Manual de Referência para Procedimentos Clínicos em Odontopediatria, 2ª edição

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A segunda edição do Manual de Referência para Procedimentos Clínicos em Odontopediatria tem como objetivo contribuir para a continuidade do aprimoramento técnico-científico de odontopediatras. Desenvolvida por consultores científicos da Associação Brasileira de Odontopediatria (ABO-Odontopediatria) em conjunto com o Grupo Brasileiro de Professores de Ortodontia e Odontopediatria, esta obra contém diretrizes atualizadas para procedimentos clínicos recomendadas para os cuidados de crianças e adolescentes, que podem ser modificadas e adaptadas de acordo com as necessidades individuais do paciente e com a conduta do profissional. O destaque desta nova edição é a inclusão dos Graus de Recomendação A, B ou C, definidos a partir do nível de evidência gerado. É um livro importante para nortear a prática clínica da Odontopediatria, bem como um instrumento pedagógico fundamental para o ensino dessa especialidade nos cursos de graduação e pós-graduação do país.

 

26 capítulos

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1 Apresentação

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1

Capítulo

Apresentação

Maria de Lourdes de Andrade Massara

Paulo César Barbosa Rédua

Introdução

A Associação Brasileira de Odontopediatria (abo-odontopediatria) foi fundada em Belém (PA), em 20 de julho de 1960, com o objetivo de representar a Odontopediatria Brasileira.

Entre as finalidades da entidade está a de promover o aprimoramento técnico-científico dos seus filiados.

Histórico

A ideia do projeto de elaboração do

Manual de Referência para Procedimentos Clínicos em Odontopediatra surgiu no XX Congresso Brasileiro de Odontopediatria, realizado em Recife, em

2005, durante uma conversa informal entre os colegas Prof. Dr. Luiz Reynaldo de Figueiredo Walter/Londrina/

PR (então Presidente empossado da abo-odontopediatria), a Profa. Dra.

Maria de Lourdes de Andrade Massara/Belo Horizonte/MG e Dr. Paulo

César Barbosa Rédua/Vitória/ES (Presidente eleito da abo-odontopediatria gestão 2008-2011). O Prof. Luiz Walter nomeou o Dr. Paulo para coordenar o projeto e este convidou a Profa. Maria de Lourdes para auxiliá-lo, dividindo assim esta coordenação.

 

2 Papel do Odontopediatra

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Papel da Odontopediatria

2

Capítulo

Ronald Seaman Penido

Orlando Ayrton de Toledo

Sílvio Roberto C. Teixeira

A Odontopediatria em nosso país

é reconhecida pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO) como a especialidade responsável pelos cuidados odontológicos, preventivos e terapêuticos, destinados à criança e ao adolescente, incluindo aqueles que necessitam cuidados especiais.

Para que possa anunciar a especialidade odontopediátrica, o cirurgião dentista deve ter concluído um curso credenciado pelo CFO ou pelo Ministério da Educação, com duração mínima de setecentas horas, ou ter obtido o título de Mestre ou Doutor na área específica.

Quase todas as especialidades odontológicas focalizam os conhecimentos específicos de uma determinada área e procuram dominá-los em profundidade. A Odontopediatria, entretanto, abrange uma série de disciplinas, técnicas e procedimentos, que são também comuns a outras especialidades e que são aplicáveis à criança. Por esta razão, o odontopediatra pode, curiosamente, ser identificado como um verdadeiro clínico generalista que atende crianças e adolescentes. Este caráter confere à Odontopediatria uma imensa responsabilidade,

 

3 Ética ao Tratar ou Indicar o Paciente

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Ética ao Tratar ou

Indicar o Paciente

3

Capítulo

Ronald Seaman Penido

Orlando Ayrton de Toledo

A Associação Brasileira de Odontopediatria (abo-odontopediatria) acredita que todos os bebês, crianças e adolescentes têm direito a cuidados odontológicos que estejam dentro dos padrões éticos e de tratamento estabelecidos por nossa especialidade. Se um cirurgião-dentista falha ou é incapaz de oferecer o tratamento para uma determinada condição ou doença odontológica diagnosticada, ele tem a responsabilidade ética de indicar o paciente para um profissional capacitado a oferecer os cuidados necessários.

Foi feita uma revisão de documentos relacionados aos princípios éticos de organizações médicas e odontológicas¹.

