Técnica Terapêutica da Contenção Física

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A contenção física do paciente portador de transtorno mental foi técnica usada de modo inadequado e abusivo ao longo da evolução da assistência psiquiátrica, muitas vezes como castigo e mera subjugação do paciente de acordo com a vontade do profissional. Essa prática indevida tem mudado e precisa ser extinta. Vale ressaltar que o emprego dessa técnica tem indicação para situações específicas e quando outros recursos terapêuticos forem ineficazes ou oferecerem maior risco de dano. Ainda hoje nos deparamos com muitos erros e consequências desastrosas da aplicação da técnica, principalmente em razão da falta de conhecimento dos profissionais e da inadequação das técnicas empregadas na prática institucional. A técnica descrita nesta obra foi realizada pelo autor ao longo dos anos de sua experiência profissional e, desde 1991, tem sido ensinada em treinamentos e cursos pelo país. Dentre os temas abordados, destacam-se: técnica de comunicação terapêutica, principais quadros psicopatológicos que configuram emergências, agressividade, técnica da contenção física, assistência a ser prestada, uso da técnica em idosos, crianças e no atendimento móvel de urgência, situações específicas envolvidas no procedimento e aspectos ético-legais. Técnica Terapêutica da Contenção Física vem, portanto, suprir uma lacuna na literatura nacional a respeito do tema e apresentar uma técnica de contenção física que resguarda a intenção terapêutica do procedimento, a segurança do paciente e dos profissionais envolvidos na ação.

16 capítulos

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Introdução

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Introdução

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2  Técnica Terapêutica da Contenção Física

Cada vez mais há a difusão de denominações técnicas e de quadros patológicos relativos às alterações psiquiá­tricas para o leigo, o que provoca muitas vezes a sensibilização da população para esta temática, embora ainda existam muitos preconceitos e estigmas enraizados tanto nesse público quanto nos profissionais da saú­de. Segundo o Relatório sobre a saú­de no mundo relativo à Saú­de Mental (Organização Pan-Americana da Saú­de; Organização

Mundial da Saú­de, 2001), há cerca de 450 milhões de pessoas sofrendo de transtorno mental e de comportamento, e estimativas apontam que esses transtornos respondem por 12% da carga mundial de doen­ças.

Verificamos que o transtorno psiquiá­trico é uma condição patológica que vem ganhando maior visibilidade nos meios de comunicação, em parte devido ao aumento no número de casos no mundo. Esse aumento é justificado, entre outros fatores, pelo avanço do conhecimento na ­área, pelo acesso a esse conhecimento e ao tratamento, pela diversidade de diagnósticos produzidos e pela difícil adaptação do ser humano às próprias condições de vida que criou. Devido à situação descrita, o profissional da ­área da saú­de, mesmo não atuando na ­área específica da Saú­de Mental, tem boa chance de prestar assistência ao paciente portador de sofrimento psíquico e é necessário que esteja capacitado para prestar a assistência.

 

1 Abordagem Terapêutica do Paciente

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Abordagem

Terapêutica do Paciente

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8  Técnica Terapêutica da Contenção Física

Comunicação e observação | Fundamentos da assistência

A comunicação é o processo de troca de informações no qual o afetivo se agrega e está embutido nessa troca; é um processo dinâmico em que se faz necessário o meio, a mensagem e a sua compreensão, a presença de emissor e de receptor, sendo que esses papéis se alternam e interlaçam em todo o tempo em que ocorre a comunicação.

A base do relacionamento interpessoal se faz por meio da comunicação.

O ser humano necessita de afeto, reconhecimento e aceitação do grupo a que pertence (família, trabalho, escola etc.) e pela comunicação interpessoal isso passa a ser demonstrado ou não para ele.

Segundo Sulllivan (1970 apud Stefanelli, 1993), a pessoa é o resultado do processo social decorrente da experiência com outras pessoas significativas, desde o nascimento até a morte. De acordo com Stefanelli (1993), comunicação é o processo de compreender e compartilhar mensagens enviadas e recebidas, no qual as mensagens e o modo como ocorre seu intercâmbio exercem in­fluên­cia no comportamento das pessoas envolvidas.

