Controle da Dor, do Medo e da Ansiedade em Odontopediatria

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A obra é fruto da vivência clínica e experiência acadêmica de profissionais que foram pioneiros no ensino da Odontopediatria no Brasil, como o professor Hilton Souchois de Albuquerque Mello, responsável pela criação do curso de Odontopediatria da Faculdade de Odontologia da UERJ, em meados de 1968.

O livro, um projeto acalentado por anos pelo professor Souchois, finalmente conseguiu ser concluído, tendo à frente a doutora, Mirian Souchois de Marsillac filha do professor Souchois, falecido em 2005. Pelo que representa para a Odontopediatria contemporânea e pelos profissionais que participaram do projeto, a obra, por si só, já tem um significado especial para a área. Nela, o Odontopediatra encontrará as noções fundamentais de como amenizar, contornar e evitar problemas de dor, medo e ansiedade no paciente infantil.

 

9 capítulos

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Capítulo 1 | Ansiedade e Medo. Técnicas Básicas para o Controle do Comportamento Infantil

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Capítulo

1

Ansiedade e Medo. Técnicas Básicas para Controle do Comportamento

Infantil

Hilton Souchois de Albuquerque Mello, Mirian de Waele Souchois de

Marsillac e Marialice Barroso Pentagna

De acordo com Ferreira,9 as definições de ansiedade, medo e receio são:

• Ânsia, aflição ou angústia é a perturbação do espírito causada pela incerteza ou pelo receio.

• Medo é o sentimento de grande inquietação ante a noção de um perigo real ou imaginário.

• Receio é a dúvida acompanhada de temor ou medo. Apreensão quanto a possível dano, perigo ou malogro.

Percepções de sensações dolorosas e reações a elas estão baseadas, em grande parte, na ansiedade e medo, principalmente em crianças em situações ameaçadoras.10

Os termos medo, temor, ansiedade e angústia não são devidamente diferenciados na linguagem comum.13

De acordo com Finn,10 é responsabilidade dos pais preparar seus filhos psicologicamente para receber tratamento odontológico diante do problema emocional do medo. O medo representa o maior problema de relacionamento com o

 

Capítulo 2 | O que é e como ocorre a Dor de Dente

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Capítulo

2

O que é e como ocorre a

Dor de Dente?

Branca Heloisa de Oliveira Martins Vieira,

Fernanda Barja Fidalgo Silva de Andrade e Paulo Nadanovsky

Até a metade do século XX, a dor era considerada um sintoma de uma doença ou dano tecidual. Nos últimos anos a compreensão a respeito dos mecanismos envolvidos no processo doloroso evoluiu enormemente, levando à conclusão que a relação entre dor e dano tecidual nem sempre é direta.13

De acordo com a “International Association for the Study of

Pain” ou IAPS (Associação Intenacional para o Estudo da Dor), a dor pode ser definida como uma experiência emocional e sensorial desagradável, associada a dano tecidual real ou potencial, ou descrita em termos de tal dano. A dor é sempre subjetiva envolvendo as experiências individuais e, dessa forma, quando um indivíduo relata dor na ausência de dano tecidual ou de qualquer outra causa patofisiológica provável, o profissional de saúde deve admitir que o paciente apresenta, de fato, dor.7

 

Capítulo 3 | Mensuração da Dor

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Capítulo

3

Mensuração da Dor

Branca Heloisa de Oliveira Martins Vieira,

Ana Paula Pires dos Santos e Paulo Nadanovsky

Pelo fato de a dor ser uma experiência pessoal é difícil defini-la e medi-la. Portanto, não é surpreendente que não exista nenhuma medida objetiva de dor como nenhum exame de sangue, urina, eletroencefalograma ou teste neurofisiológico. A mensuração da dor depende do relato feito pelo próprio paciente. Em função disso, frequentemente presume-se que, sendo a dor subjetiva, a sua mensuração tem pouco valor. Entretanto, a realidade é que se as mensurações são feitas de forma apropriada, podem ser obtidos resultados bastante confiáveis.12,21

As medidas que se baseiam no relato feito pelo próprio paciente são geralmente rápidas de se administrar e demandam pouco esforço de interpretação por parte do investigador.

