Para Ler o Zaratustra de Nietzche

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Este terceiro volume da série Filosofia em pílulas prepara o leitor para a compreensão de uma das obras-primas da literatura alemã, a clássica Also sprach Zarathustra (Assim falou Zaratustra), ou Za, a autobiografia do filósofo Friedrich Nietzsche, situando-a no conjunto de sua obra e propondo um caminho para sua leitura e interpretação. Nicolao Julião discute a gênese, as influências e a peculiaridade estilística de Za, livro que foi escrito de modo mais poético se comparado aos outros escritos nietzschianos. Enfatiza como problemática central da obra o ensinamento da superação e o desafio que o personagem Zaratustra deve enfrentar de superar a si mesmo. Sugere ao leitor que considere o conceito de superação como a alavanca a impulsionar tanto a ação dramática de Za quanto a elaboração de seus temas principais.

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Introdução

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introdução

Obra-prima da literatura alemã, Za 1 se inscreve numa dupla tradição, tanto filosófica quanto poética.

É bem verdade que Nietzsche recusou a atribuição de poesia ao Za tal como fez em EH ,2 para reivindicar à obra um estatuto ainda mais elevado do que as poesias

1 Para a citação da obra de Nietzsche, utilizamo-nos, sobretudo, da edição Kritische Studienausgabe, 1988. De agora em diante,

KSA, volume (V) seguido da numeração da passagem, somente para os póstumos. Para os textos editados como obra, citamos a seção ou aforismo conforme o caso. Utilizamo-nos da tradução de Rubens Torres Filho, em Obras incompletas, col. Os Pensadores,

1983. Por vezes fazemos uso da edição Werke Grossoktaveusgabe,

1920, sobretudo quando se trata de uma passagem consagrada e bastante referida. Foi de extrema importância para o trabalho a edição KGW – VI, 4 Nachberichts-Band zu also sprach Zarathustra,

1991, pois trata-se do material alternativo ao texto definitivo do

 

Introdução

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introdução

Obra-prima da literatura alemã, Za 1 se inscreve numa dupla tradição, tanto filosófica quanto poética.

É bem verdade que Nietzsche recusou a atribuição de poesia ao Za tal como fez em EH ,2 para reivindicar à obra um estatuto ainda mais elevado do que as poesias

1 Para a citação da obra de Nietzsche, utilizamo-nos, sobretudo, da edição Kritische Studienausgabe, 1988. De agora em diante,

KSA, volume (V) seguido da numeração da passagem, somente para os póstumos. Para os textos editados como obra, citamos a seção ou aforismo conforme o caso. Utilizamo-nos da tradução de Rubens Torres Filho, em Obras incompletas, col. Os Pensadores,

1983. Por vezes fazemos uso da edição Werke Grossoktaveusgabe,

1920, sobretudo quando se trata de uma passagem consagrada e bastante referida. Foi de extrema importância para o trabalho a edição KGW – VI, 4 Nachberichts-Band zu also sprach Zarathustra,

1991, pois trata-se do material alternativo ao texto definitivo do

 

1. A gênese e o lugar do Za no conjunto da obra de Nietzsche

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capítulo 1

a gênese e o lugar do Za no conjunto da obra de

Nietzsche

A gênese do Za

Apresentação

Este capítulo tem por objetivo explicitar a gênese da obra Za, assim como suas influências e estilo, e também apontar a direção que seguia Nietzsche na época de sua composição, ou seja, sua preocupação com o sentido histórico da humanidade. A ideia de sentido histórico (historische Sinn) aparece em Nietzsche desde a segunda das UB;1 porém, é posteriormente abandonada e retomada em MA

I2 e FW. A nossa hipótese interpretativa é a de que Za nasce das reflexões de Nietzsche enquanto escrevia FW, com uma preocupação acerca da história e da sua falta de sentido. Por

1 Sobre essa questão, cf. Lacoue-Labarthe, P., Historie et Mimèsis,

1986.

2 MA I, §2.

filosofia em pílulas

isso, Zaratustra deve ser visto como o vislumbrador e indicador de um novo futuro para a história humana.

