Lever | Histopatologia da Pele, 10ª edição

Autor(es): ELDER, David E.
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Lever Histopatologia da Pele é uma obra clássica utilizada por gerações de dermatopatologistas, patologistas e dermatologistas para o aprofundamento de seus conhecimentos, em sua prática profissional, e na formação de seus próprios alunos.
A organização do conteúdo fisiopatológico utilizada na obra é baseada no esquema original criado por Walter Lever - é claro, considerando as atualizações, ao longo dos anos -, o qual ainda permanece como o mais eficiente método de abordagem; Os temas são discutidos em justaposição, em vez de estarem espalhados ao longo da obra.
Os pontos fortes deste clássico são justamente sua reputação,e sua cobertura abrangente, inexistente em outras obras afins.

Por ser completo, e de referência, o livro abrange as principais lesões inflamatórias, neoplásicas e congênitas da pele, fazendo uso das classificações clinicopatológicas de doenças cutâneas comumente usadas. Há também algoritmos diagnósticos, além de descrição dos aspectos clínicos das lesões juntamente com uma discussão completa do exame histopatológico.

37 capítulos

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1 - Introdução ao Diagnóstico Dermatológico

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CAPÍTULO

1

David E. Elder

George F. Murphy

Rosalie Elenitsas

Bernett L. Johnson, Jr.

Xiaowei Xu

Introdução ao Diagnóstico

Dermatopatológico s leitores deste livro em suas nove edições anteriores têm confiado nele para ajudá-los a fazer apurados diagnósticos histológicos de doen­ças cutâ­neas. Um diagnóstico é uma ferramenta clínica que auxilia no processo de codificação de pacientes em grupos de doen­ças que tendem a compartilhar um prognóstico comum e um conjunto comum de respostas à terapia.

O diagnóstico histológico, por sua vez, é usado pelos clínicos para auxiliar no tratamento dos pacientes. O diagnóstico mais apurado

é aquele que se correlaciona mais intimamente com o prognóstico clínico e ajuda a direcionar a intervenção clínica mais apropriada. Desse modo, existe uma íntima relação entre o diagnóstico e o prognóstico. Pela ênfase em certas observações fundamentais de valor na identificação de doen­ças par­ticulares, este livro ajuda os examinadores a fazer diagnósticos histológicos apropriados e a fornecer uma estimativa de prognóstico na maioria das biopsias de pele. Quando aplicáveis, aspectos auxiliares, dos pontos de vista ultraestrutural, imuno-histoquí­mico e molecular, aos diagnósticos são discutidos. Esses avanços têm resultado em uma especificidade aumentada para muitos diagnósticos. Por exemplo, a imunofluorescência tem sido usada há muito tempo para fazer a diferenciação entre doen­ças vesiculobolhosas (ver o Capítulo 9). Em outro exemplo, um tumor dérmico amelanótico composto por grandes células mitoticamente ativas e positivas para uma reação imuno-histoquí­ mica para os antígenos HMB-45 ou Melan-A é quase certamente um melanoma maligno. Na ausência dos critérios imunológicos, esses diagnósticos específicos não poderiam ser feitos de modo confiá­vel (ver o Capítulo 28). Nos próximos anos, pode-se esperar que os critérios moleculares sejam usados de forma crescente para o diagnóstico e prognóstico. Por exemplo, um transcrito de fusão para EWS-ATF1 detectado pela reação em cadeia da polimerase

 

