Odontopediatria, 9ª edição

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Após 28 anos da primeira edição, o leitor mais uma vez tem em mãos a soma do conhecimento de muitos professores e pesquisadores que não mediram esforços para que esta obra se mantivesse como referência na prática da Odontopediatria no Brasil e na América Latina. Voltada para o cirurgião-dentista, especialista ou não, que atende crianças, a nova edição do clássico da Odontopediatria foi completamente atualizada sem, contudo, perder de vista o seu objetivo principal: apresentar a maior variedade de informações, com bases científicas, sem esquecer da principal meta: o enfoque clínico.

48 capítulos

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1. Odontogênese

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1

Odontogênese

Antonio Carlos Guedes-Pinto,

Elaine Marcílio Santos e Anna Carolina Volpi Mello-Moura

Embriologia geral

Após a fecundação, com a penetração do espermatozoide no ovócito, o zigoto inicia as séries de clivagens, com o deslocamento em direção ao útero, atingindo a fase de mórula (esfera de 64 células, com aparência de amora). Nessa fase, em torno de 4 a 6 dias após a fecundação, a mórula começa a formar uma cavidade central cheia de líquido, denominada blastocele, e passa a ser intitulada blastocisto.

Na 2a semana de vida intrauterina, o blastocisto, ou embrioblasto, evolui para disco oval, composto por duas camadas de células (ectoderma e endoderma), denominado embrião bilaminar. Grandes mudanças ocorrem no embrião quando de sua passagem do disco embrionário bilaminar para o embrionário trilaminar, composto por três camadas germinativas, pela formação de uma camada celular intermediária, entre o endoderma e o ectoderma, denominada mesoderma.

 

2. Erupção Dentária

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2

Erupção

Dentária

Antonio Carlos Guedes-Pinto,

Elaine Marcílio Santos e Daniella Ferraz Cerqueira

Introdução

Os movimentos de erupção que caracterizam cada uma dessas fases são descritos a seguir.

A erupção dentária é uma expressão que a maioria dos leigos, cirurgiões-dentistas e até mesmo especialistas usa para se referir ao momento no qual o dente irrompe na cavidade bucal. Esse marco significativo do processo de erupção é uma das etapas de todo o fenômeno, que tem início nos primórdios da odontogênese e acompanha o órgão dentário por toda a vida.

O fenômeno de erupção foi classicamente dividido em três fases: pré-eruptiva, eruptiva e pós-eruptiva. Entretanto, de acordo com Marks Jr. e Schroeder, o processo de erupção dentária pode ser dividido em cinco fases: movimentação pré-eruptiva, erupção intraóssea, penetração na mucosa, erupção pré-oclusal e erupção pós-oclusal.1 Katchburian e Arana adotam também essa classificação e comentam que, na fase eruptiva, podem ser diferenciados momentos nos quais ocorrem mudanças, tanto na velocidade de erupção quanto nas estruturas envolvidas no processo.2

 

3. Rizólise

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3

Rizólise

Antonio Carlos Guedes-Pinto,

Elaine Marcílio Santos e Isabela Capparelli Cadioli

Introdução

O fenômeno da rizólise dos dentes decíduos é um processo normal da reabsorção radicular, caracterizado pela destruição gradativa dos tecidos dentários duros e moles. Ocorre por tempo mais ou menos prolongado e tem seu início aproximadamente 3 a 4 anos antes de o dente sofrer a esfoliação, variando de acordo com o grupo dos dentes observados.

Os estudos sobre a rizólise são de longa data e as primeiras observações descritas, segundo Kronfeld, ocorreram em meados do século 19.1

No processo de reabsorção radicular, as raízes adquirem novas configurações, o que determina alterações na posição do forame apical, bem como na

área de bi ou trifurcação dos molares decíduos. Essas mudanças são de grande importância para o clínico, que deve estar apto para o diagnóstico das ocorrências normais e das possíveis alterações que surgem durante o processo de reabsorção.2

 

4. Anatomia dos Dentes Decíduos

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4

Anatomia dos

Dentes Decíduos

Antonio Carlos Guedes-Pinto,

José Carlos Pettorossi Imparato e Fausto Medeiros Mendes

Introdução

A anatomia dentária é a parte da anatomia humana que estuda o órgão dentário e os tecidos em que ele está inserido, os quais, juntos, formam o complexo aparelho mastigatório do ser humano.1 Os profissionais que optam pela especialidade da Odontopediatria têm a obrigação de conhecer a morfologia dos dentes decíduos em todos os seus aspectos, haja vista a grande parte do trabalho clínico realizado sobre essa fase da dentição. Segundo Braly, não há ciência básica mais valiosa ao cirurgião-dentista que o conhecimento da forma e da função das dentições humanas.2 Apesar disso, esse tema pouco enfatizado nas disciplinas de

Odontopediatria.

