Macroeconomia para gestão empresarial

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A obra traz os principais conceitos e modelos da moderna análise macroeconômica, bem como sua aplicação para a tomada de decisão dos profissionais que utilizam os dados da economia brasileira e mundial para a construção de planos de negócios, projeção de vendas, avaliação da viabilidade econômico-financeira de empreendimentos, e compreensão em geral das principais variáveis que influem nos resultados empresariais. O livro atende igualmente os cursos de graduação de administração e todos aqueles que utilizem conhecimentos básicos de macroeconomia aplicada. Caracteriza-se pela linguagem simples e direta, praticamente sem utilização de recursos matemáticos, e minimizando a análise gráfica. Completo, o texto explora toda a teoria macroeconômica moderna, incluindo seus desdobramentos intertemporais, sempre aplicando os conceitos e resultados às características próprias da economia brasileira e mundial atuais.

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1.1 Tomada de decisão e estratégia

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Macroeconomia para gestão empresarial

Adicionalmente, boa parte das decisões pessoais e empresariais olha para o futuro. As premissas macroeconômicas são fundamentais em quase tudo o que se decide estrategicamente nas empresas, como na aceitação de um plano de negócios, no lançamento de um produto, no investimento em uma nova unidade, na compra de uma empresa e assim por diante. Em todos esses casos, há projeções de itens que vêm diretamente do cenário macroeconômico. Assim, quando o cenário não se cumpre, há grande probabilidade de se ter feito uma escolha equivocada.

Esse fato corrobora a importância da macroeconomia para a tomada de decisões de negócios e para a estratégia empresarial.

Da mesma maneira, a linguagem da macroeconomia é essencial no ambiente de negócios, em todos os mercados. Trata-se de um assunto razoavelmente complexo, dominado, infelizmente, por poucos no ambiente empresarial. Nesse sentido, este livro se propõe justamente apresentá-la como ferramenta estratégica essencial. Para isso, sua estrutura de análise é mostrada em detalhes, encerrando a obra com a ferramenta típica utilizada no ambiente organizacional: o cenário macroeconômico. A organização dinâmica deste livro minimiza o uso de ferramentas gráficas e matemáticas, simplificando a exposição, mas sem desprezar as teorias mais avançadas disponíveis sobre o funcionamento das economias modernas.

 

Introdução

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A lei da oferta e da procura no contexto macroeconômico

Introdução

A economia nasce da constatação de que, em qualquer sociedade, em qualquer época, existem, por um lado, recursos (como trabalhadores, matérias-primas, terra, máquinas, equipamentos, dinheiro e tempo) e, por outro, necessidades e desejos dos seres humanos, os quais determinam o uso dado a esses recursos.

O grande problema é que o ser humano se revela um eterno insatisfeito e, portanto, a despeito dos avanços tecnológicos, que permitem o melhor aproveitamento dos recursos, e do aumento natural destes (em virtude do crescimento da população, da imigração, do incremento da quantidade de máquinas e matérias-primas, da elevação do crédito etc.), as necessidades e os desejos da sociedade sempre crescem em maior proporção.

Assim, em termos relativos, pode-se dizer que existe escassez de recursos diante das necessidades, o que leva a um problema de escolha — o chamado “problema econômico”: devemos, por exemplo, produzir e consumir mais automóveis, ou utilizar esses meios para aumentar a produção de ônibus destinados ao transporte coletivo?

 

2.1 Princípios básicos

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capítulo 2

A lei da oferta e da procura no contexto macroeconômico

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avaliação de um novo projeto, a determinação do valor de uma empresa ou a análise das oportunidades de certo mercado), enquanto a macroeconomia se preocupa em analisar os custos e os benef ícios de políticas econômicas (como a acumulação das reservas internacionais do Banco Central, a redução da taxa básica de juros, o aumento dos gastos sociais, a diminuição de impostos etc.).

