Enfermagem do Trabalho, 2ª edição

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Esta obra foi idealizada para servir de referência à enfermagem ocupacional, fornecendo informações essenciais para auxiliar estudantes e profissionais de enfermagem a fazer escolhas certas, tomar decisões seguras e assistir ao cliente de maneira efetiva. O dinamismo e a complexidade dos assuntos relacionados à área de saúde ocupacional estimulam a equipe de enfermagem do trabalho a se atualizar e prestar serviços e assistência de alta qualidade aos trabalhadores. Para tal, este livro representa uma excelente fonte técnica de apoio.

Publicado pela primeira vez há 12 anos, Enfermagem do Trabalho sustenta-se com grande aceitação no meio acadêmico, pela abrangência dos temas abordados e pela competência dos autores. Em resposta a essa aceitação e em respeito aos leitores, aprimoramos ainda mais esta edição, que foi totalmente reformulada e ampliada.

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1 - Histórico da Saúde Ocupacional

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1

Histórico da Saú­de

Ocupacional

Geraldo Mota de Carvalho

E disse Deus a Adão: no suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás.

(Gênesis 3:19, Bíblia sagrada.)

CC

Introdução

A atividade laboral é um dos elementos que mais interferem nas condições e qualidade de vida do homem e, consequentemente, na sua saú­de. Trabalhar é bom, uma bênção, não é um castigo. A ideia de castigo e sofrimento pelo trabalho talvez venha de uma interpretação errônea do texto bíblico citado na abertura deste capítulo por conta de quem acredita que Adão vivia no eterno ócio. Outros sustentam que o erro teve origem com a palavra latina tripallium

(trabalho), que significa torturar, ou simplesmente pelos significados constantes da palavra trabalho nos dicionários: esforço incomum, luta, labuta, lida, labor, tarefa árdua, demorada e penosa. A questão se complica pelo fato de a maioria das pessoas não ter o prazer ou a possibilidade de escolher exatamente o que gostaria de fazer, associando a satisfação à sua atividade laboral. Somado a tudo isso está a questão de que, normalmente, o trabalhador não tem domínio sobre as condições (local, salários, horá-

 

2 - Enfermagem do Trabalho

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2

Enfermagem do

Trabalho

Geraldo Mota de Carvalho

CC

Introdução

O conhecimento da relação saú­de-trabalhodoen­ça, dos riscos laborais, das doen­ças ocupacionais, dos acidentes de trabalho e de tantos outros fatores que comprometiam a saú­de do trabalhador, em meados do ­século 20, suscitou na sociedade o interesse por medidas e soluções que minimizassem os riscos de os in­di­ví­duos adoecerem e morrerem em decorrência de atividades laborativas. Essas medidas e soluções implicaram o surgimento de outras ciên­cias além das tradicionais, vinculadas ao tema, como respostas a esses anseios da sociedade. Entre essas ciên­cias estão a higiene industrial, a segurança do trabalho, a saú­de ocupacional, a medicina do trabalho e a enfermagem do trabalho (Mendes,

2005; Silva, 2005; Bulhões, 1986).

Saú­de pública é a ciên­cia e a arte de promover, proteger e recupe­rar as saú­des física e mental por meio de medidas de alcance coletivo e de motivação da população.

 

3 - Funções do Enfermeiro do Trabalho

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3

Funções do Enfermeiro do Trabalho

Geraldo Mota de Carvalho

CC

Introdução

Pudemos observar no capítulo anterior que a história da enfermagem do trabalho, no Brasil,

é bastante recente. Inicialmente a assistência de enfermagem do trabalho limitava-se ao atendimento emergencial na indústria, o que não a valorizava muito.

Entretanto, nas últimas décadas, influencia­da pelas transformações socioeconômicas e políticas por meio dos avanços tecnológicos e do crescimento industrial acelerado, a prática de enfermagem ocupacional expandiu-se consideravelmente, estendendo-se às ­áreas de promoção, gestão, pesquisa e de desenvolvimentos de políticas de saú­de.

