Tratamento Odontológico para Gestantes, 2ª edição

Autor(es): ECHEVERRIA, Sandra
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Objetiva e consistente, esta obra representa uma excelente fonte de informação sobre os cuidados especiais que devem ser dispensados à saúde bucal de gestantes. Quando realizados de maneira adequada, esses cuidados podem contribuir para melhorar a qualidade de vida, diminuir o risco de complicações obstétricas e até mesmo prevenir futuros problemas.
Atualizada com base nas mais recentes pesquisas na área, esta segunda edição de Tratamento Odontológico para Gestantes apresenta texto totalmente reformulado e conta ainda com um capítulo novo sobre doença periodontal e diabetes gestacional, tema de grande importância. Esse diferencial garante um conteúdo ainda mais valioso para os profissionais da área, em especial cirurgiões-dentistas.

11 capítulos

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Capítulo 1 – Introdução ao Atendimento Odontológico de Gestantes

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1

Gabriel Tilli Politano

Sandra Echeverria

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2/27/14 9:44 AM

O tratamento odontológico na gestação contém, há muito tempo, uma série de informações desencontradas e que não correspondem

à realidade, afastando cada vez mais a gestante do consultório odontológico e, portanto, de práticas ligadas ao seu bem-estar geral que a beneficiariam. Este livro tem o intuito de colocar as informações e palavras desencontradas em seu devido lugar, iluminando o conhecimento sombrio que alguns dentistas têm a respeito de condutas odontológicas na gestação e vislumbrando um novo panorama e um futuro iluminado para a odontologia na gestação. Faremos a seguir, de modo superficial, uma introdução ao assunto Atendimento odontológico de gestantes, que será abordado capítulo por capítulo neste livro de forma bastante completa e atual.

O problema do despreparo

Os cirurgiões-dentistas deveriam ser preparados corretamente para o atendimento de pacientes grávidas. Por apresentarem particularidades, elas merecem atenção redobrada e conhecimentos específicos.

 

Capítulo 2 – Pré-natal Médico

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Carlos Alberto Politano

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Neste capítulo será descrita toda a sistemática do acompanhamento pré-natal realizado pelo médico obstetra.

Serão fornecidos dados básicos dos seguintes temas: concepção; período embrionário; período fetal; assistência básica pré-natal; queixas comuns no pré-natal e rotina do pré-natal; calendário de consultas; gestação de alto risco (síndromes hemorrágicas, síndrome hipertensiva, amniorrexe prematura, infecção urinária, diabetes e anemias).

Da concepção ao embrião1,2

Os códigos genéticos transmitidos pelos pais no momento da fecundação determinam o sexo genético, o qual definirá a diferenciação sexual. A diferenciação gonadal começa na sexta semana e ocorre em épocas diferentes, sendo a ovariana

2 semanas após o início da diferenciação testicular, pois esta se faz graças ao fator determinante testicular produzido por um gene no cromossomo Y. A diferenciação ovariana se faz de modo passivo, pois ocorre na ausência do fator determinante testicular. Os oócitos (células germinativas femininas) são em torno de 6 a 7 milhões na primeira metade da gestação e por um processo de atresia sofrem uma redução, atingindo 1 a 2 milhões ao nascimento,

 

Capítulo 3 – Técnicas para Atendimento Odontológico de Gestantes

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Gabriel Tilli Politano

Sandra Echeverria

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Neste capítulo será abordada toda a sistemática do atendimento odontológico à gestante. Além de apresentarmos algumas características específicas da consulta, sugerimos uma ficha de anamnese dirigida, o que melhorará a coleta dos dados.

A

gestação causa uma série de alterações no organismo feminino, e algumas delas têm extrema relevância quando se pensa no atendimento odontológico dessas pacientes.

O aumento gradual da quantidade de sangue materno (independentemente do sangue fetal) induz também ao aumento da filtração glomerular e

à maior produção de urina, principalmente no último trimestre.1 Além disso, a bexiga é um órgão que fica extremamente comprimido pelo feto, principalmente no fim da gestação. Isso tudo faz com que a gestante necessite urinar mais vezes ao dia. Por isso, antes do seu atendimento odontológico, deve-se tomar o cuidado de solicitar que ela vá ao banheiro, evitando que esta necessidade ocorra durante o atendimento, principalmente naqueles mais longos.

