Urgências e Emergências em Enfermagem

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A rapidez e aeficácia no atendimento seguro ao paciente são determinantes para a sobrevivênciae a manutenção da vida desde o primeiro contato com a vítima, inclusive emambiente pré-hospitalar. Por esse motivo, a abordagem multiprofissional e o bompreparo da equipe são fundamentais. A experiência dasorganizadoras e dos colaboradores em emergências traumáticas e não traumáticascontribui para que esta obra cumpra tanto a função técnica de manual norteador,apresentando os procedimentos mais indicados e as diretrizes mais atualizadaspara a prática clínica, quanto a função moral de endossar o valor do cuidadosob uma ótica mais integralizadora, ética e humanística. Indicada paraestudantes e profissionais da área da saúde, Urgências e Emergências em Enfermagem proporciona ao leitor umaaprendizagem continuada, do atendimento pré-hospitalar ao hospitalar, emconsonância com as exigências atuais e futuras da saúde brasileira.

24 capítulos

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1 - Considerações Gerais no Atendimento em Urgência e Emergência

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1

Considerações Gerais no Atendimento em

Urgência e Emergência

Lucia Tobase, Leia Magna Leite, Maria Elisa Diniz Nassar,

Maira Cristhiane Bogado da Silva e Márcia de Souza Rocha

Introdução

No Brasil, os dados epidemiológicos do DataSUS1 indicam que doen­ças cardiovasculares, neo­pla­sias, causas externas e doen­ças respiratórias são as principais causas de mortalidade na população em geral. Identificar esse perfil possibilita definir ações mais efetivas no acompanhamento das condições de vida e de saú­de da sociedade. Consequentemente, contribui também na estimativa do impacto da redução e da eliminação dessas causas, que competem com a vida como fatores de risco de morte. Estudos da tábua da vida propiciam ganhos, em anos, na esperança de vida, permitindo estabelecer melhorias no padrão de saú­de da população.

Acidentes e situações de violência são considerados problemas de saú­de pública. Embora evitáveis em sua maioria, especificamente os originados por causas externas, são responsáveis pelos altos índices de morbidade e de mortalidade. Pela maior vulnerabilidade, acometem com frequência adultos jovens do sexo no, vitimados por circunstâncias de masculi­ origem ambiental, acidentes de trânsito, homicídios, suicídios, em situações de violência, interpessoal ou intrapessoal, ocasionados de maneira acidental ou intencional. Por serem mais jovens, esses indivíduos têm curiosidade mais aguçada, arriscando-se no uso abusivo de substâncias lícitas e ilícitas, espírito aventureiro e coragem excessiva. Além disso, deve-se levar em conta fatores como ambiente familiar desestruturado e desigualdade social. São fatores sociais, culturais, econômicos e políticos de

 

2 - Ética e Humanização na Atenção às Urgências

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Ética e Humanização na Atenção às

Urgências

Anísio Baldessin, Vagner Urias, Fabíola de Campos Braga

Mattozinho e Lucia Tobase

Introdução

Na atenção às urgências, é inevitável depararse com realidades paradoxais: vida e morte, tristeza e alegria, esperança e desespero, sorriso e lágrima, cuidado e descaso, perdão e culpa. No serviço de emergência, o atendimento prestado, quase sempre em intervalo de tempo muito curto, remete à reflexão sobre a relação entre paciente, família, equipe multiprofissional e instituição. Por vezes, nessa realidade, não

é possível informar previamente ao paciente, familiares ou acompanhantes sobre as intervenções, em geral invasivas, a serem rea­li­zadas e, nesses casos, sem o devido consentimento, uma vez que o profissional precisa tomar decisões rápidas em prol da vida do paciente.

Esse contexto envolve diferentes tipos de responsabilização e ética – administrativa, civil e penal –, influenciando as relações entre as pessoas. Mas, nem por isso, a conduta ética pode ser relegada a segundo plano, pois norteia as ações e está atrelada às nossas atitudes.