O domínio da enfermagem tem evoluí­do de maneira acelerada e o espaço para o desempenho do enfermeiro do trabalho está se ampliando progressivamente, seja na assistência direta aos clientes e aos familiares, seja no desempenho de diversas funções. Isso, também, deve-se às alterações em leis e em portarias do Ministério do Trabalho e Emprego fundamentando a preocupação nacional em relação à implantação de programas que objetivam a saú­de do trabalhador. Nesse contexto, a legislação enfoca a importância da existência de recursos humanos especializados na saú­de do trabalhador, entre estes o enfermeiro do

 

4 - Processo de Enfermagem na Saúde Ocupacional

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4

Processo de Enfermagem na Saú­de Ocupacional

Geraldo Mota de Carvalho

CC

Introdução

O processo de enfermagem,* atividade privativa do enfermeiro, representa um método de trabalho sistematizado, por meio do qual se pode obter valorização profissional, pois, para a implementação de ações de enfermagem, o enfermeiro deverá ter um julgamento clínico adequado e a iniciativa para tomada de decisões, responsabilizando-se por suas conse­ quências, deixando de ser um mero cumpridor de tarefas para assumir uma responsabilidade maior.

Esse método de trabalho vem recebendo um grande enfoque da literatura científica de enfermagem, fazendo parte da maioria dos currículos das escolas de enfermagem. Ele é ba­sea­do em uma ampla estrutura teó­rica e tem por objetivo melhorar a qualidade da assistência prestada ao in­di­ví­duo, à família e à comunidade por meio de ações sistematizadas de enfermagem.

* Uma leitura recomendável para a complementação deste capítulo é o livro O processo de enfermagem do traba­lho: a sistematização da assistência de enfermagem em saú­de ocupacional com abordagem do perfil profissiográfico previdenciá­rio, do professor Alexandre Juan Lucas, publicado em 2008  pela editora Iátria, e a obra Sistematização da assistência de enfermagem em saú­de do trabalhador, da professora Márcia Vilma Gonçalves de Moraes, publicada pela editora Iátria em 2008.

 

5 - Ambulatório de Saúde Ocupacional

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5

Ambulatório de

Saúde Ocupacional

Geraldo Mota de Carvalho

CC

Introdução

Por força de dispositivos legais, as empresas públicas ou privadas, os órgãos públicos das administrações direta e indireta e dos pode­ res legislativo e judiciá­rio, que tenham empre­ gados regidos pela Consolidação das Leis do

Trabalho (CLT), deverão manter, obrigatoria­ mente, Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho

(SESMT) com a finalidade de promover a saú­de e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho (artigo 162 da CLT).

O ambulatório de saú­de ocupacional é uma estrutura física, parte integrante do SESMT e/ou do SESTR, Serviço Especializado em Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural (NR 31).

A implantação de Serviço de Saú­de Ocu­ pacional (SSO) ou de ambulatório de serviço ocupacional (SO) na empresa engloba estudos que abrangem todas as atividades e decisões necessárias à sua materialização, tais como ob­ jetivos, estratégias, políticas, programas, orça­ mentos, profissionais envolvidos, definição de responsabilidades, normas internas e legislação que disciplina a matéria.

 

6 - Provas Funcionais

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6

CC

Provas Funcionais

Geraldo Mota de Carvalho e Carlos Kazuo Taguchi

Introdução

Por força de dispositivos legais da NR 7 |

Programa de Controle Médico de Saúde Ocupa­ cional (PCMSO), os candidatos à vaga de traba­ lho, de acordo com a função a ser exercida na em­ presa, ou os trabalhadores já contratados devem ser submetidos a exames médicos admissionais, perió­dicos, de mudança de função, de retorno ao trabalho ou demissionais. Durante a rea­li­zação destes, os examinados poderão ser submetidos a algumas avaliações e provas funcionais especí­ ficas com a finalidade de identificar o perfil de cada um, adequando-os à função que pretendem exercer, exercem ou deixarão de exercer, e, tam­ bém, detectar possíveis agravos à sua saú­de. Pode ser considerado ainda medida para a adequação das condições de trabalho às características físi­ cas do trabalhador. Obviamente, em todas essas avaliações, estão envolvidos os profissionais da equipe de enfermagem ocupacional.

 

7 - Bioética e Enfermagem do Trabalho

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7

Bioética e

Enfermagem do

Trabalho

Elma Lourdes Campos Pavone Zoboli

CC

Introdução

O compromisso fundamental da enfermagem do trabalho é a proteção e a promoção da saú­de e segurança do trabalhador por meio de intervenções nos determinantes sociais do processo saú­de-doen­ça, especialmente nos fatores de desgaste decorrentes do momento de produção. A atenção da enfermagem volta-se tanto para grupos de trabalhadores quanto para o trabalhador in­di­vi­dualmente.

Na prática da enfermagem do trabalho, não são raras as situações que implicam conflitos ou dilemas éticos. O profissional que ­atua nessa

­área pode ver-se em circunstâncias de conflitos de interesses impostas pelas expectativas, necessidades e demandas dos trabalhadores, dos empregadores, da administração organizacional, dos interesses econômicos, das seguradoras, dos provedores de serviços de saú­de, dos sindicatos ou de outras associações profissionais, de pendências judiciais ou da sociedade.

