Diabetes Mellitus e Doenças Cardiovasculares

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Diabetes Mellitus e Doenças Cardiovasculares foi idealizado como um livro de consulta prática, abrangente e atualizada que atenda a endocrinologistas, cardiologistas, clínicos e outros profissionais da área da saúde quanto aos temas mais pertinentes sobre a relação entre diabetes mellitus e doenças cardiovasculares.

Apresentando conteúdo relativo a epidemiologia, a fisiopatologia e a terapêutica do diabetes mellitus tipo 2, bem como as comorbidades cardiovasculares, esta obra contribui para o entendimento adequado do tema e para melhores formas de abordagem em portadores do diabetes e de suas complicações.

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1 - DEFINIÇÃO, DIAGNÓSTICO E CLASSIFICAÇÃO DOS DISTÚRBIOS NO METABOLISMO DOS HIDRATOS DE CARBONO

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Capítulo

1

Definição, diagnóstico e classificação dos distúrbios no metabolismo dos hidratos de carbono

// Ruy Lyra

// Daniela Coelho

INTRODUÇÃO

O diabetes mellitus (DM) é uma doença de crescente importância na saúde pública, pois suas incidência e prevalência estão avançando de forma assustadora.

A prevalência dessa condição clínica em países com estilo de vida ocidental é estimada em 6 a 7,6%. Conforme dados da International Diabetes Federation (IDF), há 382 milhões de pessoas com diabetes no mundo, sendo o Brasil o país que ocupa o quinto lugar no ranking daqueles com o maior número desses pacientes. No Brasil, no final da década de 1980, estimou-se a prevalência de DM na população adulta em 7,6%; dados mais recentes apontam para taxas mais elevadas, como 13,5% em São Carlos/SP e 13,6% em Triunfo/

PE. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), o número estimado de pacientes portadores de diabetes no Brasil é de 12 milhões. Caso nenhuma intervenção seja realizada, em 2035, a estimativa é de que o número de pessoas com diabetes chegue a 592 milhões em todo o globo.

 

2 - DIABETES: ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS

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Capítulo

2

Diabetes:

aspectos epidemiológicos

// Laércio Joel Franco

Introdução

O diabetes mellitus (DM) é um importante e crescente problema de saúde para todos os países, independentemente do grau de desenvolvimento. Atualmente estima-se que a população mundial com diabetes é de 382 milhões de pessoas, sendo que esse número deverá atingir os 471 milhões em 2035. Cerca de 80% desses indivíduos vivem em países em desenvolvimento, nos quais a epidemia tem maior intensidade, com crescente proporção de pessoa afetadas em grupos etários mais jovens, coexistindo com o problema que as doenças infecciosas ainda representam. O número de pessoas com DM está aumentando devido ao crescimento e ao envelhecimento populacional,

à maior prevalência de obesidade e sedentarismo, bem como à maior sobrevida desses indivíduos.

Pelo fato do DM estar associado a maiores taxas de hospitalizações, mais necessidades de cuidados médicos, maior incidência de doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, cegueira, insuficiência renal e amputações não traumáticas de membros inferiores, pode-se prever a carga que isto representará nos próximos anos para os sistemas de saúde dos países em desenvolvimento, a grande maioria ainda com dificuldades no controle de doenças infecciosas.

 

3 - PATOGÊNESE DO PÂNCREAS NO DIABETES TIPO 2

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Capítulo

3

PATOGÊNESE DO PÂNCREAS

NO DIABETES TIPO 2

// Silmara Aparecida de Oliveira Leite

// Suelen do Carmo Vieira

// Lívia Justen Tristão

Introdução

O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é uma síndrome clínica com expressão fenotípica variável, sem etiologia específica, sendo considerada uma doença de natureza poligênica mediada pelo meio ambiente e caracterizada pela disfunção bi-hormonal do pâncreas.

A regulação da glicemia depende, basicamente, da ação de dois hormônios produzidos nas ilhotas de Langerhans, no pâncreas: a insulina e o glucagon, que promovem o ajuste minuto a minuto da homeostasia da glicose (Figura 3.1). A célula beta, responsável pela produção de insulina e amilina, corresponde a 60% da massa endócrina do pâncreas; já a célula alfa, responsável pela secreção de glucagon, ocupa cerca de 30% da massa pancreática.

