Administração Financeira e Orçamentária, 12ª edição

Autor(es): HOJI, Masakazu
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Gestores financeiros competentes são fundamentais para a sobrevivência e o crescimento de qualquer organização. Decisões gerenciais importantes são tomadas com base em demonstrações financeiras em qualquer parte do mundo. Torná-las nossas aliadas melhora a qualidade das decisões gerenciais.

A gestão financeira emprega os conhecimentos acumulados em disciplinas tão diversas - administração, contabilidade, economia, relações internacionais, matemática, política, planejamento estratégico, marketing e tantas outras - que o ensino e o aprendizado de Finanças parecem ser algo difícil.

Com a integração da teoria com a prática e a análise dos mecanismos das operações financeiras nos níveis operacional e gerencial, a tarefa de ensinar é facilitada e o aprendizado torna-se prazeroso. Este livro utiliza uma linguagem que aproxima o professor do aluno, retratando os casos empíricos extraídos do cotidiano das empresas brasileiras, com aplicabilidade imediata em atividades empresariais. Muitos desses casos foram vivenciados pelo próprio autor. As atividades executadas por profissionais de Finanças são tratadas como fatores que agregam valores e contribuem para o sucesso do negócio.

O Livro de Exercícios e o Manual do Professor, em formato digital e disponíveis para download, complementam o ensino e o aprendizado de fundamentos e técnicas de gestão financeira, apresentando diversas formas de análise dos mecanismos das operações financeiras.

Livro-texto para as disciplinas Administração Financeira e Orçamento Empresarial dos cursos de graduação em Administração de Empresas, Ciências Contábeis, Economia e Engenharia de Produção. Indicado também para cursos de pós-graduação. Leitura complementar para as disciplinas Matemática Financeira, Análise de Balanços, Contabilidade Gerencial, Controladoria e Marketing. Obra de referência para profissionais de Tesouraria, Controladoria e Administração de Produção.

21 capítulos

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1 - Introdução à Administração Financeira

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Introdução à

Administração Financeira

1.1  Administração financeira nas empresas

1.1.1  Objetivo das empresas

Para a Administração Financeira, o objetivo econômico das empresas é a maximização de seu valor de mercado, pois dessa forma estará sendo aumentada a riqueza de seus proprietários (acionistas de sociedades por ações e sócios de sociedades por cotas).

Os proprietários de empresas privadas esperam que seu investimento produza um retorno compatível com o risco assumido, por meio de geração de resultados econômicos e financeiros (lucro e caixa) adequados por longo prazo, ou melhor, indefinidamente, pois o investimento é feito em caráter permanente.

A geração de lucro e caixa é importante também para empresas públicas, pois, com o reinvestimento de lucro, é possível executar a melhoria e a expansão dos serviços prestados à comunidade.

A geração permanente de lucro e caixa contribui para que uma empresa moderna cumpra suas funções sociais por meio de geração e pagamento de impostos, treinamento e remuneração adequada dos empregados, investimentos em melhoria ambiental etc.

 

2 - Mercado Financeiro Brasileiro

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Mercado Financeiro

Brasileiro

2.1  Sistema Financeiro Nacional

O Sistema Financeiro Nacional (SFN) é formado por instituições que têm como finalidade intermediar o fluxo de recursos entre os poupadores e investidores e os tomadores de recursos, em condições satisfatórias para o mercado.

O mercado financeiro é regulamentado e fiscalizado principalmente pelo

Banco Central do Brasil (BCB ou Bacen) e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que estão subordinados ao Conselho Monetário Nacional (CMN), conforme o Quadro 2.1, elaborado com os dados extraídos do site do Bacen

.

As operações com seguros e previdência privada aberta também fazem parte do SFN, e estão sob a supervisão da Superintendência de Seguros Privados

(Susep), subordinada ao Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP). A Superintendência Nacional de Seguros Privados (Previc), subordinada ao Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC), supervisiona os fundos de pensão.

 

3 - Inflação e Juros

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Inflação e Juros

3.1  Variação de preços

3.1.1  Conceito de inflação

A inflação pode ser definida, de forma simples, como o aumento generalizado de preços, que provoca a redução do poder aquisitivo da moeda, isto é, com a mesma quantidade de unidade monetária (dinheiro), passa-se a comprar menos quantidade de produtos e serviços. Quando ocorre a redução generalizada de preços, esse fenômeno econômico chama-se deflação.