 

8 - Ergonomia

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8

CC

Ergonomia

Waldomiro José Pedroso Federighi

Introdução

Segundo a Ergonomics Research Society, a ergonomia* é o estudo da correlação entre o homem e seu trabalho, seu equipamento, seu ambiente e, especialmente, a aplicação dos conhecimentos de anatomia, fisiologia e psicologia na solução dos problemas que possam surgir dessa interação.

A Norma Regulamentadora 17 (publicada pela Portaria GM no 3.214 de 08 de junho de

1978, com várias atualizações, sendo a última a

Portaria SIT no 13 de 21 de junho de 2007) determina que para avaliar a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, cabe ao empregador realizar a análise ergonômica do trabalho, que deve abordar, no mínimo, as condições de trabalho.

Se as empresas, atendendo à legislação, adotarem medidas ergonômicas eficazes nos ambientes de trabalho, terão como resultado a redução dos esforços inúteis e cansativos e do desconforto no desempenho da tarefa, diminuindo o número de ausências decorrentes de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais.

 

9 - Psicologia e Trabalho | Projeto de Vida Saudável

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9

Psicologia e Trabalho |

Projeto de Vida Saudável

Carlos Roberto de Castro e Silva

CC

Introdução

A proposta deste capítulo é explicitar alguns parâmetros psicológicos, mais especificamente os psicossociais, que contribuem para o trabalhador lidar melhor com seu cotidiano institucional. Em nosso cotidiano, principalmente nos centros urbanos, a rotina massacrante leva as pessoas a refletirem pouco sobre a dinâmica na qual estão inseridas. Normalmente, as pessoas atentam mais para algumas questões quando já desenvolveram algum sintoma, seja físico ou mental; ambos, em muitos casos, estão relacionados.

Como parâmetro inicial, é interessante definirmos o que se entende, aqui, por in­di­ví­duo saudável. Cremos que Winnicott (1989), médico e psicanalista inglês, traz uma abordagem que nos remete a pensar a saú­de não somente como a ausência de doen­ças. Ele propõe como parâmetro de saú­de o grau de autonomia e o desenvolvimento da criatividade do sujeito em sua relação consigo mesmo e com o meio em que vive.

 

10 - Nutrição do Trabalhador

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10

CC

Nutrição do Trabalhador

Bettina Gerken Brasil

Introdução

A nutrição pode ser entendida como o estudo do alimento e de seu processo no corpo humano, abrangendo: ingestão, digestão, absorção, transporte e sua utilização. O termo nutrição inclui a ação, a interação e o balanço dos processos dos alimentos no corpo humano.

A função da nutrição é sustentar a vida, fornecer energia, promover o crescimento e repor perdas de nutrientes. Escott-Stump, Mahan e Raymond

(2013) afirmam que a nutrição é a combina­ção dos processos pelos quais os organismos vivos recebem e utilizam os materiais (alimentos) necessários para a manutenção de suas funções, para o crescimento e a renovação de seus componentes.

O alimento é fonte de nutrientes responsável pelo funcionamento dos aparelhos e sistemas essenciais à vida: respiração, circulação, digestão etc., além de assegurar pequenas ou grandes demandas energéticas (Gomes, 1978).

A nutrição adequada resulta de alimentação balanceada, isto é, com nutrientes em quantidade e qualidade suficientes para manter o bom funcionamento do organismo.

 

11 - Imunização do Trabalhador

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11

Imunização do

Trabalhador

Lúcia de L. S. L. Campinas

CC

Introdução

A tentativa de evitar doen­ças por meio de va­ cinas era um desejo antigo da humanidade. Os chineses no ­século 6 utilizavam a técnica de va­ riolização, que consistia na inoculação de mate­ rial coletado das pústulas por meio de instilação nasal ou por escarificação na pele. No decorrer do ­século 19 foi criada a primeira vacina para humanos contra a varío­la.

Alguns autores afirmam que a vacinação em seres humanos teve um importante impacto na redução da taxa de mortalidade e no cres­ cimento da população, superando até mesmo o uso de anti­bió­ticos. A vacinação hoje é um dos recursos utilizados pela saú­de ocupacional para a proteção específica dos trabalhadores.

Ainda que diversas doen­ças possam ser preve­ nidas por este recurso, destacaremos apenas as vacinas que constam no programa de imuni­ zação do adulto e as vacinas segundo os riscos ocupacionais.