Em pessoas saudáveis, a ação do glucagon é estimular a produção de glicose pelo fígado, e a ação da insulina é bloquear essa produção e aumentar a captação da glicose pelos tecidos periféricos sensíveis à insulina, como o músculo e o tecido adiposo. No estado normal de jejum, pequenos aumentos na glicemia levam à supressão da produção de glucagon e ao aumento da produção de insulina. O glucagon, assim como a insulina, é muito importante para a homeostase da glicose. A função adequada da célula alfa-pancreática é essencial para a glicorregulação normal.

 

4 - RESISTÊNCIA À INSULINA NO DIABETES MELLITUS TIPO 2

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Capítulo

4

Resistência à Insulina no Diabetes Mellitus tipo 2

// Bernardo Léo Wajchenberg // Cynthia M. Valério

// Rodrigo Mendes de Carvalho // Rodrigo O. Moreira

Introdução

O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é composto por um grupo heterogêneo de doenças metabólicas, caracterizando-se por hiperglicemia. Dados significativos apontam que a resistência à insulina (RI) desempenha papel importante no desenvolvimento da intolerância à glicose (IGT) e no surgimento do diabetes (DM), estando presente 10 a 20 anos antes do diagnóstico da doença.

Define-se RI como a presença de uma resposta biológica diminuída à insulina administrada de forma exógena ou secretada de maneira endógena. A RI promove a diminuição do transporte de glicose nos tecidos muscular esquelético e adiposo e o comprometimento da supressão da produção hepática de glicose. Herança genética, fatores ambientais, hiperglicemia crônica, lipotoxicidade (por aumento dos ácidos graxos livres [AGL] circulantes e no meio intracelular) e elevação da produção de citocinas inflamatórias (fator de necrose tumoral alfa [TNF-α] e interleucina 6 [IL-6]) pelo tecido adiposo são fatores descritos como promotores da RI e do desenvolvimento ou evolução do DM2.

 

5 - REABSORÇÃO RENAL DE GLICOSE: DA FISIOLOGIA À FISIOPATOLOGIA NO DIABETES TIPO 2

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Capítulo

5

REABSORÇÃO RENAL DE GLICOSE:

DA FISIOLOGIA À FISIOPATOLOGIA NO DIABETES TIPO 2

// Artur Beltrame Ribeiro

INTRODUÇÃO

Até recentemente acreditava-se que apenas o fígado, e não o rim, era uma fonte importante de glicose. Conforme veremos, o rim tem importante papel no metabolismo glicídico em condições tanto fisiológicas como patológicas. Dentre as múltiplas funções desse órgão, podemos destacar aquelas relacionadas à excreção de resíduos de nitrogênio produzidos pelo metabolismo de alimentos; a estrita manutenção do pH sanguíneo; e a produção de hormônios como o calcitriol e a eritropoietina. Além dessas funções, é notório que o rim desempenha um papel vital na regulação da composição iônica do sangue e na regulação da pressão arterial. Outra função menos conhecida exercida por ele e igualmente vital para o funcionamento do nosso organismo é o papel renal na regulação dos níveis de glicemia.

O rim, com sua imensa diversidade bioquímica e seus mecanismos de transporte, se revelou, em inúmeros estudos relativamente recentes, não apenas um órgão que consome e reabsorve a glicose, como também um órgão capaz de produzi-la, influenciando assim os níveis da glicemia. Em condições normais, toda a glicose presente no filtrado glomerular é reabsorvida de forma integral e secundariamente ativa pelo túbulo contornado proximal, de modo que a urina nessas condições quase não contém glicose. Esse processo de reabsorção (detalhado a seguir) tem um limiar pelo qual o rim passa a permitir que a glicose seja excretada pela urina, evitando a ocorrência de níveis muito elevados da glicemia, o que resultaria em desidratação intracelular muito perigosa. No túbulo proximal, além da reabsorção de glicose, ocorrem também a formação de glicose (gliconeogênese) a partir de vários substratos, como lactato, glutamina, glicerol e alanina, presentes no filtrado glomerular e captados pelas células epiteliais. A energia requerida pelos processos de transporte no túbulo proximal é obtida pela oxi-

 

6 - PREVENÇÃO DO DIABETES MELLITUS TIPO 2

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Capítulo

6

Prevenção do Diabetes Mellitus Tipo 2

// Lucio Vilar // Maria da Conceição Freitas

// Lúcia Helena Correa Lima // Amaro Gusmão // Luciana A. Naves

Introdução

O diabetes mellitus (DM) representa um dos mais sérios problemas de saúde na atua­ lidade, tanto em termos de número de pessoas afetadas, incapacitações, redução da capa­ cidade laborativa e mortalidade prematura, como dos custos envolvidos no seu controle e no tratamento de suas complicações. O DM do tipo 2 (DM2), caracterizado por hipergli­ cemia crônica, resistência insulínica e deficiência relativa na secreção de insulina, respon­ de por 90% dos casos de DM.

