Fundamentos de radiologia

Visualizações: 470
Classificação: (0)

Fundamentos de Radiologia | Diagnóstico por Imagem dispõe de informações essenciais para a compreensão das aplicações clínicas da tecnologia de imagem. Trata-se da ferramenta ideal para residentes e profissionais de radiologia, englobando todas as subespecialidades e modalidades de imagem atualmente utilizadas em neurorradiologia, radiologia do tórax, das mamas, do abdome e do sistema musculoesquelético, ultrassonografia, imagem pediátrica, técnicas intervencionistas e medicina nuclear.

Atualizada e minuciosamente revisada, esta quarta edição conta com novo projeto gráfico, em cores, conteúdo ampliado e mais de 3.500 imagens, incluindo ilustrações coloridas e fotos dos mais modernos aparelhos de tomografia computadorizada, ressonância magnética e radiografia digital. Entre os tópicos incluídos ou expandidos, destacam-se o uso de ressonância magnética ponderada por difusão, os novos agentes de contraste, a ressonância magnética das mamas e as diretrizes atualizadas para a realização de biopsia e outras intervenções.

FORMATOS DISPONíVEIS

eBook

Disponível no modelo assinatura da Minha Biblioteca

63 capítulos

Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta

1 - Métodos de Diagnóstico por Imagem

PDF Criptografado

Capítulo 1   �MÉTODOS DE DIAGNÓSTICO

POR IMAGEM

William E. Brant

A radiologia é uma especialidade dinâmica que continua passando por mudanças rápidas e avanços tecnológicos constantes. Não só cresceram em número os métodos de imagem, como também cada um deles passa por melhorias e aprimoramento em seu uso como ferramenta de diagnóstico clínico. Este capítulo faz uma revisão dos principais métodos de imagem e fornece os princípios básicos de interpretação de cada método. Também são discutidos os meios de contraste comu‑ mente utilizados em radiologia diagnóstica. As bases da radiologia nuclear serão tratadas nos capítulos seguintes.

Radiografia convencional

O exame radiográfico convencional do corpo humano data dos pri‑ mórdios da radiologia, quando, em 1895, Wilhelm Roentgen produziu a primeira imagem da mão de sua esposa. A radiografia convencional continua sendo um método fundamental na prática do diagnóstico por imagem.

Geração da imagem.  Os raios X são uma forma de energia radiante, semelhantes à luz visível em muitos aspectos. Eles diferem da luz visível pelo fato de apresentarem comprimentos de onda muito curtos, sendo capazes de penetrar diversas substâncias opacas à luz. O feixe de raios

 

2 - Introdução à Imagem Cerebral

PDF Criptografado

GIL

Capítulo 2    INTRODUÇÃO À IMAGEM CEREBRAL

David J. Seidenwurm e Govind Mukundan

Este capítulo oferece um atlas da neuroanatomia e uma discussão dos princípios de imagem do cérebro e da interpretação das imagens.

A anatomia do cérebro é mostrada em imagens ponderadas em T2 no plano axial, em aparelho com potência de 3 T (Figuras 2.1 a 2.8), ponderadas em T1 no plano coronal RM – 3 T (Figuras 2.9 a 2.16), no plano sagital ponderadas em T1 RM – 3 T (Figuras 2.17 e 2.18).

Exemplos de imagens de RM FIESTA (Fast imaging employing steady‑­ state acquisition) são apresentados nas Figuras 2.19 e 2.20; nas Figu‑ ras 2.21 e 2.22, são mostrados exemplos de RM funcional; nas Figu‑ ras 2.23 e 2.24, exemplos de RM 3 T com tensor de difusão, e as

Figuras 2.25 e 2.26 apresentam imagens de uma tratografia da subs‑ tância branca.

Observação do cérebro

Alguns princípios básicos devem ser seguidos para garantir que nenhuma emergência neurocirúrgica seja negligenciada, mesmo em uma rápida observação feita no setor de emergência.

