Condutas Práticas em Fisioterapia Neurológica

Autor(es): Rodrigo Deamo Assis
Visualizações: 899
Classificação: (0)

A Fisioterapia Neurológica tem se beneficiado com o desenvolvimento e o aprimoramento de técnicas terapêuticas.
Elaborado por profissionais renomados em seu campo de atuação, este livro aborda diversas áreas do conhecimento e está dividido em duas partes: generalidades sobre neurologia e condutas práticas em pacientes neurológicos.
Os conceitos e as técnicas são descritos de forma clara e objetiva, complementados por imagens dos equipamentos e dos procedimentos do processo de reabilitação neurológica, de modo que o terapeuta consiga entender e transferir o conhecimento com facilidade e eficiência.

FORMATOS DISPONíVEIS

eBook

Disponível no modelo assinatura da Minha Biblioteca

34 capítulos

Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta

1. Aprendizagem motora – implicações para a reabilitação neurológica

PDF Criptografado

1

Aprendizagem motora – implicações para a reabilitação neurológica

Camila Torriani-Pasin

INTRODUÇÃO

A aplicação de conhecimentos acadêmico-científicos na intervenção é necessária para consolidar as profissões academicamente orientadas (Tani, 2008) e para garantir a elas uma identidade profissional. Todavia, é importante reconhecer que, especialmente naquelas profissões ainda incipientes, não se pode esperar a existência de um corpo de conhecimentos organizado e robusto que respalde métodos, programas e procedimentos de intervenção profissional de uma forma abrangente.

A fisioterapia, que receberá maior foco de atenção neste capítulo, e outras profissões irmãs da reabilitação, tais como fonoaudiologia e terapia ocupacional, são áreas de intervenção recentes em comparação às mais tradicionais, como a medicina. Tal fato implica uma atuação profissional na qual os conhecimentos adquiridos pela experiência clínica dos terapeutas ainda ocupe um lugar de destaque nos procedimentos terapêuticos selecionados pelos profissionais. Assim, conforme descreve Sackett et al. (2003), o estreitamento entre a ciência e a prática clínica baseado na tríade composta pelo conjunto de evidência científica, experiência do profissional e preferência do paciente deve ser o caminho para a consolidação de uma profissão orientada academicamente.

 

2. Considerações clínicas na reabilitação do paciente com acidente vascular encefálico

PDF Criptografado

2

Considerações clínicas na reabilitação do paciente com acidente vascular encefálico

Milene S. Ferreira

“O corpo é a unidade máxima de representação do ser humano e por isso adquire importância para toda vida e cultura. Para viver é necessária a mediação do corpo, que é o primeiro dos objetos culturais, o portador dos comportamentos. Vive-se com o corpo. Toda percepção exterior é imediatamente sinônima de certa percepção do corpo, como toda percepção do corpo se explicita na linguagem da percepção exterior.”

(Merleau-Ponty, 1971)

INTRODUÇÃO

O acidente vascular encefálico (AVE) é caracterizado por um déficit neurológico súbito causado após uma perda não traumática resultante de uma oclusão ou ruptura de um vaso sanguíneo cerebral.

Pode ser de etiologia aterosclerótica ou tromboembólica, e os fatores de risco ainda estão em fase de estudo. Além dos fatores de risco já conhecidos, como hipertensão, diabetes melito, dislipidemias, tabagismo, etilismo, obesidade, arritmias, idade, raça negra, história familiar, ataque isquêmico transitório, trombofilias e sedentarismo, outros vêm sendo associados à ocorrência do AVE, como fatores ambientais (como poluição) e emocionais (como depressão). Aproximadamente 80% dos eventos vasculares cerebrais são isquêmicos e o restante é considerado hemorrágico.

 

3. Paraplegias

PDF Criptografado

3

Paraplegias

Sandra Tripodi

Fernanda Moraes Rocco

ANATOMIA

A coluna vertebral é o eixo ósseo do corpo constituído por 33 vértebras, divididas em regiões: 7 cervicais, 12 torácicas, 5 lombares, 5 sacrais e 4 coccígeas. A sequência de forames vertebrais determina o canal vertebral, por onde passa a medula espinhal.

