Produção de Ovinos no Brasil

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Abrangente e atual, esta obra oferece um conteúdo completo sobre a ovinocultura no Brasil, servindo como referência não só para pesquisadores, técnicos e produtores de ovinos, mas também para estudantes de Zootecnia, Veterinária e Agronomia, interessados em aprimorar seus conhecimentos acerca dessa atividade tão promissora da agropecuária brasileira.

Produção de Ovinos no Brasil é composta por 38 capítulos escritos por renomados especialistas, que abordam desde tópicos fundamentais, como raças, instalações e sistemas de produção, nutrição de ovinos e produção e qualidade de produtos (carne, couro, leite e lã), a temas mais complexos e específicos, como escrituração zootécnica, melhoramento genético e biotécnicas modernas aplicadas à reprodução.

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Capítulo 1 - Aspectos Gerais da Ovinocultura no Brasil

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Capítulo 1

Aspectos Gerais da

Ovinocultura no Brasil

Vinícius Pereira Guimarães 1 e Juan Diego Ferelli de Souza 2

Introdução

O desenvolvimento da cadeia produtiva da ovinocultura pode ser considerado uma relevante estratégia para o desenvolvimento rural em algumas regiões, tendo em vista seu potencial para geração de renda tanto para os produtores rurais quanto para os demais agentes da cadeia produtiva. No entanto, este setor produtivo ca­ racteriza­‑se por contrastes organizacionais significati­ vos entre as regiões produtoras no Brasil.

O mercado consumidor de carne ovina no Brasil encontra­‑se em fase de desenvolvimento, mas ainda

é caracterizado por grandes diferenças regionais. Os maiores mercados consumidores concentram­‑se no entorno das regiões produtoras, tais como no Rio

Grande do Sul e em alguns estados da região Nordeste, entretanto, a demanda tem se expandido em outras regiões como a Centro­‑Oeste e a Sudeste. No mer­ cado externo os principais países produtores mantêm estáveis os tamanhos de seus rebanhos.

 

Capítulo 2 - Ovinocultura na Região Sul do Brasil

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Capítulo 2

Ovinocultura na Região Sul do Brasil

Seção 1

Cleber Cassol Pires, 1 Sergio Carvalho, 2 Stefani Macari 3 e Tatiana Pfüller Wommer 4

Situação e Perspectivas da Ovinocultura no Brasil

Introdução

O ovino é uma espécie privilegiada, pois devido à sua diversidade de produção e à sua adaptação a diferentes condições edafoclimatológicas, difundiu­‑se por quase todas as regiões do mundo. Em algumas delas, a explo‑ ração é realizada por meio de técnicas primitivas, apenas visando à subsistência das populações desfavo‑ recidas. Por outro lado, em outras, como Nova Zelândia,

Austrália, Uruguai, Argentina e algumas regiões do

Brasil, faz­‑se uso de técnicas mais avançadas, objeti‑ vando a elevação da rentabilidade econômica.

Na região Sul do Brasil, a ovinocultura está entre as principais atividades pecuárias desenvolvidas.

Conforme Viana (2008), seu estabelecimento como exploração econômica se deu no começo do século 20, com a valorização da lã no mercado internacional e, a partir da década de 1940, com o incremento tecno‑ lógico da produção. A produção de lã, por intermédio da criação de raças laneiras e mistas, foi o principal objetivo da exploração econômica da ovinocultura, na qual os sistemas produtivos eram desenvolvidos com o intuito de obter a maximização da produção de lã

 

Capítulo 3 - Ovinocultura na Região Sudeste do Brasil

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Seção 1

Capítulo 3

Ovinocultura na Região

Sudeste do Brasil

Situação e Perspectivas da Ovinocultura no

José Alexandre Agiova da Costa e Cristina Maria Pacheco Barbosa

Brasil

1

Introdução

A ovinocultura no Sudeste se desenvolveu a partir de raças criadas para corte, sendo o rebanho de cria for‑ mado predominantemente por ovelhas deslanadas cruzadas com carneiros de raças lanadas, para a pro‑ dução de cordeiros para o abate. O leite vem surgindo como uma opção para os produtores do Sudeste atraídos pelo nicho de consumo de queijos importados nas grandes cidades. Independentemente do tipo de pro‑ dução, a ovinocultura concentra­‑se em pequenas propriedades como uma opção de negócio devido à oscilação de alguns produtos agrícolas tradicionais e a crescente demanda, observada principalmente no estado de São Paulo. Contribuem para o crescimento do mercado: a menor exigência em extensão de terras

