Manual de Ortopedia Funcional dos Maxilares - Uma Abordagem Clínico-Infantil

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Os distúrbios que acometem a morfofuncionalidade da face, incluindo maloclusão, respiração bucal, deglutição atípica, disfunção temporomandibular, entre outros, têm relevante impacto na saúde pública, em virtude de sua alta prevalência e de seus efeitos negativos na qualidade de vida da criança._x000D_
A Ortopedia Funcional dos Maxilares, especialidade da Odontologia com bases científicas sólidas, tem como objetivo identificar, prevenir e intervir precocemente visando à normalização dos desvios do sistema estomatognático, os quais interferem também em outros órgãos. Assim, mantém estreita relação com áreas de interesse, como medicina, fonoaudiologia, fisioterapia, psicologia e cirurgia de todas as especialidades. Manual de Ortopedia Funcional dos Maxilares | Uma Abordagem Clínico-infantil apresenta desde os conceitos e princípios da especialidade até suas bases fisiológicas e o mecanismo de ação dos aparelhos ortopédicos._x000D_
De maneira prática e objetiva, aborda noções de crescimento e desenvolvimento orofacial, anatomia funcional do sistema estomatognático, fatores que interferem no desenvolvimento normal da face e da oclusão, meios de diagnóstico, prevenção e tratamento. Fruto da ampla experiência da autora no atendimento a gestantes e bebês, esta obra tem grande enfoque na promoção de saúde bucal e contribui tanto para a formação acadêmica quanto para a atualização do cirurgião-dentista, com ênfase em odontopediatria.

16 capítulos

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1 - Ortopedia Funcional dos Maxilares | Considerações Gerais

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1

Ortopedia Funcional dos Maxilares |

Considerações Gerais

Marina Batista Borges Pereira

Definição

A Ortopedia Funcional dos Maxilares (OFM)

é uma especialidade odontológica que diagnostica, previne, controla e trata problemas de crescimento e desenvolvimento que afetam os arcos dentários e suas bases, tanto no perío­do de crescimento quanto no pós-crescimento, nem sempre por meio de aparelhos. Atua diretamente sobre o sistema neuro­muscular, que comanda o desenvolvimento ósseo dos maxilares, o qual pode levar os dentes a ocuparem suas posições funcionais e estéticas por meio de estímulos neurais e mudança de postura, sem provocar dor, o que leva ao equilíbrio do sistema estomatognático.

Histórico

A OFM originou-se na Europa, no início do século 20, e, apesar de praticada no Brasil

­ desde a década de 1950, foi reconhecida como especialidade pelo Conselho Federal de

Odontologia no país somente em 2001, estando incluída, até então, na Ortodontia, que, em anos anteriores, era parte integrante da

 

2 - Bases Fisiológicas da Ortopedia Funcional dos Maxilares

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Bases Fisiológicas da

Ortopedia Funcional dos Maxilares

Marina Batista Borges Pereira

Introdução

Um dos pilares de maior importância para o especialista em Ortopedia Funcional dos

Maxilares (OFM) é o conhecimento prévio sobre a embriologia, a anatomia e a histofisiologia do esqueleto craniofacial. A OFM busca apoiar todo seu arsenal técnico e científico, seus objetivos de tratamento e seu referencial de saú­de para o diagnóstico de todos os desvios morfofuncionais que acometem o aparelho mastigador da criança em desenvolvimento na normalização das funções neurovegetativas (respiração, mastigação, deglutição, fonação e sucção) que podem alterar o curso de desenvolvimento infantil quando desenvolvidas patologicamente.

Portanto, pode-se concluir que o objetivo maior da OFM, como uma especialidade da

Odontologia, é promover condições funcionais

ótimas para alcançar um crescimento e um desenvolvimento maxilomandibular o mais próximo do fisiológico possível. Para tanto, são fundamentalmente importantes o conhecimento pleno e o entendimento dos principais trabalhos científicos que servem como um importante sustentáculo para prática das técnicas funcionais, como a neurofisiologia oral, a hipótese da matriz funcional de Moss, as pesquisas de McNamara, as leis Planas, a teoria do servossistema de Petrovic, entre outros.

 

3 - Noções sobre Crescimento e Desenvolvimento Crânio/Orofacial

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3

Noções sobre

Crescimento e

Desenvolvimento

Crânio/Orofacial

Marina Batista Borges Pereira

Introdução

O conhecimento a respeito do desenvolvimento orofacial inicial tem se difundido cada vez mais em decorrência do crescente interesse na saú­de oral infantil e do envolvimento de odontopediatras nos cuidados neonatais. Além disso, há uma tendência nacional de buscar tratamento não somente para dentes cariados, mas também para maloclusão ainda na infância.