Os 31 pares de nervos espinhais estão ligados à medula, e há correspondência com as vértebras através dos forames intervertebrais. A função da coluna vertebral é dar suporte, estabilidade, mobilidade e proteção à medula.

A medula espinhal é uma massa cilindroide de tecido nervoso dentro do canal vertebral e mede aproximadamente 45 cm. Seu limite cranial é o bulbo (no nível do forame magno do osso occipital), e seu limite caudal geralmente está no nível da vértebra L2. A medula termina afilando-se para formar o cone medular.

O cone medular é a porção terminal da medula, compreende os segmentos S2/

S3/S4/S5, corresponde ao corpo da segunda vértebra lombar (L2) e é responsável pela inervação dos músculos do períneo e pela sensibilidade cutânea da região sacrococcígea, do ânus, do períneo e dos órgãos genitais. No cone medular, localizam-se os centros de inervação da bexiga e do reto.

 

4. Quadro motor do paciente tetraplégico

PDF Criptografado

4

Quadro motor do paciente tetraplégico

Christiane Lanatovitz Prado Medeiros

Definição

O quadro motor refere-se à deficiência ou perda de função motora ou sensorial que afeta bilateralmente os membros superiores e inferiores com prejuízos também para tronco e órgãos pélvicos.

Quando o quadro motor é de paralisia, utiliza-se o sufixo plegia (tetraplegia, quadriplegia); quando o quadro motor é de perda parcial ou deficiência, utiliza-se o sufixo paresia (tetraparesia, quadriparesia).

Principais patologias que podem levar À tetraplegia

As tetraplegias são um dos sintomas, entre outros, de doenças neurológicas graves que compreendem tanto lesões encefálicas quanto da medula espinhal, tais como hemorragias cerebrais, que ocorrem por ruptura de artérias cerebrais em decorrência de distúrbios da coagulação, traumas ou alterações vasculares congênitas, principalmente em lesões com hemorragia no tronco encefálico. Outra patologia que pode levar a um quadro de tetraplegia é a insuficiência vertebrobasilar, por oclusão da artéria basilar e seus ramos, com infarto bilateral da parte ventral da ponte. Trata-se de uma afecção grave, com início rápido e alta taxa de mortalidade. Os pacientes que sobrevivem apresentam sinais de comprometimento do tronco encefálico, incluindo a tetraplegia.

 

5. Aspectos psicossociais do paciente em processo de reabilitação

PDF Criptografado

5

Aspectos psicossociais do paciente em processo de reabilitação

Rosilene Souza Lima

PROCESSO DE REABILITAÇÃO

O indivíduo que irá iniciar um processo de reabilitação possivelmente passou por uma doença ou acidente que transformou a sua vida de maneira transitória ou permanente, e o fisioterapeuta, profissional da reabilitação, depois da equipe médica,

é normalmente o primeiro profissional chamado para iniciar o processo de reabilitação e com a responsabilidade de adaptar e readequar esse indivíduo ao ambiente.

O profissional fisioterapeuta deve adquirir uma visão que facilite perceber o indivíduo como um ser dotado de massa corpórea e uma demanda interna psicológica, para criar uma integração entre esses dois aspectos, que será o seu principal instrumento de trabalho que o conduzirá junto ao seu paciente a resultados surpreendentes. Considerar apenas o físico implicará em sucessivas frustrações e um engano do potencial real que o paciente possa oferecer.

 

6. O papel da família no processo de reabilitação

PDF Criptografado

6

O papel da família no processo de reabilitação

Janaina Carvalho

Luciana Rodrigues Giannico

Lydiane Regina Pereira Fabretti

Marina de Castro Nascimento Gonçalves

Sandra Regina Rodrigues Iriya

Introdução

Este capítulo apresenta como objetivos descrever e discutir as formas de relacionamento familiar relevantes ao processo de reabilitação do paciente neurológico, assim como as propostas de intervenções para o familiar utilizadas pela psicologia do centro de reabilitação Lar Escola São Francisco.