A prevalência mundial da doença tem crescido em proporções epidêmicas. De acordo com estimativas da Federação Internacional de Diabetes (IDF), existem cerca de 380 mi­ lhões de pessoas com diabetes no planeta (8,3% da população adulta) e esse número se elevará para aproximadamente 590 milhões (10,1% da população adulta) até o ano de 2035

 

7 - TRATAMENTO DO DIABETES MELLITUS ADULTO: ALVOS GLICÊMICOS E DIRETRIZES CONFORME SOCIEDADES MÉDICAS

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Capítulo

7

Tratamento do Diabetes Mellitus adulto: alvos glicêmicos e DIRETRIZES CONFORME sociedades médicas

// Sérgio Vencio

Introdução

O tratamento do diabetes exige uma expertise que envolve desde o conhecimento da fisiopatologia da doença, as possíveis complicações, os tratamentos mais atualizados dis­ poníveis, até as mudanças na propedêutica. Isso tudo aliado a um conhecimento detalha­ do do paciente é a única forma de tentar atingir um excelente controle glicêmico, evitan­ do-se as complicações que podem na busca pela otimização do tratamento.

Antes do United Kingdom Prospective Diabetes Study (UKPDS), não existia a evidên­ cia de que um controle glicêmico intensivo, determinado por uma terapia mais agressiva aliada à monitorização e ao acompanhamento médico mais frequente, pudesse diminuir as complicações a longo prazo do diabetes mellitus tipo 2 (DM2).

O arsenal terapêutico disponível para o tratamento do diabetes facilita muito a vida do clínico, porém trabalhos prospectivos randomizados controlados (PRCT) mostram que é possível alcançar e manter metas adequadas de controle glicêmico, porém nem sem­ pre isso é vantajoso para o paciente com DM2, levando ao aumento da mortalidade car­ diovascular.

 

8 - ABORDAGEM GERAL NO TRATAMENTO DO DIABETES

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Capítulo

8

ABORDAGEM GERAL NO

TRATAMENTO DO DIABETES

// Monica Oliveira

// Ruy Lyra

// Ney Cavalcanti

INTRODUÇÃO

O diabetes mellitus (DM) é um conjunto de doenças complexas, caracterizadas por hiperglicemia, de etiologia multigênica e multifatorial que desafia pesquisadores, clínicos e pacientes. Sua incidência e prevalência crescem ano após ano e, apesar das ações imple­ mentadas na prevenção e no tratamento, persiste como um grave problema de saúde pú­ blica, afetando sobremaneira a qualidade de vida de seus portadores. Atinge diversas fai­ xas etárias e apresentou um crescimento importante nas últimas décadas, com projeção da existência de 552 milhões de pessoas com diabetes no mundo em 2030. Além do seu im­ pacto em cada indivíduo, a doença repercute diretamente nos custos da assistência de saúde, estimando-se que os gastos diretos com diabetes comprometam de 2,5 a 15% do orçamento anual da área da saúde de um país, na dependência do grau de complexidade do tratamento disponível.

 

9 - TERAPIA NUTRICIONAL DO DIABETES

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Capítulo

9

Terapia nutricional do diabetes

// Maria da Conceição Chaves de Lemos

// Rebecca Peixoto Paes Silva

Introdução

A terapia nutricional (TN) representa um pilar fundamental no tratamento do diabe­ tes, podendo contribuir isoladamente ou como coadjuvante no controle glicêmico. A auto­ monitorização glicêmica (AMG) é um instrumento imprescindível para o manuseio da ali­ mentação do paciente com diabetes, pois permite avaliações de glicemias pré e pós-prandiais, necessárias para o controle da ingestão de carboidratos, otimizando, assim, o tratamento.

