Histologia básica - texto & atlas

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Chegou a nova edição do maior clássico mundial de histologia!

Obra de reconhecimento internacional, traduzida para 14 idiomas, Junqueira | Histologia Básica chega à sua 13ª edição mantendo seu compromisso de oferecer aos seus leitores informações atualizadas de biologia celular e histologia dos tecidos e dos sistemas, com clareza e precisão. 

A trajetória ascendente do livro, que contribui para a boa formação de várias gerações de estudantes e profissionais da área da saúde no Brasil e no mundo, o consagra como uma das mais importantes obras científicas já publicadas. 

Esta edição, totalmente revisada e atualizada, apresenta projeto gráfico modernizado, ilustrações revisadas e modificadas, boxes sobre aplicações clínicas e informações relevantes sobre diversos tópicos, além de novas imagens obtidas em microscopia óptica, selecionadas preferencialmente pela escolha de espécimes corados por hematoxilina e eosina, corantes amplamente usados no ensino de Histologia e Patologia.

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23 capítulos

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1 - Métodos de Estudo em Histologia

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1

Métodos de Estudo em Histologia

Introdução, 2

Preparação de espécimes para exame microscópico, 2

Microscopia de luz, 4

Microscopia de contraste de fase e de contraste diferencial de interferência, 4

Microscopia confocal, 5

Microscopia de fluorescência, 6

Microscopia eletrônica, 7

Radioautografia em secções de tecidos, 8

Cultura de células e tecidos, 8

Fracionamento celular, 10

Histoquímica e citoquímica, 10

Detecção de moléculas em cortes histológicos por meio de interações moleculares de alta afinidade, 14

Problemas na interpretação de cortes, 19

Bibliografia, 20

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2

Histologia Básica | Texto e Atlas

Introdução

Histologia é o estudo das células e dos tecidos do corpo e de como essas estruturas se organizam para constituir os órgãos. Em razão das pequenas dimensões das células, seu estudo é realizado com auxílio de microscópios. Neste capítulo, esses instrumentos serão apresentados, e também serão abordadas algumas maneiras usadas para preparar as células, os tecidos e os órgãos para análise microscópica.

 

2 - Introdução ao Estudo das Células | Citoplasma

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2

Introdução ao Estudo das Células | Citoplasma

Células procariontes e eucariontes | Organelas, 22

Citosol ou matriz citoplasmática, 22

Membrana plasmática, 23

Mitocôndrias, 29

Ribossomos e retículo endoplasmático, 32

Complexo de Golgi, 36

Lisossomos e peroxissomos, 37

Vesículas e grânulos de secreção, 42

Citoesqueleto, 42

Proteassomos, 47

Depósitos citoplasmáticos, 47

Bibliografia, 47

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22

Histologia Básica | Texto e Atlas

Células procariontes e eucariontes | Organelas

As células são as unidades funcionais e estruturais dos seres vivos. Apesar da grande variedade de animais, plan‑ tas, fungos, protistas, bactérias e arqueobactérias, existem somente dois tipos básicos de células: as procariontes e as euca‑ riontes.

As células eucariontes se diferenciam pelo fato de possuírem em seu interior compartimentos delimitados por membra‑ nas, conhecidos como organelas. O núcleo é o compartimento que mais se destaca quando esse tipo de célula é observado ao microscópio.

 

3 - Núcleo Celular

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3

Núcleo Celular

Núcleo celular e seus principais componentes, 50

Divisão celular, 56

Ciclo celular, 58

Morte celular, 59

Bibliografia, 61

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50

Histologia Básica | Texto e Atlas

Núcleo celular e seus principais componentes

O núcleo é o centro de controle de todas as atividades celulares, porque contém, nos cromossomos, todo o genoma

(ácido desoxirribonucleico [DNA]) da célula, exceto apenas o pequeno genoma das mitocôndrias. Chama‑se genoma o conjunto da informação genética codificada no DNA.