O nascimento do Za

Segundo Montinari,3 a primeira vez que Nietzsche falou sobre o Zoroastro, em sua obra, foi em um reduzido fragmento póstumo do período de setembro de 1870 a janeiro de 1871. Nele foi dito, sem a mínima conexão com

 

1. A gênese e o lugar do Za no conjunto da obra de Nietzsche

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capítulo 1

a gênese e o lugar do Za no conjunto da obra de

Nietzsche

A gênese do Za

Apresentação

Este capítulo tem por objetivo explicitar a gênese da obra Za, assim como suas influências e estilo, e também apontar a direção que seguia Nietzsche na época de sua composição, ou seja, sua preocupação com o sentido histórico da humanidade. A ideia de sentido histórico (historische Sinn) aparece em Nietzsche desde a segunda das UB;1 porém, é posteriormente abandonada e retomada em MA

I2 e FW. A nossa hipótese interpretativa é a de que Za nasce das reflexões de Nietzsche enquanto escrevia FW, com uma preocupação acerca da história e da sua falta de sentido. Por

1 Sobre essa questão, cf. Lacoue-Labarthe, P., Historie et Mimèsis,

1986.

2 MA I, §2.

filosofia em pílulas

isso, Zaratustra deve ser visto como o vislumbrador e indicador de um novo futuro para a história humana.

O nascimento do Za

Segundo Montinari,3 a primeira vez que Nietzsche falou sobre o Zoroastro, em sua obra, foi em um reduzido fragmento póstumo do período de setembro de 1870 a janeiro de 1871. Nele foi dito, sem a mínima conexão com

 

1. A gênese e o lugar do Za no conjunto da obra de Nietzsche

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capítulo 1

a gênese e o lugar do Za no conjunto da obra de

Nietzsche

A gênese do Za

Apresentação

Este capítulo tem por objetivo explicitar a gênese da obra Za, assim como suas influências e estilo, e também apontar a direção que seguia Nietzsche na época de sua composição, ou seja, sua preocupação com o sentido histórico da humanidade. A ideia de sentido histórico (historische Sinn) aparece em Nietzsche desde a segunda das UB;1 porém, é posteriormente abandonada e retomada em MA

I2 e FW. A nossa hipótese interpretativa é a de que Za nasce das reflexões de Nietzsche enquanto escrevia FW, com uma preocupação acerca da história e da sua falta de sentido. Por

1 Sobre essa questão, cf. Lacoue-Labarthe, P., Historie et Mimèsis,

1986.

2 MA I, §2.

filosofia em pílulas

isso, Zaratustra deve ser visto como o vislumbrador e indicador de um novo futuro para a história humana.

O nascimento do Za

Segundo Montinari,3 a primeira vez que Nietzsche falou sobre o Zoroastro, em sua obra, foi em um reduzido fragmento póstumo do período de setembro de 1870 a janeiro de 1871. Nele foi dito, sem a mínima conexão com

 

2. O mundo sem fundo de Zaratustra

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capítulo 2

o mundo sem fundo de

Zaratustra

Apresentação

O objetivo deste capítulo é demonstrar a importância que desempenha o antagonismo, ou seja, a contradição

(der Gegensatz ou der Widerspruch)1 no ensinamento da

1 Nietzsche não estabelece nenhuma distinção entre Gegensatz, em geral traduzida para o português como oposição, contraste, antagonismo, antítese, e Widerspruch, correntemente traduzido como contradição. Porém, em alemão as duas palavras estão em compasso com a origem etimológica da palavra, tanto em grego quanto em latim. Em grego, a palavra ’antíphasis é composta do radical do verbo phemí (falar, dizer) e da preposição ’anti (contra), usada como prefixo. A formação da palavra latina contradictio é idêntica, contra-dicere. Nas línguas modernas o termo é uma simples transposição; em português, contradição é quase uma repetição da palavra latina contradictio; em alemão Widerspruch (wider preposição acusativa contra + o radical do verbo sprechen – dizer, falar, sentenciar) e Gegensatz (gegen preposição acusativa contra

 

2. O mundo sem fundo de Zaratustra

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capítulo 2

o mundo sem fundo de

Zaratustra

Apresentação

O objetivo deste capítulo é demonstrar a importância que desempenha o antagonismo, ou seja, a contradição