Muitos autores descrevem a importância do conhecimento da anatomia dentária no restabelecimento anatomofuncional quando ocorre a perda de estrutura dentária decorrente dos processos de cárie.2-4

 

5. Desenvolvimento da Dentição Decídua

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5

Desenvolvimento da

Dentição Decídua

Antonio Carlos Guedes-Pinto,

Eduardo Guedes-Pinto e Anna Paula Verrastro

Introdução

Para êxito no diagnóstico, na elaboração do plano de tratamento e na execução de procedimentos clínicos em Odontologia, é necessário conhecer os dentes e a sua forma, seu crescimento e desenvolvimento, o desenvolvimento das dentições e as alterações que ocorrem durante esse período.

A etiologia das deformidades dentofaciais engloba fatores genéticos, hereditários e ambientais. Os genéticos e hereditários determinam o padrão de crescimento do indivíduo, enquanto os ambientais envolvem hábitos musculares, frequentemente associados a funções alteradas, como sucção não nutritiva prolongada, hábito alimentar inadequado, distúrbios respiratórios e postura inadequada da língua.1,2

A tendência atual na área de saúde é enfatizar a prevenção e a detecção precoce dos ligeiros desvios da normalidade, aplicando medidas mais simples para evitar sua influência negativa nos estágios seguintes de desenvolvimento e, consequentemente, da oclusão futura.

 

6. Características e Análise da Dentição Decídua

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6

Características e Análise da

Dentição Decídua

Antonio Carlos Guedes-Pinto,

Eduardo Guedes-Pinto e Gabriela Cunha Bonini

Introdução

A dentição decídua tem características únicas que a diferem em diversos aspectos da dentição permanente. Dessa maneira, a preparação dos cirurgiõesdentistas para o atendimento infantil deve ressaltar as características da primeira dentição, assim como analisar todos os pontos que essa cavidade bucal apresenta durante o crescimento da criança.

Para estabelecer qualquer plano de tratamento na dentição decídua, bem como restabelecer a função bucal em sua plenitude, tem-se como pressuposto realizar a avaliação da condição bucal momentânea e analisá-la estabelecendo o reparo ideal para o caso em questão.

Este capítulo tem como finalidade apresentar ao leitor as características e a análise da dentição decídua, destacando seus principais aspectos em relação

às arcadas dentárias e à oclusão. Além disso, ilustra as características mais marcantes presentes na dentição decídua.

 

7. Desenvolvimento da Dentição Mista

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7

Desenvolvimento da

Dentição Mista

Antonio Carlos Guedes-Pinto,

Eduardo Guedes-Pinto e Mariana Minatel Braga

Introdução

O período da dentição mista tem sido definido como um estágio de desenvolvimento dentário no qual dentes decíduos e permanentes estão simultaneamente presentes nos arcos dentários. Esse período inicia com a erupção dos primeiros molares permanentes e termina com a erupção dos segundos pré-molares e/ou caninos permanentes ou, ainda, com a erupção dos segundos molares permanentes.1,2 Entre os dentes permanentes, há os chamados dentes sucessores

(incisivos, caninos e pré-molares), que erupcionam em um espaço do arco previamente ocupado por um dente decíduo, e os dentes adicionais (molares), que se localizam em regiões posteriores aos dentes decíduos.

A odontogênese e o processo de erupção dos dentes permanentes ocorrem de forma semelhante à dos dentes decíduos. Os dentes permanentes iniciam os movimentos de erupção somente quando a coroa está completa, correspondendo ao estágio 6  de Nolla. Passam pela crista alveolar com aproximadamente dois terços de raiz formada (estágio 8 de Nolla), rompendo a margem gengival quando três quartos de raiz estão completos (estágio 9 de Nolla). A aparição na cavidade bucal

 