Além de conter a maquinaria molecular para duplicar seu DNA, o núcleo é responsável pela síntese e pelo pro‑ cessamento de todos os tipos de ácido ribonucleico (RNA)

(rRNA, mRNA, tRNA e miRNA), que são exportados para o citoplasma. Todavia, o núcleo não sintetiza proteínas, dependendo das que são produzidas no citoplasma e trans‑ feridas para o núcleo.

A forma do núcleo é variável e característica de cada tipo celular; porém, geralmente apresenta‑se como uma estrutura arredondada ou alongada, com 5 a 10 μm, que se cora pelos corantes básicos e pela hematoxilina. Em geral, cada célula tem apenas um núcleo, localizado no seu centro

 

4 - Tecido Epitelial

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Tecido Epitelial

Introdução | Tecidos do organismo, 64

Principais funções do tecido epitelial, 64

Principais características das células epiteliais, 64

Especializações da superfície basolateral das células epiteliais, 66

Especializações da superfície apical das células epiteliais, 68

Tipos de epitélios, 71

Biologia dos tecidos epiteliais, 79

Alguns tipos característicos de células epiteliais, 79

Bibliografia, 86

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64

Histologia Básica | Texto e Atlas

Introdução | Tecidos do organismo

Os tecidos são constituídos por células e por matriz extracelular (MEC). A MEC é composta por muitos tipos de moléculas, algumas das quais altamente organizadas, formando estruturas complexas, como fibrilas de colágeno e membranas basais. Antigamente, as principais funções atribuídas à matriz extracelular eram fornecer apoio mecânico para as células e ser um meio para transportar nutrientes às células e levar de volta catabólitos e produtos de secreção; além disso, consideravam-se as células e a MEC como unidades independentes. Os grandes progressos da pesquisa biomédica mostraram que as células produzem a MEC, controlam sua composição e são ao mesmo tempo influenciadas e controladas por moléculas da matriz. Há, portanto, uma intensa interação entre células e MEC. Muitas moléculas da matriz são reconhecidas e se ligam a receptores encontrados na superfície de células.

 

5 - Tecido Conjuntivo

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5

Tecido Conjuntivo

Introdução, 88

Células do tecido conjuntivo, 88

Fibras do tecido conjuntivo, 97

Substância fundamental, 106

Tipos de tecidos conjuntivos, 111

Bibliografia, 116

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88

Histologia Básica | Texto e Atlas

Introdução

Células do tecido conjuntivo

Os tecidos conjuntivos são responsáveis pelo estabelecimento e pela manutenção da forma do corpo. Este papel mecânico é determinado por um conjunto de moléculas – matriz extracelular (MEC) – que conecta as células e os órgãos, dando, dessa maneira, suporte aos tecidos, órgãos e ao corpo como um todo.

Diferentemente dos demais tipos de tecidos (epitelial, muscular e nervoso), que são formados principalmente por células, o principal componente do tecido conjuntivo

é a MEC. Ela consiste em diferentes combinações de proteínas fibrosas e em um conjunto de macromoléculas hidrofílicas e adesivas, as quais constituem a substância fundamental.

 

6 - Tecido Adiposo

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6

Tecido Adiposo

Introdução, 118

Tecido adiposo unilocular, 118

Tecido adiposo multilocular, 121

Bibliografia, 123

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118

Histologia Básica | Texto e Atlas

Introdução

O tecido adiposo é um tipo especial de conjuntivo no qual predominam células adiposas (adipócitos). Essas células podem ser encontradas isoladas ou em pequenos grupos no tecido conjuntivo frouxo; porém, a maioria forma grandes agregados, constituindo o tecido adiposo distribuído pelo corpo. A porcentagem de tecido adiposo no corpo depende muito da faixa etária individual, mesmo em pessoas em seu peso ideal (entre 18,5 e 24,9 de índice de massa corporal).

