Fundamentos de Histologia

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O livro Fundamentos de Histologia visa dar aos estudantes das áreas em que a Histologia é ministrada a base sólida para as demais disciplinas constantes dessas áreas, como Fisiologia, Bioquímica, Biologia Molecular e Patologia por exemplo. Isto é possível dada a longa experiência didática e científica dos autores. Esta obra tem uma extensa quantidade de fotomicrografias e de eletromicrografias, a maioria com setas indicativas que além de identificar cada estrutura celular, ao mesmo tempo fornece suas funções. Segundo nossa experiência, tal fato facilita muito não só o estudo do leitor que pela primeira vez toma contato com a matéria, mas também auxilia sobremaneira a recordação e o estudo visando à avaliação. Chama a atenção também o fato de praticamente em todos os capítulos existirem itens que informam sobre o interesse clínico do capítulo em estudo. Cremos que isso também é importante, pois justifica ao leitor o porquê da necessidade de seu conhecimento.

25 capítulos

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Capítulo 1 – Método de Estudo

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Capítulo

Métodos

Estudo

de

1

Álvaro Glerean

Manuel de Jesus Simões

A Histologia consiste do estudo dos constituintes do organismo ao microscópio, ou seja, a sua estrutura em nível microscópico. Pode incluir o estudo de cada célula (Citologia), o estudo de conjuntos de células similares conhecidas como tecidos (Histologia propriamente dita) e o estudo dos vários órgãos (Organologia).

A olho nu, próprio do nível dito macroscópico, só se pode detectar estruturas que possuam no mínimo 0,1 mm de diâmetro, devido à arquitetura do globo ocular (Fig. 1.1). Visto que as células medem em média 0,01 a 0,003 mm de diâmetro, necessitamos utilizar equipamentos que as ampliem e dêem boas definições de imagem.

No olho, há pequenos receptores visuais (células) conhecidos como cones e bastonetes. Quando se vê dois objetos muito próximos um do outro,

ambas as imagens vão ser captadas por um único cone, e não por dois, dando a impressão de que

 

Capítulo 2 – Núcleo e Ciclo Celular

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Capítulo

Núcleo

e

Ciclo Celular

2

Manuel de Jesus Simões

Aloísia Rondon da Silva

Ismael Dale Cotrin Guerreiro da Silva

A capacidade de crescer e se reproduzir é atividade fundamental em alguma etapa de todas as células. Este processo é denominado ciclo celular.

Através dele o corpo humano inicia sua existência a partir de uma única célula, o zigoto. Esta passa por duplicações celulares sucessivas, tanto ao longo do período embrionário como ao longo do desenvolvimento do organismo, pois, mesmo no adulto, as divisões celulares continuam frequentes.

O ciclo celular é dividido em duas fases distintas: intérfase, na qual a célula cresce e se prepara para a divisão, e mitose, que é a divisão propriamente dita. Deve ser considerado que alguns tipos celulares, uma vez formados, não apresentam mais ciclo celular, tal como ocorre com os neurônios e as células musculares cardíacas após o nascimento.

Quem comanda todo o mecanismo celular é o

 

Capítulo 3 – Citoplasma

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Capítulo

Citoplasma

3

Álvaro Glerean

Lucinda Nogueira Persona

O citoplasma representa, geralmente, a maior parte da célula. Envolve o núcleo e é delimitado pela membrana plasmática. O citoplasma está representado por grande variedade de moléculas,

íons e água, além de organelas e inclusões. Organelas são componentes permanentes das células, que apresentam funções definidas. Como exemplo, podem-se citar o retículo endoplasmático, aparelho de Golgi, lisossomos etc, as quais são geralmente envolvidas por membrana. Inclusões são componentes temporários das células. Como exemplo, podem-se citar glicogênio, lipídeos e pigmentos.

MEMBRANA PLASMÁTICA

Representa o limite externo da célula. Não é visível ao microscópio de luz, podendo ser vista ao microscópio eletrônico de transmissão como uma estrutura trilaminar denominada unidade de membrana, que apresenta espessura que varia de

7,5 a 10 nm. As membranas plasmáticas são formadas por duas camadas de lipídeos (principalmente fosfolipídeos e colesterol), com os agrupamentos não polares (hidrófobos) voltados para o centro da membrana e agrupamentos polares (hidrófilos) nas superfícies externas, além de proteínas dispostas de diversas maneiras, que serão explicadas adiante

 

Capítulo 4 – Introdução ao Estudo dos Tecidos

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Capítulo

Introdução ao Estudo dos Tecidos

4

Álvaro Glerean

Manuel de Jesus Simões

O corpo é formado por vários tipos de células e por substância entremeada entre elas denominada matriz. Como as células são constituídas de organelas comuns, o que especifica sua função é a quantidade, o arranjo e a distribuição das mesmas pelo citoplasma. De tal maneira que, observando a concentração, distribuição e tipos de organelas, podemos inferir a função de uma determinada célula. Neste capítulo abordaremos as caracteríticas das principais células secretoras.