Da mesma forma, as políticas públicas no Brasil costumam perseguir agendas macro e microeconômicas. As principais discussões da agenda macroeconômica envolvem, principalmente, os regimes fiscal, monetário e cambial. A agenda microeconômica, por sua vez, envolve aspectos do sistema de defesa da concorrência, bem como a regulação dos mercados, a incidência dos tributos, a burocracia, as regras de falência e a recuperação de empresas, a legislação trabalhista, a eficiência do sistema judicial, entre outros fatores, apenas para citar alguns tópicos em meio a uma grande diversidade de temas.

 

2.2 Comportamento da demanda (procura)

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resultam de uma interação complexa entre uma série de fatores, que vão desde a psicologia dos agentes econômicos até as intervenções do governo.

Desse modo, a próxima seção analisa os determinantes básicos do comportamento de produtores e consumidores, arcabouço básico não só para entender a evolução de um mercado de bem ou serviço qualquer, mas também, como veremos, para explicar o comportamento da atividade econômica como um todo.

2.2 Comportamento da demanda (procura)

Do ponto de vista econômico, o comportamento de um consumidor qualquer pode ser explicado pela chamada teoria do consumidor, que está baseada na lógica da análise de custo/benef ício.

Assim, o benef ício obtido por um consumidor ao adquirir um bem ou serviço qualquer está relacionado com o bem-estar derivado de seu consumo, o que, em economia, chama-se utilidade.3 Em outras palavras, a teoria econômica tradicional postula que quanto mais um indivíduo consome determinado bem ou serviço, maior é o grau de bem-estar ou satisfação alcançado.

 

2.3 Comportamento da oferta

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a quantidade demandada para qualquer preço de compra, e vice-versa (Gráfico 2.2).

Também podemos pensar em deslocamentos da demanda de automóveis causados por mudanças nas outras variáveis mencionadas anteriormente.

Preço (P)

Gráfico 2.2 Deslocamentos da curva de demanda

P2

P1

P3

D’

D

D”

Q2

Q3 Q1

Quantidade (Q)

2.3 Comportamento da oferta

O “outro lado da moeda” da lei da oferta e da procura está representado pelo comportamento da empresa, que produz e comercializa4 o bem ou serviço em questão. No mundo das corporações privadas, podemos postular que o objetivo de qualquer empresa deve ser maximizar o lucro, definido pela diferença entre receita bruta (faturamento) ou total (preço multiplicado pela quantidade produzida) e custo total de produção.

De acordo com a chamada teoria da firma, o executivo que administra a empresa também utilizará a análise de custo/benefício para a tomada de decisões, estando os benef ícios representados pela receita bruta e o custo representado pelo próprio custo de produção.

 

2.4 Interação entre a demanda e a oferta:equilíbrio de mercado

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Gráfico 2.4 Deslocamentos da curva de oferta

S”

S

Preço (P)

S’

P2

P1

Q3

Q1

Q2

Quantidade (Q)

Como exemplo do efeito de uma dessas variáveis no comportamento dos empresários, podemos citar mais uma vez o mercado de automóveis. Toda vez que o custo de produção se eleva, as montadoras reduzem a produção, ou seja, a qualquer preço de venda, a quantidade ofertada será menor (deslocamento à esquerda para S’’), e vice-versa.

Por ouro lado, um aumento na confinaça dos empresários ligados às montadoras povocará expansão da quantidade poduzida (deslocamento para a direita para

S’), e vice-versa.

A lei da oferta e da procura implica, portanto, que, além das forças do consumo implícitas no comportamento da demanda, o preço praticado e a quantidade transacionada em qualquer mercado também dependem das forças da produção, cujo comportamento se encontra influenciado pelos fatores que determinam a curva de oferta.

 

2.5 A Importância da lei da oferta e da procurana macroeconomia

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capítulo 2

A lei da oferta e da procura no contexto macroeconômico

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Gráfico 2.10 Efeitos do aumento da demanda combinado com a redução da oferta

S2

Preço (P)

S1

P2

P1

D2

D1

Q1 Q2

Quantidade (Q)

2.5 A Importância da lei da oferta e da procura na macroeconomia

No mercado de qualquer bem ou serviço, a quantidade transacionada e o preço praticado são determinados tanto pelas condições de demanda quanto pelas de oferta. Da mesma forma, tem-se, do ponto de vista macroeconômico, o cumprimento da lei da oferta e da procura.

