Bioquímica básica e bucal

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Fundamentado em evidências científicas e organizado de modo didático e objetivo, Bioquímica Básica e Bucal oferece um excelente conteúdo para estudantes e profissionais da área.

Com linguagem acessível ao aluno e rico em figuras esquemáticas e exemplos práticos do cotidiano profissional, este livro aborda a estrutura e a função das principais moléculas que compõem nosso organismo, assim como os eventos envolvidos na construção e na quebra dessas moléculas.

Contempla ainda a composição e a estrutura dos tecidos mineralizados e a sua interação com o meio bucal (saliva e biofilme dentário), de maneira detalhada e completa, sendo muito útil também aos profissionais da saúde, em especial os cirurgiões-dentistas.

Outros assuntos importantes discutidos na obra incluem lesões dentárias, como cárie e erosão, que são abordadas do ponto de vista químico e microscópico, assim como os efeitos sistêmico e local do fluoreto e dos agentes antimicrobianos.

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Capítulo 1 - Água e Sistema-Tampão

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Água e

Sistema-Tampão

Rodrigo Cardoso de Oliveira, Ana Carolina Magalhães e Marília Afonso Rabelo Buzalaf

água, em seus diferentes estados físicos (sólido, líquido e gasoso), está relacionada com fenômenos naturais. Em especial a forma líquida da água é associada ao principal componente que possibilitou o surgimento dos primeiros organismos vivos no planeta Terra. Sua presença nos sistemas biológicos é tão importante que a mesma representa quase 70% (em volume) do corpo humano. Em algumas espécies esse percentual pode chegar a quase 90%, como nas águas-vivas, por exemplo. Apenas pelo descrito anteriormente podemos concluir que, para entendermos algumas características e particularidades da vida, e em detalhes alguns mecanismos biológicos (celulares e moleculares), precisamos conhecer algumas propriedades da água (Pratt e

Cornely, 2006; Campbell e Farrell, 2007; Nelson e Cox, 2014).

A água não é apenas um meio inerte no organismo, também participa como reagente em reações químicas, colabora com algumas conformações moleculares (membranas bilipídicas, enovelamento proteico etc.), além de outras funções que discutiremos a seguir. Em determinadas condições e patologias clínicas, a água (geralmente na forma de soro fisiológico, ou veículo de aplicação de outras moléculas) é um dos primeiros elementos usados nas manobras de tratamento, como por exemplo, em casos de desidratação e variação de eletrólitos no sangue (cálcio, potássio, sódio etc.) (Gaw et al., 2015).

 

Capítulo 2 - Proteínas

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Proteínas

Rodrigo Cardoso de Oliveira, Ana Carolina Magalhães e Marília Afonso Rabelo Buzalaf

s proteínas são biomoléculas que apresentam grande diversidade em formato, tamanho e função. Neste capítulo, vamos descrever alguns detalhes da estrutura e das propriedades das proteínas. É importante perceber que essas biomoléculas estão envolvidas no controle e na regulação de muitos processos biológicos, realizando diferentes funções no organismo, como por exemplo: transporte (p. ex., hemoglobina), proteção/ defesa (p. ex., imunoglobulinas), controle/regulação (p. ex., fatores de transcrição), catálise (p. ex., enzimas), movimento

(p. ex., actina e miosina) e armazenamento (albumina).

Proteína é uma molécula formada pela polimerização de aminoácidos. Esses aminoácidos podem ser polimerizados em uma ou mais cadeias peptídicas. São conhecidos mais de

300 tipos de aminoácidos, mas apenas 20 tipos de aminoácidos são capazes de formar a estrutura de proteínas.

