Design thinking na educação presencial, a distância e corporativa, 1ª edição.

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A abordagem “Design Thinking” se apresenta como metodologia para viabilizar e promover as tão desejadas inovações no campo educacional. Fundamenta-se num tipo de pensamento que usa o design como ferramenta para a solução de problemas de forma criativa, sistêmica e colaborativa. Aplicada com êxito em universidades como Stanford, MIT, USP, ESPM, FGV, FIA e adotada com sucesso em empresas do Vale do Silício como Apple, IBM e Google para a geração de novos produtos, processos e serviços, vem conquistando cada vez mais adeptos também na educação básica e superior presencial, na educação a distância e na educação corporativa.

27 capítulos

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INTRODUÇÃO

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INTRODUÇÃO

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O

design thinking (DT), como vem sendo abordado na pesquisa e na prática, é para alguns uma abordagem, para outros uma metodologia, e ainda há os que o consideram somente um conjunto de técnicas claramente definido. Apresenta um histórico próprio de evolução, um vocabulário particular, autores dedicados, enfim, um framework completo e delimitado que apresentaremos no decorrer deste livro.

No entanto, em termos gerais e a bem da compreensão dos não iniciados, emerge um questionamento essencial, principalmente quando traduzimos a expressão para nossa língua: Existe um “pensamento de design”? Se existe, no que ele consiste? É a essa indagação que pretendemos responder inicialmente, para então situar o que a abordagem emergente do design thinking chama de mindsets (mentalidade ou atitudes características dos design thinkers), dos quais derivam processos e ferramentas, com toda a sua exuberância prática.

 

conceito de design

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DESIGN THINKING  na educação presencial, a distância e corporativa

conceito de design

Originalmente (1588)1, o vocábulo inglês design significa “intenção, propósito, arranjo de elementos num dado padrão artístico”, vindo do latim designare, “marcar, indicar”, através do francês désigner, “designar, desenhar”.

Mas a história do design como campo de conhecimento e prática remonta à Revolução Industrial, quando o termo emergiu na esteira do novo modelo de produção que se impunha. Na verdade, antes da mecanização industrial, o artesão, conforme suas particularidades físicas, geográficas e históricas, projetava e ao mesmo tempo construía os bens que produzia, que em geral eram utilizados por ele próprio ou por usuários bastante próximos.

ORIGINALMENTE, O VOCÁBULO INGLÊS DESIGN

As demandas por mecanização e por divisão do

SIGNIFICA “INTENÇÃO, PROPÓSITO, ARRANJO DE trabalho, contudo, tornaram necessário estabelecer padrões para que esses bens pudessem ser produziELEMENTOS NUM DADO PADRÃO ARTÍSTICO”, VINDO dos em escala industrial. Também foi preciso dar forDO LATIM DESIGNARE, “MARCAR, INDICAR”, ATRAVÉS ma a esses produtos, de modo que eles pudessem ser

 

Design como profissão

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DESIGN THINKING  na educação presencial, a distância e corporativa

Essa brevíssima retomada do conceito é insuficiente para entendermos a complexidade do conceito de design. Por essa razão, nos tópicos seguintes, analisaremos o termo em algumas de suas muitas dimensões – design como profissão, processo, produto e modo de pensar – como destaca a figura a seguir.

figura i.1  As várias dimensões do design

Modo de pensar

Produto

Processo

Profissão

Fonte: elaborada pelas autoras.

Design como profissão

A despeito da recente democratização do design entre as pessoas sem formação específica, essa área só se tornou objeto de uma profissão a partir da crise econômica de 1929 nos Estados Unidos, quando os fabricantes perceberam a relevância do design de produtos para atingirem o sucesso comercial.

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Introdução

Os primeiros designers eram contratados pela indústria como colaboradores autônomos com o objetivo de criar produtos que fossem funcionais e esteticamente atraentes aos consumidores. De lá para cá, o design se desdobrou em uma série de vertentes profissionais, como as que seguem.

 

Design como processo

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DESIGN THINKING  na educação presencial, a distância e corporativa

Comum a essas diversas áreas de atuação há um conjunto de habilidades variadas, até mesmo ecléticas, exigidas de seus praticantes. Não importa em que campo do design o profissional atue, exige-se que ele opere com base em estruturas de referência comuns, mesmo em situações totalmente distintas.2

Neste livro, falamos bastante sobre o design thinker, aquele que adota a abordagem do design thinking para resolver problemas, gerar novas ideias ou simplesmente aprender. No entanto, diferentemente do designer gráfico, do web designer, do designer de moda, do designer de interiores, do designer de eventos ou do designer instrucional,3 o design thinker não pode ser considerado uma profissão, nem mesmo uma ocupação, pois, como, veremos a seguir, a capacidade de pensar como um designer

UMA DIMENSÃO COMUM AOS VÁRIOS PROFISSIONAIS DA está ao alcance de qualquer pessoa.