Do ponto de vista agregado, a demanda corresponderá ao somatório das demandas por bens e serviços da economia, o que chamamos de demanda agregada ou total. Como resultado dessa agregação, é possível dizer que a demanda (ou procura) agregada é formada pelo consumo de famílias, empresas, governo e estrangeiros, quando compram bens e serviços produzidos internamente. Já a oferta agregada ou total será constituída pelo somatório das ofertas de bens e serviços da economia, disseminadas pelos setores primário, secundário e terciário da produção.

 

Conclusões

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Macroeconomia para gestão empresarial

Os ciclos econômicos e a inflação serão analisados em mais detalhes nos próximos capítulos, embora mantendo o arcabouço teórico desenvolvido neste capítulo. Antes, porém, é preciso discutir como o PIB é contabilizado e definir alguns importantes conceitos macroeconômicos, o que será feito no Capítulo 3.

Conclusões

A análise do comportamento da economia, do ponto de vista coletivo ou agregado, foco central da macroeconomia, será realizada a partir da análise de custo-benef ício ou da “lei da oferta e da procura”.

Essa poderosa ferramenta analítica também é utilizada pela microeconomia, que estuda o comportamento individual de uma família ou empresa, permitindo dar maior consistência lógica à análise macroeconômica.

Referências

GARCIA, M. E.; VASCONCELLOS, M. A. S. Fundamentos de economia. 5. ed. São Paulo:

Saraiva, 2014.

GONÇALVES, C. E.; GUIMARÃES, B. Economia sem truques: o mundo a partir das escolhas de cada um. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.

 

Introdução

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3

Contabilidade nacional

Introdução

Os países, assim como as empresas, têm sistemas que mensuram seus fatos contábeis. No caso dos países, são medidos os chamados agregados econômicos, de forma a aferir o desempenho de sua atividade econômica. Os objetivos dessa mensuração contábil são:

»»Avaliar as variações do padrão de vida da coletividade.

»»Estabelecer relações entre agregados macroeconômicos.

»»Subsidiar as decisões de política econômica do governo.

Essa parte da macroeconomia é também chamada de contabilidade nacional

ou contabilidade social. No Brasil, o órgão responsável pela aferição dos agregados econômicos das contas nacionais é o Instituto Brasileiro de Geografia e

Estatística (IBGE). Outras entidades, entretanto, produzem estatísticas econômicas que cumprem a mesma função de mensurar agregados ou que repercutem no sistema de mensuração do IBGE.

Este capítulo trata das variáveis reais, isto é, as que afetam a produção f ísica.

 

3.1 Oferta e demanda agregadasdo ponto de vista contábil

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Macroeconomia para gestão empresarial

3.1 Oferta e demanda agregadas do ponto de vista contábil

Enquanto a microeconomia estuda o comportamento da oferta e da demanda de um bem ou serviço específico, a macroeconomia estuda o comportamento da oferta e da demanda agregadas, ou seja, da economia como um todo.

Como foi visto no Capítulo 2, demanda agregada (DA) é o valor das despesas dos vários agentes (setores) na compra de bens e serviços finais produzidos internamente, em determinado período de tempo. É, portanto, a soma das despesas das famílias, empresas, governo e estrangeiros com os produtos brasileiros. Em termos mais formais, consiste na soma do consumo das famílias (C), do investimento das empresas (I), do gasto público — consumo da administração pública e investimentos do governo (G)1 — e das exportações líquidas, que são a diferença entre exportações e importações (X – M):

(3.1)

DA = C + I + G + X – M

Figura 3.1 Composição da demanda agregada

 

3.2 A mensuração do PIB

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capítulo 3

Contabilidade nacional

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Como também vimos no Capítulo 2, a oferta agregada, que inclui toda a produção interna de bens e serviços, determina, com a demanda agregada, o Produto Interno Bruto (PIB), detalhado no tópico seguinte.

No curto prazo, a política econômica é direcionada aos componentes da demanda agregada, pois, nesse caso, a oferta agregada reage mais lentamente, em especial quando a capacidade produtiva está próxima à sua capacidade máxima

(perto do pleno emprego de recursos ou produto potencial). Dependendo do setor de atividade, os investimentos na expansão da produção precisam de um prazo relativamente longo para sua maturação.

