Análise gerencial de custos: aplicação em empresas modernas, 3ª edição

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O livro está dividido em 10 capítulos. O Capítulo 1 fala da empresa moderna. Este é um contexto importante para que todos possam entender a relevância de algumas informações de custos para os gerentes. O capítulo seguinte apresenta conceitos básicos de custos, com a preocupação de tornar os conceitos mais acessíveis. Já o Capítulo 3 define a diferenciação entre princípio e método de custos, abordagem não encontrada na maioria da literatura, mas que é fundamental para facilitar as discussões na seqüência.
Os Capítulos 4 a 8 apresentam a análise de custo-volume-lucro, o procedimento do custo-padrão, o método dos centros de custos, o custeio baseado em atividades e o método da unidade de esforço de produção, enquanto o Capítulo 9 trata da contabilidade de ganhos, originária da Teoria das Restrições. O livro encerra com a abordagem sobre alguns temas complementares: os critérios para avaliação de estoques, os custos conjuntos e o custeio por ordem.
Para complementar o aprendizado, inclui exercícios ao final de cada capítulo, a fim de facilitar o planejamento e a condução de uma eventual disciplina embasada nesse livro. O autor disponibiliza slides que seguem a estrutura do livro no seu site (www.inf.ufsc.br/~cezar) para o caso de interesse por parte do professor que queira empregar o livro como estrutura (ou apoio) para sua disciplina.
Livro-texto para disciplinas de Custos Industriais (ou custos gerenciais) em cursos de Administração, Engenharia de Produção e Ciências Contábeis, com enfoque eminentemente gerencial.

 

12 capítulos

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1 - A Empresa Moderna

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1

A Empresa Moderna

1.1 O novo ambiente competitivo

O ambiente no qual as empresas encontram-se inseridas está continuamente se modificando. Acom­panhando no tempo a direção dessas mudanças, verifica-se claramente que a competição tende a ficar cada vez mais acirrada. A diminuição de barreiras alfandegárias e a criação de grandes mercados de livre comércio indicam que a concor­rência tende a ocorrer mundialmente e que reservas de mercado caminham para a extinção. No Brasil, onde a industrialização foi alavancada em grande parte pela criação de reservas de mercado, aliada à abundância de matérias-primas e ao baixo custo da mão de obra, esse fenômeno também pode ser observado. A participação no Mercosul e a diminuição de barreiras à entrada de vários produtos importados no mercado interno está tornando a competição cada vez mais forte.

O aumento da concorrência vem provocando profundas transformações nos sistemas produtivos das empresas. A tendência dessas modificações pode ser obtida procedendo-se a uma comparação entre o sistema produtivo de uma empresa moderna e o de uma empresa tradicional.

 

2 - Conceitos Básicos de Custos

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Conceitos Básicos de Custos

2.1 A contabilidade de custos

2.1.1 Introdução

A contabilidade de custos surgiu com o aparecimento das empresas industriais (Revolução Industrial) com o intuito de determinar os custos dos produtos fabricados. Antes disso, os artigos normalmente eram produzidos por artesãos que, via de regra, não constituíam pessoas jurídicas, e praticamente só existiam empresas comerciais, as quais utilizavam a contabilidade financeira basicamente para a avaliação do patrimônio e apuração do resultado do período. O resultado era obtido subtraindo-se o custo dos produtos (mercadorias) vendidos da receita obtida pela empresa. Desse lucro (bruto), ainda eram deduzidas as despesas incorridas para o funcionamento da empresa.1 Assim,

(–)

(–)

(–)

(–)

1 

5958.indb 11

Vendas

Custo dos produtos vendidos

Lucro bruto

Despesas administrativas

Despesas comerciais

Despesas financeiras

 

3 - Sistemas de Custos

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Sistemas de Custos

3.1 Princípios e métodos de custeio

A análise de um sistema de custos pode ser efetuada sob dois pontos de vista.

Primeiro, podemos ver se o tipo de informação gerada é adequado às necessidades da empresa e quais seriam as informações importantes que deveriam ser fornecidas. Essa discussão está intimamente relacionada com os objetivos do sistema, pois a relevância das informações depende de sua finalidade. Assim, o que é importante para uma decisão pode não ser válido para outra. À análise do sistema, sob este enfoque, será dada a denominação princípio de custeio.1

A outra visão no estudo do sistema diz respeito à parte operacional do mesmo, ou seja, a como os dados são processados para a obtenção das informações.

A expressão método de custeio será empregada para se referir ao sistema encarado sob esse prisma.

Para tornar essas ideias mais direcionadas a sistemas de custos e para melhor debater o tema, analisaremos o funcionamento de uma empresa, a qual, simplificadamente, pode ser vista como um processo que transforma insumos em produtos, como na Figura 3.1.