 

2 Técnicas de Comunicação Terapêutica

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Técnicas de

Comunicação

Terapêutica

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Abordagem ao paciente com transtorno mental

Conforme visto anteriormente, a observação e a comunicação são ações das mais importantes para ajudar o paciente com comprometimento psíquico ou não. Deve-se observar as ações do paciente para que se possa complementar a leitura de seu estado e, por meio de ações terapêuticas, principalmente pela comunicação, trazer alívio e melhora ao seu sofrimento.

Mostra-se compromisso essencial o estar aberto para a interação com o paciente e o envolvimento profissional na relação. É necessário que passemos a observar a linguagem não verbal dos in­di­ví­duos que forem atendidos, porque nos fornece informações valiosas para dar-lhes a assistência, assim como devemos tentar controlar a nossa comunicação não verbal, pois passamos informações ao paciente – que pode utilizá-las de maneira inadequada devido ao seu agravo psíquico.

 

3 Definições Básicas sobre Algumas Alterações Psiquiátricas

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Definições Básicas sobre

Algumas Alterações

Psiquiá­tricas

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34  Técnica Terapêutica da Contenção Física

Aspectos gerais

Sob uma visão simplista, não haverá no presente capítulo a preocupação com a especificidade da classificação diagnóstica dos transtornos mentais para definir o conjunto de sintomas psiquiá­tricos que vão caracterizar um quadro de emergência psiquiá­trica. De forma sumária, os sintomas estarão agrupados e serão considerados como uma situação de emergência para o atendimento, devido ao potencial de provocar risco de vida para o paciente, para os in­di­ví­duos que estão ao seu redor ou para ambos (Kaplan; Sadock,

1995).

Afirmam Kaplan, Sadock e Grebb (1997) que, na maioria das vezes, provocam riscos para a integridade física dos in­di­ví­duos os estados de intensa agitação psicomotora acompanhados de agressividade, de intensa ansiedade, de confusão mental ou delirium, além de tentativa de suicídio.

 

4 Emergências Psiquiátricas

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Emergências

Psiquiá­tricas

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44  Técnica Terapêutica da Contenção Física

Neste capítulo, serão descritos alguns quadros que configuram as emergências psiquiá­tricas com dados embasados em Kaplan e Sadock (1995) e Kaplan, Sadock e Grebb (1997), excetuando-se o item sobre o comportamento suicida, que tem por base teó­rica a literatura produzida pela

Organização Mundial da Saú­de (World Health Organization, 2000, 2002).

Comportamento suicida

Suicídio é a morte autoprovocada de modo intencional, com o in­di­ví­ duo tendo consciên­cia que irá morrer se concluir o ato planejado contra si mesmo. O comportamento suicida é relativo ao in­di­ví­duo que apresenta pensamentos ou planejamento de se matar, a tentativa de suicídio ou o suicídio efetivado.

O suicídio não apresenta uma simples causa ou razão, sendo resultante da complexa interação de fatores biológicos, genéticos, psicológicos, sociais, culturais e do meio ambiente. A grande maioria (cerca de 97%) dos in­di­ví­duos que cometeram suicídio tinha transtornos mentais que podiam ser diagnosticados: depressão (o mais comum), esquizofrenia, transtornos de personalidade e de ansiedade, além de alcoolismo e uso abusivo de outras substâncias que causam dependência. O paciente com comportamento suicida se caracteriza pela impulsividade, pela rigidez do pensamento e pela ambivalência.

 

5 Agressividade

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Agressividade

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54  Técnica Terapêutica da Contenção Física

Aspectos gerais

Após a contenção física de paciente portador de transtorno mental e com quadro de agressividade, é comum ouvirmos dos profissionais que participaram da ação que o paciente tinha muita força, e que por ter a alteração psiquiá­trica fica muito forte – embora fisicamente não o seja, a força do paciente parece ser “dobrada”.