Uma pesquisa no MEDLINE foi realizada utilizando os termos “Ética” e “Odontologia”. Especialistas em

ética médica e odontológica foram consultados².

O cirurgião-dentista (CD) tem a obrigação de agir de forma ética no atendimento de pacientes. Virtudes comumente aceitas como éticas incluem autonomia, beneficência, não maleficência e justiça. A autonomia reflete o direito de o paciente de estar envolvido nas decisões relativas ao tratamento. No caso de o pacien-

 

4 Manejo dos Diversos Estágios do Desenvolvimento da Oclusão

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Manejo dos Diversos Estágios do Desenvolvimento da

Oclusão

Objetivo

O objetivo da presente diretriz é nortear os odontopediatras quanto à supervisão do desenvolvimento da oclusão, durante os seus diversos estágios de maturação, trazendo parâmetros normativos para o diagnóstico, planejamento e tratamento ortodôntico interceptor, baseando-se, sempre que disponível, em evidências científicas. Tal diretriz intenciona, ainda, contribuir com os cursos de especialização e Mestrado Profissionalizante em Odontopediatria no sentido de estabelecer um currículo mais uniformizado no ensino de Ortodontia.

Método

A partir da diretriz publicada pela

Academia Americana de Odontopediatria

(AAPD)1, procurou-se adaptá-la a um roteiro mais próximo da realidade da formação do odontopediatra no Brasil. As referências bibliográficas referentes ao “Momento adequado para a interceptação das diversas más oclusões” estão acompanhadas do grau de recomendação, conforme o padrão

 

5 Adaptação Comportamental do Paciente Odontopediátrico

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Adaptação Comportamental do Paciente Odontopediátrico

5

Capítulo

Denise Ascenção Klatchoian

Júlio Carlos Noronha

Orlando Ayrton de Toledo

Introdução

O objetivo desta diretriz é o de orientar os profissionais de Odontopediatria, ao proporcionarem cuidados de saúde bucal para pacientes infantis, sejam eles crianças, adolescentes ou aqueles com necessidades especiais, o uso de técnicas não farmacológicas

(comportamentais) com a finalidade de adaptação do comportamento do paciente. A orientação do comportamento bem-sucedida permite à equipe de saúde executar com segurança e de forma eficiente um tratamento de melhor qualidade.

Princípios científicos oriundos das

áreas de  conhecimento sobre o crescimento e desenvolvimento neuromotor e social da criança constituem a base científica para transitar a orientação do comportamento.

Em virtude das diferenças de treinamento, experiência e da personalidade de cada clínico, o tipo de aproximação e manejo do comportamento de uma criança pode variar de um profissional para outro. Com comunicação eficaz, o odontopediatra e sua equipe podem aliviar o medo e a ansiedade, bem como ensinar mecanismos apro-

 

6 Risco e Atividade de Cárie – Consultas de Manutenção Preventiva

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Risco e Atividade de Cárie –

Consultas de Manutenção

Preventiva

Objetivo

A Associação Brasileira de Odontologia (abo-odontopediatria) tem como objetivo oferecer, nesta diretriz, recursos para ajudar os praticantes da especialidade a tomar decisões clínicas a respeito do cuidado preventivo de saúde bucal para bebês, crianças e adolescentes. Dessa forma, são apresentadas as evidências científicas atuais que suportam o uso da avaliação do risco e da atividade de cárie, para o planejamento de estratégias preventivas e restauradoras e para o agendamento das consultas periódicas de manutenção preventiva (CPMP).

Porque cada criança é única, estas recomendações são projetadas para o cuidado daquelas que não têm nenhuma circunstância médica alterada e estão com o desenvolvimento normal. Estas recomendações necessitarão de modificações para crianças portadoras de necessidades especiais ou para aquelas onde a doença ou o traumatismo estejam manifestando variações do normal.

 

7 Utilização de Recursos de Imagem para Diagnóstico em Odontopediatria

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Utilização de Recursos de

Imagem para Diagnóstico em Odontopediatria

Introdução

O exame radiográfico é a ferramenta mais utilizada como auxiliar de diagnóstico, proservação e acompanhamento do crescimento e desenvolvimento da criança e do adolescente.

Informações sobre prevalência, padrão e progressão da doença na população, situação socioeconômica e cultural da família somados à experiência presente e passada da lesão possibilitam uma estimativa de risco do paciente e do elemento dentário e determinam o momento ideal para a realização do exame radiográfico, a frequência e o número de tomadas radiográficas a serem realizadas em crianças e adolescentes.

