Parasitologia veterinária

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Considerado o melhor e mais completo conteúdo de parasitologia veterinária, este livro oferece detalhadas descrições sobre parasitas a estudantes e profissionais de Medicina Veterinária, bem como a pesquisadores e todos os envolvidos no diagnóstico, tratamento e controle de doenças parasitárias.

Com o objetivo de refletir os avanços recentes na área, a prática atual de ensino e os sistemas atualizados de classificação taxonômica dos parasitas, esta quarta edição foi cuidadosamente revisada e reestruturada em duas partes – Parte 1 | Parasitologia Geral Incluindo Taxonomia, Diagnóstico e Antiparasitários e Parte 2 | Doenças Hospedeiro-Parasita. Além disso, todo o texto passou por profunda atualização e três novos capítulos foram incluídos, com descrições abrangentes sobre o parasita individual e a condição taxonômica; são eles: Helmintologia Veterinária, Protozoologia Veterinária e Entomologia Veterinária.

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1 - Helmintologia Veterinária,

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CAPÍTULO 1

Helmintologia Veterinária

Princípios de classificação

Quando examinados, é possível notar que os organismos vivos formam grupos naturais, com características comuns. Estas similaridades podem ser morfológicas; contudo, cada vez mais, são baseadas na análise do DNA. Grupos de organismos são reunidos em conjuntos biologicamente significantes, geralmente na tentativa de representar vias evolutivas. Um grupo dessa natureza é denominado táxon e o estudo deste aspecto da biologia é conhecido como taxonomia. O estudo dos sistemas complexos de inter-relação dos organismos vivos é denominado sistemática.

Os táxons em que os organismos são incluídos são reconhecidos por acordo internacional; os principais são reino, filo, classe, ordem, família, gênero e espécie. Os intervalos entre estes são grandes e alguns organismos não podem ser neles incluídos precisamente; assim, tem-se constituído táxons intermediários, apropriadamente preestabelecidos; exemplos destes são subordem e superfamília.

 

2 - Protozoologia Veterinária,

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CAPÍTULO 2

Protozoologia Veterinária

Reino protozoa

Protozoários são organismos unicelulares mais primitivos do que os animais e não importa quão complexo seja o seu corpo, todas as diferentes estruturas estão contidas em uma única célula.

Os protozoários, à semelhança da maioria dos microrganismos, são eucarióticos, ou seja, sua informação genética está armazenada nos cromossomos contidos em um envelope nuclear. Deste modo, eles se diferenciam das bactérias, as quais não apresentam núcleo e seu único cromossomo é espiralado, como uma meada de lã, no citoplasma. Este arranjo primitivo, verificado apenas em bactérias, riquétsias e em algumas algas, é denominado procariótico e tais microrganismos podem não ser considerados animais nem vegetais, mas sim como um reino distinto de organismos procarióticos, o reino Monera.

Por fim, alguns protozoários, à semelhança de estágios extracelulares de Eimeria, não apresentam meios evidentes de locomoção; contudo, são capazes de realizar movimentos por deslizamento.

 

3 - Entomologia Veterinária,

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CAPÍTULO 3

Entomologia Veterinária

Entomologia veterinária, em sua definição literal, significa o estudo de insetos de importância veterinária. Esse termo, no entanto, é usado com frequência para descrever o estudo mais amplo de todos os artrópodes que parasitam animais (ectoparasitas), incluindo aracnídeos, tais como carrapatos e ácaros.

A associação entre um ectoparasita artrópode e um hospedeiro vertebrado pode assumir muitas formas. Parasitas facultativos são aqueles que não necessitam viver ou se alimentar no hospedeiro para completarem seu ciclo evolutivo, ou que o fazem apenas quando um hospedeiro adequado está disponível. Os parasitas facultativos podem ter contato apenas intermitente com seus hospedeiros, são menos hospedeiro-específicos e, em geral, são de vida livre durante a maior parte do seu ciclo evolutivo. Já os parasitas obrigatórios são totalmente dependentes do hospedeiro para completarem seu ciclo evolutivo, vivem em associação contínua com seu hospedeiro e, em muitos casos, são altamente hospedeiro-específicos.

 

4 - Diagnóstico Laboratorial de Parasitismo,

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CAPÍTULO 4

Diagnóstico Laboratorial de Parasitismo

Infecções por helmintos

Exame de fezes

Embora, atualmente, haja bastante interesse no uso de sorologia e métodos moleculares como recurso ao diagnóstico de helmintoses, o exame de fezes para a pesquisa quanto à presença de ovos ou larvas de vermes permanece como o método auxiliar de rotina mais comumente empregado para o diagnóstico.

