Fundamentos de Dentística Operatória, 2ª edição

Autor(es): MONDELLI, José
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Liderado pelo Prof. Dr. José Mondelli, reconhecido mundialmente por sua relevante produção científica, Fundamentos de Dentística Operatória utiliza abordagem pedagógica e cria um forte alicerce para as atividades clínicas, sendo fundamental para acadêmicos de graduação, estudantes de pós-graduação, professores e profissionais.

Esta segunda edição reflete o meticuloso trabalho do autor e dos experientes coautores e colaboradores, que não só revisaram os diversos temas abordados, mas também acrescentaram e atualizaram imagens, conceitos e conteúdos sobre materiais e técnicas. Em todo o livro, percebe-se o cuidado dedicado ao aprimoramento do texto e das ilustrações, tornando esta edição, sem dúvidas, um importante referencial para a Odontologia brasileira.

36 capítulos

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1 - Nomenclatura e Classificação das Cavidades

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Capítulo

1

Nomenclatura e Classificação das Cavidades

A

Dentística é a especialidade da Odontologia que estuda e aplica de maneira integrada o conjunto de procedimentos semiológicos, operatórios, preventivos, terapêuticos e educativos com o objetivo de preservar e devolver ao dente, órgão do sistema estomatognático, sua integridade estrutural, funcional e estética.

XX

XX

Cavidade que se estende às faces mesial, oclusal e distal: cavidade mésio-oclusodistal

(Figura 1.3A)

Quando a preparação envolve as faces mesial, oclusal e lingual: cavidade mésio-oclusopalatina (Figura 1.3B)

Nomenclatura

Nomenclatura é um conjunto de termos específicos de uma ciência, arte ou técnica. Nomenclatura ou vocabulário técnico são termos usados por indivíduos da mesma profissão como forma de comunicação. Na Odontologia o conhecimento da nomenclatura das cavidades é fundamental para a compreensão do capítulo mais importante em

Odontologia Restauradora, o preparo de cavidades.

 

2 - Princípios Biomecânicos Aplicados aos Preparos Cavitários

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Capítulo

2

Princípios Biomecânicos

Aplicados aos Preparos

Cavitários

O

preparo de cavidades, do ponto de vista terapêutico, é o tratamento biomecânico da cárie e de outras lesões dos tecidos duros do dente, pelo qual as estruturas remanescentes recebem uma restauração que as proteja, seja resistente e previna a reincidência de cárie. Para isso, alguns princípios devem ser seguidos a fim de nortear a execução desse tratamento restaurador, como a máxima preservação da estrutura dentária, a retenção da restauração, a resistência estrutural tanto dos dentes e como das restaurações, a integridade marginal e a obtenção e preservação de saúde pulpar e periodontal.

Black1 foi o primeiro a idealizar uma sequência lógica de procedimentos para o preparo de cavidades. Muitos de seus conceitos são ainda relevantes.

Porém, em função da evolução técnico-científica torna-se necessário adequá-los às condições atuais, mantendo, contudo, os seus princípios básicos.

 

3 - Instrumentos Operatórios

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Capítulo

3

Instrumentos

Operatórios

P

ara estabelecer o preparo cavitário, são necessários instrumentos que proporcionem o acesso à lesão que afeta a estrutura dentária, de modo a possibilitar diferentes abordagens, em função do tipo de procedimento que se pretende realizar.

A estrutura dentária, em especial o esmalte, é um elemento de grande dureza, o que implica a necessidade de instrumentos suficientemente resistentes para cortar ou desgastar com eficiência o esmalte ou dentina.

A utilização racional e padronizada de instrumentos mecânicos ou manuais traz resultados benéficos tanto para o profissional quanto para o paciente. Com o uso dos diferentes instrumentos operatórios é possível ter acesso às diferentes áreas da cavidade bucal e, consequentemente, obter preparos de cavidades sistematizados.

Os instrumentos operatórios para o preparo de cavidades podem ser agrupados nas seguintes categorias:

Instrumentos cortantes manuais

 

4 - Isolamento do Campo Operatório

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Capítulo

4

Isolamento do

Campo Operatório

T

odos os materiais restauradores requerem campo operatório isolado, seco e perfeitamente limpo para serem inseridos ou condensados nas cavidades.

O isolamento do campo operatório pode ser absoluto ou relativo. Como medida auxiliar, é possível usar medicamentos que diminuem o fluxo salivar, contribuindo para a eficiência do isolamento.