 

3 - Sistematização do Atendimento em Urgências

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3

Sistematização do

Atendimento em

Urgências

Lucia Tobase e Edenir Aparecida Sartorelli Tomazini

Introdução

O planejamento e a organização do trabalho coletivo são essenciais para um atendimento de qualidade, ao cliente e à família. Para tanto, requer equipe multiprofissional permanentemente capacitada para o desenvolvimento de suas competências, respeitando as atribuições de cada membro, no âmbito da gestão de serviços e recursos, melhoria dos processos e métodos de trabalho e provisão de condições e tecnologia – inclusive da informação. Envolve também as habilidades de relacionamento interpessoal e comunicacional, uma vez que, durante o atendimento, as informações essenciais comunicadas sobre a natureza da ocorrência ou situação do paciente permitem que o profissional desenvolva raciocínio clínico assertivo e construa as possíveis condições e os agravos relacionados, associando os recursos necessários para a assistência qualificada.

Previamente ao início da assistência, é necessário priorizar a segurança, ao avaliar a:

 

4 - Parada Cardiorrespiratória e Manobras de Reanimação

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4

Parada

Cardiorrespiratória e Manobras de

Reanimação

Edenir Aparecida Sartorelli Tomazini, Lucia Tobase e Simone Valentim Teodoro

Introdução

O crescimento populacional, as mudanças nos hábitos alimentares e no estilo de vida, o surgimento de novas doen­ças, o uso abusivo de substâncias e a violência têm contribuí­do para o aumento do número de casos de parada cardiorrespiratória (PCR) súbita. Frente a essas condições, verificam-se avanços significativos na atenção e tratamento no âmbito da saú­de, com ênfase no atendimento à parada cardiorrespiratória, que consiste na interrupção das funções cardía­cas e respiratórias do in­di­ví­duo com expectativa de restauração dessas funções.

Entretanto, apesar da evolução e de inúmeros estudos sobre os agravos cardiológicos, reconhecidos como a principal causa de morte da população em geral, admite-se que a assistência ainda não é tão eficaz. Logo, urge a necessidade de novas ações que modifiquem esse cenário, como o estabelecimento e a disseminação de diretrizes sobre as manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP) para as pessoas envolvidas nesses atendimentos, rea­li­zados tanto por profissionais da á­ rea da saú­de quanto por leigos

 

5 - Princípios do Atendimento no Trauma

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5

Princípios do

Atendimento no Trauma

Lucia Tobase, Edenir Aparecida Sartorelli Tomazini,

Maria Elisa Diniz Nassar, Luciana Vannucci, Elaine Cristina

Rodrigues Gesteira e Miriam de Araujo Campos

Introdução

Segundo a National Association of Emergency

Medical Technicians (NAEMT), trauma é de­ finido como “um evento nocivo que advém da liberação de formas específicas de energia ou de barreiras físicas ao fluxo normal de energia”.

Aqui é importante destacar que a exposição aos diferentes tipos de energia – mecânica, quí­mica, térmica, elétrica ou por irradiação – é decorren­ te de ação intencional ou não intencional.

ças cardiovasculares

Precedido por doen­ e neo­pla­sias, o trauma corresponde à tercei­ ra causa de morte, em âmbito internacional e nacional. Nesse contexto, o Ministério da Saú­ de instituiu a Linha de Cuidado ao Trauma na

Rede de Atenção às Urgências e Emergências no

Sistema Único de Saú­de para reduzir a morbi­ mortalidade pelo trauma, por meio de ações de vigilância, prevenção e promoção da saú­de, com acesso humanizado, hierarquizado, estrutura­ do, referenciado e integral ao paciente, desde a ocorrência do evento até a fase de reabilitação.