2 - Técnicas de Biopsia

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CAPÍTULO

2

Rosalie Elenitsas

Michael E. Ming

Técnicas de Biopsia em sido dito que mais erros são feitos a partir de falhas em fazer biopsias propriamente ditas do que a partir de biopsias desnecessariamente rea­li­zadas (1). A biopsia é indicada em neo­pla­sias malignas suspeitadas e para o esclarecimento de um diagnóstico quando um número limitado de condições encontra-se sob consideração. As biopsias submetidas sem um diagnóstico diferencial são prováveis de se tornarem menos bem-sucedidas em sustentar um diagnóstico mais definitivo, embora obviamente haja exceções a essa regra. A técnica usada para obter um espécime para avaliação microscópica pode ter um impacto significativo na capacidade do dermatopatologista em chegar ao correto diagnóstico. Técnicas de biopsia de pele comumente usadas são a biopsia com punch, biopsia em raspado superficial e profundo, biopsia de incisão profunda, excisão completa e curetagem. A escolha da técnica depende de muitos fatores, incluindo o diagnóstico diferencial clínico e uma revisão mental da patologia de cada doen­ça; o local anatômico; a morfologia da lesão, par­ticular­mente seu tamanho e formato; o estado físico geral de saú­de do paciente; e preocupações cosméticas. Várias revisões sobre técnicas de biopsia foram publicadas (1-3).

 

3 - Histologia da Pele

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CAPÍTULO

3

Elsa F. Velazquez

George F. Murphy

Histologia da Pele

VISÃO GERAL

O entendimento da histologia normal da pele é fundamental para o reconhecimento de patologias cutâ­neas. A jornada para a definição da histologia normal da pele humana é um caminho relativamente curto em termos de dimensões espaciais. A partir de uma vista en face da superfície da pele, caracterizada por escamas em descamação, sulcos, e evidências do crescimento dos anexos cutâ­neos, até a ultraestrutura normal das organelas principais no interior dos constituintes celulares básicos, nós ampliamos para uma faixa de aumento de 105 (1). Ao longo dessa expansão, a histologia da pele é surpreendentemente complexa. Dividida em duas camadas aparentemente separadas (epiderme e derme) (Figuras 3.1 a 3.5), porém funcionalmente interdependentes, a pele é composta por células com inúmeras funções, que variam desde a proteção mecânica e contra a luz, imunovigilância e metabolismo de nutrientes para reparo. Uma terceira camada, o tecido adiposo subcutâ­neo, não é verdadeiramente uma parte da pele, mas, devido à sua íntima relação anatômica e sua tendência a responder juntamente com a pele a muitos processos patológicos, é também discutida neste capítulo.

 

4 - Métodos de Laboratório

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CAPÍTULO

4

Rosalie Elenitsas

Carlos H. Nousari

Elias Ayli

John T. Seykora

Métodos de Laboratório xiste um número de importantes etapas na preparação de cortes histológicos antes de sua interpretação pelo dermatopatologista. A falha na manipulação apropriada dos tecidos pode tornar difícil o fornecimento de um diagnóstico apurado ou margens apropriadas.

E

PREPARAÇÃO DE ESPÉCIMES

Fixação

É importante fixar adequadamente uma biopsia de pele para estabilizar proteí­nas e impedir a degradação dos tecidos. O espécime deve ser colocado no fixador imediatamente após ele ter sido removido do paciente; artefatos podem resultar, caso se permite que o tecido fique ressecado. O fixador de escolha é uma solução de formalina (formol) tamponada neutra a 10%. O volume de formol deve ser 10 a 20 vezes o volume do espécime. Durante o inverno,

95% de ál­cool etílico, 10% por volume, devem ser adicionados à solução de formol, ou deve-se deixar o espécime na solução de formol à temperatura ambiente por pelo menos 6 h antes de enviá-lo pelo correio.

 

5 - Perfil Geral das Patologias Cutâneas

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CAPÍTULO

5

David E. Elder

Rosalie Elenitsas

Bernett L. Johnson, Jr.

George F. Murphy

Xiaowei Xu

Perfil Geral das Patologias Cutâneas

INTRODUÇÃO

O diagnóstico de uma doen­ça diz respeito à capacidade de classificar tal doen­ça em categorias que preveem atributos clinicamente importantes, tais como o prognóstico e a resposta à terapia. Isso permite que intervenções apropriadas sejam planejadas para pacientes em par­ticular. A compreensão desse processo envolve o domínio do conhecimento sobre os estágios da doen­ça, os mecanismos de alterações na morfologia ao longo do tempo e as razões moleculares, celulares, anatômicas clínicas e epidemiológicas para as diferenças entre as doen­ças.

