Revolucionando a Sala de Aula

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Há pouco mais de três décadas, a preocupação com a formação do professor que atua no ensino superior começou a fazer parte das discussões dos estudiosos da Educação. Gradativamente, essa preocupação foi alcançando outras áreas do conhecimento. Nos dias atuais, tem ficado cada vez mais claro que apenas o domínio do conteúdo — embora fundamental no processo de ensino e aprendizagem — não é suficiente.

Neste livro, são abordadas 15 técnicas de metodologias ativas de aprendizagem, desde as mais tradicionais, como a aula expositiva e o Seminário, até as técnicas mais contemporâneas na área de negócios, como o Problem-Based Learning (PBL) e o Role-play. Em todas elas, houve a preocupação com o processo de ensino e aprendizagem ativo, tendo professor e aluno como os protagonistas do fenômeno.

Recomendado para professores e profissionais da Educação que tenham como desafio melhorar o nível de aprendizado e motivação dos estudantes em sala de aula. Leitura complementar para as disciplinas Didática e Metodologia do Ensino Superior dos cursos de graduação e pós-graduação. • Para acessar o Material Suplementar entre em contato conosco através do e-mail sac@grupogen.com.br

15 capítulos

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1 - A aula expositiva dialogada em uma perspectiva freireana

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1

A aula expositiva dialogada em uma perspectiva freireana

CAMILA LIMA COIMBRA

Saber que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção.

(FREIRE, 1996, p. 21)

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Capítulo 1

1. Introdução

Ao receber o convite para fazer este capítulo, iniciamos a pensar sobre as possibilidades de sua realização. Lembramos da fala de um educando, do primeiro período do Curso de Ciências Sociais, grau licenciatura, durante um debate na aula de

Didática, em que ele diz:

– Professora, mas como é que faz? Se aula não é assim, o professor falando e nós ouvindo, como é então?

A partir desse questionamento, aceitamos o desafio para realizar uma revisão bibliográfica sobre a aula expositiva dialogada e, ainda, tivemos a oportunidade de compartilhar nossa experiência na docência do ensino superior, na área de Didática.

Assim, levando em consideração essa referência inicial, em que socializamos a nossa mobilização para a escrita, organizamos o capítulo em três momentos. O primeiro, em que respondemos aos seguintes questionamentos: Quais princípios sustentam essa estratégia de ensino? Quais autores da área já fizeram essa reflexão? Qual a fundamentação teórica? Qual método inspira a estratégia? Como compreendo a aula? Em que medida a aula expositiva dialogada rompe a lógica tradicional? Com quais objetivos? O segundo momento, em que nos aprofundamos na estratégia propriamente dita, apontamos: Quem são os personagens/protagonistas aprendentes?

 

2 - Visita técnica: uma viagem pela teoria-prática-ensino-aprendizagem

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2

Visita técnica: uma viagem pela teoria-prática-ensino-aprendizagem

EDILEUSA GODÓI DE SOUSA

E D VA L D A A R A Ú J O L E A L

O mundo da educação passa a acontecer, cada vez mais, fora de sala.

(MONEZI; ALMEIDA FILHO, 2005)

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Capítulo 2

1. Visita técnica – o porquê da viagem

As atividades pedagógicas realizadas fora do ambiente da sala de aula podem constituir-se como um importante instrumento de aprendizagem, na medida em que se mostram como alternativas para o ensino.

No contexto da educação fundamental, são utilizadas algumas expressões para se referir às aulas desenvolvidas fora do espaço escolar. Destacam-se: excursões, atividades extraclasse, trabalhos de campo, visitas guiadas, visitas técnicas e outras. O termo visita técnica é o mais utilizado nos cursos de graduação para se referir à observação das atividades práticas e situações reais de uma organização em pleno funcionamento.

 

3 - Ensino e pesquisa: duas faces de uma mesma moeda

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Ensino e pesquisa: duas faces de uma mesma moeda

C A M I L L A S O U E N E TA N A S C I M E N T O N G A N G A

GILBERTO JOSÉ MIRANDA

Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino.

