Ética na Gestão Empresarial - 3ª edição.

Autor(es): MATTOS, Francisco
Visualizações: 335
Classificação: (0)

O livro “Ética na gestão empresarial” – Da conscientização à ação leva o leitor, primeiramente, a refletir sobre a própria competência em ser ético. Em seguida, propõe a construção de um modelo de gestão para uma ética corporativa, mostrando que para desenvolver uma cultura ética nas empresas é necessário integrar liderança e estratégia, tendo como foco a valorização humana no ambiente organizacional. Nesta edição, um novo capítulo propõe sínteses e aforismos para reflexões e debates sobre as dimensões da ética e para repensar a ética atualmente. É necessário que todos possam compreender que a ética é essencial à vida, e que para que a ética empresarial se consolide, ela deve se tornar uma “filosofia de vida” das organizações.

 

33 capítulos

Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta

1.4 Ética do amor: o caminho para a transformação

PDF Criptografado

CAPÍTULO 1

Predisposição ética

está sendo remunerado à altura; o sentimento de que está sendo explorado tende a permanecer. O que motiva as pessoas é saber que estão comprometidas com um projeto de vida. O que engaja vontades e inteligências são valores, sentimentos, ideias e ideais. Preservados estes valores, o ganho financeiro faz sentido como es‑ tímulo positivo.

Não é mais a “compensação à vampirização” a que as pessoas se sujeitam, na percepção distorcida do trabalho como “meio de morte”, compelidas a empenhar saúde e alma na conquista da remuneração. A materialidade dessa constatação é

frequentemente camuflada pela teatralidade das mordomias e dos altos ganhos como amortecedores da consciência.

“Certa vez, assisti a um empresário afirmar para um alto executivo: ‘Você, aqui, vai ga‑ nhar muito dinheiro, mas terá de deixar seu sangue’. Pensei: ‘E sua alma, também!’.”

1.4 Ética do amor: o caminho para a transformação

As motivações humanas são orientadas por dois sentimentos fortes: o amor e o ódio.

 

2.1 Prejuízos causados pela falta de ética

PDF Criptografado

Negligência ética

2

A ÉTICA é a ciência do bem comum. Implica preservar a dignidade humana, a liberdade, a igualdade de oportunidades e o respeito aos direitos humanos. Sem uma ética mínima, não há grupo sustentável.

2.1 Prejuízos causados pela falta de ética

As consequências ao se negligenciar a gestão de valores nas organizações é o pre‑ juízo, que pode ser fatal; é só uma questão de tempo. Em uma cultura não ética, ou seja, indiferente às questões morais, tudo acaba sendo permitido. O lucro pas‑ sa a ser o objetivo supremo, um deus exigente ao qual todos os valores subjugam­

‑se. A competição ganha expressão predatória, onde todos os concorrentes de‑ vem ser eliminados.

Por exemplo, certa vez, o CEO de uma organização multinacional indagava a seus gerentes, reunidos em convenção internacional: “O que vocês fariam se vissem um concorrente se afogando?”. Como todos permaneceram calados, ele mesmo respondeu: “Deveriam colocar uma mangueira de água na boca dele, para que expirasse mais rápido!”.

 

2.2 Corrupção: negação da ética

PDF Criptografado

ÉTICA NA GESTÃO EMPRESARIAL

2.2 Corrupção: negação da ética

A corrupção é um traço de degeneração cultural e indicador de uma sociedade doente. Nesse sentido, a educação é fator fundamental para combatê­‑la. A socie‑ dade deve se organizar para exigir transparência na gestão pública e nas relações entre entidades sociais. Na democracia, é o povo que escolhe os governantes e legisladores e, caso não tenha consciência crítica, que é fruto da educação, não saberá escolher os melhores representantes.

Antes de ser “caso de polícia”, deve se combater a corrupção com vigilância cívica, por meio da educação e da sociedade organizada. A educação para a demo‑ cracia, ou seja, para a participação consciente, implica estabelecer mecanismos legítimos de pressão e instrumentos de controle.

Não se pode pretender resultados duradouros, estruturais e institucionali‑ zados sem uma opinião pública esclarecida e consistente. Nas organizações, essa opinião consciente resulta da integração das lideranças, comprometidas com ver‑ dades comuns.

 

2.3 Ética da ética

PDF Criptografado

CAPÍTULO 2

Negligência ética

O QUE FAZER?

