Doenças Infecciosas em Cães e Gatos, 4ª edição

Autor(es): GREENE, Craig E.
Visualizações: 444
Classificação: (0)

Didática e muito abrangente, esta obra é uma fonte essencial de informações sobre doenças infecciosas, imprescindível a todo veterinário que atende pequenos animais. Atualizada e minuciosamente revisada, esta 4ª edição de Doenças Infecciosas em Cães e Gatos apresenta conteúdo indispensável sobre o tratamento de doenças causadas por vírus, riquétsias, clamídias, micoplasmas, bactérias, fungos, algas, protozoários e agentes desconhecidos.
Em cada seção, o texto orienta o leitor quanto à realização dos testes diagnósticos para a detecção de microrganismos específicos, desde a coleta de amostras para envio ao laboratório até a interpretação dos resultados, além de fornecer detalhes sobre o cuidado apropriado e as considerações farmacológicas pertinentes às várias infecções relacionadas.

Principais características:
• Informações essenciais para prevenção e tratamento efetivos
• Acesso a testes atuais que ajudam a diagnosticar com acurácia todo patógeno encontrado
• Cobertura abrangente de zoonoses, potencial zoonótico e precauções, com foco especial na incidência da doença e nas exigências para o transporte desses animais
• Abrangência de problemas clínicos relacionados com doenças infecciosas, incluindo estratégias de imunização e prevenção em ambientes com vários animais, além de recomendações veterinárias a pessoas imunocomprometidas que vivem com animais de estimação
• Formulário de fármacos antimicrobianos completamente atualizado, contendo as orientações mais recentes sobre farmacocinética, indicações, contraindicações e recomendações sobre manipulação, administração e doses
• Mais de 700 figuras coloridas, de excelente qualidade, que conferem maior precisão ao diagnóstico e possibilitam a prevenção de diversas doenças
• Recomendações terapêuticas e posologias

100 capítulos

Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta

Capítulo 1 - Diagnóstico Laboratorial de Infecções Causadas por Vírus e Riquétsias e Epidemiologia Clínica das Doenças Infecciosas

PDF Criptografado

Doenças Causadas por Vírus,

Riqué­tsias e Clamídias

Seção

1

Capítulo 1

Diagnóstico Laboratorial de Infecções Causadas por Vírus e

Riqué­tsias e Epidemiologia Clínica das Doenças Infecciosas

James F. Evermann, Rance K. Sellon e Jane E. Sykes

A detecção de infecções por vírus e riqué­tsias tem importância vital à medida que o âmbito de nossa pesquisa clínica con­ti­nua a se expandir. Além de reconhecer as manifestações clínicas associadas a organismos virais e riqué­tsias em par­ticular, os clínicos estão sendo requisitados a emitir atestados de “sem infecção” a animais, fazer a triagem de animais quanto a determinadas infecções e certificar‑se de infecções emergentes que podem ocorrer por mutação aleatória ou transmissão interespécies. A pesquisa clínica fornece informações que não apenas esclarecem a condição mórbida de um animal, mas também determinam se há um micróbio infeccioso e de que maneira está sendo eliminado (Tabela 1.1). Assim que alguma infecção é con‑ firmada, os esquemas de tratamento podem ser formulados e as eta‑ pas de controle para conter o processo infeccioso ou mórbido podem ser estabelecidas. Isso inclui, se disponível, a vacinação apropriada de animais suscetíveis.

 

Capítulo 2 - Quimioterapia Antiviral e Imunomoduladora

PDF Criptografado

Capítulo 2

Quimioterapia Antiviral e Imunomoduladora

Katrin Hartmann

Antivirais

O uso clínico de fármacos antivirais é incomum na medicina veteriná‑ ria, e o número de estudos controlados sobre sua utilidade é limitado.

