Porth | Fisiopatologia, 9ª edição

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Porth | Fisiopatologia vem ganhando cada vez mais prestígio no mercado por conservar a sólida base do texto original da renomada Professora Carol M. Porth, e incorporar, a cada edição, os mais recentes e relevantes avanços científicos e tecnológicos ocorridos na área.

Abrangente como um tratado e, ao mesmo tempo, prático e objetivo, este clássico é uma referência completa, que atende ao leitor na teoria e na prática. Esta nona edição, mais uma vez, conta com a colaboração de especialistas experientes – clínicos, pesquisadores e acadêmicos –, que contribuíram com seus conhecimentos para a elaboração de um conteúdo indispensável a estudantes e profissionais da saúde.

Principais características• Estudos de caso que apresentam o histórico e os sintomas de um paciente, aplicando o conteúdo à vida real• Reestruturação das partes, tornando o encadeamento dos assuntos mais lógico e didático• Importante atualização do conteúdo sobre genética, imunidade, microbiologia e biologia molecular• Boxes que destacam e resumem as principais informações• Exercícios de revisão que ajudam o leitor a avaliar sua compreensão sobre o assunto• Tabelas e quadros que apresentam informações complexas em formato que facilita o aprendizado• Ilustrações e fotos coloridas em excelente qualidade• Apêndice que proporciona acesso rápido aos valores normais referentes a diversos exames laboratoriais• Atualização das referências bibliográficas.

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1 Conceitos de Saúde e Doença

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Conceitos de Saú­de e Doença

1

Sheila C. Grossman

O termo fisiopatologia, que é o foco deste livro, pode ser definido como a fisiologia da saú­de alterada. O termo combina as palavras patologia e fisiologia. Patologia (do grego pathos, que significa “doen­ça”) é a disciplina relacionada com o estudo das alterações estruturais e funcionais nas células, nos tecidos e nos órgãos do organismo que causam ou são causadas por doen­ça. Fisiologia é a disciplina que lida com as funções do corpo humano. Assim, fisiopatologia não aborda só as alterações em células e órgãos que ocorrem com a manifestação da doen­ça, mas também os efeitos dessas mudanças sobre a função total do corpo (Figura 1.1). Exemplos de atrofia do cérebro (Figura 1.1 A) e de hipertrofia do miocárdio (Figura 1.1

B) ilustram as alterações fisiopatológicas decorrentes de um acidente ­vascular cerebral por longo tempo de hipertensão não gerenciada e a maneira como isso afeta o miocárdio. A fisiopatologia também estuda os mecanismos patológicos subjacentes e fornece informações para auxiliar no planejamento preventivo, bem como procedimentos e práticas terapêuticas de saú­de, tais como seguir uma dieta saudável, fazer exercícios e aderir aos medicamentos prescritos. Este capítulo se destina a orientar o leitor sobre os conceitos de saú­de e doen­

 

2 Conceitos de Saúde Alterada em Crianças

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2

Conceitos de

Saúde Alterada em

Crianças

Eileen R. O’Shea

Crianças não são adultos em miniatura. A maturação física e psicológica e o desenvolvimento influenciam fortemente no tipo de enfermidade que poderá acometer a criança e na sua resposta às doen­ças. Embora muitos sinais e sintomas sejam os mesmos para in­di­ví­duos de todas as faixas etárias, determinadas doen­ças e complicações têm maior probabilidade de ocorrer em crianças. Este capítulo apresenta uma visão geral dos estágios de desenvolvimento da infância e das necessidades de cuidados de saú­de relacionadas. Doenças específicas serão tratadas em diferentes capítulos ao longo do livro.

No final do ­século 19, a taxa de mortalidade infantil era de 200 em cada 1.000 nascidos vivos.1 As doen­ças infecciosas proliferavam e as crianças, com seu sistema imunológico imaturo e inexperiente e sua exposição frequente a outras crianças infectadas, eram especialmente vulneráveis. Atualmente, as taxas de mortalidade infantil nos EUA mostram-se significativamente reduzidas como resultado de vários fatores, incluindo:

 

3 Conceitos de Saúde Alterada em Idosos

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Conceitos de Saúde

Alterada em Idosos

3

Melissa Kramps

A velhice não é uma doen­ça, é força e sobrevivência, é um triunfo sobre todos os tipos de vicissitudes e decepções, provações e enfermidades.

Maggie Kuhn

Envelhecer é um processo natural que se desenvolve ao longo da vida e traz consigo mudanças biopsicossociais específicas.