Método do esfregaço direto

Algumas gotas de água e uma quantidade equivalente de fezes são misturadas a uma lâmina de microscópio. A inclinação da lâmina permite que os ovos, mais leves, flutuem para longe das partículas mais pesadas. Uma lamínula é colocada sobre o líquido e a preparação é então examinada microscopicamente. É possível detectar a maioria dos ovos e larvas por esse método, mas em razão da pequena quantidade de fezes usada, ela pode detectar apenas infecções relativamente intensas.

Coleta de fezes

Amostras de fezes de grandes animais devem ser coletadas, preferencialmente, do reto e examinadas ainda frescas. Se houver dificuldade em coletar amostras do reto, então fezes frescas podem ser coletadas do campo ou do chão, o ideal é que a coleta seja realizada apenas se foi observado o momento em que o animal defecou. Uma luva de plástico

 

5 - Antiparasitários,

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CAPÍTULO 5

Antiparasitários

Não é fácil fornecer dados de eficácia completos e métodos de aplicação do grande número de medicamentos atualmente disponíveis para o tratamento de infecções causadas pela ampla variedade de parasitas de animais domésticos. Como a quantidade de drogas e de suas muitas formulações se modificam continuamente, talvez seja mais apropriado discutir o uso de antiparasitários, em termos gerais, de acordo com os grupos de parasitas que se pretende tratar.

Como objetivo deste capítulo, os antiparasitários são agrupados em anti-helmínticos, antiprotozoários e ectoparasiticidas. Os detalhes de seu uso contra grupos ou espécies individuais de parasitas são descritos nas seções apropriadas, nos capítulos referentes aos hospedeiros.

hospedeiro. Muitos dos medicamentos atuam no sistema nervoso do parasita, resultando em paralisia e, em consequência, na sua expulsão do hospedeiro. O sistema nervoso é bem conservado entre as espécies, sendo muito complexo, em termos de componentes neuroquímicos, possuindo vários receptores e interações de transmissores, não constatados nos hospedeiros mamíferos. Em alguns casos, as propriedades farmacocinéticas da droga no hospedeiro resultam na exposição do parasita a maior concentração da droga do que nas células do hospedeiro.

 

6 - Epidemiologia das Doenças Parasitárias,

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CAPÍTULO 6

Epidemiologia das

Doenças Parasitárias

Embora existam múltiplas razões pelas quais as doenças parasitárias ocorrem e, com frequência, essas razões interajam entre si, a grande maioria delas ocorre por uma de quatro razões básicas:

Aumento no número de estágios infectantes

Alteração na suscetibilidade do hospedeiro

Introdução de uma categoria suscetível

Introdução da infecção em um ambiente livre.

Cada uma delas será discutida individualmente, dando exemplos.

Aumento no número de estágios infectantes

Essa categoria envolve doenças parasitárias que ocorrem sazonalmente. Embora mais evidentes em regiões com variações climáticas amplas, as doenças parasitárias também podem ser observadas em regiões com variações climáticas mínimas, tais como nos trópicos

úmidos.

Muitas causas são responsáveis pela flutuação sazonal nos números e na disponibilidade dos estágios infectantes, e essas causas podem ser agrupadas de maneira conveniente como fatores que afetam a contaminação do ambiente e aqueles que controlam o crescimento e a sobrevida dos estágios de vida livre dos parasitas, bem como, onde aplicável, dos seus hospedeiros intermediários.

 

7 - Resistência do Hospedeiro a Doenças Parasitárias,

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CAPÍTULO 7

Resistência do Hospedeiro a

Doenças Parasitárias

Em geral, a resistência a infecções parasitárias se enquadra em duas categorias. A primeira delas, frequentemente denominada resistência inata, inclui resistência relacionada à espécie, resistência relacionada

à idade e, em alguns casos, resistência relacionada à raça, as quais, em geral, não são de origem imunológica. A segunda categoria, imunidade adquirida, depende de estímulo antigênico e subsequentes respostas humoral e celular. Embora, por motivos explicados neste capítulo, haja poucas vacinas disponíveis contra doenças parasitárias, a expressão natural de imunidade adquirida tem participação altamente significativa na proteção de animais contra infecções e na modulação da epidemiologia de muitas doenças parasitárias.