Os profissionais da ­área devem ser capazes de identificar e entender as implicações de questões comuns relacionadas com o crescimento facial em crianças e adolescentes, pois podem levar a problemas estéticos e funcionais. O crescimento facial é o resultado de fatores genéticos e ambientais (alguns dos quais funcionais). Assim, a modificação do crescimento torna-se uma real possibilidade, sendo tratada de diversas maneiras.

O odontopediatra tem a oportunidade de acompanhar o crescimento e o desenvolvimento da criança, desde o nascimento até a adolescência. Trata-se de um perío­do de grandes transformações físicas, mentais e emocionais, que necessita ser monitorado nos quatro aspectos básicos da sua atenção profissional: dentes, periodonto, sistema neuro­muscular e oclusão. O crescimento pós-natal é mais rápido e intenso durante os primeiros 5 anos de vida, sendo as taxas de crescimento dos maxilares e da base anterior do crânio maiores durante o

 

4 - Anatomia Craniofacial de Interesse para a Ortopedia Funcional dos Maxilares

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Anatomia Craniofacial de Interesse para a

Ortopedia Funcional dos Maxilares

Pedro Pileggi Vinha e Antonio Fagnani Filho

Introdução

Conhecer as estruturas com as quais se dispõe a trabalhar, buscando a sua harmonização anatômica e, principalmente, funcional, tem fundamental importância no entendimento dos seus padrões de normalidade e suas possíveis alterações patológicas. Levando em consideração que o ser humano é uma unidade pulsátil e está em constante troca de energia com o meio desde o nascimento ao crescimento e desenvolvimento, é preciso se lembrar de que essa troca e a manutenção da sua saú­de dependem, primariamente, da harmonia e do equilíbrio dinâmico de vários sistemas do corpo, formando uma unidade biológica, como os sistemas cardiocirculatório, respiratório, excretório, nervoso, imunológico, emocional, digestivo etc.

Nesse contexto complexo, o sistema estomatognático (SE) assume um papel de muita relevância, pois participa intimamente das principais funções para a continuação da vida, dada sua estreita relação com o sistema respiratório e digestivo, além de contribuir decisivamente para a estética facial, influindo também de maneira marcante no estado emocional.

 

5 - Alterações Funcionais do Sistema Estomatognático

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5

Alterações Funcionais do Sistema

Estomatognático

Andréa Pereira da Silva, Celina Kassumi Kunieda Suzuki,

Liliane Teles e Marina Batista Borges Pereira

Introdução

O sistema estomatognático (SE) é composto por ossos, dentes, ar­ticulação temporomandibular

(ATM), m

­ úsculos, sistemas ­vascular e nervoso e espaços vazios. As estruturas rígidas e moles da cavidade oral e das re­giões circunvizinhas desempenham um importante papel nas funções vitais, como sucção, mastigação, deglutição e respiração, além da ar­ticulação da fala.

As estruturas estáticas e dinâmicas que compõem o sistema orofacial, quando alteradas, interferem diretamente nas funções orais, ou seja, qualquer alteração da função significa alteração da forma, e vice-versa.

A dinâmica do SE tem início com os processos de respiração e sucção, reflexos inatos que desenvolvem no lactente toda a cadeia neuro­ muscular estomatognático-facial. Os componentes da face e o SE estão inter-relacionados pela contiguidade anatômica, pela fisiologia e a ação de feedback que se dá entre os aparelhos mastigatório e respiratório superior, o que determina a interdependência desses órgãos em relação aos seus processos de crescimento e de desenvolvimento.

 

6 - Respiração Bucal

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6

Respiração Bucal

Marina Batista Borges Pereira, Vitor Borges

Porfírio Pereira e Vinicius Borges Porfírio Pereira

Introdução

A respiração bucal na infância, também conhecida como síndrome do respirador bucal

(SRB), está relacionada com alterações do crescimento facial, problemas oclusais e da fala, distúrbios alimentares, alterações posturais, dificuldades escolares e doen­ças do sono, sendo a apneia considerada uma das mais graves conse­quências, a ponto de interferir na qualidade de vida da criança. Essa condição é tida como um problema na ­área da saú­de pública por sua alta prevalência e suas graves consequências para o organismo, resultando em expressivos índices de internações, além de altos

índices de evasão escolar.