Para muitos idosos, ocorrem mudanças no funcionamento do corpo, aparência física, habilidades cognitivas, estrutura fami­ liar e ambiente social. Gerontologia é a disciplina que estuda o envelhecimento e os idosos a partir de perspectivas biológica, psicológica e sociológica. Explora os processos dinâmicos as­ sociados às complexas alterações físicas, ajustes no funciona­ mento psicológico e alterações nas identidades sociais.

Uma primeira distinção importante é que envelhecimento e doen­ça não são sinônimos. Infelizmente, é comum supor que o envelhecimento esteja inevitavelmente acompanhado por doen­ça, incapacidade e declínio geral na função. O fato

 

4 Características de Células e Tecidos

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Características de

Células e Tecidos

4

Sheila Grossman

Na maioria dos organismos, a célula é a menor unidade funcional capaz de manter as características necessárias para a vida.

As células são organizadas em unidades funcionais maiores denominadas tecidos, com base em sua origem embrionária.

Estes tecidos, por sua vez, se combinam para formar as diversas estruturas e órgãos do corpo. Embora as células de diferentes tecidos e órgãos tenham estrutura e função variáveis, determinadas características são comuns a todas as células.

As células são muito semelhantes em sua capacidade de troca de materiais com o seu ambiente imediato, obtenção de energia a partir de nutrientes orgânicos, síntese de moléculas complexas e replicação. Como a maior parte dos processos patológicos se inicia no nível da célula, a compreensão de seu funcionamento é essencial para entender o processo patológico. Algumas doenças afetam as células de um único órgão; outras, as células de um tipo de tecido em particular, e outras, ainda, as células de todo o organismo. Este capítulo discute os componentes estruturais e funcionais da célula, a integração entre as funções e o crescimento celular, o movimento de moléculas, como a passagem de íons através da membrana celular, e os tipos de tecido que formam o parênquima.

 

5 Adaptação, Lesão e Morte Celulares

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5

Adaptação, Lesão e Morte Celulares

Sheila Grossman

Quando confrontada com o estresse que coloca em perigo sua estrutura e função normais, a célula sofre alterações adaptativas que possibilitam a sobrevivência e a manutenção da função. Somente quando o estresse é esmagador ou a adaptação é ineficaz, ocorrem o dano e a morte celular. Este capítulo trata de adaptação, dano e morte das células.

Adaptação celular

Depois de concluir esta seção, o leitor deverá ser capaz de:

• Citar o objetivo geral das alterações na estrutura e função das células que ocorrem como resultado de processos adaptativos normais

• Descrever alterações celulares ocorridas com atrofia, hipertrofia, hiperplasia, metaplasia e displasia e as condições gerais em que se dão essas alterações

• Comparar a patogênese e os efeitos de calcificações distróficas e metastáticas

As células se adaptam a alterações do meio ambiente interno, do mesmo modo que o organismo como um todo se adapta às alterações do meio ambiente externo. As células podem se ajustar passando por alterações no tamanho, número e tipo. Estas alterações, possíveis de ocorrer isoladamente ou em combinação, conduzem a:

 

6 Controle Genético da Função Celular e Herança

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Controle Genético da Função Celular e Herança

6

Lisa C. Grossman

Jennifer é uma criança com 1 dia de vida, nascida depois de um parto vaginal sem complicações.

Foi percebido que ela tem tônus muscular fraco e fácies irregular, incluindo olhos oblíquos voltados para cima e um perfil facial achatado com depressão da ponte nasal. Ela também apresenta sopro carotídeo, e o pediatra está preocupado com um problema cardíaco em potencial.

O pediatra acredita que ela possa ter síndrome de Down

(trissomia do 21). Uma amostra de sangue foi enviada para cario­tipagem e o resultado encontrado foi 47, XX, +21. O caso de Jennifer é discutido mais adiante neste capítulo e no

Capítulo 7.

Nossa informação genética está armazenada na estrutura do ácido desoxirribonucleico (DNA), uma macromolécula extremamente estável. A informação genética orienta a função das células do nosso organismo, determina nossa aparência e como reagimos ao meio ambiente, além de funcionar como unidade da herança passada de geração em geração. Os genes também determinam nossa suscetibilidade a doenças e o modo como reagimos aos fármacos.