 

4 - Análise de Custo-Volume-Lucro

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Análise de Custo-Volume-Lucro

Na utilização dos custos para auxílio à tomada de decisões, a previsão ou o planejamento do lucro da empresa é ponto importante. Um conjunto de procedimentos, denominados análise de custo-volume-lucro, determina a influência no lucro provocada por alterações nas quantidades vendidas e nos custos. Na verdade, os fundamentos da análise de custo-volume-lucro estão intimamente relacionados ao uso de sistemas de custos para auxílio a tomadas de decisões de curto prazo, característica do custeio variável. Este capítulo apresenta a análise de custo-volume-lucro, além de discutir o emprego de custos para subsidiar processos decisórios.

4.1 As decisões de curto-prazo

Como já foi comentado no capítulo anterior, o custeio variável está relacionado com o apoio a decisões de curto prazo. Esse termo não significa que tais decisões sejam menos importantes que outras (por exemplo, as decisões estratégicas), mas apenas que os custos serão separados em fixos e variáveis. Como já foi dito no Capítulo 2, tal classificação pressupõe o curto prazo, já que, no longo prazo, todos os custos são variáveis.1

 

5 - Custo Padrão

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Custo Padrão

5.1 Custos para controle

O objetivo principal do procedimento do custo padrão é fornecer suporte para o controle dos custos da empresa. A ideia básica do uso de custos para controle é fornecer um padrão de comportamento para os custos, ou seja, fixar quais deveriam ser os montantes para, ao final da apuração dos custos do período, proceder-se à compararação com os custos realmente ocorridos. As diferenças existentes entre o padrão e o real são, então, evidenciadas e analisadas. Assim, o procedimento do custo padrão consiste em:

1. fixar um custo padrão, o qual servirá de referência para a análise dos custos;

2. determinar o custo realmente incorrido;

3. levantar a variação (desvio) ocorrida entre o padrão e o real; e

4. analisar a variação, a fim de auxiliar a procura pelas causas (motivos) que levaram aos desvios.

Devemos ressaltar que o controle só é concretizado quando há ação gerencial para se corrigirem as distorções e se evitar que um eventual problema não se repita. Naturalmente, as causas das variações devem ser encontradas e as correções decorrentes efetuadas o mais rapidamente possível para que o controle efetivamente ocorra.

 

6 - Método dos Centros de Custos

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Método dos Centros de Custos

6.1 Introdução

O método dos centros de custos, método das seções homogêneas, RKW,1 BAB2 ou mapa de localização de custos tem sua origem na Europa, no início do século

XX.3

Esse método trabalha apenas os custos indiretos, não sendo apropriado para os custos de matéria-prima. Assim, quando falarmos em custos, neste capítulo, estaremos excluindo os custos de MP, bem como os demais custos diretos.

A característica principal desse método é a divisão da organização em “centros de custos”. Os custos são alocados aos centros, por meio de bases de distribuição

1 

Abreviação de Reichskuratorium fur Wirtschaftlichkeit, que significa “Instituto Real para a

Economia”, criado após a Primeira Guerra Mundial. Os estudos do RKW serviram de base para um

Decreto do governo alemão, em 1937, que obrigava as empresas alemãs a utilizarem um plano de contas e método de alocação de custos padronizado. Em 1949, o nome mudou para RationalisierungsKuratorium der Deutschen Wirtschaft, que pode ser traduzido como “instituto para racionalização da economia alemã” (disponível em: ).

 

7 - Custeio Baseado em Atividades (ABC)

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Custeio Baseado em Atividades (ABC)

7.1 Introdução

Na década de 70 e início da década de 80, as empresas relacionadas à indústria da automação enfrentavam dificuldades em vender seus produtos, pois os gerentes que desejavam automatizar seus processos não conseguiam justificar o grande investimento necessário para a compra dos equipamentos. No entanto, muitos gerentes decidiam pela automação, mesmo quando a análise dos custos mostrava o caminho contrário. Isso ocorria porque, na análise de investimento tradicionalmente empregada, fatores intangíveis, tais como o aumento da qualidade pela maior padronização e aumento da flexibilidade, não eram considerados.

Em 1972, foi criada uma cooperativa formada por organizações industriais, acadêmicas e governamentais, com o propósito de apoiar as empresas-membro na procura por excelência no atual ambiente competitivo: o CAM-I.1 Em 1986, o

CAM-I formou um grupo de trabalho composto por empresas industriais, empresas de consultoria, professores e agências governamentais para trabalhar a problemática dos custos no novo ambiente concorrencial e de produção.

