Histologia e embriologia oral

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Histologia e Embriologia Oral, a obra mais completa em sua es¬pecialidade, reúne imagens em altíssima qualidade e texto de elevado teor científico sobre o desenvolvimento e a organização estrutural e funcional dos componentes da cavidade oral.

Esta quarta edição, revisada e atualizada, conta com novas ima¬gens, diversas fotomicrografias em cores, numerosas microgra¬fias eletrônicas de transmissão e varredura originais, diagramas e esquemas didáticos, além de correlações clínicas, frases-chave para facilitar a retenção de conceitos fundamentais e referências selecionadas como leitura adicional no final de cada capítulo.

Trata-se de conteúdo indispensável para alunos de graduação e pós-graduação, bem como para profissionais de Odontologia que desejam atualizar seus conhecimentos.

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1 - Desenvolvimento Craniofacial

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CAPÍTULO 1

Desenvolvimento

Craniofacial

��EVENTOS INICIAIS DO DESENVOLVIMENTO

O disco embrionário, com seus três folhetos, dá origem ao embrião

No início da segunda semana de vida intrauterina, observa-se o embrioblasto como um disco oval constituído por duas camadas de células: os folhetos embrionários ectoderma e endoderma. Ao final da segunda semana, o endoderma da parte média do terço cefálico do disco apresenta um espessamento arredondado, denominado placa precordal, que adere firmemente ao ectoderma. Essa região de firme adesão entre ectoderma e endoderma constitui o que será a membrana bucofaríngea. Fusão similar ocorre na região caudal, entre as pequenas regiões arredondadas dos dois folhetos, formando a membrana cloacal. Nesse período, determinam-se as duas extremidades do tubo digestivo que irá se formar: a boca e o ânus. Na terceira semana, ocorre um espessamento linear no ectoderma, conhecido como linha primitiva, a qual se estende da região central do disco à membrana cloacal, seguindo a orientação do longo eixo do disco oval. Na parte medial dessa linha, as células ectodérmicas proliferam e migram para o interior do disco; isto é, passam a ocupar a região entre os dois folhetos embrionários, constituindo, dessa maneira, o terceiro: o mesoderma. Além disso, células da porção mais cefálica da linha primitiva migram linearmente em sentido cefálico, formando um cordão denominado notocorda. Nessa etapa do desenvolvimento, o disco embrionário já é constituído pelos três folhetos, exceto nas membranas bucofaríngea e cloacal (Figura 1.1).

 

2 - Conceitos de Biomineralização

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CAPÍTULO 2

Conceitos de

Biomineralização

��TECIDOS MINERALIZADOS

Os tecidos que constituem o esqueleto e os dentes são caracterizados por depósitos de mineral que lhes conferem rigidez e dureza peculiares. O esmalte não apresenta vitalidade e capacidade de neoformação; porém, interações iônicas na cavidade oral podem mudar sua estrutura cristalina, como será comentado no Capítulo 8. Os outros tecidos mineralizados, entretanto, mantêm relação com as células que os formaram e têm capacidade de neoformação ou remodelação.

A diferença entre o esmalte e os outros tecidos mineralizados deve-se principalmente a sua origem e sua natureza. Enquanto o esmalte tem origem epitelial, os demais tecidos mineralizados são de natureza conjuntiva. Assim, a constituição dos seus componentes orgânicos é diferente, bem como o mecanismo de mineralização. Por ser o colágeno o constituinte mais abundante das matrizes extracelulares conjuntivas, ele forma a maior parte da matriz orgânica do osso, da dentina e do cemento. O esmalte, o tecido mais mineralizado do organismo, tem sua matriz orgânica constituída por proteínas conhecidas como amelogeninas e não amelogeninas. Enquanto os constituintes orgânicos são retirados durante a mineralização do esmalte, a fim de possibilitar o crescimento dos cristais, nos tecidos de natureza conjuntiva, a matriz orgânica não é removida, permanecendo associada ao mineral. Por essa razão, o processo de mineralização do esmalte será discutido separadamente, no

 

3 - Tecido Ósseo

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CAPÍTULO 3

Tecido Ósseo

��OSSIFICAÇÃO OU OSTEOGÊNESE

Embora aparentemente inertes, os ossos sofrem modificações e transformações durante a vida toda

O tecido ósseo é um tecido mineralizado de natureza conjuntiva que se dispõe originando os ossos, estruturas rígidas e resistentes que formam o esqueleto. Ao constituir o esqueleto, o suporte mecânico do organismo, o tecido ósseo, além de servir de apoio para as contrações dos músculos esqueléticos, transformando-as em movimentos, proporciona proteção para as partes e os órgãos moles, como, por exemplo, o cérebro, alojado no crânio. Os ossos são também reservatórios de cálcio, fosfato e outros íons, sendo essenciais na manutenção dos níveis desses elementos no sangue.