Quando o período de altas taxas de inflação é longo, ocorre o desalinhamento dos preços relativos, isto é, os preços de determinados produtos e serviços aumentam mais do que os preços de outros produtos e serviços.

EXEMPLO. Suponha que cada um dos indivíduos que compõem o universo deste exemplo poupa uma parte do salário líquido após pagar os gastos necessários. Conforme o Quadro 3.1, em M1 (momento 1), cada um dos indivíduos consegue poupar 10% do salário líquido, o que, na média do universo, resulta em poupança média de 10% do salário líquido.

 

4 - Conceitos Financeiros Básicos

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Conceitos Financeiros

Básicos

4.1  Juros simples

Em países com economia estável, é comum a utilização de juros simples em operações com prazos de seis meses ou um ano, pois a inflação, além de ser relativamente baixa, é relativamente previsível e as regras do mercado financeiro não são abruptamente alteradas. O mesmo não ocorre em países com alto nível de inflação, pois qualquer desvio na taxa de juro esperada pode produzir diferenças significativas sobre o resultado final da operação.

No Brasil, os juros simples são comumente utilizados em operações financeiras de curtíssimo e curto prazos (de um dia a um mês), descontos de duplicatas e títulos, e cobranças de juros de mora. As operações financeiras indexadas em dólar são também calculadas com taxa de juros simples.

4.1.1  Formas de cálculo

Quando o juro é calculado sobre o capital inicial, proporcionalmente ao número de capitalização, o regime de capitalização é de juros simples.1

As taxas de juros são expressas em unidade de tempo, mas os juros não são pagos, necessariamente, ao final de cada período em que é expressa a taxa de juro. Por exemplo, os juros de um empréstimo feito pelo prazo de seis meses, à

 

5 - Matemática Financeira Aplicada

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Matemática Financeira

Aplicada

5.1  Sistemas de amortização

A aplicação financeira tem como objetivo constituir um valor em uma data futura, por meio de capitalização. Em sentido oposto, quando se contrai uma dívida, seu resgate é feito pelo processo de amortização.

Os principais sistemas de amortização são:

• sistema de amortização constante;

• sistema francês;

• sistema americano.

Suponha a amortização de um empréstimo (C) no valor de $ 100.000, contratado à taxa de juros (i) de 10% a.m., pelo prazo (n) de cinco meses.

Os quadros 5.1, 5.2 e 5.3 evidenciam a evolução do saldo devedor (S), em função da forma de amortização (A), que impacta os juros (J) e a prestação

(PMT).

5.1.1  Sistema de amortização constante

No sistema de amortização constante (SAC), a amortização é feita em parcelas iguais e, portanto, os valores dos juros e das prestações são decrescentes.

HOJI.indb 89

12/8/16 2:24 PM

 

6 - Administração do Capital de Giro

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Administração do

Capital de Giro

6.1  Recursos de curto prazo

6.1.1  Capital de giro

O capital de giro é conhecido também como capital circulante e corresponde aos recursos aplicados em ativos circulantes, que se transformam constantemente dentro do ciclo operacional. Como o próprio nome dá a entender, o capital de giro fica girando dentro da empresa e, a cada vez que sofre transformação em seu estado patrimonial, produz reflexo na Contabilidade. Até se transformar finalmente (novamente) em dinheiro, o valor inicial do capital de giro vai sofrendo acréscimo a cada transformação, de modo que, quando o capital retornar ao “estado de dinheiro”, ao completar o ciclo operacional, deverá estar maior do que o valor inicial.

O estudo do capital de giro é fundamental para a administração financeira, porque a empresa precisa recuperar todos os custos e despesas (inclusive financeiras) incorridos durante o ciclo operacional e obter o lucro desejado, por meio da venda do produto ou prestação de serviço. A Figura 6.1 apresenta, de maneira simplificada, o fluxo do capital de giro dentro do ciclo operacional. Na fase 1, o capital de giro, no valor de $ 200, que estava representado pela conta Caixa, transforma-se em Estoque de matérias-primas, que vai para a fase 2; nessa fase, o capital de giro sofre um acréscimo de $ 60, em consequência do processo de fabricação. Da fase 2 para a fase 3, gira um capital no valor de $ 260, que, por sua vez, sofre um acréscimo de $ 40 causado pelas despesas de vendas e distribuição. Ainda na fase 3, o capital de giro é acrescido de $ 50, correspondente

 

7 - Fundamentos e Práticas de Tesouraria

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Fundamentos e Práticas de Tesouraria

7.1  Técnicas de gestão de Tesouraria

7.1.1  Funções e atividades de Tesouraria

A Tesouraria é uma das áreas mais importantes em uma empresa, pois, praticamente, todos os recursos financeiros que giram na empresa transitam por ela.

