Farmacologia Clínica e Terapêutica, 5ª edição

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A terapêuticacientífica surgiu com a Farmacologia, que demonstrou o efeito de fármacos emmodelos experimentais, selecionando aqueles com potencial efeito terapêutico. AFarmacologia Clínica conduziu o laboratório para o cenário clínico e,valendo-se de estudos quantitativos de qualidade, em especial do ensaio clínicorandomizado, delimitou a eficácia terapêutica de fármacos, então denominadosmedicamentos. As sucessivas ediçõesde Farmacologia Clínica e Terapêutica testemunharam esse desenvolvimento, suprindoo leitor com informações atualizadas e bem fundamentadas quanto à utilidadeclínica de medicamentos. Indispensável àformação de alunos dos diversos cursos das ciências da saúde e muito útil aosprofissionais que encontrarão no texto recomendações para embasar sua práticaclínica, esta quinta edição foi totalmente reformulada, estendendo a avaliaçãoda eficácia de tratamentos a alternativas não medicamentosas indicadas paracondições clínicas prevalentes. Com rigor científicoe sua decorrente independência, apresentam-se graus de recomendação e níveis deevidências que sustentam as indicações formuladas. A par das tradicionaisseções sobre fundamentos de Farmacologia e Farmacologia Clínica, o leitorencontrará nesta edição informações sumarizadas e essenciais para exercer o atoterapêutico.

 

66 capítulos

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1 - Farmacologia Clínica | Princípios e Aplicações

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CAPÍTULO

1

Farmacologia Clínica |

Princípios e Aplicações

Flávio Danni Fuchs

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Introdução

No homem, o instinto de preservação é modulado pelo pensamento abstrato. Assim, além das respostas reflexas de autoproteção comuns aos seres vivos, a espécie humana utiliza formas elaboradas de preservação e restauração da saúde. Ao longo da história da humanidade, registraram-se inúmeras ações com tais objetivos, como feitiços, sacrifício de animais, rituais religiosos, atos cirúrgicos, ingestão de substâncias com presumível poder terapêutico, dentre outras. Muitas delas levavam ao alívio do sofrimento por motivos diversos de qualquer efeito intrínseco da intervenção, como a própria história natural das doenças e outras. Sua inserção na cultura universal – recomendada ou aplicada por sacerdotes, pastores, curandeiros e médicos, dentre outros – consolidou a expectativa de sucesso. Isso propiciou o uso continuado de muitas abordagens com pretensos efeitos, tanto curativos quanto preventivos.

 

2 - Métodos de Investigação Farmacológico-clínica

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CAPÍTULO

2

Métodos de Investigação

Farmacológico-clínica

Sandra Costa Fuchs  Flávio Danni Fuchs

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Introdução

A ciência – entendida como observação sistematizada da realidade e experimentação – estendeu-se à Medicina por meio de investigações básica, clínica e epidemiológica. Áreas, ao mesmo tempo distintas e confluentes, levaram a grande parte das práticas diagnósticas contemporâneas. Contribuições de Fisiologia (entre as ciências básicas), Patologia (entre as clínicas) e Epidemiologia destacam-se como exemplos.

As três vertentes científicas da prática médica também confluem na área de tratamentos (Figura 2.1). A contribuição da ciência básica

é dada pela Farmacologia que estuda novos medicamentos, desvenda sua atuação e movimentação no organismo, demonstra efeitos farmacológicos em diversos modelos, indica prováveis efeitos terapêuticos e os potencialmente adversos. A ciência clínica, fundamentada na observação, descreve efeitos de medicamentos nas doenças em geral, muitas vezes entrelaçando-se com a intuição empírica, reconhecida como raciocínio clínico. A Epidemiologia ofereceu à prática clínica, por meio da Epidemiologia Clínica, métodos de quantificação de prognóstico, risco, diagnóstico e de intervenções que têm reorientado muitos atos médicos na atualidade.