No tecido adiposo estão depositadas moléculas de triglicerídios, ou triacilgliceróis (TAG), que são constituídas pela ligação de uma molécula de glicerol e três moléculas de ácidos graxos. São substâncias apolares, hidrofóbicas e insolúveis em

água, também chamadas de gordura neutra. Essas moléculas podem ser metabolizadas para extrair a energia contida nas ligações entre seus átomos. As células hepáticas e o músculo esquelético também acumulam reservas energéticas, mas sob a forma de glicogênio. Como os depósitos de glicogênio são menores, os grandes depósitos de TAG do tecido adiposo são as principais reservas de energia do organismo.

 

7 - Tecido Cartilaginoso

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Tecido Cartilaginoso

Introdução, 126

Cartilagem hialina, 126

Cartilagem elástica, 130

Cartilagem fibrosa, 130

Discos intervertebrais, 131

Bibliografia, 131

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126

Histologia Básica | Texto e Atlas

Introdução

O tecido cartilaginoso é um tipo especializado de tecido conjuntivo cuja consistência é rígida. Desempenha a função de suporte de tecidos moles, reveste superfícies articulares, absorvendo choques mecânicos, e diminui o atrito, facilitando o deslizamento dos ossos nas articula‑

ções. A cartilagem é essencial para a formação e o cresci‑ mento dos ossos longos na vida intrauterina e depois do nascimento.

Como os demais tipos de tecido conjuntivo, o cartila‑ ginoso contém células, chamadas condrócitos, e abundante material extracelular, que constitui a matriz extracelular cartila‑ ginosa (Figura 7.1). Os condrócitos alojam‑se em pequenas cavidades da matriz, chamadas lacunas. Uma lacuna pode conter um ou mais condrócitos.

 

8 - Tecido Ósseo

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8

Tecido Ósseo

Introdução, 134

Células do tecido ósseo, 134

Matriz óssea, 137

Periósteo e endósteo, 137

Osso compacto e osso esponjoso, 138

Tecido ósseo lamelar e não lamelar, 139

Histogênese, 141

Importância do tecido ósseo no metabolismo do organismo, 148

Articulações, 149

Bibliografia, 154

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134

Histologia Básica | Texto e Atlas

Introdução

O tecido ósseo é o componente principal do esqueleto, serve de suporte para os tecidos moles e protege órgãos vitais, como os contidos nas caixas craniana e torácica, bem como no canal raquidiano. Ele também aloja e protege a medula óssea, formadora das células do sangue; proporciona apoio aos músculos esqueléticos, transformando suas contrações em movimentos úteis; e constitui um sistema de alavancas que amplia as forças originadas na contração muscular.

Além dessas funções, os ossos funcionam como depósito de cálcio, fosfato e outros íons, armazenando-os e liberando-os de maneira controlada para manter constante a sua concentração nos líquidos corporais. São capazes ainda de absorver toxinas e metais pesados, minimizando, assim, seus efeitos adversos em outros tecidos.

 

9 - Tecido Nervoso

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Tecido Nervoso

Introdução, 156

Neurônios, 156

Corpo celular, 157

Dendritos, 160

Axônios, 160

Potencial de membrana, 161

Sinapses, 161

Células da neuróglia, 163

Sistema nervoso central, 167

Meninges, 169

Barreira hematencefálica, 171

Plexos coroides e líquido cefalorraquidiano, 171

Fibras nervosas, 171

Sistema nervoso periférico, 175

Sistema nervoso autônomo, 179

Bibliografia, 183

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Histologia Básica | Texto e Atlas

156

Introdução

Os neurônios formam circuitos por meio de seus nume‑ rosos prolongamentos. Da mesma maneira que os circui‑ tos eletrônicos, os circuitos ou redes neuronais são de diversos tamanhos e complexidades. Na maioria das vezes, dois ou mais circuitos interagem para executar uma função. Mui‑ tos circuitos elementares comunicam‑se em grau crescente de complexidade para desempenhar funções cada vez mais complexas.