Devemos entender que a agressividade é um impulso natural do ser humano, que nos acompanha desde os primórdios da evolução humana. Ao longo dessa evolução, houve controle do impulso agressivo e hoje, na maior parte das situações de convivência, ele não é aceito quando exteriorizado na forma de violência física ou verbal.

O ser humano precisa usar do impulso agressivo para atingir determinadas metas que lhe asseguram patamar de bem-estar, como: estudar para passar no vestibular, se preparar tecnicamente para uma profissão, o desempenho no trabalho, comprar sua casa e outros bens materiais etc.

 

6 Contenção Física do Paciente

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Contenção Física do Paciente

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62  Técnica Terapêutica da Contenção Física

Aspectos gerais

A contenção física do paciente envolve a técnica usada para de forma adequada segurar, conduzir e restringir os movimentos físicos do paciente no leito, devido ao grau de risco que apresenta para si e os demais que convivem com ele, em conse­quência das alterações psíquicas e comportamentais que apresenta. A indicação do uso dessa técnica deve ser bem restrita aos quadros psicopatológicos que coloquem em risco de vida o paciente, as pessoas que estão convivendo com ele ou ambos.

A contenção física deve ser o último recurso terapêutico a ser usado e quando todos os outros se mostraram ineficazes ou não tiveram chance de serem aplicados (quando o paciente já chega promovendo agressão física).

Stuart e Laraia (2001) definem a contenção física como o uso de dispositivos mecânicos ou manuais que são interpostos para limitar a mobilidade física do in­di­ví­duo, e tem como principal indicação o controle do comportamento violento contra o meio e o próprio paciente, desde que não possa ser controlado por outro meio.

 

7 Cuidados ao Paciente após a Contenção Física por Faixas

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Cuidados ao Paciente após a Contenção

Física por Faixas

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118  Técnica Terapêutica da Contenção Física

Após a rea­li­zação da contenção física do paciente, há necessidade de se tomar medidas gerais e específicas, tanto no momento imediato à contenção quanto ao longo do perío­do em que o paciente for mantido contido.

Manter a elevação da cabeça do paciente

Ao longo de todo o processo de segurar o paciente até o desfecho de contê-lo por meio de faixas, bem como na se­quência do atendimento, deve-se atentar para o risco de o paciente vomitar e aspirar parte do vômito. Se durante a fase de contenção física isso ocorrer, é necessário acudir o paciente para que não corra o risco de aspiração.

Após a contenção física por faixas ser instalada, é mecanismo de segurança e prevenção manter o paciente com a cabeça elevada o tempo todo, principalmente quando se encontra sedado.

No caso de o paciente ser contido em maca, é suficiente levantar o encosto de cabeça, e na inexistência do mesmo deve-se colocar travesseiro ou coxim que possa manter a cabeça elevada o suficiente para evitar o risco de aspiração. O mesmo deve ser feito no caso de o paciente ser contido em cama, sendo isso facilitado pela posição de semi-Fowler ou de ângulo menor – oferecida pelo mecanismo da estrutura da cama hospitalar.

 

8 Duração e Retirada da Contenção Física

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Duração e Retirada da Contenção Física

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128  Técnica Terapêutica da Contenção Física

O tempo de duração da contenção é algo discutível e que não pode ser padronizado, devendo durar o menor perío­do possível. Na prática, verifica-se que dura além do necessário, em geral devido à falta de estrutura adequada das unidades assistenciais. Não se deve prometer ao paciente que após determinado tempo será liberado, pois após esse tempo decorrido pode ser que o paciente ainda não esteja adequado para ser liberado.

A comunicação ao paciente de que vai ser retirada a sua contenção deve ser feita somente no momento em que isso for rea­li­zado, após ser decidido pelos profissionais que o assistem.

Na situação em que o paciente tenha sido sedado, não há justificativa técnica para mantê-lo contido por faixas enquanto perdurar o estado de sedação. Porém, é comum não haver adequação nem do local nem do quantitativo de profissionais para manter o paciente sedado sem as contenções por faixas, pois ele pode de modo repentino sair do estado de sedação sem a presença próxima dos profissionais e se reinstalar o comportamento de risco.

