Desenvolvimento de Projeto de Pesquisa

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Elaborar um projeto de pesquisa costuma ser um desafio, em especial para aqueles que o desenvolvem pela primeira vez. Este livro propõe-se, portanto, a auxiliar nesse processo, apresentando de maneira detalhada, estruturada e integrada as atividades, as técnicas e as seções de texto mais recorrentes na composição de um projeto de pesquisa. Os capítulos desta obra são voltados à prática, pensados no proponente que precisa redigir, montar seu projeto de pesquisa e compreender com clareza todas as etapas inerentes a esse processo, garantindo, antes da execução do projeto, a análise e o planejamento cuidadosos do que se pretende pesquisar. Apesar de privilegiar o direcionamento processual, são abordadas, também, as fundamentações conceituais necessárias para o entendimento do que deve ser realizado em cada etapa do processo de desenvolvimento do projeto de pesquisa. Este livro vai muito além da discussão mecanicista acerca de templates de seções de textos que requerem preenchimento. Responde aos diversos questionamentos dos desenvolvedores de projeto de pesquisa, dos iniciantes aos mais experientes: aqueles que buscam obter um título acadêmico (na graduação ou na pós-graduação), candidatar-se a programas de mestrado e doutorado, ou, ainda, angariar apoio para execução de pesquisa junto a órgãos de fomento à pesquisa. O autor apresenta, inclusive, um exemplo real e completo de um projeto de pesquisa analisado e aprovado por uma agência brasileira de fomento à pesquisa científica e tecnológica.

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A G R A D E C I M E N T O S

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AGRADECIMENTOS

Ao pesquisador Manuel Meireles, pelo incentivo e intenso envolvimento e colaboração com as minhas pesquisas. Até o momento, nossas pesquisas resultaram em um livro e em trinta artigos publicados em revistas científicas internacionais e nacionais. Neste livro, o professor Meireles desenvolveu os conteúdos pertinentes às técnicas para análise quantitativa de dados, presentes nas seções 5.4 e

6.8 (nos Capítulos 5 e 6, respectivamente). A ele, os meus mais sinceros agradecimentos e reconhecimento pela sua criatividade e engenhosidade intelectual.

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S O B R E O A U T O R

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SOBRE O AUTOR

José Osvaldo De Sordi é bacharel em Análise de Sistemas pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), mestre em Gerenciamento de Sistemas de

Informação pela PUC-Campinas, doutor em Administração de Empresas na área de Sistemas de Informação pela

Escola de Administração de Empresas de São Paulo da

Fundação Getulio Vargas de São Paulo (FGV-SP) e pós-doutor em Administração de Empresas pela Universidade de São Paulo (USP). É docente-pesquisador permanente do Programa de Mestrado em Administração das

Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) e colaborador do Programa de Doutorado em Administração da

Faculdade Campo Limpo Paulista (FACCAMP). Dedica-se há 30 anos ao desenvolvimento de pesquisas científicas e a projetos de consultoria associados ao tema Gestão da Informação no Contexto das Organizações. Publicou

8 livros e mais de 50 artigos em revistas científicas internacionais e nacionais. Atuou como gerente de projetos em empresas de consultoria internacionais, como Ernst

 

A P R E S E N T A Ç Ã O

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APRESENTAÇÃO

Entre 2003 e 2015, colaborei com 66 bancas de qualificação voltadas à análise de projetos de pesquisa de mestrandos e doutorandos. Orientei o projeto e a execução das pesquisas de 18 mestrandos e apresentei e aprovei 4 projetos de pesquisa em órgãos de fomento à pesquisa, como a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e

Tecnológico (CNPq). Esse conjunto de ações associados

à minha atividade profissional na academia trouxe alguns conhecimentos práticos do aprender-fazendo. Procurei apoio teórico e a consolidação dessa aprendizagem de campo em boas fontes de literatura científica sobre projeto e execução da pesquisa científica. Essa ação integradora entre teoria e prática foi impulsionada pela necessidade de ministrar disciplinas operacionais de apoio a mestrandos e doutorandos, abrangendo disciplinas como capacitação em pesquisa, metodologia da pesquisa, projeto de pesquisa, e workshop de produção científica. O que aprendi com o desenvolvimento desse conjunto de atividades práticas e teóricas compartilho neste livro.