 

6 - Trauma Cranioencefálico

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Trauma

Cranioencefálico

Lucia Tobase, Edenir Aparecida Sartorelli Tomazini,

Simone Valentim Teodoro, Luciana Vannucci, Elaine Cristina

Rodrigues Gesteira e Miriam de Araujo Campos

Introdução

O trauma cranioencefálico (TCE) é uma agres­ são que ocorre em curto espaço de tempo,

às vezes segundos, mas que provoca conse­ quências que podem estender-se por longos perío­dos ou mesmo por toda a vida, na pessoa acometida, em função do déficit – transitório ou permanente – das atividades físicas, cogniti­ vas, emocionais, sociais ou profissionais e cujos efeitos reverberam também nos familiares e na sociedade.

É altamente prevalente em homens jovens, com significativa morbimortalidade, o que jus­ tifica as ações preventivas desse agravo.

Considerando que as políticas públicas e as medidas de prevenção são estabelecidas a par­ tir das causas identificadas, exige-se a descrição correta da etiologia do TCE, por vezes prejudi­ cada pela subnotificação, em geral por informa­

 

7 - Trauma Vertebromedular

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7

Trauma

Vertebromedular

Lucia Tobase, Edenir Aparecida Sartorelli Tomazini,

Simone Valentim Teodoro, Luciana Vannucci, Elaine Cristina

Rodrigues Gesteira e Miriam de Araujo Campos

Introdução

O trauma vertebromedular, também conhecido como trauma raquimedular (TRM), acontece quando a coluna vertebral é lesionada por um agente externo, geralmente ocasionando fratura ou luxação e acometendo a estrutura

óssea, ligamentar, medular, discal, ­vascular ou radicular. Esse trauma é predominante na população masculina jovem, sendo ocasionado por atropelamento, acidente de trânsito, queda, ferimentos por projétil de arma de fogo e arma branca, atividades esportivas, mergulhos

– principalmente em águas rasas – e agressão interpessoal. Em geral, não acontece isoladamente, podendo estar associado a outras lesões, no chamado trauma multissistêmico, desde lesão em face, cabeça e traumatismo cranioencefálico (TCE), até o tronco, quando atinge a coluna vertebral.

 

8 - Trauma Ocular

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8

Trauma Ocular

Lucia Tobase, Edenir Aparecida Sartorelli Tomazini,

Simone Valentim Teodoro, Luciana Vannucci, Elaine Cristina

Rodrigues Gesteira e Miriam de Arau­jo Campos

Introdução

O trauma o

­ cular, aberto ou fechado, é aquele que acomete o globo ­ocular e as estruturas ligadas ao olho. É frequente entre jovens do sexo masculi­no, com índice de mortalidade relativamente baixo, mas uma importante causa de morbidade. Ainda que a maioria das lesões apresentem menor gravidade, complicações que amea­çam a visão, como cegueira, são frequentes, mesmo com a intervenção do especialista.

­ cular é uma das mais importantes

O trauma o causas de perda ­visual unilateral, justificandose, então, a importância das medidas de prevenção, avaliação precoce e correta por profissionais da saú­de e encaminhamento imediato ao especialista para cuidados oftalmológicos.

Nem sempre o trauma ­ocular é evento único, podendo ser decorrente de outros traumas, por exemplo, em casos de trauma facial, como lesão primária, cujas conse­quências acabam por comprometer estruturas ­oculares, requerendo a intervenção do especialista para avaliação específica e orientação junto à equipe interprofissional.

 

9 - Trauma de Face

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9

Trauma de Face

Lucia Tobase, Edenir Aparecida Sartorelli Tomazini,

Simone Valentim Teodoro, Maria Elisa Diniz Nassar,

Débora Maria Alves Estrela, Luciana Vannucci, Elaine Cristina

Rodrigues Gesteira e Miriam de Arau­jo Campos

Introdução

O trauma de face consiste na lesão da estrutura facial, com perda da integridade dos tecidos, acometendo desde partes moles, como pele, subcutâ­neo, ­músculo, olho, nariz e boca, até associação com lesões encefálicas, afetando estruturas duras, com fratura em ossos e dentes. A lesão pode ser única, mas com relativa fre­quência

é concomitante com outros traumas, como

­ocular, cervical ou cranioencefálico (TCE).