Ao contrário do tratamento antibacteriano, em geral não se consegue eliminar por completo o agente infeccioso com os antivirais, principal‑ mente porque os vírus são inibidos durante seu ciclo de replicação e não são suscetíveis à intervenção quimioterápica nas suas fases laten‑ tes ou não replicativas. Além disso, é difícil conseguir uma interferên‑ cia positiva com a quimioterapia antiviral, pois a replicação dos vírus depende mais do metabolismo celular do hospedeiro do que da repli‑ cação bacteriana. O tratamento de infecções virais agudas é problemá‑ tico, basicamente porque, em geral, o diagnóstico é estabelecido após a fase de replicação viral da infecção estar completa. Portanto, os agentes antivirais são úteis principalmente no tratamento de infecções virais crônicas e na prevenção da reativação de infecções latentes.

 

Capítulo 3 - Cinomose

PDF Criptografado

Capítulo 3

Cinomose

Craig E. Greene e Marc Vandevelde

Etiologia

O vírus da cinomose (VC) é um membro do gênero Morbillivirus, da família Paramyxoviridae, estreitamente relacionado com outros vírus. Apresenta diâ­ me­ tro va­ riá­ vel, relativamente grande (150 a

250 nm), com um filamento único de RNA negativo envolto em um nucleocapsídio de simetria helicoidal e circundado por enve‑ lope de lipoproteí­na derivada da membrana celular, que contém glicoproteí­nas virais H (proteí­na de inserção) e F (proteí­na de fusão)

(Figura 3.1). Vírus como o VC, que codificam proteí­nas capazes de se integrar à membrana celular, tornam as células infectadas susce‑ tíveis ao dano causado pela citólise imunomediada. O VC também pode induzir a fusão celular (formação sincicial). A indução sincicial envolve a interação complexa de proteí­nas virais com a célula do hos‑ pedeiro316 e ocorre com cepas do VC menos propensas a produzir apoptose celular.211

O VC e as interações celulares foram elucidados para explicar a variedade de desfechos da infecção por esse vírus. A molécula sina‑ lizadora da ativação de linfócitos (SLAM [do inglês, signaling lymphocyte activation molecule] ou CD 150) é uma glicoproteí­na da

 

Capítulo 4 - Hepatite Infecciosa Canina e Hepatite Canina de Célula Acidófila

PDF Criptografado

Capítulo 4

Hepatite Infecciosa Canina e Hepatite Canina de Célula Acidófila

Craig E. Greene

Hepatite infecciosa canina

Etiologia

A hepatite infecciosa canina (HIC), causada pelo adenovírus canino

(CAV)-1, tem homogeneidade sorológica mundial e similaridades imunológicas com os adenovírus humanos. Sinônimos históricos da doen­ça incluem a encefalite de raposas e a doen­ça de Rubarth. O

CAV-1 é antigênica e geneticamente distinto do CAV-2, que causa doen­ça respiratória em cães (ver Etiologia, no Capítulo 6). Variantes genéticas do CAV-2 foram isoladas do intestino de um filhote canino com diarreia hemorrágica e de cães de canis que apresentaram diarreia. Adenovírus humanos foram usados como vetores para testar a vacina recombinante em cães.26

Como outros adenovírus, o CAV-1, por ser altamente resistente à inativação ambiental, sobrevive à desinfecção com várias substâncias quí­micas, como clorofórmio, éter, ácido e formol, e é estável quando exposto a certas fre­quências de radiação ultravioleta. O CAV-1 sobrevive durante dias à temperatura ambiente em restos no solo, permanece viá­vel por meses a temperaturas abaixo de 4°C e é inativado após 5 min a 50 a

 