 

3 - Fundamentos de Bioestatística Aplicada à Farmacologia Clínica

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CAPÍTULO

3

Fundamentos de

Bioestatística Aplicada à

Farmacologia Clínica

Maria Beatriz Cardoso Ferreira

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Introdução

Apesar de sua inquestionável importância, Bioestatística é comumente vista como uma “ciência para iniciados”. Em geral, profissionais da área de saúde têm dificuldade de entender como conceitos matemáticos são aplicados à Biologia. Paralelamente, muitas publicações enfatizam as equações matemáticas e não abordam o raciocínio envolvido na sua execução e interpretação. Para quem se dedica a atividades de pesquisa, a informática disponibilizou diversos pacotes estatísticos. Mesmo assim, há a necessidade de conhecer os fundamentos da Bioestatística, para que se possa selecionar a abordagem matemática mais adequada à análise dos dados. Para profissionais com atividades eminentemente assistenciais, a familiaridade com essa ciência possibilita analisar corretamente as probabilidades apresentadas em publicações científicas com aplicabilidade clínica.

 

4 - Fontes de Evidência em Farmacologia Clínica

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CAPÍTULO

4

Fontes de Evidência em

Farmacologia Clínica

Maria Angélica Pires Ferreira

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Introdução

Conforme conceituado por David L. Sackett, a Medicina Baseada em

Evidências (MBE) pressupõe “o uso consciente, explícito e judicioso da melhor evidência disponível para a tomada de decisão em pacientes in­di­vi­duais”. Assim, ter acesso aos resultados dos estudos científicos mais bem delineados e conduzidos sobre determinado assunto é pressuposto básico para a prática da MBE.1

Praticamente a totalidade das contemporâneas evidências científicas em saú­de pode ser acessada por meio da rede mundial de computadores. A possibilidade de se rea­li­zar pesquisa em fontes eletrônicas, obtendo-se os resultados da busca em tempo real, tornou o processo muito mais rápido e produtivo. Apesar de a maioria das referências ser em forma de resumo, em muitos casos é possível o acesso aos artigos na íntegra. Entretanto, certas habilidades de pesquisa são necessárias para se tirar o melhor proveito das fontes de evidências disponíveis. Essas habilidades incluem o conhecimento das principais bases de dados de referências científicas, bem como o domínio de ferramentas de busca de informação. A adoção de uma estratégia de busca de evidências sistematizada, além de aumentar a eficiên­cia da busca em termos de agilidade, reduz o risco de ignorar informações relevantes e evita a tendência de direcionar os resultados da busca de forma enviesada.2,3

 

5 - Aspectos Éticos em Farmacologia Clínica

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CAPÍTULO

5

Aspectos Éticos em

Farmacologia Clínica

Lenita Wannmacher

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Introdução

Assim como em diferentes setores de pensamento e atuação do ser humano, a ética também permeia a promoção da saú­de e do bemestar físico e social, direito inalienável a todos os in­di­ví­duos. No que se refere a uso de medicamentos e procedimentos na atenção à saú­de,

é crucial adotar os princípios éticos de beneficência, não maleficência e justiça.

Por isso tratar da ética dos medicamentos visa instruir, educar e convencer todos os que transitam neste contexto sobre sua importância e aplicabilidade para que as terapias atinjam objetivos de beneficência e não maleficência.

Assim, criou-se o conceito de ética global em saú­de,1 termo relativamente novo para designar o processo que aplica valores morais a ações de saú­de, quer para produzir um efeito global ou para requerer uma ação coordenada. No sentido mais amplo, este conceito propõe o desafio de desenvolver valores comuns e normas universais para responder às demandas de saú­de no mundo. Por meio dele, pode-se lançar mão de argumentos morais relevantes a favor ou contra uma ação potencial (incluindo a inação). O conceito se aplica aos macrofenômenos (pandemias, desastres naturais, pobreza etc.) que atingem grandes populações, mas também aos microcontextos (pesquisa clínica, interação médico-paciente, direito de escolha do paciente etc.). Assim, engloba a atuação de profissionais da saú­de e gestores de saú­de pública, quando têm a necessidade de atender, de forma racional e ética, às necessidades de pacientes em níveis mundial, nacional, estadual, municipal, institucional e in­di­ vi­dual.