O processo de diagnóstico cutâ­neo em seu nível mais simples pode envolver a combinação de um grande número de atributos contidos em descrições clássicas de doen­ças da pele, com a presença ou ausência dos mesmos atributos em um caso par­ticular sob consideração. Como há centenas de categorias diagnósticas em potencial, cada uma tendo potencialmente contagens desses atributos, é evidente que uma estratégia eficiente deva ser usada para permitir que os diagnósticos sejam considerados, eliminados ou retidos para considerações subsequentes. A observação de um dermatopatologista experiente revela a rapidez de um diagnóstico apurado que evita a consideração simultânea de não mais do que algumas va­riá­veis.

 

6 - Doenças Congênitas (Genodermatoses)

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CAPÍTULO

6

Bernett L. Johnson, Jr.

Albert C. Yan

Doenças Congênitas (Genodermatoses)

ICTIOSE

Uma classificação da ictiose inclui quatro formas principais e três formas menores. Além disso, existe um número de síndromes que estão associadas à ictiose.

Ictiose Vulgar

A ictiose vulgar é uma doen­ça comum causada por mutações na filagrina e herdada de uma maneira autossômica dominante. Ela se desenvolve alguns meses após o nascimento. A pele apresenta escamas que são grandes e aderidas às superfícies extensoras dos membros, assemelhando-se a escamas de peixe, enquanto, em outros locais, elas se apresentam menores. As pregas flexurais são poupadas. Uma queratose pilar está frequentemente presente, e as palmas e plantas podem apresentar hiperqueratose.

Uma forma adquirida, não hereditária, da doen­ça pode aparecer em pacientes com linfoma, par­ticular­mente na doen­ça de Hodgkin

(1), mas essa forma tem sido relatada também em associação a carcinomas (2) e sarcoidose. A expressão de pró-filagrina está reduzida nessa doen­ça. O mRNA da pró-filagrina em queratinócitos em cultura obtidos de in­di­ví­duos com ictiose vulgar é instável e tem uma meia-vida mais curta em comparação ao de células normais.

 

7 - Doenças Eritematosas, Papulares e Escamosas Não Infecciosas

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CAPÍTULO

7

Narciss Mobini

Sonia Toussaint

Hideko Kamino

Doenças Eritematosas, Papulares e

Escamosas Não Infecciosas

URTICÁRIA

A urticária é caracterizada pela presença de pápulas de aparecimento abrupto, transitórias e recorrentes, as quais são ­áreas eritematosas e edematosas elevadas da pele e frequentemente pruriginosas. Quando grandes pápulas ocorrem e o edema se estende até o tecido subcutâ­neo ou submucosas, o processo é referido como angioedema

(1). Recentemente, um grande rastreamento de quase 1.000 pacientes revelou que o angioedema pode ocorrer sem eritemas urticariformes (2). Episódios agudos de urticária geralmente duram apenas poucas horas. Quando episódios de urticária duram acima de 24 h e retornam ao longo de um perío­do de pelo menos 6 a

8 semanas, a doen­ça é considerada como urticária crônica. Quando a urticária e o angioedema ocorrem simultaneamente, a doen­ça tende a apresentar um curso crônico.

Em aproximadamente 15 a 25% dos pacientes com urticária crônica, um estímulo provocativo ou uma doen­ça predisponente prévia pode ser identificada (3). As várias causas de urticária incluem antígenos solúveis em alimentos, drogas e venenos de insetos; alergênios de contato; estímulos físicos, tais como pressão, vibração, radiação solar ou baixa temperatura; infecções e doen­ças malignas ocultas; e algumas síndromes hereditárias, tais como a urticária familiar a frio e síndrome de Muckle-Wells (amiloidose, surdez nervosa e urticária), as quais são herdadas como um traço autossômico dominante e ligadas ao cromossomo 1q44. A síndrome de Schnitzler é caracterizada por uma urticária crônica e uma gamopatia monoclonal, com evolução em 15% dos pacientes para neo­pla­sias linfoplasmocíticas (4).