Resistência relacionada

à espécie

Por diversas razões, parasitológicas, fisiológicas e bioquímicas, muitos parasitas não crescem por completo, a não ser em seus hospedeiros naturais; isto é mostrado, por exemplo, pela notável especificidade ao hospedeiro de muitas espécies de Eimeria. No entanto, muitas vezes ocorre um grau limitado de crescimento, embora isto geralmente não esteja associado a sinais clínicos; por exemplo, algumas larvas do parasita de bovinos Ostertagia ostertagi se desenvolvem em ovinos, mas muito poucas atingem o estágio adulto. Todavia, nestes hospedeiros não naturais ou aberrantes, e em especial no caso de parasitas que migram nos tecidos, ocasionalmente ocorrem graves consequências, especificamente se a via migratória se torna errática.

 

8 - Parasitas de Bovinos,

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CAPÍTULO 8

Parasitas de Bovinos

Endoparasitas

Classe. Secernentea.

j j Parasitas do sistema digestório

Esôfago

Superfamília. Spiruroidea.

Gongylonema pulchrum

Sinônimo. G. scutatum.

Descrição macroscópica. Vermes longos, delgados, avermelhados quando estão frescos. Os machos têm, aproximadamente, 3,5 cm e as fêmeas, 7,0 a 9,5 cm de comprimento.

Locais de predileção. Esôfago, rúmen.

Descrição microscópica. Os endoparasitas adultos apresentam asas cervicais festonadas e projeções cuticulares apenas do lado esquerdo do corpo. As espículas dos machos apresentam comprimento desigual, com a espícula esquerda mais longa que a direita.

Filo. Nematoda.

Hospedeiros definitivos. Bovinos, ovinos, caprinos, veados, zebu.

Classe. Secernentea.

Hospedeiros intermediários. Besouros coprófagos e baratas.

Superfamília. Spiruroidea.

Distribuição geográfica. Índia, África do Sul, EUA.

Descrição macroscópica. Um verme longo, delgado, esbranquiçado, os machos têm, aproximadamente, 5 cm e as fêmeas até, aproximadamente, 14 cm de comprimento.

 

9 - Parasitas de Ovinos e Caprinos,

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CAPÍTULO 9

Parasitas de Ovinos e Caprinos

Endoparasitas j j Parasitas do sistema digestório

Esôfago

Gongylonema pulchrum

Sinônimo. Gongylonema scutatum.

Nome comum. Verme de esôfago.

Locais de predileção. Esôfago, rúmen.

Filo. Nematoda.

Classe. Sercenentea.

Superfamília. Spiruroidea.

Descrição macroscópica. Verme esbranquiçado longo e delgado; os machos medem cerca de 5,0 cm e as fêmeas até, aproximadamente, 14,0 cm de comprimento.

Descrição microscópica. Microscopicamente, é fácil diferenciar os vermes pela presença de uma série de protuberâncias cuticulares longitudinais na região anterior do corpo. As asas cervicais, assimétricas, são proeminentes. O ovo apresenta casca espessa e possui dois opérculos. Mede 50-70 × 25-37 mm e contém uma larva L1, quando excretado nas fezes.

Hospedeiros definitivos. Ovinos, caprinos, bovinos, suínos, búfalos, equinos, asininos, veados, camelos, humanos, primatas.

coprófagos dos gêneros Aphodius, Blaps, Caccobius e Onthophagus.

 

10 - Parasitas de Equinos,

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CAPÍTULO 10

Parasitas de Equinos

Endoparasitas j j Parasitas do sistema digestório

Boca

Entamoeba equibuccalis

Local de predileção. Boca.

Filo. Amoebozoa.

Controle. Obviamente qualquer medida tomada para prevenir lesões e para controlar a população de moscas será benéfica. O empilhamento do esterco e o uso de inseticidas durante o dia, por exemplo, limitam a população de moscas e os ataques. As lesões de pele devem ser tratadas ou com repelentes de moscas ou com uma combinação de antissépticos e inseticidas.

Draschia megastoma

Classe. Archamoebae.

Sinônimo. Habronema megastoma.

Família. Entamoebidae.

Local de predileção. Estômago.

Hospedeiros. Equinos.

Filo. Nematoda.

Descrição. As trofozoítas medem 7 a 14 mm de diâmetro e não apresentam cistos. O núcleo tem um endossoma central pequeno e um anel de grânulos periféricos pequenos.

Classe. Secernentea.

Distribuição geográfica. Cosmopolita.