PAULO FREIRE

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Capítulo 3

1. Introdução

O significado da palavra pesquisa é amplo e aplicado a diversos contextos e áreas do conhecimento. De acordo com o Dicionário Aurélio, a pesquisa é o ato de pesquisar, corresponde à busca e também ao recolhimento de dados. O conceito está relacionado à investigação, quando se pretende descobrir novos conhecimentos.

A pesquisa está presente no processo de ensino-aprendizagem desde as séries iniciais. Podemos citar como exemplo um exercício amplamente difundido, que

é o plantio do feijão no algodoeiro. Por meio dele, a criança acompanha como a planta germina e se desenvolve, inter-relacionando teoria e prática.

A prática da pesquisa na educação abre novos horizontes e possibilidades, além de auxiliar na melhoria da qualidade do ensino. Na educação superior, existe a premissa da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, com ênfase na relação entre ensino e pesquisa. O que se percebe, porém, é o conhecimento eminentemente técnico sendo reproduzido nas instituições de ensino superior, o que, de certa forma, contribui para que a relação entre ensino e pesquisa não seja valorizada.

 

4 - Grupo de Verbalização/Grupo de Observação (GV-GO)

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Grupo de Verbalização/Grupo de Observação (GV-GO)

ALANNA SANTOS DE OLIVEIRA

LARISSA COUTO CAMPOS

A tarefa do professor é preparar motivações para atividades culturais, num ambiente previamente organizado, e depois se abster de interferir.

MARIA MONTESSORI

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Capítulo 4

1. Introdução

O método de ensino está intimamente relacionado ao papel e ao comportamento desempenhado pelo professor e pelos alunos no contexto do ensino-aprendizagem.1

Desse modo, é possível obter uma inferência acerca do grau de participação de cada uma das partes em relação ao conteúdo.

Obtida essa definição concernente aos papéis e ao comportamento do professor e dos alunos, passa-se, então, ao delineamento da técnica, que corresponde, em termos gerais, ao modo como serão desempenhadas as atribuições relativas a cada uma das partes diretamente envolvidas. Nesse sentido, faz-se mister ressaltar que “não existe uma técnica melhor que a outra, o que existe é a mais adequada ao assunto a ser trabalhado, e mais eficiente em termos de aprendizagem”.2

 

5 - Debate: uma técnica de ensino voltada à pluralidade de pontos de vista

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Debate: uma técnica de ensino voltada à pluralidade de pontos de vista

MARCELINO FRANCO DE MOURA

NEVISON AMORIM PEREIRA

SAULOÉBER TÁRSIO DE SOUZA

Toda técnica é tecida e envolvida por determinados ideais educativos.

(ARAUJO, 1991)1

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Capítulo 5

1. Introdução

A proposta deste texto, assim como os demais que compõem a coletânea, é discutir estratégias de ensino que possam ser aplicadas à educação contábil e às áreas afins. Neste capítulo específico, o tema a ser trabalhado é a adoção da metodologia do debate ou do diálogo em sala de aula, que, aplicado de forma adequada, pode fomentar entre alunos e professores o surgimento de uma pluralidade de pontos de vista no espaço de ensino-aprendizagem.

Essa metodologia de trabalho, na relação entre mestres e discípulos, é, certamente, uma das técnicas didáticas mais remotas já desenvolvidas para fomentar o aprendizado em diferentes campos do saber. Pode-se afirmar que a democracia ateniense antiga, datada do século V a.C., fomentou o surgimento da base da dialética socrática, momento em que ocorreu grande exaltação do diálogo, do debate, da opinião do outro. Foi nesse período, conhecido como o “século do ouro”, que surgiram os grandes oradores, bem como a valorização da retórica.2

 

6 - Seminário: da técnica de ensino à polinização de ideias

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Seminário: da técnica de ensino

à polinização de ideias

S I LVA N A M A L U S Á

G E O VA N A F E R R E I R A M E L O

ROBERTO BERNARDINO JÚNIOR

O papel de um polinizador de ideias é semelhante a um horticultor ou floricultor que se dedica à polinização das suas flores.

