Segredos do Mini-implante na Ortodontia Contemporânea

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Objetiva e consistente, esta obra apresenta o passo a passo para a instalação segura e precisa de mini-implantes em Ortodontia. Por meio da exposição de mais de 20 casos clínicos, todos com indicação dos materiais e dispositivos utilizados, são abordados de maneira didática temas que abrangem desde a individualização do diagnóstico e as diversas etapas da instalação de mini-implantes até sua remoção.

Segredos do Mini-Implante na Ortodontia Contemporânea conta com mais de 1.400 imagens, servindo como um excelente guia ilustrado desse sistema que revolucionou a Ortodontia e irá auxiliar o profi ssional nos mais diversos tratamentos: das simples extrações de pré-molares à possibilidade de se evitar extrações mais complexas e cirurgias ortognáticas.

Com abrangente abordagem das mecânicas ortodônticas, esta obra inclui ainda protocolos fáceis e simples de serem seguidos, tornandose indispensável na rotina dos cirurgiões-dentistas, em especial clínicos, ortodontistas e implantodontistas.

22 capítulos

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1 | Diagnóstico Ortodôntico Individualizado

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1

Diagnóstico Ortodôntico

Individualizado

Avaliação do paciente | Frente, 2

Avaliação do paciente | Perfil, 9

Discrepância do tamanho dentário-ósseo e alinhamento, 16

Considerações finais, 21

O

ortodontista não deve diagnosticar as másoclusões com base apenas no perfil do paciente, mas deve, também, levar em consideração os aspectos frontais e verticais da face. Além desses aspectos, o tempo é um fator igualmente importante, uma vez que o ortodontista precisa conhecer quais alterações faciais sobrevêm com o avançar da idade, a fim de elaborar o melhor plano de tratamento para seu paciente.

Pela avaliação frontal, lateral e do sorriso do paciente, as discrepâncias anteroposteriores, verticais e transversais, inclusive, tornam-se muito evidentes para um profissional atento. A resistência de muitos ortodontistas em aceitar essa análise está no fato de ela apresentar caráter subjetivo, o que consiste na falta de parâmetros métricos para seu ensino. Observa-se, entretanto, que pacientes com discrepâncias faciais semelhantes manifestam características que se repetem, e o treinamento da observação destas, que serão descritas neste capítulo,

 

2 | Considerações Prévias sobre a Instalação dos Mini-Implantes Ortodônticos

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2

Considerações Prévias sobre a

Instalação dos Mini-Implantes

Ortodônticos

Ancoragem ortodôntica, 23

Ancoragem esquelética, 26

Sistemas atuantes na movimentação dentária, 27

Tipos de mecânica ortodôntica, 31

Fechamento de espaços pela utilização do mini-implante, 37

Associação da mecânica africcional aos mini-implantes, 39

A

Ortodontia é, sem dúvida nenhuma, a área mais dinâmica da Odontologia que obriga o profissional a ter conhecimento cada vez mais vasto das especialidades odontológicas. Além disso, também é essencial que ele tenha conhecimentos de anatomia, crescimento craniofacial, física, biologia da movimentação dentária, patologia, anestesiologia, estética facial e dentária, habilidade manual, administração e psicologia. Um ortodontista pode-se questionar sobre o que isso influencia em um mini-implante, mas a verdade é que ocorre o contrário: o mini-implante influencia totalmente todos esses quesitos. Compreendê-los e dominá-los proporcionará ao ortodontista o sucesso tão almejado.

 

3 | Simplificação da Instalação dos Mini-Implantes Ortodônticos

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3

Simplificação da Instalação dos Mini-Implantes

Ortodônticos

Objetivo e motivos da simplificação, 42

Como simplificar a instalação, 42

Escolha do mini-implante, 49

Zonas de eleição para a instalação, 52

Estabilidade do mini-implante, 54

Como instalar o mini-implante, 58

Remoção dos mini-implantes, 72

Protocolo medicamentoso, 74

Considerações finais, 75

A

cada dia que passa, fica mais perceptível o fato de os ortodontistas incorporarem os mini-implantes como protocolo de tratamento em seus consultórios. Com a evolução desses dispositivos, a proporção de sucesso dos miniimplantes ortodônticos, que varia de 70 a 95%, tem sido motivo de muitos estudos. Na literatura, dentre os fatores responsáveis pelas possíveis perdas dos mini-implantes, pode-se citar: local e ângulo de inserção, espessura da cortical, qualidade do tecido ósseo, gengiva inserida, protocolo cirúrgico, comprimento e diâmetro do parafuso, grau de estabilidade primária, intensidade de carga, higienização e grau de inflamação dos tecidos peri-implantares, a proximidade e o contato do mini-implante com a raiz dentária.