Diversos estudos, como Bresolin, 1983,

Castro e Pinto, 2008, Feres, 2009, LinderAronson, 1979, Mcnamara, 1981, Motonaga,

2000, Ribeiro, 2002, e Rickets, 1968, mostram uma íntima relação entre respiração bucal e alterações dentofaciais. Contudo, ainda existem dúvidas sobre a sua real in­fluên­cia no crescimento e no desenvolvimento craniofacial.

 

7 - Distúrbios Respiratórios do Sono na Criança

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Distúrbios Respiratórios do Sono na Criança

Renata Cantisani Di Francesco e Melissa Ameloti Gomes Avelino

Introdução

A literatura traz uma relação clara entre respiração oral e distúrbio respiratório do sono.

Petry et al. apontam que, no Brasil, há prevalência de ronco habitual em crianças de 27,6%, com sonolência excessiva diurna de 7,8% e episódios de apneia (referidos pelos pais) de 0,8% em escolares, sendo estes os principais indicadores de desconforto respiratório do sono.

A prevalência da apneia obstrutiva do sono é de 1 a 25% em crianças e pode estar associada a uma série de repercussões que comprometem sua qualidade de vida.

A síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS) pode ocorrer em crianças de todas as idades, incluindo recém-nascidos.

Na infância, o seu pico de incidência se dá entre os 3 e 5 anos de idade, perío­do em que as tonsilas faríngea e palatinas são maiores

(apresentam hiperplasia) em relação ao tamanho da faringe. Quanto maior o tamanho das tonsilas palatinas, maiores as chances de roncopatia. Foram observadas, ainda, apneias mais graves, por meio dos achados polissonográficos em crianças com hiperplasia adenotonsilar em faixa etária pré-escolar, sendo os índices de apneia mais graves nas mais novas. A cirurgia de adenotonsilectomia é o tratamento de escolha, levando, na grande maioria dos casos, à normalização dos índices de apneia.

 

8 - Hábitos Orais

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Hábitos Orais*

Pedro Pileggi Vinha e Sheila Marques Inamassu Lemes

Introdução

Segundo Moyers, um hábito pode ser definido como um automatismo, um estímulo aprendido que, quando praticado, pode tornar-se inconsciente e incorporar-se à personalidade do in­di­ví­duo. O hábito oral deletério consiste em um ato neuromuscular complexo e pode representar uma in­fluên­cia negativa ao crescimento e desenvolvimento craniofacial, podendo acarretar alterações significativas, más posições dentárias, distúrbios respiratórios, dificuldades na fala, perturbações no equilíbrio da m

­ usculatura e problemas psicológicos. O grau de desequilíbrio depende da tría­de intensidade, fre­quência e duração, sendo, ainda, influenciado pela predisposição in­di­vi­dual, pela idade, pelas condições nutricionais e pela saú­ de do indi­ví­duo.

As estruturas do sistema estomatognático, controladas pelo sistema nervoso central, desempenham as funções de respiração, sucção, mastigação, deglutição e fala. Porém, elas não são in­di­vi­dualmente especializadas em determinada função; todas agem de maneira conjunta, de modo que um distúrbio em qualquer uma delas leva a um desequilíbrio generalizado.

 

9 - Tipos de Maloclusão

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Tipos de Maloclusão

Marina Batista Borges Pereira

Introdução

• Martins et al. (1998): 80% em crianças de 2

A oclusão é o resultado do controle neuro­ muscular dos componentes do sistema mas­ tigatório: dentes; periodonto; maxila; mandí­ bula; articulação temporomandibular (ATM); e seus ­músculos associados e ligamentos. A oclusão normal é definida como uma relação dentária harmoniosa e a fisiológica quando os componentes funcionam de modo eficiente sem dor mantendo-se saudáveis.

Os problemas de oclusão dentária, denomi­ nados por Simões, 1978 e 2003, de oclusopa­ tias, consistem em anomalias do crescimento e desenvolvimento, afetando, principalmente os

­músculos e os ossos maxilares no perío­do da infância e da adolescência, que podem produ­ zir alterações tanto do ponto de vista estético, nos dentes e/ou face, quanto funcional na oclu­ são, na mastigação e na fonação.

A maloclusão é considerada um problema de saú­de pública em decorrência de sua alta prevalência e por interferir na qualidade de vida, no bem-estar social e psicológico dos in­ di­ví­duos acometidos. Assim, diversos autores recomendam seu tratamento precoce por di­ versos motivos.