A Tesouraria de empresa não financeira, por ser uma área de apoio a unidades de negócios, não tem como finalidade a geração de lucro, mas pode ser estruturada de forma a agregar valores e contribuir substancialmente para geração de lucro, com a viabilização econômica de projetos, obtenção de recursos a custos adequados, maximização da rentabilidade das aplicações financeiras etc.

De modo geral, pode-se dizer que a finalidade básica da Tesouraria é: assegurar os recursos e instrumentos financeiros necessários para a manutenção e viabilização dos negócios da empresa.

A seguir, estão relacionadas as principais funções de Tesouraria, seguidas das respectivas atividades. Por exemplo, a atividade elaborar projeção de fluxo de caixa faz parte da função de planejamento financeiro.

 

8 - Decisões de Investimentos e Orçamento de Capital

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Decisões de Investimentos e Orçamento de Capital

8.1  Orçamento de capital

O orçamento de capital é um programa de aplicação de capital de longo prazo vinculado ao plano estratégico e trata de investimentos permanentes. As decisões relacionadas ao orçamento de capital devem ser tomadas somente após profundo estudo, pois uma vez iniciado o processo de dispêndio de capital, sua interrupção ou reversão não será fácil.

Por outro lado, os investimentos temporários, de natureza financeira, são valores aplicados geralmente no mercado financeiro com intenção de resgate dentro de um determinado prazo. Contabilmente, podem ser classificados como Aplicações de liquidez imediata e Títulos e valores mobiliários de curto ou longo prazo, e não fazem parte do orçamento de capital.

8.1.1  Investimentos permanentes

Investimentos permanentes são os recursos aplicados em ativos de natureza permanente, para manutenção das atividades operacionais, e produzem resultados por longo prazo.

 

9 - Decisões de Financiamentos

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Decisões de

Financiamentos

9.1  Estrutura de capital

9.1.1  Conceitos de capital

Segundo os estudiosos e doutrinadores da Contabilidade, o capital é um fundo de valores ou conjunto de bens, créditos e débitos colocados à disposição da empresa, com a finalidade de gerar resultados econômicos (Sá; Sá, 1989, p. 50).

O capital de uma empresa está todo investido no Ativo, com o objetivo de gerar retornos adequados (Figura 9.1). Esse capital é fornecido por terceiros e pelos acionistas ou sócios. A parte dos acionistas ou sócios é representada pelo

Capital próprio (Patrimônio Líquido).

Para fins de análise e tomada de decisões sobre estruturas de capital, são considerados somente os fundos permanentes e de longo prazo, pois as estruturas de capital, por serem de natureza estratégica, não são frequentemente alteradas. Entretanto, o capital de curto prazo pode assumir importância significativa em algumas empresas, substituindo o capital de longo prazo.

 

10 - Demonstrações Financeiras

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Demonstrações

Financeiras

10.1 Demonstrações financeiras, segundo as Leis nos 11.638/07 e

11.941/09

A Lei no 11.638, de 28-12-2007, alterou artigos da Lei no 6.404/76, conhecida como Lei das Sociedades por Ações, principalmente, com o objetivo de harmonizar as normas contábeis brasileiras aos padrões das normas internacionais de contabilidade, conhecidas como IFRS (International Financial Reporting Standards). Posteriormente, em 27 de maio de 2009, foi promulgada a Lei no 11.941, que também alterou artigos da Lei no 6.404/76.

De acordo com o artigo 176 da Lei no 6.404/76, é obrigatória a publicação pelas companhias, ao final de cada exercício social com duração de um ano, das seguintes demonstrações financeiras:

a) balanço patrimonial; b) demonstração do resultado do exercício; c) demonstração de lucros ou prejuízos acumulados ou demonstração das mutações do patrimônio líquido; d) demonstração dos fluxos de caixa; e) se companhia aberta, demonstração do valor adicionado.