Em uma crise, é importante não abrir mão de quatro princípios básicos: integração, profissionalização, valorização humana e comunicação. Esses princípios precisam se expressar em um modelo de gestão competente, construído com participação coletiva, em uma dimensão ética.

É fundamental considerar, por meio de ações concretas, que a crise tem de ser administrada com competência, caso contrário a principal vítima será a ética, e a consequência imediata, a corrupção.

Um modelo de gestão competente pressupõe cultura corporativa renovada, liderança integrada e estratégia consensual.

2.3 Ética da ética

2.3.1 Podemos falar de uma ética sem ética?

Rigorosamente, é um contrassenso falar de uma ética sem ética, mas defrontamo­

‑nos hoje com uma “meia­‑ética” que, como a meia­‑verdade, significa uma mentira inteira, como dizia Platão. E o que é, afinal, essa meia­‑ética?

A “meia­‑ética” está identificada com o esforço equívoco do que podería‑ mos denominar “marketing da ética” – é mais importante parecer ético do que ser ético.

 

2.4 Ser ético

PDF Criptografado

ÉTICA NA GESTÃO EMPRESARIAL

A ética significa:

.. não ao individualismo e a seus subprodutos – egocentrismo e corporativismo;

.. não ao autoritarismo e suas subdivisões em ilhas de poder – arquipélago organizacional;

.. não ao totalitarismo político, com a centralização do poder;

.. não ao totalitarismo organizacional, com o comportamento burocrático;

.. não ao totalitarismo emocional, com o paternalismo.

Ética é vida. Sem princípios éticos, é inviável a organização social. Ética empresarial é a alma do negócio. É o que garante o conceito público e a perpetui‑ dade da empresa.

2.4 Ser ético

2.4.1 Comportamento e situações críticas

A cultura organizacional, os valores que presidem e orientam as relações sociais, as verdades comuns e o bem­‑estar decorrente do espírito de solidariedade criam condições para que a consciência ética seja tão natural quanto respirar. Não há o que discutir; o comportamento ético é condição essencial.

 

3.1 Ética, comunicação e resistência ao novo

PDF Criptografado

Ética e estratégia organizacionais

3

DESENVOLVER A visão estratégica, embasada em valores éticos, por meio de novos modelos, novas estratégias e nova liderança, é fundamental para as atuais empresas sobreviverem em um mundo de intensa competitividade.

3.1 Ética, comunicação e resistência ao novo

Vivemos a sociedade informacional, não a era da comunicação. Sofremos o impacto do paradoxo: excesso de informação e aumento da incomunicabilidade e da solidão.

Há muito barulho no “marketing do espetáculo”, contaminando os valores éticos.

O mundo tecnológico amplia­‑se espetacular e continuamente. Esbarramos no novo, somos atropelados pela informação, consumimos e somos consumidos o tempo todo.

Ao se globalizarem os meios de comunicação, tornamo­‑nos ponto de emis‑ são e recepção instantâneos, o que amplia a responsabilidade ética. A tecnologia põe as pessoas em contato, sem, contudo, promover o relacionamento humano.

Resulta daí uma barreira da relação humana, que ocorre com o distanciamento cultural, a falta de hábito de pensar e agir em equipe e a indiferença ética. A tra‑ gédia do relacionamento, que invalida a comunicação, está na falta de retorno

 

3.2 Comunicação ética e formação de imagem

PDF Criptografado

CAPÍTULO 3

Ética e estratégia organizacionais

3.2 Comunicação ética e formação de imagem

Por intermédio da comunicação, a filosofia, as políticas e as estratégias da organi‑ zação são refletidas, corporificando sua imagem. É pela comunicação que se pro‑ jeta a marca, o diferencial da empresa no mercado, e a imagem ética, que revela seu conceito público, como mostra a Figura 3.4.

FIGURA 3.4 ∙ Processo de comunicação ética e formação de imagem

Qualidade de serviços e atendimento

Divulgação

Imagem externa

Marketing

Publicidade

A comunicação forma a imagem

Endomarketing

Imagem interna

Vendas

Informação relevante

Relacionamentos

Fonte: elaborada pelo autor.