 

4 | Pequenos Movimentos Realizados com os Mini-Implantes

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4

Pequenos Movimentos Realizados com os Mini-Implantes

Retração de caninos, 77

Retração de canino e primeiro pré-molar, 83

Verticalização de molar com mini-implante, 100

N

a movimentação ortodôntica, o controle de ancoragem sempre foi motivo de preocupação para os ortodontistas, uma vez que a realização de determinados movimentos depende de outros dentes de apoio. Nesse momento, os dentes utilizados como ancoragem, mesmo que em número maior, acabam sofrendo alteração da posição inicial (muitas vezes, de modo indesejado), sendo esses os chamados efeitos adversos, que podem ser evitados com alguns procedimentos ortodônticos, como a utilização de aparelho extrabucal ou elásticos intrabucais. No entanto, o sucesso do tratamento depende da colaboração e do empenho do paciente no uso dos dispositivos indicados. Outro fator relevante é o uso de dispositivos de ancoragem que apoiam estruturas com grande potencial de movimentação, não garantindo efetividade do sistema, e que podem causar desconforto ao paciente, perda de ancoragem, efeitos adversos, aumento de tempo do tratamento e, por fim, resultados ortodônticos aquém do almejado.

 

5 | Retração dos Dentes Anteriores com Ancoragem Máxima

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5

Retração dos Dentes Anteriores com Ancoragem Máxima

Caso clínico, 110

A

ancoragem ortodôntica sempre foi uma grande preocupação dos ortodontistas. Vários aparelhos foram desenvolvidos, tanto intrabucais quanto extrabucais, no entanto os efeitos colaterais e a dependência do tratamento à colaboração do paciente foram motivos para novas pesquisas, com o intuito de excluir esses fatores. O miniimplante elimina a dependência do paciente, e, com planejamento ortodôntico correto, seus efeitos adversos são previsíveis.

Por causa do diâmetro reduzido, o mini-implante pode ser inserido em locais com pouco espaço, como o septo inter-radicular. Sendo assim, mesmo com a movimentação ortodôntica, é possível criar espaço para que a sua colocação seja segura.

Dependendo da quantidade de movimentação possível, a unidade de ancoragem pode ser classificada como mínima, moderada e máxima. Quando uma ancoragem máxima é necessária, significa que o grupo de dentes que servirá de ancoragem não deve mudar sua posição inicial. Os tratamentos que utilizam mecânica recíproca tornam-se mais

 

6 | Retração dos Dentes Anteriores com Ancoragem Máxima Posterior e Mesialização de Molar

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6

Retração dos Dentes Anteriores com Ancoragem Máxima

Posterior e Mesialização de Molar

Caso clínico, 127

O

caso a seguir refere-se à continuação de um tratamento ortodôntico que, inicialmente, foi realizado de acordo com a colaboração da paciente, que se propôs a usar aparelho

fixo inferior e aparelho extrabucal superior. Na primeira consulta, foi identificada uma má-oclusão de

Classe II de Angle. A paciente comunicou que havia recebido um tratamento ortodôntico prévio, porém não gostaria mais de usar o aparelho extrabucal por motivos sociais.

Com a informação de falta de colaboração, a outra opção indicada para resolver o problema da máoclusão foi a extração de dois primeiros pré-molares e ancoragem máxima com mini-implantes.

®■

Caso clínico

Este caso clínico mostra desde a primeira consulta da paciente até o 16o mês de tratamento (Figuras 6.1 a 6.44). O resultado do processo é evidenciado nas Figuras 6.45 a 6.51.

Informações do paciente

 

7 | Retração dos Dentes Anteriores com Ancoragem Máxima Posterior e Mecânica Africcional

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7

Retração dos Dentes Anteriores com Ancoragem Máxima

Posterior e Mecânica Africcional

Caso clínico, 147

O

mini-implante possibilita a associação de mecânicas ortodônticas com total controle e visibilidade do tratamento. A escolha dos mini-implantes evidencia a ancoragem máxima posterior, e as alças refletem uma mecânica africcional que prioriza o tempo de tratamento, uma vez que o atrito representa uma condição física que se opõe à movimentação, exigindo maior tempo de tratamento.