 

Capítulo 3 - Enzimas

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Enzimas

Marília Afonso Rabelo Buzalaf, Rodrigo Cardoso de Oliveira e Ana Carolina Magalhães

ara que haja vida é necessário que os organismos se autorrepliquem e sejam capazes de realizar um conjunto de reações químicas com velocidade adequada e especificidade. A importância da ocorrência de ligações químicas com a velocidade apropriada pode ser entendida a partir do exemplo a seguir. A conversão da sacarose a CO2 e H2O na presença de oxigênio é um processo que libera energia livre, a qual pode ser utilizada para o ato de pensar, locomover-se, enxergar e sentir. Imagine um saco plástico contendo açúcar na prateleira de um supermercado. Apesar de haver oxigênio no interior da embalagem, este saco pode ser armazenado durante vários anos sem ser transformado em CO2 e H2O. Embora este processo químico seja altamente favorável, ele é extremamente lento. Contudo, quando a sacarose é consumida por um ser humano ou qualquer outro organismo vivo, ocorre liberação de energia em segundos. A diferença entre estes dois exemplos é a catálise, sem a qual as reações químicas necessárias para sustentar a vida não ocorrem em uma escala de tempo útil. Os catalisadores das reações que ocorrem nos sistemas biológicos são as enzimas (Nelson e Cox, 2014).

 

Capítulo 4 - Carboidratos

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Carboidratos

Ana Carolina Magalhães, Marília Afonso Rabelo Buzalaf e Rodrigo Cardoso de Oliveira

s carboidratos (hidratos de carbono) são as moléculas orgânicas mais abundantes na natureza, com funções de obtenção e armazenamento de energia, bem como atuação na composição das membranas celulares, mediando o reconhecimento e a comunicação celular. Os carboidratos também servem como componentes estruturais de muitos organismos, incluindo a parede celular de bactérias, o exoesqueleto de muitos insetos e as fibras das plantas (Champe et al., 2009).

Os carboidratos são classificados como poli-hidroxialdeído ou poli-hidroxicetona. Apresentam em geral a fórmula empírica

(CH2O)n, em que n ≥ 3, porém, essa fórmula não é válida em todos os casos, uma vez que há carboidratos que não a seguem

(p. ex., glicosamina, que contém grupo amina no lugar da hidroxila), e existem compostos com essa fórmula que não são carboidratos (p. ex., ácido lático). Os carboidratos em geral são solúveis em água, parcialmente solúveis em etanol e insolúveis em solventes apolares (Bettelheim et al., 2012; Nelson e Cox, 2014).

 

Capítulo 5 - Membrana Celular

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Membrana

Celular

Ana Carolina Magalhães, Rodrigo Cardoso de Oliveira e Marília Afonso Rabelo Buzalaf

A

membrana celular pode ser dividida em membrana

(1) plasmática ou citoplasmática e (2) intracelular ou interna. A membrana plasmática é um elemento mediador da comunicação entre a célula e o meio externo, do reconhecimento e da comunicação com as demais células. A membrana permite que o conteúdo celular se mantenha íntegro, atuando como barreira seletiva para a entrada e a saída de substâncias da célula. Portanto, a membrana apresenta permeabilidade seletiva. A flexibilidade da membrana plasmática permite que a célula mude de formato ou se locomova, em um processo de adaptação ao meio externo. Ainda por meio das membranas, as células podem formar camadas, separando diferentes compartimentos do corpo.

A membrana intracelular está presente em algumas organelas (lisossomos, retículo endoplasmático, mitocôndria, complexo de Golgi e núcleo) e tem como função o isolamento de vias metabólicas, permitindo que mudanças de pH e alterações de metabólitos de determinadas organelas não prejudiquem o restante da célula, e ainda serve como suporte para sistemas enzimáticos (Marzocco e Torres, 2007; Tymoczko et al., 2011; Junqueira e Carneiro, 2012; Nelson e Cox, 2014).

 

Capítulo 6 - Transferência da Informação Gênica

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Transferência da

Informação Gênica

Marília Afonso Rabelo Buzalaf, Ana Carolina Magalhães e Rodrigo Cardoso de Oliveira

ntre as características notáveis dos organismos vivos, destaca-se a sua capacidade de reprodução, por meio da qual as informações são passadas aos descendentes. A transmissão das características hereditárias necessita dos ácidos nucleicos, capazes de armazenar a informação genética

(Devlin, 2011). Esta informação, com exceção de alguns vírus, está contida no ácido desoxirribonucleico (DNA). A informação armazenada no DNA, por meio de um código de apenas quatro letras, é utilizada para sintetizar o ácido ribonucleico, o qual, por sua vez, vai guiar a síntese de proteínas. A relação entre estas três moléculas (DNA,

