Neurociência, Reabilitação Cognitiva em Modelos de Intervenção em Terapia Ocupacional, 3ª edição

Autor(es): KATZ, Noomi
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Muito abrangente e minuciosamente revisada, a terceira edição de Neurociência, Reabilitação Cognitiva e Modelos de Intervenção em Terapia Ocupacional representa um avanço expressivo na transposição do conhecimento sobre cognição e suas aplicações teóricas e prática ao exercício da terapia ocupacional. Trata-se de ferramenta funcional para estudantes e profissionais da área compreendem o desempenho humano e, assim, melhorarem sua atuação.

Escritos por renomados especialistas, os capítulos enfatizam a cognição essencial à vida cotidiana e abordam tópicos e modelos gerais de intervenção, baseados em evidências científicas e fundamentados na prática, condiserando todo o ciclo de vida de crianças, adolescentes, adultos e idosos com deficiências cognitivas e disturbios relacionados. Essa edição apresenta uma nova organização, sendo composta por duas partes. A parte 1 fornece uma visão geral, com oito capítulos que servem de base para os muitos modelos de intervenção apresentados na Parte 2, que, por sua vez, abrange dez capítulos, sendo dois completamente novos e oito totalmente revisados e atualizados de modo a refletir a literatura contemporânea, fornecer novos estudos de caso e discutir as mais recentes pesquisas na área. Para facilitar o processo de aprendizagem, cada capítulo conta ainda com as sessões Objetivos de aprendizado e Questões de revisão.

 

18 capítulos

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1 - Introdução à Intervenção Cognitiva e à Avaliação Cognitiva Funcional

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Noomi Katz, Carolyn M. Baum e Adina Maeir

1

Introdução à Intervenção

Cognitiva e à Avaliação

Cognitiva Funcional

A

terapia ocupacional é uma das principais profissões com o conhecimento e as habilidades para tratar as conse­ quências de lesões cerebrais enfrentadas por pessoas que precisam de experiência e orientação para conse­ guir as habilidades de atender às demandas de sua família, trabalho e vida comunitária. Quando um terapeuta ocupacional utiliza interven­

ções cognitivas ou permite que uma pessoa aprenda novas estratégias, ele está usando princípios de reabilitação cognitiva, mas está fazendo esse trabalho como parte da terapia ocupacional.

Este capítulo apresenta o trabalho que terapeutas e cientistas ocupa­ cionais desenvolveram para orientar a avaliação e a prática da terapia ocupacional para tratar os déficits cognitivos que limitam o cotidiano das pessoas após uma lesão ou doen­ça, ou para aquelas com distúrbios de desenvolvimento que enfrentam problemas cognitivos que amea­

 

2 - Funções Cognitivas Superiores que Possibilitam a Participação Consciência e Funções Executivas

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Noomi Katz e Adina Maeir

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Funções Cognitivas

Superiores que Possibilitam a Participação | Consciên­cia e Funções Executivas

N

este capítulo, os conceitos de funções cognitivas superiores (FCS) de consciên­cia e de funções executivas são introduzidos e colocados dentro do domínio da reabilitação de pessoas com déficits cognitivos.

Tradicionalmente, os esforços de reabilitação têm sido direcionados para a recupe­ração ou compensação de déficits cognitivos básicos, como atenção ou memória, enquanto os processos cognitivos superiores nem sempre foram levados em consideração. Nos últimos anos, o conhecimento com relação a esses processos tem crescido amplamente no mundo científico em geral e especificamente dentro das disciplinas de reabilitação. Como esses processos são essenciais para permitir a ocupação e a participação, eles foram integrados com as estruturas conceituais fundamentais dos modelos de intervenção da terapia ocupacional.

A terapia ocupacional fornece uma contribuição distinta à intervenção de pessoas com déficits em FCS, pois essas funções são processos altamente integrativos que se tornam evidentes principalmente em contextos complexos da vida diá­ria e não podem ser completamente entendidos ou tratados com ferramentas ou ambientes “tipo laboratório”. Como terapeutas ocupacionais se especializam na interação entre os fatores da pessoa, da ocupação e do ambiente, eles são especialmente qualificados para fornecer avaliação e tratamento nessa ­área de prática e se envolver no desenvolvimento contínuo da base teó­rica subjacente. A importância do seu papel nessa ­área torna-se evidente em uma edição especial recente do Occupational Therapy Journal of Research dedicada a funções executivas, que foi editada por Baum e Katz (2011) e inclui pesquisa substancial feita por terapeutas ocupacionais.