8. Características da Dentição Mista

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8

Características da

Dentição Mista

Antonio Carlos Guedes-Pinto, Eduardo Guedes-Pinto,

Adriana de Oliveira Lira Ortega e Mariana Minatel Braga

Introdução

A dentição mista é um período dinâmico no qual ocorrem diversas alterações nos arcos dentários. O desenvolvimento da oclusão de forma adequada na dentição permanente depende das transformações que ocorrem nesse período, de fatores inerentes às condições individuais, como hereditariedade, e de influências do meio externo. O conhecimento profundo a respeito dos fenômenos que envolvem o indivíduo em formação, ressaltando-se, especificamente, neste capítulo, a transição das dentições, é de extrema importância para o odontopediatra.1

Grande parte das mudanças na oclusão ocorre antes e imediatamente após a erupção dos primeiros molares permanentes, que, na grande maioria dos casos, caracteriza o início dessa fase. A erupção desses dentes permite o desenvolvimento de algumas características da dentição mista, levando, assim, ao início da formação das curvas de Spee e Wilson, sobressaliência (overjet) e sobremordida (overbite).

 

9. Implicações Clínicas no Desenvolvimento das Dentições Decídua e Mista

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9

Implicações Clínicas no

Desenvolvimento das

Dentições Decídua e Mista

Antonio Carlos Guedes-Pinto, Luciana Butini Oliveira e Eduardo Guedes-Pinto

Introdução

Sequência de irrupção

Durante o desenvolvimento das dentições decídua e permanente, tem-se como estágio intermediário o desenvolvimento da dentição mista, em geral considerado período crítico, no qual muitos problemas podem surgir e, se não tratados a tempo, implicar, no futuro, sérios distúrbios oclusais. Várias dessas complicações são decorrentes de problemas patológicos propriamente ditos, como anodontia, supranumerários, perdas precoces de dentes, mordidas cruzadas e inúmeros outros que serão analisados detalhadamente ao longo deste livro. Neste capítulo, serão abordados os principais problemas que podem surgir no desenvolvimento da oclusão e suas implicações clínicas, já que essas intercorrências, surgidas no processo de irrupção e desenvolvimento, podem provocar desajustes da oclusão tão ou mais graves que aqueles provocados por doenças características e conhecidas desses quadros.

 

10. Princípios da Psicologia e sua Relação com a Odontopediatria

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10

Princípios da Psicologia e sua Relação com a

Odontopediatria

Antonio Carlos Guedes-Pinto,

Iara Maria A. Duarte de Miranda e Sandra Echeverria

Introdução

O conhecimento de Psicologia é um relevante objeto de estudo para o cirurgião-dentista que lida com crianças, pois alguns princípios auxiliam no entendimento das reações antes e durante o tratamento dentário, bem como na orientação e abordagem aos pais.

A psicologia de desenvolvimento trabalha não só com a criança, mas com todo o processo de desenvolvimento humano durante determinado período.

Quando se trata de Odontopediatria, é preciso ter ciência do desenvolvimento somático (motricidade, fala) e emocional (comportamentos sociais, adaptações e personalidade), a fim de que essas informações direcionem o relacionamento durante o tratamento dentário, tornando-o mais fácil e positivo. A partir desse conhecimento, é possível saber o grau de sociabilidade da criança, permitindo compreender, por exemplo, o tempo de sua permanência sentada na cadeira, bem como a sua motricidade. Assim, é possível traçar seu perfil aproximado, respeitando-se suas características.

 

11. Condições Básicas para o Tratamento de Crianças

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11

Condições Básicas para o

Tratamento de Crianças

Ernesto Michelangelo Giglio,

Antonio Carlos Guedes-Pinto e Sandra Echeverria

Qualidades básicas do profissional

O clínico que pretende exercer a Odontopediatria deve ter algumas qualidades, sem as quais se torna difícil e penoso o seu desenvolvimento na especialidade.

Aproveitando as descrições de Vianna e Finn, autores importantes neste campo, este capítulo expõe de forma completa qualidades básicas necessárias a esse profissional.1,2

Amar as crianças

Não se pode imaginar alguém que queira exercer a especialidade sem esse quesito. Trabalhar apenas para ganhar dinheiro seria loucura e fracasso. Entretanto, gostar de crianças é muito mais do que simplesmente o oposto de não gostar, ou seja, não é suficiente apenas tolerar crianças – esse é um sentimento passivo.

O que se entende por gostar de crianças é sentimento positivo, ter prazer com seu convívio, alegrar-se por tê-las perto.