Design como processo

ÁREA DE DESIGN É A CRIAÇÃO DE ALGO (UM PRODUTO,

 

Design como produto

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Introdução

Embora não exista acordo entre os designers sobre quando determinadas atividades ocorrem no processo, há pouco desacordo sobre o processo como um todo e suas principais etapas:

identificar uma necessidade ou problema; projetar soluções para o problema; desenvolver as soluções projetadas; implementar as solução desenvolvidas.

O design thinking adota processo semelhante, com algumas peculiaridades que serão exploradas no Capítulo 2 e no Capítulo 4. Como um aperitivo da abordagem, antecipamos aqui as quatro etapas do processo de DT:

compreender o problema; projetar soluções; prototipar; implementar a melhor opção.

Como você pode rapidamente verificar, há uma distinção no número de soluções projetadas, que são prototipadas em vez de totalmente desenvolvidas, para que se possa decidir qual delas será a melhor opção a implementar. São essas características que tornam o DT mais centrado nas pessoas do que nos produtos e mais propício à criatividade e à inovação.

 

Design como modo de pensar

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DESIGN THINKING  na educação presencial, a distância e corporativa

associado às propriedades formais e à estética dos produtos resultantes de um processo sistemático de criação.

De fato, segundo o dicionário Houaiss, design equivale à “concepção de um produto (máquina, utensílio, mobiliário, embalagem, publicação etc.), especialmente no que se refere à sua forma física e funcionalidade”.4 Essa definição diferencia o design de superfície, mais ocupado com os aspectos estéticos e com a imagem de um produto no mercado, do design de funcionamento interno, mais ligado à engenharia (criação de estruturas, dispositivos e processos).

Nesse sentido, o design traz à superfície as funções internas de um produto, exprimindo-as não apenas visualmente mas de diferentes modos, sejam eles sensoriais (por meio de cores, formas, texturas, sons) ou cognitivos (por meio de linguagem, metáforas, hipertexto, mapas conceituais, realidade virtual).

No design thinking, os resultados do design são expressos primeiramente na forma de protótipos (de produtos, processos, serviços, soluNO DESIGN THINKING, OS RESULTADOS DO DESIGN

 

o pensamento de designna educação

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DESIGN THINKING  na educação presencial, a distância e corporativa

Assim, a chave para um “pensamento de design” é a cocriação, pela articulação de pessoas de diferentes áreas de atuação e competências, que geram os melhores resultados em qualquer tipo de atividade.

Adicionalmente, se pensarmos na própria evolução do design, veremos que, à medida que os princípios de design passam a transitar por diferentes áreas, o trabalho individual vai sendo complementado e até substituído pelo trabalho colaborativo. Por conseguinte, quando o design em geral e o design thinking como abordagem específica são aplicados a uma maior variedade e complexidade de problemas e contextos de inovação, é certo que profissionais de diversas áreas atuem em conjunto para o desenvolvimento de novas ideias, processos, estratégias,

O PENSAMENTO DE DESIGN TEM MUITO A CONTRIBUIR produtos e serviços.

o pensamento de design na educação

PARA O CAMPO DA EDUCAÇÃO POR ESTIMULAR

A RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS, A INOVAÇÃO E A

 

1.1 significado da expressão design thinking

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1

Este capítulo inicial apresenta, em linhas gerais, o conceito de design thinking

(DT), recuperando a origem da expressão, suas características gerais e principais vertentes de pesquisa e prática.

Situa o conceito nas áreas de educação presencial, a distância e corporativa.

1.1  significado da expressão design thinking

N

as palavras de Tim Brown,1 um dos maiores defensores do design thinking, esta é uma abordagem que usa a sensibilidade e os métodos dos designers para conciliar as necessidades das pessoas com o que é tecnologicamente exequível, visando converter oportunidades que agregam valor em soluções para um contexto específico. Literalmente, o autor afirma que:

O Design Thinking começa com habilidades que os designers têm aprendido ao longo de várias décadas na busca por estabelecer a correspondência entre as necessidades humanas com os recursos técnicos disponíveis considerando as restrições práticas dos negócios. Ao integrar o desejável do ponto de vista humano ao tecnológico e economicamente viável, os designers têm conse­guido criar os produtos (processos, serviços e estratégias) que usufruímos hoje.2

 

1.2 origem da expressão design thinking

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DESIGN THINKING  na educação presencial, a distância e corporativa

1.2  origem da expressão design thinking

Antes de nos debruçarmos sobre a origem da expressão, é importante observar que existem divergências entre pesquisadores do campo do design e da administração em relação à gênese dela.