 

3 - Impacto do Comprometimento Cognitivo Leve na Participação Importância da Identificação Precoce da Perda Cognitiva

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Timothy J. Wolf e Carolyn M. Baum

3

Impacto do Comprometimento

Cognitivo Leve na Participação |

Importância da Identificação

Precoce da Perda Cognitiva

N

a terapia ocupacional, o termo comprometimento cog­ nitivo leve (CCL) foi utilizado pela primeira vez para descrever pessoas nos estágios iniciais de demência. O

CCL é o estágio entre o esquecimento normal e o diagnóstico de demência. Pessoas com CCL são descritas como tendo problemas leves de pensamento e memória que não interferem no desempenho das atividades de vida diá­ria (testes revelaram que eles podiam rea­li­zar tarefas de autocuidado). Porém, essas pessoas têm dificuldade de reter informações sobre eventos recentes ou conversas, desempenhar mais do que uma tarefa por vez, resolver problemas e desempenhar tarefas tão rapidamente quanto podiam fazer antes. Essas ações são centrais para manejar a vida diá­ria, porque requerem a correção de erros, respostas a situações novas e interação com família, amigos e colegas de trabalho.

 

4 - Integração à Comunidade de Pessoas com Lesão Cerebral Adquirida

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Jennifer Fleming e Emily Nalder

4

Integração à Comunidade de Pessoas com Lesão

Cerebral Adquirida

A

lesão cerebral adquirida (LCA) é definida pela Brain

Injury Association USA como “uma lesão no cére­ bro que não é hereditária, congênita ou degenerativa”

(Fortune & Wen, 1999, p.  8). O termo LCA engloba traumas cranioencefálicos (TCE; como os causados durante aciden­ tes de veí­culos motorizados ou de ferimentos de bala) e lesões não traumáticas (como derrames, hipoxia e tumores). Pessoas dentro desta população têm necessidades de cuidado únicas, oferecidas ini­ cialmente em um ambiente hospitalar dentro do contexto de cuidados intensivos e reabilitação.

A principal meta dos serviços hospitalares é maximizar a recupe­ ração da função e a independência, a fim de facilitar o processo de alta bem-sucedido, para que o paciente volte à comunidade. Como cada vez mais os sistemas de saú­de enfatizam a reintegração à comunidade, e dada a proporção maior de pessoas com LCA que volta a morar no ambiente doméstico (em vez de moradias assistidas; Tooth, McKenna,

 

5 - Participação de Cuidadores Familiares na Recuperação Comunicação da Cognição com Base na Intervenção Cognitiva Dinâmica

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Penina Weiss, Noami Hadas-Lidor e Dalia Sachs

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Participação de Cuidadores

Familiares na Recuperação |

Comunicação da Cognição com Base na Intervenção

Cognitiva Dinâmica

O

s cuidados oferecidos pela família constituem o alicerce do qual dependem sistemas de saú­de de muitos paí­ses. Proporcionar cuidados é uma ocupação que envolve gratificações e desafios, e muitas pessoas fornecem ou recebem cuidados informais ao longo de suas vidas (Sachs

& Labovitz, 2004). Cuidadores foram identificados como uma população em risco de desenvolver desequilíbrio ocupacional.

Manter a saú­de e o bem-estar de cuidadores é um objetivo preventivo de promoção de saú­de pública, com um valor financeiro de serviços fornecidos por cuidadores familiares estimado em mais de US$300 bilhões por ano apenas nos EUA (National Alliance for Caregiving &

Evercare, 2009). As necessidades e características de cuidado diferem nas diferentes populações de consumidores (ou seja, aqueles com transtornos de desenvolvimento ou problemas de saú­de mental e pessoas idosas). Os contextos de cuidado ambientais, espirituais e culturais também merecem consideração.