Células que secretam proteínas – A síntese proteica está relacionada aos ribossomos, que podem estar ou não aderidos à membrana do retículo endoplasmático (RE). Podemos agrupar as células que secretam proteínas em dois tipos:

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que secretam proteínas para o citoplasma; que secretam, segregam e exportam proteínas para o meio extracelular.

Células que secretam proteínas para o citoplasma: apresentam grande concentração de ribossomos livres ou ligados a moléculas de RNA mensageiro. O mecanismo básico da síntese é sempre o mesmo, independentemente de onde ela ocorra. Além do RNA mensageiro (RNAm) e dos ribossomos é importante também a presença do

 

Capítulo 5 – Tecido Epitelial

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Capítulo

Tecido Epitelial

5

Danilo Carreiro de Teves

Manuel de Jesus Simões

Rejane Daniele Reginato

O tecido epitelial é caracterizado por um conjunto de células justapostas, isto é, dispostas lado a lado, unidas por junções celulares, com escasso material intercelular. Este tecido, além de recobrir as superfícies livres do organismo, externas e internas, pode invaginar-se e formar glândulas.

FUNÇÕES DOS EPITÉLIOS

Proteção: os epitélios de revestimento formam uma barreira que separa o corpo humano do meio ambiente. A epiderme, por exemplo, forma uma verdadeira barreira contra agressões do meio ambiente.

Absorção: ocorre geralmente em superfícies, no caso dos intestinos delgado e grosso.

Secreção: alguns epitélios estão adaptados à secreção, como os epitélios gástrico, intestinal, uterino e tubário. Existem células epiteliais especializadas na secreção de proteínas, glicoproteínas

(muco), esteroides etc.

Transporte ativo de íons: alguns epitélios modificam-se no sentido de aumentar sua eficiência no transporte de íons. Exemplos são encontrados nos túbulos contorcidos dos rins e nos ductos estriados das glândulas salivares.

 

Capítulo 6 – Tecido Conjuntivo

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Capítulo

Tecido Conjuntivo

6

Danilo Carreiro de Teves

Manuel de Jesus Simões

Cristiane Damas Gil

O conjuntivo é um tecido de origem mesenquimal, amplamente distribuído pelo corpo. Sua principal característica é a grande quantidade de matriz intercelular. A proporção entre células e matriz varia muito e serve de critério de classificação.

Desempenha múltiplas funções que dependem do tipo e da quantidade de matriz e células presentes, mais o seu modo de organização.

Reparação: possui células que sintetizam os componentes da matriz extracelular, são fonte de novas células para o tecido, fagocitam células e tecidos mortos e algumas possuem capacidade contrátil para fechamento de feridas.

FUNÇÕES DO TECIDO CONJUNTIVO

O tecido conjuntivo encontra-se em todas as regiões do corpo, apresentando muitos tipos celulares. Podemos classificar tais células em: transitórias ou temporárias (por exemplo, leucócitos), e residentes ou permanentes, que se diferenciam no tecido conjuntivo e por lá permanecem (p. ex., fibroblastos, mastócitos, plasmócitos, células mesenquimais e células adiposas) (Fig. 6.1).

 

Capítulo 7 – Cartilagem

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Capítulo

Cartilagem

7

Estela Sasso Cerri

Paulo Sérgio Cerri

Rejane Daniele Reginato

Eduardo Katchburian

A cartilagem é uma variedade de tecido conjuntivo que apresenta a matriz firme, porém flexível, o que confere resistência a tensões mecânicas. Possui grande concentração de matriz, e células especializadas que nela ficam aprisionadas.

Funções da Cartilagem

Sustentação: está relacionada à arquitetura e sustentação do corpo. É um dos primeiros sistemas de sustentação do corpo, e no curso da ontogênese logo é substituída por tecido ósseo, porém permanecendo em alguns locais do esqueleto, como nas articulações, ou ainda no arcabouço de algumas estruturas e órgãos, como na parede do pavilhão auditivo, no nariz, na laringe, na traqueia e nos brônquios.