 

10 - Disfunções Temporomandibulares

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10

Disfunções

Temporomandibulares

Cláudio de Góis Nery, Marianita B. de Macedo Nery e Cláudio Macedo Nery

Introdução

Disfunção ou distúrbio temporomandibular (DTM), ou disfunção craniomandibular

(DCM), é um termo adotado para designar alterações nos músculos da mastigação e da região adjacente. A American Academy of

Orofacial Pain (AAOP) apud Okeson, 1996, o define como um termo coletivo que abrange problemas clínicos que envolvem os músculos da mastigação, as articulações temporomandibulares (ATM) e as estruturas associadas, ou ambas.

De maneira mais objetiva e simplificada, para o entendimento das DTM, diz-se que é um grupo de problemas caracterizados por: dor na face, nas ATM e nos músculos da mastigação; desvios ou limitações nos movimentos da mandíbula; barulho nas ATM e/ou dor durante a função mandibular (mastigar, bocejar, deglutir, cantar etc.); e dores de cabeça. É importante lembrar que DTM, segundo a AAOP,

é um subgrupo da dor orofacial, como pode ser observado em azul-escuro na Figura  10.1, ou seja, nem toda dor orofacial é DTM. Essa observação é um dos motivos que leva os autores a recomendarem uma leitura mais especializada a respeito desse interessante e desafiante tópico, tanto para os profissionais da área quanto de áreas afins.

 

11 - Prevenção das Oclusopatias | Nível Nobre

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Prevenção das

Oclusopatias |

Nível Nobre

Adriana Mazzoni, Ilda Machado Fiuza Gonçalves,

Marina Batista Borges Pereira e Vanessa Guerra Ferreira

Introdução

O princípio básico e fundamental de qualquer especialidade médica ou odontológica é a pre­ venção, a qual será alcançada quanto mais an­ tecipada for a atenção. A Ortopedia Funcional dos Maxilares (OFM) é uma especialidade da

Odontologia que estuda e trata do equilíbrio do sistema estomatognático (SE), de maneira preventiva ou curativa, de modo que mantenha ou restitua o equilíbrio ósseo, com auxílio ou não de aparatologia.

A prevenção, ou seja, a tomada de medidas profiláticas que se antecipe à instalação de um desvio morfofuncional na oclusão, podendo, por conse­quência, comprometer toda a saú­de e o desenvolvimento do SE, tem que levar em conta os fatores básicos e fundamentais que podem determinar e/ou influenciar o desen­ volvimento da oclusão como um todo. É muito importante conhecer plenamente todos os pos­ síveis fatores etiológicos que atuem direta ou indiretamente, bem como suas possíveis va­riá­ veis, para ter eficácia no objetivo de evitar tal estado mórbido, no caso as oclusopatias.

 

12 - Prevenção das Oclusopatias | Nível Inferior

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12

Prevenção das

Oclusopatias |

Nível Inferior

Marina Batista Borges Pereira e Maria Regina de Campos Brandão

Introdução

Nível inferior é aquele em que se encontra uma maloclusão, sendo necessária a intervenção para seu bloqueio e eliminação. Nesse estágio, ainda não é preciso o uso de aparelho ortopédico funcional dos maxilares (AOF). De acordo com Simões, denomina-se o conjunto de procedimentos efetuados quando se executa a prevenção feedforward. Dessa forma, quando são ultrapassados os limites do feedforward essencialmente puro, chega-se a estados mais críticos e lamentáveis (nível inferior, ou seja, quando a oclusopatia já aconteceu); todavia, pode-se ainda interferir no feedforward porque, assim, estar-se-ia antecipando estados mais afastados da saú­de, impedindo que a situação se agrave.

O feedforward essencialmente puro, denominado nível nobre de prevenção, antecipa-se

à ação das oclusopatias em si e depende fundamentalmente dos fatores educacionais a serem divulgados à comunidade; além disso, não requer alto custo, o que o torna acessível e utilizado desde a mais tenra idade até a fase adulta.

 

13 - Meios de Tratamento em Ortopedia Funcional dos Maxilares

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Meios de Tratamento em Ortopedia Funcional dos Maxilares

Marina Batista Borges Pereira

Importância do tratamento multidisciplinar

O atendimento interdisciplinar tem promovido reflexões sobre sua importância e aplicabilidade no meio médico e odontológico. O trabalho em conjunto proporciona mais benefícios ao paciente, por receber um atendimento mais qualificado, e aos membros da equipe, por proporcionar o crescimento profissional de cada integrante.

Muito se tem falado da importância dessa inter-relação profissional e da necessidade de se trabalhar em conjunto, uma ideia que se acredita decorrer da conscientização dos profissionais em relação às possibilidades e limitações de suas especialidades e da consequente busca de ajuda em outras, a fim de tratar melhor seu paciente. O significado da palavra “parceria” é reunião de pessoas para um fim comum.