 

6 - Processos para Uso Racional de Medicamentos

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CAPÍTULO

6

Processos para Uso Racional de Medicamentos

Carla Beatrice Crivellaro Gonçalves

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Introdução

A Assistência Farmacêutica (AF) trata de um conjunto de ações voltadas à promoção, proteção e recupe­ração da saú­de, tanto in­ di­v i­dual como coletiva, tendo o medicamento como insumo essen­ cial, para o qual visa acesso e uso racional. Este conjunto envolve pesquisa, desenvolvimento e produção de medicamentos e insumos, bem como sua seleção, programação, aquisição, distribuição, dis­ pensação, garantia da qualidade dos produtos e serviços, acompa­ nhamento e avaliação de sua utilização, na perspectiva da obtenção de resultados concretos e da melhoria da qualidade de vida da po­ pulação.1

No Brasil aquele conceito engloba o Ciclo da Assistência Farmacêutica, que desenvolve diversas atividades a serem desempenhadas de forma coordenada: pesquisa e desenvolvimento, produção, regis­ tro, seleção, programação, aquisição, armazenamento, distribuição, utilização (prescrição, dispensação, uso/administração e monitora­ mento), devendo ainda incluir avaliação farmacotera­pêutica. Para que esse ciclo seja efetivo, há necessidade de que ocorram gestão, planejamento e organização, financiamento, informações, recursos humanos, monitoramento e avaliação de todos os pro­cessos.2

 

7 - Adesão a Medicamentos

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CAPÍTULO

7

Adesão a Medicamentos

Mauro Silveira de Castro  Cristina Rosat Simoni

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Introdução

Nos EUA, falta de adesão a tratamento é considerada como problema de saú­de pública, tão grave quanto o do uso de drogas ilícitas, sendo tratada como “o outro problema americano das drogas”,1,2 visto ser responsável por desnecessária progressão de enfermidades ou suas complicações, redução de habilidades funcionais, perda de qualidade de vida e, mesmo, morte prematura. Estimam-se custos diretos e indiretos de pouca adesão na ordem de 290 bilhões de dólares anuais nos EUA.3 Somente com hipertensão arterial sistêmica, dislipidemia, diabetes melito, acidente ­vascular encefálico e HIV os custos são da ordem de 105 bilhões de dólares.4,5 Dados semelhantes foram encontrados em análises no Reino Unido,6 com custos da ordem de 100 milhões de libras esterlinas.

A Organização Mundial da Saú­de7 estima que a taxa média de não adesão em pacientes com enfermidades crônicas seja de 50% nos paí­ ses desenvolvidos. Como exemplo, pode-se verificar o que acontece no caso da hipertensão arterial sistêmica. Apesar da disponibilidade de diversos medicamentos eficazes e bem tolerados, estudos rea­li­ zados em vários paí­ses demonstram que apenas 25% dos hipertensos tratados atingem os resultados terapêuticos desejados.8 As melhores estimativas indicam que, em dois terços dos casos em que não há controle, a causa se relaciona a não adesão ao tratamento.9 Em paí­ ses em desenvolvimento, provavelmente, a magnitude e o impacto de não adesão sejam mais elevados, devido a exiguidade de recursos e dificuldade de acesso a cuidados de saú­de.

 

8 - Processos Farmacocinéticos

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CAPÍTULO

8

Processos Farmacocinéticos

Lenita Wannmacher

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Introdução

Quadro 8.1  Representação esquemática da relação entre concentração de fármaco em sítio-alvo e efeitos correspondentes.

A Farmacologia, dentro de um enfoque aplicado, fundamenta o ato de prescrever, permitindo que se efetue terapêutica medicamentosa mais científica e racional. Essa se caracteriza pela seleção do fármaco adequado para prevenir, reverter ou atenuar um dado processo patológico. Mas isso pode não ser suficiente para o sucesso do tratamento, pois é necessário garantir que o medicamento escolhido atinja, em concentrações adequadas, o órgão ou sistema suscetível ao efeito benéfico. Para tal, é necessário escolher doses, vias de administração e intervalos entre doses que garantam a chegada e a manutenção das concentrações terapêuticas junto ao sítio-alvo. Esquemas inapropriados podem produzir concentrações insuficientes ou subterapêuticas – que falseiam a interpretação sobre a eficácia do fármaco escolhido – ou excessivas, que acarretam toxicidade medicamentosa