 

10 - Tecido Muscular

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10

Tecido Muscular

Introdução, 186

Músculo esquelético, 186

Músculo cardíaco, 199

Músculo liso, 202

Regeneração dos diversos tipos de tecido muscular, 206

Bibliografia, 207

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186

Histologia Básica | Texto e Atlas

Introdução

O tecido muscular é constituído de células alongadas, que contêm grande quantidade de filamentos citoplasmá‑ ticos compostos de proteínas cujo arranjo torna possível a transformação de energia química em energia mecânica.

Estas proteínas produzem a força necessária para a con‑ tração das células e do tecido muscular, utilizando a ener‑ gia armazenada em moléculas de trifosfato de adenosina

(ATP).

As células musculares têm origem mesodérmica, e, durante sua diferenciação, há síntese de proteínas filamentosas concomitantemente ao alongamento das células. De acordo com suas características morfoló‑ gicas e funcionais, distinguem‑se três tipos de tecido muscular (Figura 10.1): o músculo estriado esquelé‑ tico, o músculo estriado cardíaco e o músculo liso. Por serem alongadas, as células musculares são também denominadas fibras.

 

11 - Sistema Circulatório

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Sistema Circulatório

Introdução, 210

Tecidos que compõem a parede dos vasos, 210

Plano estrutural e componentes dos vasos sanguíneos, 211

Estrutura e funções dos vasos sanguíneos, 213

Coração, 223

Sistema vascular linfático, 224

Bibliografia, 226

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210

Histologia Básica | Texto e Atlas

Introdução

O sistema circulatório abrange o sistema vascular sanguíneo e o sistema vascular linfático. O sistema vascular sanguíneo é composto pelas seguintes estruturas: coração, artérias, vasos capilares e veias. O coração é um órgão cuja função é bombear o sangue através dos vasos sanguíneos.

As artérias consistem em uma série de vasos que se tornam menores à medida que se ramificam, e sua função é levar o sangue, com nutrientes e oxigênio, do coração para os tecidos. Os vasos capilares são vasos sanguíneos que consti‑ tuem uma rede complexa de tubos muito delgados. Atra‑ vés de suas paredes, ocorre a maior parte do intercâmbio entre o sangue e os tecidos adjacentes. As veias resultam da convergência dos vasos capilares em um sistema de canais que se torna cada vez mais calibroso à medida que se aproxima do coração, para onde transporta o sangue pro‑ veniente dos tecidos. O sistema circulatório é, portanto, um sistema fechado, no interior do qual o sangue circula continuamente.

 

12 - Células do Sangue

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Células do Sangue

Introdução, 228

Composição do plasma, 229

Coloração das células do sangue, 229

Eritrócitos, 229

Leucócitos, 231

Neutrófilos, 231

Eosinófilos, 234

Basófilos, 235

Linfócitos, 237

Monócitos, 238

Plaquetas, 240

Bibliografia, 242

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Histologia Básica | Texto e Atlas

228

Introdução

O sangue está contido em um compartimento fechado, o aparelho circulatório, que o mantém em movimento regu‑ lar e unidirecional, devido essencialmente às contrações rítmicas do coração. O volume total de sangue em uma pes‑ soa saudável é de aproximadamente 7% do peso corporal, cerca de 5 l em um indivíduo com 70 kg de peso.

O sangue é formado pelos glóbulos sanguíneos e pelo plasma, parte líquida, na qual os primeiros estão suspen‑ sos. Os glóbulos sanguíneos são os eritrócitos ou hemácias, as plaquetas (fragmentos do citoplasma dos megacariócitos da medula óssea) e diversos tipos de leucócitos ou glóbulos brancos.