Amortecimento: a flexibilidade e a resistência da cartilagem à compressão permitem que ela atue na absorção de choques.

Movimento: sua superfície lisa permite o movimento com pouco atrito, uma vez que recobre as superfícies articulares dos ossos (tal como ocorre nas articulações sinoviais).

 

Capítulo 8 – Tecido Ósseo

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Capítulo

Tecido Ósseo

8

Estela Sasso Cerri

Paulo Sérgio Cerri

Rejane Daniele Reginato

Eduardo Katchburian

O tecido ósseo é uma variedade de tecido conjuntivo, cuja matriz apresenta-se mineralizada. É um dos tecidos mais resistentes e rígidos do corpo humano. Entre suas funções destacam-se:

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sustentação e conformação: suporta pressões e serve de apoio para as partes moles do corpo; locomoção: junto com o músculo estriado esquelético forma o sistema locomotor, constituindo um sistema de alavancas que realizam movimentos em consequência à contração muscular; proteção: forma uma “caixa” rígida onde se alojam órgãos vitais (p. ex., encéfalo, medula espinhal, coração e pulmões); reserva de sais: armazena cálcio, fósforo, sódio, magnésio e potássio. O esqueleto contém vários íons, por exemplo, 99% do cálcio do organismo encontra-se no osso, constituindo, portanto, um reservatório deste elemento; hematopoiese: é dentro dos ossos, medula óssea que são produzidos eritrócitos, plaquetas e a maioria dos leucócitos após o nascimento.

 

Capítulo 9 – Tecido Nervoso

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Capítulo

Tecido Nervoso

9

Rita de Cássia Ribeiro da Silva Lapa

Álvaro Glerean

Este tecido origina-se do neuroectoderma e forma estruturas que são divididas anatômica e funcionalmente em Sistema Nervoso Central (SNC)

– localizado dentro da cavidade craniana e do canal vertebral, e Sistema Nervoso Periférico (SNP) – que une o central aos órgãos periféricos. O tecido nervoso está relacionado com:

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Sistema nervoso central

percepção e identificação das condições ambientais externas; percepção e identificação das condições dentro do próprio corpo; elaboração de respostas que adaptem o organismo a essas condições.

O SNC, formado pelo encéfalo e pela medula espinal, origina-se diretamente do neuroectoderma e é formado principalmente por células e pouca substância intercelular (ácido hialurônico). Apresenta como unidade funcional o neurônio, que em condições normais após o nascimento raramente entra em mitose. Além dos neurônios, o tecido nervoso do SNC é composto pela neuróglia ou células da glia, responsáveis pela sustentação, nutrição e defesa, podendo se multiplicar e, no caso, ocupar

 

Capítulo 10 – Tecido Muscular

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Capítulo

Tecido Muscular

10

Danilo Carreiro de Teves

Manuel de Jesus Simões

Há células no nosso organismo que possuem habilidades contráteis que, associadas aos componentes da matriz extracelular, atuam na locomoção e nos movimentos propulsores e de constrição. Ao agrupamento destas células damos o nome tecido muscular.

As células musculares apresentam algumas pe­ culiaridades quanto à sua estrutura e aos termos histológicos. A maioria dos termos referentes aos seus constituintes vem da palavra grega sarx, que significa carne, por exemplo, sarcófago é onde se guarda o corpo. De tal maneira que membrana celular é denominada sarcolema, retículo endoplasmático agranular, retículo sarcoplasmático, mitocôndrias de sarcossomos e o citoplasma, sarcoplasma.

O tecido muscular é derivado do mesoderma, e pode ser classificado em: estriado e liso. O termo estriado deve-se à presença de estriações citoplasmáticas observadas ao microscópio de luz. O tecido muscular estriado por sua vez é subdividido, ainda, em esquelético e cardíaco.

 

Capítulo 11 – Sangue

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Capítulo

Sangue

11

Mizue Imoto Egami

Ricardo dos Santos Simões

O sangue é um tecido de natureza conjuntiva, constituído de glóbulos sanguíneos e plaquetas, suspensos em um meio líquido denominado plasma sanguíneo. Circula dentro do sistema vascular transportando oxigênio e nutrientes para todos os tecidos do organismo.