A equipe de psicologia desse centro de reabilitação trabalha com pacientes de diversos diagnósticos: paralisia cerebral, síndromes genéticas, doenças ortopédicas, doenças neurodegenerativas, amputações, lesões medulares e lesões encefálicas adquiridas. No decorrer deste texto, serão abordadas questões pertinentes aos pacientes com diagnósticos neurológicos.

A variedade de quadros também corresponde à diversidade de incapacidades e prejuízos, que podem dificultar tarefas como locomoção, comunicação, autonomia e autocuidados; podem gerar incapacidades que variam do nível motor ao nível neuropsicológico. É importante lembrar que, sob o paradigma da inclusão, as incapacidades geradas pelas deficiências são intensificadas de acordo com as barreiras arquitetônicas e de acessibilidade; e outras barreiras sociais, como o estigma e o preconceito (Almeida, 2007). Desse modo, cada vez mais a reabilitação deve envolver o meio social no qual as deficiências são compreendidas e tratadas.

 

7. Terapia ocupacional na atividade da vida diária

PDF Criptografado

7

Terapia ocupacional na atividade da vida diária

Maria Silvia Valerio Pirrello

Rosa Elvira da Cunha Oliveira

Rosemeire Zanchin

Sandra Regina de Almeida Pacini

“A participação em atividades diárias é vital para todo ser humano. Através dela, ele adquire habilidades e competência, relaciona-se consigo mesmo e com o mundo a sua volta. Através dela encontra motivo e significado para a vida.”

(AOTA, 2002)

INTRODUÇÃO

A terapia ocupacional é uma ciência da saúde e uma profissão de nível superior que utiliza diversas atividades para restaurar, fortalecer e desenvolver a capacidade funcional da pessoa com deficiência. É um processo de tratamento que se destina a pessoas de qualquer idade, que tenham dificuldades na realização das atividades cotidianas, no qual o terapeuta ocupacional utiliza a atividade como recurso técnico.

Essa atividade é considerada, nesse processo, como um instrumento que pode viabilizar expressão, espontaneidade e conhecimento das potencialidades e das limitações dos pacientes durante suas ações.

 

8. Órteses

PDF Criptografado

8

Órteses

Ana Claudia Gomes Carreira

INTRODUÇÃO

Atualmente, o tratamento do paciente neurológico está direcionado à intervenção clínica enfocada pelo médico e à atuação de uma equipe interdisciplinar da qual o terapeuta ocupacional é um dos integrantes e é o responsável pela reabilitação funcional e pela melhora da qualidade de vida dos pacientes. Também é ele responsável por indicação, prescrição e confecção de órteses e adaptações que possam facilitar e possibilitar o desempenho funcional nas atividades da vida diária e da vida diária instrumental.

CONCEITO

Órtese, de acordo com a Organização de Normas Internacionais (International

Standards Organization), é um dispositivo aplicado externamente ao corpo usado para modificar as características estruturais ou funcionais do sistema neuromúsculo-esquelético. A órtese pode ser usada para estabilizar ou imobilizar, impedir evolução de deformidades, proteger contra lesão, promover a cura ou auxiliar a função.

 

9. Afasia

PDF Criptografado

9

Afasia

Silvana Oliva

Maria Carolina Lizana Monreal

Introdução

O objetivo deste capítulo é definir o que é afasia e suas principais manifestações e assim contribuir para um olhar mais amplo do fisioterapeuta no processo de reabilitação do indivíduo afásico. A comunicação é um fator essencial no contexto terapêutico e pode ocorrer de maneira insatisfatória por falta de conhecimento dos profissionais da área de saúde que atuam junto a indivíduos afásicos.

Cabe aqui ressaltar que o fonoaudiólogo é o profissional habilitado para o trabalho de linguagem. O fonoaudiólogo é um profissional de saúde e educação que atua em pesquisa, prevenção, avaliação e terapia na área da comunicação oral e escrita, da voz, da fluência, da articulação da fala, da função auditiva periférica e central, da função vestibular e dos sistemas miofuncional, orofacial, cervical e de deglutição.