Isolamento absoluto (dique de borracha)

O uso do dique de borracha é essencial para se alcançar a mais alta qualidade da restauração, pois

é o único meio de se obter um campo totalmente livre de umidade. Além disso, há uma série enorme de outras vantagens, resumidas a seguir:

• Retração e proteção dos tecidos moles para promover o acesso à área a ser operada

• Melhor visibilidade do campo operatório

• Condições adequadas para inserção e condensação dos materiais restauradores

• Proteção do paciente contra a aspiração ou deglutição de instrumentos, restos de material restaurador ou qualquer outro tipo de elemento estranho.

 

5 - Procedimentos Preventivos e de Mínima Intervenção em Dentística

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Capítulo

5

Procedimentos

Preventivos e de

Mínima Intervenção em Dentística

Materiais e instrumentos necessários yy Toalha plástica para bancada yy Pinça clínica yy Sonda exploradora no 5 yy Espelho clínico plano yy Contra-ângulo convencional yy Turbina de alta rotação

D

uas condições essenciais têm possibilitado uma abordagem terapêutica mais conservati­ va em casos de tratamento das superfícies oclusais:

(1) melhor entendimento sobre a cárie, o que resul­ tou no tratamento mais adequado da lesão (conse­ quência da doença); e (2) evolução dos materiais adesivos envolvidos. Este conceito é denominado de Odontologia Minimamente Invasiva.

As superfícies oclusais dos dentes têm sido con­ sideradas as zonas mais vulneráveis à cárie dentá­ ria. Devido a sua anatomia muito particular, apre­ sentam grande variação quanto à forma, sendo geralmente estreitas e sinuosas, com invaginações irregulares que impedem a correta profilaxia da região, facilitando a retenção de microrganismos e resíduos alimentares (Figura 5.1).

 

6 - Cavidade de Classe I, Oclusal, para Amálgama (Dente 47)

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Capítulo

6

Cavidade de Classe I,

Oclusal, para Amálgama

(Dente 47)

Materiais e instrumentos necessários yy Toalha plástica para bancada yy Lápis bem apontado yy Pinça clínica yy Sonda exploradora no 5 yy Espelho clínico plano yy Contra-ângulo convencional para micromotor

Posição de trabalho

O treinamento do aluno em laboratório, antes do ingresso em clínica, tem por finalidade primeira orientá-lo no exercício da adequada posição  de trabalho. Entende-se como posição adequada de traba­lho “aquela que proporcione melhor visibilidade do campo operatório e postura operatória ideal” e com a qual se alcance maior rendimento, com mínimo de desgaste físico do operador.

As posições de trabalho variam de acordo com o arco dentário e a região em que se trabalha. Estas posições foram apresentadas no Capítulo 3 (Figuras 3.24 a 3.31).

yy Escova para limpeza de brocas yy Broca para canaleta de alta velocidade,

com cone invertido longo de extremo plano e arestas arredondadas, no 245 (0,81 mm de diâmetro) yy Enxada monoangulada nos 8 e 9

 

7 - Técnica de Restauração de Cavidade de Classe I, Oclusal, com Amálgama

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Capítulo

7

Técnica de Restauração de Cavidade de Classe I,

Oclusal, com Amálgama

Materiais e instrumentos necessários yy Toalha plástica para bancada yy Pinça clínica yy Sonda exploradora no 5 yy Espelho clínico plano yy Lençol de borracha yy Arco de Young yy Perfurador para dique de borracha de Ainsworth yy Pinça porta-grampo de Palmer yy Grampos para molares nos 200 a 205 yy Pote de Dappen yy Porta-amálgama

Amálgama dentário

O amálgama dentário é ainda um dos materiais restauradores mais indicados para os dentes posteriores, apesar da falta de estética e da controvérsia que envolve o mercúrio. Seu grande sucesso clínico pode ser atribuído principalmente à diminuição da infiltração marginal na interface dente/restauração, que ocorre com o passar do tempo.11 Além disso, esse material é facilmente colocado dentro da cavidade, em fase plástica, condensado e esculpido, transformando-se em um bloco metálico restaurador depois de cristalizado, com propriedades mecânicas capazes de resistir bem aos esforços mastigatórios. Em pesquisa realizada em 1991, nos

 

8 - Evolução e Princípios Biomecânicos das Cavidades de Classe II para Amálgama

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Capítulo

8

Evolução e Princípios

Biomecânicos das

Cavidades de Classe II para Amálgama

O

conceito de prevenção, tendo em vista as técnicas e os princípios de preparos de cavidades, constitui um aspecto importante da Odontologia Restauradora. Os procedimentos operatórios conservadores podem ser considerados como uma medida preventiva, em uma fase mais avançada, quando a cárie ou outro tipo de lesão já iniciou seu ataque clínico às estruturas dentárias.