 

13 - Hemocitopoese

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13

Hemocitopoese

Introdução, 244

Células‑tronco, fatores de crescimento e diferenciação, 244

Medula óssea, 245

Maturação dos eritrócitos, 250

Granulocitopoese, 250

Maturação dos granulócitos, 254

Cinética da produção de neutrófilos, 255

Cinética da produção de outros granulócitos, 256

Maturação dos linfócitos e monócitos, 256

Origem das plaquetas, 257

Bibliografia, 260

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244

Histologia Básica | Texto e Atlas

Introdução

Hemocitopoese é o processo contínuo e regulado de pro‑ dução de células do sangue, que envolve renovação, pro‑ liferação, diferenciação e maturação celular. As células do sangue têm vida curta e são constantemente renova‑ das pela proliferação mitótica de células localizadas nos

órgãos hemocitopoéticos. As primeiras células sanguíneas do embrião surgem muito precocemente (em torno do 19o dia de gestação), no mesoderma do saco vitelino. Essa fase transiente da hemocitopoese, denominada mesoblás‑ tica, é caracterizada pelo desenvolvimento de eritroblas‑ tos primitivos (principalmente) e, em geral, ocorre no interior de vasos sanguíneos em desenvolvimento, pros‑ seguindo até a 6a semana de vida intrauterina (VIU).

 

14 - Sistema Imunitário e Órgãos Linfáticos

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Sistema Imunitário e Órgãos Linfáticos

Introdução, 262

Organização do sistema imunitário, 262

Antígenos e anticorpos, 263

Tipos básicos de resposta imunitária, 265

Linfócitos B, T e NK | Diferenciação e receptores, 266

Reconhecimento de antígenos, células apresentadoras de antígenos e complexo principal de histocompatibilidade, 269

Processamento e apresentação de antígenos por MHC, 271

Citocinas na resposta imunitária, 273

Células dendríticas, 273

Timo, 274

Linfonodos, 277

Baço, 281

Tecido linfático associado às mucosas, 288

Tonsilas, 288

Bibliografia, 291

2a Prova

Verificação

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Autor: JUNQUEIRA

Cap. 14

Edição: 13a

Págs. 31

Verificador:

Operador: ANTHARES

Data: 16/04/17

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262

Histologia Básica | Texto e Atlas

Introdução

Organização do sistema imunitário

O sistema imunitário é um conjunto de células isoladas e de órgãos linfáticos que defende o organismo contra molé‑ culas estranhas, como as pertencentes a microrganismos e vírus, e contra as toxinas produzidas por microrganismos invasores. As células do sistema imunitário são capazes de distinguir as moléculas que são próprias do corpo (self) das moléculas estranhas (non‑self), quer estejam isoladas, quer façam parte de um vírus, bactéria, fungo, protozoário, hel‑ minto ou de células de um enxerto ou transplante. Após identificar moléculas de agentes invasores ou de células transplantadas como estranhas, o sistema imunitário coor‑ dena a inativação, neutralização ou destruição desses mes‑ mos agentes agressores ou de células transplantadas. Ocasio‑ nalmente, o sistema imunitário pode reagir contra moléculas do próprio organismo, causando as doenças autoimunes.

 

15 - Sistema Digestório

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Sistema Digestório

Introdução, 294

Estrutura geral do sistema digestório, 294

Cavidade oral, 295

Esôfago, 301

Estômago, 301

Intestino delgado, 308

Intestino grosso, 320

Apêndice, 322

Renovação celular no sistema digestório, 322

Bibliografia, 323

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Histologia Básica | Texto e Atlas

294

Introdução

Estrutura geral do sistema digestório

O sistema digestório consiste em cavidade oral, esôfago, estômago, intestinos delgado e grosso e suas glândulas associadas (glândulas salivares, fígado e pâncreas). Sua fun‑

ção é obter as moléculas necessárias para a manutenção, o crescimento e as demais necessidades energéticas do orga‑ nismo a partir dos alimentos ingeridos. Moléculas grandes, como proteínas, lipídios, carboidratos complexos e ácidos nucleicos, são quebradas em moléculas menores, que são absorvidas através do revestimento do sistema digestório, principalmente no intestino delgado. Água, vitaminas e minerais também são absorvidos a partir do alimento inge‑ rido. A camada mais interna do sistema digestório consti‑ tui ainda uma barreira protetora entre o conteúdo luminal

 

16 - Órgãos Associados ao Sistema Digestório

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16

Órgãos Associados ao Sistema Digestório

Introdução, 326

Glândulas salivares, 326

Pâncreas, 330

Fígado, 330

Trato biliar, 344

Bibliografia, 345

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326

Histologia Básica | Texto e Atlas

Introdução

Os órgãos associados ao sistema digestório incluem as glândulas salivares, o pâncreas, o fígado e a vesícula biliar.