à criação em região onde há forte demanda por lavou‑ ra de cana­‑de­‑açúcar (Garbin et al., 2008), as boas condições de clima e solo, a alta rentabilidade e a facilidade de comercialização devido às inúmeras praças consumidoras, como as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Vitória, Belo Horizonte e São Pau‑ lo. Em São Paulo destacam­‑se ainda as regiões junto

 

Capítulo 4 - Ovinocultura na Região Centro-Oeste do Brasil

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Capítulo 4

Ovinocultura na RegiãoSeção 1

Centro­‑ Oeste do Brasil

Fernando Miranda de Vargas Junior 1 e André Macieira Sorio 2

Introdução

Situação e Perspectivas da Ovinocultura no

Brasil

Os ovinos chegaram ao Brasil no século 16, com os primeiros colonizadores. Possivelmente chegaram ao

Centro­‑Oeste já no século 18, para servir de alimen‑ tação para as tropas militares que se instalavam à margem dos rios Paraguai e Miranda, onde seria mais tarde o território de Mato Grosso do Sul. Atual­mente, estão espalhados por todos os municípios do Centro­

‑Oeste. A carne ovina é consumida pela população das diversas microrregiões de forma costu­meira, principalmente em eventos e locais associados à alegria e à convivência.

Muitas iniciativas ocorreram desde o início dos anos

2000 com a intenção de reforçar a produção de ovinos no Centro­‑Oeste. Em 2003 foi fundada a Câmara

Setorial Consultiva de Mato Grosso do Sul, específica para ovinos e caprinos. Anos depois, esta iniciativa foi seguida pelos outros estados da região Centro­‑Oeste.

 

Capítulo 5 - Ovinocultura na Região Nordeste do Brasil

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Capítulo 5

Ovinocultura na RegiãoSeção 1

Nordeste do Brasil

Vinícius Pereira Guimarães, 1 Evandro Vasconcelos Holanda Júnior 2 e Juan Diego Ferelli de Souza 3

Situação e Perspectivas da Ovinocultura no

Brasil

Introdução

A expansão do mercado de carne de caprinos e ovinos no Brasil está voltada a assegurar o fornecimento regular de produtos saudáveis e seguros para o con­ sumo. Neste contexto, os produtores rurais e demais participantes das cadeias de abastecimento em algu­ mas regiões do Brasil passaram a coordenar os esforços e a organização de sistemas agroindustriais.

No entanto, o mercado consumidor de carne de ovino e caprino do Brasil é particularmente abastecido por produtos importados. Nesta última condição, as pers­ pectivas para a organização da cadeia produtiva e expansão da produção de carne são promissoras, enquanto os produtos brasileiros buscam competiti­ vidade em um grande mercado consumidor.

Essas questões são particularmente relevantes em se tratando do Nordeste brasileiro, em que existem grande mercado consumidor e baixa oferta regular de produtos com a qualidade exigida pelas grandes redes de supermercado e restaurantes.

 

Capítulo 6 - Ovinocultura na Região Norte do Brasil

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Capítulo 6

Ovinocultura na RegiãoSeção 1

Norte do Brasil

Alexandre Weick Uchôa Monteiro, 1 Claudenor Pinho de Sá 2 e Marcio Muniz Albano Bayma 3

Situação e Perspectivas da Ovinocultura no

Brasil

Introdução

A ovinocultura no Brasil vem, nos últimos anos, con­ solidando a produção com grandes modificações nos diversos segmentos da sua cadeia produtiva (Resende et al., 2008). Isso se deve à versatilidade da atividade com seus diversos produtos e subprodutos, a um merca­ do interno ainda em expansão nos grandes centros consumidores impulsionando o surgimento de novos criadores em vários estados brasileiros (Costa, 2007).