Capítulo 5 - Infecção pelo Herpes vírus Canino

PDF Criptografado

Capítulo 5

Infecção pelo Herpes‑vírus Canino

Craig E. Greene

Etiologia

O herpes‑vírus canino (HVC) tem distribuição mundial, com pro‑ priedades biológicas e patogênicas similares às dos herpes‑vírus a que acometem outras espécies. Os herpes‑vírus a são citocidas, causando necrose te­ ci­ dual e infecção sistêmica generalizada ou localizada em mucosas de animais jovens ou imunossuprimidos. A recupe­ração está associada a uma infecção latente pelo resto da vida do animal, em geral localizada em gânglios nervosos. A especifici‑ dade do HVC pelo hospedeiro é relativamente estreita, em compa‑ ração com outros membros do grupo dos herpes‑vírus a. O HVC infecta apenas cães ou células de tecidos caninos. Foram identificados receptores específicos na superfície celular que contribuem para essa especificidade.3,34 Embora não tenha sido confirmada uma relação antigênica com o herpes‑vírus simples humano, o HVC comparti‑ lha cerca de 51% de homologia genética com o herpes‑vírus felino do tipo 1 (HVF‑1).51 Também foi confirmada uma relação antigênica entre os herpes‑vírus canino e felino em immunoblots com anticor‑ pos polivalentes ou monoclonais.21,60 Um aspecto que diferencia esses vírus é sua glicoproteí­na D nas hemaglutininas, que oferecem ade‑ rência seletiva a células de sua espécie e podem explicar em parte a especificidade desses vírus pela espécie.30 Há relações imunológicas menos definidas entre o HVC e herpes‑vírus isolados de focas (Phoca vitulina) e os herpes‑vírus equinos 1 e 4.12,19 A análise de isolados do HVC por clivagem de restrição da endonuclease do DNA viral revelou diferenças nos virais isolados de in­di­ví­duos não aparentados, mas os padrões de clivagem de isolados provenientes de membros da mesma ninhada eram indistinguí­veis.61

 

Capítulo 6 - Doença Respiratória Infecciosa Canina

PDF Criptografado

Capítulo 6

Doença Respiratória Infecciosa Canina

Richard B. Ford

Etiologia

A doen­ça respiratória infecciosa canina (DRIC) também é conhe‑ cida por suas denominações comuns, inclusive traqueobronquite infecciosa, “tosse dos canis”, “tosse de cachorro”, “crupe canino”, doen­ça respiratória contagiosa aguda e complexo da doen­ça res‑ piratória contagiosa canina. A DRIC descreve qualquer infecção respiratória contagiosa de início agudo que envolva tipicamente o trato respiratório superior. A etiologia da infecção é complexa e envolve vários patógenos virais e bacterianos que agem sozinhos ou de maneira sinérgica.15

A Tabela 6.1 apresenta um resumo dos vários patógenos conhe‑ cidos e potenciais associados à DRIC. Embora qualquer um dos patógenos descritos possa causar sinais clínicos consistentes com

DRIC, pode ocorrer infecção concomitante com dois ou até mais patógenos colonizando simultaneamente o trato respiratório supe‑ rior do mesmo paciente. Cães de canis podem ser par­ticular­mente suscetíveis à infecção simultânea. Dois novos vírus, o influenza canino (CIV; do inglês, canine influenza virus [ver Capítulo  23]) e o coronavírus respiratório canino (CoVRC), emergiram desde

 

Capítulo 7 - Infecções Não Respiratórias por Vírus em Cães

PDF Criptografado

Capítulo 7 | Infecções Não Respiratórias por Vírus em Cães 67

clínicos em cães submetidos ao desafio e reduzir o tempo de elimi‑ nação viral após a exposição, seu uso não impede a infecção nem a eliminação (p. ex., imunidade “não estéril”). Embora não completa‑ mente evitada, a doen­ça clínica é menos grave em animais vacina‑ dos, em comparação com cães não vacinados.35 A maioria dos casos clínicos foi relatada em cães que viviam em canis, mas é improvável que abrigos onde os cães não ficam por mais de 2 semanas tenham algum benefício da vacinação disseminada. Ver, nos Capítulos 23 e

100, mais informações sobre essa vacina.

Tratamento de surtos

Ambientes em que os cães ficam por algum tempo apenas em canis conjuntos favorecem a transmissão eficiente e rápida dos agentes capazes de causar DRIC. Embora seja importante na prevenção de infecções, a vacinação pode não garantir proteção contra o surgi‑ mento dos sinais, em par­ticular quando há alta densidade popula‑ cional. Como a transmissão pelo ar é comum, os cães suspeitos de serem portadores de doen­ça respiratória contagiosa devem ser iso‑ lados quando surgirem os primeiros sinais, na tentativa de limitar a exposição de cães suscetíveis. A limpeza completa rotineira das instalações, de preferência com hipoclorito de sódio, clorexidina ou solução de benzalcônio, pode facilitar a disseminação de DRIC via aerossolização dos organismos em um canil. Recomenda‑se a ventila‑