Essas medidas podem adotar as seguintes formas: medidas com itens únicos que empregam uma só pergunta para mensurar o conceito de interesse; bateria construída por uma série de questões ou itens, usados para avaliar um conceito e, finalmente, escala formada por uma série de questões ou itens no mesmo formato que dão origem a um escore único obtido a partir da soma das respostas aos diferentes itens.3

 

Capítulo 4 | Controle Farmacológico do Medo e da Ansiedade em Odontopediatria

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Capítulo

4

Controle Farmacológico do Medo e da

Ansiedade em Odontopediatria

Lilian de Waele Mello, Mirian de Waele Souchois de Marsillac,

Luiz Flávio Martins Moliterno e Hilton Souchois de Albuquerque Mello

A maioria das crianças pode receber tratamento odontológico de maneira eficaz com o emprego de técnicas básicas do controle do comportamento, como as descritas no capítulo

1. Entretanto, ocasionalmente é necessário que o profissional lance mão de técnicas avançadas de controle do comportamento infantil para realizar o tratamento odontológico pretendido. Esses casos compreendem situações em que a criança ainda não possui maturidade psicológica ou emocional e/ou mental, ou física, ou ainda uma incapacidade médica. Crianças medrosas, ansiosas ou aquelas em que as técnicas básicas de controle do comportamento não foram eficazes, também podem ser beneficiadas com o emprego da sedação. As técnicas avançadas de controle do comportamento infantil têm a intenção de facilitar as metas de comunicação, cooperação e propiciar um tratamento odontológico de qualidade para esse tipo específico de paciente. A Academia Americana de Odontopediatria (AAPD1) considera como técnicas avançadas de controle do comportamento infantil: a estabilização física, sedação e a anestesia geral.

 

Capítulo 5 | Intervenções não farmacológicas para controle da dor em crianças

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Capítulo

5

Intervenções não Farmacológicas para

Controle da Dor em Crianças

Gisele Moraes Abrahão e

Branca Heloísa de Oliveira Martins Vieira

A percepção dolorosa resulta de uma interação complexa entre fatores cognitivos, emocionais e sociais que afetam tanto a forma como o estímulo doloroso é reconhecido e interpretado no cérebro, quanto a maneira pela qual a dor é exteriorizada pelo indivíduo.23

Os agentes que atuam sobre o organismo produzindo estímulos dolorosos interferem com os mecanismos de regulação da homeostase, levando ao estresse que provoca tanto reações biológicas quanto psicológicas. Esse estresse ativa programas neurais e hormonais, bem como desencadeia atividades comportamentais, visando restabelecer a homeostase.23

As reações mentais e emocionais aos estímulos dolorosos são processos psicológicos importantes que contribuem para a modulação da dor. A indentificação dos mecanismos pelos quais esses processos psicológicos interferem na experiência dolorosa tem contribuído para o aperfeiçoamento das técnicas para a sua prevenção e controle. Alguns fatores podem predispor uma pessoa a sentir dor, e outros podem interferir no prognóstico do tratamento instituído para o alívio da dor.21

 

Capítulo 6 | Sedação inalatória pelo óxido nitroso e oxigênio

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Capítulo

6

Sedação Inalatória pelo Óxido

Nitroso e Oxigênio

Hilton Souchois de Albuquerque Mello

Para ter sucesso no tratamento odontológico, o dentista deve conhecer os diversos tipos de comportamento. Isso, entretanto não é suficiente, pois, além disso, ele precisa ter conhecimentos sobre controle da dor e ansiedade para poder aliviar o sofrimento do paciente. A primeira visita da criança ao consultório dentário pode envolver uma sensação de uma agradável curiosidade e um mínimo de apreensão ou um extremo medo e ansiedade. Na maioria dos casos, uma simples apresentação dos materiais, instrumentais e equipamentos, com auxílio de técnicas básicas para o controle do comportamento, serão eficazes.