 

9 Tipos de Faixa de Contenção

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Tipos de Faixa de Contenção

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136  Técnica Terapêutica da Contenção Física

Aspectos gerais

Em capítulos anteriores já foi descrito sobre as faixas de contenção, e este capítulo terá um caráter mais específico a respeito.

As faixas a serem usadas devem ser, preferencialmente, confeccionadas com os materiais aqui descritos e nos modelos selecionados, por implicar melhor relação custo-benefício. A variação de modelo e material acarreta aumento considerável de custo, pelo fato de uma delas ser importada ou para as outras quando compradas prontas – porém, há redução eficaz desse custo quando confeccionadas pela própria instituição.

Existem faixas inadequadas feitas com material adaptado, que comumente são usadas na rotina diá­ria institucional. Deve-se evitar a todo custo a adaptação de lençóis ou panos para outro uso como faixas, e também é inadequado o uso de atadura de crepe ou malha tubular ortopédica (ou ambas) como faixa de contenção.

 

10 Contenção Física no Atendimento Pré-hospitalar

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Contenção Física no Atendimento

Pré-hospitalar

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144  Técnica Terapêutica da Contenção Física

Aspectos gerais

Este capítulo aborda especificamente a contenção física do paciente no atendimento pré-hospitalar. Todo o embasamento teó­rico descrito nesta obra também contempla e faz jus a ser usado na situação do atendimento pré-hospitalar do paciente portador de transtorno mental; a seguir vamos nos ater às especificidades desse atendimento.

O atendimento pré-hospitalar inclui o Serviço de Atendimento Móvel de

Urgência (SAMU) e serviços especializados com equipes de remoção de aerotransporte. Pode ocorrer variação quanto à formação das equipes de estado para estado brasileiro. No SAMU, o transporte é feito por veí­culos automotores e conta com equipes compostas por: motorista e auxiliares de Enfermagem

(suporte básico); motorista, auxiliar de enfermagem e enfermeiro; e outras que, além desses profissionais, contam com o médico e o enfermeiro (suporte avançado), bombeiros e outros policiais militares qualificados pata tal atividade. No serviço de remoção por aerotransporte, obviamente o transporte é feito por aeronaves (avião e helicóptero) preparadas para tal e, além do piloto, a equipe conta geralmente com médico e enfermeiro.

 

11 Contenção Física da Criança e do Idoso

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Contenção Física da Criança e do Idoso

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154  Técnica Terapêutica da Contenção Física

Aspectos gerais

A técnica de contenção física de crianças e idosos é a mesma preconizada neste livro para adultos, porém devem ser levadas em conta algumas especificidades. Há que se avaliar a necessidade de cinco profissionais para rea­li­zar o procedimento, devendo ser observado o estado psicopatológico, as condições locais e o físico do paciente.

Podem ser usados três profissionais na aplicação da técnica, se houver a avaliação de que isso é possível: um para os membros inferiores, outro para a parte do tórax e abdome (conjuntamente envolvendo os membros superiores), e o último para o tórax e a cabeça.

Afirmam Stuart e Laraia (2001) que somente como último recurso deve-se usar o isolamento e a contenção física de crianças, quando estas apresentam comportamento violento, destrutivo e perturbador que não se conseguiu contornar de maneira prévia por outras técnicas terapêuticas.

 

12 Considerações sobre a Capacitação da Equipe

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Considerações sobre a

Capacitação da Equipe

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160  Técnica Terapêutica da Contenção Física

Para a capacitação dos profissionais que vão aplicar a contenção física no paciente, é importante que alguns aspectos relevantes sejam considerados e contemplados no conteú­do a ser desenvolvido. Destacam-se os aspectos referentes à observação, à comunicação, ao treinamento e à avaliação e supervisão do desempenho.