A região Norte é composta dos estados do Acre,

Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e To­ cantins, pertencentes à Amazônia legal com uma extensão territorial de 3.869.637 km 2 e mais de

15.864.454 habitantes (IBGE, 2012).

Na região Amazônica, a espécie ovina está presen­ te na composição do sistema de produção em propriedades familiares, seja para complementação da renda ou autoconsumo. Pereira et al. (2008) enfa­ tizam a importância dos ovinos para a agricultura familiar, destacando a produção de adubo orgânico e o seu uso no cultivo de hortaliças e culturas perenes.

 

Capítulo 7 - Raças Ovinas de Clima Temperado no Brasil

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Capítulo 7

Raças Ovinas de Clima

Temperado no Brasil

Francisco de Assis Fonseca de Macedo 1

Introdução à ovinocultura

Histórico

Os ovinos estão entre as primeiras espécies de animais domesticadas pelo homem, 4 a 5 mil anos a.C. Atual‑ mente são mais de 1.000 raças, distribuídas nos mais diversos países do mundo, algumas vivendo à margem dos grandes desertos, outras em regiões frias, sujeitas a baixas temperaturas, exercendo quatro principais finalidades produtivas: carne, lã, pele e leite.

No reino animal, os ovinos ocupam a seguinte es‑ cala zoológica:

• Reino animal

−−Sub­‑reino: Vertebrata

−−Filo: Chordata

−−Classe: Mammalia

−−Ordem: Ungulata

−−Subordem: Artiodáctila

−−Grupo: Ruminantia

−−Família: Bovidae

−−Subfamília: Ovinae

−−Gênero: Ovis

−−Espécie: Ovis aries (ovinos domésticos).

Obs.: A espécie ovina é muito próxima da espécie caprina, sendo necessário o conhecimento dos princi‑ pais pontos que as diferenciam, principalmente entre os caprinos e ovinos deslanados:

 

Capítulo 8 - Raças Ovinas de Clima Tropical no Brasil

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Capítulo 8

Raças Ovinas de Clima

Tropical no Brasil

Arturo Bernardo Selaive-Villarroel 1

Ovinos deslanados

O Brasil possui diversas raças de ovinos deslanados que são criados nas regiões de clima tropical, princi‑ palmente no Semiárido Nordestino, dentre as quais se destacam Morada Nova, Santa Inês, Somalis Brasi‑ leira, Rabo Largo e Cariri, além de seus mestiços e dos tipos SRD (sem raça definida). Em alguns estados, existem núcleos isolados de raças não registradas no país, como a Dâmara (Paraíba) e a Barriga Negra

(Rondônia), além de outros tipos de ovinos sem ofi‑ cialização que foram selecionados por produtores considerando determinadas características fenotípicas, como Cara Curta, Jaguaribe e Soinga. Os grupos ge‑ néticos Somalis Brasileiro e Rabo Largo pertencem aos ovinos de cauda gorda, em virtude da existência de uma reserva de gordura localizada na base da cau‑ da, sendo considerados animais altamente rústicos.

Existem 25 raças de ovinos registradas no Brasil, sendo seis deslanadas e duas semilanadas, a maior parte delas criadas na região Nordeste. Dessas raças, apenas a Santa Inês (deslanada) e a Dorper (semila‑ nada) estão com seus números efetivos de rebanho crescendo, enquanto as raças Cariri e Rabo Largo estão em fase de extinção e/ou preservação.

 

Capítulo 9 - Instalações para Ovinos

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Capítulo 9

Instalações para Ovinos

Francisco de Assis Fonseca de Macedo 1

Introdução

A ovinocultura no Brasil, no século XXI, é voltada principalmente à produção de cordeiros destinados ao abate, tendo como rebanho­‑base fêmeas de rebanho geral, com predominância de lanadas no Sul e deslana­ das nas demais regiões do país. Como o rebanho ma­ terno não transmite a seus descendentes altos ganhos de peso e bons rendimentos de carcaça, recomenda­‑se o cruzamento dessas fêmeas com carneiros das raças de corte (Dorper, White Dorper, Texel, Suffolk,

Hampshire Down, Ile de France e Dorset), que são encontrados em vários estados do Brasil.

