Fundamentos de Ética Empresarial e Econômica, 5ª edição

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Este livro distingue-se de outras recentes publicações na área por apresentar uma atualização de todo o conteúdo e introduzir dois novos capítulos: um sobre Ética e Governança Corporativa (Capítulo 4) e outro sobre Ética, Responsabilidade Social e Sustentabilidade (Capítulo 21). _x000D_
A obra é dirigida tanto para estudantes e profissionais interessados em aprofundar seus conhecimentos sobre Ética Empresarial e Econômica, como para professores, por fornecer ampla bibliografia, facilitando a elaboração de um curso de ética._x000D_
Diante da carência de material publicado no Brasil sobre esse tema, os autores preocuparam-se em oferecer uma fundamentação ética para o estudo e a atividade empresarial e econômica._x000D_
Livro-texto para as disciplinas Ética em Administração e Ética em Economia dos cursos de graduação em Administração e Economia. Leitura complementar para as disciplinas Administração Geral e Introdução à Economia dos mesmos cursos._x000D_
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21 capítulos

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1 - Perspectivas filosóficas das correntes éticas

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Perspectivas filosóficas das correntes éticas

1

Pensando em ética...

As circunstâncias mais prosaicas da vida revelam que a ética é condição necessária para a sobrevivência humana.

Dois colegas de trabalho acabam de almoçar e caminham pensativos pelo jardim do restaurante. Nada parece alterar o silêncio até que um deles expressa em voz alta suas reflexões:1

– Todas as vezes que preciso pensar em algo importante, saio para dar uma volta no jardim junto ao restaurante.

O amigo limita-se a escutar.

– Há sempre distrações por aqui!

Comenta, enquanto examina o tronco de uma árvore. E prossegue:

– Eu não acredito mais na ética. Por mim, acho que os fins justificam os meios.

E, como consequência:

– Aproveite o que puder enquanto levar vantagens. É o que eu digo, o poder é o que dita as regras. São os vencedores os que escrevem os livros de história. É um mundo cão. Vou fazer tudo que achar necessário e deixar que os outros fiquem se perguntando o que é certo e o que é errado!

 

2 - Definição de ética

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Definição de ética

2

Etimologia

O termo ética, proveniente do vocábulo grego ethos, significa costume, maneira habitual de agir, índole. Sentido semelhante é atribuído à expressão latina mos, moris, da qual deriva a palavra moral. Sem entrar na discussão semântica que levaria a matizes diferenciais inexpressivos, em ambos os casos a Ética pode ser entendida como a ciência voltada para o estudo filosófico da ação e conduta humana, considerada em conformidade ou não com a reta razão.1

Embora com certa frequência se atribua à palavra moral uma dimensão religiosa, quando se fala, por exemplo, de filosofia moral, ciência moral etc., neste livro não se dará esta conotação. Aqui, ética e moral serão tratadas com um mesmo sentido, substancialmente idêntico, como ciência prática que tende a procurar pura e simplesmente o bem do homem.

As ciências humanas estudam, sob diferentes ângulos, o homem e suas ações. A psicologia, por exemplo, analisa a natureza do entendimento e do conhecimento, e a da vontade ou apetência humana; a natureza da alma, seu modo de ser e de agir. A sociologia ocupa-se do coletivo, como um aspecto da vida individual; a ação humana interindividual, realizada por um eu em relação com os outros indivíduos, de acordo ou não com os padrões e normas sociais. A lógica estuda os princípios da razão humana, ordenando a vontade e corrigindo a forma dos atos cognoscitivos.

 

3 - Perspectiva histórica dos estudos em ética empresarial

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Perspectiva histórica dos estudos em

ética empresarial

3

Evolução do conceito de ética empresarial

Uma das primeiras preocupações éticas no âmbito empresarial de que se tem conhecimento revela-se pelos debates ocorridos especialmente nos países de origem alemã, na década de 60. Pretendeu-se elevar o trabalhador à condição de participante dos conselhos de administração das organizações.

O ensino da Ética em faculdades de Administração e Negócios tomou impulso nas décadas de 60 e 70, principalmente nos Estados Unidos, quando alguns filósofos vieram trazer sua contribuição. Ao complementar sua formação com a vivência empresarial, aplicando os conceitos de ética à realidade dos negócios, uma nova dimensão surgiu: a Ética Empresarial.