Alguns fundamentos básicos e métodos de preparos cavitários para amálgama, que até recentemente eram baseados nos conceitos universalmente aceitos de Black,4 foram sempre avaliados e progressivamente aperfeiçoados. Assim, os preparos cavitários de classes I e II atualmente indicados para amálgama nas lesões primárias são mais conservadores do que aqueles considerados clássicos, como os de Black,4 Bronner5 e de Ward.46 Apesar das modificações ocorridas nos conceitos de extensão preventiva, os princípios fundamentais sobre ela enunciados por Black3 ainda continuam válidos. Atualmente se faz a prevenção da extensão.

 

9 - Cavidade de Classe II, Composta, DO, para Amálgama (Dente 35)

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Capítulo

9

Cavidade de Classe II,

Composta, DO, para

Amálgama (Dente 35)

Materiais e instrumentos necessários yy Toalha plástica para bancada yy Lápis bem apontado yy Pinça clínica yy Sonda exploradora no 5 yy Espelho clínico plano yy Contra-ângulo convencional yy Escova para limpeza de brocas yy Porta-matriz circular no 8 com matriz de aço

de 5,0 mm yy Cunhas de madeira pré-fabricadas yy Mandril para discos de lixa, para peça de mão yy Disco de lixa de granulação grossa

Técnica de preparo

Forma de contorno

Caixa oclusal

Em geral, a anatomia oclusal do segundo pré-molar inferior, com suas fóssulas, sulcos e vertentes cuspídeas, não requer atenção especial na determinação da forma de contorno. Quando existem duas cúspides linguais, o sulco lingual pode ocasionalmente se estender para a face lingual. Nesse caso, a extensão engloba parcialmente o sulco lingual.

Inicialmente, faz-se a delimitação da forma de contorno conservadora com lápis, envolvendo as

 

10 - Cavidade de Classe II, Complexa, MOD, para Amálgama (Dente 36)

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Capítulo

10

Cavidade de Classe II,

Complexa, MOD, para

Amálgama (Dente 36)

Materiais e instrumentos necessários yy Toalha plástica para bancada

yy Disco de lixa de granulação grossa

yy Lápis bem apontado

yy Broca

yy Pinça clínica yy Sonda exploradora no 5 yy Espelho clínico plano yy Contra-ângulo convencional yy Escova para limpeza de brocas yy Porta-matriz

tipo Tofflemire com matriz de 5,0 mm

yy Cunha de madeira pré-fabricada yy Mandril para peça de mão

Técnica de preparo

Forma de contorno

Caixa oclusal

A determinação da forma de contorno do segmento oclusal para essa cavidade segue os mesmos princípios da cavidade de classe I oclusal, já vista no Capítulo 6. Deve-se lembrar, entretanto, que o primeiro molar inferior apresenta três cúspides vestibulares e duas cúspides linguais, que devem ser preservadas durante a instrumentação da forma de contorno. Assim, as cicatrículas e as fissuras devem ser englobadas pelo preparo da cavidade, respeitando-se as vertentes de cúspides e cristas marginais (Figura 10.1A). Como a determinação dessa caixa oclusal representa o início de

 

11 - Técnica de Restauração de Cavidade de Classe II com Amálgama

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Capítulo

11

Técnica de Restauração de Cavidade de Classe II com Amálgama

Materiais e instrumentos necessários yy Toalha plástica para bancada yy Pinça clínica

yy Sonda exploradora no 5 yy Espelho clínico plano yy Lençol de borracha yy Arco de Young yy Perfurador para dique de borracha yy Pinça porta-grampo de Palmer

yy Grampos para molares nos 200 a 205 yy Pote de Dappen yy Porta-amálgama

yy Condensadores para amálgama nos 1 e 2 de Ward

yy Instrumentos para escultura de Frahn nos 2, 6 e 10 yy Esculpidor de Hollenback no 3S

yy Instrumentos cleoide e discoide

O

s problemas encontrados na restauração de cavidades de classe II complexas (MOD) são iguais àqueles que atingem apenas uma das cavidades proximais do dente (DO ou MO), pois a ausência de uma ou duas faces proximais, englobadas no preparo cavitário, dificulta a condensação do amálgama. Por essa razão, no caso de restaurações de cavidades de classe II é necessário o emprego de matrizes (como muralha de arrimo, substituindo a parede ausente), cuja finalidade é possibilitar a condensação do material e auxiliar a reconstrução do contorno anatômico proximal.