 

12. Influências Familiares e Conselhos aos Pais

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12

Influências Familiares e

Conselhos aos Pais

Maria Salete Nahás Pires Corrêa,

Antonio Carlos Guedes-Pinto, Sandra Echeverria

Introdução

Diferentemente de outras especialidades odontológicas, a Odontopediatria é muito completa no que se refere à amplitude de procedimentos realizados, constituindo uma clínica integrada no paciente infantil. A criança, por sua vez, exige esforços no sentido de ser conven­ cida da necessidade do atendimento e preparada para efetivamente receber de forma cooperadora o trata­ mento recomendado no planejamento executado pelo cirurgião­dentista. Além desses esforços, há uma ne­ cessidade que antecede a esse paciente, que é justamen­ te a de se relacionar com os responsáveis pela criança, estabelecendo regras de boa convivência e de parceria para que se obtenha sucesso no tratamento da criança, já que os objetivos de todas as partes (profissional, pais e criança) parecem ser os mesmos: bem­estar, sucesso no comportamento durante a execução dos procedi­ mentos e, principalmente, o alcance da saúde integral.

 

13. Métodos Empregados para Conhecer e Relacionar-se com Crianças

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13

Métodos Empregados para

Conhecer e Relacionar-se com Crianças

Antonio Carlos Guedes-Pinto e Sandra Echeverria

Métodos empregados em Odontopediatria

A Odontopediatria engloba diversos conhecimentos, tanto específicos da área odontológica quanto de Psicologia, que orientam o odontopediatra em relação à sua conduta clínica. Para que a conduta clínica profissional tenha sucesso e a criança colabore e seja receptiva ao tratamento odontológico, empregam-se alguns métodos considerados básicos, a partir dos quais se busca o conhecimento profundo da criança. É esse conhecimento prévio que permitirá o estabelecimento da linha de conduta.

Para Pagnoncelli, a criança, por não ter conhecimento técnico da situação odontológica, teme o desconhecido.1 Por isso, é essencial que o odontopediatra aprofunde seu conhecimento em relação às crianças, visando a atuar de forma direta nos aspectos que geram medo e ansiedade, os quais, se não considerados, podem levar a uma atitude incompatível com uma prática odontológica satisfatória, desencadeando situações estressantes para o paciente e para o odontopediatra.

 

14. Manejo da Criança no Consultório

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14

Manejo da Criança no Consultório

Antonio Carlos Guedes-Pinto, Maria Salete Nahás Pires Corrêa,

Sandra Echeverria e Fernanda Nahás Pires Corrêa

Abordagem à criança

A abordagem inicial à criança é sempre realizada na sala de espera. Enquanto ainda não ocorreu o primeiro contato do profissional com a criança, a abordagem deverá ser bastante tranquila e não muito efusiva

– o profissional deve cumprimentar primeiro a criança, que é o foco principal de sua atenção e, em seguida, a mãe ou o acompanhante (Figura 14.1). Muitas vezes, a resposta ao cumprimentá-la é positiva; mas também pode ser de indiferença ou, ainda, a criança pode se retrair e fugir ao cumprimento. Se a manifestação for negativa, deve-se prosseguir de forma natural, mostrando a mesma postura de tranquilidade e serenidade.

A seguir, deve-se sentar e procurar estabelecer um diálogo de acordo com a idade da criança. É importante que o profissional conheça o linguajar e, eventualmente, as gírias utilizadas em cada faixa etária, pois a fala correta pode significar uma aproximação vitoriosa. Pode-se (não é imperioso) iniciar o preenchimento da ficha na sala de espera, principalmente os dados sociais, como endereço, telefone etc.

 

15. Tratamento de Crianças com Menos Idade | Aspectos Psicológicos e Técnicos

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15

Tratamento de Crianças com

Menos Idade | Aspectos

Psicológicos e Técnicos

Maria Salete Nahás Pires Corrêa, Antonio Carlos Guedes-Pinto,

Marcelo Bönecker e Fernanda Nahás Pires Corrêa

Introdução

O número de pacientes com pouca idade que procuram tratamento odontológico tanto em clínicas particulares quanto em ambulatórios aumenta cada vez mais. Os principais motivos para que a primeira consulta ocorra nessa idade são a necessidade de informações e orientações sobre como manter a saúde bucal, a necessidade de diagnóstico e a confirmação de doenças bucais ou, ainda, o tratamento dentário relacionado com cárie dentária, traumatismo, maloclusão, erosão ou cirurgias.