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Funções do Sangue

O sangue encontra-se dentro dos vasos sanguíneos que, por sua vez, estão espalhados por todo o corpo. Apresenta várias funções, para manter a homeostase celular, entre as quais podemos citar:

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transporte de gases dissolvidos no plasma ou aderidos à superfície celular. Um exemplo é o transporte do gás carbônico. Este se encontra principalmente sob a forma de bicarbonato, o qual constitui um sistema-tampão para o organismo. Outro exemplo é o oxigênio. Este, preferencialmente, está ligado à hemoglobina existente dentro das hemácias; nutrição: no sangue, principalmente no plasma, encontram-se dissolvidas as substâncias que vão nutrir as células, tais como aminoácidos, lipídeos, açúcares, vitaminas, íons etc.; via de distribuição ou de remoção de substâncias: os hormônios, mediadores químicos e substâncias tóxicas oriundas do metabolismo circulam pelo sangue e exercerão seus efeitos, ou serão eliminados em outros órgãos;

 

Capítulo 12 – Medula Óssea e Hematopoiese

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Capítulo

Medula Óssea e

Hematopoiese

12

Manuel de Jesus Simões

Mizue Imoto Egami

Para a manutenção de um organismo multicelular, é necessária a presença, entre outros, de um sistema de defesa e de distribuição de nutrientes.

Neste capítulo, são abordados os precursores dos eritrócitos, leucócitos e plaquetas, elementos relacionados à defesa, coagulação e trocas gasosas. No adulto com 70 kg, a medula óssea deve produzir aproximadamente um trilhão de células por dia.

Esta produção é mantida por um pequeno número de células-tronco (stem cells), dotadas de alto potencial de diferenciação, e que representam 0,1% das células nucleadas da medula óssea.

Os processos envolvidos na gênese dos diversos tipos de células do sangue, a partir das células­

‑tronco, são coletivamente chamados hematopoiese e incluem: autorregeneração das células-tronco; restrição da progênie das células-tronco a uma

única linhagem celular; e proliferação e diferenciação das células precursoras em células maduras e funcionais. A deficiência da hematopoiese, com diminuição de todas as linhagens celulares oriundas das células-tronco, é denominada aplasia medular.

 

Capítulo 13 – Sistema Circulatório

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Capítulo

Sistema Circulatório

13

Adelino Moreira de Carvalho

Ricardo dos Santos Simões

Manuel de Jesus Simões

O sistema circulatório abrange os sistemas sanguíneo e linfático. O sistema sanguíneo é formado por uma bomba muscular, o coração, e vasos sanguíneos, a saber: artérias, arteríolas, capilares, vênulas e veias. O sistema linfático é constituído de capilares, vasos, cisternas e ductos linfáticos.

Tendo como ponto de referência o coração, o sistema sanguíneo pode ser dividido em: circulação sistêmica (ventrículo esquerdo, aorta e corpo de maneira geral sendo que o sangue voltara para o coração pelas veias cavas); e circulação pulmonar

(ventrículo direito, artérias pulmonares e pulmão, sendo que o sangue voltará para o coração pelas veias pulmonares). A circulação sistêmica tem por função básica levar nutrientes, hormônios, oxigênio, gases de natureza variada, mediadores químicos, íons etc. até a intimidade dos tecidos, ou seja,

 

Capítulo 14 – Sistema Linfático

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Capítulo

Sistema Linfático

14

Mizue Imoto Egami

Manuel de Jesus Simões

Órgãos linfáticos são estruturas onde ocorrem diferenciação e maturação das células linfocitárias.

Em alguns desses órgãos, pode ocorre ainda a filtração da linfa ou do sangue. São constituídos de uma variedade de tecido conjuntivo denominado tecido linfático ou linfoide, o qual é formado por uma trama tridimensional de células reticulares

(células reticuloepiteliais no timo), fibras reticulares (colágeno tipo III) e macrófagos fixos. Nas malhas desse retículo citofibrilar dispõem-se principalmente linfócitos B e T em diversas fases de maturação, macrófagos livres e plasmócitos.

O tecido linfoide é essencial para as defesas imunológicas do corpo contra bactérias, fungos e vírus. As substâncias estranhas que entram no nosso organismo e sensibilizam o sistema imunológico são denominadas alérgenos. Essas substâncias são reconhecidas por células de defesa que, por sua vez, secretam glicoproteínas denominadas anticorpos, os quais inativam os alérgenos.