A técnica empregada deve ser bem tolerada pelo paciente, além de oferecer condições satisfatórias de interpretação e ser efetiva para a doença a ser identificada.

O paciente e seus responsáveis devem receber todas as informações sobre a indicação do exame radiográfico ou de outro procedimento auxiliar de diagnóstico, assim como devem também ser elucidados quanto aos riscos

 

8 Uso de Fluoretos

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8

Capítulo

Uso de Fluoretos

Livia Maria Andaló Tenuta

Júlio Carlos Noronha

Sílvio Issao Myaki

Saul Martins de Paiva

Objetivo global da diretriz

O objetivo da presente diretriz é ajudar clínicos, pais e responsáveis a tomar decisões sobre o uso apropriado dos compostos fluoretados, como parte de um programa de saúde bucal para bebês, crianças, adolescentes e pessoas com necessidades especiais, considerando benefícios e riscos de seu uso, com base em evidências científicas.

Métodos

As orientações da presente diretriz são acompanhadas pelo grau de recomendação, estimado a partir do nível de evidência científica, conforme o quadro 1.1, no capítulo 1. Foram identificadas revisões sistemáticas da literatura sobre os assuntos fluoretação de águas de abastecimento público, dentifrícios fluoretados, soluções fluoretadas, produtos para aplicação profissional de fluoreto (géis, vernizes) e combinação de meios de uso de fluoreto, com enfoque na prevenção de cárie (benefícios) e efeitos deletérios (riscos). Questões clínicas para as quais não há ainda grau de recomendação “A”, foram abordadas com base

 

9 Aconselhamento Dietético em Odontopediatria

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Aconselhamento Dietético em Odontopediatria

9

Capítulo

Fabian Calixto Fraiz

Fernanda de Morais Ferreira

Ana Cristina Barreto Bezerra

Isabela Almeida Pordeus

Objetivo

A Associação Brasileira de Odontopediatria (abo-Odontopediatria) reconhece seu papel na promoção de uma alimentação saudável que apresente impacto positivo na qualidade de vida de crianças e adolescentes.

Métodos

A elaboração desta diretriz está baseada em uma revisão atual da literatura científica, realizada a partir de pesquisa no MEDLINE, LILACS e BBO, relacionada à alimentação de crianças e adolescentes, especialmente com foco no aconselhamento dietético. As orientações são acompanhadas pelo grau de recomendação, estimado a partir do nível de evidência científica, conforme o quadro 1.1, no capítulo

1.

Considerações gerais

A Odontopediatria deve acompanhar as modificações alimentares du-

rante os primeiros anos de vida, nas suas diversas dimensões (biológica, psicológica, social e cultural), estabelecendo estratégias e orientações específicas para contribuir com a adoção de uma prática alimentar saudável1.

 

10 Atenção Odontológica na Primeira Infância: Enfoque em Cárie Dentária

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Atenção Odontológica na

Primeira Infância: Enfoque em Cárie Dentária

Objetivo

A Associação Brasileira de Odontopediatria (abo-odontopediatria) reconhece na infância a oportunidade de adoção de medidas educativas e preventivas que tenham um impacto positivo na saúde bucal da população brasileira. Reconhece, também, a importância da participação e do envolvimento de todas as instituições, profissionais e organizações sociais, de forma integrada, para que se atinja esta meta, envolvendo o maior número possível de pessoas. Para isto, a abo-Odontopediatria propõe recomendações que abrangem a atenção odontológica durante os primeiros anos de vida para orientar as equipes envolvidas com a saúde bucal de crianças, sempre respeitando a especificidade de cada grupo populacional e as diferenças regionais.

Método

Esta diretriz está baseada em uma revisão da literatura atual na área odontológica, médica e de saúde pública, relacionada aos cuidados com a saúde bucal de crianças com pouca

 

11 Assistência Odontológica ao Adolescente

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Assistência Odontológica ao

Adolescente

11

Capítulo

Flávia Konishi

Denise Ascenção Klatchoian

Fábio Cesar Braga de Abreu-e-Lima

Objetivo

Introdução

A Associação Brasileira de Odontopediatria (abo-odontopediatria) reconhece que o paciente adolescente tem necessidades únicas e propõe fazer recomendações gerais para seu manejo, por meio desta diretriz.