As causas diversas do trauma de face são relacionadas principalmente a acidentes de trânsito, automobilísticos, esportivos, queda, violência interpessoal, ataque de animais, ferimentos por arma branca ou de fogo, acidentes de trabalho ou domiciliares. Pode ocasionar lesões com diferentes graus de extensão e profundidade, desde contusão, abrasão, laceração, lesão cortante ou penetrante, com ou sem perda de substância. As lesões em diversas estruturas podem resultar em obstrução de vias respiratórias, por presença de corpo estranho, hemorragia, massa de coá­gulo ou ptose da língua, devido à fratura dos ossos da face e lesão de estruturas nervosas.

 

10 - Trauma de Tórax

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10

Trauma de Tórax

Lucia Tobase, Edenir Aparecida Sartorelli Tomazini,

Simone Valentim Teodoro, Luciana Vannucci, Elaine Cristina

Rodrigues Gesteira e Miriam de Arau­jo Campos

Introdução

O trauma torácico é considerado grave, pois essa região abriga os órgãos vitais, responsáveis pela manutenção da ventilação e circulação sanguí­nea. Por isso, o atendimento precoce é fator primordial na tentativa de evitar mortes prematuras. Em geral, as lesões que comprometem esses órgãos podem desencadear alterações da ventilação por diminuição do oxigênio tissular e aumento do gás carbônico, além de acarretar quadros mais graves com acidose e choque decorrente da hipoperfusão te­ci­dual, caso as lesões não sejam reconhecidas e tratadas com eficácia. Consequentemente, o paciente pode necessitar de intervenções como intubação traqueal, punção e drenagem pleural, além de ventilação mecânica prolongada, que podem acarretar infecções respiratórias e complicações, responsáveis pelo alto índice de mortalidade. Assim, o principal objetivo no atendimento em trauma torácico é preservar a capacidade ventilatória dos pulmões, a função circulatória e prevenir a hipoxia.

 

11 - Trauma de Abdome e de Pelve

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Trauma de Abdome e de Pelve

Lucia Tobase, Edenir Aparecida Sartorelli Tomazini,

Simone Valentim Teodoro, Débora Maria Alves Estrela,

Eliana da Cunha Ferreira, Maria Elisa Diniz Nassar,

Luciana Vannucci, Elaine Cristina Rodrigues Gesteira e Miriam de Arau­jo Campos

Introdução

Trauma de abdome e de pelve é a lesão resultante do impacto da força externa exercida na região abdominal e pélvica, acometendo os órgãos internos. A incidência é de 15 a 20% dos traumas.

Pode ser decorrente de agressão física, ferimento por arma branca ou de fogo, explosão, queda, atropelamento, colisão de veí­culos, geralmente associados, em sua maioria, a trauma multissistêmico, atingindo outras estruturas.

As lesões em trauma de tórax também podem ocasionar o trauma abdominal. É possível relacionar essa suspeição na ocorrência de lesões na parte anterior do tronco, quando abaixo da linha mamária; na parte posterior, quando abaixo da linha infraescapular; e nos flancos, quando entre a linha axilar anterior e posterior, do 6o espaço intercostal até a crista ilía­ca.

 

12 - Trauma Musculoesquelético

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Trauma

Musculoesquelético

Lucia Tobase, Edenir Aparecida Sartorelli Tomazini,

Simone Valentim Teodoro, Maria Elisa Diniz Nassar,

Eliana da Cunha Ferreira, Luciana Vannucci,

Elaine Cristina Rodrigues Gesteira e Miriam de Arau­jo Campos

Introdução

Trauma m

­ usculoesquelético é o resultado do impacto de nível energético va­riá­vel sobre o sistema ­musculoesquelético, que ocasiona diversos tipos de lesões, principalmente de extremidades. Acomete em maior proporção in­di­ví­duos jovens do sexo masculi­no, frequentemente envolvidos em acidentes de trânsito, na sua maioria, de motocicleta. Esse tipo de trauma é mais evidente, assim, a identificação rápida das lesões primárias influencia no menor índice de mortalidade, exceto quando resulta em fratura de ossos longos, devido ao maior risco de hemorragia e hipovolemia.