 

12 - Cavidade de Classe II, Estritamente Proximal (Slot Vertical), para Amálgama (Dente 26)

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Capítulo

12

Cavidade de Classe II,

Estritamente Proximal

(Slot Vertical), para

Amálgama (Dente 26)

Materiais e instrumentos necessários yy Toalha plástica para bancada yy Lapiseira 0,5 mm yy Pinça clínica yy Sonda exploradora no 5 yy Espelho clínico plano yy Contra-ângulo convencional yy Escova para limpeza de brocas yy Porta-matriz circular (Ivory ou Tofflemire) com

matriz de aço de 5,0 mm

yy Cunhas de madeira pré-fabricadas yy Mandril para disco de lixa (para peça

disco de lixa de granulação grossa

yy Broca

para alta velocidade, cone invertido longo de extremo plano e arestas arredondadas, no 245 (0,81 mm de diâmetro) (Figura 12.1A) yy Broca troncocônica picotada no 699 para rotação convencional (Figura 12.1A) yy Machado para esmalte nos 14 e 15 (Figura 12.1B) yy Recortador de margem gengival nos 28 e 29 (Figura

12.1B) yy Colher de dentina no 11 1/2 (Figura 12.1B)

de mão) e

Figura 12.1 Instrumentos cortantes rotatórios (A) e manuais (B) empregados na cavidade.

 

13 - Cavidade de Classe II, Estritamente Proximal (Slot Horizontal), com Acesso Vestibular (Dente 35)

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Capítulo

13

Cavidade de Classe II,

Estritamente Proximal

(Slot Horizontal), com

Acesso Vestibular (Dente 35)

Materiais e instrumentos necessários yy Toalha plástica para bancada yy Lapiseira 0,5 mm yy Pinça clínica yy Sonda exploradora no 5 yy Espelho clínico plano yy Contra-ângulo convencional yy Escova para limpeza de broca yy Porta-matriz circular no 5 (Ivory ou Tofflemire)

com matriz de aço de 5,0 mm

yy Cunha de madeira pré-fabricada

yy Mandril para disco de lixa (peça de mão) yy Disco de lixa de granulação grossa yy Broca para alta velocidade, cone invertido de

extremo plano e arestas arredondadas, no 245

(Figura 13.1A) yy Brocas esféricas nos 1/4 ou 1/2 e 2, para rotação convencional (Figura 13.1A) yy Enxada dupla monoangulada nos 8 e 9 (Figura 13.1B) yy Recortador de margem gengival no 28 (Figura 13.1B) yy Formador de ângulo nos 18 e 19 (Figura 13.1B).

Figura 13.1 Instrumentos de corte rotatórios (A) e manuais (B) empregados no preparo da cavidade.

 

14 - Acabamento e Polimento de Restaurações de Amálgama

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Capítulo

14

Acabamento e Polimento de Restaurações de Amálgama

Materiais e instrumentos necessários yy Toalha plástica para bancada

yy Conjunto de pontas de borracha abrasivas

yy Pinça clínica

para polimento de amálgama yy Escova Robinson tipo pincel cônica (Figura 14.3B) yy Taça de borracha yy Tiras estreitas de lixa de granulação fina para acabamento de resina composta yy Fio ou fita dental yy Palito dental com forma cilíndrico-cônica yy Pasta para polimento composta de:

XX Pedra-pomes de granulação fina 60%

XX Corega® ou similar 5%

XX Creme dental 17,5%

XX Glicerina 20% (q.s.p.) yy Amalgloss® ou óxido de zinco yy Álcool 96°GL

yy Sonda exploradora

no

5

yy Espelho clínico plano yy Contra-ângulo convencional yy Lençol de borracha yy Arco de Young yy Perfurador para borracha de Ainsworth yy Pinça porta-grampo de Palmer yy Grampos para molares nos 200 a 205 yy Pote de Dappen de vidro (dois) yy Brocas multilaminadas para acabamento

 

15 - Cavidade de Classe V para Amálgama (Dente 35)

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Capítulo

15

Cavidade de Classe V para Amálgama

(Dente 35)

Materiais e instrumentos necessários yy Toalha plástica para bancada yy Lapiseira 0,5 mm yy Pinça clínica yy Sonda exploradora no 5 yy Espelho clínico plano yy Escova para limpeza de brocas yy Contra-ângulo convencional yy Brocas para baixa velocidade:

XX

Cilíndricas nos 556 e 56 (Figura 15.1A)

Cone invertido no 33 1/2 ou 34 (Figura 15.1A)

XX Esféricas lisas nos 1/4, 1/2 e 1 (Figura 15.1A)

XX Tipo roda no 11 1/2 ou 12 (Figura 15.1A) yy Enxada dupla monoangulada nos 8 e 9 (Figura

15.1B) yy Formadores de ângulo nos 18 e 19 (Figura 15.1B) yy Recortadores de margem gengival nos 28 e 29 (Figura 15.1B)

XX

Figura 15.1 Instrumentos de corte rotatórios (A) e manuais (B) utilizados no preparo.