 

C A P Í T U L O 1 - PROCESSO DEDESENVOLVIMENTO DA PESQUISA CIENTÍFICA

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CAPÍTULO 1

PROCESSO DE

DESENVOLVIMENTO

DA PESQUISA

CIENTÍFICA

“Eu raramente planejo minha pesquisa, ela que me planeja.”

MAX PERUTZ

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OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

Após a leitura deste capítulo, você:

Compreenderá o processo de desenvolvimento da pesquisa científica.

Entenderá como o Projeto de pesquisa está inserido no processo de desenvolvimento da pesquisa científica.

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Elaborar um projeto de pesquisa é uma atividade desafiadora para aqueles que o desenvolvem pela primeira vez. Nesse sentido, este livro se propõe a auxiliar nesse processo, apresentando de forma estruturada e integrada as atividades, as técnicas e as porções de texto (seções) que costumam compor um projeto de pesquisa. Apesar de haver variações das atividades, das técnicas e das seções de texto, segundo o método de pesquisa e a estratégia de pesquisa selecionados, há um conjunto de elementos que podem ser considerados comuns. Neste livro, a ideia

 

C A P Í T U L O 2 - MOTIVAÇÃOE PREPARO PARAA ELABORAÇÃO DO PROJETO DE PESQUISA

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CAPÍTULO 2

MOTIVAÇÃO

E PREPARO PARA

A ELABORAÇÃO

DO PROJETO

DE PESQUISA

“O especialista, em qualquer coisa, em algum momento foi um principiante.”

HELEN HAYES

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OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

Após a leitura deste capítulo, você:

Entenderá como ocorre a seleção do tema de pesquisa e do docente orientador.

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As motivações para elaborar um projeto de pesquisa são bastante diversas, então citaremos aqui quatro situações dentre as mais corriqueiras:

1. obter um título acadêmico: dependendo do nível

(graduação ou pós-graduação lato sensu e stricto sensu), terá algumas características específicas, porém todos servem para uma fase inicial de análise e aprovação para execução da pesquisa;

2. candidatar-se como discente de programa stricto sensu (mestrado ou doutorado): muitos programas de mestrado e doutorado solicitam aos candidatos a apresentação do projeto da pesquisa que pretendem realizar;

 

C A P Í T U L O 3 - ESTRUTURAÇÃO E REDAÇÃO DO PROJETO DE PESQUISA

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CAPÍTULO 3

ESTRUTURAÇÃO

E REDAÇÃO

DO PROJETO

DE PESQUISA

“Simplicidade não precede a complexidade, vem a posteriori.”

ALAN PERLIS

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OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

Após a leitura deste capítulo, você:

Saberá estruturar as partes do projeto de pesquisa.

Entenderá a evolução da redação entre os documentos envolvidos no processo de desenvolvimento da pesquisa científica.

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A estrutura de projeto de pesquisa, no tocante aos detalhes de seções e subseções obrigatórias e opcionais, apresenta muitas nuances e depende dos padrões vigentes da instituição que o solicita e avalia; sendo assim, quem elabora o projeto deve procurar conhecer o padrão esperado pela instituição, em geral divulgado em seu website. Ao contrário de modelos de documentos finais, como dissertações, teses, artigos e relatórios de pesquisa, o projeto de pesquisa não é perene, uma vez que se trata de um produto intermediário. Por essa razão, as instituições armazenam e disponibilizam apenas os documentos finais resultantes dos projetos de pesquisa já analisados e aprovados. Por esse motivo, não é possível consultar os

 

C A P Í T U L O 4 - SEÇÃO DE INTRODUÇÃO

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CAPÍTULO 4

SEÇÃO DE

INTRODUÇÃO

“É sempre assim: quando as perguntas não são boas, as respostas não servem para nada.”