O fonoaudiólogo pode atuar sozinho ou em conjunto com outros profissionais da área da saúde em unidades básicas de saúde, ambulatórios de especialidades, hospitais e maternidades, consultórios, clínicas, centros de reabilitação, home care, berçário de alto risco, escolas (regulares e especiais), empresas, indústrias, emissoras de rádio e televisão e teatro.

 

10. Adaptações na prática desportiva para população infantojuvenil

PDF Criptografado

10

Adaptações na prática desportiva para população infantojuvenil

Marcel dos Santos Paiva

INTRODUÇÃO

A prática esportiva e seus benefícios encontram-se em evidência não apenas por sua associação à melhora da qualidade de vida e ao desenvolvimento físico e psicológico da criança e do adolescente. Ela difunde-se na promoção da saúde e do bem-estar, aumento da autoestima, da autoconfiança, do senso de responsabilidade e de grupo, redução da gordura corpórea, diminuição de estresse e ansiedade, diminuição do uso de álcool e drogas e da propensão ao uso de tais substâncias (Strong, 2005). Quando comparados a indivíduos inativos, os fisicamente ativos apresentam níveis mais elevados de resistência cardiorrespiratória e força muscular, diminuição dos riscos relacionados a doenças cardiorrespiratórias e metabólicas e melhor densidade óssea (PAGACR, 2008). Apesar de escassos na literatura, vários estudos (WHO, 2001; Stevens,

1995; Law, 2006) têm mostrado que a participação de crianças com deficiência é mais restrita quando comparada com crianças sem deficiência. Apesar do reconhecimento de que a natureza e a extensão da participação das crianças são fortemente influenciadas pelos ambientes onde se situam todos os dias (Mahoney, 2005; WHO, 2004).

 

11. Atividade física adaptada

PDF Criptografado

11

Atividade física adaptada

Marcia Galasso Nardi

Cristiane Alvim Sacramento

INTRODUÇÃO

Define-se atividade física como movimento corporal produzido pela contração muscular e que faz aumentar o dispêndio de energia. Exercício consiste em uma atividade física planejada, estruturada, repetitiva e intencional. Esporte refere-se à prática metódica de exercícios físicos, que consistem geralmente em jogos competitivos entre pessoas (ou grupos de pessoas) organizados em partidas.

Quando associado a qualquer uma dessas definições, o termo adaptado significa modificado ou adequado às necessidades especiais temporárias ou permanentes do indivíduo, tais como alterações motoras, visuais, auditivas, cognitivas ou múltiplas.

A atividade física adaptada (AFA) se refere aos indivíduos com deficiência ou qualquer tipo de condição limitante, temporária ou permanente reconhecido pela

Organização Mundial da Saúde e expressa-se em três dimensões: competitiva, recrea­ tiva e terapêutica.

 

12. Atividade ludoterapêutica para população infantil

PDF Criptografado

12

Atividade ludoterapêutica para população infantil

Miriam de Oliveira Metello

Tatiana Galante Streiff

INTRODUÇÃO

A palavra “lúdico” origina-se do latim ludus, que significa jogo, divertimento, exercício e brincadeira. Já “terapêutica” vem da palavra grega therapeutiké: parte da medicina que trata doenças.

Existe a dificuldade em conceituar e diferenciar a brincadeira do jogo, pois os mesmos termos “jogar” e “brincar” muitas vezes são tratados como sinônimos. Segundo a literatura, esses termos, no Brasil, são utilizados indistintamente pela falta de conceituação que esse campo ainda apresenta, sendo difícil conceituar o comportamento do brincar, na língua portuguesa. No dicionário Aurélio, brincadeira é o “ato ou efeito de brincar” e brincar significa “divertir-se infantilmente”, já jogo está conceituado como “atividade física ou mental fundada num sistema de regras que define a perda ou ganho”. Na perspectiva de Vigotski (2007), essa definição é limitada, pois mesmo aquilo que é definido como brincadeira possui regras.

 

13. Conduta no paciente hospitalizado

PDF Criptografado

13

Conduta no paciente hospitalizado

Eduardo Martins Carneiro

Flávia Martins Gervásio

Dayane Nunes de Oliveira

INTRODUÇÃO

O objetivo deste capítulo é descrever a reabilitação em internação, com foco na fisioterapia, desde a admissão até a alta hospitalar, realizada pelo Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santilo (Crer), situado na cidade de Goiânia, em Goiás, que possui um programa de conduta intra-hospitalar para pacientes com lesões neurológicas.