(der Gegensatz ou der Widerspruch)1 no ensinamento da

1 Nietzsche não estabelece nenhuma distinção entre Gegensatz, em geral traduzida para o português como oposição, contraste, antagonismo, antítese, e Widerspruch, correntemente traduzido como contradição. Porém, em alemão as duas palavras estão em compasso com a origem etimológica da palavra, tanto em grego quanto em latim. Em grego, a palavra ’antíphasis é composta do radical do verbo phemí (falar, dizer) e da preposição ’anti (contra), usada como prefixo. A formação da palavra latina contradictio é idêntica, contra-dicere. Nas línguas modernas o termo é uma simples transposição; em português, contradição é quase uma repetição da palavra latina contradictio; em alemão Widerspruch (wider preposição acusativa contra + o radical do verbo sprechen – dizer, falar, sentenciar) e Gegensatz (gegen preposição acusativa contra

 

1. A gênese e o lugar do Za no conjunto da obra de Nietzsche

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capítulo 1

a gênese e o lugar do Za no conjunto da obra de

Nietzsche

A gênese do Za

Apresentação

Este capítulo tem por objetivo explicitar a gênese da obra Za, assim como suas influências e estilo, e também apontar a direção que seguia Nietzsche na época de sua composição, ou seja, sua preocupação com o sentido histórico da humanidade. A ideia de sentido histórico (historische Sinn) aparece em Nietzsche desde a segunda das UB;1 porém, é posteriormente abandonada e retomada em MA

I2 e FW. A nossa hipótese interpretativa é a de que Za nasce das reflexões de Nietzsche enquanto escrevia FW, com uma preocupação acerca da história e da sua falta de sentido. Por

1 Sobre essa questão, cf. Lacoue-Labarthe, P., Historie et Mimèsis,

1986.

2 MA I, §2.

filosofia em pílulas

isso, Zaratustra deve ser visto como o vislumbrador e indicador de um novo futuro para a história humana.

O nascimento do Za

Segundo Montinari,3 a primeira vez que Nietzsche falou sobre o Zoroastro, em sua obra, foi em um reduzido fragmento póstumo do período de setembro de 1870 a janeiro de 1871. Nele foi dito, sem a mínima conexão com

 

2. O mundo sem fundo de Zaratustra

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capítulo 2

o mundo sem fundo de

Zaratustra

Apresentação

O objetivo deste capítulo é demonstrar a importância que desempenha o antagonismo, ou seja, a contradição

(der Gegensatz ou der Widerspruch)1 no ensinamento da

1 Nietzsche não estabelece nenhuma distinção entre Gegensatz, em geral traduzida para o português como oposição, contraste, antagonismo, antítese, e Widerspruch, correntemente traduzido como contradição. Porém, em alemão as duas palavras estão em compasso com a origem etimológica da palavra, tanto em grego quanto em latim. Em grego, a palavra ’antíphasis é composta do radical do verbo phemí (falar, dizer) e da preposição ’anti (contra), usada como prefixo. A formação da palavra latina contradictio é idêntica, contra-dicere. Nas línguas modernas o termo é uma simples transposição; em português, contradição é quase uma repetição da palavra latina contradictio; em alemão Widerspruch (wider preposição acusativa contra + o radical do verbo sprechen – dizer, falar, sentenciar) e Gegensatz (gegen preposição acusativa contra

 

1. A gênese e o lugar do Za no conjunto da obra de Nietzsche

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capítulo 1

a gênese e o lugar do Za no conjunto da obra de

Nietzsche

A gênese do Za

Apresentação

Este capítulo tem por objetivo explicitar a gênese da obra Za, assim como suas influências e estilo, e também apontar a direção que seguia Nietzsche na época de sua composição, ou seja, sua preocupação com o sentido histórico da humanidade. A ideia de sentido histórico (historische Sinn) aparece em Nietzsche desde a segunda das UB;1 porém, é posteriormente abandonada e retomada em MA

I2 e FW. A nossa hipótese interpretativa é a de que Za nasce das reflexões de Nietzsche enquanto escrevia FW, com uma preocupação acerca da história e da sua falta de sentido. Por

1 Sobre essa questão, cf. Lacoue-Labarthe, P., Historie et Mimèsis,

1986.

2 MA I, §2.

filosofia em pílulas

isso, Zaratustra deve ser visto como o vislumbrador e indicador de um novo futuro para a história humana.

