a classificação quanto à apuração, a fim de possibilitar a alocação das parcelas dos custos indiretos aos diversos órgãos.

 

7 - Análise Custo – Lucro – Volume

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ANÁLISE CUSTO – LUCRO –

VOLUME

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Capítulo 7

7.1 Conceituação

A análise baseada na relação entre custo, lucro e volume consiste na comparação dos diversos resultados que podem ser apresentados por um empreendimento, de acordo com a seleção da alternativa a ser adotada entre as várias disponíveis e que podem envolver diferentes restrições. Essa análise baseia-se na Margem de Contribuição ou Receita Marginal, conceituada no Custeio Direto ou Variável, estudado no Capítulo 6. Devem ser considerados também o comportamento da totalidade dos custos e despesas fixos e sua influência sobre os resultados.

Isso significa que os vários níveis de produção, dentro da capacidade máxima instalada, devem ser estudados e comparados para que a alternativa mais viável ou mais conveniente possa ser identificada. De acordo com essa análise, podem ser respondidas perguntas tais como: a) b) c) d) e) f) g) h) i)

 

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