 

3 - Traumatismo Craniofacial

PDF Criptografado

GIL

O2|

OGIA

Capítulo 3    TRAUMATISMO CRANIOFACIAL

Robert M. Barr, Alisa D. Gean e Tuong H. Le

Traumatismo craniano

Estratégia de imagem

Radiografia.  A fratura de crânio, com ou sem sinais de dano neu‑ rológico, é um fator de risco independente para lesão intracraniana de relevância neurocirúrgica.1 Portanto, no caso de traumatismo cra‑ niano clinicamente oculto, o diagnóstico de fratura do crânio serve de alerta para a possibilidade de lesão intracraniana neurologica‑ mente importante imediata ou tardia. Entretanto, a radiografia con‑ vencional (em filme ou digital) por si só não apresenta sensibilidade para detectar uma patologia intracraniana2‑4 e não deve ser realizada em detrimento de uma anamnese e de um exame físico detalhados.

Pacientes considerados de baixo risco de dano intracraniano com base na anamnese e no exame físico devem ser mantidos sob observa‑

ção, e aqueles considerados de alto risco devem ser submetidos a TC.

 

4 - Doenças Cerebrovasculares

PDF Criptografado

GIL

O2|

OGIA

Capítulo 4    DOENÇAS CEREBROVASCULARES

Howard A. Rowley

Os acidentes vasculares cerebrais (AVC) podem ser causados por infarto cerebral (75%), ou por hemorragia (25%), e devem ser diferenciados de outras condições que causam déficits neurológicos súbitos. Infarto

é uma lesão permanente que ocorre quando existe redução da perfu‑ são tecidual, por um intervalo de tempo longo o suficiente para causar necrose, tipicamente devido à oclusão da artéria nutrícia. Ataque isquê‑ mico transitório (AIT) é definido como sinais ou sintomas neurológi‑ cos temporários, que duram menos de 24 h e servem como sinal de alerta de que um infarto pode vir a ocorrer nas semanas ou nos meses seguintes. O AIT normalmente é causado por oclusão temporária da artéria nutrícia. Hemorragia acontece quando surge extravasamento de sangue por ruptura da parede arterial e espalha‑se no parênquima circundante, no espaço subaracnoide ou nos ventrículos.

Os AVC são a terceira causa de morte nos EUA e a principal causa de incapacitação a longo prazo entre os sobreviventes. No passado, a abordagem terapêutica da isquemia era fortemente baseada na pre‑ venção ou no suporte, mas a aprovação do uso de agentes trombolíti‑ cos intravenosos para AVC agudo e a disponibilidade de dispositivos endovasculares tornaram as modalidades de imagem e intervenção rápida partes críticas no manejo do AVC. Um paciente com hemorra‑ gia pode ter um aneurisma, malformação vascular ou outra condição, e cada uma delas apresenta diferenças importantes na escolha do tra‑ tamento mais adequado. O radiologista desempenha um papel fun‑ damental na triagem e avaliação de todos os pacientes com AVC. A seleção da técnica de imagem apropriada, o reconhecimento das pri‑ meiras alterações isquêmicas, a capacidade de diferenciação de um

 

5 - Neoplasias e Massas Tumoriformes no Sistema Nervoso Central

PDF Criptografado

GIL

O2|

OGIA

Capítulo 5   �NEOPLASIAS E MASSAS TUMORIFORMES

NO SISTEMA NERVOSO CENTRAL

Kelly K. Koeller

Embora sejam raras as neoplasias (tumores) no sistema nervoso cen‑ tral (SNC), essas lesões despertam um interesse excepcional devido às alterações dramáticas e muitas vezes catastróficas que ocorrem na vida de pacientes afetados. A incidência anual total é de, aproximadamente,

20 mil novos casos nos EUA. A maioria (de 80 a 85%) dos casos ocorre em indivíduos com mais de 15 anos de idade, e se localizam mais comumente (70%) no compartimento supratentorial. Lesões metas‑ táticas representam cerca de 30% de todas as neoplasias do SNC nessa faixa etária. Por outro lado, tumores que se manifestam em indivíduos com menos de 15 anos tendem a localizar‑se na fossa posterior (70%), e é rara a ocorrência de metástases durante a infância. Em termos de prevalência, os tumores do SNC estão apenas atrás de leucemia durante a infância.

Embora os tumores do SNC sejam tradicionalmente classificados por neuropatologistas de acordo com o tipo de célula que lhes deu origem, a análise dessas lesões em exames por imagem talvez seja mais bem abordada em termos de sua localização anatômica. Este capítulo trata de um amplo espectro de tumores do SNC e de massas (seme‑ lhantes a tumor) definidos não apenas por sua composição histoló‑

 

6 - Infecções do Sistema Nervoso Central

PDF Criptografado

GIL

O2|

OGIA

Capítulo 6   �INFECÇÕES DO SISTEMA NERVOSO

CENTRAL

Nathaniel A. Chuang e Walter L. Olsen

A neuroimagem é uma importante ferramenta utilizada na avaliação e no tratamento de infecções do sistema nervoso central (SNC).