Equipado com um vasto conjunto de interesses, uma curiosidade ávida, e uma aptidão para o ensino e aprendizagem, a polinização traz grandes ideias do mundo exterior para animar a sua organização.

TOM KELLEY, The ten faces of innovation

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Capítulo 6

1. Contexto

Em tempo de terceiro milênio, a questão pedagógica do docente universitário vem sendo objeto de estudos nas reflexões acadêmicas, levantando uma evidência preocupante: cresce o número de professores que revelam desconhecer os processos de ensino e aprendizagem, ainda que detenham uma formação teórica consistente. O que se percebe é que o ingresso na carreira do magistério superior ocorre, quase sempre, de maneira inesperada e não elaborada, ou seja, não é um projeto de vida profissional para o qual se prepara e se busca realizar.

 

7 - O estudo é dirigido, mas o aluno é o piloto!

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O estudo é dirigido, mas o aluno é o piloto!

ALINE BARBOSA DE MIRANDA

O bom professor é o que consegue, enquanto fala, trazer o aluno até a intimidade do movimento de seu pensamento. Sua aula é assim um desafio e não uma “cantiga de ninar”. Seus alunos cansam, não dormem. Cansam porque acompanham as idas e vindas de seu pensamento, surpreendem suas pausas, suas dúvidas, suas incertezas.

PAULO FREIRE

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Capítulo 7

1. Introdução

O ambiente acadêmico está repleto de teorias e experiências didático-pedagógicas bem-sucedidas. Com o passar do tempo, algumas teorias se tornam obsoletas, outras são renovadas e outras ainda são criadas e aperfeiçoadas, constituindo-se o campo do ensino em uma área extremamente fértil no que concerne às experiências didáticas inovadoras.

As técnicas de ensino vêm acompanhando a evolução tecnológica e se tornando cada vez mais importantes no contexto da sala de aula. A literatura nessa área é rica e contempla os mais variados públicos: salas de aula cheias, salas com menos alunos, laboratórios, espaços abertos, entre outros. Mas a melhor técnica dependerá

 

8 - O uso do método do caso de ensino na educação na área de negócios

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O uso do método do caso de ensino na educação na área de negócios

E D VA L D A A R A Ú J O L E A L

CÍNTIA RODRIGUES DE OLIVEIRA MEDEIROS

L AY N E V I T Ó R I A F E R R E I R A

O conhecimento resulta do esforço científico por respostas a perguntas formuladas, não da inércia de aceitar ideias dominantes e conservadoras.

(MACHADO; CALLADO, 2008, p. 5)

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Capítulo 8

1. Introdução

Neste capítulo, focalizamos a estratégia de ensino “estudo de caso” ou o “método do caso” ou, ainda, o teaching case. Importante destacar que o método do caso não

é “uma metodologia de pesquisa, como vem a ser o estudo de caso, mas uma

O método do caso não é “uma ferramenta pedagógica”.1 metodologia de pesquisa, como

Os professores que atuam na área de vem a ser o estudo de caso, mas gestão e negócios utilizam o método uma ferramenta pedagógica”. do caso com o objetivo de analisar um caso já elaborado. Um caso na área de gestão2 consiste na “descrição de uma situação administrativa recente, comumente envolvendo uma decisão ou um problema”. O caso é redigido na perspectiva de quem está envolvido na situação decisória, e permite aos estudantes acompanhar os passos de quem tomou a decisão e analisar o processo, decidindo se o analisaria sob enfoques diferentes ou se enveredaria por outros caminhos no processo de tomada de decisão.3

 

9 - Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP) ou Problem-Based Learning (PBL): podemos contar com essa alternativa?

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Aprendizagem Baseada em

Problemas (ABP) ou Problem-Based

Learning (PBL): podemos contar com essa alternativa?

MARA ALVES SOARES

REINER ALVES BOTINHA

S I LV I A P E R E I R A D E C A S T R O C A S A N O VA

SANDRO VIEIRA SOARES

CHRISTOPHER BULAON

Mestre, mestre é aquele que de repente aprende.