Nos anos 70 tornou-se notória a pesquisa realizada nos Estados Unidos pelo Prof.

Baumhart, sobre ética nos negócios, junto a empresários.1 Nessa época, o enfoque dado

à Ética nos Negócios residia na conduta ética pessoal e profissional.

 

4 - Ética e governança corporativa

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Ética e governança corporativa1

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Introdução

O presente trabalho tem por objetivo mostrar que, assim como o ser humano sempre almeja metas mais elevadas para se realizar, a empresa também procura se superar para sobreviver e enfrentar a concorrência.

A empresa que adota as melhores práticas de Governança Corporativa e por isso está propensa a atrair maiores investimentos e ser bem-sucedida em seu desempenho financeiro deve, também, estar preocupada com a adoção dos critérios éticos para atingir o seu fim.

Com razão, observa Lynn Paine:

“But no longer are companies judged by financial results alone. To be considered truly outstanding, companies today must than achieve superior financial results or meet impressive production targets. They must receive high marks not only from shareholders concerned with financial returns but also from other parties with whom they interact. And to do so, as we have seen, they must satisfy a mix of economical and ethical criteria.”2

 

5 - Programas de ética e compliance

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Programas de ética e compliance

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As sociedades normalmente se regem por leis e costumes que asseguram a ordem na convivência entre os cidadãos.

Para estabelecer sua estratégia, uma empresa deve definir sua missão, sua visão e seus valores. A missão é a razão de ser da organização. A visão traduz a percepção de todos os integrantes da organização sobre aonde ela deseja chegar a médio e longo prazo. Os valores são bens sociais intangíveis que, se desenvolvidos conforme as convicções dos dirigentes da empresa, permitem que seja alcançada a missão.1

Cada organização estabelece um sistema de valores, explícito ou não, para que haja uma homogeneidade na forma de conduzir questões específicas e relativas a seus stakeholders, ou seja, todos os públicos que de forma direta ou indireta contribuem para o bom desempenho da empresa: acionistas ou proprietários, colaboradores, clientes, fornecedores e distribuidores, concorrentes, governantes e membros da comunidade em que está inserida a empresa.

 

6 - Ética da virtude e liderança

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Ética da virtude e liderança

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A maior parte dos teóricos anglo-saxões acredita que normas de comportamento estabelecidas em guias de conduta ou códigos de ética implantados nas empresas são importantes porque, entre outras razões, a ética é rentável, por favorecer a consolidação de uma imagem de empresa séria e responsável.

Em contrapartida, muitos autores latinos procuram enfatizar as pessoas, e não as regras, como foco da ética. Para esses autores, as organizações, assim como a economia, podem ser consideradas éticas, se os colaboradores que as compuserem, e seus executivos, forem pessoas que tentam viver de modo total a integridade das virtudes morais.

No Brasil, parece que os dois enfoques são necessários e urgentes. A ética, tanto no nível pessoal como no organizacional, ou no macro, está por impor-se. Há ainda muito por fazer, até que se atinja o nível ideal.

A empresa é constituída de seres humanos que, presume-se, buscam o bem como ideal, como fim, emanando daí a dignidade de cada pessoa. O meio para alcançar esse fim são as virtudes. Pela ética realista, que é uma ética de fins e meios, a empresa só poderá ser ética se as pessoas que a constituam forem pessoas virtuosas.

 

7 - Ética em marketing e propaganda

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Ética em marketing e propaganda

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O marketing constitui uma das áreas de maior importância em uma organização.

Sua função precípua é atender às necessidades e aos desejos do consumidor, oferecendo produtos tangíveis, serviços e ideias, em consonância com os objetivos de lucro que toda empresa visa.

O consumidor não conhece o lançamento, ou os atributos desses produtos, serviços e ideias, sem que um instrumento de comunicação lhe possibilite o acesso à informação. Eis, em linhas muito gerais, a função da propaganda.

Neste capítulo, serão apresentados critérios de ética específicos para as tomadas de decisão em marketing e em propaganda.

Ética na pesquisa de marketing

O processo de conhecer as necessidades e desejos do consumidor desenvolve-se mediante a pesquisa de marketing. Isso implica estudos que pressupõem princípios éticos, para que o oportunismo ou a ganância não se sobreponham ao objetivo claro do marketing, que é o de satisfazer à demanda real, e não impor o consumo, transformando em necessidade o que é supérfluo.