RNA e proteína) constitui o “dogma central da biologia molecular”, que determina que a informação armazenada no DNA é transmitida inicialmente para o RNA, mediante um processo conhecido como transcrição, e por fim é utilizada para a síntese da proteína correspondente, por meio de um processo chamado tradução (Devlin, 2011; Nelson e

 

Capítulo 7 - Biossinalização e Ação de Hormônios

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Biossinalização e

Ação de Hormônios

Marília Afonso Rabelo Buzalaf, Ana Carolina Magalhães e Rodrigo Cardoso de Oliveira

Características dos sistemas de transdução do sinal

Para que haja um adequado controle de metabolismo, multiplicação celular, secreção, fagocitose, produção de anticorpos, contração muscular, entre outros eventos, é necessário que haja comunicação celular. Quando o sinal chega até a célula, trazendo informações, ele tem que ser entendido por ela, e, desta interação, deve resultar algum efeito, ou resposta celular, o qual envolve um evento químico. A conversão dessas informações em alterações químicas

é chamada transdução de sinal, fundamental para a vida

(Nelson e Cox, 2014).

Apesar de um indivíduo adulto e saudável ter estabilidade da massa corpórea e do seu aspecto geral, seu metabolismo passa por grandes flutuações diárias. A ingestão de alimentos durante as refeições proporciona ao organismo períodos de abundância de nutrientes, intercalados com períodos de escassez. O metabolismo tem que se ajustar a estas diferentes condições fisiológicas, o que é feito por processos chamados de regulação metabólica. Os eventos envolvidos nessa regulação ocorrem de maneira encadeada, sendo gerados sinais primários que são captados por geradores secundários, os quais são capazes de retransmiti-los a toda a rede metabólica, de maneira que os sinais primários possam repercutir em órgãos distantes. Este processo é bastante complexo, mas possibilita um ajuste bastante fino do metabolismo a diferentes situações, ocasionando uma resposta rápida e muito bem organizada. Por que falar em metabolismo neste momento? Porque a

 

Capítulo 8 - Bioenergética | Glicólise, Ciclo de Krebs e Fosforilação Oxidativa

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Bioenergética | Glicólise,

Ciclo de Krebs e

Fosforilação Oxidativa

Rodrigo Cardoso de Oliveira, Marília Afonso Rabelo Buzalaf e Ana Carolina Magalhães

s seres vivos, unicelulares e multicelulares, necessitam de energia para a realização de diversos processos (trabalhos) celulares. Como exemplos temos: transmissão do impulso nervoso, processo de contração muscular, transporte de

íons e moléculas polares, replicação do material genético, divisão celular, síntese de macromoléculas como proteínas, entre outros (Marzzoco e Torres, 2007; Berg et al., 2008; Nelson e Cox, 2014).

Assim, esses organismos lançam mão de várias maneiras para obter energia, de acordo com as suas necessidades (demanda) e a disponibilidade de nutrientes (moléculas ricas em energia) no meio ou no próprio organismo (tecidos de reserva, nutrientes circulantes etc.). Alguns seres vivos conseguem obter energia da luz solar por meio de um complexo sistema de conversão de energia. Outros, como os mamíferos, conseguem obter essa energia de nutrientes (combustíveis metabólicos) presentes nos alimentos (Koolman e Röhm, 2005;

 

Capítulo 9 - Nutrição e Metabolismo Integrado

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Nutrição e

Metabolismo Integrado

Ana Carolina Magalhães, Marília Afonso Rabelo Buzalaf e Rodrigo Cardoso de Oliveira

Nutrição

A nutrição é tópico importante para os profissionais da saúde, uma vez que os alimentos ingeridos produzem substratos importantes para a obtenção de energia e para as vias sintéticas.

Uma dieta balanceada, tanto em relação à qualidade, como à quantidade de macro- e micronutrientes, é essencial para o funcionamento do organismo.

As proteínas estão entre os macronutrientes fundamentais da nutrição, uma vez que apresentam funções dinâmicas e estruturais no organismo, conforme abordado no Capítulo 2. As proteínas podem ser oriundas da dieta ou ter origem endógena (hidrólise de proteínas teciduais ou aminoácidos sintetizados a partir de intermediários do metabolismo).