JOÃO GUIMARÃES ROSA

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Capítulo 9

1. Introdução

Muitos desafios têm surgido para o ensino e para as Instituições de Ensino Superior

(IES), devido às demandas por novas ofertas de ensino em função das necessidades do mundo do trabalho. As transformações ocorridas no ambiente de negócios, nas duas últimas décadas, foram suscitadas pela passagem da sociedade industrial para a sociedade do conhecimento, que tem provocado mudanças tanto na formação acadêmica e profissional quanto nas práticas educativas.1

Estudos anteriores apontam que as IES, diante desse cenário, preparam-se para “a transição do ensino tradicional para uma prática baseada na eficiência do processo de ensino e aprendizagem, voltada para o desenvolvimento de competências determinadas para cada uma das disciplinas que compõem a grade curricular dos cursos”.2

 

10 - Filmes no processo de ensino e aprendizagem

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Filmes no processo de ensino e aprendizagem

ROMUALDO DOUGLAS COLAUTO

O S C A R L O P E S D A S I LVA

JOYCE MENEZES DA FONSECA TONIN

SIDNEY PIRES MARTINS

Num filme, o que importa não

é a realidade, mas o que dela possa extrair a imaginação.

CHARLES CHAPLIN

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Capítulo 10

1. Introdução

Muitos professores estão familiarizados com o termo ritmo, mas sua definição pode não ser clara para muitos deles. O ritmo no sentido de velocidade como se ensina não se sustenta, porque a maioria dos professores percebe uma discrepância entre a velocidade com que o ensino ocorre e a percepção da aprendizagem por parte dos alunos.1 Os alunos podem, por exemplo, achar que o professor está ensinando com mais rapidez os procedimentos para a apuração da Equivalência Patrimonial, quando, na verdade, esse está prolongando o tempo empregado para melhorar as habilidades necessárias para se realizarem os cálculos de apuração da Equivalência

 

11 - Encenando o ambiente de negócios: a representação teatral como técnica pedagógica

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Encenando o ambiente de negócios: a representação teatral como técnica pedagógica

CINTIA RODRIGUES DE OLIVEIRA MEDEIROS

Z A N D R A C R I S T I N A L I M A S I LVA QU E I R O Z

Todo teatro é necessariamente político, porque políticas são todas as atividades do homem, e o teatro é uma delas.

AUGUSTO BOAL

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Capítulo 11

1. Introdução

Neste capítulo, procuramos discutir a dramatização como estratégia de ensino na

área de negócios, focalizando a representação de peças teatrais. A dramatização é um recurso técnico originado do teatro, que se fundamenta no psicodrama, e constitui-se em método para o desenvolvimento de habilidades mediante o desempenho de atividades em situações semelhantes

àquelas que seriam realizadas na vida

A dramatização é um recurso real.1 É também uma experiência de técnico originado do teatro, que aprendizagem baseada na apropriação se fundamenta no psicodrama, de práticas da cena teatral que busca e constitui-se em método para o explorar os tipos de competências.2 desenvolvimento de habilidades

 

12 - O role-play (jogo de papéis) aplicado no ensino e aprendizagem

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O role-play (jogo de papéis) aplicado no ensino e aprendizagem

LAUDICÉIA NORMANDO DE SOUZA

S I LV I A P E R E I R A D E C A S T R O C A S A N O VA

Existem palavras sábias, mas a sabedoria não é suficiente, falta ação.

JACOB LEVY MORENO

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Capítulo 12

1. Introdução

Ações reflexivas sobre a necessidade de construção de um novo projeto educativo, capaz de enfrentar os desafios do momento histórico atual, evidenciam a fragilidade dos modelos de ensino-aprendizagem tradicionais.1 Alguns teóricos indicam que o estudo da Contabilidade deve ser personalizado e proporcionar aos estudantes estímulos que conduzam a uma reflexão permanente, seja na construção de conhecimentos, seja no desenvolvimento de habilidades e competências rumo à

A utilização de jogos e simulações prática do exercício profissional. Para permite que estudantes aprendam a esses especialistas, o ensino precisa ser aplicar teoria e conceitos para buscar visto como convite à exploração e à soluções para diversos problemas, descoberta, como um processo de consconduzindo-os a se distanciarem trução de conhecimentos, habilidades, das regras de memorização, atitudes e não apenas como transmissão tornando-os elementos ativos no de informações e de técnicas.2 processo de ensino e aprendizagem.