Por outro lado, vamos sempre encontrar um pequeno porcentual de pacientes que não podem ser tratados por um modo de rotina, ou seja, com a anestesia local e técnicas comunicativas apropriadas para o controle de comportamento. Lembramos aqui alguns meios em ordem crescente no atendimento a esse grupo de pacientes:

 

Capítulo 7 | Técnicas de restrição física para o controle do comportamento infantil

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Capítulo

7

Técnicas de Restrição Física para o

Controle do Comportamento Infantil

Mirian de Waele Souchois de Marsillac, Vera Lígia Vieira Mendes Soviero,

Marialice Barroso Pentagna e Vera Lúcia Bosco

Para uma melhor compreensão do uso das técnicas de restrição física em Odontopediatria, é necessário relembrar alguns conceitos sobre o comportamento infantil. A literatura odontológica possui vários estudos contendo diferentes classificações para o comportamento infantil e suas respectivas abordagens.

Uma das mais aceitas e completas é a classificação do comportamento cooperativo das crianças segundo Wright:24

• colaboradora;

• falta de capacidade para colaborar;

• potencialmente colaboradora.

A criança colaboradora é aquela que se sente à vontade e participa do tratamento odontológico. Cabe ao bom profissional manter e estimular esse comportamento positivo, não sendo necessário para isso o uso de técnicas restritivas. Mesmo uma criança colaboradora pode, em determinada situação, não apresentar um comportamento adequado durante uma consulta odontológica, e o profissional deve conversar com ela para

 

Capítulo 8 | Anestesia Local

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Capítulo

8

Anestesia Local

Sonia Lúcia Macedo Marçal, Mirian de Waele Souchois de Marsillac e Vera Campos

A anestesia local é largamente empregada em Odontologia no controle da dor. Seu uso mais comum se faz através de injeção da solução anestésica em uma área circunscrita, próxima ao tronco nervoso ou de terminações nervosas, para produzir um bloqueio provisório e reversível da condução nervosa. A solução anestésica se espalha de maneira a produzir o efeito anestésico, desde que o nervo não esteja separado por uma camada muscular espessa.

Cuidados Prévios à Anestesia Local e no Momento da Punção

Quando o paciente, jovem ou adulto, nunca foi submetido a uma anestesia local, cabe ao dentista explicar, brevemente, o procedimento e a sintomatologia advinda desta. No atendimento de crianças, esse preparo é fundamental para uma boa aceitação do ato anestésico.17,22 No preparo psicológico do paciente, o profissional deve esclarecer, com palavras simples e

 

Apêndice

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Apêndice

Apêndice 1

Conduta ou manejo de emergências médicas.

Pediatric Dentistry, 2013, 24(6):325-6.

Para todos os tipos de emergências:

1- Pare o tratamento.

2- Chame assistência, uma pessoa para trazer o oxigênio e kit de emergência.

3- Posicione o paciente de maneira que esse fique com as vias aéreas abertas e desobstruídas.

4- Monitore os sinais vitais do paciente.

5- Esteja preparado para dar suporte a respiração, circulação e cardiopulmonar inicie a ressuscitação cardiopulmonar (RCP) e telefone para o serviço de emergência médica.

157

Marsillac_4_Prova.indb 157

06/09/2013 16:03:22

158

Controle da Dor, Medo e Ansiedade em Odontopediatria

Condição

Sinai e simtomas

Tratamento

Dosagem da droga

Reação alérgica

(leve ou tardia)

Urticária, prurido, edema, eritema em pele, mucosa e conjuntiva.

Suspender o emprego de todas as substâncias que causem alergia.

 

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