Obter conceito público e ser reconhecida por sua qualidade ética é o principal objetivo de uma organização e a garantia de sua continuidade. Há, no entanto, um grave equívoco, muito frequente, em identificar esse propósito com campanhas promocionais e de publicidade. O conceito empresarial é consequência de, con‑ tinuamente, fazer bem e comunicar bem. Enquanto a comunicação passa auten‑ ticidade e confiança, a publicidade, por sua vez, cria a aparência – uma versão de credibilidade duvidosa – no espírito do público. A comunicação busca resposta ex‑ plícita, procura estreitar o relacionamento, reconhece o cliente como ser humano.

 

3.3 Pensamento ético e visão estratégica

PDF Criptografado

ÉTICA NA GESTÃO EMPRESARIAL

.. humildade, para saber ouvir e aprender;

.. paciência, para educar e transformar;

.. esperança, para acreditar e persistir.

Como o líder tem o papel de transformador, sua formação profissional deve abranger um conhecimento amplo, no qual se incluem:

.. Psicologia Social – dinâmica do relacionamento humano;

.. Sociologia – cultura e interação social;

.. Administração – liderança e ação estratégica;

.. Pedagogia – desenvolvimento humano contínuo;

.. Antropologia Social – ser humano e seu contexto;

.. Marketing – ação social e mercadológica;

.. Teoria Informacional – informação e sua tecnologia;

.. Ética – prevalência de valores culturais.

Todo ser humano é um comunicador, mas há os indivíduos que fazem da co‑ municação um compromisso profissional. Nesse caso, precisam estar conscientes e preparados para uma atividade cujo alcance e cujas responsabilidades influen‑ ciam decisivamente na maneira de ser de pessoas e organizações. Em outras pala‑ vras, eles têm de ser essencialmente éticos.

 

3.4 A ética à procura de um modelode administração renovador

PDF Criptografado

CAPÍTULO 3

Ética e estratégia organizacionais

3.4 A ética à procura de um modelo de administração renovador

É possível viver o novo em uma sociedade em transformação acelerada, com con‑ cepções e modelos do passado? Não, mas essa ainda é a tônica. Daí os insucessos frequentes e as manifestações de quebra dos valores éticos.

A previsibilidade não é mais um dado confiável diante de mutações rápidas e radicais. Paradigmas tornam­‑se obsoletos sem que se perceba, pela falta de hábito de pensar estrategicamente, que tem se constituído no grande fator de insucesso empresarial. Somos contemporâneos do futuro e continuamos a raciocinar com os velhos modelos, com atitudes reativas, centradas no curto prazo.

Como a empresa responde às novas exigências diante de cenários extrema‑ mente mutáveis? Ao fugir a este questionamento essencial, praticando táticas reativas e buscando exclusivamente o lucro, o empresário realiza um negócio efê‑ mero, não uma empresa que se perpetua.

 

3.5 Competência – imprescindível à ética

PDF Criptografado

CAPÍTULO 3

Ética e estratégia organizacionais

.. Como garantir a qualidade do trabalho, de vida e a excelência empresarial?

.. Como prevenir crises de sobrevivência, de expansão e garantir a perpetuida‑ de empresarial?

.. A ética dá lucros? E a transcendência?

.. Como realizar a espiritualidade na empresa?

3.5 Competência – imprescindível à ética

Princípio teórico sem possibilidade de ser vivido inspira, sugere, mas esvazia­‑se no tempo; logo ninguém mais percebe sua existência. É uma linda estátua sem alma.

A essência são os valores. A competência significa a liderança e a estratégia, que as transforma em cultura ética. É o meio social enriquecedor que valida e dinamiza comportamentos éticos. A competência define­‑se pelo conhecimento – informações relevantes – que se traduz em sabedoria – capacidade de aplicá­‑lo à realidade objetiva.

Nada valem a informação e o conhecimento sem a sabedoria, que está muito além da simples habilidade de aplicar. A plenitude do saber compreende colocar­

 

3.6 A ética e a visualização de cenários estratégicos

PDF Criptografado

CAPÍTULO 3

Ética e estratégia organizacionais

.. Como garantir a qualidade do trabalho, de vida e a excelência empresarial?

.. Como prevenir crises de sobrevivência, de expansão e garantir a perpetuida‑ de empresarial?

.. A ética dá lucros? E a transcendência?

.. Como realizar a espiritualidade na empresa?

3.5 Competência – imprescindível à ética

Princípio teórico sem possibilidade de ser vivido inspira, sugere, mas esvazia­‑se no tempo; logo ninguém mais percebe sua existência. É uma linda estátua sem alma.