Inexiste uma única definição de

“adolescente”1. De acordo com a

Constituição brasileira, considera-se adolescente a pessoa entre 12 e 18 anos de idade. A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, inclusive

à saúde com absoluta prioridade.

Segundo o IBGE, no último Censo de 2010, os dados coletados apontaram uma população formada por aproximadamente 24 milhões de adolescentes no Brasil, os quais representam cerca de 12% da população brasileira2.

Método

Estas recomendações são baseadas em uma revisão da literatura odontológica e médica atual relacionada à saúde bucal do adolescente. Foi conduzida uma busca no MEDLINE usando o termo “adolescente” combinado com

 

12 Papel da Profilaxia Dentária na Odontopediatria

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Papel da Profilaxia Dentária na Odontopediatria

12

Capítulo

Elâine Cristina Vargas Dadalto

Josimeri Hebling

Lilian Citty Sarmento

Objetivo

A Associação Brasileira de Odontopediatria (abo-Odontopediatria), defensora e promotora da saúde bucal de bebês, crianças e adolescentes, enfatiza a importância de se observarem as diretrizes quanto à realização da profilaxia dentária nas consultas e no acompanhamento periódico de promoção de saúde do paciente.

Método

Este capítulo foi elaborado com base nas diretrizes apresentadas pela

American Academy of Pediatric Dentistry (AAPD), adaptadas com informações obtidas da literatura por meio de consulta à base de dados Medline, utilizando-se os termos: “dental prophylaxis”, “pediatric dentistry”, “children”, “professional care”, “powered toothbrush”, “handpiece prophylaxis”, “end tufted toothbrush”, “dental enamel”,

“wear”, “roughness”, “fluoride”.

Os estudos obtidos foram avaliados e selecionados de acordo com a qualidade metodológica e hierarquia de evidências. Assim, as orientações da presente diretriz são acompanha-

 

13 O Uso de Anestésicos Locais em Odontopediatria

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O Uso de Anestésicos Locais em

Odontopediatria*

Objetivo

A Associação Brasileira de Odontopediatria (abo-odontopediatria) tem a intenção de que esta orientação ajude os profissionais a tomar decisões apropriadas ao realizar anestesia local para controlar a dor em bebês, crianças, adolescentes e em pessoas com necessidades especiais durante o atendimento odontológico.

Método

Estas diretrizes são fundamentadas em uma revisão da literatura médica e odontológica relacionada ao uso de anestesia local. Foi conduzida uma pesquisa na base de dados MEDLINE, usando-se os termos “anestesia” e “anestesia local”.

Fundamentos teóricos

Anestesia local é a perda temporária de sensação ou de dor, produzida por um agente topicamente aplicado ou injetado, sem deprimir o nível de consciência. Prevenir a dor durante procedimentos odontológicos pode fomentar o relacionamento entre o

13

Capítulo

Fábio Cesar Braga de Abreu-e-Lima

Luiz Cezar Fonseca Alves

 

14 Uso de Selantes

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Uso de Selantes

14

Capítulo

Carlos Alberto Feldens

Josimeri Hebling

Lourdes Aparecida Martins dos Santos Pinto

Paulo Floriani Kramer

Objetivo global da diretriz

O objetivo da presente diretriz é contribuir para a prática clínica do cirurgião-dentista (CD) quanto ao conhecimento sobre indicações, técnica operatória e efetividade do uso de selantes de fossas e fissuras, baseado em evidências científicas.

Métodos

Para que as recomendações da diretriz estivessem baseadas em evidências, foi realizada busca de artigos originais nas bases de dados MEDLINE (http:// www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/),

SCIELO (http://www.scielo.org/php/ index.php) e BIREME (http://regional. bvsalud.org/php/index.php) utilizando os seguintes termos:

“Pit and Fissure Sealants”[Mesh]

AND (prevention OR treatment) AND dental caries AND (child OR adolescent) AND (clinical trial OR “systematic review”)

A mesma estratégia de busca foi utilizada para a obtenção de revisões sistemáticas no Portal da Cochrane

 

15 Dentística Restauradora em Odontopediatria

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Dentística Restauradora em

Odontopediatria

15

Capítulo

Fernando Borba de Araújo

Sílvio Issao Myaki

Josimeri Hebling

A Associação Brasileira de Odontopediatria (abo-odontopediatria) apresenta esta diretriz para auxiliar odontopediatras e clínicos que atendem bebês, crianças e adolescentes na tomada de decisões relativas à abordagem restauradora. Os objetivos do tratamento restaurador são reparar ou limitar os danos causados pela doença cárie, preservando ao máximo as estruturas dentárias, restabelecendo função, estética (quando cabível), além de proporcionar uma condição que facilite a manutenção de uma boa higiene bucal.