 

Capítulo 4 – Doença Periodontal e Complicações Obstétricas

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Gabriel Tilli Politano

Sandra Echeverria

Renato Passini Júnior

Marcelo Luis Nomura

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2/27/14 9:42 AM

A gestação é um momento em que a saúde bucal deve ser acompanhada com muito cuidado, já que, neste período, algumas alterações mórbidas podem se tornar mais prevalentes. Anormalidades como hiperemia, edema e grande tendência ao sangramento gengival têm sido classificadas como gengivite gravídica.1 A prevalência dessa alteração varia entre 35% e 100%, tendo sua severidade gradualmente aumentada até a 36ª semana de gestação.2

É

comumente aceita a teoria de que o aumento brusco dos hormônios femininos circulantes durante a gestação

é responsável pela exacerbação da reação inflamatória gengival, principalmente por sua ação vasodilatadora.3

Apesar de a gestação intensificar a reação inflamatória no tecido gengival, o biofilme dentário, acúmulo de bactérias no dente, é de fundamental importância para o desenvolvimento desta afecção, sendo que seu controle por meio de escovação apropriada parece evitar inflamação e sangramento.4

 

Capítulo 5 – Terapêutica Medicamentosa na Gestação

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Gabriel Tilli Politano

Sandra Echeverria

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2/27/14 10:39 AM

O atendimento odontológico de gestantes, a cada dia que passa, vem se consagrando como necessidade indispensável. Pode-se dizer, baseado em manuais do Ministério da

Saúde, que a gestante deve receber avaliação odontológica durante esse período.

A

pesar das inúmeras evidências científicas atuais correlacionando doenças infecciosas bucais (doença periodontal) com o parto prematuro e/ou nascimento de bebês de baixo peso,1,2 muitos cirurgiões-dentistas e médicos ainda desacreditam na relevância de tal atendimento.

Uma das principais preocupações dos cirurgiões-dentistas em relação ao atendimento odontológico das gestantes é a segurança da utilização de medicamentos anestésicos, anti-inflamatórios, analgésicos, antibióticos, entre outros, principalmente o medo de que esses medicamentos atravessem a placenta e atinjam o feto de maneira prejudicial.

Realmente, esta é uma preocupação relevante, no entanto, o profissional que atende gestantes não pode desconhecer os mecanismos de ação desses medicamentos, o que implica riscos para o feto, podendo, portanto, realizar uma análise crítica dos riscos e benefícios desses medicamentos, caso seja necessária a sua utilização.

 

Capítulo 6 – Avaliação dos Sinais Vitais em Gestantes

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Gabriel Tilli Politano

Sandra Echeverria

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2/27/14 9:41 AM

Atualmente, a odontologia tem trabalhado visando à integralidade do paciente. Sob esta perspectiva, a avaliação dos sinais vitais daqueles que serão submetidos ao tratamento odontológico parece ser de extrema importância.

P

ode-se discorrer sobre esse assunto com alguns exemplos. Se pensarmos em procedimentos médicos realizados em ambientes hospitalares, em

100% dos casos há monitorização constante de frequência cardíaca e saturação de oxigênio. Será que este controle só deve ser executado em casos de sedação profunda e anestesia geral em ambiente hospitalar?

Mas se quisermos induzir os cirurgiões-dentistas a realizar a aferição dos sinais vitais, como podemos justificar então o fato de os médicos não realizarem esses controles em todas as consultas do paciente, por exemplo? Basta observarmos a diferença entre as consultas desses dois profissionais. Diferente dos médicos, os cirurgiões-dentistas frequentemente realizam os atendimentos com a utilização de medicações anestésicas locais, que, apesar de dificilmente causarem problemas de ordem sistêmica, são medicamentos com riscos potenciais, principalmente se aplicados em pacientes com alterações sistêmicas e/ou intravasculares.

 

Capítulo 7 – Aspectos do Desenvolvimento da Dentição no Período Pré-natal

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Elza Maria de Sá Ferreira

Sofia Takeda Uemura

Sandra Echeverria

Gabriel Tilli Politano

José Carlos Pettorossi Imparato

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2/27/14 9:40 AM

A gestação é um período fisiológico na vida da mulher, porém com profundas mudanças metabólicas, físicas e emocionais.

Esse momento é de vital importância para a mãe e para o feto, pois órgãos e sistemas estão sendo formados para que possam cumprir suas funções ao nascimento.

V

árias alterações de desenvolvimento e/ou congênitas podem ocorrer durante a formação do sistema estomatognático. A dentição decídua tem um período pré e um pós-natal de desenvolvimento, portanto, os fatores que podem interferir no desenvolvimento do feto, desde a concepção até o nascimento, também poderão afetar os dentes decíduos. Desse modo, o histórico detalhado da gestação e do momento do parto e a interpretação dos fatos de crescimento e desenvolvimento são essenciais para o diagnóstico, que determinará a conduta terapêutica das alterações observáveis nesses dentes.