A essência são os valores. A competência significa a liderança e a estratégia, que as transforma em cultura ética. É o meio social enriquecedor que valida e dinamiza comportamentos éticos. A competência define­‑se pelo conhecimento – informações relevantes – que se traduz em sabedoria – capacidade de aplicá­‑lo à realidade objetiva.

Nada valem a informação e o conhecimento sem a sabedoria, que está muito além da simples habilidade de aplicar. A plenitude do saber compreende colocar­

 

4.1 A ética e as leis da incompetência

PDF Criptografado

Ética da competência

4

A ÉTICA da competência é fundamental. Sem ela não se constroem organizações só‑ lidas. Todavia, a ineficiência e a ineficácia possuem suas leis – e com muitos adeptos.

4.1 A ética e as leis da incompetência

Há muitos insucessos organizacionais que, normalmente, estão relacionados

às leis da incompetência, pois tratam-se de organizações que trabalham baseadas nas aparentes verdades enunciadas por esses preceitos.

São leis não escritas, mas, talvez por isso mesmo, catastroficamente eficien‑ tes. Os executivos dominados por elas tornam­‑se seus seguidores e defensores entusiásticos, em um entorpecimento administrativo que os priva de percepção e sentido de objetividade. A submissão passiva a preceitos, sem reflexão, leva ao comodismo e a atitudes sedentárias e egocêntricas, o que irá comprometer seria‑ mente o comportamento ético.

Em trabalhos de consultoria empresarial é comum identificar autênticas leis de incompetência, que redundam em distorções éticas. As principais estão apre‑ sentadas nos subtópicos a seguir.

 

4.2 Burocratização como estímulo à inconsciênciaética e à corrupção

PDF Criptografado

ÉTICA NA GESTÃO EMPRESARIAL

Rigorosamente, relaciona­‑se, mas não convive. Convivência implica tanto arte quanto ciência, como matéria imprescindível e urgente na restauração de uma sociedade ética.

A falsa ilusão de que tudo se resolve com lei é atitude caracteristicamente tecnocrática.

Reforçamos a seguir algumas ideias.

.. Desperdiça­‑se tempo precioso em impasses estéreis por incompatibilidades de significação desprezível.

.. As dificuldades do desenvolvimento, sem mudança de atitudes, acabam por se transformar em desenvolvimento de dificuldades.

.. Só o sábio é capaz de valorizar a simplicidade.

.. Não há caminho mais seguro para o desastre do que copiar os planos de he‑ róis passados sem adaptá­‑los às situações novas.

.. Querer transformar a ética em código significa aprisionar o pássaro do cam‑ po; talvez ele cante, por nostalgia, mas não sobreviverá.

4.2 Burocratização como estímulo à inconsciência

ética e à corrupção

 

5 - Ética e relacionamento humano na organização

PDF Criptografado

Ética e relacionamento humano na organização

5

A QUALIDADE dos recursos humanos é fundamental para manter a ética e para a formulação das estratégias organizacionais; porém, é bastante comum os empre‑ sários desconhecerem o potencial humano de suas empresas.

5.1 Ética da qualidade

5.1.1 A redescoberta do cliente

A satisfação do cliente como estratégia empresarial é fácil de ser formulada, mas sua execução é extremamente complexa. Em parte, porque comumente contraria­

‑se o princípio ético de satisfação do cliente, realizando­‑se mais o “negócio” que a “empresa”. Especula­‑se mais do que se empreende. A ética não é considerada.

De outro lado, a complexidade gerada pelas contínuas transformações sociais e seus reflexos sobre o mercado criam um cliente mais exigente e sofisticado, que escapa à compreensão comum da empresa, mergulhada que está em seu interior, onde só existem rotinas e custos.

Há um fenômeno de desagregação empresarial ao se perder a visão do cliente massificado pela concepção de mercado. Produz­‑se para o mercado consumidor, não para o cliente. Eis uma questão ética básica.

 

6.1 Ética aplicada

PDF Criptografado

Consciência ética

6

A ÉTICA não é um programa da empresa, ela é a vida da empresa. É um bem exis‑ tencial sem o qual prevalece o princípio da desagregação e da violência.