 

Capítulo 8 - Enterite Viral Canina

PDF Criptografado

Capítulo 8 | Enterite Viral Canina 69

detectado no soro de alguns cães acometidos.20,23 Um vírus que foi neutralizado por antissoros virais contra a caxumba foi encontrado em um cão.20 As primeiras tentativas experimentais de induzir caxumba em cães por inoculação do vírus na glândula foram inconclusivas.20

Embora estudos sobre a transmissão in vitro também tenham sido inconclusivos, o vírus da caxumba cresce bem em cultura primária de células de rim e tem sido uma fonte de vacina atenuada para uso humano.19,24 A cultura do vírus em células de várias espécies não humanas, inclusive cães, resultou na produção de ácido nucleico viral e proteí­nas, sem a formação do vírus completo.1 Portanto, seria esperado que a infecção em hospedeiros não humanos fosse autolimitada e não contagiosa. Os clínicos veterinários devem ter cautela quanto à possível

associação entre a caxumba em crianças e em animais de estimação, embora não haja evidência definitiva da infecção em animais. Relatos de aumento das glândulas salivares em cães também foram ligados a infecções por Bartonella (ver Capítulo 52).

 

Capítulo 9 - Infecções Entéricas Virais em Felinos

PDF Criptografado

Capítulo 9 | Infecções Entéricas Virais em Felinos 83

isolada de um filhote canino com diarreia fatal e infecção conco‑ mitante com o CPV‑2.52 Os MRV têm ampla gama de hospedeiros mamíferos e podem ou não estar associados a doen­ça diarreica; há possibilidade de o MRV isolado nesse cão ter coincidido com a infecção por parvovírus. A análise de outras numerosas amostras de cães no mesmo laboratório detectou outras cepas de reovírus nas fezes de cães com diarreia, mas os isolados virais não foram caracte‑ rizados em nível molecular.35 Foram isolados reovírus de cães com doen­ça respiratória superior ou enterite no passado, mas a asso‑

ciação a doen­ça clínica foi incerta e a caracterização genética não foi feita. O MRV pode ser isolado em cultura celular ou detectado

à ME. É possível que inclusões intracitoplasmáticas perinu­cleares, típicas do MRV, sejam ­visua­lizadas em células infectadas. À análise genética é possível identificar os isolados e determinar suas origens epidemiológicas.

 

Capítulo 10 - Infecções pelo Coronavírus Felino

PDF Criptografado

Capítulo 10 | Infecções pelo Coronavírus Felino 95

homogeneidade genética.65,66 Rotavírus de hospedeiros diferentes podem infectar outras espécies quando inoculados experimental‑ mente, mas essas infecções cruzadas em geral são assintomáticas. A cepa HCR3 do rotavírus humano, que foi isolada de um lactente sau‑ dável em 1984, tem grande homologia genética com a cepa FRV64 do rotavírus felino e as cepas CU‑1 e K9  do rotavírus canino, porém não com outros rotavírus mais comumente isolados de pessoas.84 A evidência proveniente de estudos moleculares sugere que os rotaví‑ rus felinos, ou as cepas recombinantes com eles, possam ter infec‑ tado seres humanos no Japão,76,83,99,127 na Hungria8 e na Itália.23 De maneira similar, na Tailândia, um isolado humano de um lactente infectado com diarreia mostrou grandes homologias genéticas e fenotípicas com outras cepas humanas e de felinos.35

de 4  gatos sem o problema. A IH e a ME sugeriram que ele é um vírus semelhante ao torovírus, mas a PCR e a ME de corte fino não confirmaram esse achado nem ele cresceu em cultura de células. A inoculação experimental desse vírus em filhotes de gatos isentos de patógenos específicos causou diarreia leve e intermitente, além de pirexia com alterações hematológicas (sobretudo neutrofilia, mas um filhote apresentava também linfocitose). O agente parece ser onipre‑ sente, porque a maioria dos gatos tinha anticorpo contra ele, mas seu significado como patógeno entérico não está claro. Em outro estudo, não foram detectadas partículas de torovírus nas fezes de gatos com protrusão das membranas nictitantes.117