 

11 - Análise das Demonstrações Contábeis

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11

Análise das

Demonstrações Contábeis

11.1  Introdução à análise de balanços

11.1.1  Objetivos e usuários

Análise de demonstrações contábeis ou financeiras e análise de balanços têm o mesmo significado. A partir deste momento, será utilizada a última forma de expressão.

A análise de balanços é feita, basicamente, com os dados do balanço patrimonial e da demonstração de resultado. Outras demonstrações contábeis legalmente obrigatórias (e as não obrigatórias, como a demonstração do fluxo de caixa) auxiliam na análise da situação patrimonial e financeira da empresa. As

Notas Explicativas, o Relatório da Administração e o Parecer da Auditoria Independente, quando existentes, fornecem informações bastante úteis para interpretação correta dos dados contábeis e análise de tendências.

A análise de balanços é considerada uma arte, apesar de utilizar fórmulas matemáticas e métodos científicos para extrair dados, pois, dependendo do grau de conhecimento teórico, conhecimento do ramo, experiência prática, sensibilidade e intuição, cada analista poderá produzir diagnósticos diferentes a partir de um mesmo conjunto de dados.

 

12 - Análise Financeira da Gestão Operacional

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Análise Financeira da

Gestão Operacional

12.1  Análise do retorno sobre o investimento

Para complementar a análise do retorno sobre o capital investido, dois conceitos merecem ser destacados: o retorno sobre o investimento e o lucro residual.

12.1.1  Retorno sobre o investimento

O Retorno sobre o investimento (Return on Investment, da sigla ROI) é considerado por muitos analistas como a melhor medida de eficiência operacional.

Mas, na prática, esse indicador tem limitações e deve, portanto, ser utilizado juntamente com outros indicadores, tais como padrões e orçamentos. No Capítulo 9 foram feitos estudos sobre a estrutura de capital e rentabilidade do ativo.

As seguintes relações e fórmulas (que produzem o mesmo resultado) podem ser utilizadas para medir a taxa de ROI:

ROI = Margem líquida × Giro do Ativo total

A margem líquida é obtida pela divisão do lucro líquido pela receita líquida, e o giro do ativo total, pela divisão da receita líquida pelo ativo total. Então, tem-se:

 

13 - Formação do Preço de Venda e do Lucro

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Formação do Preço de

Venda e do Lucro

13.1  Relação custo-volume-lucro

A análise da relação custo-volume-lucro tem a finalidade de calcular o ponto de equilíbrio (breakeven point), isto é, o ponto em que as receitas de vendas se igualam com a soma dos custos e despesas e o lucro é nulo.

Para calcular o ponto de equilíbrio, assumem-se algumas premissas:

a) não existem estoques acabados ou em fase de elaboração; toda a produção é vendida; b) não há distinção entre os custos e despesas; eles são separados em fixos e variáveis.

O conceito de relação custo-volume-lucro revela-se bastante útil para tomadas de decisões de planejamento do nível de produção e venda, porém tem limitações. Se a empresa produz um único produto (o que não é muito comum na prática), esse conceito pode ser aplicado sem problemas, mas se a empresa produz mais de um produto, surgem problemas de identificação dos Custos e

Despesas Fixos (CDFs) com os produtos (esse assunto é analisado em detalhes no Capítulo 14).

 

14 - Análise de Custos

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Análise de Custos

14.1  Rateio de custos indiretos de fabricação

14.1.1  Métodos de custeio

Custeio significa método de apropriação de custos. Os mais conhecidos são: custeio por absorção, custeio variável ou direto, custeio padrão, RKW e ABC.

Custeio por absorção. É o método que apropria aos produtos todos os gastos que contribuem para sua produção, de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade, e atende à legislação fiscal brasileira.

Custeio variável. É conhecido também como custeio direto e consiste na apropriação de todos os custos variáveis, mas somente esses, para avaliação de estoques. Os custos fixos não são considerados. É um método gerencial bastante útil em determinados tipos de análise, mas não atende à legislação fiscal.

Custeio padrão. O moderno conceito de custo-padrão (ou custo standard) predetermina o custo do produto ou linha de produto com base em análises e estudos de engenharia dos processos de fabricação em condições normais de operação. Condições normais de operação pressupõem um cenário de bom desempenho operacional, considerando eventuais deficiências, mas com metas de alcance possível. Este método é aceito pela legislação fiscal, desde que haja ajuste de estoque.