6.1 Ética aplicada

Nossa prática da ética nas organizações – como manifestação da cultura ética, em for‑ mação – vem se caracterizando por iniciativas concretas, dentre as quais destacamos:

.. filosofia empresarial – por meio da clara conceituação de missão, princí‑ pios e orientações;

.. comitê de ética – criação de grupo para definir e avaliar políticas e estraté‑ gias – formulação de diretrizes éticas;

.. credos – divulgação das crenças institucionais – perfil e padrões – para fun‑ cionários e clientes;

.. diretrizes éticas – coletânea de preceitos sobre comportamentos esperados – como temos afirmado preferimos “diretrizes éticas” a “códigos”.

.. ombudsman – ouvidores colocados ao alcance dos clientes para atender a suas reclamações;

.. auditorias éticas – avaliações periódicas sobre condutas empresariais;

 

6.2 Responsabilidade social/voluntariado

PDF Criptografado

ÉTICA NA GESTÃO EMPRESARIAL

Tais indicadores negativos mostram a importância vital de as empresas in‑ vestirem em seu conceito público, por meio de manifestações concretas de res‑ ponsabilidade social.

6.2 Responsabilidade social/voluntariado

A responsabilidade social é uma exigência básica para a atitude e para o compor‑ tamento ético, por meio de práticas que demonstrem que a empresa possui uma alma, cuja preservação implica solidariedade e compromisso social.

A imagem institucional é um bem que significa a aceitação pública da atua‑

ção da empresa e de suas propostas. São seus ativos intangíveis, a força que ga‑ rante sua perpetuidade. Uma das linhas de ação empresariais mais significativas, nesse sentido, vem sendo o voluntariado, ou seja, a disposição dos empregados em praticar ações solidárias de assistência. Vem crescendo o apoio efetivo das empresas ao engajamento de suas equipes em projetos e obras sociais. Isso é ex‑ celente, mas requer organização para que não se percam esforços e motivações.

 

6.3 Empresa ética é empresa com alma

PDF Criptografado

ÉTICA NA GESTÃO EMPRESARIAL

Essas diretrizes para um comportamento ético competente e eficaz devem ser exercitadas diariamente, como condição para o relacionamento humano saudável e para a produtividade sustentada. Ser ético implica competência em conviver com ética!

6.3 Empresa ética é empresa com alma

Desde que escrevemos o livro Empresa com alma, temos nos preocupado em iden‑ tificar os traços da empresa com alma e da empresa sem alma para orientar um esforço coletivo de revigoramento da cultura ética. A questão essencial consiste na tentativa de responder à seguinte indagação: O que acontece quando a empre‑ sa toma consciência de que possui alma e compromisso ético?

A empresa ética, consciente de que possui uma alma, pode ser definida como aquela que busca resultados na valorização humana por meio da competência e da espiritualidade. Ser competente é um desafio de vida.

Ser competente é essencial, pois a incompetência, matriz de injustiça social, acaba por desmoralizar a ética e a fé, gerando aridez no espírito.

 

6.4 Desafio da mudança

PDF Criptografado

ÉTICA NA GESTÃO EMPRESARIAL

Tem!

Sem alma não há vida!

Mas, eu vi a alma lá no porão, no inconsciente da empresa,

à espera da luz vivificadora, que irá renovar: pessoas, mercado, tecnologia, organização, produtos e serviços, informação e conhecimento, missão, responsabilidade social.

Essa luz, que está no coração do homem, precisa ser resgatada, fortalecida, ampliada e convertida em consciência humana.

É aí que reside a alma da empresa.

Colossos empresariais ruíram, ao longo da história, simplesmente porque foram incapazes de tomarem consciência de que possuíam uma alma, a ser pre‑ servada e desenvolvida.

6.4 Desafio da mudança

A mudança inquieta, mas não há alternativa: ou a aceitamos como um desafio na‑ tural ao desenvolvimento, ou optamos pela estagnação.

As transformações assustam os despreparados, que veem na mudança deses‑ tabilidade e ameaça. A estratégia, portanto, é demonstrar os benefícios do novo e as vantagens decorrentes de sua aplicação.

 

Carregar mais


Detalhes do Produto

Livro Impresso
eBook
Capítulos

Formato
PDF
Criptografado
Sim
SKU
BPPD000251967
ISBN
9788547209810
Tamanho do arquivo
10 MB
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
Formato
PDF
Criptografado
Sim
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
SKU
Em metadados
ISBN
Em metadados
Tamanho do arquivo
Em metadados