A vitalidade pulpar deve ser mantida sempre que possível.

scielo.org/php/index.php), BIREME

(http://regional.bvsalud.org/php/index.php) e COCHRANE (http://www. cochrane.org/), utilizando os descritores indexados no DeCS (Descritores em

Ciências da Saúde) e no Mesh (Medical

Subject Headings): dental caries, minimal intervention, caries progression, pit and fissure sealants, parcial carious dentin removal, dental materials, adhesive dentistry, restorative dentistry.

 

16 Tratamento Restaurador Atraumático (ART)

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Tratamento Restaurador

Atraumático (ART)

16

Capítulo

Maria de Lourdes de Andrade Massara

Denise Stadler Wambier

Daniela Prócida Raggio

José Carlos P. Imparato

Introdução

A Associação Brasileira de Odontopediatria (abo-odontopediatria), em sintonia com a Organização Mundial de Saúde e com o Ministério da Saúde, reconhece a importância do Tratamento Restaurador Atraumático (ART), proposto por Dr. Jo E. Frencken (Universidade de Nijmegen, Holanda) e seus colaboradores, em meados dos anos 1980, dentro de um programa de atenção à saúde bucal implantado na

Faculdade de Odontologia de Dar ES

Salaam, na Tanzânia. Esta proposta surgiu da necessidade de se encontrar um método de controle do processo carioso e preservação de dentes cariados, em pessoas de todas as idades, de comunidades carentes, onde o único tratamento então oferecido era a exodontia1. Inclui um conjunto de medidas educativas e preventivas associadas às restaurações atraumáticas e tornou-se internacionalmente conhecida pela sigla ART (Atraumatic Restorative Treatment).

 

17 Terapia Pulpar em Dentes Decíduos e Permanentes Jovens

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Terapia Pulpar em

Dentes Decíduos e

Permanentes Jovens

Objetivo

A presente diretriz foi elaborada com o objetivo de descrever o diagnóstico das patologias pulpares e periapicais e recomendar as indicações, objetivos, passos operatórios e medicamentos para a terapia pulpar em dentes decíduos e permanentes jovens, com exceção do tratamento endodôntico, que será abordado apenas para dentes decíduos. Visa, portanto, fornecer recomendações para a prática clínica, com base nos conhecimentos científicos disponíveis, encorajando e estimulando a pesquisa em áreas com evidências insuficientes.

Métodos

Foi realizada busca de artigos nas bases de dados MEDLINE (http:// www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/),

SciELO

(http://www.scielo.org/php/ index.php), BIREME (http://regional. bvsalud.org/php/index.php) e COCHRANE (http://www.cochrane.org/), utilizando os descritores indexados no DeCS (Descritores em Ciências da

Saúde) e no Mesh (Medical Subject Headings): minimal intervencion, partial carious dentin removal, dental pulp

 

18 Periodontia Aplicada à Odontopediatria

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Periodontia Aplicada à

Odontopediatria

18

Capítulo

Orlando Ayrton de Toledo

Soraya Coelho Leal

Tatiana Degani Paes Leme Azevedo

A Associação Brasileira de Odontopediatria (abo-odontopediatria) apresenta este capítulo composto pelos tópicos descritos a seguir.

• Introdução.

• Importância do Exame Periodontal.

• Classificação das Doenças Periodontais.

• Doença Gengival Induzida por Placa.

• Periodontite Crônica; Periodontite

Agressiva; Doença Periodontal Necrosante e Periodontite como Manifestação de Doenças Sistêmicas.

• Conclusão.

O texto apresentado na 1ª edição deste manual serviu de base para a atualização deste capítulo. Adicionalmente, uma busca da literatura foi realizada no banco de dados Medline/

Pubmed, com os seguintes termos:

“Gingivitis” [Mesh] AND “Gingivitis,

NecrotizingUlcerative”[Mesh])

OR

“Periodontitis”[Mesh]. Todos os artigos publicados nos últimos 5 anos, com foco em criança, nos idiomas português, inglês e espanhol foram avaliados (limites: “últimos 5 anos”,

 

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