 

8 - Doenças Vasculares

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CAPÍTULO

8

Raymond L. Barnhill

Carlos H. Nousari

Xiaowei Xu

Sarah K. Barksdale

Doenças Vasculares ste capítulo discute vasculites, vasculopatias e vários outros processos patológicos com lesão ­vascular que possa afetar a pele. O espectro de manifestações clínicas de tais doen­ças é amplo, e depende de vários fatores, incluindo o número, tamanho e tipo de vasos envolvidos (arteriais ou venosos); o grau de lesão ­vascular; a presença ou ausência de inflamação; o tipo de infiltrado inflamatório (neutrofílico ou linfocítico); a distribuição do infiltrado (na derme superficial, na derme profunda, ou no tecido subcutâ­neo); e outros parâmetros (1-13).

Em geral, uma grave lesão ­vascular com oclusão v­ ascular leva a uma lesão isquêmica, podendo resultar em necrose, formação de bolhas e/ou de ulcerações. Doenças vascula­res não oclusivas podem estar associadas a lesões à integridade estrutural da parede ­vascular e podem levar ao extravasamento de sangue, resultando em hemorragia e edema na derme. Uma hemorragia dérmica é clinicamente caracterizada como púrpura. Hemorragias com menos de 3 mm de diâ­me­tro são chamadas de petéquias, e lesões maiores são chamadas de equimoses. Se um infiltrado inflamatório estiver presente, a púrpura pode se tornar palpável.

 

9 - Doenças Vesiculobolhosas e Vesiculopustulares Não Infecciosas

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CAPÍTULO

9

Hong Wu

Heather A. Brandling-Bennett

Terence J. Harrist

Doenças Vesiculobolhosas e

Vesiculopustulares Não Infecciosas

CLASSIFICAÇÃO DAS BOLHAS

Definição

Uma bolha é uma cavidade preenchida com líquido, formada no interior ou abaixo da epiderme. O líquido consiste em líquido te­ci­dual e plasma. Um componente va­riá­vel representado por células infla­ matórias também pode estar presente. As bolhas podem ocorrer em muitas dermatoses. À primeira impressão, essa observação parece implicar que a formação de bolhas seja generalizada demais ou ines­ pecífica para o uso na avaliação clínica macroscópica. Entretanto, o caráter das bolhas em uma dada doen­ça tende a ser uniforme e a apresentar características reproduzíveis. Uma distinção útil é a classificação das bolhas em ve­sículas (bolhas < 0,5 cm de diâ­me­tro) e bolhas propriamente ditas (bolhas com > 0,5 cm de diâ­me­tro). Por exemplo, as ve­sículas ocorrem de modo característico na dermatite herpetiforme, ao contrário do penfigoide, no qual bolhas propria­ mente ditas são mais comumente observadas.

 

10 - Doenças do Tecido Conjuntivo

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CAPÍTULO

10

Harry Winfield

Christine Jaworsky

Doenças do Tecido Conjuntivo

LÚPUS ERITEMATOSO

O lúpus eritematoso é uma doen­ça que afeta múltiplos sistemas de

órgãos. Suas manifestações clínicas variam desde uma erupção cutâ­ nea isolada até a doen­ça sistêmica fatal. As formas cutâ­neas de lúpus eritematoso ocorrem 2 ou 3 vezes mais comumente do que o lúpus sistêmico, e elas, consequentemente, representam uma importante subcategoria da doen­ça. A doen­ça cutâ­nea é o sintoma presente em

23 a 28% dos casos de lúpus sistêmico, e 72 a 82% dos pacientes com lúpus sistêmico manifestam pelo menos um sintoma cutâ­neo durante o curso de sua doen­ça (1).