Apesar do aspecto aparentemente inerte, os ossos crescem, são remodelados e se mantêm ativos durante toda a vida do organismo. Quando lesionados, como em fraturas, são capazes de regeneração, fenômeno que demonstra sua permanente vitalidade. A homeostase do tecido ósseo é controlada por fatores mecânicos e humorais, gerais e, principalmente, locais. O osso é também o sítio em que se aloja o tecido hematopoético (Figura 3.1).

 

4 - Mucosa Oral

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CAPÍTULO 4

Mucosa Oral

A mucosa é a estrutura que reveste superfícies úmidas

A estrutura que reveste a cavidade oral, uma cavidade

úmida constantemente banhada pela saliva, é a mucosa

(Figura 4.1), como ocorre em outras regiões que apresentam essa característica (vias respiratórias e tubo digestivo, dentre outras). Na boca fechada, podem ser considerados dois “espaços” virtuais, ambos delimitados pelos arcos dentários. Desse modo, o vestíbulo representa o “espaço” anterior e menor, localizado externamente aos arcos; é revestido pelas mucosas dos lábios e das bochechas de um lado e pela mucosa alveolar e da gengiva do outro. O “espaço” maior, que representa a cavidade oral propriamente dita, é revestido anterior e lateralmente pela gengiva; na sua parte superior, pela mucosa palatina, e, na sua parte inferior, pelas mucosas lingual e do assoalho da boca; e, na região posterior, a mucosa reveste o istmo das fauces e as tonsilas (Figura 4.2). A mucosa oral continua-se com a pele dos lábios e com a mucosa da faringe para o restante do tubo digestivo. A mucosa reveste as diversas regiões da cavidade oral, com exceção das coroas dos dentes, e é constituída por dois elementos: um epitélio e uma lâmina própria do tecido conjuntivo. Entre ambos, como em todas as outras regiões do organismo em que esses dois tecidos se justapõem, existe uma lâmina basal (Figuras 4.3 e 4.4).

 

5 - Glândulas Salivares

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CAPÍTULO 5

Glândulas

Salivares

��DESENVOLVIMENTO

A unidade funcional das glândulas salivares denomina-se adenômero

As glândulas salivares constituem um grupo de glândulas exócrinas localizadas na região da boca, as quais vertem seus produtos de secreção para a cavidade oral, formando, no conjunto, a saliva. Cada glândula salivar é constituída por elementos parenquimatosos revestidos e suportados por tecido conjuntivo. As estruturas do parênquima derivam do ectoderma, pois elas se formam a partir do epitélio oral primitivo. Consistem em unidades secretoras terminais e em um sistema de ductos. O tecido conjuntivo, por sua parte, forma o estroma glandular, que é composto por uma cápsula e septos conjuntivos que dividem grupos de unidades secretoras e de ductos em lobos e lóbulos. O estroma, além de fornecer o suporte para o parênquima, contém os vasos sanguíneos e linfáticos, bem como os nervos que suprem a glândula. A unidade funcional das glândulas salivares, denominada adenômero, é constituída pelas unidades secretoras terminais que se abrem em ductos, os quais vão se reunindo com outros progressivamente mais calibrosos até desembocarem na cavidade oral (Figura 5.1).

 

6 - Odontogênese

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CAPÍTULO 6

Odontogênese

Todos os dentes seguem um processo similar de desenvolvimento

Apesar de cada dente se desenvolver como uma estrutura independente e de tipos dentários morfologicamente diferentes, isto é, incisivos, caninos, pré-molares e molares formarem-se finalmente, o processo de desenvolvimento do dente, denominado odontogênese, é basicamente o mesmo.