As principais funções da saliva, produzida pelas glân‑ dulas salivares, são: umidificar e lubrificar a mucosa oral e o alimento ingerido, iniciar a digestão de carboidratos e lipídios (por meio das atividades da amilase e da lipase lingual, respectivamente) e secretar substâncias germici‑ das protetoras, como a imunoglobulina A (IgA), a lisozima e a lactoferrina. A saliva também é muito importante na manutenção de um pH neutro na cavidade oral (função de tamponamento) e forma uma película sobre os dentes por meio de proteínas salivares ricas em prolina, que se ligam ao cálcio. Em algumas espécies, mas não em seres huma‑ nos, a secreção de saliva também é importante na regulação da temperatura corporal.

 

17 - Sistema Respiratório

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Sistema Respiratório

Introdução, 348

Epitélio respiratório, 348

Atividade de defesa da porção condutora, 349

Fossas nasais, 350

Seios paranasais, 352

Nasofaringe e orofaringe, 352

Laringe, 352

Traqueia, 353

Árvore brônquica, 354

Porção respiratória, 357

Vasos sanguíneos dos pulmões, 364

Vasos linfáticos dos pulmões, 364

Pleura, 365

Bibliografia, 365

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348

Histologia Básica | Texto e Atlas

Introdução

Brônquio primário

O sistema respiratório é constituído pelos pulmões e por um sistema de tubos que comunicam estes órgãos com o meio exterior. Distinguem‑se no sistema respiratório duas porções com atividades funcionais distintas (Figura 17.1):

■■ Porção condutora: formada por uma sequência de ductos extra e intrapulmonares – fossas nasais, nasofaringe, laringe, traqueia, brônquios e bronquíolos. Além de facultar a passagem de ar, a porção condutora purifica, umedece e aquece o ar inspirado, funções importantes para proteger o delicado revestimento dos alvéolos pul‑ monares. A fim de assegurar a passagem contínua de ar pela porção condutora, é necessário manter o seu lúmen constantemente aberto. Para essa finalidade, a parede da porção condutora contém componentes que lhe pro‑ porcionam suporte estrutural, flexibilidade e extensi‑ bilidade. Conforme o local da porção condutora, esses componentes consistem em um ou vários dos seguin‑ tes tecidos: osso, cartilagem, tecido conjuntivo e tecido muscular liso

 

18 - Pele e Anexos

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Pele e Anexos

Introdução, 368

Epiderme, 368

Derme, 371

Hipoderme, 371

Vasos e receptores sensoriais da pele, 375

Pelos, 375

Unhas, 378

Glândulas da pele, 378

Bibliografia, 380

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368

Histologia Básica | Texto e Atlas

Introdução

A pele recobre a superfície do corpo e é constituída por um tecido epitelial de origem ectodérmica, a epiderme, e um tecido conjuntivo de origem mesodérmica, a derme. Depen‑ dendo da espessura da epiderme, distinguem‑se a pele espessa e a fina (Figuras 18.1 e 18.2, respectivamente). A pele espessa é encontrada na palma das mãos, na planta dos pés e recobrindo algumas articulações. O restante do corpo é protegido por pele fina. Abaixo e em continuidade com a derme, encontra‑se a hipoderme ou tecido celular subcutâneo, que não faz parte da pele, apenas lhe serve de união com os

órgãos subjacentes. A hipoderme é um tecido conjuntivo frouxo que pode conter muitas células adiposas, consti‑ tuindo o panículo adiposo.

 

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