A ingestão de proteínas da dieta é essencial, pois o nosso organismo produz somente 11 aminoácidos dos 20 necessários para a síntese das proteínas, e 9 deles devem ser consumidos na dieta a partir das fontes de proteínas (os nove aminoácidos são: fenilanina, histidina, isoleucina, leucina, lisina, metionina, treonina, triptofano e valina). Os aminoácidos que devemos consumir são denominados aminoácidos essenciais, uma vez que são necessários para produção de peptídios (p. ex., neurotransmissores) e proteínas com diferentes funções no organismo. Determinados aminoácidos são também utilizados para a produção de compostos nitrogenados não proteicos (como creatinina, ácido úrico, bilirrubina e outros pigmentos) (Marzzoco e Torres, 2007; Champe et al., 2009; Tymoczko et al., 2011).

 

Capítulo 10 - Bioquímica da Contração Muscular

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Bioquímica da

Contração Muscular

Ana Carolina Magalhães, Rodrigo Cardoso de Oliveira e Marília Afonso Rabelo Buzalaf

este capítulo abordaremos os mecanismos envolvidos na contração muscular, assim como as fontes de energia utilizadas nesse processo. Nosso principal foco será o músculo esquelético amplamente utilizado na Odontologia e na Fonoaudiologia durante a fala, a deglutição e a mastigação. Os músculos esqueléticos apresentam característica microscópica de estrias, contraindo-se diante de impulsos nervosos motores. Ainda temos os músculos cardíacos, com características similares às do esquelético, porém sob controle involuntário.

A musculatura lisa presente nos vasos sanguíneos e no sistema digestório não apresenta características estriadas e se contrai involuntariamente (Figura 10.1). Falaremos um pouco sobre musculatura lisa ao final do capítulo.

O processo de contração muscular tem características peculiares, porém outras células também apresentam mobilidade devido à presença de filamentos contráteis, como a actina e a miosina, e também dos microtúbulos. A mobilidade é importante para eventos como mitose, pinocitose, exocitose e fagocitose.

 

Capítulo 11 - Mineralização Biológica

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Mineralização

Biológica

Rodrigo Cardoso de Oliveira, Marília Afonso Rabelo Buzalaf e Ana Carolina Magalhães

ineralização biológica é definida como uma sequência de eventos por meio dos quais células específicas formam uma matriz orgânica, na qual sais de fosfato de cálcio insolúveis são depositados. Essa capacidade de produzir um tecido ou estrutura mineralizada é bastante utilizada por ampla variedade de seres vivos, desde seres unicelulares capazes de produzir pequenos cristais, passando por organismos marinhos como ostras e corais, até os seres humanos. Percebemos que existem pontos similares usados na síntese desses tecidos mineralizados, além de elementos comuns na sua constituição, como o cálcio e o fosfato em suas formas iônicas. Entre suas funções, a maioria dos tecidos mineralizados é envolvida com mecanismos de proteção/defesa, locomoção, reservatório de

íons, entre outros (Bonucci, 2002; Nanci, 2008; Nicolau,

2008; Nudelman et al., 2013; Nudelman, 2015).

 

Capítulo 12 - Esmalte e Dentina

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Esmalte e Dentina

Rodrigo Cardoso de Oliveira, Ana Carolina Magalhães e Marília Afonso Rabelo Buzalaf

s tecidos mineralizados do nosso organismo são: osso, dentina, cemento e esmalte, sendo o esmalte e a dentina os dois mais mineralizados (maior quantidade de mineral em volume) e os principais componentes da estrutura dentária, além da polpa e do cemento (Figura 12.1). Uma ressalva importante é a distinção de maneira didática que faremos entre dentina e polpa dentária, uma vez que, durante a formação do dente e sua manutenção/vida, as células responsáveis pela produção da dentina, chamadas odontoblastos, estão localizadas na polpa dentária, com prolongamentos citoplasmáticos na dentina (Nanci, 2008;

Nicolau, 2008). Detalhes sobre essa “divisão” serão fornecidos ao longo do capítulo.