Em regiões, onde as terras atingem altos preços

(p. ex., R$ 10.000,00/ha), a ovinocultura deve ser tra‑ balhada de forma intensiva, com formações de pastagens melhoradas, com altas taxas de lotação (15 a 20 ove‑ lhas/ha), em pastejos rotacionados e infraestrutura de instalações para um manejo eficiente do rebanho.

 

Capítulo 10 - Introdução e Conceitos Básicos

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Capítulo 10

Introdução e Conceitos Básicos

César Henrique Espírito Candal Poli 1 e José Carlos da Silveira Osório 2

Introdução

Apesar de existirem vários conceitos de sistema de produção (Abreu e Lopes, 2005), é quase consenso entre as diferentes publicações que o sistema de pro‑ dução envolve várias áreas do conhecimento, que estão entrelaçadas de forma indefinida, e talvez infi‑ nita. Pode­‑se dizer, com isso, que a classificação de sistema de produção irá variar conforme o foco dado e seu grau de detalhamento. Pode­‑se dizer que a uni‑ dade (o menor tamanho) de um sistema de produção pecuária é a propriedade rural. Entretanto, nos estudos de sistemas de produção acaba­‑se agrupando, “gros‑ seiramente” ou de maneira simplificada, os diferentes sistemas, a fim de entendê­‑los. Neste capítulo, levar­

‑se­‑á em consideração o desembolso do produtor e o uso de tecnologia para classificar os sistemas de pro‑ dução em mais extensivo ou mais intensivo.

Os sistemas mais extensivos são aqueles nos quais existe pequeno desembolso e limitado uso de tecno‑ logia. Isso significa que, na criação de ovinos, o sistema extensivo é aquele no qual os animais são alimentados a pasto, com pouco investimento em mão de obra e reduzido manejo. Já os sistemas intensivos são aqueles nos quais há maior desembolso e elevado uso de tecnologia. Em geral, nos sistemas mais inten‑ sivos há necessidade de maior faturamento, a fim de cobrir os custos de produção e ainda se buscar renta‑ bilidade positiva.

 

Capítulo 11 - Sistemas de Produção de Ovinos na Região Sul do Brasil

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Capítulo 11

4

Sistemas de ProduçãoSeção de Ovinos na Região Sul do Brasil

César Henrique Espírito Candal Poli, 1 Alda Lúcia Gomes Monteiro 2 e Vicente Celestino Pires Silveira 3

Sistemas de Produção

Ovina no Brasil

Introdução

A ovinocultura tem importante participação no sistema produtivo do Sul do Brasil, principalmente no Bioma

Pampa. O sistema de criação de ovinos apresenta­‑se de forma variada nessa região, com predominância de produção em campo natural em sistemas extensivos.

As limitações e as oportunidades dos diferentes sistemas de produção da região Sul são descritas no texto. Cer‑ tamente, a organização da cadeia produtiva da ovinocultura deve passar por melhorias e ajustes no sistema de produção dentro da propriedade, de forma a aumentar a sua escala e a sua eficiência. As perspec‑ tivas para o agronegócio da ovinocultura no Sul do

Brasil, a curto e médio prazos, sinalizam para uma expansão em modelo mais empresarial com visão do mercado e considerando as exigências do consumidor.

 

Capítulo 12 - Sistemas de Produção de Ovinos nas Regiões Centro-Oeste e Sudeste

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Capítulo 12

4

Sistemas de Produção Seção de Ovinos nas

Regiões Centro­‑ Oeste e Sudeste

José Alexandre Agiova da Costa 1 e Carmen Iara Mazzoni Gonzalez 2

Sistemas de Produção

Ovina no Brasil

Introdução

A ovinocultura se caracterizou ao longo do tempo como atividade de subsistência, porque os ovinos são animais que fornecem lã e leite, além de carne e pele, o que propicia segurança aos núcleos familiares. Foi assim também no Brasil da época da colonização até a consolidação da nação brasileira. Desenvolveu­‑se especialmente no Nordeste e no Rio Grande do Sul, e para os gaúchos, por causa do mercado da lã, tornou­