Diversas ferramentas nutricionais são utilizadas para auxiliar o profissional no acompanha­ mento do paciente diabético, como o exchange list, softwares de nutrição, como Avanutri,

Diet-pro, Diet-win, entre outros, além do método de contagem de carboidratos. Conforme dados da literatura, a adesão às diretrizes nutricionais reduz os níveis de hemoglobina glico­ silada (HbA1c) em torno de 1 a 2%, o que contribui para prevenir ou retardar as complica­

 

10 - ATIVIDADE FÍSICA E DIABETES

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Capítulo

10

Atividade Física e Diabetes

// Sandra Roberta Gouvea Ferreira Vivolo

// Isis Tande da Silva

Introdução

Entende-se por atividade física (AF) qualquer movimento corporal produzido por ação muscular que aumenta o gasto energético. Além de necessária para sobrevivência, representa importante medida para promoção da saúde, bem como para tratamento de doenças. Apesar disso, constata-se que a maioria dos indivíduos não realiza AF em nível desejável para promover saúde. O comportamento sedentário favorece o acúmulo de gor­ dura corporal, associando-se a doenças crônicas não transmissíveis e componentes da SM, que elevam a mortalidade especialmente cardiovascular. A inatividade física é responsável por aproximadamente 27% dos casos de diabetes mellitus tipo 2 (DM2), 21 a 25% dos casos de câncer de mama e de colo e 30% dos casos de doença cardíaca isquêmica. Tais enfermi­ dades associadas à inatividade física e à obesidade são importantes problemas mundiais de saúde pública. A boa notícia é que está demonstrado que mudanças no estilo de vida são eficazes na prevenção especialmente do DM2. Porém, o desafio se encontra em trans­ formar a evidência científica em alterações comportamentais sustentadas. Baixo nível de

 

11 - SULFONILUREIAS: TRATAMENTO DO DIABETES MELLITUS TIPO 2

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Capítulo

11

sulfonilureias:

Tratamento do diabetes mellitus tipo 2

// Josivan Gomes de Lima

// Lucia Helena Coelho Nóbrega

// Gabriela Polisel Gonçalves

INTRODUÇÃO

As sulfonilureias foram os primeiros antidiabéticos orais a serem descritos, e vêm sendo utilizadas no tratamento do diabetes mellitus tipo 2 (DM2) desde os anos de 1950.

Podem ser classificadas como de primeira ou segunda geração, de acordo com a época do surgimento e sua capacidade hipoglicêmica. Seu mecanismo de ação envolve o estímulo da secreção de insulina pela célula beta-pancreática e por isso são consideradas secretago­ gos. Como estimulam apenas a secreção da insulina, mas não a sua síntese, são indicadas apenas para pacientes que ainda tenham alguma capacidade funcional das células beta.

Efeitos aumentando a quantidade de receptores insulínicos e até mesmo a nível pós-recep­ tor têm sido sugeridos por alguns autores.

DEFINIÇÃO

Essa classe de medicação contém um núcleo ácido sulfônico-ureia que, por meio de subs­ tituições químicas, pode dar origem a novos agentes com ações similares, porém com potência distinta. Dessa forma, são definidas como sulfonilureias de primeira e de segunda geração.

 

12 - ACARBOSE: TRATAMENTO DO DIABETES MELLITUS TIPO 2

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Capítulo

12

ACARBOSE:

TRATAMENTO DO DIABETES MELLITUS TIPO 2

// Antonio Carlos Lerario

Introdução

O diabetes mellitus tipo 2 (DM2), cuja prevalência está aumentando em quase todo o mundo de forma contínua e em propor­ções epidêmicas, é um importante fator de mor­talidade e morbidade populacional e com consequentes complicações crônicas mi­ cro e macrovasculares associadas às alterações metabólicas da doença. Procurando me­ lhor compreender os mecanismos fisiopatológicos do DM2, assim como a sua relação com a doença vascular, foram realizados nas duas últimas décadas diversos estudos clí­ nicos, randomizados, bem conduzidos e de longa duração, que permitiram não apenas estabelecer efe­tivamente a ligação entre a hiperglicemia crônica e a presença dessas complicações como também concluíram que o controle glicêmico precoce e intensivo reduziu a incidência das complicações da doença, principalmente as doenças microvas­ culares. Entretanto, com relação às complicações cardiovasculares (CV), os ensinamen­ tos advindos de estudos mais recentes ressaltaram que os efeitos da terapia focada no controle glicêmico rigoroso têm a sua eficácia significativamente melhorada quando sua introdução foi realizada desde as fases precoces da doença e quando foi associada ao tratamento concomitante dos fatores de risco associados ao DM2, como a hipertensão arterial, a dislipidemia e a mudança do estilo de vida. Da mesma forma, a observação de que a presença elevada de episódios hipoglicêmicos advindos de uma terapia anti-hiper­ glicemica muito rigorosa ou efeitos colaterais de fármacos, como a rosiglitazona e a al­ gumas sulfonilureias, demonstrou associação a um maior índice de mortalidade por eventos cardiovasculares agudos.