Sabe-se que o programa terapêutico apresenta variações entre instituições, por isso uma análise criteriosa dos dados aqui relatados permitirá discussões futuras e contínuo aprimoramento dos serviços, e favorecerá a elaboração de protocolos para o paciente neurológico no ambiente intra-hospitalar.

O Crer foi fundado em 2002 seguindo o modelo do L’Institut de Réadaptation de

Montreal (Centro de Reabilitação de Montreal), no Canadá, cuja missão é oferecer excelência no atendimento aos clientes, notadamente à pessoa com deficiência física e/ ou auditiva. O setor de internação foi inaugurado em abril de 2004, com 15 leitos, com o intuito de reabilitar e readaptar paciente vítima de lesão medular. Porém, diante da grande demanda, em julho de 2011 o Crer implantou o serviço de UTI na instituição, contendo 20 leitos, e ampliou o número de leitos em enfermaria para 60. São atendidas vítimas de variadas condições neurológicas em fases aguda, subaguda e crônica.

 

14. Eletromiografia biofeedback

PDF Criptografado

14

Eletromiografia biofeedback

Maria Eugênia Mayr De Biase

Adriana Vidal Silva

INTRODUÇÃO

De acordo com Cruz (2005), o termo inglês feedback (retroalimentação) refere-se

à “utilização, em um sistema, de uma informação de saída (resposta) que vai modificar a informação de entrada, de forma a corrigir ou regular a resposta, fechando-a pela alça de feedback. O acréscimo do prefixo bio remete à ideia da utilização desse sistema em seres vivos. Assim, biofeedback (BFB) refere-se ao processo de monitoração de eventos fisiológicos em seres humanos, geralmente por meio de equipamento eletrônico, e apresentação das informações na forma de sinais visuais ou auditivos, para que o indivíduo aprenda a autorregular a função fisiológica outrora involuntária”.

Será utilizado o termo biofeedback, pois é conhecido e difundido na literatura técnica, o que não acontece com o termo traduzido para o português (biorretroalimentação).

Miller (1989) relata que a principal vantagem do biofeedback é que, por meio de pequenos estímulos, que são recompensados pelo sucesso do paciente, mudanças maiores podem ocorrer e, consequentemente, gerará o ato motor. Desse modo, é possível incentivar o paciente a realizar novas atividades, o que diminui sua sensação de desamparo em relação à reabilitação. Essa terapêutica deve ser utilizada em pacientes que não possuem percepção adequada do seu ato motor ou alterações proprioceptivas.

 

15. Equoterapia

PDF Criptografado

15

Equoterapia

Divaina Alves Batista

Gustavo Mauro Witzel Machado

INTRODUÇÃO

A equoterapia é um método terapêutico e educacional que usa o cavalo em uma abordagem interdisciplinar, nas áreas de saúde, educação e equitação, como promotor do desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência e/ou necessidades especiais.

No Brasil, o uso do cavalo como mediador terapêutico e educacional foi reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina em 1997 e sua prática está regulamentada desde 1989, com a criação da Associação Nacional de Equoterapia (Ande-Brasil – www.equoterapia.org.br).

As denominações utilizadas pela Ande-Brasil são as seguintes:

■■

■■

■■

Mediador: profissionais que usam o cavalo como instrumento terapêutico.

Praticantes: as pessoas submetidas a essa terapia.

Auxiliares guias: profissionais que conduzem o animal.

A modalidade de equoterapia é indicada para os distúrbios de movimento como os que ocorrem em hemiplegia, diplegia, quadriplegia, ataxia, atetose e hipotonia

 

16. Estimulação elétrica funcional

PDF Criptografado

16

Estimulação elétrica funcional

Vanessa Costa Monteiro

INTRODUÇÃO

A estimulação elétrica funcional (EEF) baseia-se na aplicação de uma corrente elétrica capaz de causar uma contração muscular que ocorre por meio da estimulação intramuscular do ramo do nervo, que supre o músculo ou grupo muscular.