 

15 - Instrumentos de Planejamento e Controle Financeiro

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Instrumentos de

Planejamento e

Controle Financeiro

15.1  Controle e informações gerenciais

15.1.1  Sistema de informações gerenciais

No mundo globalizado, sem um sistema de informações gerenciais ágil que produza informações confiáveis, uma empresa perde competitividade.

Sistema de informações gerenciais pode ser entendido como um conjunto de subsistemas de informações que processam dados e informações para fornecer subsídios ao processo de gestão de uma empresa.

Dados são elementos potencialmente úteis em sua forma bruta, mas não têm valor imediato por si sós, pois não transmitem ideia clara de determinado fato ou situação.

Informações são o resultado de dado ou conjunto de dados adequadamente processados para que o usuário final as compreenda e possa tomar decisões com base nelas.

EXEMPLO. A quantidade de produção do mês de abril é um dado. Esse dado, analisado e comparado com a quantidade de produção do mês de março

 

16 - Desenvolvimento de um Modelo de Orçamento

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16

Desenvolvimento de um

Modelo de Orçamento

16.1  Planejamento orçamentário

Neste capítulo, será apresentado um modelo de orçamento simplificado,1 mas suficientemente completo, para possibilitar a compreensão e visualização do mecanismo de planejamento orçamentário.

A empresa do nosso modelo é do setor industrial e chama-se “Companhia

Projetada” (CPR).

O orçamento geral é composto pelos seguintes orçamentos específicos:

1. orçamento de vendas;

2. orçamento de produção;

3. orçamento de matérias-primas;

4. orçamento de mão de obra direta;

5. orçamento de custos indiretos de fabricação;

6. orçamento de custo de produção;

7. orçamento de despesas de vendas e administrativas;

8. orçamento de investimentos;

9. orçamento de aplicações financeiras e financiamentos;

10. análise das movimentações financeiras;

Encontra-se à disposição dos professores, no site do GEN | Atlas, a planilha de simulação, com os dados apresentados neste capítulo.

 

17 - Planejamento e Controle Financeiro em Moeda Estrangeira

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Planejamento e

Controle Financeiro em

Moeda Estrangeira

17.1  Ambiente de raciocínio

Quando se faz controle financeiro em uma moeda que não seja a moeda corrente nacional, pode ocorrer interpretação equivocada do resultado financeiro.

Um investidor estrangeiro, mesmo quando faz um investimento em outro país, controla e calcula o retorno em moeda corrente de seu próprio país.

A preocupação com os fatores econômicos do país investido não será relevante, desde que ele tenha certeza de que seu investimento retornará com o ganho adequado.

Um investidor brasileiro que fizer o investimento em seu próprio país pode controlar seu investimento em moeda estrangeira como faria um investidor estrangeiro. Se raciocinar somente em moeda estrangeira, pode dificultar a interpretação correta dos fatos econômicos que geram o resultado financeiro em moeda corrente nacional.

17.1.1  Aplicação de investidor estrangeiro no Brasil

Vamos supor que um investidor norte-americano faça um investimento financeiro no valor de US$ 1.000 no mercado financeiro brasileiro (Figura 17.1).

 

18 - Planejamento, Controle e Análise de Despesas Financeiras

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Planejamento, Controle e Análise de Despesas

Financeiras

18.1  Planejamento de despesas financeiras

O planejamento financeiro consiste em adequar o volume de recursos exigidos para executar as atividades operacionais e de investimentos da empresa, avaliando as possíveis fontes de recursos. Nesse contexto, torna-se necessária, entre outras providências, a análise da estrutura de capital, bem como a avaliação da capacidade de obtenção de financiamento da empresa. O nível de atividades operacionais planejado deve ficar limitado à capacidade máxima de obtenção de financiamento.

As despesas financeiras podem exercer forte impacto sobre o lucro das empresas. A administração eficaz das despesas financeiras consiste em planejar, controlar e analisar adequadamente, compreendendo perfeitamente sua natureza e seu mecanismo, para maximizar os recursos financeiros colocados à disposição da empresa.

Os requisitos essenciais para a análise da variação entre as despesas planejadas e realizadas são dois: o volume e o preço. As despesas financeiras líquidas, bem como os saldos das operações financeiras que as geram, devem ser segregadas adequadamente, para que seja possível a análise da variação orçamentária, mediante a aplicação de técnicas tradicionais.

 

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