 

9 - Farmacocinética Clínica

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CAPÍTULO

9

Farmacocinética Clínica

Flávio Danni Fuchs

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Introdução

O estudo de processos e parâmetros farmacocinéticos (especialmente os da fase de eliminação) permitiu que o destino de fármacos no organismo pudesse ser descrito por modelos matemáticos. Esses modelos têm maior aplicabilidade clínica para fármacos com cinética de primeira ordem, ou seja, aqueles que são eliminados em proporção constante. Sistemas de eliminação eficazes em ampla margem de concentração plasmática de fármacos depuram qualquer quantidade contida em determinado volume de plasma, fazendo com que a concentração caia em proporções constantes (p. ex., 50% da anterior a cada 4  h, a meia-vida beta). Fármacos eliminados em forma ativa pelo rim têm mais comumente cinética de primeira ordem. Sendo filtrados nos glomérulos e não reabsorvidos nos túbulos, o volume de plasma depurado corresponde ao filtrado glomerular.

Fármacos eliminados por biotransformação podem não ter cinética de primeira ordem, pois o sistema de biotransformação é muitas vezes saturável. Neste caso, a meia-vida tende a aumentar com a concentração plasmática (ou dose), o que configura a cinética de ordem zero. Há também modelos matemáticos para descrever essa cinética, mas são complexos e de baixa aplicabilidade. A cinética de fármacos assim eliminados é em geral descrita por modelos de primeira ordem para determinada concentração plasmática conhecida. Alguns fármacos com cinética de ordem zero são ácido acetilsalicílico, fenitoí­ na, heparina e ál­cool.

 

10 - Farmacodinâmica

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CAPÍTULO

10

Farmacodinâmica

Flávio Danni Fuchs

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Introdução

Farmacodinâmica é o termo utilizado para descrever e explicar os efeitos de um fármaco no in­di­ví­duo, sendo aqueles o resultado de integrações moleculares entre agentes farmacológicos e estruturas orgânicas que lhes são afins ou mecanismos funcionais orgânicos. É importante descrever os efeitos de um fármaco em termos quantitativos, para estabelecer faixas de doses apropriadas para gerar efeitos terapêuticos

(desejáveis) e evitar os tóxicos (indesejáveis), bem como para comparar potência, eficácia e segurança de um fármaco em relação a outro.

A farmacodinâmica ainda trata das interações de diferentes substâncias, o que também tem importante significado em terapêutica.

No estudo da farmacodinâmica vai-se falar em ação e efeito de um fármaco. A primeira corresponde à série de alterações bioquí­micas ou fisiológicas que modificam funções celulares. Já efeito é a resposta à ação, observável e mensurável, sendo clinicamente expressa por redução de sintomas (objetivo terapêutico) ou aparecimento de manifestações indesejadas (reações adversas).

 

11 - Interações Medicamentosas

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CAPÍTULO

11

Interações

Medicamentosas

Claudia Garcia Serpa Osorio-de-Castro

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Conceituação e importância

Fármacos são agentes terapêuticos por excelência, merecendo largo emprego clínico ao longo dos últimos dois ­séculos, em função de seus efeitos característicos e teoricamente reprodutíveis. A intensidade no desenvolvimento desses agentes, especialmente nos últimos cem anos, resultou na multiplicidade de oferta e de modos de emprego, aumentando a exposição das populações.

Fármaco corresponde ao princípio ativo de uma formulação, o qual exerce a ação farmacológica. No medicamento, o fármaco está complementado por ingredientes inativos, denominados auxiliares, em uma formulação. A combinação de todas essas substâncias, em dose específica e em forma farmacêutica par­ticular, fornecerá o produto medicamentoso. Desta forma, as características intrínsecas do medicamento, que correspondem a propriedades físicas (aparência, sabor, uniformidade e solubilidade), quí­micas (estrutura molecular dos princípios ativos e inativos, pureza, integridade e estabilidade da formulação, potência declarada no rótulo dentro de limites especificados) e biofarmacêuticas (desintegração, dissolução, capacidade de absorção no organismo) podem modular os desfechos do uso de cada medicamento presente na terapêutica.1

 