 

Capítulo 15 – Sistema Digestório

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Capítulo

Sistema Digestório

15

Joaquim Evêncio Neto

Liriane Baratella Evêncio

O sistema digestório é composto por cavidade bucal, tubo digestório propriamente dito (esôfago, estômago e intestinos) e glândulas anexas. Está relacionado principalmente à ingestão, processamento dos alimentos, absorção dos nutrientes e eliminação de resíduos. Além disso, desempenha a função de defesa e secreta hormônios. A sua morfologia é variável, dependendo do papel funcional específico de cada porção do sistema (Fig. 15.1).

Cavidade oral

Fígado

CAVIDADE ORal

Embriologicamente, é formada pela invaginação do revestimento ectodérmico entre os processos maxilar e mandibular do primeiro arco faríngeo, sendo o local por onde vai entrar o alimento.

A cavidade oral estende-se desde os lábios da boca até o istmo das fauces. É subdividida em vestíbulo da boca, espaço delimitado pelos lábios da boca e as bochechas, externamente, e pela gengiva e dentes internamente; e a cavidade própria da boca, limitada pelas arcadas dentárias, gengiva e dentes e, posteriormente, abrindo-se na faringe. No seu interior encontra-se a língua.

 

Capítulo 16 – Glândulas Anexas ao Sistema Digestório

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Capítulo

Glândulas Anexas ao

Sistema Digestório

16

Álvaro Aguiar Coelho Teixeira

Valéria Wanderley Teixeira

As glândulas anexas participam da digestão dos alimentos, no entanto não estão localizadas na parede do tubo digestório propriamente dito. Estão representadas pelas glândulas salivares maiores, pelo pâncreas e fígado, que liberam seu produto de secreção na luz da cavidade bucal ou do tubo digestório por intermédio de um sistema de ductos.

Além disso, o fígado desempenha atividades metabólicas gerais. O tubo digestório propriamente dito inicia-se no esôfago e termina no ânus.

Várias são as funções das glândulas anexas ao sistema digestório, por exemplo, as glândulas salivares estão relacionadas com:

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umedecimento, lubrificação e higienização da cavidade bucal: o contato dos alimentos com a saliva durante a mastigação forma uma massa viscosa facilmente deglutida. A lubrificação dos lábios, língua e bochechas permitem que estas estruturas movimentem-se livremente umas sobre as outras durante os movimentos fonoarticulatórios. A saliva retira partículas alimentares, células epiteliais e bactérias.

 

Capítulo 17 – Sistema Respiratório

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Capítulo

Sistema Respiratório

17

Itamar Souza de Oliveira-Júnior

Danilo Carreiro de Teves

Álvaro Glerean

É formado por um sistema tubular que adentra os pulmões e que tem como função principal captar o ar do meio externo e realizar as trocas gasosas entre o sangue e o ar atmosférico. É composto pelo nariz, faringe, laringe, traqueia, brônquios, bronquíolos, ductos e sacos alveolares. O sistema respiratório desempenha várias funções devido o ar que inspiramos não estar nas condições adequadas para se realizar a hematose (absorção de oxigênio e eliminação do gás carbônico), precisando ser tratado. Desempenha simultaneamente as seguintes funções:

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filtração, retenção e defesa: é a porta de entrada do ar inspirado, filtra e retêm as impurezas e os germes, por meio de pelos (vibrissas), cílios e muco (aparelho mucociliar); regulação da temperatura: o ar inspirado raramente se encontra na temperatura corpórea

 

Capítulo 18 – Pele e Anexos

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Capítulo

Pele e Anexos

18

Osvaldo Gianotti Filho

Ricardo dos Santos Simões

Álvaro Glerean

A superfície externa do corpo é revestida por um tecido epitelial denominado epiderme que se localiza sobre um tecido conjuntivo, a derme. Ao conjunto epiderme e derme dá-se o nome pele ou tegumento. Esta contém várias estruturas anexas, tais como: glândulas sebáceas, sudoríparas, unhas e pelos (Fig. 18.1).

Epiderme

Pelo

Glândula sebácea

Funções da Pele

Dada a sua extensão, a pele é considerada um dos principais órgãos do corpo. Representa 16% do peso corpóreo, sendo um órgão vital, ou seja, sem ela a vida não é possível. Além disso, pode ser alvo de inúmeras doenças. Assim, a pele tem muitas funções, intimamente ligadas à sua estrutura complexa, tais como:

∙∙ vida de relação (sensorial): a primeira e mais lembrada função da pele é a sua capacidade de receber estímulos do meio ambiente. Isto

é possível porque é ricamente inervada, apresenta inúmeros receptores especializados para diversas percepções, como dor, temperatura, pressão e tato propriamente dito;

 

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