Em crianças, o esqueleto ainda em formação é constituí­do na maior parte por tecido cartilaginoso, conferindo mais flexibilidade e resistência à fratura acidental. Quando ocorre, em geral, é do tipo incompleta, sendo denominada fratura em “galho verde”. Entretanto, lesões como fraturas múltiplas de crânio, principalmente na região parietal posterior e occipital, e fraturas de membros por arrancamento podem advir de maus tratos e requerem investigação durante a avaliação.

 

13 - Queimadura

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Queimadura

Lucia Tobase, Simone Valentim Teodoro, Edenir Aparecida

Sartorelli Tomazini, Denise Maria de Almeida,

Luciana Vannucci, Elaine Cristina Rodrigues Gesteira e Miriam de Arau­jo Campos

Introdução

Queimadura é um trauma caracterizado pela destruição tissular que acomete a pele e outras estruturas como ossos e músculos, em graus, extensão e profundidade variados, com potencial risco de morte para a vítima. A gravidade da queimadura está relacionada ao agente, tempo de exposição, contato, capacidade térmica do agente, taxa de transferência de calor da fonte para a pele, temperatura atingida, coeficiente de transferência, calor específico e condutividade dos tecidos atingidos.

As causas mais comuns das queimaduras são de origem térmica, elétrica, química e por radiação. São também descritas na literatura as queimaduras provocadas por fricção e atrito e as de origem biológica, ocasionadas pelo contato com animais (lagarta, taturana, água-viva) e vegetais (urtiga e látex de determinadas plantas, como coroa-de-cristo e figueira).

 

14 - Afogamento

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14

Afogamento

Simone Valentim Teodoro, Lucia Tobase, Edenir Aparecida

Sartorelli Tomazini, Luciana Vannucci, Elaine Cristina Rodrigues

Gesteira e Miriam de Araujo Campos

Introdução

Segundo a Organização Mundial da Saú­ de

(OMS), estima-se que, anual­mente, cerca de

450.000  pessoas morrem por afogamento. No

Brasil, de acordo com o Ministério da Saú­de, esse número esteve em torno de 5,3  mil em

2014, correspondendo, inclusive, à segunda causa de morte na faixa etária entre 0 e 14 anos.

Entretanto, o número real de afogamentos é extremamente maior, uma vez que casos de desaparecimento não são registrados como óbito e, portanto, não fazem parte dessa estatística. É prevalente entre os homens, aumenta no verão e durante o período de férias, especialmente em atividades de recreação em balneá­rios e praias.

Contudo, observa-se também um número alto de ocorrências no ambiente familiar.

Por ocorrer inesperadamente e muitas vezes ser presenciado pelos próprios familiares e pessoas nas proximidades, medidas simples de prevenção podem evitar o afogamento, por

 

15 - Emergências Cardiocirculatórias

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15

Emergências

Cardiocirculatórias

Magda Bandouk, Lucia Tobase, Edenir Aparecida Sartorelli

Tomazini, Maria Elisa Diniz Nassar, Luciana Vannucci,

Elaine Cristina Rodrigues Gesteira e Miriam de Araujo Campos

Emergências não traumáticas

Emergências não traumáticas constituem parte importante dos atendimentos nos serviços de emergência, em função da própria diversidade de agravos e de suas relações com as condições socioeconômicas e culturais da população. Em geral, são condições associadas a emergências clínicas ou cirúrgicas, influenciadas pelo controle de doen­ças infecciosas e aumento de doen­ças crônicas não transmissíveis, aumento da expectativa de vida e envelhecimento populacional. Entretanto, em condições agudizadas, alguns agravos, como os de origem cardía­ca, respiratória, metabólica e neurológica, configuram-se como situações de urgência e requerem intervenções imediatas para á manutenção da vida e prevenção de complicações e

óbitos precoces.