 

8 - Método da Unidade de Esforço de Produção (UEP)

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8

Método da Unidade de Esforço de Produção (UEP)

8.1 Histórico

O método da unidade de esforço de produção (UEP) tem suas origens na

França, na época da Segunda Guerra Mundial. O francês Georges Perrin criou um método de cálculo e alocação de custos e controle de gestão, denominado GP, e, logo após a Segunda Guerra, abriu uma empresa de consultoria para implantar seu sistema. Após a morte de Perrin, a metodologia caiu no esquecimento na

França. Um discípulo de Perrin, Franz Allora, modificou o método GP, criando o que ele denominou método das UPs, método das UP’s ou método das UEPs, e veio para o Brasil no início dos anos 60. Praticamente, não houve aplicação dessa metodologia até 1978, quando foi criada uma empresa de consultoria em Blumenau,

SC, cuja atividade baseava-se na implantação desse sistema de custos, chegando a aplicá-lo em empresas das regiões de Blumenau e Joinville, SC. Em 1986, uma equipe de pesquisadores da UFSC incumbiu-se de estudar, divulgar e aprimorar o método, a partir do que se deu sua efetiva divulgação em congressos e por meio de dissertações de mestrado, principalmente na UFSC e UFRGS.

 

9 - Contabilidade de Ganhos

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Contabilidade de Ganhos

9.1 Histórico

Por volta de 1980, o físico israelense Eliyahu M. Goldratt desenvolveu um software destinado à programação da produção, ao qual chamou Optimized Production Timetables (OPT).1 Apesar de abordar a programação da produção via computador – que apresentava soluções com problemas na época2 –, o programa

OPT embasava-se em uma série de princípios, relacionados na consideração das restrições do sistema produtivo. Em 1982, o nome do programa foi alterado para

Optimized Production Technology, a fim de melhor refletir os princípios que embasavam as aplicações do OPT, princípios estes que eram os principais responsáveis pelos bons resultados proporcionados pela implantação do OPT. Essas ideias foram publicadas mais tarde, no livro A meta (Goldratt e Cox, 1988), lançado em

1984, e o termo OPT passou a ser comumentemente usado na comunidade científica para se referir aos princípios propostos por Goldratt.3 No final dos anos 80,

 

10 - Custos - Conceitos Adicionais

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Custos – Conceitos Adicionais

10.1 Introdução

Neste capítulo, iremos ver alguns conceitos extras sobre custos. Trataremos de assuntos que não interferem diretamente nos temas vistos ao longo do livro.

Podemos dizer que são discussões sobre problemas práticos que aparecem na implementação de um sistema de custos, bem como situações particulares que se apresentam em alguns processos produtivos e influenciam as características do sistema de custos. Este capítulo está dividido em três tópicos: critérios para avaliação de estoques, sistemas de acumulação de custos e custos conjuntos.

10.2 Critérios para avaliação de estoques

Imagine que a empresa AVALIA tenha comprado 1.000 unidades de MP a

$ 10/un. e, no período 1, tenha utilizado somente 700 unidades. Se o estoque de

MP era zero no início do período 1, o resultado pode ser visualizado pela Figura

10.1.

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Custos – Conceitos Adicionais 

 

Apêndices

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Apêndice A

Os Encargos Sociais e Trabalhistas

Um dos itens de custos menos compreendidos pelos gerentes e, principalmente, pelos estudantes, são os encargos sociais. Também há controvérsias e exageros quando as pessoas tratam desse item, especialmente em declarações de políticos, sindicalistas e empresários, o que é um dos motivos da citada dificuldade de compreensão. Por isso, embora o detalhamento dos itens de custos não seja o objetivo deste livro, este Anexo apresenta o exemplo dos encargos de uma empresa fictícia e comenta os valores percentuais encontrados. Ressaltamos que os números empregados valem apenas como exemplo, sendo que cada empresa é um caso específico e deve levantar sua própria situação. No entanto, os valores não são muito diferentes dos incorridos realmente por boa parte das empresas no Brasil.

Vamos tomar a folha mensal de pagamentos da empresa Tributa Ltda., a qual

é definida como sendo o montante que a empresa realmente paga aos funcionários,1 e supor que ela corresponda a $ 100.000,00. Os encargos incidentes sobre a folha, para a Tributa Ltda., são:

 

Respostas de Alguns Exercícios

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Respostas de Alguns Exercícios

Capítulo 2

2.8 Lucro líquido = $ 25.000,00

2.9 Lucro líquido = $ 15.000,00

2.10 Lucro líquido = 0

2.11 Lucro líquido = $ 5.000,00

2.12 Lucro líquido = $ 10.000,00

2.13 a) custo un. = $ 6,55

b) lucro líq. = $ 5.000,00

c) custo unit. = $ 6,51

lucro = $ 16.500,00

2.14 a) IFPP = $ 40.000,00

b) IFPA = $ 240.000,00

c) CPV = $ 310.000,00

d) lucro = $ 60.000,00

5958.indb 206

5/5/2010 19:04:20

Respostas de Alguns Exercícios 

207

Capítulo 3

3.7

março

abril

maio

junho

julho

25.00

26.11

26.11

29.29

31.67

15

15

15

15

15

25.00

25.00

25.00

25.00

25.00

30,000.00

a) integral ($/un.)

b) variável

c) ideal

   desperdícios ($)

30,000.00 90,000.00 120,000.00

d) custos ideais ($) 750,000.00 675,000.00 675,000.00 525,000.00 450,000.00

 

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