Essas infecções muitas vezes têm consequências neurológicas terrí‑ veis, e o diagnóstico e gerenciamento precoces, com a ajuda de TC e

RM em particular, são fundamentais. Antes da ampla disponibili‑ dade de aparelhos de TC, os abscessos piogênicos do cérebro apre‑ sentavam taxa de mortalidade entre 30 e 70%. Desde então, a taxa de mortalidade caiu para menos de 5%, especialmente por causa da capacidade de os exames de neuroimagem diagnosticarem e localiza‑ rem com precisão os abscessos e monitorarem a eficácia das inter‑ venções apropriadas. Normalmente, RM é a modalidade de escolha para infecções do SNC, devido a maior sensibilidade e especificidade em comparação com a TC. Contudo, a preferência pode ser dada à

 

7 - Doenças Degenerativas da Substância Branca

PDF Criptografado

GIL

O2|

OGIA

Capítulo 7   �

DOENÇAS DEGENERATIVAS

DA SUBSTÂNCIA BRANCA

Jerome A. Barakos e Derk D. Purcell

Diferentemente da substância cinzenta, que contém os corpos celula‑ res neuronais, a substância branca é composta pelos longos prolon‑ gamentos destes neurônios. Os prolongamentos axônicos são envol‑ vidos por bainhas de mielina; estas bainhas são compostas de lipídios, o que explica o nome substância branca. Neste capítulo são descritas várias doenças caracterizadas por acometerem a substância branca. Em seguida, são discutidas as doenças neurodegenerativas e a hidrocefalia.

A sensibilidade acentuada das imagens ponderadas em T2 (T2WI) facilita a detecção das lesões da substância branca. No entanto, os radiologistas encontram grande dificuldade, pois a substância branca pode ser comprometida por diferentes doenças, e as lesões são muitas vezes inespecíficas em sua natureza, isto é, a especificidade é baixa. A especificidade na caracterização da lesão aumenta quando se combina o conhecimento das várias doenças da substância branca, e suas carac‑ terísticas clínicas correspondentes, com o entendimento da morfologia da lesão e sua distribuição anatômica. Esta combinação de informações clínicas e de dados de imagem é essencial para que o radiologista faça uma lista acurada e significativa de diagnóstico diferencial.

 

8 - Neuroimagem Pediátrica

PDF Criptografado

GIL

O2|

OGIA

Capítulo 8   �NEUROIMAGEM PEDIÁTRICA

Camilla Lindan, Erik Gaensler e Jerome Barakos

A especialização em neuroimagem pediátrica é uma área extrema‑ mente fascinante, que exige dos radiologistas conhecimentos nas áreas de embriologia, genética e bioquímica. As alterações no desenvolvi‑ mento neurológico que ocorrem com o feto no meio intrauterino mantêm‑se durante os primeiros anos após o nascimento, o que resulta em mudanças notáveis no aspecto do cérebro nos exames por imagem, desde o termo até os 2 anos de idade. Lesões, como isquemia ou infec‑

ção, fornecem padrões de imagem diferentes, em função da idade e de erros inatos do metabolismo, muitas vezes presentes no início da infân‑ cia. Neste capítulo serão discutidos o desenvolvimento normal, a lesão hipóxico‑isquêmica, as malformações congênitas e as facomatoses.

Tumores do sistema nervoso central (SNC), doenças da substância branca e malformações da coluna vertebral pediátricas serão discutidos em outros capítulos.

 

9 - Imagem da Cabeça e do Pescoço

PDF Criptografado

GIL

O2|

OGIA

Capítulo 9   �IMAGEM DA CABEÇA E DO PESCOÇO

Jerome A. Barakos e Derk D. Purcell

O termo “cabeça e pescoço” engloba o conjunto de estruturas extra‑ cranianas, que incluem cavidade dos seios paranasais, base do crânio, faringe, cavidade oral, laringe, pescoço, órbita e osso temporal. A região da cabeça e do pescoço abrange uma grande variedade de tecidos em um espaço compacto, com quase todos os sistemas orgânicos repre‑ sentados, incluindo sistema digestório, respiratório, nervoso, ósseo e vascular. Em virtude dessa complexidade anatômica, os procedimen‑ tos na região da cabeça e do pescoço causam grande apreensão. No entanto, pode‑se fazer uma avaliação precisa desta região combinando o conhecimento da anatomia normal e a familiaridade com as diversas doenças que podem acometer essa região. A discussão se iniciará con‑ siderando as lesões dos seios paranasais e da cavidade nasal. Depois disso será feita uma revisão da base do crânio, dos espaços profundos do pescoço, dos linfonodos, das órbitas oculares e, finalmente, das lesões congênitas da cabeça e do pescoço.