Assim como na Medicina, o paciente que se submete a um tratamento ortopédico funcional dos maxilares muitas vezes necessita da intervenção de outras disciplinas médicas e odontológicas afins. No passado, os desvios morfofuncionais que acometem o sistema estomatognático ficavam sob a responsabilidade apenas de um profissional, com os poucos elementos diagnósticos de que dispunha, o que, naturalmente, poderia comprometer a qualidade destes, bem como o planejamento e o tratamento.

 

14 - Meios de Diagnóstico em Ortopedia Funcional dos Maxilares

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Meios de Diagnóstico em Ortopedia Funcional dos Maxilares

Dalton Humberto de Almeida Cardoso e Danilo Marega Borges

Considerações iniciais

Em qualquer especialidade da Odontologia, para a elaboração de um plano de tratamento, é necessária, antes de tudo, a confirmação do problema real, ou seja, a rea­li­zação de um diagnóstico preciso. E a Ortopedia

Funcional dos Maxilares (OFM) não foge à regra. O diagnóstico e o plano de tratamento ortopédico funcional fundamentam-se no levantamento de um conjunto de informações obtidas pela interpretação de diversos elementos, conhecidos como elementos de diagnóstico.

Os elementos de diagnóstico utilizados em OFM são divididos didaticamente em três partes:

Exame clínico

Entre os elementos de diagnóstico, o exame clínico é o principal deles. Inicia-se a partir do primeiro contato v­ isual com o paciente, antes mesmo da anam­ne­se, em que é possível a

­visua­lização da postura corporal do paciente, das características faciais, do perfil emocional e de outras características dependendo da experiência do profissional. O exame clínico é rea­li­zado em etapas: postural; facial; funcional; e bucal.

 

15 - Diagnóstico 3D de Oclusopatias na Infância

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Diagnóstico 3D de

Oclusopatias na Infância

Marcos Nadler Gribel e Bruno Frazão Gribel

Introdução

A imagenologia tem evoluí­do aceleradamente nas últimas décadas na ­área da Saú­de, graças ao surgimento e ao aprimoramento de diversas tecnologias, que se utilizam, em sua maioria, do grande avanço no poder de processamento dos computadores. Na Odontologia, somente mais recentemente passou-se a explorar esse terreno fértil das imagens obtidas por meio de radiografias digitais, tomografia computadorizada (TC), tomografia computadorizada corrigida (TCC), ressonância magnética (RM) etc., porém de maneira tímida e incipiente, como no diagnóstico de disfunções temporomandibulares (DTM) e na implantodontia.

A evolução tecnológica nessa ­área possibilitou avanços também na redução de radiação ionizante a que são submetidos os pacientes. As máquinas modernas de TC cone beam

(TCCB) rea­li­zam uma varredura completa da face em poucos segundos, dando ao paciente uma dose efetiva de 37 mSv, comparado com cerca de 2.000 mSv de uma varredura por TC fan beam (TCFB). Um paciente submetido a uma tomografia de feixe cônico de face – glabela ao mento – com voxel 0,4 mm absorve radiação ionizante equivalente àquela absorvida quando de exposição ao sol durante 2 h ou o equivalente a uma viagem aé­rea intercontinental com aproximadamente 8 h de voo.

 

Apêndices

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Apêndices

Borges Pererira.indb 271

07/07/2017 13:43:35

Borges Pererira.indb 272

07/07/2017 13:43:35

1

Desenvolvimento da

Dentição e do Sistema

Estomatognático

Dentição decídua

5 meses

2 anos

(± 6 meses)

Dentição mista

Dentição permanente

7 anos

(± 9 meses)

11 anos

(± 9 meses)

6 meses

Pré-natal

Nascimento

3 anos

(± 6 meses)

12 anos

(± 6 meses)

8 anos

(± 9 meses)

6 meses

(± 2 meses)

4 anos

(± 9 meses)

15 anos

(± 6 meses)

9 meses

(± 2 meses)

9 anos

(± 9 meses)

5 anos

(± 9 meses)

21 anos

1 ano

(± 3 meses)

18 meses

(± 3 meses)

Infância

6 anos

(± 9 meses)

10 anos

(± 9 meses)

Criança

(Pré-escola)

Criança

(Idade escolar)

35 anos

Adolescência e fase adulta

Figura 1  Desenvolvimento da dentição. Adaptada de Schour I, Massler M. Development of human dentition. J Am Dent

 

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