Os pacientes mais atendidos atualmente são os adultos, que necessitam de tratamentos mais rápidos, com mais procedimentos estéticos, tanto nos aparelhos quanto na presença dos espaços promovidos por extrações e com o mínimo de colaboração.

O caso a seguir representa a necessidade de uma paciente com pouco tempo de tratamento por causa da mudança de país. A escolha mais rápida seria a extração dos dentes 14 e 24, inclusive pela condição do dente 14, com próteses e escurecimento oclusal.

 

8 | Verticalização e Mesialização Controlada de Molar Inferior e Superior

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8

Verticalização e Mesialização

Controlada de Molar Inferior e Superior

Verticalização dos molares, 165

Mesialização de molar superior, 179

®■

Verticalização dos molares

N

o dia a dia do consultório, nota-se que a perda dos primeiros molares inferiores é mais comum em pacientes adultos, embora tal fato geralmente ocorra durante a infância. A perda desses dentes acontece porque os problemas periodontais são muitos, e o comprometimento oclusal

é grande. Com a ausência dentária, ocorre perda óssea vertical e horizontal, além da inclinação do segundo molar. As vantagens da verticalização dos molares são:

Diminuição e/ou eliminação de bolsas periodontais

Diminuição e/ou eliminação de interferências oclusais causadas pelo dente inclinado

Facilitação da reabilitação protética

Melhoria na incidência de forças mastigatórias

Melhoria na altura da crista alveolar.

Antes de iniciar o movimento de verticalização, algumas manifestações clínicas devem ser consideradas:

 

9 | Intrusão de Molar

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9

Intrusão de Molar

Caso clínico, 197

Agradecimento, 211

A

s perdas dentárias sempre foram comuns nos pacientes, mas as condutas reparadoras protéticas estavam submetidas à situação clínica apresentada. Com a evolução da Ortodontia e maior procura por tratamentos ortodônticos em pacientes adultos, as opções de tratamento passaram a aumentar. Atualmente, a mecânica ortodôntica possibilita recuperar, abrir ou fechar espaços protéticos, verticalizar molares, evitar desgastes oclusais em situações em que os molares foram extruídos ou, ainda, evitar extrações de molares quando as extrusões foram excessivas.

A sobreirrupção dos molares ocorre mais frequentemente com a perda do dente antagonista

(Figura 9.1), ocasionando contatos prematuros, impossibilidade de instalação de próteses (Figura 9.2), além de possíveis problemas periodontais

(Figura 9.1), com perdas ósseas verticais e horizontais (Figura 9.3). Mesmo com as prevenções e a diminuição das perdas dos primeiros molares permanentes, a ausência desses molares ainda é muito comum.

 

10 | Correção da Mordida Aberta Anterior com Intrusão de Molares Superiores

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10

Correção da Mordida Aberta

Anterior com Intrusão de

Molares Superiores

Caso clínico, 213

Agradecimentos, 235

O

tratamento a seguir descreve uma situação na qual o paciente, ao longo dos anos, passou por consulta com vários ortodontistas, mas todos indicaram tratamento ortodôntico/ cirúrgico (relato do paciente); as condições pessoais inviabilizaram o tipo de tratamento. Então, foi proposto um tratamento mais acessível e que satisfizesse às necessidades do paciente, promovendo, assim, a correta oclusão. Graças ao mini-implante, um tratamento simplificado foi possível.

Informações do paciente

• Sexo: masculino

• Idade: 20 anos

• Queixa: não gosta dos dentes tortos e não consegue morder com os dentes da frente

• Diagnóstico:

– Classe III de Angle, mordida cruzada posterior direita, mordida aberta anterior, assimetria facial; desvio de linha média inferior, apinhamento moderado superior

– Trespasse horizontal: -1 mm

 

11 | Correção de Plano Oclusal Anterior

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11

Correção de Plano

Oclusal Anterior

Caso clínico, 238

A

assimetria do plano oclusal pode ter origem na extrusão unilateral dos molares superiores ou no desenvolvimento vertical mandibular. Muitas vezes, dependendo do grau de assimetria, pode ocorrer comprometimento facial durante o sorriso; contudo, em repouso e com selamento labial, essa assimetria pode ser mascarada conforme o grau de envolvimento esquelético.