 

6 - Processamento de Informações Cognitivas

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Linda L. Levy

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Processamento de

Informações Cognitivas

N

este capítulo, conceitos de processamento de informações neurocientíficos e cognitivos são examinados, conforme se aplicam a modelos teó­ricos cognitivos na prática da terapia ocupacional. Uma definição geral do constructo amplo chamado de cognição, incluindo seus múltiplos processos e funções componentes, será discutida. Será, então, explorado o modelo de processamento de informações da cognição, conforme ele evolui na psicologia cognitiva e na literatura neurocientífica. Esse modelo fornece uma estrutura conceitual indispensável para a análise da cognição, seus processos componentes e as fontes dos pontos fortes e fracos cognitivos, que surgem no caso de incapacidade cognitiva, os quais serão tratados nos próximos capítulos deste livro.

Objetivos de aprendizado

•• Nomear e definir os 3 estágios de processamento de informações da cognição

•• Identificar os componentes da memória de curto prazo

 

7 - Envelhecimento Cognitivo

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Linda L. Levy

7

Envelhecimento Cognitivo

P

raticamente todos os idosos relatam um declínio nas habilidades cognitivas. Resultados de pesquisa também são inequí­vocos ao estabelecer que o aumento da idade está associado a níveis mais baixos de desempenho cognitivo

(Salthouse, 2010a, 2010b). Ao mesmo tempo, o que as pessoas mais temem ao envelhecer não é a perda de suas habilidades físicas, mas a perda de suas habilidades cognitivas (Gatz, 2007). Na medida em que o segmento da população com crescimento mais rápido começa a chegar a idades em que as alterações cognitivas se tornam uma preocupação (até o ano de 2030, 20% dos americanos [1 em 5] estarão acima dos 65 anos de idade [U.S. Department of Health and Human

Services, 2010]), torna-se mais importante entender a natureza complexa do funcionamento cognitivo em idosos.

Nas últimas três décadas, as disciplinas de psicologia cognitiva e de neurociên­cias avançaram muito no entendimento do envelhecimento cognitivo. Para idosos com níveis altos de função física, o declínio cognitivo é a maior amea­ça para sua produtividade geral, sua capacidade de participar plenamente da sociedade e sua qualidade de vida. Para aqueles que vivem com doen­ças e condições médicas crônicas, o declínio cognitivo é a maior amea­ça adicional com relação à participação e à qualidade de vida. Compreender como a cognição muda ao longo da vida oferece aos terapeutas ocupacionais oportunidades maravilhosas para planejar intervenções que promovam a saú­de cognitiva geral, a fim de minimizar os efeitos dos declínios cognitivos no funcionamento ocupacional e facilitar a participação ­ideal daquelas pessoas com perda cognitiva relacionada à idade. Além disso, tais intervenções oferecem uma possibilidade para reduzir e talvez até reverter o declínio do funcionamento cognitivo relacionado com a idade.

 

8 - Realidade Virtual para Reabilitação Cognitiva

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Rachel Kizony

8

Realidade Virtual para

Reabilitação Cognitiva

A

reabilitação cognitiva pode ser um processo longo e

árduo, dependendo da gravidade dos déficits cognitivos e dos fatores contextuais, tais como o apoio da família e o ambiente físico. Recentemente, esse processo tem mudado seu foco puramente corretivo, ou seja, ensinado aos clientes estratégias para o desempenho independentemente das atividades de vida diá­ria (AVD). Em conjunto com essa mudança, mais medidas de desfecho que avaliam o impacto dos déficits cognitivos nas AVD e na qualidade de vida foram desenvolvidas (Gillen, 2009). Para acomo­ dar estas mudanças, os terapeutas ocupacionais precisam encontrar formas de observar e envolver os clientes no desempenho das tarefas funcionais em diferentes níveis de complexidade, tais como fazer com­ pras em um supermercado pequeno versus em um maior. Nos dias de hoje, por causa de restrições econômicas e de tempo, os terapeutas têm apenas oportunidades limitadas para fazer isso. A solução possí­ vel é utilizar a tecnologia de realidade virtual (RV) para a avaliação e a reabilitação de déficits cognitivos e metacognitivos (Kizony, Josman,