Alguns autores indicam que o design thinking “nasceu” no século passado com Herbert A. Simon, autor de As ciências do artificial6 (publicado originalmente em 1969),7 e Donald Schön, autor de Educando o profissional reflexivo8 (publicado originalmente em 1983). As duas obras apresentam as características do modo de pensar dos designers. Autores do campo da administração, por sua vez, defendem que o conceito foi criado na Universidade de Stanford e na empresa de inovação Ideo no início dos anos 2000.

Tentaremos, no breve histórico a seguir, registrar as contribuições de ambos os campos para a formulação do DT tal como o conhecemos hoje.

1.2.1  A origem do design thinking segundo a área de design

 

1.3 principais perspectivas relativas aoprocesso de design thinking

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DESIGN THINKING  na educação presencial, a distância e corporativa

1.3 �principais perspectivas relativas ao processo de design thinking

Existem variadas perspectivas sobre a gênese do design thinking e, como consequência, diferentes visões sobre as etapas do processo e métodos a serem adotados. Entretanto, especialmente no contexto brasileiro, as perspectivas mais conhecidas e disseminadas tanto no campo da administração quanto no campo de

­design são as abordagens da Ideo e da d.school.

Várias das publicações brasileiras que tratam do DT publicadas nos Anais do Congresso Brasileiro

EXISTEM VARIADAS PERSPECTIVAS SOBRE A GÊNESE de Pesquisa e Desenvolvimento em Design21 referenDO DESIGN THINKING E, COMO CONSEQUÊNCIA, ciam materiais disseminados pela Ideo e, como

DIFERENTES VISÕES SOBRE AS ETAPAS DO exemplo, podemos citar Chaves, Bittencourt e

PROCESSO E MÉTODOS A SEREM ADOTADOS

Taralli,22 que consideram esses materiais referências fundamentais para a compreensão do DT. A abordagem de DT disseminada pela d.school também serve como referencial para aqueles que querem utilizá-lo no contexto educacional.23, 24 Assim, a seguir conheceremos as características tanto da perspectiva da Ideo quanto da d.school.

 

2.1 aplicações do design thinking

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2

O design thinking tem sido disseminado no mundo dos negócios, da publicidade e da tecnologia, entre outros, como uma abordagem de inovação.

E chega ao campo educacional com essa mesma marca.

Reconhecemos seu potencial

ímpar não apenas para lidar com o que é novo, mas também para construir algo que não existe, algo diferente, revolucionário ou até mesmo disruptivo. Neste capítulo, vamos pensar para que serve o design thinking e que tipo de inovação ele pode representar.

2.1  aplicações do design thinking

C

ertamente, a abordagem de inovação é uma das aplicações mais interessantes do DT na educação. Mas também visualizamos o DT como metodologia para solução de problemas difíceis ou mal definidos, que possibilite a construção de respostas desejáveis, viáveis e praticáveis, mas não necessariamente inovadoras, no sentido mais clássico do termo.

Adicionalmente, identificamos outra aplicação tão interessante quanto as anteriores para o âmbito da educação, que é o DT como estratégia de ensino-aprendizagem, um tipo específico de metodologia ativa acoplado à aprendizagem baseada em problemas e projetos.

 

2.2 design thinking como abordagem de inovação

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Capítulo 2  •  Para que serve o design thinking?

as três aplicações, em maior ou menor medida, uma vez que elas estão intimamente interligadas.

Para ilustrar essa articulação entre as aplicações, apresentamos nos tópicos seguintes casos e entrevistas sobre o uso de DT em diferentes contextos educacionais – no ensino presencial, na modalidaSEGUNDO O DICIONÁRIO MICHAELIS, “INOVAR É A de a distância e na educação corporativa. Também

CAPACIDADE DE CRIAR, INVENTAR, ENCONTRAR UM trazemos a perspectiva de educadores e de outros

NOVO PROCESSO E INTRODUZIR NOVIDADES” especialistas, com diferentes perfis e objetivos educacionais, que adotam o DT como abordagem de inovação, como metodologia para solução de problemas e como estratégia de ensino-aprendizagem.1

2.2 �design thinking como abordagem de inovação

Como vimos no início deste capítulo, o DT é bastante disseminado e aceito como uma abordagem de inovação. Vejamos o que isso significa em termos genéricos e, em seguida, mais especificamente no campo educacional.

