A Aventura da Filosofia II: De Heidegger a Danto

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Este segundo volume de A Aventura da Filosofia traz para o leitor, na linguagem sempre acessível do filósofo Paulo Ghiraldelli Jr., a filosofia analítica, a filosofia continental e o pragmatismo. Em suma, o livro expõe o que a filosofia contemporânea fez e vislumbra o que ela ainda não fez, mas que parece anunciar para o futuro próximo.

7 capítulos

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Introdução

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I ntrodução

O que é a Filosofia Contemporânea?

Três novos saberes

Do início da guerra de Platão contra Homero até o romantismo de Hegel, ainda que com altos e baixos, a filosofia nunca deixou de gozar de prestígio no mundo intelectual Ocidental. Durante 25 séculos, a figura do filósofo jamais saiu da condição de sinônimo do grande pensador. Eis, então, que chegou o século XIX e, nessa época, a filosofia conheceu, pela primeira vez, um concorrente realmente à altura, a ciência moderna.

O século XIX caracterizou-se como um tempo de euforia com a ciência e de desprezo pela filosofia. Ao seu final, alguns cientistas chegaram a pensar e, mais ousadamente, a dizer, em alto e bom som, que não havia nada mais a ser descoberto pela ciência. A própria confiança na ciência mostrava uma incompreensão de sua natureza como busca contínua de melhores modelos explicativos.

Quando observado do alto, esse período pode ser visto como o tempo do positivismo, a doutrina que colocou a filosofia em posição de caudatária da ciên­cia. O positivismo foi uma criação francesa. Auguste Comte

 

I – A Filosofia Continental

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I

A Filosofia Continental

Para além da noção moderna de sujeito e verdade

A crítica da vida inautêntica: Heidegger

No fim do século XIX, Nietzsche não era lido como filósofo, mas como literato. No decorrer das primeiras décadas do século XX, seus livros ganharam leitores mais competentes e rapidamente se tornaram uma referência obrigatória na filosofia. Alguns leram os livros de Nietzsche e os tomaram como criadores de um novo modo de filosofar, quase uma espécie de nova cosmologia, enquanto outros os tomaram como prenhes da metafísica. Seria uma espécie de último canto da metafísica, mas, ainda assim, metafísica.

Martin Heidegger (1889-1976) viu em Nietzsche um guerreiro contra o platonismo e, portanto, um bom opositor à metafísica tradicional. Para

Heidegger, porém, Nietzsche não teria ultrapassado a metafísica. As noções nietzschianas não ultrapassariam aquilo que seriam as características mais fortes do pensamento moderno. Não que as noções nietzschianas de “vontade de potência” e de “forças”, podendo ser vistas com desconfiança por talvez exalarem algum odor metafísico, fossem os elementos que atrelaram

 

II – A Filosofia Analítica

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II

A Filosofia Analítica

Da “virada linguística” à filosofia de Donald Davidson

O neoplatonismo de Frege

A filosofia analítica teve início nos trabalhos de um austríaco interessado antes em lógica e matemática que em filosofia, Gottlob Frege (1848-1925). A lógica de Frege se desenvolveu sem que ele tivesse uma intencional preocupação, ao menos inicialmente, com problemas filosóficos em um sentido amplo. Suas questões envolviam matemática e aritmética ou, talvez, filosofia da matemática. Todavia, suas investigações adentraram o campo semântico de uma maneira abrangente e, ao serem criticadas por

Bertrand Russell (1872-1970) e, depois, aproveitadas e recriticadas por

Lud­wig Wittgenstein (1889-1951), preencheram capítulos básicos da filosofia analítica.

Os estudos semânticos, quando tomados filosoficamente, mostraram-se como uma forma de os filósofos analíticos tratarem da tradicional discussão metafísica a respeito de o que é. Compreender “o que é” para que palavras e expressões fossem portadoras de significados era uma maneira de retomar a discussão sobre as possibilidades internas da linguagem em dizer ou não algo do mundo.

 

III – O Pragmatismo

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III

O Pragmatismo

Viagem para além das dicotomias

A filosofia da América

No fim do século XIX, a filosofia britânica estava impregnada de hegelianismo. Não é de se estranhar que os filósofos norte-americanos da segunda metade do século XIX, leitores do idealismo britânico, também fossem simpatizantes de Hegel. Em parte, foi pela via de Hegel (e do debate deste com Kant) que o pragmatismo deu seus passos mais sólidos, especialmente com John Dewey (1859-1952).