 

Capítulo 11 - Infecção pelo Vírus da Leucemia Felina

PDF Criptografado

Capítulo 11

Infecção pelo Vírus da Leucemia Felina

Katrin Hartmann

A infecção pelo vírus da leucemia felina (FeLV; do inglês, feline leukemia virus) ocorre no mundo inteiro.62,93 Durante muitos anos após a sua descoberta, o FeLV foi considerado como (1) o principal flagelo em gatos, (2) responsável pela maioria das mortes relacionadas com doen­ça em filhotes de gatos e (3) responsável por um número maior de síndromes clínicas em comparação com qualquer outro agente.375

O FeLV foi descrito pela primeira vez por William Jarrett e colaboradores, em 1964, quando observaram o brotamento de partículas virais a partir da membrana de linfoblastos malignos de um gato com linfoma de ocorrência natural (Figuras  11.1 e 11.2).218,219 Foi constatado que o vírus produz um tumor semelhante quando injetado experimentalmente em gatos sadios e, assim, demonstrou ser capaz de transmitir a neo­pla­sia. Embora sempre se tenha observado a ocorrência de agrupamentos de casos de linfoma em ambientes domésticos, foi somente depois da descoberta do FeLV que a etiologia infecciosa foi finalmente comprovada. Após essa descoberta, acreditou-se, durante muitos anos, que todos os tumores hematopoé­ticos em gatos eram causados pelo FeLV, independentemente de os gatos serem ou não positivos para esse vírus.146 Posteriormente, foi estimado que o

 

Capítulo 12 - Infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Felina

PDF Criptografado

Capítulo 12

Infecção pelo Vírus da Imunodeficiên­cia Felina

Rance K. Sellon e Katrin Hartmann

Etiologia

O vírus da imunodeficiên­cia felina (FIV; do inglês, feline immunodeficiency virus), um lentivírus que compartilha muitas características e propriedades de outros vírus, assim como o da imunodeficiên­cia humana (HIV; do inglês, human immunodeficiency virus), desperta grande interesse como modelo de seu grupo em termos de patogenia e prevenção. Sua descrição ocorreu pela primeira vez em 1986, e, diante do enorme volume de literatura produzido desde então, o principal objetivo deste capítulo é levar ao leitor os conceitos atuais de importância clínica. Os interessados em uma revisão da organização genética, da biologia e do ciclo biológico do FIV, detalhes sobre sua função e seus produtos gênicos, bem como comparações com outros lentivírus, devem consultar outras fontes.*

Embora a discussão do genoma do FIV e de seus produtos não seja o foco deste capítulo, vários genes dele apresentam aspectos de importância clínica. Re­giões na enzima integrase viral determinam o local de ligação e integração do seu provírus no DNA da célula do hospedeiro, o que pode influenciar a função desta célula.927,928 O gene do envoltório (ou envelope, env) viral e suas proteí­nas768 também têm importância clínica. Isolados de campo do FIV são divididos em vários subtipos (clades) com base, em parte, nas diferenças de se­quência em uma região hiperva­riá­vel do gene env.766,1056 Devido ao alto nível de recombinação genética, há numerosos subtipos nas re­giões, em especial do gene env. Foram reconhecidos cinco subtipos principais em todo o mundo: A, B, C, D e E. Além disso, foram descritos subtipos novos em gatos do Texas (subtipo F), da Nova

 

Capítulo 13 - Infecção pelo Adenovírus Felino

PDF Criptografado

Capítulo 13

Infecção pelo Adenovírus Felino

Frances A. Kennedy

A doen­ça clinicamente aparente causada pela infecção primária por adenovírus é mais comum em animais com comprometimento imu‑ nológico.1,2 Em estudos rea­li­zados com gatos na Hungria, na Escócia, na Holanda, na República Tcheca e nos EUA, os achados sorológi‑ cos indicaram exposição ao adenovírus em 15, 10, 20, 25 e 26% dos gatos, respectivamente.6,7,10 No entanto, foi relatado apenas um caso confirmado de infecção disseminada pelo adenovírus em um gato.4,5

Hepatite com cor­púsculo de inclusão em uma pantera negra3  foi sugestiva de infecção por adenovírus, porém não foi possível confir‑ mar o agente causador à microscopia eletrônica (ME) nem mesmo pela identificação virológica.