‑se a fonte pagadora das despesas correntes em muitas estâncias. Nas regiões Centro­‑Oeste e Sudeste a ovi‑ nocultura se desenvolve, nos últimos anos, como uma atividade empresarial, especializada na produção de carne. Segundo Costa (2007), esta mudança se deve a dois fatores cruciais, o surgimento de um nicho específico de mercado orientado para produtos de qualidade, e o fator globalização, que permitiu aos produtores terem conhecimento da importância dessa atividade em outros países, como Nova Zelândia,

 

Capítulo 13 - Sistemas de Produção de Ovinos na Região Nordeste do Brasil

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Capítulo 13

4

Sistemas de Produção Seção de Ovinos na Região Nordeste do Brasil

Arturo Bernardo Selaive-Villarroel 1 e Roberto Germano Costa 2

Sistemas de Produção

Ovina no Brasil

Introdução

O sucesso de qualquer atividade zootécnica está na dependência da elaboração de um adequado sistema de produção, que varia de um criador a outro, segun‑ do as particularidades regionais. No Nordeste do

Brasil, aspectos culturais e econômicos, como a frag‑ mentação de estrutura fundiária, a baixa capacidade de investimento e o baixo nível de escolaridade dos produtores, resultam em vários sistemas de produção, indefinidos e pouco rentáveis que, em muitos casos, torna a atividade como de subsistência (Memória et al., 2010).

A região Nordeste ocupa 18,27% do território bra‑ sileiro, com uma área de 1.561.177,8 km², dos quais

841.260,9 km² são semiáridos. Esta região se carac‑ teriza por forte insolação, temperaturas relativamente altas e pelo regime de chuvas marcado por escassez e irregularidade, com concentração das precipitações em curto período, de apenas três meses, apresentando pluviosidade média variando entre 250 e 700 mm, com grande variação temporal (Adene, 2011).

 

Capítulo 14 - Sistemas de Produção de Ovinos na Região Norte do Brasil

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Capítulo 14

4

Sistemas de Produção Seção de Ovinos na Região Norte do Brasil

Ricardo Gomes de Araújo Pereira, 1 Claudio Ramalho Townsend, 2 Newton de Lucena Costa, 3 João Avelar Magalhães, 4 Francelino Goulart da Silva

Neto 5 e Aluisio Ciriaco Tavares 6

Sistemas de Produção

Ovina no Brasil

Introdução

Não se tem registro da introdução de ovinos na região

Norte do Brasil. No entanto, acredita­‑se que os pri‑ meiros foram introduzidos por volta de 1880, por retirantes nordestinos que vinham trabalhar nos serin‑ gais, cujos animais eram transportados no porão dos batelões (embarcações a vapor). Provavelmente, bem antes dessa época os ovinos já pastavam nos estados do Amazonas e Pará.

A partir da década de 1980, a criação de ovinos na

Amazônia ganhou um novo rumo com o início dos trabalhos de pesquisa com ovinos nas unidades de pesquisa da Embrapa da região Norte, com a intro‑ dução e avaliação de animais das raças Morada Nova e Santa Inês na forma de sistemas de produção, embora muitos não acreditassem que os ovinos des‑ lanados resistissem às condições edafoclimáticas do

 

Capítulo 15 - Escrituração Zootécnica na Ovinocultura

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Capítulo 15

Escrituração Zootécnica na Ovinocultura

Iran Borges, 1 Fredson Vieira e Silva, 2 Veridiana Basoni Silva 3 e Fernando Henrique Melo Andrade de Albuquerque 4

Introdução

Toda atividade humana é apresentada em uma situação atual, a qual, invariavelmente, passou por alterações no passado; assim, o seu histórico tem muito a con­ tribuir para a evolução futura. Isso significa que as ações do passado foram importantes para se ter o atual cenário da dita atividade, e que decisões e ações atuais são determinantes para que mais adiante se obtenha o máximo de êxito.

Em um sistema de produção ovina não é diferente.

Para que o administrador consiga identificar os pontos positivos e negativos de uma propriedade é impres­ cindível a utilização do máximo de informações colhidas ao longo dos tempos, para se ter a perpetua­

ção dessas informações – histórico da propriedade.