 

13 - Storytelling: aprendizado de longo prazo

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Storytelling: aprendizado de longo prazo

ALESSANDRA VIEIRA CUNHA MARQUES

GILBERTO JOSÉ MIRANDA

S A M U E L D E P A I VA N AV E S M A M E D E

O professor eficiente é sempre um bom contador de histórias.

NILSON JOSÉ MACHADO

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Capítulo 13

1. Introdução

O termo inglês storytelling* é um dos mais antigos métodos de comunicação dos indivíduos.1 Storytelling surgiu com o advento da civilização humana e, com isso, as gerações puderam experimentar o poder das palavras por meio da expressão oral.

Mais tarde, a expressão oral deu lugar à escrita, com o surgimento das pinturas rupestres. Posteriormente, essas pinturas deram lugar às tábuas de pedra, as quais foram então substituídas, já na Idade Média, pela imprensa escrita. Assim, a escrita tornou-se um meio de preservar as histórias, mas, antes desse tempo, contar histórias era o principal meio de instrução.2

Storytelling serve para educar os outros, registrar fatos históricos, ensinar valores culturais, fazer pontes de ligação entre os indivíduos, estabelecer normas e valores, compartilhar experiências comuns. Além disso, contar histórias é a forma originária de ensino que surgiu antes mesmo do desenvolvimento da linguagem escrita.3

 

14 - Painel integrado: envolvendo todos individualmente

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Painel integrado: envolvendo todos individualmente

CRISTIANO CAMARGO

MÁRCIA FREIRE DE OLIVEIRA

Todo o conhecimento supõe ao mesmo tempo separação e comunicação. Assim, as possibilidades e os limites do conhecimento revelam o mesmo princípio: o que permite o nosso conhecimento limita o nosso conhecimento, e o que limita o nosso conhecimento permite o nosso conhecimento. O conhecimento do conhecimento permite reconhecer as origens da incerteza do conhecimento e os limites da lógica dedutiva identitária. O aparecimento de contradições e de antinomias num desenvolvimento racional assinala-nos os estratos profundos do real.

EDGARD MORIN

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Capítulo 14

1. Introdução

O processo de ensino-aprendizagem reserva ao professor um papel central na transmissão, comunicação e orientação do conteúdo programático da(s) disciplina(s) que ministra. Nesse sentido avalia-se1 que quando se atribui ao professor a prerrogativa de condutor do processo de ensino-aprendizagem, concomitantemente a ênfase passa a ser o ensino, o que reafirma o paradigma da função do docente para orientar, instruir e avaliar o aluno a quem, por sua vez, cabe receber, assimilar e repetir o conhecimento.

 

15 - Prática de campo: desenvolvendo uma atitude científica nos estudantes

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Prática de campo: desenvolvendo uma atitude científica nos estudantes

NÁLBIA DE ARAÚJO SANTOS

Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção.

PAULO FREIRE

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Capítulo 15

1. Introdução

Haveria um senso comum sobre ver “ao vivo” aquilo que se quer estudar, pois a situação de ir a campo, sair da sala de aula para buscar as informações sobre o tema estudado, motivaria a aprendizagem dos estudantes.1 A realização de atividades pedagógicas fora da sala de aula convencional é possível em qualquer fase escolar dos indivíduos. A visita a museus, sítios arqueológicos, dentre outros lugares, são alguns exemplos de atividades extraclasse que podem ser desenvolvidas na educação fundamental e no ensino médio.

Na educação superior, também é possível aplicar o trabalho de campo como estratégia de ensino. A observação da formação rochosa de uma área territorial, por exemplo, é interessante para o curso de Geografia; ainda, a pesquisa junto ao acervo de um museu pode contribuir para a formação do estudante de História. Assim,

 

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