 

8 - Ética em vendas

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Ética em vendas

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Ética em vendas?... Esse é o desafio que o grande público coloca de forma jocosa, ao se referir aos vendedores em todo o mundo.

Da mesma forma que em marketing, a função de vendas não deve ser considerada intrinsecamente boa ou má, mas um instrumento que pode ser utilizado para o bem ou para o mal, podendo suscitar resultados benéficos, ou prejudiciais, se forem ignorados os critérios éticos.

A atividade de vendas, por característica, implica uma poderosa força de persuasão, chegando a modelar atitudes e comportamentos. A influência do profissional de vendas normalmente extrapola sua finalidade precípua de informar, sugerir o consumo ou compra e provocar reações do público. Seus argumentos, dependendo do produto ou serviço em questão, podem ter impacto profundo sobre as pessoas, em termos de sentido da vida, de compreensão do mundo e de si mesmas, no que tange a valores ou formas de escolha.1

Ética na relação com o consumidor

Especialmente em nações ainda em fase de desenvolvimento, é forte o poder de persuasão do vendedor na venda pessoal. O público em geral apresenta menor capacidade de discernimento em relação aos apelos da propaganda, de compreensão dos atributos de produto e de seus direitos em relação aos serviços que deseja contratar. O vendedor torna-se mais responsável pela elucidação das dúvidas, auxiliando o consumidor a identificar sua real necessidade e o produto ou serviço mais satisfatório. Quando a atividade de vendas deixa de lado sua função de informação, representando mal ou ocultando fatos importantes, para apenas persuadir e mo1

 

9 - Ética na relação empresa-consumidor

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Ética na relação empresa-consumidor

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Ética do produtor

Um enfoque econômico e social da ética leva à compreensão de que a função de oferta, determinada na economia de mercado pelo desejo de lucro, cabe ao empresário. Na atividade de troca, ele é o que oferece bens e serviços visando benefícios, e o consegue uma vez que satisfaz à demanda com poder aquisitivo, contribuindo para o cumprimento do fim social da economia e da empresa.

Como os conceitos de fim social da economia e da produtividade econômicosocial encontram-se vinculados aos valores do bem ou serviço, não podem ser vistos apenas em seus aspectos de curto prazo, mas devem refletir a preocupação do futuro da sociedade, mediante as previsíveis possibilidades de satisfação das necessidades de capital e cultura, a partir das atuais tendências de consumo.

Com isso, é natural buscar a satisfação das necessidades culturais e vitais dos homens, com o maior grau possível de atividade e autorresponsabilidade individuais, de acordo com os interesses da sociedade.

 

10 - Ética em finanças

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Ética em finanças

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Filósofos, administradores e economistas estudam a riqueza e o comportamento humano como uma relação entre fins e meios escassos, que têm usos alternativos. O que é a administração financeira senão gestão de recursos para usos alternativos de riquezas?

É preciso que empresas, políticas e normas assegurem que sejam atendidas as necessidades humanas de bens e serviços escassos, possibilitando o desenvolvimento das pessoas, individualmente e em relação à sociedade. Esse é o valor da riqueza, em seu mais profundo sentido. É dentro desse conceito que um empreendimento não lucrativo, ou que não apresente resultados, poderia com bastante certeza ser tratado como não ético.

Muitos profissionais parecem despertar para a ética em finanças no momento em que grandes escândalos são divulgados. No dia a dia, porém, se as transações financeiras não estiverem apoiadas em determinadas regras e comportamentos morais, o mercado se ressentirá e a impressão de oportunismo poderá comprometer negativamente os investimentos de muitos cidadãos, de empresas e de instituições financeiras.

 

11 - Ética na gestão de pessoas

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Ética na gestão de pessoas

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No mercado de trabalho brasileiro, a ética parece ser ainda mais falada do que vivida. Há necessidade de profissionais líderes, que saibam influenciar seus colegas, chefes e gerentes com naturalidade, com inteligência, para que os valores morais se sobreponham ao oportunismo, à fraude, ao medo da concorrência, aos costumes pouco retos do ramo em que a organização opera.