Outro fator importante a ser apresentado quando falamos sobre o esmalte e a dentina é o contato íntimo entre estes dois tecidos (junção amelodentinária) no dente completamente formado. O esmalte recobre toda a coroa do dente, ou seja, a porção dentária exposta na cavidade bucal; logo abaixo do esmalte temos a dentina (Figura 12.1). Esse contato, estabelecido durante a formação e o desenvolvimento desses tecidos, determina propriedades e funções importantes do dente. Diversas propriedades, processos/fenômenos fisiológicos e patológicos serão esclarecidos considerando essa relação muito próxima.

 

Capítulo 13 - Bioquímica do Periodonto

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Bioquímica do

Periodonto

Rodrigo Cardoso de Oliveira, Ana Carolina Magalhães e Marília Afonso Rabelo Buzalaf

Periodonto sadio

O periodonto é constituído por diversos tecidos que apresentam, em conjunto, as funções de sustentação e proteção dos dentes (Figura 13.1). Os tecidos que compõem o periodonto

são: gengiva, ligamento periodontal, cemento e osso alveolar

(Figura 13.1) (Nanci, 2008; Nicolau, 2008).

Gengiva

A gengiva é composta por dois tipos de tecido: epitelial e conjuntivo. A camada epitelial é mais externa, pode ser dividida em região oral, sulcular e juncional, e varia no grau de queratinização e no número de células. As principais células do epitélio

Gengiva

Cemento

Ligamento periodontal

Osso alveolar

Figura 13.1 Componentes do periodonto.

Periodonto

periodonto é o conjunto de tecidos de suporte/sustentação e proteção aos dentes. Pode ser dividido basicamente em dois tipos: de proteção e de sustentação. O periodonto de proteção é composto pela gengiva (com diferentes classificações: papilar, livre, inserida e marginal); o de sustentação é constituído por cemento, ligamento periodontal e osso alveolar. Todos esses tecidos, com ressalva ao cemento, são remodelados (reabsorvidos e sintetizados) constantemente durante toda a vida do indivíduo, apresentando frequentes modificações na sua estrutura. Em condições normais, o cemento é sintetizado em velocidade menor e poucas vezes é reabsorvido.

 

Capítulo 14 - Saliva

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Saliva

Ana Carolina Magalhães, Rodrigo Cardoso de Oliveira e Marília Afonso Rabelo Buzalaf

cavidade bucal é banhada por um fluido chamado saliva, produzido pelas glândulas salivares, cuja função principal é manter a saúde bucal. Indivíduos com deficiência de secreção salivar experimentam dificuldade para comer, falar e deglutir, tornando-se propensos a infecções de mucosa e lesões de cárie rampante.

Com base na importância da saliva para a manutenção da saúde bucal, serão descritos neste capítulo os tipos de glândulas salivares, a maneira como a saliva é produzida e o seu papel na manutenção da saúde bucal, de acordo com os seus componentes e propriedades.

A

A glândula submandibular tem metade do tamanho da parótida. É localizada entre o corpo da mandíbula e o músculo mieloide, no assoalho da boca. A abertura de seus ductos se localiza no assoalho bucal, abaixo da parte anterior da língua, sobre o cume da papila sublingual e lateralmente ao freio lingual. Sua secreção é serosa e mucosa.

 

Capítulo 15 - Dieta e Cárie Dentária

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Dieta e Cárie

Dentária

Ana Carolina Magalhães, Marília Afonso Rabelo Buzalaf e Rodrigo Cardoso de Oliveira

importante ter em mente que nutrição e dieta são termos com significados bem diferentes na Odontologia. Nutrição tem relação com o efeito sistêmico que os diferentes alimentos têm no organismo, e na Odontologia este efeito se reflete no período de formação dos dentes. Sabe-se que a má nutrição, com baixa concentração de minerais e vitaminas (D e A), pode provocar malformação dos dentes, tornando-os mais suscetíveis à cárie dentária. Além disso, acredita-se que a má nutrição possa induzir a hipofunção das glândulas salivares (Moynihan, 2003; 2005).

Por outro lado, a dieta se refere ao efeito local que diferentes tipos de alimentos têm sobre os dentes, sendo de especial interesse o seu papel na etiologia da cárie dentária, sobretudo no que se refere à digestão de açúcares, uma vez que os microrganismos cariogênicos utilizam o açúcar como principal fonte de energia, metabolizando-os e produzindo ácidos que desmineralizam a estrutura dentária (Moynihan, 2003).