RUBEM ALVES

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OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

Após a leitura deste capítulo, você:

Aprenderá a definir o objetivo da pesquisa.

Saberá desenvolver a justificativa da pesquisa

(relevância do problema).

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Na seção de introdução do projeto de pesquisa, temos de informar o objetivo deste, ou seja, o que se pretende fazer.

Além do objetivo, é preciso justificar a importância desse objetivo a ser alcançado. Estes são os dois principais assuntos da seção inicial: o que será feito e a justificativa para tal.

O objetivo de um projeto de pesquisa pode ser redigido no tempo presente ou futuro, considerando que é algo a ser realizado; todavia, para fins de estruturação do raciocínio, o objetivo (geral) pode ser decomposto em objetivos específicos. Por exemplo, o projeto de pesquisa elaborado para a execução deste livro apresentava um objetivo geral e quatro objetivos específicos (Quadro 4.1):

 

C A P Í T U L O 5 - SEÇÃO DE REVISÃO DA LITERATURA

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CAPÍTULO 5

SEÇÃO DE REVISÃO

DA LITERATURA

“Na ciência, leia os trabalhos mais novos; na literatura, os mais antigos.”

E D WA R D G E O R G E B U LW E R - LY T TO N

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OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

Após a leitura deste capítulo, você:

Saberá identificar os principais autores e revistas científicas associados ao tema.

Aprenderá a desenvolver a malha teórica para análises e discussões dos resultados.

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A seção de revisão da literatura tem o propósito de evidenciar que o autor do projeto de pesquisa está atualizado com os avanços científicos mais recentes no tema ou temas associados à sua pesquisa. Projetos de pesquisa associados à obtenção de títulos, como os que ocorrem no TCC, mestrado e doutorado, requerem a definição dos conceitos, modelos e demais abstrações teóricas empregadas na pesquisa. Isso está em conformidade com o propósito da “formação do autor”, como destacado na

 

C A P Í T U L O 6 - SEÇÃO DE PROCEDIMENTOS

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CAPÍTULO 6

SEÇÃO DE

PROCEDIMENTOS

“Ordem e simplificação são os primeiros passos para o domínio de um assunto.”

THOMAS MANN

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OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

Após a leitura deste capítulo, você:

Saberá como definir as fontes de dados.

Aprenderá a definir instrumentos para coleta de dados.

Verá como definir as técnicas para análise dos resultados.

Saberá como definir os softwares de apoio às análises.

Entenderá o que é a declaração da pesquisa

(paradigma, estratégia, método e propósito).

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No início da seção de procedimentos, é interessante que o autor do projeto de pesquisa declare de que maneira seu trabalho está em conformidade com os aspectos descritivos da pesquisa científica, abrangendo, entre diversos metadados: o tipo de pesquisa com relação ao seu propósito; o tipo de pesquisa com relação ao método; e o paradigma empregado para alegação do conhecimento a ser gerado.

 

C A P Í T U L O 7 - SEÇÃO DE QUESTÕES ÉTICAS

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CAPÍTULO 7

SEÇÃO DE

QUESTÕES ÉTICAS

“Relatividade se aplica à física, não à ética.”

ALBERT EINSTEIN

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OBJETIVO DE APRENDIZAGEM

Após a leitura deste capítulo, você:

Saberá quais aspectos da pesquisa podem gerar conflitos éticos.

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O pesquisador deve identificar e analisar os conflitos éticos que possam ocorrer durante a execução do projeto de pesquisa que está sendo proposto, a fim de conceber procedimentos que possam evitá-los ou reduzi-los. Nesta seção do projeto de pesquisa, o autor deve descrever os trechos identificados como sensíveis e questionáveis do ponto de vista ético, bem como os procedimentos adotados para dirimir tais conflitos. Essas questões críticas devem ser destacadas e tratadas ao longo de cada seção de texto, nos pontos que sejam de mais fácil compreensão ao leitor. Posteriormente, essas informações devem ser reunidas e consolidadas na seção “Questões éticas”, localizada ao final do relatório. A anomalia de duplicidade dessas informações é aceitável pelos avaliadores do projeto de pesquisa, considerando-se: a) a importância crescente do tema, em especial para formação de novos pesquisadores; b) que o texto do projeto não é um produto final da pesquisa, mas um relatório intermediário de trabalho a ser descartado.