 

11 - Parasitas de Suínos,

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CAPÍTULO 11

Parasitas de Suínos

Endoparasitas j j Parasitas do sistema digestório

Boca

Entamoeba suigingivalis

Estômago

Hyostrongylus rubidus

Nome comum. Verme vermelho do estômago.

Local de predileção. Estômago.

Filo. Nematoda.

Local de predileção. Boca.

Classe. Secernentea.

Filo. Amoebozoa.

Superfamília. Trichostrongyloidea.

Classe. Archamoebae.

Descrição macroscópica. Vermes delgados avermelhados, quando vivos; os machos medem cerca de 5 a 7 mm e as fêmeas, 6 a 10 mm de comprimento (ver Figura 1.16). A cutícula corporal possui estrias transversais e longitudinais, com 40 a 45 estrias longitudinais.

Família. Entamoebidae.

Descrição. As trofozoítas são pequenas, medem 7 a 12 mm e não apresentam cisto.

Hospedeiros. Suínos.

Distribuição geográfica. Cosmopolita.

Nota. Há certa controvérsia sobre se esta é uma espécie válida; pode ser sinônimo de E. gingivalis.

Esôfago

 

12 - Parasitas de Cães e Gatos,

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CAPÍTULO 12

Parasitas de Cães e Gatos

Endoparasitas j j Parasitas do sistema digestório

todo o comprimento do corpo, e termina em um flagelo posterior livre e o axostilo se estende por um comprimento considerável além da extremidade do corpo.

Boca

Hospedeiros. Gatos.

Tetratrichomonas canistomae

Sinônimo. Trichomonas canistomae.

Local de predileção. Boca.

Filo. Parabasalia.

Classe. Trichomonadea.

Família. Trichomonadidae.

Descrição. O corpo é piriforme, medindo 7-12 por 3-4  mm. Os quatro flagelos anteriores são tão longos quanto o comprimento do corpo e surgem em pares de um blefaroplasto grande (ver

Figura 2.14). A membrana ondulante se estende por quase todo o comprimento do corpo, e termina em um flagelo posterior livre, que tem, aproximadamente, metade do comprimento do corpo. O axostilo assemelha-se a um fio, cora-se de preto pela hematoxilina e se estende por um comprimento considerável além da extremidade do corpo. A costa é delgada e não há grânulos subcostais.

 

13 - Parasitas de Aves Domésticas e de Aves de Caça,

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CAPÍTULO 13

Parasitas de

Aves Domésticas e de Aves de Caça

Endoparasitas j j Parasitas do sistema digestório

Esôfago

Encoleus annulata

Sinônimo. Capillaria annulata.

Nome comum. Verme capiliforme ou verme filiforme.

Locais de predileção. Esôfago, papo.

Filo. Nematoda.

Classe. Secernenteae.

Superfamília. Trichuroidea.

Descrição macroscópica. São vermes filamentares muito finos, cujo esôfago estreito esticossômico ocupa cerca de um terço a metade do comprimento do corpo. Os machos medem, aproximadamente, 15 a 25 mm e as fêmeas, 37 a 80 mm.

Descrição microscópica. Os machos apresentam uma única espícula longa e fina, com uma bainha espinhosa e, com frequência, possuem uma estrutura primitiva em forma de bolsa. Esta espécie apresenta uma tumefação cuticular na parte posterior da cabeça. As fêmeas contêm ovos parecidos com aqueles de Trichuris por apresentarem tampões, ou opérculos, bipolares (ver Figura 4.7). Os ovos, de tamanho médio, têm formato de barril, são incolores a marrom-pálidos, medem 60-65 × 25-28 mm e apesentam casca espessa ligeiramente estriada, com tampões bipolares.

 

14 - Parasitas de Animais Ungulados,

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CAPÍTULO 14

Parasitas de

Animais Ungulados

Cervídeos

Hospedeiros definitivos. Bovinos, ovinos, caprinos, cervídeos.

Endoparasitas

Hospedeiros intermediários. Besouros coprófagos e baratas.

j j Parasitas do sistema digestório

Esôfago

Gongylonema pulchrum

Sinônimo. Gongylonema scutatum.

Nome comum. Verme do esôfago.

Locais de predileção. Esôfago, rúmen.

Filo. Nematoda.

Classe. Secernentea.

Superfamília. Spiruroidea.

Descrição. Verme longo, delgado e esbranquiçado; os machos medem em torno de 5,0 cm e as fêmeas, até cerca de 14,0 cm de comprimento.