 

10 - Coluna Vertebral | Doenças Não Degenerativas

PDF Criptografado

GIL

O2|

OGIA

Capítulo 10   �COLUNA VERTEBRAL | DOENÇAS

NÃO DEGENERATIVAS

Erik H.L. Gaensler e Derk D. Purcell

Neste capítulo serão abordadas as doenças não degenerativas da medula espinal, meninges e tecidos moles paravertebrais. Em diferen‑ tes seções serão discutidos processos inflamatórios, infecciosos, neo‑ plasias, distúrbios vasculares, malformações congênitas e trauma‑ tismo.1‑4 A coluna vertebral é composta por vértebras, que abrigam a medula espinal e os nervos espinais proximais, representando, desse modo, uma “zona de fronteira” entre o SNC (sistema nervoso central) e o sistema musculoesquelético (esta “zona de fronteira” é refletida não só anatômica, mas também politicamente, já que a coluna é um terri‑ tório reivindicado tanto por neurocirurgiões como por cirurgiões orto‑ pédicos). Os processos de degeneração e estenose dos discos vertebrais serão discutidos no Capítulo 11. Os tumores primários que envolvem as vértebras serão abordados na seção sobre radiologia musculoesque‑ lética.

 

11 - Coluna Lombar | Doenças Discais e Estenose

PDF Criptografado

GIL

O2|

OGIA

Capítulo 11   �COLUNA LOMBAR | DOENÇAS DISCAIS

E ESTENOSE

Clyde A. Helms

Métodos de imagem

Os exames de imagem da coluna lombar para avaliação de doenças discais e estenose evoluíram nos últimos 20 anos de exames predo‑ minantemente orientados por mielografia até TC e RM. Várias

­pesquisas têm mostrado que a mielografia não é tão precisa quanto a TC ou a RM,1‑3 mas, mesmo assim, continua sendo realizada.

­Atualmente, porém, não existe muita justificativa para a utilização de ­mielografia lombar para determinar se há doenças discais e

­estenose.

Embora haja poucas diferenças entre TC e RM em termos de pre‑ cisão diagnóstica de imagens da coluna lombar, a RM proporciona mais informações e descrições anatômicas mais completas que as obti‑ das pela TC. Por exemplo, a RM pode determinar se um disco sofreu degeneração mostrando a perda de sinal em T2WI (Figura 11.1). A

TC não fornece essa informação. No entanto, ainda precisa ser com‑ provado se essa informação é útil ou não.

 

12 - Anatomia Normal, Métodos de Exame e Achados Radiográficos na Doença Torácica

PDF Criptografado

gil

Capítulo 12   �Anatomia Normal, Métodos de

Exame e Achados Radiográficos na Doença Torácica

Julio Lemos e Jeffrey S. Klein

Existem muitas técnicas de imagem disponíveis para a avaliação radio‑ gráfica de doenças torácicas1. A decisão sobre que procedimentos rea‑ lizar depende de diversos fatores, os mais importantes são a disponi‑ bilidade das várias modalidades e o tipo de informação que está sendo procurado. Embora as radiografias convencionais do tórax ainda repre‑ sentem 25 a 35% de todos os exames de radiologia, elas vem sendo substituídas pela TC, apesar do aumento significativo da exposição do paciente à radiação. Nos últimos anos vem ocorrendo declínio, até quase desaparecimento, de intervenções vasculares de diagnóstico da doença torácica, graças a TC com multidetectores e RM. O advento recente da RM de multicanais paralelos pode possibilitar a substituição gradual da TC no diagnóstico vascular torácico. Embora o algoritmo de criação de imagens para problemas específicos possa parecer rela‑ tivamente simples, a preferência deve depender do julgamento médico.