Isso faz com que cirurgiões-dentistas convivam com pacientes de pouca idade cuja abordagem é muito especial.

O trabalho a ser realizado nessas crianças deve ser muito bem planejado, e o clínico deve ter experiência em Odontopediatria. O atendimento exige do profissional muita segurança em seu trabalho, pois, como há casos em que a criança pouco coopera durante o atendimento, o clínico corre o risco de realizar uma manobra técnica que pode causar um acidente para si mesmo e para a criança, como a fratura de uma agulha durante um procedimento de anestesia infiltrativa.

 

16. Técnicas Psicológicas Utilizadas em Odontopediatria

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16

Técnicas Psicológicas Utilizadas em Odontopediatria

Maria Salete Nahás Pires Corrêa, Antonio Carlos Guedes-Pinto,

Sandra Echeverria e Fernanda Nahás Pires Corrêa

Atitudes do clínico

Este tópico relata tipos-padrão de comportamento de alguns clínicos ante o tratamento dentário de uma criança.

Tipo 1 | O que tem medo de enfrentar a criança

Muitos cirurgiões-dentistas inexperientes, por falta de conhecimento e prática do manejo comportamental na Odontopediatria, ficam receosos com relação ao tratamento dentário da criança no consultório. Nesses casos, o profissional revela-se inseguro e mostra-se incapaz de conduzir a consulta odontológica, colocando em risco o tratamento bem-sucedido. Geralmente, essa situação é caracterizada com a criança sentada na cadeira com olhar de medo ou já chorando, o que provoca ou aumenta a insegurança inerente desse tipo de profissional, que fica sem saber o que fazer. Dessa forma, o profissional inexperiente não sabe como proceder, proferindo frases sem sentido, sem conseguir acalmar a criança, tampouco a si mesmo. Brauer caracteriza bem essa situação, enfatizando que há um grande número de cirurgiões-dentistas que teme mais as crianças do que estas ao profissional ou ao tratamento dentário.1

 

17. Exemplos Positivos e Negativos Reais

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17

Exemplos Positivos e

Negativos Reais

Maria Salete Nahás Pires Corrêa,

Antonio Carlos Guedes-Pinto e Sandra Echeverria

Introdução

Exemplos negativos e positivos são vividos diariamen­ te nas clínicas odontológicas. Por isso, entende­se que a apresentação desses exemplos servirá para o leitor comparar erros e acertos com algumas de suas atitu­ des rotineiras.

Diferentemente de algumas outras especialidades odontológicas, a Odontopediatria é muito completa no que se refere à amplitude de procedimentos reali­ zados, mas também no que se refere ao paciente. É importante lembrar que a criança é muito particular, principalmente porque deve ser convencida da neces­ sidade do atendimento, que demanda, em muitos ca­ sos, um desgaste extremo do profissional, o qual, por sua vez, não deve se desestabilizar.

A atuação da Odontopediatria também apresenta dificuldades porque, sempre que se lida com crian­

ças, há mães e pais na retaguarda, muitas vezes, coo­ perativos, mas cautelosos e cuidadosos em escolher o melhor profissional para cuidar de seu filho. O fato de ter de atender os pacientes com os pais dentro do consultório ou na sala de espera pode ser um fator de complicação para o bom andamento da consulta.

 

18. Exame Diagnóstico e Plano de Tratamento

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18

Exame Diagnóstico e

Plano de Tratamento

Cláudia Perez Trindade Fraga, Patrícia Camacho Roulet e Antonio Carlos Guedes-Pinto

Introdução

Com a evolução nas áreas de saúde, iniciada no final do século 20 e continuada em franca prosperidade no século 21, a Odontologia passou do enfoque puramente curativo e restaurador, no qual se baseava, para a valorização da prevenção. Hoje, o tratamento visa à intervenção do profissional ao mínimo grau necessário e estimula a participação do paciente no processo saúde-doença. Além disso, o profissional deve estar apto para atuar dentro do campo holístico do paciente, recorrendo, se necessário, a outros profissionais ou especialidades afins para o diagnóstico correto e a elaboração do plano de tratamento.

Assim, o exame do paciente tem como objetivo a coleta de dados, que, por sua vez, constitui a base do diagnóstico.

Para se poder oferecer ao paciente o melhor atendimento odontológico, deve-se partir de anamnese correta, exame clínico completo, diagnóstico e plano de tratamento adequados, os quais são fundamentais para o sucesso profissional.

 

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