Na gestão de pessoas, as organizações preocupam-se muito com o marco legal, o cumprimento da legislação trabalhista, com acordos sindicais e outros aspectos previstos em regulamentos governamentais e diretrizes da empresa.

Uma perspectiva de responsabilidade social ressalta o compromisso ético da empresa em relação a seus stakeholders, sempre enfocando o relacionamento entre pessoas: entre a empresa, seus executivos e os acionistas; entre a empresa e seus clientes e fornecedores; entre a empresa e a sociedade de modo geral, ou a comunidade em que está inserida, incluindo os concorrentes; entre os executivos e os empregados, ou entre os próprios colaboradores.

 

12 - Ética em negócios internacionais

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Ética em negócios internacionais1

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O desenvolvimento dos transportes e os sistemas de informação tornaram o mundo menor. Em termos comportamentais, porém, os padrões, valores e atitudes que guiam a interação humana não se modificam. A inovação tecnológica tem provocado a internacionalização dos negócios, e todos os níveis de colaboradores acabam-se envolvendo com a interação cultural. Empresas que se expandem internacionalmente passam a lidar com clientes e empregados estrangeiros, com os quais é preciso se comunicar, nas operações do dia a dia, para alcançar os resultados previstos. Com a globalização de mercados, é comum que os gerentes encontrem dificuldades ao se defrontarem com culturas diferentes da sua. É preciso desenvolver estratégias de negócios internacionais, funções e processos que levem em consideração fatores ambientais poderosos e interdependentes, como a política, a economia, as leis, a tecnologia, a cultura e, sobretudo, a

ética em relação às nações hospedeiras.

 

13 - Ética e economia

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Ética e economia

13

O que é ética?

Antes de tratar da relação entre economia e ética, convém relembrar alguns conceitos, já abordados nos primeiros capítulos.

Observar as coisas como elas são na realidade é um fato. Outro, muito diferente, é como as coisas deveriam ser. Ao andar de carro, por exemplo, uma coisa é a velocidade real que alcança o veículo e outra, diferente, é a ideal que deveria alcançar. Uma coisa

é como um time de futebol joga e outra, como deveria jogar. Uma coisa é a nota de um aluno na prova e outra, aquela que deveria obter.

Cada pessoa capta os objetos que lhe são apresentados externamente por meio dos sentidos e tenta compreendê-los com a inteligência. Com a vista observa-se um carro em movimento, com o ouvido capta-se o som de uma orquestra tocando, com o olfato sente-se o perfume de uma flor. Os sentidos são janelas. Abertas para fora, põem as pessoas em contato com o mundo exterior.

Por meio da inteligência, processa-se a informação captada pelos sentidos e é possível compreender aquilo que os sentidos apresentam.

 

14 - Ética e inflação

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Ética e inflação

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No âmbito econômico, todo país persegue os seguintes objetivos de política econômica: estabilidade monetária, crescimento econômico e justiça econômica e social.

A estabilidade monetária é condição das demais. Está na base de um crescimento equilibrado e da justiça social.

A inflação implica a perda de confiança no valor da moeda. A desvalorização do valor aquisitivo da moeda atua como um ácido na estrutura de ferro que sustenta o edifício econômico: corrói as relações econômicas entre os agentes e semeia a desconfiança institucional e política. Antes ou depois a situação tende a um limite crítico, do qual não há retorno possível sem uma grave crise institucional.

Em palavras de Keynes, publicadas em um ensaio de 1919 e coletadas nos seus

Essays in persuasion, de 1963:

“Não há forma mais sutil e segura de destruir os alicerces da sociedade do que a desmoralização de sua moeda. Esse processo engaja todas as forças ocultas das leis econômicas do lado da destruição, e o faz de um modo que nem um homem em um milhão é capaz de diagnosticar” (KEYNES, 1963, p. 78).

 

15 - Ética e capital humano

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Ética e capital humano

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A economia considera tradicionalmente três fatores que, combinados entre si, contribuem para a produção de bens e serviços. Tais fatores são: terra, trabalho e capital.

O fator trabalho consiste na aplicação do esforço humano à atividade produtiva. O trabalho pode ser manual, intelectual ou a combinação de ambos. Por produção não se deve entender exclusivamente a fabricação de bens materiais. Atividades predominantemente intelectuais, como dar aula ou escrever um livro, também são atividades produtivas e têm uma contrapartida econômica. O mesmo se aplica ao trabalho dirigido ao setor serviços, como dirigir um táxi ou ser guia turístico.