No caso confirmado de infecção disseminada por adenovírus, uma fêmea doméstica castrada, com 8 anos de idade, apresentava petéquias na mucosa bucal. Os achados hematológicos anormais incluí­ ram leucopenia (2.100/ml) e trombocitopenia (73.000/ml). O tratamento intravenoso com solução de lactato de Ringer, dexametasona e vita‑ mina K não deu resultado. A gata morreu 4 h após a apresentação.

 

Capítulo 14 - Doença Respiratória Felina

PDF Criptografado

Capítulo 14 | Doença Respiratória Felina 159

Figura 13.2 Micrografia eletrônica de uma célula endotelial com partículas virais intranu­ cleares. A alteração autolítica moderada é responsável pela ruptura dos arranjos do adenovírus

(17.900×). (De Kennedy FA, Mullaney TP. 1993. J Vet Diagn Invest 5:273-276.)

Outros gatos existentes na propriedade também estavam clinica­ mente sadios. É possível que a infecção pelo FeLV tenha provocado um estado de imunodeficiên­cia na gata acometida, predispondo‑a a desenvolver infecção disseminada pelo adenovírus. É possível que a leucopenia tenha sido conse­quência de infecção pelo FeLV, endoto­ xemia terminal ou ambas. É mais provável que a trombocitopenia

tenha sido conse­quência da consunção secundária às lesões vascula­ res porque o número de megacarió­citos na amostra de medula óssea era adequado. Possivelmente o teste do anticorpo fluorescente direto para o coronavírus felino no íleo seja indicativo de uma infecção sub­ clínica com o coronavírus entérico felino. Não foram encontradas lesões macroscópicas típicas da peritonite infecciosa felina.

 

Capítulo 15 - Infecção pelo Vírus Espumoso Felino

PDF Criptografado

Capítulo 15 | Infecção pelo Vírus Espumoso Felino 171

Considerações de saú­de pública

Os vírus associados à doen­ç a respiratória felina são específicos da espécie e não implicam risco para a saú­de humana. Já se acre‑ ditou que a Chlamydophila felis causasse infecções o

­ culares em

pessoas, mas tal conceito foi reconsiderado (ver Capítulo  28).

A B. bronchiseptica pode causar infecções em pessoas imu‑ nocomprometidas ou infecções oportunistas ocasionais (ver

Capítulos 6, 99 e 100).

Capítulo 15

Infecção pelo Vírus Espumoso Felino

Craig E. Greene e Martin Löchelt

Etiologia

O vírus espumoso felino (FFV, do inglês feline foamy virus), ante‑ riormente conhecido como vírus formador de sincício, é um retro‑ vírus da família Retroviridae, subfamília Spumavirinae.24 Vírus desse gênero específicos do hospedeiro foram isolados de algumas espécies de mamíferos. Tal como outros retrovírus, mas após ou mesmo antes da infecção, o FFV produz uma cópia de DNA, usando seu genoma de RNA como molde, junto com a enzima transcriptase reversa. Esse

 

Capítulo 16 - Infecções por Paramixovírus Felinos

PDF Criptografado

Capítulo 16 | Infecções por Paramixovírus Felinos 173

como aquele com prednisolona (10 a 15 mg/dia/gato) e ciclofosfamida

2,5  mg/dia/gato VO, por 4  dias a cada semana). Gatos identificados como portadores de poliartrite devem ser afastados dos projetos de pesquisa e da produção de vacinas e colônias isentas de patógeno espe‑ cífico, porque não se pode excluir a etiologia infecciosa ou contagiosa.