12 - Reações Adversas a Medicamentos

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CAPÍTULO

12

Reações Adversas a

Medicamentos

Isabela Heineck  Aline Lins Camargo

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Introdução

Reações adversas podem ocorrer sempre que medicamentos são uti­ lizados. Constituem importante problema de saú­de pública por esta­ rem relacionadas a alta morbidade, mortalidade e custos elevados aos sistemas de saú­de.1,2

A Organização Mundial da Saú­de (OMS) define reação adversa como sendo “qualquer resposta prejudicial ou indesejável e não in­ tencional a um medicamento, a qual se manifesta após a adminis­ tração de doses normalmente utilizadas no homem para profilaxia, diagnóstico ou tratamento de doen­ça ou para modificação de fun­

ção fisiológica”.3 Esse conceito não considera como reações adversas a medicamentos (RAM) efeitos que ocorrem após uso acidental ou intencional de doses maiores que as habituais (toxicidade absoluta).

Também não inclui reações indesejáveis determinadas por falha te­ rapêutica, abuso, erros de administração e não adesão a tratamen­ to (uso maior ou menor do que o prescrito). Embora esta definição seja amplamente utilizada, outros conceitos têm sido propostos por inúmeros autores e instituições, indicando a falta de homogeneidade dos termos que são utilizados no contexto da segurança do paciente relacionado à medicação. Isso dificulta interpretação e comparação de resultados da literatura científica, e, consequentemente, a compre­ ensão da real magnitude do problema.4

 

13 - Farmacologia dos Sistemas Nervosos Central e Autônomo

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CAPÍTULO

13

Farmacologia dos

Sistemas Nervosos

Central e Autônomo

Cassiano Mateus Forcelini

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Farmacologia do sistema nervoso central

O estudo da farmacologia do sistema nervoso central (SNC) revestese de grande importância, tendo em vista a ampla gama de agentes que ali ­atuam, sejam fármacos com efeitos terapêuticos específicos, sejam aqueles que, tratando doen­ças em outros órgãos ou sistemas, acarretam efeitos indesejáveis, sejam substâncias de uso não médico. No primeiro caso, incluem-se agentes que visam especificamente atuar sobre o SNC, como anticonvulsivantes, antidepressivos, antipsicóticos, antiparkinsonianos, hipnossedativos e ansiolíticos, dentre outros. Medicamentos usados para tratamento de condições patológicas de outros órgãos podem induzir reações adversas psiquiá­tricas

(corticosteroides, por exemplo). Diversas substâncias de emprego não médico interferem em funções do SNC, desde produtos de uso corriqueiro como cafeí­na até drogas de uso ilícito.

 

14 - Farmacologia do Sistema Endócrino

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CAPÍTULO

14

Farmacologia do

Sistema Endócrino

Lenita Wannmacher

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Introdução

O sistema endócrino é aqui enfocado quanto à sua participação na regulação das funções orgânicas, incluindo os hormônios secretados, seus correlatos e antagonistas utilizados em terapêutica.

Esse sistema compõe-se de glândulas endócrinas tais como hipófise, tireoide, paratireoides, adrenais, pân­creas endócrino e gônadas. Essas estruturas secretam hormônios, definidos classicamente como substâncias quí­micas liberadas na corrente sanguí­nea para atuar em tecidos a distância. O controle da secreção hormonal é determinado pela quantidade de hormônio plasmático. Assim, sua diminuição sinaliza no sentido de produzir mais hormônio. Ao contrário, altos níveis circulantes estimulam menor secreção de hormônio. Sistemas de retroalimentação podem envolver uma ou mais glândulas. A regulação de secreção de hormônios hipofisários é feita pelo hipotálamo, parte do diencéfalo que tem importância vital na coordenação de diversas funções orgânicas.

 

15 - Farmacologia dos Processos Dolorosos

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CAPÍTULO

15

Farmacologia dos

Processos Dolorosos

Lenita Wannmacher

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Introdução

Definições, estruturas envolvidas e mecanismos de produção

Dor é definida como experiência sensorial e emocional desagradável, relacionada com dano te­ci­dual real ou potencial, ou descrita em termos deste tipo de dano (International Association for the Study of

Pain – IASP). Apresenta, pois, dois componentes: percepção dolorosa e reatividade emocional à dor.