Tal técnica é chamada de escrituração zootécnica e visa sistematizar as informações de um sistema de produção, de modo a formar um poderoso banco de dados para que dê suporte às ações de gerencia­ mento para melhoria do agronegócio. Ter a informação, dominá­‑la e conhecer suas implicações são necessi­ dades importantes para os setores produtivos, em especial para a agropecuária.

 

Capítulo16 - Avaliação Andrológica do Carneiro

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Capítulo 16

Avaliação Andrológica do Carneiro

José Carlos Ferrugem Moraes 1

Introdução

O exame andrológico trata da investigação da saúde reprodutiva dos carneiros, incluindo pelo menos três tipos de indicadores:

• Indicadores da integridade genital, relativos à

avaliação clínica geral e peculiar do sistema genital, abrangendo testículos, epidídimos, bolsa escrotal e pênis

• Indicadores da produção seminal, relacionados

à avaliação da quantidade e qualidade do sêmen produzido, estimadas por meio de uma fração recolhida artificialmente

• Indicadores da habilidade de monta e/ou libido relativos ao comportamento e habilidade na consecução do ato sexual para a deposição do sêmen na genitália feminina.

Na Figura 16.1 estão sumarizados os indicadores relacionados ao desenvolvimento morfológico normal da genitália e seu funcionamento adequado. Todo reprodutor deve ser avaliado visando estimar a priori sua fertilidade, ou seja, antes da sua utilização na reprodução. Caso essa avaliação não seja procedida, é possível apenas a quantificação da fertilidade a posteriori que, apesar de real, pode levar a prejuízos vultosos na criação, quando as taxas de parição são baixas. Sempre que o foco são as práticas de controle da reprodução dos ovinos, o exame dos carneiros é a primeira recomendação tecnológica e deve ser efetuado entre 30 e 60 dias antes do início da temporada reprodutiva (Moraes et al.,

 

Capítulo 17 - Avaliação Reprodutiva da Ovelha

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Seção 6

Capítulo 17

Avaliação Reprodutiva da Ovelha

Reprodução Ovina

Jairo Pereira Neves 1 e Gabriela de Oliveira Fernandes 2

Introdução

A avaliação da aptidão reprodutiva de uma fêmea fundamenta­‑se na verificação da saúde geral, heredi‑ tária e genital. A avaliação é indicada principalmente

às seguintes situações:

• Preparo das fêmeas para acasalamento, insemi‑

nação com estro natural, sincronização de estro e/ou ovulação

• Diagnóstico de prenhez após acasalamento ou inseminação artificial

• Exame ginecológico nas ovelhas de rebanhos com baixo desempenho reprodutivo

• Seleção de doadoras e receptoras para transferên‑ cia de embriões ou outras biotécnicas avançadas

• Monitoramento da prenhez

• Assistência obstétrica

• Controle puerperal.

Para melhor entendimento dos procedimentos a serem utilizados nessa avaliação é importante que se apresentem, mesmo que de modo sucinto, as principais características anatomofisiológicas dessa espécie.

 

Capítulo 18 - Inseminação Artificial em Ovinos

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Seção 6

Capítulo 18

Inseminação Artificial em Ovinos

Reprodução Ovina

José Carlos Ferrugem Moraes 1

Introdução

A inseminação artificial (IA) é um método de acasalamento idealizado pelo homem para proporcionar a fecundação das fêmeas com sêmen de machos selecionados em outros ambientes, em outras épocas, de outras raças, subespécies ou mesmo de outras espécies, visando ao incremento da produção e manutenção de genótipos locais ou exóticos. Muitas vezes, os envolvidos em produção animal imaginam que a IA seja um método de melhoramento animal, porém, não é este o caso; a IA é apenas de um instrumento do melhoramento que permite a universalização dos recursos genéticos (Mies Filho, 1987).

O objetivo deste capítulo é disponibilizar de forma sintética algum conhecimento gerado sobre IA nas décadas passadas, visando facilitar o treinamento futuro de técnicos para o emprego dessa metodologia.

Estrutura populacional e métodos de reprodução

No Brasil, existem cerca de 14 milhões de ovinos

 

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