Uma combinação de dados clínicos e laboratoriais foi usada para programar os Critérios para a Classificação do Lúpus Eritematoso

Sistêmico publicados pela American Rheumatism Association (ARA) em 1972. Desde então, tem havido ligeiras modificações dos critérios laboratoriais de modo a refletir as alterações na tecnologia de diagnós­ ticos (2,3). Uma avaliação recente dos critérios revisados em 1982 ob­ servou que os critérios atuais não incluem o lúpus eritematoso cutâ­neo subagudo como uma manifestação de pele reconhecida. Um recente parecer sobre a revisão dos critérios de 1982 para o lúpus eritematoso sistêmico recomenda biopsia de pele, mas não de lesões de alopecia ou lesões orais, e extensos estudos com anticorpos, incluindo SSA e

 

11 - Toxicidades Cutâneas das Drogas

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CAPÍTULO

11

Kim M. Hiatt

Thomas D. Horn

Toxicidades Cutâneas das Drogas alvez devido à sua posição de alta visibilidade, a pele é – de acordo com relatos – o local mais comum de reações a drogas (1). As erupções cutâ­neas atribuí­das às drogas ocorrem em uma taxa de 2 a 3% de pacientes internados, com um índice mais alto, 12%, relatado no setor de terapia intensiva

(2,3). Erupções morbiliformes e urticariformes são mais comuns no cômputo geral, assim como também no setor de terapia intensiva. Elas são mais frequentemente vistas em resposta a anti­bió­ticos, antiepilépticos e, em um estudo, a medicações herbárias da tradicional medicina chinesa (3,4). Felizmente, a incidência de reações cutâ­neas graves a drogas (síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica, dermatite esfoliativa e reação a drogas com eosinofilia e sintomas sistêmicos) é menor. Essas reações graves são vistas na mesma população geral e são atribuí­das, mais comumente,

às mesmas drogas, sendo relatadas como afetando menos de 1 em

 

12 - As Doenças de Fotossensibilidade

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CAPÍTULO

12

Eduardo Calonje

John L.M. Hawk

As Doenças de Fotossensibilidade s doen­ças cutâ­neas causadas pela exposição à radiação ul­ travioleta (UV), as chamadas fotodermatoses, compre­ endem a fotossensibilidade a drogas e substâncias quí­ micas, as doen­ças de deficiên­cia no reparo de DNA, as dermatoses exacerbadas pela radiação UV e o grupo maior e mais comum, as fotodermatoses idiopáticas, provavelmente causadas por bases imunológicas (1). Este último grupo é, por sua vez, formado pela erupção polimórfica à luz (EPML), prurigo actínico (PA), hidroa vaciniforme (HV), dermatite actínica crônica (DAC; antigamen­ te conhecida também como síndrome re­ticuloide actínica e da dermatite por fotossensibilidade, ou reação persistente à luz) e urticária solar (US) (1-3). Trabalhos recentes têm sugerido fortemente que essas doen­ças são de fato imunologicamente mediadas, as quatro primeiras provavelmente sendo reações de hipersensibilidade retar­ dada (RHR) contra autoantígenos cutâ­neos endógenos alterados pela radiação UV, com as diferentes manifestações clínicas entre as doen­ças coerentemente sendo determinadas pelos diferentes locais cutâ­neos ou níveis de formação de antígenos, enquanto a última é provavelmente uma resposta de hipersensibilidade imediata contra substâncias cutâ­neas similarmente produzidas ou substâncias circu­ lantes. A confirmação final dessa hipótese para as supostas reações de hipersensibilidade retardada agora requer uma identificação de­ finitiva dos antígenos para as doen­ças.

 

13 - Doenças Associadas a Agentes Físicos: Calor, Frio, Radiação e Trauma

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CAPÍTULO

13

Jacqueline M. Junkins-Hopkins

Doenças Associadas a Agentes Físicos:

Calor, Frio, Radiação e Trauma ma lesão física à pele pode resultar em um número de transtornos da epiderme, da derme e/ou do tecido subcutâ­neo, dependendo do tipo de exposição ao agente. Uma lesão direta à pele por exposição associada à radiação e à temperatura resulta em distintas alterações histopatológicas da pele que serão discutidas neste capítulo. Doenças devidas a lesões físicas diretas e lesões relacionadas com cirurgias também são discutidas; entretanto, as alterações cutâ­neas associadas a procedimentos cosméticos, tais como reações a materiais injetáveis (p. ex., silicone), são discutidas em outros locais. As doen­ças que apresentam outra patogenia, mas que podem estar relacionadas com a exposição física ou temperatura, tais como o fenômeno de Raynaud, urticária física e paniculite por frio, estão discutidas nos Capítulos 10, 7 e

20, respectivamente.