Os vermes são facilmente distinguidos em exame microscópico pela presença de fileiras longitudinais de protuberâncias cuticulares na parte anterior do corpo. As abas cervicais assimétricas são proeminentes. O ovo tem casca espessa e possui 2 opérculos. Mede 50-70 mm ×

25-37 mm e contém uma larva L1 quando excretado nas fezes.

Hospedeiros definitivos. Ovinos, caprinos, bovinos, suínos, búfalos, equinos, asininos, cervídeos, camelos, humanos e primatas.

 

15 - Parasitas de Animais de Laboratório,

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CAPÍTULO 15

Parasitas de Animais de Laboratório

Coelhos

Obeliscoides cuniculi

Endoparasitas

Local de predileção. Estômago.

j j Parasitas do sistema digestório

Filo. Nematoda.

Infecções por helmintos raramente acometem coelhos domésticos, a menos que mantidos em condições que os exponham aos estágios infectantes por contato com coelhos selvagens. Portanto, em geral, as espécies mencionadas a seguir, com exceção daquelas do gênero Passalurus, são apenas encontradas em coelhos selvagens e, assim, em coelhos domesticados o tratamento para muitos destes parasitas raramente é indicado. Quando há necessidade de tratamento, o uso de fembendazol e mebendazol é efetivo. Também, pode-se fazer o tratamento adicionando flubendazol ao alimento e fornecendo-o durante 10 dias.

Uma lista mais detalhada das espécies de helmintos encontrados em coelhos domesticados e naqueles selvagens está disponibilizada na lista de parasitas, no final deste capítulo.

 

16 - Parasitas de Animais Exóticos,

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CAPÍTULO 16

Parasitas de

Animais Exóticos

Pombos

Endoparasitas j j Parasitas do sistema digestório

Dispharynx nasuta

Para detalhes, ver seção Papo e proven­trículo.

Papo e proven­trículo

Trichomonas gallinae

Sinônimos. Cercomonas gallinae, Trichomonas columbae.

Nomes comuns. Cancro, frounce, roup.

Locais de predileção. Faringe, esôfago, papo, proven­trículo.

Filo. Parabasalia.

Classe. Trichomonadea.

Família. Trichomonadidae.

Descrição. O corpo é alongado, elipsoide ou piriforme, mede 5-19 por

2-9 mm, com quatro flagelos anteriores que surgem do blefaroplasto. A membrana ondulante não alcança a extremidade posterior do corpo e o flagelo posterior livre está ausente (ver Figura 2.13). Um filamento acessório está presente. O axostilo é delgado, protrai 2 a 8 mm do corpo e sua porção anterior é achatada em um capítulo espatulado. Há uma pelta com formato de crescente anterior ao axostilo e não há anel cromático no seu ponto de emergência. O corpo parabasal tem formato de gancho e apresenta um filamento parabasal e a costa é um bastonete muito fino que corre três quartos do comprimento do corpo.

 

17 - Vetores Artrópodes e Ectoparasitas Facultativos,

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CAPÍTULO 17

Vetores Artrópodes e

Ectoparasitas Facultativos

Insetos

Ordem Hemiptera (Insetos)

Cimex

Nome comum. Percevejo-de-cama.

Local de predileção. Pele.

Classe. Insecta.

Ordem. Hemiptera.

Família. Cimicidae.

Descrição de adultos. Os percevejos-de-cama apresentam corpos achatados ovais, com asas anteriores reduzidas a coxins hemelitrais; não possuem asas posteriores. Os adultos medem 5 a 7  mm, quando não alimentados; as fêmeas são pouco maiores do que os machos. Em geral, são marrom-avermelhados, embora pareçam mais escuros após o repasto sanguí­neo (Figura 17.1). As diferenças morfológicas entre as duas espécies de importância são o protórax mais largo (si­tua­do atrás da cabeça) de Cimex lectularius, comparativamente a Cimex hemipterus e o fato de Cimex hemipterus ser ao redor de 25% mais longo do que C. lectularius.

A cabeça contém longas antenas de quatro segmentos, dos quais os últimos três são longos e delgados, e um par de olhos complexos bem separados posicionados nas laterais da cabeça; não há ocelo. O lábio possui três segmentos evidentes e encontra-se refletido para trás, sob a cabeça, se estendendo tão longe que alcançam as coxas do 1o par de pernas. O abdome contém 11 segmentos; os segmentos 2-9 são facilmente reconhecidos, dorsalmente. Quando o percevejo-de-cama se ingurgita, o volume do abdome aumenta muito.

 

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