 

7 Doenças Genéticas e Congênitas

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Doenças Genéticas e Congênitas

7

Lisa C. Grossman

Defeitos congênitos, às vezes chamados de defeitos de nascimento, são anormalidades em uma estrutura, função ou metabolismo orgânico já no momento do parto. Afetam mais de 185 mil crianças nascidas anualmente nos EUAa e são a principal causa de morte.1 Defeitos congênitos podem ser causados por fatores genéticos (herança de único gene, herança multifatorial ou aberrações cromossômicas) ou fatores ambientais ativos durante o desenvolvimento embrionário ou fetal (p. ex., doença materna, infecções ou medicamentos tomados durante a gravidez). Embora os defeitos congênitos estejam evidentes ao nascimento, as doenças genéticas podem se manifestar mais tarde. Este capítulo apresenta uma visão geral de doenças genéticas e congênitas e divide-se em três partes:

1. Doenças genéticas e cromossômicas

2. Doenças causadas por fatores ambientais

3. Diagnóstico e aconselhamento.

Doenças genéticas e cromossômicas

 

8 Neoplasias

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8

Neoplasias

Sheila Grossman

Câncer é a segunda principal causa de morte nos EUA.a Para o ano de 2011, havia uma estimativa de 1.596.670 indivíduos diagnosticados com câncer nos EUA e 5.671.950 mortos pela doença.1 Estes números não incluem câncer in situ ou carcinoma basocelular e câncer de pele espinocelular.1

Aproximadamente 11,7 milhões de americanos vivos em

2007 tinham um histórico de câncer.1 A tendência de sobrevivência ao câncer mostra que as taxas de sobrevida relativa de 5 anos têm melhorado desde o início dos anos de 1990.1

Embora a taxa de mortalidade tenha sido reduzida, o número de mortes por câncer aumentou devido ao envelhecimento e

à expansão da população.

O câncer não é uma única doença. Trata-se de uma condição com possível origem em quase qualquer órgão, sendo o câncer de pele o tipo mais comum nos EUA. Exclu­indose o câncer de pele, a próstata em homens e a mama em mulheres são os locais mais comuns para o desenvolvimento de câncer. A capacidade de cura do câncer varia consideravelmente e depende do tipo de câncer e da extensão da doença no momento do diagnóstico. Certos tipos de câncer, como doença de Hodgkin, câncer testicular e osteossarcoma, que há apenas algumas décadas apresentavam prognóstico desfavorável, atualmente em muitos casos podem ser curados. No entanto, o câncer de pulmão, que é a principal causa de morte em homens e mulheres nos EUA,1 é resistente à terapia, e apesar de ter sido alcançado algum progresso no tratamento, as taxas de mortalidade permanecem elevadas.

 

9 Estresse e Adaptação

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9

Estresse e

Adaptação

Sheila Grossman

O estresse tem se tornado um tema cada vez mais discutido no mundo de hoje. O conceito é amplamente debatido nas áreas de saúde e também é abordado em áreas como economia, ciências políticas, negócios e educação. Na imprensa em geral, a resposta fisiológica ao estresse frequentemente é apontada como fator contribuinte para vários estados físicos e mentais individuais e problemas sociais. Aproximadamente 25% dos norte-americanos percebem seu nível de estresse como elevado, o que reflete uma pontuação de 8 a 10 em uma escala de

10 pontos. Cinquenta por cento dos norte-americanos percebem seus níveis de estresse como moderados, indicando uma pontuação de 4 a 7 na escala de 10 pontos.1 Os 25% restantes não são contabilizados quanto à sua percepção em relação ao estresse, pois sentem que não é continuamente alto, moderado ou baixo. Os fatores atuais de estresse incluem o terrorismo, o pagamento de contas, a manutenção da saúde, a manutenção do emprego e a economia.

 

10 Alterações na Regulação da Temperatura

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10

Alterações na

Regulação da

Temperatura

Sheila Grossman

Controle da temperatura corporal

Depois de concluir esta seção, o leitor deverá ser capaz de:

• Diferenciar entre temperatura corporal interna e temperatura da pele

• Identificar as diferenças entre os métodos utilizados para medir a temperatura do corpo

• Definir os termos condução, radiação, convecção e evaporação e relacioná-los com os mecanismos de ganho e de perda de calor corporal

A maioria dos processos bioquímicos orgânicos é afetada por mudanças de temperatura. Os processos metabólicos se aceleram ou desaceleram, dependendo do fato de a temperatura corporal aumentar ou diminuir. A temperatura corporal central (i. e., intracraniana, intratorácica e intra-abdominal) normalmente se mantém em uma faixa entre 36,0 e 37,5°C.1

Dentro dessa faixa, podem existir diferenças individuais. Por exemplo, a temperatura central da maioria das mulheres aumenta aproximadamente entre 0,5 e 1,0°C durante o período depois da ovulação em seu ciclo menstrual.1 São observadas