 

Capítulo 8 – Conhecimento das Gestantes sobre Saúde Bucal

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Alice Pfister Sarcinelli

Paula Baião Nemer

Raquel Baroni de Carvalho

Urubatan Vieira de Medeiros

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2/27/14 9:40 AM

O acompanhamento odontológico durante a gestação somente será viável se houver um conhecimento amplo por parte das gestantes da relação existente entre sua saúde bucal e geral e a saúde geral de seu bebê. Se a gestante for consciente de que para isso necessitará de consultas periódicas ao dentista, teremos com certeza uma cliente assídua e disposta a colocar em prática todas as orientações do cirurgião-dentista.

Introdução

A abordagem odontológica atual fundamenta-se no Modelo de Promoção de Saúde, que busca uma visão holística do indivíduo, voltada para a manutenção de sua saúde e não o tratamento de doenças. Entender o ser humano em sua totalidade biológica e social faz com que os profissionais possam alcançar seu universo particular e adotar medidas compatíveis com ele. A atitude comportamental baseada em promover a saúde ocorre via conhecimento, num processo em que as pessoas se conscientizam e desenvolvem habilidades.1

 

Capítulo 9 – Gestante Adolescente

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Andrea Hercowitz

Cristiane Wada Figueiredo

Sandra Echeverria

Gabriel Tilli Politano

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É comum nos depararmos hoje com a gestação no período da adolescência. Essa condição exige do cirurgião-dentista uma abordagem diferenciada à gestante, a qual deve unir os conceitos da fisiologia da gestação, tratamento odontológico, bem como os conceitos utilizados na odonto-hebiatria, lançando mão de linguagem e abordagem apropriadas.

Adolescência

A dolescência é a transição da infância para a vida adulta. É passagem e transformação. É mudança de estilo e personalidade.

Durante essa fase, a busca da identidade adulta e independência são os principais objetivos, acompanhados pelas mudanças físicas e cognitivas.

Para vivenciar todas essas mudanças, o adolescente passa por momentos de experimentação e perdas, de modo a reformular os conceitos que tem a respeito de si mesmo e do mundo.

Durante esse rito de passagem, o jovem vivencia três grandes perdas:

 

Capítulo 10 – Contaminação Bucal de Fetos

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Gabriel Tilli Politano

Sandra Echeverria

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Discutiremos um dos enigmas da odontologia: como, quando e por que desenvolvemos contaminação intrabucal específica?

A

tualmente já se sabe que a doença cárie só ocorre na presença de alguns microrganismos específicos, entre os quais, o Streptococcus mutans. Ou seja, para que um adulto ou mesmo uma criança adquiram essa doença, algumas bactérias deveriam estar presentes na cavidade bucal. Mas algumas dúvidas ainda persistem nos dias de hoje:

• Todas as pessoas terão esses microrganismos em sua cavidade bucal?

• Quando esses microrganismos se instalam pela primeira vez na boca dos bebês?

• Há alguma relação com o período intrauterino?

• Há alguma relação com o período neonatal?

• Dá para prevenir essa contaminação e livrar as pessoas da doença cárie atuando no recém-nascido?

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Contaminação Bucal de Fetos

 

Capítulo 11 – Doença Periodontal e Diabetes Gestacional

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Gabriel Tilli Politano

Flávia Konishi

Sandra Echeverria

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A doença periodontal tem se mostrado perigosa para o organismo como um todo. Pesquisas evidenciam a associação entre periodontite e diversas complicações sistêmicas, em gestantes ou não. Em relação à diabetes, especificamente aquela que acontece no período gestacional, não é diferente. Este capítulo abordará todas as definições e estudos necessários para o entendimento dessa possível associação.

O

diabetes é uma doença que pode atingir mulheres previamente à gravidez ou mesmo iniciar-se durante o período gestacional. Na mesma linha de pesquisa que objetiva estudar a associação entre infecção periodontal e complicacões obstétricas, análises recentes têm sugerido a relação entre a infecção bucal e o diabetes.

O consenso da American Academy of Periodontology1 evidencia que a periodontite e o diabetes se correlacionam por uma “via de mão dupla, ou seja, uma interferindo na outra. A glicemia de pacientes portadores de diabetes grave é comumente aumentada, assim como, quanto mais alto o grau da diabetes, maior o comprometimento periodontal.

 

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