 

2.3 design thinking como metodologiapara solução de problemas

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Capítulo 2  •  Para que serve o design thinking?

2.3 �design thinking como metodologia para solução de problemas

O DT É ESPECIALMENTE

INTERESSANTE PARA A EDUCAÇÃO

JUSTAMENTE PELO FATO DE

AJUSTAR-SE BEM À SOLUÇÃO

DOS CHAMADOS WICKED

PROBLEMS (OU “PROBLEMAS

COMPLEXOS”, “DIFÍCEIS”,

“CAPCIOSOS”,

“MAL DEFINIDOS”)

Para fins didáticos, procuramos distinguir neste livro o DT como abordagem de inovação e o DT como metodologia para solução de problemas. Como vimos anteriormente, a inovação pode ser definida como a criação de algo totalmente novo (inovação descontínua, radical ou disruptiva) ou como a reorganização de ideias e a melhoria de produtos, processos, serviços e políticas (inovação incremental e sintética). Esse tipo de inovação não considera, necessariamente, a aprendizagem que ocorre durante o processo de inovar; o enfoque está centrado nos resultados da implementação de uma ou mais inovações.

A solução de problemas, por sua vez, pode apoiar-se em abordagens tradicionais, cujo enfoque é a solução eficiente de um problema. Dessa maneira, determinado problema pode ser resolvido sem que uma inovação resulte do processo. E é pela avaliação dos resultados da solução implementada que se pode determinar se o problema foi realmente resolvido de forma eficaz.

 

2.4 design thinking como estratégiade ensino-aprendizagem

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DESIGN THINKING  na educação presencial, a distância e corporativa

2.4 �design thinking como estratégia de ensino-aprendizagem

Todo curso é permeado por uma visão de ensino, aprendizagem e avaliação que será adotada durante sua concepção, planejamento e ­oferta.

Com base nessa visão, diversos modelos de curso podem ser criados.

Por exemplo, existem os que são centrados so­ mente na transmissão de informações, e essa perspectiva irá embasar os materiais didáticos adotados, a criação das atividades e as avaliações. Há

TODO CURSO É PERMEADO POR UMA VISÃO outros focados no desenvolvimento de um pro­jeto

DE ENSINO, APRENDIZAGEM E AVALIAÇÃO QUE SERÁ colaborativo, que será a principal atividade avaliaADOTADA DURANTE SUA CONCEPÇÃO, PLANEJAMENTO tiva a ser desenvolvida pelos alunos durante a reaE OFERTA. COM BASE NESSA VISÃO, DIVERSOS lização do curso.

MODELOS DE CURSO PODEM SER CRIADOS

Essas diferentes visões de como um curso deve ser planejado e ofertado estão fundamentadas em uma ou mais teorias da aprendizagem propostas por teóricos que estudaram como ocorre o processo de ensino-aprendizagem do ser humano. Algumas dessas abordagens são: comportamentalismo, proposto por Skinner23 e Gagné;24 construtivismo, concebido por Piaget,25 construtivismo social, elaborado por Vygotsky;26 abordagem situada, delineada por Lave e Wenger;27 e

 

2.5 design thinking em diferentescontextos educacionais

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2.5 �design thinking em diferentes contextos educacionais

Neste capítulo, tratamos das três principais aplicações do DT no campo da educação: abordagem de inovação, metodologia para solução de problemas e estratégia de ensino-aprendizagem.

De fato, o modo de pensar, o processo e as estratégias do DT são aplicáveis a uma ampla variedade de situações no campo da educação: para solucionar problemas complexos (como evasão escolar, bullying, gravidez precoce, consciência ambiental, participação comunitária, conflito geracional, fraudes em exames, para citar alguns exemO MODO DE PENSAR, O PROCESSO E AS plos), para definir novos produtos educacionais

ESTRATÉGIAS DO DT SÃO APLICÁVEIS A UMA AMPLA

(como cursos, materiais didáticos, metodologias

VARIEDADE DE SITUAÇÕES NO CAMPO DA EDUCAÇÃO de trabalho, modelos pedagógicos), para subsidiar o trabalho de equipe técnica e/ou administrativa das instituições (na criação de fluxo de trabalho, no desenvolvimento de projetos etc.) e para colocar em prática o protagonismo discente (no projeto integrador e trabalho em grupo). Nos tópicos seguintes serão apresentadas algumas das especificidades e aplicações do DT na educação presencial, a distância e corporativa.