 

9 - Modelo Interativo Dinâmico de Cognição na Reabilitação Cognitiva

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Joan P. Toglia

9

Modelo Interativo

Dinâmico de Cognição na

Reabilitação Cognitiva

A

que nos referimos na reabilitação cognitiva depende muito do nosso conceito de cognição e do escopo do funcionamento cognitivo. As abordagens tradicionais de reabilitação cognitiva têm sido guiadas pela suposição de que a cognição pode ser dividida em sub-habilidades distintas

(Ashley, Leal & Mehta, 2004).

Neste capítulo, a visão interativa dinâmica da cognição é apresentada como uma alternativa às abordagens tradicionais específicas para déficits e síndromes. Nesta abordagem dinâmica, o terapeuta ocupacional precisa abandonar as taxonomias clássicas de disfunção e, em vez disso, investigar dinamicamente as condições fundamentais e as estratégias de processamento que influenciam o desempenho. A avaliação utiliza pistas e alterações de tarefas para identificar o potencial da pessoa para mudança. O tratamento pode focar na mudança das estratégias da pessoa e sua autoconsciên­cia; na modificação dos fatores externos de acordo com as demandas da atividade e do ambiente; ou simultaneamente lidando com a pessoa, a atividade e o ambiente para facilitar o desempenho.

 

10 - Modelo Interativo Dinâmico na Esquizofrenia

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Naomi Josman

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Modelo Interativo Dinâmico na Esquizofrenia

A

patologia e as sequelas da esquizofrenia estão muito bem documentadas, e durante os últimos 30  anos grandes esforços foram dedicados para a pesquisa e o tratamento das deficiên­cias cognitivas que as pessoas com esquizofrenia apresentam. Weickert et al. (2000) argumentaram que a função executiva (FE) e os déficits de atenção podem constituir um comprometimento cognitivo central na esquizofrenia, independentemente de variações do nível de inteligência. A presença de vários déficits cognitivos em pacientes com esquizofrenia foi documentada em vários estudos (Bellack, Gold & Buchana, 1999; Bozikas,

Kosmidis, Kiosseoglou & Karavatos, 2006; Bustini et al., 1999; Evans,

Chua, McKenna & Wilson, 1997; Green, Kern, Braff & Mintz, 2000;

Heinrichs, 2005; Pantelis et al., 1999).

Kraus e Keefe (2007) afirmaram que a cognição não estava incluí­da como critério formal da esquizofrenia no Manual Diagnóstico e

 

11 - Modelo Metacognitivo para Crianças com Desenvolvimento Cerebral Atípico

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Naomi Josman e Sara Rosenblum

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Modelo Metacognitivo para

Crianças com Desenvolvimento

Cerebral Atípico

A

proximadamente 5 a 10% das crianças estão enfren­ tando alguma dificuldade de aprendizagem (DA), algum transtorno do déficit de atenção e hiperatividade

(TDAH), transtorno de desenvolvimento da coordena­

ção (TDC) ou déficits especificamente linguí­sticos (DEL). As crian­

ças com esses diagnósticos e inúmeros outros comprometimentos de desenvolvimento apresentam uma variedade de limitações funcionais.

A tendência geral é considerar cada uma um diagnóstico distinto; porém, as descobertas que apontam a comorbidade em um percentil enorme, bem como a complexidade da situação, têm levado à apli­ cação do termo desenvolvimento cerebral atípico (DCA) para essas crianças, conforme sugerido por Kaplan et al. (Kaplan, Wilson, Dewey

& Crawford, 1998). A adoção desse termo tem levado à necessidade de desenvolver um método de avaliação e intervenção com base nos modelos teó­ricos para possibilitar o foco nas necessidades dos in­di­ví­ duos e melhorar sua funcionalidade diá­ria.

 

12 - Reabilitação Cognitiva de Crianças e Adultos com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade

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Sharon A. Cermak e Adina Maeir

12

Reabilitação Cognitiva de

Crianças e Adultos com

Transtorno do Déficit de

Atenção e Hiperatividade

O

transtorno do déficit de atenção e hiperatividade

(TDAH) é uma condição neurológica que inclui dificuldade com atenção e hiperatividade/impulsividade.