U

LESÕES ASSOCIADAS AO CALOR

 

14 - Granulomas Não Infecciosos

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CAPÍTULO

14

Christine J. Ko

Earl J. Glusac

Philip E. Shapiro

Granulomas Não Infecciosos

GRANULOMA ANULAR

O granuloma anular é uma doen­ça granulomatosa em paliçada e idiopática, que é frequentemente encontrada por dermatopatologistas. Ocorre mais comumente em crianças e adultos jovens, mas pode afetar todas as faixas etárias. As mulheres são um pouco mais comumente afetadas do que os homens. As lesões do granuloma anular consistem em pequenas pápulas firmes e assintomáticas que são de tonalidade avermelhada pálida, frequentemente agrupadas de uma maneira anular ou circunferencial (Figura 14.1). Em geral existem várias lesões, mas pode haver apenas uma ou muitas. As lesões são encontradas mais comumente nos braços, mãos, pernas e pés. O tronco também pode estar envolvido, e locais raros de envolvimento incluem as palmas, pênis, orelhas e re­giões peri­oculares (1).

Apesar de crônicas, as lesões em geral declinam após alguns anos.

Variantes incomuns do granuloma anular incluem (a) uma forma generalizada, que consiste em centenas de pápulas que são distintas ou confluentes, mas apenas raramente apresentam um arranjo anular (2,3); (b) o granuloma anular perfurante, com lesões umbilicadas que ocorrem geralmente em uma distribuição localizada

 

15 - Doenças Degenerativas e Doenças Perfurantes

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CAPÍTULO

15

Michael K. Miller

Narayan S. Naik

Carlos H. Nousari

Robert J. Friedman

Edward R. Heilman

Doenças Degenerativas e

Doenças Perfurantes

ELASTOSE SOLAR (ACTÍNICA)

As alterações senescentes em ­áreas da pele não regularmente expostas

à luz do sol se manifestam clinicamente apenas pelo adelgaçamento da pele e por uma diminuição na quantidade de tecido adiposo subcutâ­neo. Em contraste, existem frequentemente pronunciadas alterações na aparência da pele exposta de pessoas idosas, especialmente daquelas com pele clara. Entretanto, essas alterações são o resultado da exposição crônica ao sol (fotoenvelhecimento) em vez do envelhecimento intrínseco (cronológico). Em ­áreas expostas, especialmente na face, a pele apresenta a formação de rugas e sulcos, além de adelgaçamento. Ademais, pode haver uma distribuição irregular de pigmento.

Histopatologia.  Na pele não regularmente exposta à luz do sol, há uma progressiva perda dos componentes do sistema elástico na derme papilar com a idade. As fibras do sistema elástico na derme papilar são representadas pelas fibras elaunínicas e oxitalânicas. As fibras elaunínicas, as quais consistem em microfibrilas associadas a uma pequena quantidade de elastina, correm paralelamente à junção dermoepidérmica. As fibras oxitalânicas, em posição sobrejacente, compostas apenas por microfibrilas, formam uma delicada trama superficial perpendicular à junção dermoepidérmica que termina na membrana basal (ver o Capítulo 3). Na meia-idade, as fibras oxitalânicas na derme papilar se fragmentam e ocorrem em menos quantidade do que em idades mais jovens; na idade avançada, elas podem estar ausentes (1). Fibras elásticas propriamente ditas (ou maduras) na derme re­ticular também sofrem alterações devido ao envelhecimento intrínseco, tornando-se fragmentadas e porosas (2).

 

16 - Manifestações Cutâneas dos Estados de Deficiência Nutricionale das Doenças Gastrintestinais

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CAPÍTULO

16

Cynthia Magro

A. Neil Crowson

Molly Dyrsen

Martin Mihm, Jr.