Dessa maneira, vale a pena ressaltar que, nos casos em que a assimetria tem como causa o envolvimento esquelético, o diagnóstico é fundamental, pois pode ser necessária a intervenção cirúrgica para sua correção.

Muitos aparelhos são indicados para o tratamento das assimetrias, como bite block posterior, aparelho extrabucal com tração alta e corretores verticais ativos com magnetos.

Nos casos em que as assimetrias não são de ordem esquelética, mas dentária, muitas delas são decorrentes de perdas dentárias dos dentes antagonis-

 

12 | Correção da Classe II Assimétrica, sem Extração, com Ancoragem Máxima Indireta na Maxila

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12

Correção da Classe II Assimétrica, sem Extração, com Ancoragem

Máxima Indireta na Maxila

Má-oclusão de Classe II subdivisão, 251

Caso clínico, 256

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■■

Má-oclusão de Classe II subdivisão

Considerações gerais

A

ntes de falarmos sobre assimetria, é necessário entender o conceito de simetria: conformidade, em medida, forma e posição relativa, entre as partes dispostas em cada lado de uma linha divisória, um plano médio, um centro ou eixo

(Dicionário Houaiss).

No século XVI, Leonardo da Vinci e Albrecht

Dürer consideravam a simetria facial absoluta como uma característica morfológica normal, harmonia e equilíbrio facial, como é observado em suas principais obras da época (Figuras 12.1 e 12.2).

Quando dividimos e espelhamos uma face, é possível observar de maneira mais clara a existência ou não de simetria (Figura 12.3).

Capitulo_12.indd 251

Figura  12.1 Leonardo da Vinci. A Mona Lisa ou La Jaconde,

 

13 | Correção da Classe II Assimétrica, sem Extração, com Ancoragem Máxima Indireta na Mandíbula

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13

Correção da Classe II Assimétrica, sem Extração, com Ancoragem

Máxima Indireta na Mandíbula

Caso clínico 1, 271

Caso clínico 2, 298

O

tratamento a seguir descreve uma situação em que, na literatura, os principais artigos que tratam dessa má-oclusão abordam o procedimento de extração de três dentes, dois prémolares superiores e um pré-molar inferior, tendo em vista que a causa da má-oclusão é o arco inferior (de acordo com a análise facial). Nos casos em que há bom perfil e correto selamento labial, a extração não traria resultados faciais satisfatórios; um tratamento simplificado é possível graças ao mini-implante, que mantém as características faciais e não depende da colaboração do paciente.

®

Caso clínico 1

Este caso clínico apresenta o tratamento simplificado com mini-implante sem extração, da primeira consulta até o 23o mês (Figuras 13.1 a 13.66).

Capitulo_13.indd 271

O final do tratamento é evidenciado nas Figuras

 

14 | Classe II Assimétrica com Mordida Aberta Posterior

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14

Classe II Assimétrica com

Mordida Aberta Posterior

Caso clínico, 324

A

Classe II assimétrica é caracterizada pela presença da relação molar normal de um dos lados e do outro lado o molar superior apresenta-se em relação de Classe II com o molar inferior. No entanto, esta má-oclusão pode vir acompanhada de desvio da linha média, que, geralmente, acontece em decorrência da alteração do arco inferior. Isso significa que o tratamento ortodôntico deve ser focado no arco inferior.

As mecânicas com elásticos de Classe II, além do grande fator dependência de colaboração do paciente, provoca efeitos adversos como extrusão, inclinação do plano oclusal e, principalmente, efeitos indesejados no arco superior, que não foi afetado pela má-oclusão.

Além de evitar forças recíprocas aos dentes no mesmo arco, a condição de intervir exclusivamente no arco inferior sem promover efeitos adversos no arco superior só é conseguida com o uso de mini-implantes.

O tratamento a seguir refere-se a um retratamento ortodôntico, no qual os objetivos oclusais não foram alcançados inicialmente, e o paciente relatou que, por ter usado muitos elásticos no tratamento

 