 

13 - METFORMINA: TRATAMENTO DO DIABETES MELLITUS TIPO 2

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Capítulo

13

METFORMINA:

Tratamento do diabetes mellitus tipo 2

// Thomaz Cruz

INTRODUÇÃO

A metformina (LA 6023), uma biguanida, é utilizada como medicação de primeira linha no tratamento do diabetes mellitus tipo 2 (DM2) e de outros distúrbios principal­ mente associados à resistência à insulina. É identificada como cristais pequenos e brancos, solúveis em água e praticamente insolúveis em acetona, éter e clorofórmio. Seu nome quí­ mico é cloridrato de 1,1, dimetilbiguanida. Sua fórmula estrutural, bem como a da bigua­ nida, um derivado da guanidina, substância natural, são mostradas a seguir:

Guanidina

biguanida nH

H2n

Metformina (dimetilbiguanida)

nH nH2

H2n

CH3

nH n

H

nH2

H3C

H n

n nH

nH2 nH

A cromatografia líquida de alto desempenho (HPLC), a cromatografia em fase gaso­ sa, a cintilografia líquida com metformina marcada e a espectrofotometria de massa per­ mitem uma medida precisa das suas concentrações nos meios biológicos. A vida de prate­ leira é ilimitada.

 

14 - TIAZOLIDINEDIONAS: TRATAMENTO DO DIABETES MELLITUS TIPO 2

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Capítulo

14

Tiazolidinedionas:

Tratamento do diabetes mellitus tipo 2

// Carlos Eduardo Barra Couri

Introdução

Desde o seu lançamento como classe, em 1997, as tiazolidinedionas (TZD) foram tidas como a chave para o tratamento de um dos processos fisiopatológicos mais importantes do diabetes mellitus tipo 2 (DM2): a resistência insulínica. Posteriormente, observou-se que sua ação não se restringia somente a este aspecto fisiopatológico, e suas diversas ações na redistri­ buição de gordura corporal, preservação de células beta e em vários fatores de risco cardiovas­ culares tradicionais e não tradicionais foram mostradas. É uma das classes com maior número de estudos prospectivos com desfechos cardiovasculares clínicos e com desfechos substitutivos.

A primeira TZD aprovada mundialmente foi a troglitazona, em 1997, retirada do mercado por conta de hepatotoxicidade. Em seguida, em 1999, foram aprovadas a piogli­ tazona e a rosiglitazona. Como no mercado brasileiro atual temos disponível apenas a pioglitazona, neste capítulo daremos maior ênfase a este medicamento, suas indicações, restrições, riscos e benefícios.

 

15 - INCRETINAS: DA FISIOLOGIA À FISIOPATOLOGIA

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Capítulo

15

INCRETINAS:

DA FISIOLOGIA À FISIOPATOLOGIA

// Renan Magalhães Montenegro Júnior

// Jaquellyne Gurgel Penaforte Saboia

Introdução

No início do século XX, introduziu-se o conceito de que a ingestão de nutrientes le­ vava a mucosa intestinal a produzir substâncias que estimulavam o pâncreas endócrino a produzir fatores para reduzir a glicose plasmática. Em 1930, o belga Jean La Barre usou o termo “incretina” para descrever uma substância da mucosa gástrica que causava hipogli­ cemia quando injetada em ratos normais, mas não em ratos pancreatectomizados. Alguns anos depois, o austríaco Hans Heller fez uma observação similar, e ambos sugeriram que tal substância poderia ser usada para o tratamento do diabetes (DM).

O efeito incretínico foi sugerido a partir da demonstração de que uma mesma carga de glicose era capaz de estimular a secreção de insulina em níveis significativamente maiores quando administrada de forma oral do que quando administrada de forma intra­ venosa. Hoje, atribui-se que cerca de 70% da secreção da insulina pós-prandial de forma glicosedependente deve-se ao efeito incretínico.