O nascimento do Za

Segundo Montinari,3 a primeira vez que Nietzsche falou sobre o Zoroastro, em sua obra, foi em um reduzido fragmento póstumo do período de setembro de 1870 a janeiro de 1871. Nele foi dito, sem a mínima conexão com

 

3. Proposta de leitura do Za como ensinamento da superação

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capítulo 3

proposta de leitura do

Za como ensinamento da superação

Apresentação

A hipótese interpretativa que desenvolvemos neste estudo é a de que o ensinamento da superação (die

Überwindung) se constitui como o principal tema abordado por Nietzsche em sua obra Za. O conceito de superação, segundo a nossa interpretação, é seu leitmotiv, ou seja, a dinâmica que impulsiona tanto a sua “ação dramática”1 do “tornar-se o que se é”,2 como a elaboração

1 Utilizamo-nos aqui da expressão de Lampert, L., Nietzsche’s

Teaching, 1986.

2 “Wie man wird, was man ist”. Essa famosa máxima de Píndaro

(Pítias, II, 72), que tanto inspirou os poetas Goethe e Hölderlin, serviu a Nietzsche como subtítulo para a sua autobiografia EH; ela aparece, também, de forma variada no aforismo 270 de FW – “Du sollst der werden, der du bist” (Deves tornar-te aquilo que és); no aforismo 335 de FW – “Wir aber wollen Die werden, die wir sind”

(Mas nós queremos nos tornar aquilo que somos). No Za, nas seções “O convalescente” – “wer du bist und werden musst” (quem

 

2. O mundo sem fundo de Zaratustra

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capítulo 2

o mundo sem fundo de

Zaratustra

Apresentação

O objetivo deste capítulo é demonstrar a importância que desempenha o antagonismo, ou seja, a contradição

(der Gegensatz ou der Widerspruch)1 no ensinamento da

1 Nietzsche não estabelece nenhuma distinção entre Gegensatz, em geral traduzida para o português como oposição, contraste, antagonismo, antítese, e Widerspruch, correntemente traduzido como contradição. Porém, em alemão as duas palavras estão em compasso com a origem etimológica da palavra, tanto em grego quanto em latim. Em grego, a palavra ’antíphasis é composta do radical do verbo phemí (falar, dizer) e da preposição ’anti (contra), usada como prefixo. A formação da palavra latina contradictio é idêntica, contra-dicere. Nas línguas modernas o termo é uma simples transposição; em português, contradição é quase uma repetição da palavra latina contradictio; em alemão Widerspruch (wider preposição acusativa contra + o radical do verbo sprechen – dizer, falar, sentenciar) e Gegensatz (gegen preposição acusativa contra

 

2. O mundo sem fundo de Zaratustra

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o mundo sem fundo de

Zaratustra

Apresentação

O objetivo deste capítulo é demonstrar a importância que desempenha o antagonismo, ou seja, a contradição

(der Gegensatz ou der Widerspruch)1 no ensinamento da

1 Nietzsche não estabelece nenhuma distinção entre Gegensatz, em geral traduzida para o português como oposição, contraste, antagonismo, antítese, e Widerspruch, correntemente traduzido como contradição. Porém, em alemão as duas palavras estão em compasso com a origem etimológica da palavra, tanto em grego quanto em latim. Em grego, a palavra ’antíphasis é composta do radical do verbo phemí (falar, dizer) e da preposição ’anti (contra), usada como prefixo. A formação da palavra latina contradictio é idêntica, contra-dicere. Nas línguas modernas o termo é uma simples transposição; em português, contradição é quase uma repetição da palavra latina contradictio; em alemão Widerspruch (wider preposição acusativa contra + o radical do verbo sprechen – dizer, falar, sentenciar) e Gegensatz (gegen preposição acusativa contra

 

3. Proposta de leitura do Za como ensinamento da superação

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capítulo 3

proposta de leitura do

Za como ensinamento da superação

Apresentação

A hipótese interpretativa que desenvolvemos neste estudo é a de que o ensinamento da superação (die

Überwindung) se constitui como o principal tema abordado por Nietzsche em sua obra Za. O conceito de superação, segundo a nossa interpretação, é seu leitmotiv, ou seja, a dinâmica que impulsiona tanto a sua “ação dramática”1 do “tornar-se o que se é”,2 como a elaboração

1 Utilizamo-nos aqui da expressão de Lampert, L., Nietzsche’s

Teaching, 1986.