Os efeitos da política econômica na produção (oferta agregada) no curto prazo só serão mais rápidos se houver capacidade ociosa e mão de obra disponível. Por esse motivo, a política econômica, no curto prazo, volta-se para a demanda agregada, dado que a oferta reage mais no longo prazo.

3.2 A mensuração do PIB

 

3.3 Formação de capital: investimentoE poupança agregados

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exportações líquidas (–2,8%). Pelo lado da produção, o principal setor foi o de serviços, correspondendo a 71,0% do valor adicionado a preços básicos,3 seguido da indústria (23,4%) e da agropecuária (5,6%), como pode ser visualizado no Gráfico 3.2.

Gráfico 3.2 Composição do PIB brasileiro pela ótica da produção: 2014 (%)

Agropecuária:

5,6%

Indústria:

23,4%

Serviços:

71%

Fonte: elaboração própria a partir de dados do IBGE.

3.3 Formação de capital: investimento

E poupança agregados

3.3.1 Conceito de poupança agregada (S)

Poupança nacional (ST) é a parcela da renda nacional (RN) não consumida no período. Em outras palavras, parte da renda gerada não é gasta em bens de consumo (C), nem em pagamento de tributos (T), nem em importações (M):

(3.6)

ST = RN – C – T – M

Essa poupança total está constituída pela poupança privada, considerando-se que famílias e empresas gastem menos do que disponham, pela poupança pública, definida pela diferença entre a arrecadação fiscal e as despesas públicas (T – G), e pela poupança externa, gerada por meio do excedente de outros países no intercâmbio comercial com o Brasil (M – X), que corresponde à diferença entre seus

 

3.4 PIB efetivo versus PIB potencial

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capítulo 3

Contabilidade nacional

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tributárias menos despesas públicas: T – G) e externos (importações menos exportações: M – X) deve ser igual a zero, como pode ser visto na Expressão (3.9).

(3.9)

(S – I) + (T – G) + (M – X) = 0

Assim, se, por exemplo, um país emergente como o Brasil investe mais do que poupa, isto é, (S – I) < 0, esse excesso de despesa sobre a renda entesourada deverá ser financiado pelos excedentes do governo (poupança pública: (T – G) > 0) ou do resto do mundo (poupança externa: (M – X) > 0). No caso do Brasil, como o governo gasta mais do que arrecada (existe déficit nas contas públicas), o setor externo financia o excesso de despesa (pública e privada) a partir do excedente gerado pelo excesso de vendas no mercado nacional (importações brasileiras – M) em relação às compras realizadas (exportações brasileiras – X).

3.4 PIB efetivo versus PIB potencial

O PIB efetivo é o que já foi realizado, enquanto o PIB potencial é aquele que ocorreria se toda a capacidade produtiva fosse utilizada e se todos os recursos disponíveis fossem empregados, dada a tecnologia existente. Em outras palavras, esse

 

3.5 PIB corrente e PIB real

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de infraestrutura, o chamado Custo Brasil, também são responsáveis por esse “represamento” do PIB potencial, pois aumentam o custo de produção, reduzindo a competitividade das empresas brasileiras. A resolução desses “gargalos”, contudo, além de ser enorme desafio dos pontos de vista econômico e político, é tarefa para ser realizada no médio e longo prazo, ultrapassando o escopo de análise proposto neste livro.

3.5 PIB corrente e PIB real

Vimos que o PIB, por construção, é expresso por meio dos valores de mercado dos diferentes bens e serviços produzidos e consumidos no país (PIB = S pi . qi).

No entanto, quando se analisa a evolução da atividade econômica, deseja-se saber se a quantidade “f ísica” de bens e serviços produzida e consumida (qi) aumentou, diminuiu ou permaneceu inalterada ao compará-la com o período anterior (ano ou trimestre).