A

s cavidades apresentadas neste capítulo e no

Capítulo 16 destinam-se à restauração com amálgama. Apesar de este não ser mais o material de eleição para a restauração de cavidades classe V em áreas onde a estética é um fator importante, a forma de contorno definida pela extensão da lesão cariosa é a mesma para materiais adesivos como resinas compostas e cimentos de ionômero de

 

16 - Técnica de Restauração de Cavidade de Classe V com Amálgama

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Capítulo

16

Técnica de Restauração de Cavidade de Classe V com Amálgama

Materiais e instrumentos necessários yy Toalha plástica para bancada yy Pinça clínica yy Sonda exploradora no 5 yy Espelho clínico plano yy Lençol de borracha yy Porta-dique yy Perfurador de Ainsworth para dique de borracha yy Pinça porta-grampo de Palmer yy Grampos para molares nos 200 a 205 yy Grampo no 212

Técnica de restauração

Realiza-se o isolamento absoluto do campo operatório, abrangendo desde o terceiro molar inferior esquerdo até o canino do lado oposto. Nesse caso,

é colocado o grampo no 212 para retração gengival no dente a ser restaurado, devendo-se salientar que o orifício no lençol de borracha, que corresponde ao dente preparado, deve ser deslocado aproximadamente 2,0 mm para vestibular. Isso permite quantidade suficiente de borracha para se conseguir a correta invaginação e “retração gengival”. Por outro lado, o grampo no 212 deve ser estabilizado com godiva de baixa fusão nos dentes adjacentes ao que será restaurado (Figura 16.1A).3,4

 

17 - Princípios Gerais dos Preparos de Cavidades de Classe II para Restaurações Adesivas Diretas

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Capítulo

17

Princípios Gerais dos

Preparos de Cavidades de

Classe II para Restaurações

Adesivas Diretas

N

o preparo de cavidades de um dente para re­ ceber uma restauração adesiva direta deve ser respeitado o princípio da máxima preservação dos tecidos. Em dentes posteriores, isso significa que certas estruturas, tais como cristas proximais, vertentes e cristas oblíquas oclusais, sejam preser­ vadas, mesmo onde o esmalte não tenha suporte completo de dentina.

O formato cavitário depende, porém, inicial­ mente da extensão da lesão de cárie ou das geome­ trias interna e externa da restauração a ser substituí­ da. A quantidade de tecidos sadios restantes e suas respectivas morfologias determinarão quais mate­ riais e técnicas de melhor indicação. Essa esco­lha influenciará o formato cavitário e a característica final das margens e bordas da restauração.

A otimização da arquitetura da cavidade a ser projetada e preparada implica a liberdade que tem o clínico de definir as formas geométricas interna e externa, de acordo com o tipo de lesão, primária ou secundária, e o procedimento restaurador. Como a maioria das condutas operatórias realizadas na clínica diária se constitui de substituir restaurações insatisfatórias, essa liberdade é geralmente limita­ da pela forma geométrica da restauração anterior, que frequentemente pode ter sido feita com um material diferente daquele a ser empregado. As­ sim, a maioria das restaurações realizadas no dia a dia devem ser consideradas mais adaptações do que restaurações realizadas em condições favorá­ veis ou ideais.

 

18 - Cavidade de Classe I e Restauração com Resina Composta (Dente 36)

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Capítulo

18

Cavidade de Classe I e

Restauração com Resina

Composta (Dente 36)

Materiais e instrumentos necessários yy Toalha plástica para bancada yy Lapiseira 0,5 mm yy Pinça clínica yy Sonda exploradora no 5 yy Espelho clínico plano yy Contra-ângulo convencional yy Escova para limpeza de brocas yy Cunhas de madeira pré-fabricadas yy Mandril para discos de lixa

Técnica de preparo

Como as restaurações com resinas compostas apre­sentam características adesivas, o preparo da cavidade deve ser realizado de maneira a limitarse à remoção do tecido cariado e à conformação das paredes internas da cavidade, devendo por isso ser o mais conservador possível, principalmente quanto às extensões oclusal, vestibulolingual e gengival.

Forma de contorno

Caixa oclusal

Delimita-se a forma de contorno com lapiseira envolvendo as áreas de cicatrículas e fissuras, de modo a possibilitar uma abertura vestibulolingual estreita, com 1/4 da distância entre os vértices das cúspides na região do istmo (Figura 18.1A e B).

 

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