2 “Wie man wird, was man ist”. Essa famosa máxima de Píndaro

(Pítias, II, 72), que tanto inspirou os poetas Goethe e Hölderlin, serviu a Nietzsche como subtítulo para a sua autobiografia EH; ela aparece, também, de forma variada no aforismo 270 de FW – “Du sollst der werden, der du bist” (Deves tornar-te aquilo que és); no aforismo 335 de FW – “Wir aber wollen Die werden, die wir sind”

(Mas nós queremos nos tornar aquilo que somos). No Za, nas seções “O convalescente” – “wer du bist und werden musst” (quem

 

3. Proposta de leitura do Za como ensinamento da superação

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capítulo 3

proposta de leitura do

Za como ensinamento da superação

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A hipótese interpretativa que desenvolvemos neste estudo é a de que o ensinamento da superação (die

Überwindung) se constitui como o principal tema abordado por Nietzsche em sua obra Za. O conceito de superação, segundo a nossa interpretação, é seu leitmotiv, ou seja, a dinâmica que impulsiona tanto a sua “ação dramática”1 do “tornar-se o que se é”,2 como a elaboração

1 Utilizamo-nos aqui da expressão de Lampert, L., Nietzsche’s

Teaching, 1986.

2 “Wie man wird, was man ist”. Essa famosa máxima de Píndaro

(Pítias, II, 72), que tanto inspirou os poetas Goethe e Hölderlin, serviu a Nietzsche como subtítulo para a sua autobiografia EH; ela aparece, também, de forma variada no aforismo 270 de FW – “Du sollst der werden, der du bist” (Deves tornar-te aquilo que és); no aforismo 335 de FW – “Wir aber wollen Die werden, die wir sind”

(Mas nós queremos nos tornar aquilo que somos). No Za, nas seções “O convalescente” – “wer du bist und werden musst” (quem

 

3. Proposta de leitura do Za como ensinamento da superação

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capítulo 3

proposta de leitura do

Za como ensinamento da superação

Apresentação

A hipótese interpretativa que desenvolvemos neste estudo é a de que o ensinamento da superação (die

Überwindung) se constitui como o principal tema abordado por Nietzsche em sua obra Za. O conceito de superação, segundo a nossa interpretação, é seu leitmotiv, ou seja, a dinâmica que impulsiona tanto a sua “ação dramática”1 do “tornar-se o que se é”,2 como a elaboração

1 Utilizamo-nos aqui da expressão de Lampert, L., Nietzsche’s

Teaching, 1986.

2 “Wie man wird, was man ist”. Essa famosa máxima de Píndaro

(Pítias, II, 72), que tanto inspirou os poetas Goethe e Hölderlin, serviu a Nietzsche como subtítulo para a sua autobiografia EH; ela aparece, também, de forma variada no aforismo 270 de FW – “Du sollst der werden, der du bist” (Deves tornar-te aquilo que és); no aforismo 335 de FW – “Wir aber wollen Die werden, die wir sind”

(Mas nós queremos nos tornar aquilo que somos). No Za, nas seções “O convalescente” – “wer du bist und werden musst” (quem

 

3. Proposta de leitura do Za como ensinamento da superação

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capítulo 3

proposta de leitura do

Za como ensinamento da superação

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A hipótese interpretativa que desenvolvemos neste estudo é a de que o ensinamento da superação (die

Überwindung) se constitui como o principal tema abordado por Nietzsche em sua obra Za. O conceito de superação, segundo a nossa interpretação, é seu leitmotiv, ou seja, a dinâmica que impulsiona tanto a sua “ação dramática”1 do “tornar-se o que se é”,2 como a elaboração

1 Utilizamo-nos aqui da expressão de Lampert, L., Nietzsche’s

Teaching, 1986.

2 “Wie man wird, was man ist”. Essa famosa máxima de Píndaro

(Pítias, II, 72), que tanto inspirou os poetas Goethe e Hölderlin, serviu a Nietzsche como subtítulo para a sua autobiografia EH; ela aparece, também, de forma variada no aforismo 270 de FW – “Du sollst der werden, der du bist” (Deves tornar-te aquilo que és); no aforismo 335 de FW – “Wir aber wollen Die werden, die wir sind”

(Mas nós queremos nos tornar aquilo que somos). No Za, nas seções “O convalescente” – “wer du bist und werden musst” (quem

 

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