A percepção dolorosa depende de receptores neuronais (nociceptores), que respondem a vários estímulos dolorosos, vias nervosas periféricas sensitivas aferentes, que conduzem esses estímulos ao sistema nervoso central (SNC), e áreas deste sistema (tálamo, córtex cerebral), que detectam, interpretam e modulam a dor. A partir da percepção dolorosa, desencadeiam-se respostas comportamentais que protegem o organismo de danos atuais ou posteriores nos tecidos. Tais respostas consistem em reações reflexas e também em ações preventivas contra estímulos que podem causar lesão te­ci­dual.

 

16 - Farmacologia dos Processos Inflamatórios e Imunitários

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CAPÍTULO

16

Farmacologia dos Processos

Inflamatórios e Imunitários

Luiz Fernando de Souza Passos

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Introdução

Inflamação essencialmente consiste em convocação, agregação e ativação de células especializadas no manejo de lesões tissulares.

Compreende não só a mais usual agressão por mi­cror­ga­nis­mos, mas também os danos causados por agentes físicos, quí­micos, tóxicos, is­ quêmicos, e até mesmo aquele autoinflingido pelas doen­ças autoi­ munes.

O objetivo da inflamação é combater e, se possível, eliminar mi­ cror­ga­nis­mos, reparar lesões físicas do dano asséptico e restabelecer a homeostase, entendida como manutenção de condições estáveis e sustentáveis de um sistema, na normalidade fisiológica ou sob situa­

ções externas adversas. Esse conceito, criado inicialmente com foco nos líquidos intersticiais, hoje tem abrangência muito maior, incluin­ do a viabilidade de células e tecidos, seus instrumentos de comunica­

ção e mecanismos de defesa e reparação.1

 

17 - Farmacologia dos Processos Infecciosos

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CAPÍTULO

17

Farmacologia dos

Processos Infecciosos

Flávio Danni Fuchs

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Introdução

Neste capítulo introdutório da Farmacologia da infecção se apresenta, a par dos princípios gerais de diagnóstico e manejo de doen­ças infecciosas, a farmacologia de antibacterianos empregados em infecções de sistemas. Os agentes utilizados em diferentes infecções são abordados nos capítulos específicos.

O homem vive em complexo e tênue equilíbrio com o mundo microbiológico e parasitário. Alternam-se perío­dos de sucessos preventivos e curativos com a turbulência das epidemias de doen­ças antigas e emergentes. Síndrome da imunodeficiên­cia adquirida (AIDS), influenza A H1N1 e Zika vírus são exemplos contemporâneos. Afora as epidemias, persistem ocorrências infecciosas e endemias próprias de paí­ses pobres, como malária, doen­ça de Chagas e tuberculose. Essa realidade requer sólido conhecimento sobre prevenção e tratamento de doen­ças infecciosas por todos os profissionais da saú­de.

 

18 - Anestesia Geral

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1a prova

Autor: Fuchs

Edição: 5a

Revisor:

Revisão

Capítulo: 1

Págs.: 13

Operador: Edel

Data: 13/9/2016

Seção 1

CAPÍTULO

Tratamento da Dor

18

Anestesia Geral

Maria Beatriz Cardoso Ferreira

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Introdução

Anestesia geral corresponde à abolição, de forma previsível e reversível, de sensações e estado de consciên­cia, permitindo a rea­li­zação de procedimentos diagnósticos e terapêuticos. Àquela condição agregase a criação de conforto, quietude e estabilidade fisiológica antes, durante e após a rea­li­zação do procedimento proposto. O in­di­ví­duo não responde a estímulos ambientais, há inconsciên­cia e perda de reflexos de proteção.1–4

Anestesia geral é habitualmente empregada para a rea­li­zação de cirurgias de diferentes portes e em procedimentos diagnósticos e terapêuticos não invasivos ou minimamente invasivos, que requerem imobilização e sedação moderada ou profunda do paciente, como em radiologia e endoscopia pediá­tricas, eletroconvulsoterapia, radioterapia, diversos procedimentos cardiológicos, odontológicos e urológicos.1,2

 

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