 

16 - ANÁLOGOS E AGONISTAS DO GLP1

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Capítulo

16

Análogos e agonistas do GLP1

// Marcos Tambascia

Introdução

Os processos de digestão e absorção dos nutrientes requerem a integração funcional de vários orgãos, particularmente da integridade do trato digestório. Vários hormônios intestinais foram identificados como participantes nesse processo e dois deles, o glucagon-like peptide-1 (GLP1) e o glucose-dependent insulinotropic polypeptide (GIP), foram reco­ nhecidos como responsáveis por importante ação para a homeostase da glicemia. Dessa forma, iniciou-se a compreensão dos processos de digestão e homeostase da glicemia como dependentes da interação de vários hormônios e, principalmente, sua relação com os hormônios pancreáticos insulina e glucagon.

Há mais de 50 anos, estudos básicos de fisiologia compararam os efeitos secretago­ gos de insulina pela glicose por via oral (VO) e por via endovenosa (EV) e, assim, com­ provaram a existência da conexão entre trato intestinal e pâncreas-endócrino. Esses es­ tudos determinaram que a concentração arterial de glicose é o estímulo para a secreção de insulina, porém fatores liberados pelo intestino em resposta à absorção de glicose, como o GIP e o GLP1, reduzem o limiar para a liberação de insulina. A partir desse co­ nhecimento, foi criado o conceito de eixo enteroinsular. A diferença entre a secreção de insulina obtida com estímulo glicêmico por VO e aquela alcançada pelo estímulo por via

 

17 - INIBIDORES DA ENZIMA DPP-4

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Capítulo

17

Inibidores da enzima dpp-4

// Adriana Costa e Forti

// Mirela Costa de Miranda

Introdução

Os inibidores da enzima dipeptil-dipeptidase 4 (DPP-4) são medicamentos orais para terapêutica do diabetes, da familia das incretinas. O primeiro inibidor, a sitagliptina, foi aprovado em 2006, seguindo-se a vildagliptina, saxagliptina, linagliptina e aloglitptina. A gemigliptina foi aprovada apenas na Coreia do Sul; a teneligliptina e a anagliptina, apenas no Japão. Todos compartilham o mesmo efeito de inibição da degradação dos peptídeos intestinais responsáveis pelo efeito incretínico, apesar de diferirem em suas estruturas moleculares. Com relação à estrutura química, os cinco inibidores de DPP-4 disponiveis se dividem em dois grupos: peptidomiméticos (sitagliptina, vildagliptina e saxagliptina) e não peptidomiméticos (linagliptina e alogliptina) (Figura 17.1).

O efeito incretínico é definido como o aumento da secreção de insulina após a admi­ nistração oral de glicose, quando comparado com a infusão venosa de glicose. Essa desco­ berta levou à conclusão de que substâncias produzidas pelo intestino, na presença de nu­ trientes, teriam ação na secreção de insulina. Posteriormente, foram identificados os principais hormônios envolvidos nesse mecanismo: os GIP e GLP1. Esses peptídeos são de­ rivados da família do peptídeo do glucagon e são liberados pelas células enteroendócrinas; o

 

18 - INIBIDORES DO SGLT2: TRATAMENTO DO DIABETES MELLITUS TIPO 2

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Capítulo

18

inibidores do SGLT2:

Tratamento do diabetes mellitus tipo 2

// Ruy Lyra // Raissa Lyra // Bruna Costi

INTRODUÇÃO

O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é a doença metabólica mais comum e está associado a considerável morbidade e mortalidade. Os portadores de DM2 têm, de fato, maior sus­ cetibilidade a desenvolver doenças cardiovasculares (DCV), quando comparados com não diabéticos. Uma vez que as DCV representam as principais causas de morte e incapacida­ de em pessoas com DM, deve-se reconhecer o papel fundamental desta condição clínica para estratificar prontamente e tratar esses pacientes em tempo hábil. Evidências, de fato, demonstraram que uma abordagem terapêutica baseada na gestão global do risco cardio­ vascular pode efetivamente reduzir o fardo das DCV nesses pacientes. Um dos fatores de grande importância é o controle da hiperglicemia.

O manejo do DM2 é complexo e desafiador. Apesar de haver uma ampla gama de me­ dicamentos antidiabéticos disponíveis, muitos pacientes não atingem as metas glicêmicas, em parte devido à presença de efeitos colaterais das terapias atuais, incluindo ganho de peso, hipoglicemia, retenção de líquidos, além dos efeitos colaterais gastrintestinais. Em decorrên­ cia disso, a busca por novas estratégias de tratamento se torna importante. Entre as novas terapias, os inibidores dos cotransportadores sódio-glicose 2 (SGLT2) se destacam, tanto por sua ação anti-hiperglicemiante, quanto por efeitos benéficos adicionais.

 

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