 

C A P Í T U L O 8 - SEÇÃO DE ESTUDOS OU TESTES PRELIMINARES

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CAPÍTULO 8

SEÇÃO DE ESTUDOS

OU TESTES

PRELIMINARES

“Estatísticas não substituem o julgamento.”

HENRY CLAY

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OBJETIVO DE APRENDIZAGEM

Após a leitura deste capítulo, você:

Saberá como utilizar as coletas de dados já realizadas para tornar mais proveitosa a sessão de discussão e qualificação do projeto de pesquisa.

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Se a pesquisa a executar, descrita no projeto de pesquisa, apresentar método quantitativo, recomenda-se denominar esta seção do documento de projeto de pesquisa como

“Testes preliminares” ou, então, de “Estudos preliminares”.

Tudo que se escreve nessa seção pode estar presente no texto do projeto de pesquisa, em seção de mesmo nome, e, principalmente, nos slides a serem utilizados para apresentação e discussão do projeto de pesquisa, evento descrito no Capítulo 10.

 

C A P Í T U L O 9 - SEÇÕES DE APÊNDICESE ANEXOS

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CAPÍTULO 9

SEÇÕES DE

APÊNDICES

E ANEXOS

“Se importante à compreensão, mas prejudicial à fluidez da leitura, trate-o como anexo ou apêndice.”

J O S É O S VA L D O D E S O R D I

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OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

Após a leitura deste capítulo, você:

Saberá como inserir textos importantes e extensos sem dificultar a fluidez da leitura do projeto de pesquisa.

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O conteúdo de um apêndice ou anexo geralmente abrange informação não essencial para explicar o conhecimento científico, o procedimento de pesquisa realizado ou a importância da pesquisa, porém traz informações adicionais que apoiam, respectivamente, o entendimento da análise realizada, do procedimento realizado ou da amplitude e seriedade do problema de pesquisa associado ao projeto.

São informações que auxiliam, mas que não são essenciais, podendo ser subtraídas a qualquer momento sem perdas ao entendimento.

 

C A P Í T U L O 10 - APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DO PROJETO DE PESQUISA

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CAPÍTULO 10

APRESENTAÇÃO

E DISCUSSÃO

DO PROJETO

DE PESQUISA

“O resultado de uma pesquisa séria

é a geração de dois questionamentos onde antes só havia um.”

THORSTEIN VEBLEN

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OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

Após a leitura deste capítulo, você:

Estará apto para estruturar a sessão de apresentação para análise e discussão do projeto (banca de qualificação) com o propósito de obter feedbacks.

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Na engenharia de software há a seguinte expressão sobre o processo de testes de software: “Uma análise e teste de software que não encontre erros não pode ter sido bem-feita”. Essa mesma lógica aplica-se à análise de projetos de pesquisa, pois são tantas as alternativas possíveis para se coletar e analisar dados de uma pesquisa e, também, há tanta dificuldade de se identificar dados mais interessantes para determinado propósito, que a discussão de um projeto, quando bem conduzida, gerará muitas recomendações e até mesmo correções. Assim, uma banca para análise e discussão de projeto de pesquisa em que só há elogios muito provavelmente não atingiu o objetivo: aprimorar o projeto para a condução de uma pesquisa científica de qualidade.

 

C A P Í T U L O 11 - AVALIAÇÃO DO PROJETO DE PESQUISA

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CAPÍTULO 11

AVALIAÇÃO

DO PROJETO

DE PESQUISA

“Todo mundo adora uma boa estória, mas ninguém confia muito em estória como prova de algo.”