Crianças com TDAH normalmente exibem um comportamento que foi classificado em duas principais categorias: (1) atenção com baixa sustentação e (2) hiperatividade-impulsividade.

Existem 3 subtipos do transtorno (American Psychiatric Association

[APA], 2000): (1) predominantemente desatento, (2) predominantemente hiperativo-impulsivo e (3) tipos combinado. O tipo combinado

é o mais prevalente.

O TDAH comumente ocorre em conjunto com outras condições; a literatura atual indica que aproximadamente 40 a 60% das crianças com TDAH têm pelo menos uma incapacidade coexistente (Barkley,

2006; Daley & Birchwood, 2009; Jensen et al., 2001; Jensen, Martin

 

13 - Reabilitação Cognitiva Modelo de Treinamento para Clientes com Comprometimentos Neurológicos

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Sara Averbuch e Noomi Katz

13

Reabilitação Cognitiva |

Modelo de Treinamento para Clientes com

Comprometimentos

Neurológicos

O

propósito deste capítulo é descrever um modelo de treinamento de terapia ocupacional cognitiva para a reabilitação de clientes com comprometimentos neurológicos, o qual foi originalmente desenvolvido por terapeutas ocupacionais no Hospital de Reabilitação Loewenstein, em Raanana, Israel, com base na experiência clínica com clientes que sofreram lesão cerebral traumática (LCT). O modelo é utilizado para tratar clientes adultos e adolescentes com disfunções neurológicas e neuropsicológicas, como as que ocorrem após AVC ou LCT, bem como adolescentes com dificuldades ou abaixo do padrão de aprendizado exigido. Os clientes são tratados durante todo o processo de reabilitação, da fase aguda até a estabilização, e o tratamento con­ti­nua

à medida que progridem para a reabilitação no centro ambulatorial, até eles reassumirem lugar na comunidade como membros produtivos da sociedade. Métodos de tratamento concentram-se no treinamento cognitivo, que melhora as habilidades remanescentes e ensina estratégias cognitivas de restauração, estratégias de aprendizado ou estratégias procedimentais, dependendo das habilidades do cliente e do estágio da doen­ça ou do comprometimento.

 

14 - Orientação Cognitiva para Desempenho Ocupacional Diário Intervenção com Base na Cognição para Crianças e Adultos

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Helene J. Polatajko, Angela Mandich e Sara E. McEwen

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Orientação Cognitiva para

Desempenho Ocupacional

Diário | Intervenção com

Base na Cognição para

Crianças e Adultos

E

ste capítulo trata a cognição como um apoio para o desempenho e não lida com a disfunção cognitiva per se.

Em vez de examinar a restauração de déficits cognitivos, a abordagem apresentada aqui foca a melhora do desempenho pela utilização da cognição, em par­ticular a das estratégias cognitivas, para melhorar o desempenho. A abordagem de tratamento apresentada neste capítulo foi desenvolvida em resposta à necessidade de uma abordagem alternativa para ajudar crianças com problemas de desempenho com base motora a terem sucesso. A abordagem tem sido investigada para ser utilizada com outras populações de crianças, como aquelas com síndrome de Asperger e com paralisia cerebral, bem com populações de adultos, especificamente aqueles que sofreram lesão cerebral traumática e derrame.

 

15 - Intervenção Cognitiva Dinâmica Aplicação na Terapia Ocupacional

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Noami Hadas-Lidor, Penina Weiss e Alex Kozulin

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Intervenção Cognitiva Dinâmica |

Aplicação na Terapia Ocupacional

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a primeira parte deste capítulo, apresentamos a base teó­rica da abordagem da intervenção cognitiva dinâmica (ICD) para a mutabilidade cognitiva na avaliação e no tratamento da cognição. O conceito de Vygotsky

(1997) de processos mentais superiores e a teoria de Feuerstein (1979,

1980) de mutabilidade cognitiva estruturada (MCE), experiência de aprendizagem mediada (EAM) e sistemas aplicados derivados da teoria formam uma base para o desenvolvimento da abordagem da ICD de Hadas-Lidor para profissionais da ­área de saú­de, com foco específico no papel dos terapeutas ocupacionais.