A ideia básica do pragmatismo veio da busca de se livrar da polêmica entre o realismo neokantiano ou realismo lógico e o idealismo hegeliano. Esse foi o campo de trabalho assumido por Dewey, dando atenção especial à metafísica e à epistemologia. Mais próximo do campo epis­ temológi­co-metodológico, William James (1842-1910) preferiu acentuar que o pragmatismo estava além da polêmica entre racionalismo e empirismo. Adaptado à terminologia atual, Richard Rorty (1931-2007) preferiu falar em representacionismo versus antirrepresentacionismo. Nos dois primeiros casos, de James e Dewey, a noção de experiência poderia representar o elemento pelo qual se sairia do debate tradicional; no caso mais atual, a linguagem veio substituir a experiência.

 

IV – Ética, Moral e Metaética

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IV

Ética, Moral e Metaética

De volta às escolas de filosofia moral

Ética e moral

Ética e moral não são a mesma coisa. Ética diz respeito a costumes, hábitos e valores relativamente coletivos, assumidos por indivíduos de um grupo social, uma sociedade ou uma nação. Moral diz respeito a hábitos, costumes e valores assumidos por indivíduos de um grupo social, uma sociedade ou uma nação; todavia, o comportamento desenvolvido por tal assunção está diretamente relacionado à psique de cada um, à personalidade e também ao que chamaríamos de suas idiossincrasias.

As origens etimológicas de ética e moral são diferentes. Enquanto ética vem do grego ethos, moral origina-se do latim mores. Delimitam, respectivamente, comportamentos sociais universais e comportamentos sociais particulares. Em sociedades ocidentais modernas e liberais, nas quais há um recorte claro e razoavelmente bem definido das esferas pública e particular, a ética cai no primeiro campo e a moral, no segundo. Não se quer dizer, com isso, que, em uma sociedade moderna, ocidental e liberal, que faz recortes razoavelmente delimitados entre o que é a esfera pública e o que é a esfera privada, o que é do âmbito moral não possa vir a público, ou seja, não possa ser exposto a um público. Em várias situações notáveis,

 

V – A Filosofia Política

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V

A Filosofia Política

Fim das utopias?

“Uma raça de demônios”

A palavra “política” vem do grego polis, que é a cidade-Estado da Grécia Antiga. Modernamente, política é a atividade de administrar o Estado segundo leis, de modo a fazê-lo funcionar do melhor modo possível nas relações com os indivíduos, com a sociedade civil (as instituições e os movimentos sociais) e com outros Estados.

Toda sociedade desenvolve alguma forma de política, mas nem toda sociedade tem ciência política e/ou filosofia política. A ciência política cuida do estudo de determinadas relações entre Estado, sociedade civil e indivíduos, segundo os procedimentos da investigação empírica e a partir de modelos teóricos dessas relações, de acordo com o que é comum à tarefa da ciência moderna. A filosofia política, diferentemente, diz menos respeito às ocorrências empíricas, concentrando-se nos problemas que surgem quando grupos adotam e/ou poderiam adotar doutrinas políticas, isto é, ideários normativos mais ou menos ima­ginados ou idealizados a respeito da melhor conduta política, aquela que levaria ao bom governo.

 

VI – A Filosofia da Arte

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VI

A Filosofia da Arte

A arte que foge do belo

Estética, belo & cia.

A estética filosófica lida com a chamada experiência estética. Trata-se do julgamento do belo e do gosto. A filosofia da arte, por sua vez, focaliza o objeto de arte e desenvolve uma reflexão sobre as noções de “expressão” e “representação” ligadas aos modos de apreciação da arte, além de ser uma narrativa a respeito da teoria da arte.

Boa parte da teoria da arte tem como tarefa mostrar as posições filosóficas paradigmáticas sobre a estética, mas não apenas isso. A teoria da arte tem a tarefa específica de estabelecer uma noção do que é arte ou mesmo de definir a arte, além de falar sobre o valor desta.

Uma vez postas sob o crivo de um panorama histórico, as teorias da arte mostram ao menos cinco grandes argumen­tações sobre o que é a arte.

Tradicionalmente, a arte é vista como “mimese”, “forma” ou “expressão” e, de modo menos tradicional, como “linguagem”. Filósofos contemporâ­neos como George Dickie (1926) e Arthur C. Danto (1924) dão alguns passos extras e tendem a definir arte a partir do que podemos chamar de “teoria institucional da arte”, considerando sua dependência quanto aos aspectos sociais e históricos.

 

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