 

11 Tolerância à Atividade e Fadiga

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11

Tolerância à

Atividade e Fadiga

Sheila Grossman

Exercício, ou atividade física, é um estado fisiológico tão comum em suas diversas formas, que o verdadeiro repouso fisiológico raramente é alcançado. Definido em última análise em termos de contração da musculatura esquelética, o exercício físico envolve as respostas coordenadas de cada sistema orgânico para fornecer a energia necessária para o aumento da atividade muscular. Fadiga representa a percepção de falta de energia suficiente para o indivíduo se envolver plenamente nas atividades físicas. A fadiga pode ser aguda, como a que resulta do aumento da atividade física, ou pode ser crônica, como na síndrome de fadiga crônica (SFC). Condições que restringem a atividade física, como repouso e imobilidade, podem prejudicar a reserva de exercício físico de uma pessoa e sua capacidade de realizar trabalho e outras atividades.

Este capítulo discute a tolerância à atividade e ao exercício físico, a intolerância à atividade e fadiga, e as respostas fisiológicas e psicossociais à imobilidade e ao repouso.

 

12 Mecanismos de Doenças Infecciosas

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Mecanismos de

Doenças Infecciosas

12

Sheila C. Grossman

Todos os seres vivos compartilham dois objetivos básicos na vida: sobrevivência e reprodução. Isto se aplica igualmente a todos os microrganismos, incluindo bactérias, vírus, fungos e protozoários. Com o intuito de alcançar esses objetivos, os microrganismos devem extrair os nutrientes essenciais do meio ambiente para seu crescimento e sua proliferação. Para inúmeros microrganismos microscópicos, o meio ambiente inclui o organismo humano. A Tabela 12.1 ilustra os patógenos mais comuns que invadem o organismo humano. Normalmente, o contato entre seres humanos e microrganismos

é incidental e, em determinadas situações, pode realmente beneficiar ambos. Em circunstâncias extraordinárias, no entanto, a invasão do organismo humano por microrganismos pode produzir efeitos prejudiciais e potencialmente letais. As consequências dessa invasão são coletivamente denominadas doenças infecciosas.

Doenças infecciosas

 

13 Imunidade Inata e Adaptativa

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Imunidade Inata e

Adaptativa

13

Nancy A. Moriber

O organismo humano é constantemente exposto a microrganismos potencialmente nocivos e a substâncias estranhas. Em virtude disso, desenvolveu um sistema completo composto por mecanismos complementares e inter-relacionados para se defender contra a invasão por bactérias, vírus e outras substâncias estranhas. Por intermédio do reconhecimento de padrões moleculares, o sistema imunológico pode distinguir entre o que faz parte do organismo e o que lhe é estranho e é capaz de discriminar agentes potencialmente nocivos dos não nocivos.

Além disso, tem condições para se defender contra células e moléculas anormais que se desenvolvem periodicamente. A pele e suas camadas epiteliais, em conjunto com processos inflamatórios normais do organismo, formam a primeira linha de defesa e conferem imunidade inata ou natural ao hospedeiro. Se estas barreiras de proteção são ultrapassadas, o organismo depende de uma segunda linha de defesa, conhecida como resposta imune adaptativa, para erradicar a infecção por microrganismos invasores. A resposta imune adaptativa se desenvolve lentamente, mas resulta na produção de anticorpos capazes de atingir microrganismos e substâncias estranhas específicas no caso de ocorrer uma segunda exposição.

 

14 Inflamação, Reparação de Tecidos e Cicatrização de Feridas

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Inflamação,

Reparação de Tecidos e Cicatrização de

Feridas

14

Sheila C. Grossman

O processo inflamatório é uma resposta que se destina a eliminar a causa inicial de lesão celular, remover o tecido danificado e produzir um novo. O processo ocorre por meio da destruição, da digestão enzimática, da compartimentalização ou de qualquer outro modo de neutralizar os agentes nocivos, como toxinas, corpos estranhos ou microrganismos infecciosos.1 Estes processos preparam o terreno para os eventos que acabarão por cicatrizar o tecido danificado. Assim, a inflamação se mostra intimamente entrelaçada com os processos de reparação, que substituem o tecido danificado ou preenchem os defeitos residuais com tecido cicatricial fibroso.