Os princípios e diretrizes desenvolvidos por Hadas-Lidor são apresentados na segunda parte deste capítulo e incluem aplicações clínicas dos princípios, seu efeito para o terapeuta e o consequente impacto na interação terapêutica. A terceira parte deste capítulo é dedicada às implicações clínicas e de pesquisa para o futuro.

 

16 - Abordagem Neurofuncional à Reabilitação Após Trauma Cranioencefálico

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Gordon Muir Giles

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Abordagem Neurofuncional à

Reabilitação Após Trauma

Cranioencefálico

E

ste capítulo delineia a abordagem neurofuncional (ANF) para a reabilitação de clientes com afecções neurológicas adquiridas (Giles & Clark-Wilson, 1993, 1999). A aplicabilidade da ANF é definida principalmente pelas necessidades do cliente e não pela patologia subjacente (Turner-Stokes, 2008).

A ANF é destinada aos clientes com trauma cranioencefálico (TCE), mas também é aplicável a clientes com lesões por anoxia, desequilíbrios metabólicos ou intoxicações que causem lesões neurológicas

(p. ex., coma diabético, envenenamento com monóxido de carbono), infecções (p.  ex., encefalite, meningite) e eventos vascula­res (p.  ex., aneurismas; Steultjens et al., 2003). Na Classificação Internacional de

Funcionalidade Incapacidade e Saú­de, da Organização Mundial da

Saú­de (WHO [OMS], 2001), a ANF enfatiza a ampliação de habilidades e participação e não os processos cognitivos distintos das atividades do mundo real.

 

17 - Modelo de Incapacidades Cognitivas em 2011

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Deane B. McCraith, Sarah L. Austin e Catherine A. Earhart

17

Modelo de Incapacidades

Cognitivas em 2011

N

este capítulo, descrevemos o modelo de incapacidades cognitivas (MIC), modelo prático destinado a promover o engajamento ocupacional seguro e gratificante para in­di­ví­duos com comprometimentos cognitivos.

Para alcançar esse objetivo, o modelo concentra-se principalmente na otimização das habilidades cognitivas funcionais remanescentes do in­di­ví­duo, modificando demandas, contextos e ambientes da atividade.

Claudia K. Allen apresentou o MIC com seus colegas do Eastern

Pennsylvania Psychiatric Institute, no fim dos anos 1960, como resposta às necessidades dos in­di­ví­duos com doen­ça mental persistente que não reagiam às abordagens curativas de tratamento de reabilitação que eram o foco da prática da terapia ocupacional naquela época. Com base em observações cuidadosas e na análise sistemática de padrões de comportamento e desempenho em pacientes adultos, Allen identificou três hipóteses que se tornaram a estrutura de base do modelo.

 

18 - Modelo Reconsiderado das Deficiências Cognitivas Reabilitação de Adultos com Demência

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Linda L. Levy e Theressa Burns

18

Modelo Reconsiderado das

Deficiên­cias Cognitivas |

Reabilitação de Adultos com Demência

A

demência é uma síndrome clínica caracterizada pela perda de habilidades cognitivas em muitos domínios, grave o suficiente para resultar em deterioração das atividades da vida diá­ria (AVD) e perda de independência. Pode ser um processo longo, com duração possível de 20 anos ou mais (Reisberg, Javed, Kenowsky & Auer, 2005). É uma doen­ça em que a manutenção da qualidade de vida e a administração do declínio funcional são cruciais. Por isso, a terapia ocupacional desempenha papel fundamental.

A demência tem amplo impacto sobre in­di­ví­duos, famílias e sistemas de saú­de. Ocasiona deterioração funcional progressiva, perda de independência, sofrimento emocional e sintomas comportamentais. A demência está associada a maior número de comorbidades, internação de idosos em casas de saú­de e aumento da mortalidade.

As famílias e os cuidadores, muitas vezes, sofrem estresse emocional e problemas financeiros. No momento, não há nenhuma cura conhecida.

 

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