Inicia-se como resultado da interação do epitélio oral com o ectomesênquima subjacente, originando a banda epitelial primária e, em seguida, a lâmina dentária. Os germes dentários seguem, subsequentemente, as fases de botão, capuz, campânula, coroa e raiz. A formação específica dos diversos tecidos que constituirão o dente e suas estruturas de suporte, entretanto, inicia-se a partir da campânula. Desse modo, esses processos recebem denominações também específicas. Assim, dentinogênese, amelogênese, cementogênese e osteogênese correspondem, respectivamente, à formação de dentina, esmalte, cemento e osso. Como esses processos particulares serão discutidos em detalhes mais adiante, nos

 

7 - Complexo Dentina-Polpa

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CAPÍTULO 7

Complexo

Dentina-Polpa

A dentina e a polpa são dois tecidos intimamente relacionados

A dentina é um tecido mineralizado de natureza conjuntiva que constitui a maior parte da estrutura do dente, sendo recoberta pelo esmalte, na porção coronária, e pelo cemento, na porção radicular. A dentina aloja no seu interior um tecido conjuntivo não mineralizado – a polpa dentária – com o qual tem muitas características em comum referentes a origem, relação topográfica e função. Por essa razão, esses dois tecidos são intimamente relacionados, desde a fase de formação até que o dente esteja completamente formado, constituindo, dessa maneira, o complexo dentina-polpa.

A constituição orgânica e mineral da dentina é semelhante à do tecido ósseo

A dentina é uma estrutura avascular que não apresenta células no seu interior. Apenas os prolongamentos dos odontoblastos estão dentro de túbulos que a percorrem desde a polpa até a junção amelodentinária, embora, como será visto posteriormente, eles não preencham a total extensão desses túbulos. Além dessas características, a dentina apresenta algumas semelhanças com o tecido

 

8 - Esmalte

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CAPÍTULO 8

Esmalte

O esmalte, a estrutura que recobre a coroa dos dentes,

é o tecido mais mineralizado do organismo. Entretanto, diferentemente dos outros tecidos calcificados e mesmo dos outros tecidos dentários, o esmalte é formado por células epiteliais originadas do ectoderma. Além disso, quando totalmente formado e após a erupção do dente, é o único tecido mineralizado completamente acelular, isto é, o único que não mantém relação com as células que o formaram.

A natureza cristalina do esmalte deve-se ao seu alto conteúdo inorgânico

A extrema dureza do esmalte deve-se ao seu alto conteúdo inorgânico (97%), representado por cristais de fosfato de cálcio sob a forma de hidroxiapatita, com quantidades de carbonato, sódio, magnésio, cloreto, potássio e flúor em meio a 1% de material orgânico de natureza basicamente proteica, com escassos carboidratos e lipídios, e 2% de água (Figura 8.1).

Essa composição faz do esmalte um tecido extremamente friável, apesar de sua dureza. Por esse motivo, a dentina subjacente, um tecido mais resiliente, confere sustentação e reduz a possibilidade de fratura durante a mastigação. Embora a cor do esmalte varie do branco-acinzentado ao branco-amarelado, sua estrutura quase exclusivamente cristalina resulta em uma aparência translúcida. Quanto maior o grau de mineralização do esmalte, maior é sua natureza cristalina e, portanto, sua translucidez. Essa característica influencia na cor do dente, uma vez que a translucidez e a delgada espessura do esmalte (a espessura máxima é de 2,5 mm na região dos vértices das cúspides ou nas bordas incisais) possibilitam ver a cor amarelada da dentina subjacente.

 

9 - Periodonto

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CAPÍTULO 9

Periodonto

O periodonto é constituído pelas estruturas que participam na sustentação dos dentes na maxila e na mandíbula, podendo ser divididas em duas partes: a primeira constituída pelo cemento, o ligamento periodontal e o osso alveolar, e a segunda, pela gengiva. As primeiras estruturas são responsáveis pela ancoragem do dente no alvéolo, formando, portanto, o periodonto de inserção ou de sustentação. A gengiva, por sua vez, recobre a crista do processo alveolar e estabelece continuidade do epitélio da mucosa oral com o colo do dente pelo epitélio juncional, sendo chamada, por isso, de periodonto marginal ou de proteção (Figura 9.1).