Embora tenha sido descrita pela primeira vez há mais de

2.000 anos, a resposta inflamatória tem provocado interesse renovado nos últimos anos. Como resultado, sabe-se hoje em dia que a patogênese de diversas doenças está ligada à resposta inflamatória.1 Em casos assim, a cascata inflamatória

 

15 Distúrbios da Resposta Imunológica

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Distúrbios da Resposta

Imunológica

15

Nancy A. Moriber

O sistema imunológico humano é um sistema complexo e multidimensional projetado para proteger o hospedeiro contra a invasão de substâncias estranhas, microrganismos e toxi­ nas. Ajuda também a proteger contra a proliferação de células neoplásicas e desempenha papel fundamental no processo de inflamação e cicatrização de feridas. Infelizmente, em deter­ minadas circunstâncias, o sistema imunológico pode se tornar ineficiente ou hiperativo, causando o desenvolvimento de do­ enças debilitantes e/ou potencialmente fatais. Estes processos patológicos podem assumir a forma de distúrbios de imuno­ deficiência; reações alérgicas ou de hipersensibilidade; rejei­

ção a transplantes e doenças autoimunes. Independentemente da manifestação, a causa subjacente tende a ser rastreada até uma anormalidade em um dos componentes celulares ou quí­ micos das respostas imunes inatas e adaptativas.

Distúrbios de imunodeficiên­cia

 

16 Síndrome da Imunodeficiência Adquirida

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16

Síndrome da

Imunodeficiência

Adquirida

Sheila Grossman

A síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) é uma doença causada por infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) e se caracteriza por profunda imunossupressão, com infecções oportunistas associadas, doenças malignas, perda de massa corporal e degeneração do sistema nervoso central (SNC). Atualmente, a AIDS é considerada uma doença crônica.

Epidemia de AIDS e transmissão da infecção pelo HIV

Depois de concluir esta seção, o leitor deverá ser capaz de:

• Descrever o vírus responsável pela AIDS e explicar como ele difere da maioria dos outros vírus

• Descrever os mecanismos de transmissão do HIV e relacioná-los com a necessidade de conscientização da população e de preocupação com a propagação da

AIDS

Como condição nacional e mundial, o grau de morbidade e mortalidade causadas pelo HIV, bem como seu impacto sobre os recursos destinados à saúde e sobre a economia, representa um problema enorme e que não dá trégua. No final de 2010, a estimativa é de que havia cerca de 34 milhões de pessoas no mundo vivendo com HIV/AIDS.1 Os relatórios da UNAIDS, agência das Nações Unidas de combate à

 

17 Organização e Controle da Função Neurológica

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Organização e

Controle da Função

Neurológica

17

Cynthia Bautista

As principais funções do sistema nervoso incluem detecção, análise e transmissão de informação. O sistema sensorial, integrado pelo encéfalo, produz sinais para os sistemas motor e autônomo para controlar o movimento e as funções viscerais e endócrinas. Estas ações são controladas por neurônios, formando uma rede de sinalização que inclui um sistema motor e um sistema sensorial.1 O sistema nervoso é dividido em dois componentes: sistema nervoso central (SNC) e sistema nervoso periférico (SNP). O SNC consiste em encéfalo e em medula espinal. O SNP consiste em nervos cranianos (NC) provenientes do encéfalo e nervos espinais oriundos da medula espinal. As células nervosas, tanto do SNC quanto do SNP, formam vias sensoriais de entrada de informação (aferentes) e vias motoras de saída de informação (eferentes).

Este capítulo está dividido em cinco partes:

1. Células do tecido nervoso

 

18 Função Somatossensorial, Dor e Cefaleia

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18

Função

Somatossensorial,

Dor e Cefaleia

Cynthia Bautista e Sheila Grossman

O componente somatossensorial do sistema nervoso propor­ ciona a consciência das sensações corporais, como toque, temperatura, posição do corpo e dor. Outros componentes sensoriais do sistema nervoso incluem os sentidos especiais de visão, audição, olfato e paladar. Esses sentidos especiais são discutidos em outros capítulos. Os receptores sensoriais para a função somatossensorial consistem em terminações nervosas distintas na pele e outros tecidos corporais. Entre 2 e 3 milhões de neurônios sensoriais entregam um fluxo cons­ tante de informação codificada. Apenas uma pequena parte dessa informação chega à consciência. Como alternativa, a maioria das informações é essencial para inúmeros mecanis­ mos reflexos e automáticos que nos mantêm vivos e geren­ ciam nosso funcionamento.

Este capítulo está organizado em duas partes distintas. A primeira descreve a organização e o controle da função so­ matossensorial, e a segunda discute a dor como modalidade somatossensorial.

 

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