 

16 - Emergências Respiratórias

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16

Emergências

Respiratórias

Lígia Mara de Souza Prado, Magda Bandouk, Lucia Tobase,

Edenir Aparecida Sartorelli Tomazini, Simone Valentim

Teodoro, Maria Elisa Diniz Nassar, Débora Maria Alves Estrela,

Luciana Vannucci, Elaine Cristina Rodrigues Gesteira e

Miriam de Araujo Campos

Introdução

Considerando que as emergências respiratórias envolvem diferentes afecções, muitas vezes de sistemas distintos, neste capítulo, essas condi­

ções não serão descritas detalhadamente, haja vista a ampla disponibilidade de fontes literá­ rias correlatas. Contudo, em razão dos riscos desses agravos evoluí­ rem para o quadro de insuficiên­ cia respiratória, principalmente em crianças, resultando em alto índice de morbi­ dade e mortalidade, a abordagem que se segue enfatiza a ação da equipe multiprofissional no rápido reconhecimento e diferenciação dos in­ dicadores do acometimento respiratório, para auxiliar no atendimento ao cliente com o qua­ dro, ora denominado, de maneira geral, como insuficiên­cia respiratória.

 

17 - Emergências Metabólicas por Alterações Glicêmicas

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17

Emergências

Metabólicas por

Alterações Glicêmicas

Magda Bandouk, Lucia Tobase, Edenir Aparecida Sartorelli

Tomazini, Simone Valentim Teodoro, Luciana Vannucci,

Elaine Cristina Rodrigues Gesteira e Miriam de Araujo Campos

Introdução

Entre os distúrbios metabólicos mais comuns no atendimento de emergência, serão abordados aqueles relacionados à hipoglicemia e à hiperglicemia, que são, geralmente, advindos da produção desequilibrada entre hormônios hipoglicemiantes e hiperglicemiantes.

Esses distúrbios podem ser observados em pacientes diabéticos ou não. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), a classificação atual do diabetes melito (DM) baseia-se na etiologia, não no tipo de tratamento administrado (Tabela 17.1).

A SBD também estabelece os valores de referência da glicose plasmática (em mg/dl) para o diagnóstico de DM e seus estágios pré-clínicos, conforme descritos na Tabela 17.2.

Na gestação, a disglicemia é considerada o problema metabólico mais comum, com pre-

 

18 - Emergências Neurológicas

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18

Emergências

Neurológicas

Edenir Aparecida Sartorelli Tomazini, Miriam de

Araujo Campos, Lucia Tobase, Magda Bandouk,

Luciana Vannucci e Elaine Cristina Rodrigues Gesteira

Crise epiléptica

A crise epiléptica caracteriza-se por manifestações paroxísticas recorrentes de sintomas ou sinais motores, sensitivos, psíquicos ou vegetativos como consequência de descarga neuronal anômala. Tem duração de aproximadamente 1  min, acompanhada ou não de perda da consciên­cia. Segundo o Ministério da Saúde

(2002), a crise epiléptica é o evento mais frequente entre os distúrbios neurológicos, com cerca de 0,5 a 1% da população mundial.

Nem toda crise é sintoma de epilepsia, mas pode consistir em um indicativo deste quadro, caso se repita por mais de duas vezes. As causas podem advir de: febre; trauma cranioencefálico (TCE); meningite; encefalite; alteração específica ou infecção geral não específica do sistema nervoso central (SNC) de distúrbio no perío­do pré-natal, perinatal ou pós-parto; hipoxia neonatal; alteração metabólica ou hidreletrolítica; medicamentos; ál­ cool; drogas ilícitas; fatores genéticos e idiopáticos, além da epilepsia.

 

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