Na reabilitação ortopédica, já é uma técnica amplamente difundida, utilizada principalmente no pós-operatório. Os primeiros estudos sobre neurologia foram rea­ lizados nas décadas de 1980 e 1990, nos quais a aplicação da eletroestimulação em tibial anterior era destinada à melhora da força, ao controle dos dorsiflexores e ao aumento da amplitude de movimento de dorsiflexão.

Na maioria desses estudos, utilizava-se estimulação elétrica neuromuscular estática que não era associada a alguma atividade funcional. Porém, atualmente, sabe-se da importância do treinamento funcional e da prática de repetição de tarefas para aprendizado motor. Por isso, a maioria dos estudos utiliza EEF associada às mais diversas tarefas. Uma das precursoras a publicar estudos sobre estimulação elétrica associada a atividades funcionais e mostrar a importância de estimular também músculos espásticos foi Judy Carmick. Em seus relatos de caso com crianças hemiparéticas portadoras de paralisia cerebral, a autora mostra bons resultados aplicando EEF em dorsi e plantiflexores para melhora da marcha. A autora ressalta a importância do uso da EEF em plantiflexores, pois esse grupo muscular é fundamental na manutenção do equilíbrio em pé e na marcha.

 

17. Habilitação e reabilitação visual

PDF Criptografado

17

Habilitação e reabilitação visual

Marcia Caires Bestilleiro Lopes

INTRODUÇÃO

A visão é o sistema sensorial predominante e mais significativo para o desenvolvimento normal da criança. Quando a visão é deficiente, o desenvolvimento global e a capacidade de comunicação ficam prejudicados.

Na prática clínica, a eficiência visual é descrita como acuidade visual. No entanto, atualmente se sabe que, para mensurar a eficiência visual, é necessária a avaliação da funcionalidade visual. Esse procedimento é bastante complexo, pois compreende mecanismos aferentes, eferentes e cognitivos, além de fatores externos ao paciente examinado, como o tipo de estímulo e sua apresentação.

A experiência de enxergar depende de propriedades do sistema nervoso, em que redes neurais precisam estar conectadas a células especializadas em transformar energia luminosa em resposta neural, elétrica, denominadas fotorreceptoras e estão localizadas na retina. A interação entre os canais ligados a cada um dos tipos de fotorreceptor inicia a codificação da informação que atravessa os meios óticos até que haja a percepção no córtex.

 

18. Fisioterapia aquática

PDF Criptografado

18

Fisioterapia aquática

Tathiana Trócoli

Laís Cardoso

Introdução

A fisioterapia aquática é um tratamento para muitos tipos de distúrbios neurológicos e musculoesqueléticos tão antigo quanto a própria humanidade. Essa modalidade terapêutica se utiliza dos princípios físicos da água aquecida a aproximadamente 32°C em conjunto com técnicas de cinesioterapia para, entre outros objetivos, favorecer o bloqueio dos estímulos nociceptivos atuando nos receptores térmicos e mecânicos da pele, aumentar o fluxo sanguíneo periférico facilitando o relaxamento muscular e promover ganhos funcionais que possam ser transferidos para a vida diá­ ria dos pacientes.

Os princípios físicos da água, tais como pressão hidrostática, empuxo, viscosidade, densidade e tensão superficial podem ser utilizados pelos fisioterapeutas para facilitar ou dificultar o movimento, dependendo dos objetivos terapêuticos. A imersão em água aquecida promove algumas alterações fisiológicas, como aumento das frequências respiratória e cardíaca, aumento da circulação periférica, aumento do débito cardíaco e do retorno venoso diminuindo a pressão arterial, diminuição do edema periférico e redução da sensibilidade dos terminais nervosos.

 

Carregar mais


Detalhes do Produto

Livro Impresso
Book
Capítulos

Formato
PDF
Criptografado
Sim
SKU
BPP0000223863
ISBN
9788520444542
Tamanho do arquivo
74 MB
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
Formato
PDF
Criptografado
Sim
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
SKU
Em metadados
ISBN
Em metadados
Tamanho do arquivo
Em metadados