A prática da vacinação envolve diversos as­ pectos técnicos científicos e operacionais rela­ cionados com os agentes imunizantes e a pessoa a ser imunizada.

 

12 - Higiene Ocupacional

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12

CC

Higiene Ocupacional

Esther Archer de Camargo

Introdução

A saú­de não tem preço. A saú­de dos trabalhadores deve ser protegida contra a exposição às substâncias tóxicas sem ter em conta o custo das medidas necessárias. (Supremo Tribunal dos Estados

Unidos da América, 1981)

A industrialização e o consequente desenvolvimento econômico e social trazem muitos benefícios ao homem, incluindo a melhoria das condições de saú­de e da qualidade de vida. Por outro lado, todas as atividades envolvidas nesse processo, tais como a produção e estocagem de alimentos, a produção e a geração de energia, a extração de minerais, a manufatura de diferentes produtos, a prestação de serviços, incluindo transportes, estão geralmente associadas à exposição a agentes quí­micos, físicos, biológicos, ergonômicos ou psicossociais capazes de gerar agravos à saú­de não só dos trabalhadores, mas também da população em geral, bem como danos ao meio ambiente. Entre os diversos agentes perigosos associados a esses processos estão incluí­dos contaminantes ambientais como os solventes, o chumbo, os pesticidas e a sílica, entre outros; agentes físicos, como o calor, as radiações e o ruí­do; agentes biológicos, como os vírus, as bactérias e os fungos; agentes ergonômicos, como os movimentos repetitivos e o levantamento de cargas pesadas; e vários fatores psicossociais.

 

13 - Segurança do Trabalho

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13

CC

Segurança do Trabalho

Geraldo Mota de Carvalho

Introdução

A higiene do trabalho foi definida pela As­ sociação Americana de Higienistas Industriais

– American Industrial Hygiene Association

(AIHA, 1959) como:

A ciên­cia e a arte que tem por objetivo a antecipa­

ção, o reconhecimento, a avaliação, a prevenção e o controle daqueles fatores ambientais ou tensões originadas no local de trabalho ou em razão dele, que podem provocar doen­ças, prejuí­zos à saú­de ou ao bem-estar, desconforto significativo nos trabalhadores ou entre as pessoas da comunidade

(e no meio ambiente em geral – acréscimo nosso).

Segurança do trabalho pode ser definida como a ciên­cia e a arte do conhecimento, ava­ liação e controle dos riscos de acidentes. Apesar da linha tênue de separação entre essas duas disciplinas, pode-se dizer que a higiene do tra­ balho aborda o monitoramento quantitativo e qualitativo do ambiente de trabalho no qual o trabalhador está inserido, com foco na impor­ tância do programa de prevenção dos riscos ambientais. A segurança do trabalho, por sua vez, estuda os meios de segurança aplicados ao trabalhador e ao ambiente de trabalho para a prevenção de acidentes e de doen­ças ocupacio­ nais, tendo em vista a legislação especifica para a ­área ocupacional.

 

14 - Doenças Relacionadas com o Trabalho

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14

Doenças Relacionadas com o Trabalho

Vera Lúcia Salerno

CC

Introdução

O trabalho é direito garantido ao cidadão pela Constituição brasileira, porém, para tra­ balhar, o in­di­ví­duo necessita estar saudável e manter sua saú­de. Não é admissível pela ética ou pela lei que o in­di­ví­duo perca sua saú­de ou adoeça por trabalhar.

A grande tarefa do profissional da ­área de saú­de ocupacional é zelar pela manutenção da saú­de do trabalhador. Aprender a lidar com a saú­de do trabalhador é, sobretudo, ter um olhar coletivo sobre a saú­de e não sobre as doen­ças. O estudo das doen­ças relacionadas com o traba­ lho tem como base a etiologia dessas doen­ças, ou seja, dimensionar até que ponto o trabalho interfere ou provoca agravo à saú­de. Para isso, a saú­de do trabalhador não se ocupa do in­di­ví­ duo, mas da população ou da coletividade tra­ balhadora.