15 | Correção da Classe II com o Cursor Ancorado no Mini-Implante

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15

Correção da Classe II com o Cursor Ancorado no

Mini-Implante

Caso clínico 1, 343

Caso clínico 2, 365

O

caso clínico a seguir descreve o tratamento da Classe II completa e a mudança de perfil, com a realização do protocolo de distalização dos molares superiores por intermédio de um cursor. As possibilidades de tratamento para beneficiar o perfil seriam a distalização dos molares ou a extração de dois pré-molares. Dos aparelhos distalizadores, podemos citar o extrabucal, que, além de depender da colaboração do paciente, influencia negativamente a estética facial. Outro aparelho distalizador é o pendulum, que é mais estético por ser intrabucal, porém sua unidade de ancoragem não é efetiva, o que provoca mesialização dos dentes anteriores, exacerbando o trespasse horizontal; desse modo, o tempo final de tratamento também aumenta. Outro fator desfavorável é a necessidade de, após a distalização dos molares, ancorá-los para retrair os dentes anteriores, o que, novamente, exige a colaboração do paciente, fazendo do tratamento uma incógnita. Para eliminar tais fatores indesejados e simplificar o tratamento, é possível, graças ao miniimplante da marca SIN, realizar o procedimento sem depender do paciente e, ainda assim, ter controle e previsibilidade dos resultados.

 

16 | Correção da Classe II com Distalização de Molares Utilizando Pendulum com Ancoragem Máxima e Retração de Todo o Arco Superior

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16

Correção da Classe II com

Distalização de Molares

Utilizando Pendulum com

Ancoragem Máxima e

Retração de Todo o

Arco Superior

Caso clínico, 382

A

má-oclusão de Classe II relacionada a fatores dentários com protrusão maxilar pode demandar extrações dentárias ou movimento de distalização dos molares superiores. Assim, o crescente interesse em técnicas alternativas às exodontias para o tratamento das más-oclusões culminou com o aparecimento de vários tipos de aparelhos que possibilitavam a movimentação distal dos molares superiores, sem que fosse necessária grande colaboração do paciente para que a distalização ocorresse. Muitos foram os desenhos desenvolvidos; no entanto, o pendulum preconizado por Hilgers acabou sendo o mais conhecido e originou várias modificações ao longo dos anos.

Algumas dessas modificações foram motivadas por falhas individuais que o aparelho apresentava,

Capitulo_16.indd 381

como dificuldade de higienização (principalmente na região do palato) e, de acordo com Almeida et al.

 

17 | Distalização com Ancoragem Máxima e Tracionamento de Incisivos

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17

Distalização com Ancoragem

Máxima e Tracionamento de Incisivos

Caso clínico, 405

Considerações finais, 433

A

conduta a seguir refere-se à continuação de um tratamento ortodôntico, em que se propôs o uso de aparelho extrabucal superior; no entanto, para sua realização, seria necessária a colaboração do paciente (o que não ocorreu). Na primeira consulta com o paciente, foi identificada uma má-oclusão de Classe II de Angle completa. Os pais do paciente informaram que outro tratamento ortodôntico havia sido realizado anteriormente, mas, por motivos estéticos, ele não gostaria mais de usar o aparelho extrabucal. Além disso, o paciente já estava sem os dentes da frente há muito tempo e, por isso, não gostaria de extrair outros.

Com base nas informações recebidas, chegou-se

à conclusão de que a opção mais viável para solucionar a má-oclusão daquele caso seria a extração de dois primeiros pré-molares e ancoragem máxima com mini-implantes, para que os dentes anteriores ganhassem espaço. No entanto, como o paciente

 

18 | Distalização de Molares com Pendulum Ancorado em Mini-Implante

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18

Distalização de Molares com Pendulum Ancorado em Mini-Implante

Caso clínico 1, 436

Caso clínico 2, 459

Considerações finais, 478

M

uito se discute sobre a possibilidade de distalização dos molares em adultos, principalmente pela existência dos segundos molares, mas também sobre os efeitos adversos da perda de ancoragem dos dentes anteriores e do tempo dispensado para a finalização dos tratamentos.

Contudo, vale ressaltar que, ao submeter os pacientes à possibilidade de escolher o tratamento ortodôntico, a maioria prefere não sofrer extrações; além disso, se o tempo de tratamento for o mesmo, provavelmente a opção de extração deixará de ser a melhor escolha. Ao oferecer as opções ao paciente,

é necessário levar em consideração a ética do ortodontista, pois é evidente a importância de todos os dentes em relação à estética facial, ao sorriso e à função mastigatória. No que diz respeito à prática de extrações, alguns questionamentos intrigam: será que não existe opção melhor? A evolução da Odontologia ainda tem espaço para tantas extrações? Se esse paciente fosse algum ente querido, ainda assim a extração seria a primeira escolha? Outro fator que

 

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