Manifestações Cutâneas dos

Estados de Deficiência Nutricional e das Doenças Gastrintestinais

DEFICIÊN­CIAS DE VITAMINAS, OUTROS

AMINOÁ­CIDOS E MINERAIS

Escorbuto

As manifestações do escorbuto, as quais se devem à deficiên­cia de vitamina C (ácido ascórbico), são conhecidas há 3.000 anos. Em

1753, o Sr. James Lind demonstrou a eficiên­cia das frutas cítricas na prevenção dessa condição (1,2), a qual é caracterizada por máculas purpúricas foliculares com ou sem hiperqueratose folicular e pelos espiralados, equimoses, par­ticular­mente nas ­áreas pré-tibiais, e hemorragias gengivais e conjuntivais, associadas mais tarde com hiperplasia gengival (3). Pode ocorrer hemorragia subcutâ­nea, com edema lenhoso das extremidades inferiores e hemartrose (4). São frequentes dores, dores inespecíficas e feridas de difícil cicatrização. Em aproximadamente 75% dos in­di­ví­duos, encontra-se uma anemia, possivelmente relacionada com quantidades diminutas de folato ativo e perda sanguí­nea (4,5). Para os humanos, a principal fonte de vitamina C, uma substância que não pode ser sintetizada a partir de derivados da glicose, são as frutas e os vegetais. O escorbuto ocorre em in­di­ví­duos tais como pacientes autistas que evitam seletivamente esses alimentos

 

17 - Doenças Metabólicas da Pele

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CAPÍTULO

17

John C. Maize

John C. Maize, Jr.

John Metcalf

Doenças Metabólicas da Pele

AMILOIDOSE

Amiloide

O termo amiloide é aplicado aos depósitos proteináceos extracelulares que são resistentes à digestão proteolítica e têm propriedades físicas distintas. Os depósitos podem estar localizados em qualquer ponto do corpo ou podem ser “sistêmicos”, envolvendo vários órgãos e tecidos.

Por meio da microscopia óptica, o amiloide aparece amorfo, eosinofílico e hialino. As qualidades características da coloração o distinguem de outras substâncias rosadas e vítreas. A coloração com o vermelho congo resulta em uma reação de cor vermelho-tijolo e birrefringência cor de maçã-verde, e o amiloide cora-se metocromaticamente com os corantes violeta-cristal e metilvioleta. Essas características de coloração resultam da conformação cruzada das lâminas beta pregueadas das estruturas polipeptídicas das fibrilas amiloides. Essas fibrilas têm, ultraestruturalmente, 8 a 12 nm de largura e comprimento indeterminado. Os depósitos são derivados de mais de 25 proteí­nas diferentes, e foi recomendado que a classificação das amiloidoses seja ba­sea­da na proteí­na da fibrila sempre que possível (1,2).

 

18 - Doenças Inflamatórias dos Folículos Pilosos, Glândulas Sudoríparas e Cartilagem

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18

D. Ioffreda

435

DOENÇAS INFLAMATÓRIAS DOS FOLÍCULOS PILOSOS, GLÂNDULAS SUDORÍPARAS EMichael

CARTILAGEM

CAPÍTULO

Doenças Inflamatórias dos Folículos

Pilosos, Glândulas Sudoríparas e

Cartilagem

DOENÇAS INFLAMATÓRIAS DOS

FOLÍCULOS PILOSOS: FOLICULITE

Existem vários tipos de foliculite, ou inflamação do folículo piloso, muitos dos quais são abordados em outros ­capítulos deste livro. A etiologia da foliculite pode ser infecciosa, por bactérias (ver Capítu­ lo 21), por vírus como o herpes (ver Capítulo 25) e por fungos (ver

Capítulo 23), incluindo dermatófitos (tinea capitis, tinea barbae, granuloma de Majocchi) e leveduras (Pityrosporum). O Capítu­ lo 21 discute a pseudofoliculite da barba, a foliculite (“acne”) que­ loide da nuca e a tría­de de oclusão folicular. A foliculite perfurante

é discutida com outros distúrbios perfurantes no Capítulo 15. O presente capítulo revisa os tipos de foliculite acneiformes e outros distúrbios foliculares.

 

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