Considerações de saúde pública

Todas as espécies de primatas não humanos abrigam cepas dis‑ tintas específicas da espécie de hospedeiro de vírus espumosos de símios que são geneticamente diferentes do FFV.45 Não se dispõe de

dados para documentar a existência de um vírus espumoso humano autêntico, porém pessoas expostas ocupacionalmente a prima‑ tas não humanos têm a taxa mais alta de exposição aos diferentes vírus espumosos humanos e infecção zoonótica causada por eles.17

Quanto aos outros vírus espumosos de animais domésticos, inclu‑ sive o FFV, eles podem infectar uma variedade de tipos celulares de espécies diferentes in vitro. Não foi documentada transmissão in vivo desses outros vírus para pessoas.4,45 Além disso, os dados de estudos de sororreatividade entre veterinários e outras pessoas expostas ocupacionalmente a gatos não confirmam o risco maior de infecção.6

 

Capítulo 17 - Infecções por Poxvírus

PDF Criptografado

Capítulo 17 | Infecções por Poxvírus 175

cérebro. Os gatos que sobreviveram não desenvolveram anticorpo neu‑ tralizante viral sérico específico. Gatos também foram infectados expe‑ rimentalmente por via intranasal e exposição oral ao vírus, bem como por contato direto com gatos previamente infectados.28 Como o vírus

Hendra é tão geneticamente distinto de outros morbilivírus, supõe‑se que exista há muito tempo e foi adquirido de um hospedeiro reservató‑ rio mamífero. De todas as espécies de laboratório inoculadas, os gatos foram a mais suscetível e desenvolveram uma doen­ça semelhante à de equinos e pessoas. O vírus penetra no sistema nervoso de gatos, mas eles não desenvolvem sinais de disfunção neurológica.

Uma pesquisa limitada com soro de gatos na ­área metropolitana de Brisbane não revelou anticorpo detectável contra o vírus.63 Estudos subsequentes em gatos mostraram que eles podem ser infectados por vias não parenterais e que o vírus pode disseminar‑se naturalmente entre gatos.62 Dentre muitas espécies silvestres testadas, os morcegos

 

Capítulo 18 - Infecções por Papilomavírus

PDF Criptografado

178 

Seção 1 | Doença Causadas por Vírus, Riqué­tsias e Clamídias

das as precauções higiênicas básicas, o risco de transmissão de gatos para pessoas é pequeno. Com poucas exceções, a doen­ça não justi‑ fica a eutanásia do gato. É improvável que até mesmo uma vacinação recente contra a varío­la forneça proteção contra as lesões primárias da varío­la bovina, embora pareça ajudar a prevenir doen­ça mais grave.2 (Ver discussão mais detalhada sobre os riscos zoonóticos das infecções pela varío­la bovina, no Capítulo 99.)

Vacínia

É um ortopoxvírus que originalmente infectava bovinos e posterior‑ mente foi desenvolvido por Jenner como uma cepa vacinal para a varío­la em seres humanos. Não tem reservatório natural. A maioria dos mamíferos, incluindo espécies domésticas, é suscetível ao vírus da vacínia. Com o advento da vacinação disseminada contra a varío­la, há a preocupação de que animais domésticos de estimação possam infectar‑se a partir de pessoas e agir como hospedeiros transportado‑ res. A transmissão interespécie de pessoas vacinadas para cães e gatos pode ser minimizada se as lesões forem protegidas e os curativos des‑ cartados apropriadamente.35 Infecções secundárias generalizadas por vacínia, especialmente em crianças, podem ocorrer após a vacinação com o vírus da vacínia. Tal condição, conhecida como eczema da vacinação, caracteriza‑se por dermatite difusa com ve­sículas abertas, febre, linfadenomegalia e, raras vezes, encefalite.40 As ve­sículas con‑ têm grandes quantidades de vírus que podem contaminar o ambiente e colocar as pessoas e os animais de estimação em risco. No caso de pessoas com imunossupressão, tais como aquelas infectadas com o vírus da imunodeficiên­cia humana, o risco é extremo. Evidência experimental e epidemiológica mostra que as infecções em animais de estimação são autolimitantes.

 

Carregar mais


Detalhes do Produto

Livro Impresso
eBook
Capítulos

Formato
PDF
Criptografado
Sim
SKU
BPPD000223745
ISBN
9788527727242
Tamanho do arquivo
88 MB
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
Formato
PDF
Criptografado
Sim
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
SKU
Em metadados
ISBN
Em metadados
Tamanho do arquivo
Em metadados