 

13 - Hilo e Mediastino

PDF Criptografado

gil

Capítulo 13   �Hilo e Mediastino

Jeffrey S. Klein

Este capítulo apresenta uma revisão sobre os tipos de abordagem radiológica para a investigação de massas do mediastino, doenças difu‑ sas do mediastino e anomalias hilares.

Tabela 13.1

Massas da abertura superior do tórax.

Vasculares

Artéria braquicefálica/subclávia tortuosa

Massas da tireoide

Bócio

Malignidade

Tireomegalia resultante de tireoidite

Massas da paratireoide

Hiperplasia

Adenoma

Carcinoma

Massas dos linfonodos

Linfoma

Hodgkin

Não Hodgkin

Metástases

Inflamatório

Tuberculose

Massas do mediastino

Anormalidades mediastinais localizadas representam um desafio comum para o radiologista. Pacientes com massas mediastinais tendem a apresentar uma de duas formas: sintomas relacionados com o efeito expansivo localizado ou invasão de estruturas mediastinais adjacentes

(estridor em paciente com bócio da tireoide), ou incidentalmente, como sinal anormal em radiografia de tórax de rotina. Ocasional‑ mente, a massa mediastinal é descoberta durante a avaliação de malig‑ nidade conhecida (p. ex., paciente com linfoma não Hodgkin [LNH]) ou de uma condição como a miastenia gravis, na qual existe associação com timoma. TC multidetectores (TCMD) é a modalidade primária empregada para avaliar massas mediastinais; a PET é útil para avaliar a resposta de tumores do mediastino ao tratamento, particularmente o linfoma, e para distinguir tumor residual ou recorrente de fibrose.

 

14 - Doença Vascular Pulmonar

PDF Criptografado

gil

Capítulo 14   �Doença Vascular Pulmonar

Curtis E. Green e Jeffrey S. Klein

Edema pulmonar

Princípios básicos.  Em condições normais, o espaço intersticial do pulmão é mantido “seco” pelos vasos linfáticos pulmonares loca‑ lizados no interstício axial e periférico do pulmão. Os linfáticos dre‑ nam os pequenos volumes de líquido transudado que penetra nos espaços intersticiais na forma de ultrafiltrado do plasma. Como não há estruturas linfáticas imediatamente dentro das paredes alveola‑ res (interstício parenquimatoso), o líquido intersticial filtrado é con‑ duzido para os vasos linfáticos por um gradiente de pressão entre o interstício alveolar e o interstício axial e periférico. Quando a taxa de acúmulo de líquido no interstício excede a capacidade de drena‑ gem linfática do pulmão, o líquido se acumula primeiramente no espaço intersticial. À medida que o volume de líquido extravascular aumenta, este passa a se acumular nos “cantos” dos espaços alveola‑ res. O acúmulo progressivo de líquido acaba “inundando” os espaços alveolares, resultando em edema pulmonar. Embora o edema inters‑ ticial não influencie as propriedades de troca gasosa do pulmão afe‑ tado, a inundação dos espaços alveolares compromete a troca entre oxigênio e dióxido de carbono.

 

15 - Neoplasias Pulmonares

PDF Criptografado

gil

Capítulo 15   �Neoplasias Pulmonares

Jeffrey S. Klein

Nódulo pulmonar solitário

A avaliação radiológica de nódulo pulmonar solitário (NPS) continua sendo um dos mais comuns e maiores dilemas de diagnóstico em radio‑ logia torácica.1 A prevalência de NPS aumentou recentemente, como resultado da utilização crescente de TCMD. Antes de iniciar uma inves‑ tigação diagnóstica detalhada de NPS, deve‑se determinar se a opaci‑ dade focal observada na radiografia de tórax é real ou trata‑se de um artefato. Quando uma opacidade focal é detectada radiograficamente, tenta‑se verificar se é realmente intratorácica, o que deve começar com uma revisão cuidadosa da radiografia em perfil para localizar a opaci‑ dade. Densidades observadas em apenas um plano de visão são artefa‑ tos, pele, lesões na parede toráxica ou na pleura, ou nódulos intrapul‑ monares verdadeiros. Ocasionalmente, o exame físico revela lesão de pele que representa a opacidade. A fluoroscopia torácica pode ser útil na localização de opacidade observada em uma única incidência radio‑ gráfica e pode identificar a opacidade como localizada na parede torá‑ cica ou no pulmão. Se estiver disponível, a radiografia de tórax de dupla energia com revisão da imagem do osso pode ser utilizada para a iden‑ tificação de lesões calcificadas, como fraturas de costelas consolidadas ou ilhotas ósseas, granulomas calcificados de pulmão, ou placas pleurais calcificadas, que podem produzir opacidade nodular em radiografias