Como se pretende definir até que ponto o trabalho contribuiu para o aparecimento de determinada doen­ça, é preciso descartar o in­ di­vi­dual. A maneira de analisar esta questão é observar o grupo de in­di­ví­duos expostos a de­ terminado risco (grupo que será chamado po­ pulação de risco) e verificar se este grupo que apresenta agravo à saú­de específico é diferente de outro grupo não exposto àquele risco. Em outras palavras: será que trabalhar em pé pro­

 

15 - Lesões por Esforços Repetitivos ou Distúrbios Osteomusculares Relacionados com o Trabalho

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15

Lesões por Esforços

Repetitivos ou Distúrbios

Osteomusculares

Relacionados com o

Trabalho

Rosana Pires Russo Bianco

CC

Introdução

A revolução tecnológica iniciada no ­século

19 deu origem a mudanças socioeconômicas e políticas que repercutiram profundamente no plano in­di­vi­dual. O homem aprendeu a dominar e recriar novos meios de energia, multiplicando suas possibilidades evolutivas e desenvolvendo novos sistemas econômicos e de produção. O sistema de produção atual, direcionado para obtenção de maior produtividade, insere o ser humano em um esquema de automatização e especialização.

Os in­di­ví­duos que trabalham com linha de montagem ou em serviços de processamento de dados executam movimentos repetitivos e/ou forçados, muitas vezes no ritmo imposto pela própria velocidade da máquina, em postura inadequada e por longas e con­tí­nuas jornadas de trabalho, com sobrecargas e, frequentemente, têm distúrbios neuro­musculotendinosos ou lesões por esforços repetitivos.

 

16 - Ginástica Laboral

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16

CC

Ginástica Laboral

Geraldo Mota de Carvalho e César Augusto Rolim

Introdução

Acompanhando o desenvolvimento tecnológico, surgiu uma série de perturbações na saú­de dos trabalhadores, preocupando empregadores e tornando-as parte importante do planejamento empresarial.

A automação, a especialização, a repetição e o sedentarismo representam fatores predisponentes de certas deformações estruturais, perturbando o funcionamento fisiológico do corpo e favorecendo, dessa maneira, a ocorrência de acidentes no trabalho.

Surgiu então, na Polônia, em 1925, a “ginástica de pausa”, uma maneira de prevenção contra os problemas causados pelas lesões de esforço repetitivo e demais distúrbios osteo­­muscula­res relacionados com o trabalho.

Três anos depois, o serviço de correio do Japão implantou a ginástica laboral na empresa e obteve grande produtividade, sendo imitado em todo aquele país, após a Segunda Guerra Mundial, ocorrendo a consolidação e a obrigatoriedade desses exercícios (Jardim, 1992). Na década de 1960, a ginástica foi levada a outros paí­ses da Europa.

 

17 - Absenteísmo e Presenteísmo

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17

Absenteí­smo e

Presenteí­smo

Geraldo Mota de Carvalho

CC

Absenteí­smo

Também conhecido como absentismo ou ausentismo, é uma expressão que tem sua origem na língua francesa, absentéi­sme, e caracteriza a ausência do funcionário ao trabalho. O absenteí­smo constitui um problema crítico para as organizações e para os administradores, podendo ter como causas e conse­quências diversos fatores. Para as organizações, gera atrasos das tarefas, desorganização do trabalho, sobrecarga, insatisfação dos trabalhadores que estão presentes, afeta significativamente a produtividade e diminui a qualidade dos serviços prestados. Dessa maneira, são afetados os interesses da instituição e os direitos do trabalhador, bem como a relação de trabalho entre ambos.

Não somente as ausências, mas também os atrasos dos trabalhadores prejudicam o andamento dos trabalhos da organização. Assim, torna-se necessário que se faça um estudo para verificar os motivos pelos quais as pessoas se ausentam de seu posto de trabalho.

 

18 - Legislação Previdenciária Social na Saúde Ocupacional

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18

Legislação Previdenciá­ria

Social na Saú­de

Ocupacional

Taiza Florêncio Costa, Andréa Rodrigues Passos e

Vanda Elisa Andrés Felli

CC

Introdução

A legislação da previdência social com relação à promoção e à proteção da saú­de e da segurança dos trabalhadores é determinada de maneiras diversas em cada país. Entretanto, existem características universais em virtude de acordos internacionais que dispõem sobre a temática.

Nesse contexto destacam-se as convenções da

Organização Internacional do Trabalho (OIT), em que são firmados tratados internacionais. O

Brasil faz parte dos 183 paí­ses-membros da OIT, dentre os 192 paí­ses independentes do mundo, e das 182 convenções da OIT, 96 foram ratificadas nacionalmente, destacando-se a Convenção no 155, que trata da segurança e da saú­de dos trabalhadores (OIT, 2013).

A segurança e a saú­de dos trabalhadores encontram-se integradas ao Sistema Único de

Saú­de (SUS) como um direito garantido constitucionalmente, sendo esse direito confirmado pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), nos artigos 154 a 200 (Capítulo  V), nos quais são estabelecidos deveres e obrigações das instituições trabalhistas (Brasil, 2013).

 

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