Assim, há uma distinção entre o chamado PIB corrente e o PIB real:

 

3.6 Comparações internacionais do PIB

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índice de preços da agricultura etc. Por exemplo, para o caso de uma empresa do setor de autopeças que queira saber o seu faturamento real, livre do efeito da inflação, o índice a ser utilizado (chamado de deflator) deve ser um indicador da variação dos custos para o setor de autopeças. O deflacionamento fica assim:

(3.11)

Faturamento real do setor de autopeças =

Faturamento corrente .

100

Índice de preços por atacado do setor de autopeças

No apêndice deste capítulo, apresentamos um exemplo de como deflacionar valores correntes e chegar aos valores reais, livres do efeito da inflação.

3.6 Comparações internacionais do PIB

Podemos utilizar o produto efetivo para realizar comparações entre países, verificando seus avanços ou retrocessos. Essas comparações, em geral, expressam o

PIB em dólares, tal como mostra a Tabela 3.3.

De acordo com a Tabela 3.3, o Brasil ocupou, em 2014, a sétima posição, enquanto a China obteve o segundo maior PIB, sendo superada apenas pelos

 

3.7 Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)

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Macroeconomia para gestão empresarial

Tabela 3.5 PIB per capita em termos da PPC para países selecionados: 2014

(em dólares correntes)

Ranking

Países

PIB per capita (PPC)

3

Luxemburgo

90.298,16

7

Noruega

65.295,18

12

Estados Unidos

52.939,10

20

Alemanha

44.697,97

28

França

39.818,19

29

Reino Unido

38.225,94

30

Japão

36.793,20

76

Brasil

15.979,91

91

China

11.886,82

Fonte: elaboração própria a partir de dados do FMI.

Conclui-se, portanto, que, em termos de uma comparação internacional da renda gerada para determinado país, o indicador mais adequado seria o PIB per capita em termos da PPC.

3.7 Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)

Muitos economistas argumentam que o PIB não mede adequadamente o bem-estar da coletividade, pois, além de não registrar uma série de atividades

 

Conclusões

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Tabela 3.7 IDH para o Brasil (2000-2013)

Ano

IDH — Brasil

2000

0,682

2005

0,705

2010

0,739

2012

0,742

2013

0,744

Fonte: Pnud — Relatório 2014.

O IDH do Brasil em 2013, igual a 0,744, é o 79o entre 187 países, o que o situa entre os de desenvolvimento humano alto, sendo maior que a média mundial, igual a 0,694. Como também está classificado em 79o em termos de RNB per capita, significa que não há diferença na classificação do país quanto ao critério puramente econômico (RNB per capita) e quanto ao critério socioeconômico

(IDH). A lista é encabeçada pela Noruega (0,944), seguida de Austrália e Suíça.

A última posição (187a) é ocupada pelo Níger (0,337).

Apesar de algumas limitações, a medida do produto nacional (PIB ou RNB) é um indicador útil tanto para proceder a comparações internacionais como para medir o crescimento do país ao longo dos anos, captando o grau de desenvolvimento social e econômico. É sempre oportuno, entretanto, considerar também indicadores mais específicos, como grau de distribuição de renda, analfabetismo, mortalidade infantil, leitos hospitalares per capita, consumo de calorias e proteínas per capita etc., a fim de obter uma avaliação mais completa da real condição socioeconômica de um país.

 

Introdução

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4

consumo das famílias

Introdução

Nas contas nacionais da economia brasileira, o consumo agregado pode ser

dividido em consumo das famílias e consumo da administração pública. Em termos de importância no Produto Interno Bruto (PIB), predomina o consumo das famílias, o qual, durante o período de 2000 a 2014, correspondeu, em média, a aproximadamente 60% do PIB, enquanto o consumo do governo alcançou, no mesmo período, uma participação de cerca de 20%. Essas proporções ilustram como esses dois componentes são importantes para ditar, no curto prazo, o passo da economia.

Como foi salientado no Capítulo 3, porém, quando não há mais capacidade produtiva disponível, os aumentos de consumo ficam limitados pela oferta disponível, uma questão que não pode ser resolvida no curto prazo.

O Gráfico 4.1 permite visualizar que, entre 2000 e 2014, a participação do consumo das famílias no PIB apresentou flutuação, porém mantendo-se, na média, em torno de 61%.

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