O capital como fator de produção inclui tanto os recursos monetários quanto físicos, tais como máquinas, ferramentas e prédios, que contribuem direta ou indiretamente para o processo produtivo.

Dos três tradicionais fatores de produção, o mais importante é o trabalho. Sem trabalho não há produção agrícola; sem trabalho o capital se perde. O trabalho é também o mais importante dos fatores porque a produção está a serviço do homem e não o homem a serviço da produção. Eis uma preocupação da ética econômica.

 

16 - Ética e crescimento econômico

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Ética e crescimento econômico

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Nas décadas de 60 e 70, os termos crescimento e desenvolvimento econômico aparecem na literatura econômica como sinônimos. Antes de 1950, as expressões crescimento econômico e progresso econômico eram as mais difundidas, para referir-se às melhorias introduzidas nas condições de vida dos países.1

A explicação para a ênfase no crescimento não oferece especiais dificuldades, se consideramos que o principal objetivo de inúmeros países, após a Segunda Guerra

Mundial, era a reconstrução de suas economias.

Crescimento econômico foi definido como incremento do produto interno bruto ou renda per capita de um país. Essa avaliação do desempenho econômico, refletindo aspectos quantitativos, começou a ser questionada com o decorrer dos anos, por não incluir elementos qualitativos. A partir do fim da década de 70, ou no início dos anos 80, uma nova expressão impunha-se na literatura econômica e na avaliação dos organismos internacionais: desenvolvimento econômico.2 A apresentação do meio ambiente no processo de desenvolvimento econômico introduziu um novo conceito no final da década de 80: desenvolvimento econômico sustentável.3

 

17 - Ética e microcrédito

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Ética e microcrédito

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Neste capítulo, não serão apresentados conceitos teórico-práticos, na forma utilizada no restante do livro. Dado o interesse despertado pelo assunto atualmente no

Brasil, optou-se por reproduzir, na íntegra, uma entrevista com o Prof. Muhammad Yunus, idealizador dos microcréditos, de Bangladesh, e merecedor do Prêmio Nobel da

Paz em 2006. É uma aplicação da ética econômica e social que leva em consideração a integridade da pessoa humana, restituindo aos pobres a dignidade e os direitos que descobriram em contato com seu trabalho.1

A propósito do empréstimo a pessoas miseráveis, para as quais se descortina a possibilidade de assumir o compromisso de restituir em parcelas mínimas o valor recebido, que também é pequeno, Yunus descreve a emoção experimentada por essas beneficiárias do microcrédito:

“Quando a pessoa que nunca havia tomado dinheiro emprestado antes paga a primeira prestação, sua felicidade é imensa, pois ela provou ser capaz de ganhar o suficiente para pagar suas dívidas. Depois vêm a segunda e a terceira prestações. É uma experiência extraordinária. Ela descobre a sua própria capacidade, e transborda de alegria, uma alegria palpável e contagiosa que se transmite a todos. Ela percebe que vale mais do que as pessoas pensavam, e que tem em si potencialidades insuspeitadas.

 

18 - Ética na era da informação

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Ética na era da informação

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O início de cada ano é tradicionalmente um tempo para avaliar o ano anterior e fazer projetos para o novo. O início de cada século oferece uma nova oportunidade para lançar um olhar para o passado e para o futuro. E o começo de um novo milênio apresenta o desafio de uma visão ainda mais ampla para trás, embora seja pouco factível planejar a tão longo prazo.

Depois de analisar os vários aspectos da ética empresarial e econômica, impõe-se a reflexão sobre um dos grandes desafios neste início de milênio: a ética em tecnologia da informação.

Em meados da década de 1990, um grupo de estudantes norte-americanos desenvolveu um programa que possibilitava o uso da Internet em uma linguagem multimídia: browser. Essa ideia simples possibilitava ao usuário navegar pelas informações na rede, de maneira eficiente e intuitiva: era a World Wide Web.

Uma malha de usuários conectados com outras pessoas por meio de computadores ligados a cabos que chegam a outros micros, gerando e recebendo informações, foi o resultado da simples ideia daqueles jovens. Começou a funcionar a maior rede de distribuição e coleção de informações até então existente.

 

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