 

3.1 o design thinker líder de projeto

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3.1  o design thinker líder de projeto

O design thinker líder de projeto é, preferencialmente um gestor ou professor que é indicado por um gestor ou líder institucional para coordenar um grupo de design thinkers durante o desenvolvimento de um projeto. Geralmente é um profissional experiente, carismático e reconhecido pelos pares por já ter realizado projetos relevantes no campo da educação. O

O LÍDER DE PROJETO NÃO PRECISA NECESSARIAMENTE fato de o líder de projeto ser valorizado na instituição

TER FORMAÇÃO NO CAMPO DE DESIGN. O ajudará o grupo de design thinkers a contatar as deFUNDAMENTAL É QUE TENHA CONHECIMENTO E CERTA mais partes interessadas e a realizar a necessária coEXPERIÊNCIA NA ADOÇÃO DO MODO DE PENSAR, leta de dados para promover a compreensão empáDO PROCESSO E DAS ESTRATÉGIAS DO DT tica do problema analisado.

Mesmo com todas essas qualidades, o líder de projeto não precisa necessariamente ter formação no campo de design. O fundamental é que tenha conhecimento e certa experiência na adoção do modo de pensar, do processo e das estratégias do DT. Assim, se em determinada instituição não houver um gestor ou professor com esse perfil, talvez compense investir na formação de um design thinker líder de projeto. De seus conhecimentos, intuição e até mesmo maneira de conduzir e facilitar o processo de design depende a criação de um ambiente propício para a colaboração, o compartilhamento de ideias e a obtenção de resultados ao final do processo.

 

3.2 design thinkers – as pessoas diretamenteenvolvidas no dt

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DESIGN THINKING  na educação presencial, a distância e corporativa

Em cada uma dessas categorias existem outras estratégias de DT nas quais o líder de projeto exerce um papel importante. As estratégias e o papel do líder de projeto em cada uma delas são discutidos mais a fundo no Capítulo 5.

3.2 �design thinkers – as pessoas diretamente envolvidas no dt

A abordagem do DT assume que um grupo de pessoas é, ou deveria ser, mais inteligente que um indivíduo.7 Por isso, um dos elementos essenciais para trabalhar com DT é que exista um grupo de pessoas diretamente envolvidas no processo. Tais pessoas são chamadas de design thinkers. São membros de uma equipe interdisciplinar, geralmente convocada pelo líder de projeto, que irá atuar de forma direta e por um período

NO DT A IDEIA É UNIR A VISÃO DE PESSOAS QUE delimitado em um projeto específico.

SABEM TRABALHAR COLABORATIVAMENTE E TÊM UMA

Preferencialmente, os design thinkers devem ter

COMPREENSÃO RAZOÁVEL DAS ETAPAS DA ABORDAGEM personalidades, formações acadêmicas e experiências profissionais variadas. E o grupo interdisciplinar não precisa necessariamente ser composto de especialistas na área do problema que está sendo solucionado. Isso significa que o enfoque não está em designers geniais, que são capazes de resolver uma problemática a partir de suas competências técnicas. Se fosse assim, talvez a própria experiência do líder de projeto já seria suficiente para a concepção de uma solução ou proposta inovadora. Mas esse não

 

3.3 stakeholders – as partes interessadas

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Capítulo 3  •  Quem faz o design thinking?

Brenner e Uebernickel15 indicam que a heterogeneidade é fundamental para que a inovação ocorra, mas também pode ser uma grande geradora de conflitos durante o desenvolvimento de um projeto. Por isso, o professor deve ficar atento para que as diferenças entre as visões e o perfil dos

HETEROGENEIDADE É FUNDAMENTAL PARA QUE A membros de um grupo não sejam tão grandes a

INOVAÇÃO OCORRA, MAS TAMBÉM PODE SER UMA ponto de se tornarem um impeditivo para a geração de soluções criativas. Os grupos devem ser

GRANDE GERADORA DE CONFLITOS DURANTE O constantemente lembrados de que trabalhar em

DESENVOLVIMENTO DE UM PROJETO equipe requer disposição dos participantes para aceitar as diferenças e exige tolerância para lidar com visões contrastantes – a propósito, competências a serem almejadas em qualquer ação educativa e desejáveis em qualquer trabalho em equipe.

Por fim, cabe destacar que o princípio de grupos heterogêneos se aplica igualmente a projetos desenvolvidos por grupos inteligentes de especialistas e pode ser o parâmetro usado por um líder para escolher os design thinkers que formarão as equipes.

 

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