Observação

Já foi exposto sobre a necessidade de observação rotineira do paciente após a contenção e os cuidados específicos a serem desenvolvidos, sendo desejável que os itens elencados sejam trabalhados na capacitação dos profissionais. Lembramos sobre a dificuldade e até o desconhecimento que os profissionais têm sobre a comunicação não verbal, além da dificuldade para observar e entender a mensagem enviada por esse tipo de comunicação, usando-a para intervir de modo terapêutico. É básico o uso da observação para a avaliação dos itens relativos à perfusão sanguí­nea arterial periférica dos membros, à expansão da caixa torácica e aos estados clínico e psíquico do paciente.

 

13 Situações Específicas

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Situações Específicas

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168  Técnica Terapêutica da Contenção Física

Neste capítulo serão descritas algumas situações específicas envolvidas na contenção física.

Comunicar ao paciente sobre a sua internação

Há momentos em que o paciente se encontra em unidade de assistência psiquiá­trica extra-hospitalar ou em pronto-socorro de hospital geral e tem a necessidade de internação em unidade psiquiá­trica. Quando o quadro psicopatológico permite, é dever do profissional médico comunicar ao paciente a situação e o encaminhamento a ser desfechado.

É comum a situação em que o paciente recusa a internação e a mesma acaba acontecendo de modo involuntário ou compulsório, devendo o mais rápido possível contatar o familiar ou responsável que a autorize. Nessa situa­

ção, somente o profissional médico pode orientar o paciente e comunicarlhe sobre a internação.

A comunicação ao paciente sobre a internação é facilitada quando ele apresenta comportamento estabilizado, comumente sob o efeito de fármacos; algumas vezes, além dos fármacos é indicativa a aplicação da contenção física para promover a melhora do quadro. Caso o paciente não esteja contido e precise ser comunicado a respeito de sua internação, o seu estado psíquico-comportamental e as possíveis alterações que possam se instalar quando da comunicação de sua internação devem ser muito bem avaliados.

 

14 Contenção Química, do Espaço e pela Comunicação

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Contenção Química, do Espaço e pela Comunicação

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176  Técnica Terapêutica da Contenção Física

Aspectos gerais

Existem outras maneiras de contenção além da física: pela comunicação, do espaço e a quí­mica. Com raras exceções, quando o paciente já chega agredindo, na maioria das vezes a tentativa inicial para contê-lo se dá por meio da abordagem comunicacional, que tem alta resolutividade.

Para isso, é fundamental o conhecimento teó­rico além da vivência prática para abordar o paciente e manejar situações de risco. Aliada ao uso concomitante da redução do espaço do paciente, é medida terapêutica que dá bons resultados, principalmente se rea­li­zada por profissionais capacitados para tal.

Algumas vezes, a contenção do espaço se dá somente pela forma como os profissionais se posicionam no momento da abordagem ao paciente; em geral, o uso da técnica de se posicionarem em semicírculo em torno do paciente e deixarem-no sem possível saí­da é suficiente para que perceba a situação, mude o comportamento e seja rea­li­zada a abordagem pela comunicação.

 

15 Aspectos Ético-legais Envolvidos na Contenção Física

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Aspectos Ético-legais

Envolvidos na

Contenção Física

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182  Técnica Terapêutica da Contenção Física

Há situações e aspectos específicos desenvolvidos neste capítulo, como informações a respeito da parte técnica (quando couber) e ênfase nos aspectos ético-legais envolvidos.

Legislação brasileira

No Brasil, há uma escassa legislação acerca do procedimento da contenção física do paciente, havendo necessidade de incremento nas normatizações por parte dos Conselhos Profissionais, Ministério e Secretarias da Saú­de, sociedades e entidades de ensino e pesquisa na ­área de Saú­de Mental, além das instituições prestadoras da assistência psiquiá­trica. Não encontramos legislação específica que defina aspectos importantes, como: o número de profissionais, a técnica a ser utilizada, as indicações para aplicação, o tempo de duração, quais profissionais podem aplicar e os tipos de faixas a serem utilizadas. Apresentamos algumas legislações e regulamentações que contêm diretrizes para a contenção física. Algumas são estrangeiras, para que possamos ter ideia do que acontece além de nossas fronteiras.

 

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