Gengiva

Dentina radicular

Ligamento periodontal

Cemento

Osso alveolar

Figura 9.1 Componentes do periodonto.

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202  Histologia e Embriologia Oral

��PERIODONTO DE INSERÇÃO

OU DE SUSTENTAÇÃO

O cemento, o ligamento periodontal e o osso alveolar constituem uma unidade estrutural e funcional entre o dente e o alvéolo; têm a mesma origem ectomesenquimal do folículo e dependem da formação da dentina radicular e da bainha radicular epitelial de Hertwig. Feixes de fibras colágenas do ligamento se inserem no cemento e no osso alveolar, formando as fibras de Sharpey. Embora o desenvolvimento desses tecidos seja descrito separadamente, é importante ressaltar que ocorrem simultaneamente, daí a íntima relação que as estruturas apresentam uma vez formadas (Figura 9.2).

 

10 - Erupção, Reabsorção e Esfoliação Dentária

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CAPÍTULO 10

Erupção,

Reabsorção e Esfoliação

Dentária

��FASES DA ERUPÇÃO DENTÁRIA

O processo pelo qual o dente se desloca do local em que inicia seu desenvolvimento – a cripta óssea – até alcançar o plano oclusal funcional denomina-se erupção dentária.

Classicamente, a erupção dentária foi dividida em três fases: pré-eruptiva, eruptiva e pós-eruptiva. Na fase considerada eruptiva, entretanto, podem ser diferenciados alguns momentos, nos quais ocorrem mudanças tanto na velocidade da erupção quanto nas estruturas envolvidas no processo. Por esse motivo, é mais didático dividir a erupção dentária em cinco fases: movimentação pré-eruptiva, erupção intraóssea, penetração na mucosa, erupção pré-oclusal e erupção pós-oclusal.

Fase de movimentação pré-eruptiva

Durante a fase pré-eruptiva, ocorrem leves movimentos de acomodação dos germes dentários

Durante a fase de coroa da odontogênese, como consequência da deposição de dentina e esmalte, o germe dentário aumenta de tamanho. Esse crescimento faz com que a cripta

 

11 - Articulação Temporomandibular

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CAPÍTULO 11

Articulação

Temporomandibular

A articulação temporomandibular é uma articulação bilateral do tipo diartrose entre os côndilos da mandíbula e as eminências articulares dos ossos temporais. A mandíbula não se movimenta apenas para abrir e fechar a boca, mas também desliza nos sentidos lateral e anteroposterior, sendo que esses complexos movimentos dependem não somente da articulação, como também de relações oclusais entre os dentes superiores e inferiores.

Os componentes da articulação temporomandibular são a cabeça e o colo do côndilo da mandíbula, a fossa glenoide e a eminência articular da porção escamosa do osso temporal, o disco articular, os espaços supra e infradiscais, a membrana sinovial, a cápsula articular e os ligamentos associados (Figura 11.1 A e B).

��DESENVOLVIMENTO

Os processos de desenvolvimento do côndilo e do restante da mandíbula se iniciam separadamente

Por volta da oitava semana de vida intrauterina, observase, na região posterior da mandíbula em formação, uma condensação ectomesenquimal a partir da qual originase uma cartilagem hialina com formato esférico, a qual constituirá o côndilo. Na mesma época, no osso temporal em desenvolvimento, começa, por ossificação intramembranosa, a formação da fossa glenoide e da eminência articular. Em torno dessas estruturas, grupos de mioblastos iniciam a formação de diversos músculos, especialmente dos pterigóideos laterais, estes últimos, nas adjacências da parte anterior do côndilo. Esses eventos se passam até, aproximadamente, a 12a semana, apresentando-se a região entre a cartilagem do côndilo e a superfície articular do osso temporal em formação, ocupada por ectomesênquima. Em torno da 13a semana de vida intrauterina, enquanto na região central desse ectomesênquima as células diferenciam-se em fibroblastos, nas regiões adjacentes ao côndilo e ao osso temporal surgem pequenos espaços entre as células ectomesenquimais, os quais gradualmente coalescem, formando, dessa maneira, as cavidades articulares supra e infradiscais; os fibroblastos recém-diferenciados da região central formam colágeno, constituindo-se o disco articular.

 

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