 

16 - Infecção Pulmonar

PDF Criptografado

gil

Capítulo 16   �Infecção Pulmonar

Jeffrey S. Klein

Infecção no hospedeiro normal

O sistema broncopulmonar é aberto para a atmosfera e, portanto, é relativamente acessível a microrganismos transmitidos pelo microorga­ nismo. O hospedeiro tem diversos mecanismos de defesa nos níveis da faringe, traqueia e brônquios centrais. Quando estes mecanismos falham, os microrganismos patogênicos conseguem penetrar nos pequenos brôn­ quios distais e no parênquima pulmonar. Uma vez que os ­microrganismos­ invasores penetram no parênquima, ocorre a ativação do sistema imu­ nológico (celular e humoral). Esta resposta pode manifestar‑se clínica e radiograficamente como pneumonia e, em um hospedeiro normal, mui­ tas vezes, levar à erradicação dos microrganismos infecciosos. Se a res­ posta imunológica estiver comprometida, a infecção do trato respirató­ rio inferior pode evoluir para uma doença muito grave e frequentemente levar à morte, mesmo com tratamento adequado com antibióticos.

 

17 - Doença Pulmonar Difusa

PDF Criptografado

gil

Capítulo 17   �Doença Pulmonar Difusa

Jeffrey S. Klein e Curtis E. Green

Doença pulmonar difusa representa um largo espectro de doenças que afetam principalmente o interstício pulmonar (Tabela 17.1). Essas doenças se apresentam de diversas maneiras, mais tipicamente com dispneia progressiva. Alguns pacientes, no entanto, apresentam sinto‑ mas mínimos ou nenhum sintoma, e a doença pulmonar intersticial

é descoberta acidentalmente ou durante rastreamento radiológico de doença intersticial associada à doença do colágeno.

Doença pulmonar restritiva e hipoxemia em provas de função pul‑ monar tipicamente se são encontradas. Os achados radiográficos produzidos pela doença intersticial são revistos no Capítulo 12. A TC de cortes finos revolucionou o diagnóstico da doença pulmonar intersticial, e seu papel na avaliação dessa condição é detalhado neste capítulo.

TC de cortes finos do interstício pulmonar

Anatomia normal.  A TC de cortes finos é o método radiográfico mais direto para avaliação do interstício pulmonar. Sua utilidade gené‑ rica na avaliação de doença pulmonar intersticial crônica está descrita

 

18 - Doenças das Vias Respiratórias

PDF Criptografado

gil

Capítulo 18   �Doenças das Vias Respiratórias

Jeffrey S. Klein

ologia

monar

Traqueia e brônquios centrais

Anomalias congênitas da traqueia

Agenesia traqueal, anormalidades cartilaginosas da traqueia, membra‑ nas e estenose da traqueia, fístulas traqueoesofágicas e anéis e alças

(slings) vasculares manifestam‑se como dificuldades de respiração e alimentação durante o período neonatal e o primeiro ano de vida.

Trata‑se de lesões congênitas raras que serão discutidas no Capítulo 50.

Traqueoceles.  Também conhecidas como cistos paratraqueais, são divertículos verdadeiros que representam uma herniação da coluna de ar traqueal através da membrana traqueal posterior enfraquecida.

Estas lesões ocorrem quase exclusivamente na traqueia cervical, pois o gradiente de pressão da traqueia extratorácica até a atmosfera com a manobra de Valsalva favorece sua formação nesta região. As traque‑ oceles geralmente são assintomáticas e podem ser facilmente reconhe‑ cidas por TC como hipotransparências circulares ao longo da traqueia posterolateral direita na altura da abertura superior do tórax.

 

Carregar mais


Detalhes do Produto

Livro Impresso
Book
Capítulos

Formato
PDF
Criptografado
Sim
SKU
BPP0000223515
ISBN
9788527727037
Tamanho do arquivo
440 MB
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
Formato
PDF
Criptografado
Sim
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
SKU
Em metadados
ISBN
Em metadados
Tamanho do arquivo
Em metadados