 

Capítulo 16 - Biofilme Dentário

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Biofilme Dentário

Ana Carolina Magalhães, Rodrigo Cardoso de Oliveira e Marília Afonso Rabelo Buzalaf

Aquisição e colonização bacteriana

Os colonizadores iniciais da cavidade bucal são intitulados

“espécies pioneiras” e são basicamente do grupo Streptococcus (60 a 90%, S. salivarius, S. mitis e S. oralis) (Nyvad e

Kilian, 1987). Com o tempo, outros tipos de bactérias aparecem, como as anaeróbicas gram-negativas, incluindo Prevotella melaninogenica, Fusobacterium nucleatum e Veillonella sp. (ten Cate, 2006). A irrupção dentária cria novos hábitats para a colonização microbiana, já que os dentes são considerados como a única superfície da cavidade bucal que não se renova, possibilitando a aderência da microbiota residente e, consequentemente, o acúmulo não perturbado de grande massa de bactérias, principalmente em locais de estagnação (faces interproximais e cicatrículas). A essa massa de bactérias denominamos placa dentária (Figura 16.1), exemplo de biofilme (comunidade de microrganismos aderida a uma superfície, de maneira que estes estejam arranjados tridimensionalmente e inclusos em matriz de material extracelular derivada das próprias células e do ambiente).

 

Capítulo 17 - Desmineralização–Remineralização | Cárie e Erosão Dentárias

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Desmineralização–

Remineralização | Cárie e Erosão Dentárias

Marília Afonso Rabelo Buzalaf, Rodrigo Cardoso de Oliveira, Ana Carolina Magalhães

o Capítulo 12 foi estudada a composição do esmalte e da dentina. Em resumo, o esmalte é constituído basicamente por mineral (apatita, 96% em peso), com um conteúdo orgânico remanescente bastante pequeno (4% de proteínas e

água); a dentina é constituída por mineral (70% em peso), porém tem um conteúdo orgânico considerável, principalmente na forma de colágeno do tipo I (20% em peso), e também contém água (10% em peso). Quando ácidos entram em contato com os dentes, eles podem provocar a remoção de mineral, processo conhecido como desmineralização (Des).

A saliva tem capacidade de fazer lavagem dos ácidos e tamponamento, propiciando que o pH retorne aos níveis próximos à neutralidade (Capítulo 15), situação na qual pode haver reposição dos minerais anteriormente perdidos, processo chamado remineralização (Re). Entretanto, quando os episódios de desmineralização se sobrepõem ao processo de remineralização, duas lesões dentárias podem se desenvolver: a cárie e o desgaste dentário erosivo, mais comumente conhecido como erosão dentária. Sabendo que a composição do esmalte e da dentina é diferente, em relação às proporções de mineral e matéria orgânica, é de se esperar que a progressão da cárie e da erosão dentária evolua distintamente nesses dois tecidos.

 

Capítulo 18 - Fluoretos | Ingestão, Metabolismo, Toxicidade e Mecanismos de Ação

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Fluoretos | Ingestão,

Metabolismo, Toxicidade e Mecanismos de Ação

Marília Afonso Rabelo Buzalaf, Ana Carolina Magalhães, Rodrigo Cardoso de Oliveira

flúor é um componente natural da biosfera, sendo o 13o elemento mais encontrado na crosta terrestre. Pertence à família dos halogênios e em temperatura ambiente é um gás de cor amarelo-pálida. Por ser altamente eletronegativo, encontra-se associado a outros elementos, na sua forma iônica

(fluoreto).

Curiosamente, o efeito benéfico do uso dos fluoretos no controle da cárie dentária foi descoberto por acaso nas primeiras décadas do século 20, quando se observou que residentes de determinadas áreas dos EUA apresentavam manchas nos dentes, cuja prevalência e gravidade tinham relação direta com o teor de fluoreto presente na água. O desejo de se investigar essa relação deu origem ao “Estudo das 21 Cidades”, por meio do qual os diferentes níveis de fluoreto naturalmente presentes na água dessas cidades foram relacionados às prevalências de cárie e fluorose dentária nos adolescentes nelas residentes. Esse clássico estudo realizado pela equipe de Trendley Dean foi um marco na Epidemiologia e forneceu a base para a fluoretação controlada da

 

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