PAUL VOGT

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OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

Após a leitura deste capítulo, você:

Entenderá quais são os aspectos relevantes da avaliação do projeto de pesquisa.

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Ao elaborarmos o projeto de pesquisa, é importante que tenhamos ciência dos aspectos que geralmente são considerados pelos avaliadores em suas análises. Os aspectos descritos a seguir foram selecionados por estarem associados a pelo menos uma de duas justificativas: a) serem importantes para a qualidade do projeto; b) estarem costumeiramente equivocados nos projetos de pesquisadores principiantes, em função de serem contrários ao senso comum e à força do hábito.

A sugestão é que a lista a seguir seja utilizada como um check-list antes de se considerar o projeto como concluído.

 

A P Ê N D I C E A - Exemplo de projeto de pesquisa

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APÊNDICE A

Exemplo de projeto de pesquisa

O projeto de pesquisa descrito a seguir foi analisado pela

Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo

(Fapesp), na linha de fomento “Programas Regulares de

Auxílios a Pesquisa – Fluxo Contínuo”. A estrutura do projeto de pesquisa foi desenvolvida seguindo a estrutura recomendada pela Fapesp, descrita no Anexo A, e aqui consta o texto original, sem quaisquer intervenções por parte da editora.

O projeto foi aprovado e executado durante o período de agosto de 2012 a julho de 2014, e os resultados da pesquisa foram divulgados na forma de artigo científico, sendo o principal deles: DE SORDI, J. O.; MEIRELES, M.;

OLIVEIRA, O. L. The Text Matrix as a tool to increase the cohesion of extensive texts. Journal of the Association for

Information Science and Technology, v. 67, n. 4, p. 900-914,

2015. Disponível em: .

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A N E X O A - Estrutura de projeto de pesquisare comendada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp)

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ANEXO A

Estrutura de projeto de pesquisa recomendada pela Fundação de

Amparo à Pesquisa do Estado de

São Paulo (Fapesp)

A estrutura descrita a seguir, disponível em outubro de 2016 no endereço , corresponde ao

“Roteiro sugerido para formatação do Projeto de Pesquisa” da Fapesp para a modalidade “Auxílio à pesquisa – Regular”.

Apresentamos essa estrutura por estar vinculada à modalidade de projetos da Fapesp mais universal em termos de atender a todas as áreas da ciência.

0) Folhas de rosto (duas, sendo uma em português e outra em inglês) contendo título do projeto de pesquisa proposto, nome do

Pesquisador Responsável, Instituição Sede e resumo de 20 linhas.

1) Enunciado do problema: qual será o problema tratado pelo projeto e qual sua importância? Qual será a contribuição para a área, se bem-sucedido? Cite trabalhos relevantes na área, conforme necessário.

2) Resultados esperados: o que será criado ou produzido como resultado do projeto proposto?

 

R E F E R Ê N C I A S

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REFERÊNCIAS

ALVES, R. Filosofia da ciência: introdução ao jogo e suas regras.

13. ed. São Paulo: Loyola, 2008.

AYRES, M.; AYRES JÚNIOR, M. BioEstat: aplicações estatísticas nas áreas das ciências biomédicas. Belém: Universidade Federal do Pará, 2007.

BAKER, T.; NELSON, R. E. Creating something from nothing:

Resource construction through entrepreneurial bricolage.

Administrative Science Quarterly, v. 50, n. 3, p. 329-366, 2005.

BANSAL, P.; CORLEY, K. From the Editors – Publishing in AMJ –

Part 7: What’s different about qualitative research? The Academy of Management Journal, v. 55, n. 3, p. 509-513, 2012.

BARDIN, L. Análise de conteúdo. 4. ed. Lisboa: Edições 70, 2009.

BLACK, T. R. Doing Quantitative Research in the Social Sciences:

An Integrated Approach to Research Design, Measurement and

Statistics. Londres: Sage, 1999.

BURRELL, G.; MORGAN, G. Sociological Paradigms and

Organizational Analysis: elements of the sociology of corporate life. Londres: Heinemann, 1979.

 

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